quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Fora Do Controle - Demo (2001)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: Brasil (Brasília / Distrito Federal)
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Esta é a primeira demo, primeiro e único trabalho lançado pelo grupo, de maneira independente. Velocidade! Se tivermos que denominar o som da demo, esta é a palavra certa! É um som bastante veloz, que prioriza o hardcore old school, mas com pitadas de hardcore melódico brasileiro dos anos 90, este em função do instrumental, e de bandas punk oi! brasileiras dos anos 80, muito em função dos contracantos, mas um pouco, também, devido à voz. As músicas possuem pouca duração, os músicos não possuem muita técnica, inclusive, o contrabaixo tem uma corda desafinada, a sorte é que o instrumentista usa pouco ela! Outro ponto negativo é a qualidade da gravação. Trocas rápidas de acorde, frases cantadas de maneira rápida, são as principais características do grupo, mas o destaque está na velocidade das composições e, claro, a energia!
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FAIXA A FAIXA:
1) Postura. Considero esta uma das melhores faixas da demo, com trocas rápidas de acorde, muita velocidade e energia. O refrão é o destaque, na minha opinião, e o vocal lembra, um pouco, Dead Fish.
2) Resumos Financeiros. Outra faixa muito boa, também muito veloz e com muita energia. O vocal, em especial no refrão, lembra bastante bandas de punk rock brasileiras da década de 80, principalmente devido aos contracantos.
3) Concentre Sua Força. Esta faixa já possui um arranjo mais trabalhado, em especial na introdução. Mais uma vez a velocidade e a energia predominam, porém, no final, existe um trecho mais cadenciado. Os contracantos lembram muito Vírus 27!
4) Conhecimento. Considero esta a pior faixa da demo, embora seja muito boa! Mantém as características das faixas anteriores, porém executada com mais energia. O vocal, devido à energia, está mais "bagunçado".
5) Escolha. A demo finaliza com a faixa que considero a melhor. Com certeza a faixa mais bem trabalhada, existindo diversas partes com diferentes intenções, existindo mais trechos cadenciados se em comparação com as faixas anteriores. O destaque está na progressão harmônica.
Escute a demo e fique fora do controle!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Fly-X - Despertar (2009)

GÊNERO: Grunge
ORIGEM: Brasil (Guaramirim / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
João Luis (Vocal / guitarra)
Vagner Assis (Vocal, guitarra)
Kélson Marcelo (Bateria)
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Este é o terceiro álbum lançado pelo grupo. Embora eu tenha denominado como grunge, o álbum possui influências de hard rock, pop punk e indie, se assemelhando bastante com bandas como Nirvana, Sonic Youth, ou Mudhoney. As composições não são muito velozes e também não muito pesadas, mas possuem bons riffs de guitarra e arranjos bem pensados. Tecnicamente os integrantes não chamam a atenção, porém tudo está no lugar, existindo eventuais trechos em que frases, em sincronia, são executadas. O ponto forte está no arranjo das músicas, muito bem pensados, e o ponto fraco está, com certeza, na voz, que embora afinada e bem executada, falta energia, se mantendo muito "suave", deixando a composição sem a energia que deveria ter para que se torne mais empolgante, em apenas uma faixa percebemos esta energia no vocal. É um bom álbum, principalmente aos adoradores do grunge!
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FAIXA A FAIXA:
1) Despertar. O álbum inicia com a faixa título que é, também, na minha opinião, a melhor do álbum. A única faixa em que o vocal demonstra a energia que o som pede para deixá-lo mais empolgante, em especial no refrão. A caixa dobrada no refrão e os riffs de guitarra são o destaque, junto com a voz, da composição.
2) Tão Mal. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Já bem mais grunge do que a anterior e com vocal que necessita mais energia, esta é uma composição bem simples, mas embalada, apesar de não veloz. O refrão é bem pop punk, lembrando, um pouco, Raimundos.
3) Falando Ao Espelho. Outra faixa bem grunge, lembra bastante Nirvana, com as mesmas intenções de Smells Like A Teen Spirit, alternando entre distorção e guitarra limpa. Boa faixa, principalmente devido à dinâmica.
4) Colapso Mental Lunar. Esta já tem uma característica mais indie, embora não perca a característica do grunge, possuindo um refrão mais pop. Outra faixa que alterna as intenções entre as partes com distorção / guitarra limpa. A faixa que menos me agrada até então.
5) No Fim Da Estrada. Outra faixa mais indie, e também com refrão mais pop punk. O vocal desta faixa é bem fraco, chegando a ser usado falsete em eventuais trechos. Outra faixa que não me agrada muito.
6) Ela Diz: Drogue-me. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum. Já bem mais grunge que a faixa anterior, existindo um pouco mais de energia no vocal em relação à maioria das faixas. O refrão bem pedal e com bom trabalho de dinâmica é um ponto positivo na composição, cujo destaque, na minha opinião, está no desenho melódico da voz.
7) Damn You. Esta é uma boa composição, também bem grunge, lembra, um pouco, L7, porém o vocal fraquinho prejudica a qualidade da composição. Desenho melódico muito bom, sendo um dos destaques da composição juntamente com o trabalho de dinâmica, pena que a interpretação não está à altura!
8) Let Me Know How To Live. Esta é daquelas faixas que não precisavam estar presente no álbum! Simplesmente horrível! Uma balada pop, sem empolgação, tudo muito leve e fraquinho, com a progressão harmônica mais clichê no que diz respeito à baladas. O destaque está no arranjo das guitarras, mas insuficiente para deixar a composição, no mínimo, boa.
9) Against Me. Considero esta a faixa mais indie de todo álbum. É uma boa composição, tudo bem pensado, arranjado e interpretado, porém bastante arrastada. Bem grunge, um grunge "depressivo" por assim dizer! O destaque está no arranjo e na execução vocal do refrão.
10) Lose It. A faixa que finaliza o álbum é uma mistura bem dividida entre o indie e o grunge! O instrumental é bem indie, enquanto o vocal soa grunge. Porém bastante fraquinha, sem energia, mas uma boa composição que, poderia ser, na minha opinião, melhor interpretada.
Ouça o álbum e comece a despertar!

sábado, 14 de setembro de 2019

Flight 180 - Crackerjack (1998)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: EUA (O.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Kim Tennberg (Vocal, trompete)
Madelyn Mendoza (Vocal, percussão)
John Anderson (Saxofone)
Josh Brisby (Trombone)
Jerry Elekes (Guitarra)
Chris Tennberg (Guitarra)
Dave DesAmier (Baixo)
Jamin Boggs (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo BEC, e foi gravado no estúdio The Green Room. Embora eu tenha classificado como ska core, o álbum possui fortes influências de punk rock e pop punk, um pouco menos de hardcore melódico e swing, além de pitadas de rock psicodélico. As músicas alternam seu andamento, existindo algumas mais velozes e outras menos. Os músicos não têm muita técnica, mas também não servem para maus músicos, os arranjos são bem pensados e tudo está no lugar, sendo o destaque os instrumentos de sopro, mas, principalmente, os arranjos de voz, geralmente cantados a duas vozes, com ótima afinação e arranjo, principalmente nos contracantos. Não é um excelente álbum, apenas bom, embora não tenha nenhuma faixa ruim, e possui uma faixa cover. As faixas que considero boas, são realmente boas, elevando o nível do álbum como um todo.
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FAIXA A FAIXA:
1) Cool World. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores, bem embalada, com destaque na melodia e arranjo das vozes, merecendo destaque, também, para os sopros e a frase da guitarra. Um punk rock, quase um pop punk, que lembra Less Than Jake.
2) Tick Tock. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, porém já bem diferente da faixa anterior, pois esta é um swing, em shuffle, com destaque para os sopros e as vozes. Uma composição bastante intimista que foi a música de trabalho do álbum, existindo um videoclip de divulgação.
3) Vacation. Eis que surge o cover do álbum! É uma composição de Charlotte Caffey, Jane Wiedlin, e Kathy Valentine, e foi gravada, originalmente, pelo grupo Go-Go's, em 1982. A versão é um pop punk, com um bom trabalho de dinâmica, porém, nada de mais.
4) When We First Dated. Esta faixa já é mais embalada, um punk rock mesclado com ska core, existindo eventuais variações de intenção entre as partes, sendo o destaque os arranjos vocais. Nada de especial, mas uma boa composição.
5) Sally. Mais uma faixa embalada, com destaque para os arranjos vocais, embora os sopros também mereçam destaque. Esta é um punk rock que pode ser confundido com um hardcore melódico.
6) Wait. Esta composição tem uma característica mais pop em algumas partes, porém em outras ela se torna um punk rock com cara de pop punk. Na linha da faixa 3, estas são as duas faixas mais fraquinhas, na minha opinião, até aqui.
7) Slacking. Considero esta a melhor faixa do álbum, com certeza! Uma excelente harmonia, apesar de simples, com excelentes frases dos instrumentos de sopro, sendo o grande destaque os arranjos vocais, mais uma vez, em especial a segunda voz. Não é uma faixa muito veloz, sendo bem um ska core.
8) 405. Outra faixa que considero das melhores, também um swing, como a faixa 2, também em shuffle. Lembra um pouco o clássico Hit The Road Jack! Mais uma vez o destaque está nos arranjos vocais.
9) Lost In The Haze. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, ela me lembra bastante a música Whips & Furs, do Vibrators, embora não seja parecida! Esta é bem punk rock, com característica das bandas britânicas do final dos anos 70, porém com uma roupagem mais moderna!
10) Bittersweet. Esta é a única faixa composta com a ajuda de Madelyn, e é um rock psicodélico! Para quem gosta de Pink Floyd, esta composição é um prato cheio, já, para mim, considero esta uma das piores faixas do álbum! Com momentos até bacanas, mas no geral, nada agradável.
11) Just Like You. Esta é uma ótima faixa, que alterna entre um punk rock quase hardcore melódico e um hardcore melódico. O interessante é que estas duas partes possuem tonalidades diferentes, dando uma sensação interessante quando muda de uma para outra.
12) By My Side. Mais uma faixa bem pop punk, quase um punk rock, com destaque poara o arranjo dos instrumentos de sopro. Talvez a composição mais simples do álbum, com destaque para a melodia do refrão.
13) Sleepless Nights. Com certeza a faixa mais pop do álbum, lembrando, um pouco, Sublime. A parte A tem uma intenção bem pop, enquanto a parte B já soa mais punk rock. O destaque está, de novo, nos arranjos vocais.
14) Without A Thought. Mais uma faixa no estilo Less Than Jake, uma mescla de ska core com pop punk, com uma boa variação de dinâmica entre as partes, sendo o destaque o arranjo dos instrumentos de sopro.
15) Bonus Track. O álbum finaliza com uma faixa bônus, que é um punk rock, porém, devido à voz, soa um pop punk. Sem nada de especial, o destaque está, de novo, no arranjo vocal.
Ouça o álbum e conheça o crackerjack!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Flageladör - Guerreiros Do Álcool (2012)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Brasil (Niterói / Rio de Janeiro)
FORMAÇÃO:
Exekutor - Armando Filho (Vocal, guitarra)
André Bonadio (Baixo)
Márcio Cativeiro (Bateria)
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Este é o terceiro split lançado pelo grupo, após dois álbuns de estúdio, através do selo Cauterized. O split foi lançado com o grupo Thrashera, porém aqui comento apenas sobre o Flageladör. Apesar de ser um split "atual", ele lembra, e muito, bandas da década de 80. Com certeza a maior referência a ser percebida é do grupo Sodom, porém ele fica na tangente com o death metal dos anos 80 e o crossover, lembrando, também algumas bandas brasileiras, como Sarcófago, Dorsal Atlântica, Desordeiros, ou BSBH, estas duas últimas muito em função do vocal, além disso, alguns eventuais riffs de guitarra lembram Motörhead. As músicas são velozes, e os arranjos de guitarra possuem palhetadas rápidas, com figuras rítmicas de pequena duração, o timbre da bateria é muito semelhante à de bandas do mesmo gênero da década de 80. Pra quem curte o thrash metal dos anos 80, este split é um prato cheio!
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FAIXA A FAIXA:
1) Total Danação. Considero esta a melhor faixa do split, já começando com um petardo! Ótimos riffs de guitarra, velocidade, vocal bastante expressivo, lembrando o Alex Podrão, do BSBH. Música sem frescura, direto ao ponto!
2) Forjado Em Aço E Fogo. Esta faixa possui exatamente o mesmo andamento da faixa anterior, mantendo as mesmas características, ouvindo de maneira distraída, pode-se pensar que é a mesma faixa, a diferença é que esta possui mais riffs.
3) Expresso Para O Inferno. Outra faixa que mantém as mesmas características das anteriores, porém com andamento mais lento, os riffs de guitarra são o destaque, bem como o refrão.
4) Anjo Exterminador. Mais uma faixa com andamento mais lento, porém mais veloz que a faixa anterior. Mantém as mesmas características das faixas anteriores, sendo o destaque, mais uma vez, os riffs.
Ouça o split e conheça os guerreiros do álcool!

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Final Round - Songs For You Pride For Us (2010)

GÊNERO: Hardcore
ORIGEM: Brasil (São Paulo / São Paulo)
FORMAÇÃO:
Diego Garcia (Vocal)
Daniel Garcia (Guitarra)
Gabriel Brito (Baixo)
Lucas Sfair (Bateria)
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Este é o primeiro Ep lançado pelo grupo, de maneira independente. É o típico hardcore straight edge nova iorquino, se assemelha muito a bandas como Inside Out, Cro Mags, ou Judge. As músicas são pesadas e velozes, existindo muita fúria na execução das composições. Os músicos não possuem muita qualidade técnica, mas os arranjos, apesar de simples, são bem pensados e executados. A equalização deixa um pouco a desejar, podendo ter deixado o vocal mais em evidência e deixando-o mais pesado. A qualidade da gravação não é ruim, apenas a mixagem poderia ser melhor, para deixar o som do grupo mais pesado. As músicas não possuem muita duração, existindo eventuais trechos cadenciados. Vale a pena conferir, com exceção da mixagem, este Ep não deixa nada a desejar em relação a bandas de renome do mesmo estilo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Proud To Be Clear. O Ep já inicia mostrando a que veio! A faixa inicia com uma introdução mais cadenciada, mas logo após surge a velocidade, que não dura muito, já que em seguida a composição acaba!
2) Winning. Talvez a faixa menos veloz do Ep, mas bastante pesada, sem muito groove, o ritmo é bastante quadrado, a faixa lembra um pouco de Biohazard. Do meio para o fim a composição possui um trecho cadenciado bem interessante.
3) Final Round. A faixa que dá nome ao grupo é, na minha opinião, uma das melhores do Ep, bastante veloz e pesada, esta composição lembra um pouco Agnostic Front. No meio a composição possui um trecho cadenciado, com um arranjo de guitarra nos agudos, o problema é que a guitarra está desafinada!
4) We're Back. Considero esta a melhor faixa do Ep, iniciando mais cadenciada, com uma excelente progressão harmônica, instrumental. Logo após o vocal entra e, junto com ele, a velocidade! Os acentos em sincronia com os contracantos são um dos destaques.
5) Choices. O Ep finaliza com outra faixa não muito veloz, mas com uma excelente progressão harmônica, que é o destaque da composição. Talvez a faixa menos hardcore de todo Ep, mas ainda assim, uma ótima composição!
Ouça o Ep e entenda o que são sons pra você e orgulho pra nós!