quinta-feira, 20 de maio de 2021

Mummies - Fuck C.D.s! It's... (1992)

GÊNERO
: Garage Punk
ORIGEM: EUA (San Bruno - San Mateo / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Trent Ruane (Vocal, órgão, saxofone)
Larry Winther (Guitarra)
Maz Kattuah (Baixo)
Russel Quan (Bateria)
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Este é o segundo álbum lançado pelo grupo, através do selo Hangman. É o segundo álbum, mas na verdade pode ser considerado o primeiro, pois é a versão britânica do álbum de estreia do grupo, com as mesmas gravações, a diferença está na capa, no título e no número de faixas, já que esta versão possui 3 faixas a menos em relação à versão norte americana. Embora o grupo tenha sido formado no final dos anos 80, eles fazem um "revival" das bandas dos anos 60, sendo a principal influência o grupo Sonics. Esta ideia de resgatar os anos 60 está bem evidente, não só no som, mas na concepção, pois fazem questão de gravar com instrumentos e equipamentos de baixa qualidade, ao vivo e sem muitos overdubs ou mixagens, além de que, como o nome do álbum já sugere, são contrários ao CD, valorizando a mídia em LP. Outra curiosidade está na vestimenta dos integrantes, com faixas enroladas pelo corpo simulando uma múmia, como o nome do grupo já sugere. Além desta, outra curiosidade é que metade das faixas são músicas cover, sendo a grande maioria delas de composições da década de 60. É um bom álbum, com um bom embalo, boas composições e muita energia. As composições não são velozes, existindo quatro faixas instrumentais.
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FAIXA A FAIXA:
1) Your Ass (Is Next In Line). O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores, com um bom embalo, um arranjo bem simples, mas muita energia, com um bom refrão que é, aliás, o grande destaque.
2) Stronger Than Dirt. Esta é a primeira faixa cover do álbum, uma composição de Bob Gale e Fred Bauer, gravada, originalmente, pelo grupo Jay & Techniques, em 1967. Uma progressão harmônica bem repetitiva, com frequentes pausas. Não muito veloz, mas uma boa composição.
3) Little Miss Tee-N-T. Esta é uma das faixas instrumentais do álbum, com um bom embalo, um bom swing, com pitadas de jungle, mas soando bem rock 'n' roll. Um bom tema da melodia, executada pela guitarra, que, aliás, é o destaque da composição.
4) Come On Up. Esta é a segunda faixa cover do álbum, uma composição de Felix Cavaliere, gravada, originalmente, pelo grupo Young Rascals, em 1967. É uma excelente composição, com a progressão harmônica típica do rock 'n' roll, sendo o destaque o trecho com o cromatismo. Um bom embalo, com pitadas de punk rock.
5) She Lied. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, e é, também, o terceiro cover do álbum. Música composta e gravada, originalmente, pelo grupo Rockin' Ramrods, em 1964. Uma excelente intenção, com uma boa progressão harmônica, apesar de simples, sendo o destaque a parte A. Bem embalada, embora não muito veloz.
6) Sooprize Package For Mr. Mineo. Esta é a quarta faixa cover do álbum. Composta e gravada, originalmente, pelo grupo Supercharger, em 1991. Apesar de mais recente em relação às demais faixas cover do álbum, a pegada e intenção é a mesma. Também com um bom embalo e um arranjo bem simples.
7) The Ballad Of Iron Eyes Cody. Esta é a segunda faixa instrumental do álbum e é, também, uma das que eu considero das melhores. Com um ótimo arranjo, um bom tema da melodia, além de possuir um bom embalo. O destaque está na guitarra.
8) Skinny Minnie. Esta é a quinta faixa cover do álbum. Composta por Arrett KeeferBill HaleyCatherine Cafra e Milt Gabler, gravada, originalmente, pelo grupo Bill Haley & His Comets, em 1958. É uma composição que, no mesmo momento, nos remete a outras composições do grupo. Com um bom embalo e uma boa intenção, sugerindo certa "malandragem", esta é uma boa composição, baseando-se na progressão harmônica do rock 'n' roll.
9) The Frisco Freeze. Esta é a terceira faixa instrumental do álbum, possuindo um bom arranjo e um bom tema, executado pela guitarra, além de um bom embalo. Destaque para os acentos em sincronia entre os instrumentos.
10) Red Cobra #9. Outra boa composição, com a progressão harmônica típica do rock 'n' roll, existindo eventuais riffs bem característicos do gênero, também. Destaque para a ponte e sua frase de bateria, ao qual, com o órgão, deixa um clima bem interessante.
11) Justine. Esta é a sexta faixa cover do álbum, música composta por Dewey Terry e Don Harris, gravada, originalmente, pela dupla Don & Dewey, em 1973. Esta é a faixa mais rock 'n' roll do álbum, com todas as características do gênero presentes, desde a progressão harmônica até os detalhes de arranjo, passando pelos riffs de guitarra. Uma boa composição.
12) The Thing From Venus. Esta é a quarta e última faixa instrumental do álbum e é, também, uma das faixas que considero das melhores, com um bom reverber na guitarra, além de um ótimo tema da melodia, mais uma vez executado pela guitarra que é o grande destaque, possuindo um bom embalo.
13) Shot Down. Esta é a sétima e última faixa cover do álbum, uma composição de Gerry Roslie, gravada, originalmente, pelo grupo Sonics, em 1966. É uma ótima composição, com o riff inicial em que o AC/DC se inspirou para compor Have A Drink On Me! Com um bom embalo, o destaque é, justamente, este riff da guitarra.
14) Shut Yer Mouth. O álbum finaliza com a faixa que considero a melhor. Com certeza a faixa mais veloz e mais punk rock, possuindo bastante energia. Um arranjo bem simples, mas com uma ótima intenção. Destaque para a energia na execução do arranjo.
Ouça o álbum e foda-se os CD's! É...!

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Muddy Waters - Electric Mud (1968)

GÊNERO: Blues
ORIGEM: EUA (Rolling Fork - Sharkey / Mississippi)
FORMAÇÃO:
Muddy Waters - McKinley Morganfield (Vocal)
Gene Barge (Saxofone)
Charles Stepney (Órgão)
Phil Upchurch (Guitarra)
Roland Faulkner (Guitarra)
Pete Cosey (Guitarra)
Louis Satterfield (Baixo)
Morris Jennings (Bateria)
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Este é o quarto álbum de estúdio lançado pelo artista, através do selo Cadet. É um ótimo álbum, com uma concepção bem diferente dos registros anteriores do artista, pois possui diversos elementos novos para as composições, entre eles os efeitos, como pedais wah wah e fuzz, mas, principalmente, devido à intenção psicodélica. Considero o álbum uma mistura de Cream e Jimi Hendrix, além de pitadas de Stooges, mas sem perder a pegada blues. O álbum conta com diferentes versões de clássicos do artista, além de contar com uma faixa cover. Algumas composições monocórdicas (ou quase) e improvisos de guitarra, quase que de maneira constante, são características do álbum. Nada muito veloz, muito improviso e psicodelia, além de um timbre de fuzz bem evidente também são marcas do álbum. O curioso é que o álbum foi gravado com uma "banda de apoio", ao invés de ser gravado pelos integrantes que compunham o grupo nas apresentações ao vivo, esta "banda de apoio" era o grupo psicodélico Rottary Connection. Outra curiosidade é que o álbum atingiu a posição de número 127 na lista da Billboard 200 do ano de 1968. Este é um álbum que não foi muito bem aceito pelos fãs mais conservadores do blues, principalmente por soar bastante rock psicodélico e fugir da ideia original do gênero. O fato é que o álbum foi muito bem aceito pelo público em geral, sendo uma referência para inúmeros grupos e artistas das décadas seguintes. A arte da capa ficou por conta de Bill Sharpe.
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FAIXA A FAIXA:
1) I Just Want To Make Love To You. O álbum inicia com a faixa que considero a melhor. Muito groove, improviso e um ótimo riff de guitarra. Lembra bastante Jimi Hendrix, possuindo um bom embalo, apesar de ter mais groove do que embalo. Destaque para os improvisos e as frases e riffs dos instrumentos de corda.
2) I'm Your Hoochie Coochie Man. Esta é uma versão de um dos grandes clássicos do artista. Ainda com uma pegada blues, elementos mais rock, principalmente psicodélicos, estão bem presentes. O destaque está nas frases dos instrumentos de corda. Não muito embalada, existindo, inclusive, frequentes pausas na execução da harmonia.
3) Let's Spend The Night Together. Eis que surge a faixa cover do álbum! Esta é uma música composta por Mick Jagger e Keith Richards, e foi gravada, originalmente, pelo grupo Rolling Stones, em 1967. A versão mantém a essência da versão original, porém possui algumas diferenças, entre elas a frase inspirada na composição The Sunshine Of Your Love, do grupo Cream. No mais se percebe bem a intenção das composições do Rolling Stones.
4) She's All Right. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, uma composição monocórdica, com muito improviso e uma boa intenção. Com um bom embalo, uma levada da bateria com muito tambor e pouco prato, apenas pratos de ataque, esta composição lembra, um pouco, Stooges.
5) I'm A Man (Mannish Boy). Outra versão de um clássico do artista e, mais uma vez, uma composição monocórdica. Mantém a intenção da versão original, mas com elementos do rock psicodélico, principalmente, pelos improvisos e efeitos de guitarra. Um bom embalo, com pouca velocidade, mas uma boa composição.
6) Herbert Harper's Free Press News. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Mais uma composição monocórdica, recheada de improvisos, com a levada da bateria se apropriando bastante dos tambores. Destaque para os improvisos, embora possua uma frase como tema que surge de tempo em tempo, também bastante interessante.
7) Tom Cat. Uma boa composição, com um excelente riff que se mantém quase que o tempo todo. Ela se mantém, quase que o tempo todo, em um acorde apenas, embora tenha uma parte B que aparece eventualmente. Uma boa composição, com um bom embalo. Destaque para a execução da linha vocal, com muita expressão e potência na voz.
8) Same Thing. O álbum finaliza com a faixa mais blues de todas. Esta não se assemelha às faixas anteriores nem um pouco, soando mais como as composições do artista até este álbum. O que se assemelha às demais faixas são os efeitos da guitarra, mais especificamente o fuzz. Uma boa composição, mostrando que o artista continuara como um músico de blues e não do rock.
Ouça o álbum e entre na lama elétrica!

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Mr. T Experience - The Miracle Of Shame (2000)

GÊNERO: Pop Punk
ORIGEM: EUA (Berkeley - Alameda / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Dr. Frank - Frank Portman (Vocal, guitarra)
Erik Noyes (Órgão)
Gabe Meline (Baixo)
Jym - Jim Pittman (Bateria)
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Este é o quinto Ep lançado pelo grupo, após 9 álbuns de estúdio, através do selo Lookout!, e foi gravado nos estúdios Sharkbite, Foxhound e Peace And Conflict. É um Ep bem fraquinho, mais pop do que punk, embora possua algumas exceções. Composições com andamentos lentos e nem sempre embaladas, com arranjos não muito complexos, apesar de bem trabalhados. Um bom trabalho de mixagem, não possuindo nenhum destaque aparente, assim como nenhum músico de destaque. Os músicos não são muito técnicos, mas não servem para maus músicos, estando tudo no lugar, talvez por ser, já, nesta época, uma banda experiente, com 15 anos de existência. O curioso do Ep fica por conta da formação, já que este é o primeiro trabalho em que Erik aparece nos créditos, embora já tenha participado da gravação de dois álbuns anteriores. Embora seja o primeiro trabalho que o organista aparece nos créditos, ao mesmo tempo, é o último, já que ele deixou o grupo após a turnê que viria a seguir. Outra curiosidade é que este é o primeiro trabalho em que Gabe aparece nos créditos, também, embora tenha participado, não totalmente, da gravação do álbum anterior. A arte da capa ficou por conta de Chris Appelgren. Não considero dos melhores trabalhos já postados aqui, muito longe disso, chega a ter algumas músicas que não me agradam e as que me agradam não são de muito destaque, de qualquer forma, vale o registro e a resenha.
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FAIXA A FAIXA:
1) Spy Vs. Spy. O Ep inicia com uma das faixas mais fraquinhas, e uma das que menos me agrada. Extremamente pop, a única coisa que nos remete a um punk rock é a guitarra e seu timbre e riffs, sendo o destaque a parte A, não tão pop quanto o refrão.
2) Leave The Thinking To The Smart People. Outra faixa bem fraquinha, bastante lenta e com aspectos bem pop, incluindo a presença de um violão no lugar da guitarra na parte A. Esta e a faixa anterior são as que menos me agradam no Ep, sendo o destaque o arranjo do órgão. Esta lembra alguma música qualquer do Oasis!
3) Mr. Ramones. Considero esta a melhor faixa do Ep. Como o título sugere, ela lembra bastante com Ramones, bem simples, mas bastante embalada, sendo a faixa mais veloz do Ep. O destaque está na parte A. Uma mistura de Ramones com o garage punk, o que também não foge da ideia do grupo nova iorquino.
4) Stephanies Of The World Unite. Considero esta a segunda melhor faixa do Ep, possuindo um ar mais punk rock, embora a intenção pop ainda esteja bem evidente. Destaque para o embalo, lembrando, mais uma vez, Ramones, embora de maneira mais sutil que a faixa anterior.
5) I Don't Know Where Dan Treacy Lives. O Ep finaliza com uma faixa acústica, com apenas violão, voz e órgão e alguns efeitos de guitarra. Uma composição típica de fim de álbum / Ep, com a ideia de "acalmar" os ânimos. Lenta, pop e suave, mas uma boa composição, embora o arranjo não ajude muito.
Ouça o Ep e conheça o milagre da vergonha!

sábado, 1 de maio de 2021

Mr. Bungle - Goddammit I Love America!!!$!! (1988)

GÊNERO: Funk Metal
ORIGEM: EUA (Eureka - Humboldt / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Mike Patton (Vocal)
Luke Miller (Trompete)
Theobald Lengyel (Saxofone)
Trey Spruance (Guitarra)
Trevor Dunn (Baixo)
Hans Wagner (Bateria)
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Esta é a terceira demo, e terceiro trabalho, lançada pelo grupo, de maneira independente, e foi gravada no estúdio Vinyl Taco. Esta é uma boa demo, com excelentes composições, sempre bem criativas e com arranjos incomuns, além do frequente uso de dissonâncias. Embora eu tenha classificado como funk metal, isto não é evidente, já que percebe-se bastante influência de jazz e ska, além de outros sons mais experimentais, para mim, soa como uma mistura dos primeiros do Red Hot Chili Peppers com Primus e mais alguma banda de ska qualquer! O grande destaque da demo está nos instrumentos de sopro, embora as composições e os arranjos também mereçam atenção. Comum existir variações de compasso, muitas vezes, na mesma música. As músicas não são muito velozes e nem sempre são embaladas, porém o inesperado está sempre presente, elevando o nível das composições. Vale a pena conferir, um tipo de som que dificilmente se encontra hoje em dia.
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FAIXA A FAIXA:
1) Bloody Mary. A demo inicia com a faixa que considero a melhor, talvez a faixa mais funk de toda demo. Muito swing e groove, com bons arranjos de sopro tapando os espaços. Destaque para o arranjo de baixo, com muito slap.
2) Egg. Outra boa composição, com bastante groove na introdução, com eventuais trechos mais embalados, mas o que predomina é o ska. O grande destaque está nas excelentes frases dos instrumentos de sopro na parte B. Existindo uma intenção de tensão, embora não exagerada.
3) Goosebumps. Outra boa composição, com uma ideia bem ska, mais uma vez o destaque está no arranjo dos instrumentos de sopro. O arranjo merece atenção, com frequentes variações e intenções diferentes, não sendo muito embalada.
4) Waltz For Grandma's Sake. Como oo nome já diz, esta inicia com uma valsa, obviamente em compasso ternário, porém, logo em seguida, uma intenção ska que logo alterna para um funk com muito groove e swing. Não muito embalada, o destaque está no arranjo e suas variações de intenção.
5) Carousel. Talvez a faixa mais ska da demo, sendo o destaque, mais uma vez, o arranjo dos instrumentos de sopro. Com frequentes acordes de passagem e dissonâncias, o desenho melódico da voz também merece atenção.
6) Definition Of Shapes. Considero esta a segunda melhor faixa da demo. Um funk com muito groove e swing, possuindo excelente arranjo dos instrumentos de sopro, mais uma vez. O desenho melódico da voz também merece atenção.
7) Incoherence. A demo finaliza com a faixa que possui a menor duração, sendo, também, a faixa mais pesada, com a inclusão de bastante ganho na distorção. As frequentes variações de cadência e os arranjos de sopro ajudam a elevar o nível da composição.
Ouça a demo e... droga, eu amo a América!

domingo, 25 de abril de 2021

Motörhead - Eat The Rich! (1987)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Lemmy - Ian Kilmister (Vocal, baixo)
Würzel - Micahel Burston (Guitarra)
Wizzo - Philip Campbell (Guitarra)
Philthy Animal - Philip Taylor (Bateria)
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Este é o décimo sexto single lançado pelo grupo, após oito álbuns de estúdio, através do selo GWR, e foi gravado no estúdio Master Rock. Este é um bom single, bem hard rock, com as características típicas do grupo. A faixa título foi composta para ser a trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Peter Richardson. Uma comédia pastelão, que conta com a participação do grupo, bem como Lemmy e Paul McCartney como um dos personagens do elenco. O single possui a faixa título presente em seu álbum lançado no mesmo ano, e mais duas faixas inéditas. O curioso é que o single possui duas versões: uma em 7 polegadas e outra em 12 polegadas, porém as três faixas estão presentes apenas na versão de 12 polegadas, enquanto que na versão de 7 polegadas constam apenas duas faixas, a faixa título e apenas uma inédita. A faixa título também possui videoclipe de divulgação. As faixas são bem embaladas, não sendo das mais velozes composições do grupo, embora possua as características típicas das composições do grupo, sempre com um toque rock 'n' roll. A arte da capa ficou por conta de Joe Petagno. Um bom single, vale a pena conferir, ainda mais pelas faixas inéditas, sendo o único single lançado para o nono álbum do grupo, Rock 'n' Roll.
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FAIXA A FAIXA:
1) Eat The Rich. O single inicia com a faixa título, sendo, também, a faixa de divulgação, possuindo videoclipe. O vídeo alterna entre cenas do filme e cenas do grupo tocando em um palco. Esta é a faixa mais rock 'n' roll do álbum, com a harmonia típica do gênero. Não muito veloz, mas com um bom embalo, o destaque está no arranjo das guitarras, possuindo um refrão bem sing-a-long. O solo com bottleneck também merece atenção.
2) Just 'Cos You've Got The Power. Esta faixa está presente apenas na versão de 12 polegadas. É uma boa composição, também bem hard rock, com ótimos arranjos de guitarra, sendo o destaque o riff da guitarra na parte A. Na minha opinião ela seria sensacional se o andamento fosse mais elevado, acho ela um pouco lenta, no mais, é uma excelente composição.
3) Cradle To The Grave. Considero esta a melhor faixa do single, com um bom embalo, também bem hard rock, com destaque para o arranjo da guitarra e seu riff na parte A, o grande destaque, na minha opinião. O refrão bem característico das composições do grupo.
Ouça o single e coma o rico!

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Mötley Crüe - Carnival Of Sins (2006)

GÊNERO: Glam Metal
ORIGEM: EUA (Los Angeles - Los Angeles / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Vince Neil - Vincent Wharton (Vocal)
Mick Mars - Robert Deal (Guitarra)
Nikki Sixx - Frank Feranna (Baixo)
Tommy Lee - Thomas Bass (Bateria)
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Este é o segundo álbum ao vivo lançado pelo grupo, após 8 álbuns de estúdio, através do selo Mötley. É um bom álbum ao vivo, que resgata músicas de todos os álbuns do grupo que foram gravados com esta formação, a formação clássica do grupo, ao todo são músicas de 7 álbuns diferentes, existindo duas faixas cover. O álbum teve poucos overdubs, quase nenhum, apenas alguns na voz e na guitarra, oriundos de alguns erros ou desafinações. A mixagem do álbum é bem característica da década de 2000, onde os vídeos e DVD's estavam em alta, e o áudio se dava em função da imagem. As músicas são versões fiéis às originais, com eventuais detalhes diferentes, devido ao fato de ser ao vivo. O grupo é uma das referências do gênero, sendo inspiração para inúmeros grupos, em especial na década de 80, sempre com um bom embalo, sendo o destaque os arranjos de guitarra. Como toda banda de glam metal que se preze, sempre há as baladas, e aqui não podia ser diferente, e é este, justamente, o ponto fraco do álbum. O curioso é que primeiro foi lançado o DVD, em 2005, e no ano seguinte saiu a versão em áudio, em CD. O CD conta com duas capas diferentes, uma para os EUA e outra para o resto do mundo, sendo que a versão para o resto do mundo foi lançada primeiro. O repertório resgata bem a história do grupo, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Shout At The Devil. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores. Na verdade considero esta uma das melhores músicas do grupo, com um excelente riff de guitarra, bem como o refrão, bem sing-a-long.
2) Too Fast For Love. Esta faixa possui um bom riff de guitarra, um refrão bem sing-a-long, mas tem um ar bem "alegre", com aspectos bem evidentes do rock 'n' roll. Com um bom embalo, o destaque está no arranjo da guitarra.
3) Ten Seconds To Love. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Mais uma vez bem embalada e com um excelente riff de guitarra, a harmonia pausada, ao estilo AC/DC e um refrão bem sing-a-long, e, também com uma excelente progressão harmônica.
4) Red Hot. Outra faixa que considero das melhores do álbum, a faixa mais veloz até então, e, talvez, a mais veloz do álbum. Com um arranjo de bateria com dois bumbos e um ótimo riff de guitarra, esta se assemelha a Motörhead.
5) On With The Show. Aqui surge a primeira balada do álbum. Realmente não me agrada esta faixa, acho muito ruim. O velho clichê de baladas da década de 80, bem característico, lento e com caídas das notas do baixo na parte A. O destaque está no refrão, a qual dá uma acelerada e foge da ideia da balada, embora a melodia não se desprenda da intenção.
6) Too Young To Fall In Love. Considero esta uma boa faixa, mais uma vez com um excelente riff de guitarra, que é, aliás, o grande destaque, embora o refrão mereça atenção, bem sing-a-long. Bem embalada, o baixo dá toda intenção harmônica, deixando a guitarra livre para os riffs.
7) Looks That Kill. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Com um baixo pedal e um bom embalo, apesar de não muito veloz, mais uma vez o destaque está no riff da guitarra e no refrão, também bem sing-a-long, lembrando bastante Judas Priest.
8) Louder Than Hell. Esta é uma boa faixa, com um bom riff de guitarra, um bom embalo, embora não muito veloz, mas sem nada de especial. O destaque está no refrão e seu riff de guitarra e progressão harmônica.
9) Live Wire. Considero esta uma a melhor faixa do álbum. Com um ótimo embalo e um riff de guitarra matador, além do refrão sensacional, a faixa ainda possui certa velocidade. O destaque está no arranjo de guitarra e no refrão, embora os dois bumbos da bateria mereçam atenção.
10) Girls, Girls, Girls. Esta é uma boa faixa, mas não das minhas preferidas. Com um riff de guitarra bem pesado, com um bom embalo, ela possui uma ideia um pouco "alegre", em especial no refrão. O destaque está no riff da guitarra.
11) Wild Side. Outra faixa que considero das melhores do álbum, realmente muito boa. Mais uma vez o destaque está no riff de guitarra e no refrão, bem sing-a-long. Com um bom embalo, uma boa cadência harmônica na parte A e um bom desenho melódico da voz.
12) Don't Go Away Mad (Just Go Away). Esta é outra balada do álbum, embora esta seja a minha balada preferida do álbum, também não me agrada muito. Bem "mela cueca", com um arranjo bem "meloso", existindo a inclusão de um violão, o destaque está no refrão e na preparação para ele, com uma boa intenção.
13) Primal Scream. Uma boa composição, embora não considere das melhores. Com um bom embalo, um bom arranjo de guitarra (mais uma vez), ela não possui nada de mais que chame a atenção, sendo o destaque o pré refrão e sua progressão harmônica.
14) Glitter. Aqui começa a pior seqüência do álbum, na minha opinião, uma seqüência recheada de baladas, sendo esta a pior delas todas, a pior faixa do álbum! Violão, teclado e um arranjo de bateria quase que soando eletrônico, esta é uma balada bem ruim.
15) Without You. Mais uma balada ao estilo Guns 'n' Roses do início dos anos 90. Lenta, bem "mela cueca", existindo um violão no arranjo. O refrão bem balada, com as caídas do baixo bem características das baladas do gênero. Não me agrada nem um pouco esta composição, realmente muito ruim.
16) Home Sweet Home. Mais uma balada, um clássico do grupo, com inclusão de piano. Não gosto muito desta faixa, porém é uma balada que já me agrada um pouco mais, em função do refrão e sua progressão harmônica. Lenta, com a harmonia da parte A e melodia bem ao estilo baladas anos 80!
17) Dr. Feelgood. Após a sessão baladas do álbum, o repertório embalado inicia com uma ótima composição, bem pesada e, mais uma vez, com um ótimo riff de guitarra, que é o grande destaque da composição, junto com o refrão, bem sing-a-long, e seu desenho melódico da voz. Destaque para as frequentes pausas na harmonia na parte A.
18) Same Ol' Situation (S.O.S.). Outra faixa com um certo embalo, mas que não me agrada muito, embora não seja ruim. Com um arranjo rítmico da guitarra bem hard rock, enquanto o baixo se mantém pedal. O refrão é bem "alegre", existindo eventuais riffs de guitarra que são o destaque.
19) Sick Love Song. Outra boa composição, mas com nada de especial, embora possua um riff de guitarra bastante pesado. O destaque está no trabalho de dinâmica e no arranjo da guitarra. Não muito embalada, ela possui certo groove, além da inclusão de um teclado no refrão. Lembra, um pouco, Ozzy Osbourne.
20) If I Die Tomorrow. Esta é a composição que soa mais "moderna", possuindo riffs oitavados da guitarra, ela chega a ter aspectos do emo core, além de ter um arranjo no refrão bem pesado, em especial devido ao arranjo da guitarra.
21) Kickstart My Heart. Considero esta uma das melhores faixas do álbum e, também, uma das melhores faixas do grupo, simplesmente excelente, com todos os ingredientes que podem fazer uma música soar realmente boa! Bem embalada, com uma excelente progressão harmônica e riffs de guitarra, o grande destaque está no refrão, bem sing-a-long e com um excelente desenho melódico da voz.
22) Helter Skelter. Esta é uma das faixas cover do álbum. Uma composição de John Lennon e Paul McCartney, que foi gravada, originalmente, pelo grupo Beatles, em 1968. É uma composição bem pesada para os padrões do grupo britânico, sendo o destaque a frase da guitarra existente no refrão. Com um bom embalo e um certo peso no arranjo, considero uma boa composição, mas com nada de especial.
23) Anarchy In The U.K.. O álbum finaliza com mais uma faixa cover, e é, também, uma das faixas que considero das melhores. Esta foi composta e gravada, originalmente, pelo grupo Sex Pistols, em 1976. Bem fiel à versão original, em todos os aspectos, com exceção da harmonia no final do primeiro solo. Um clássico do punk rock, com um bom embalo e um refrão sing-s-long.
Ouça o álbum e vá para o carnaval dos pecados!

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Monster Trux - Grind (2002)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Chicago - Cook / Illinois)
FORMAÇÃO:
Monster Matt (Vocal)
Jonny Aggro (Guitarra)
Matt Bones (Guitarra)
Scrape (Baixo)
GMC (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Deezal. É um ótimo álbum, apesar de ter sido lançado no século XXI, o grupo tenta regatar o som das bandas californianas, do gênero, da década de 80, soando como uma mistura de T.S.O.L., Adolescents e Suicidal Tendencies. Já havia feito uma resenha sobre este álbum em 2012, confira aqui! O som é bem sakte punk, mas possui pitadas de crossover, as faixas não são muito velozes, embora existam trechos acelerados, porém possuem um bom embalo. O vocal é ponto fraco, na minha opinião, não que seja ruim, mas faltou transmitir mais energia. O álbum conta com uma faixa bônus. A temática do skate é bem evidente, não só pelas letras, mas também devido à capa do álbum; aos acessórios de skate usados pelos membros do grupo, como joelheiras, cotoveleiras e capacete; mas também à guitarra de um dos membros, ao qual o corpo do instrumento é um skate, com rodas e tudo! Outra curiosidade é que alguns membros usam máscaras de monstros, fazendo jus ao nome do grupo! O grupo não durou muito tempo, encerrando as atividades devido à morte do baterista.
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FAIXA A FAIXA:
1) Svengoolie. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores. Com uma boa harmonia e bons riffs da guitarra, a parte A tem pitadas de crossover, incluindo eventuais harmônicos artificiais e dissonâncias no arranjo da guitarra. Bem embalada, mas não muito veloz, o destaque está no refrão e seu desenho melódico da voz.
2) Frankie Goes To Olliewood. Considero esta a melhor faixa do álbum, lembra muito Gang Green, mais especificamente a música Alcohol, porém apenas na parte A. O refrão possui uma boa frase da bateria, mas o destaque, na minha opinião, está na parte A e nos acentos. Também não muito veloz, mas com um ótimo embalo.
3) Speed Wheels. Esta é uma excelente faixa, com um bom arranjo, variando bem as intenções em cada parte. A introdução lembra Dead Kennedys, e as demais partes lembram Suicidal Tendencies. Esta possui um refrão bastante veloz e a parte A com um bom groove, mas não muito veloz.
4) Future Primitive. Outra boa composição, bem embalada, com um bom trabalho de dinâmica, variando entre momentos em que a guitarra abafa as cordas, na parte A, e outros mais soltos, no refrão. Os acentos marcados em conjunto pelos instrumentos são um ponto forte, na minha opinião. Possuindo um trecho com um bom groove no final.
5) Pool Shark. Esta faixa é quase instrumental, a voz apenas fala o título da música. A parte A possui um bom arranjo, com destaque para os acentos. Esta faixa possui certa velocidade, possuindo um bom trabalho de dinâmica entre a parte A e o refrão. Destaque para o refrão, bem embalado.
6) Shut Up And Skate. Esta faixa lembra bastante T.S.O.L., talvez a faixa mais punk rock de todo álbum. Com um arranjo bem simples, esta, provavelmente, deve ter sido a faixa escolhida como a de trabalho, devido à suas características. Bem embalada, mas nada veloz, o desenho melódico da voz na parte A é o grande destaque, na minha opinião, possuindo um refrão bem sing-a-long.
7) Independent. Esta é a faixa com mais aspectos de metal, mais especificamente o heavy metal. A frase da guitarra na introdução e no refrão se assemelha ao Iron Maiden. A parte A já possui frequentes pausas dos instrumentos de corda. Uma boa composição e com um bom arranjo.
8) Bones Brigade. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bem embalada e com certa velocidade, ela possui um refrão bem sing-a-long, com destaque para as trocas rápidas de acorde e os acentos no refrão, bem como a parte C, bem embalada.
9) Monster Show. Esta é a última faixa do álbum antes da faixa bônus. É uma boa composição que lembra Suicidal Tendencies, tanto pelo desenho melódico da voz, como pelo arranjo dos instrumentos de corda. Possui um bom groove, não muito embalada e não veloz. Uma boa composição, com destaque para o arranjo.
10) Bonus Track. A faixa bônus tem o som de pessoas andando de skate em uma mini rampa, porém, logo após a metade, uma música, bem suave, com toques de jazz, é sobreposta aos sons das manobras. Esta faixa possui, inclusive teclado. Após a música finalizar, os sons das manobras de skate continuam por mais alguns minutos.
Ouça o álbum e comece a moer!

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Moloko Plus - Der Weltbeste (1981)

GÊNERO: Pós Punk
ORIGEM: Alemanha (Pforzheim / Baden-Württemberg)
FORMAÇÃO:
Thomas Schmerda (Vocal, guitarra)
Wolfgang Goll (Guitarra)
Michael Wurster (Baixo)
Franco Glasing (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, de maneira independente. Na verdade este é o único álbum lançado pelo grupo enquanto o grupo estava na ativa, apenas mais um álbum com gravações inéditas foi lançado duas décadas depois. É um bom álbum, mas que não consegue manter uma característica evidente no que diz respeito ao gênero. Embora eu tenha classificado como pós punk, ele soa como estivesse em um limbo entre o punk rock e o new wave. Percebe-se fortes traços do punk rock, porém soando como se quisessem fugir desta ideia, tentando algo inovador, algo como o que viria a ser o new wave, mas cravando seus arranjos em algo mais concreto e que estava mais em evidência na época, como o pós punk. O álbum possui uma faixa instrumental, muitas das composições contam apenas com uma cadência harmônica, bem como ideias minimalistas. As faixas não são muito velozes, nem sempre são muito embaladas, mas as intenções e arranjos merecem atenção, sendo o grande destaque do álbum. A arte da capa ficou por conta do próprio Thomas. Um bom álbum do pós punk, vale a pena conferir.
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FAIXA A FAIXA:
1) Nabbadakappdapp. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores. Bem minimalista, ela se mantém em uma cadência harmônica do início ao fim, bem como a frase da guitarra. Destaque para o solo e para a composição em si.
2) Hypnotisiert. Esta faixa já possui mais características do punk rock, não possuindo drive na guitarra (com exceção do solo), o que acaba descaracterizando o gênero e dando um aspecto mais "leve" à composição.
3) Feuer. Esta já soa bem pós punk, com uma condução da bateria nos tambores, usando pouco os pratos e uma guitarra que repete uma mesma nota em toda parte A, ela é bem "hipnótica", com destaque para o refrão.
4) Abramakabra. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, com duas partes bem distintas, a qual a primeira é instrumental, bem minimalista, com um bom embalo, e a segunda um pouco mais lenta e com a inclusão do vocal, ela fica bem na tangente entre o pós punk e o punk rock.
5) Manchmal Da Glaub Ich. Esta é uma das faixas que menos me agrada no álbum, embora não seja ruim. Com a forma de uma balada, mas não soando como uma, ela possui um bom embalo, apesar de não muito veloz, sendo o destaque o arranjo da guitarra.
6) Strassendekadenz. Considero esta a melhor faixa do álbum, sem sombra de dúvidas. Com certeza a faixa mais punk rock, ela possui um ótimo embalo. Destaque para o arranjo da guitarra, sempre com bastante liberdade para o improviso.
7) Femme Fatale. Aqui já voltam os aspectos do pós punk, como a condução em tambores e pouca utilização de pratos, possuindo um refrão bem sing-a-long.
8) Mädchen Meiner Träume. Outra faixa que pouco me agrada, mais "suave", com melodias mais alegres. Com um bom embalo, mas pouco veloz, esta composição é uma boa trilha sonora para uma pessoa caminhando alegre e despreocupada em uma rua próxima a um parque!
9) Moloko Plus. Outra boa composição, bem punk rock, com um bom embalo, mas com nada de especial, além de possuir um refrão bem sing-a-long, que, aliás, é o grande destaque.
10) Brutal. O álbum finaliza com a faixa instrumental. Esta sim um exemplo claro de música minimalista em compasso ternário, mas com o compasso da bateria quaternário, bastante interessante a ideia. Ela se mantém igual do início ao fim, sempre com a liberdade para os improvisos da guitarra. O destaque é a composição em si, mas também os improvisos da guitarra.
Ouça o álbum e conheça o melhor do mundo!

quinta-feira, 8 de abril de 2021

M.O.D. - Gross Misconduct (1989)

GÊNERO: Crossover
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Billy Milano (Vocal)
Louis Svitek (Guitarra)
John Monte (Baixo)
Tim Mallare (Bateria)
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Este é o terceiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Megaforce, e foi gravado no estúdio Pyramid Sound. Considero este um excelente álbum, foi o primeiro que eu ouvi, em meados de 1991. O álbum possui uma pegada bem crossover, às vezes pendendo mais para o thrash metal, às vezes pendendo mais para o hardcore, além de pitadas de punk rock. O álbum intercala entre momentos mais velozes e outros mais cadenciados, possuindo bastante groove. Soa bastante como uma mistura de S.O.D., Nuclear Assault e Slayer, sendo a semelhança maior com o S.O.D.. Guitarras com um timbre bem pesado, com bastante distorção são a marca do álbum, possuindo ótimos arranjos, os quais considero o destaque do álbum. Arranjos bem pensados e trabalhados, Louis, na guitarra, eleva o nível técnico do grupo, que não é baixo, embora o guitarrista se destaque. A arte da capa ficou por conta de Craig Hamilton, e o álbum possui uma faixa com videoclipe e uma faixa cover. Um excelente álbum que me dá uma sensação de nostalgia, então sou suspeito para falar, mas acredito que todos que curtem um bom crossover devem ouvi-lo!
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FAIXA A FAIXA:
1) No Hope. O álbum inicia com uma excelente faixa, com ótimos riffs, porém não muito veloz. O grande destaque está na progressão harmônica, com trocas rápidas de acorde, embora o arranjo também mereça destaque, assim como a introdução. O refrão possui um bom arranjo com dois bumbos. Embora não muito veloz, ela possui um bom embalo.
2) No Glove No Love. Considero esta a melhor faixa do álbum, com uma excelente progressão harmônica, ela possui um bom embalo e a parte A bem veloz, cadenciando no refrão. Destaque para o arranjo, em especial o da guitarra.
3) True Colors. Esta é a faixa que possui videoclipe de divulgação, e é, também, uma das faixas que considero das melhores do álbum. É um clipe com um toque cômico, com cenas do grupo tocando com diferentes estilos baseados no glam metal, além do próprio estilo do grupo. A composição mescla trechos com mais velocidade e outros mais cadenciados, possuindo um bom groove no refrão. Destaque para os arranjos de guitarra.
4) Accident Scene. Outra faixa bem interessante, iniciando bem veloz, mas perdendo a velocidade à medida que a composição vai se desenvolvendo. Destaque para o refrão, bem embalado, possuindo um trecho mais jazz no final.
5) Godzula. Outra boa composição, bem trabalhada e com ótimos arranjos de guitarra, além de bons riffs, muito groove e um arranjo bem trabalhado, talvez a faixa com o arranjo mais elaborado. Ela mescla trechos mais velozes com outros mais cadenciados, além de grooves e eventuais frases executadas em sincronia entre os instrumentos.
6) E Factor. Outra faixa com arranjo bem trabalhado, ótimos riffs, com arranjo da bateria com dois bumbos, variando entre trechos velozes e outros mais cadenciados. Destaque para as trocas rápidas de acorde, arranjo e riffs.
7) Gross Misconduct. A faixa que dá nome ao álbum possui um excelente refrão e, mais uma vez, um excelente arranjo. Não muito veloz, embora existam trechos mais velozes, com uma introdução  com um bom clima, além de bons arranjos e um bom solo de guitarra, sendo o refrão o grande destaque.
8) Satan's Cronies. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bastante veloz e com uma progressão harmônica que lembra bastante Nuclear Assault, o refrão dá uma cadenciada no andamento, além de ser um pouco sing-a-long.
9) In The City. Esta é a faixa cover do álbum, sendo uma composição de Lee Ving, e foi gravada, originalmente, pelo grupo Fear, em 1978. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, e é uma das faixas que mais me causam a sensação de nostalgia, pois tocava esta versão com uma banda que tive, em 1994. O curioso é que eu nunca tinha ouvido a versão original, conhecia apenas esta versão! É uma faixa bem punk rock, com um refrão bem sing-a-long e um bom embalo, com destaque para a caixa dobrada da bateria no refrão.
10) Come As You Are. Outra boa composição, iniciando bem veloz, mas possuindo trechos mais cadenciados e com groove. Mais uma vez, o destaque está no arranjo da guitarra, suas palhetadas rápidas e trocas rápidas de acorde.
11) Vents. Esta faixa possui pouca duração e funciona como uma pequena introdução. Por muitos anos pensei em se tratar da introdução da faixa seguinte!
12) Theme. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Com certeza a faixa mais alegre do álbum, porém é a faixa que mais me dá a sensação de nostalgia, pois, por muito tempo, a considerei a melhor do álbum, então eu ouvia ela constantemente, repetidas vezes! A faixa menos pesada do álbum, mas com uma ótima intenção.
13) P.B.M.. Outra faixa com pouca duração, porém esta não possui a característica de introdução, é, mesmo, uma composição com a forma bem estruturada, mas de pequena duração, também não possuindo muita velocidade.
14) The Ride. Uma composição com bastante groove, mas alternando com trechos mais velozes. Ótimos riffs, possuindo um ótimo embalo no refrão, o destaque está no arranjo, com diferentes variações de intenção.
15) Dark Knight. O álbum finaliza com outra boa composição, inciando com uma introdução com uma boa frase do baixo, surgindo a guitarra, aos poucos, até a pausa. Após esta pausa, um arranjo bem intencional, com efeitos de guitarra e um clima produzido pelo arranjo do baixo. Quando a música "começa" de verdade, a velocidade não é muita, embora ela apareça logo em seguida, intercalando, a progressão harmônica é o destaque.
Ouça o álbum e conheça uma má conduta grosseira!