segunda-feira, 30 de julho de 2018

Cerebros Exprimidos - Fuckwar (1997)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: Espanha (Palma De Mallorca / Ilhas Baleares)
FORMAÇÃO:
Jaime Triay (Vocal)
Juanmi Bosch (Guitarra)
Cañete (Baixo)
Sergio Prior (Bateria)
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Este é o quarto, e último, Ep e penúltimo trabalho lançado pelo grupo, através do selo Munster, já que eles encerraram as atividades um ano depois, lançando apenas mais um álbum após este Ep. É um Ep muito bom, com duas músicas sendo aproveitadas no trabalho seguinte, e com direito a um cover. Embora tenha classificado como skate punk, o Ep se confunde com punk rock, Oi!, e ska punk. Não existe muita técnica por parte dos integrantes, mas também está tudo no lugar com bons arranjos e excelentes interpretações, não é à toa que o grupo é referência em seu país. As músicas não são muito aceleradas, salvo alguns momentos, mas sempre embaladas. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Augestion. O Ep abre com a faixa que, na minha opinião, é a mais fraquinha de todas e foi uma das músicas aproveitadas no álbum seguinte! É um punk rock bem comum, sem nada de especial. Bem tocado e arranjado, mas com nada de empolgante. Não é uma faixa veloz, embora tenha um trecho em que a caixa é dobrada, após o segundo refrão.
2) 1984. Se a faixa anterior eu considero a pior do Ep, esta é, com certeza, a melhor de todo ele, e também foi aproveitada no álbum seguinte. Esta sim é veloz e embalada na parte B, com muita energia, dinâmica e frases de guitarra. Realmente vale a pena conferir.
3) Back Against The Wall. Esta é a faixa cover do Ep, música composta e gravada pelo grupo Circle Jerks em 1980. O grupo fez uma versão bem fiel à original, percebe-se que foi feito por verdadeiros adoradores do som, aqueles detalhes, que só quem já ouviu muitas vezes, estão ali. Ótima homenagem!
4) Huye De Ellos. O Ep fecha com um ska punk, bem Oi!. Boa faixa, bem diferenciada, mas também com nenhum atrativo a mais. De qualquer forma, o álbum fecha com a melhor das 4 músicas para esta função!
Ouça o Ep e que se foda a guerra!

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Caution - Wise Me Up (2002)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: Brasil (Belo Horizonte / Minas Gerais)
FORMAÇÃO:
Karla (Vocal)
Jully (Guitarra)
Luciene (Baixo)
Brenda (Bateria)
Avelin (Percussão)
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Este é o primeiro single e primeiro trabalho lançado pelo grupo, todo de maneira independente. Embora tenha rotulado o som como hard rock, tem grandes influências de new metal e pitadas de hardcore. Me correspondi com a Brenda, que acabou me enviando pelo correio este CD, em 2002, portanto o meu tem uma dedicatória que nenhum outro tem! Fiquei devendo um show para elas aqui em Porto Alegre! Prometi e nunca cumpri, podem cobrar! É um som bem dividido entre as partes, com bastante variações de dinâmica entre elas. É bem simples, tanto tecnicamente quanto o arranjo, mas bastante expressivo, o que acaba fazendo toda diferença. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Wise Me Up. É uma composição bem simples, possui três partes que "somem" e "aparecem" sem nenhuma variação, quase como montar um Lego, porém as partes A e B são as que mais aparecem. A parte A lembra um pouco de L7, com uma melodia vocal muito bacana, bem como o riff, aliás, considero esta parte o grande destaque da faixa. A parte B chama a atenção devido à expressão vocal, bem pesada, bastante diferente da outra parte, enquanto a parte C tem uma intenção bem tribal.
Ouça o single e me ajude a curtir o som da banda!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Catalépticos - Little Bits Of Insanity (1998)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Brasil (Curitiba / Paraná)
FORMAÇÃO:
Vlad (Vocal / Guitarra)
Gus (Baixo acústico)
Coxinha (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Fury. O curioso é que o álbum levou mais de um ano para poder ser lançado no Brasil, devido à questões contratuais com o selo inglês. Antes deste álbum, o grupo havia lançado apenas um Ep. Considero o álbum excelente, nenhuma música ruim, é um psychobilly que está mais pra punk do que pra rockabilly. Todas as músicas são velozes e embaladas, em nenhum momento tem descanso, a voz tem um timbre sepulcral, a bateria é tocada de pé, com apenas 4 peças (bumbo, surdo, caixa e ride), e, para completar, o slap do contrabaixo acústico dá um toque rítmico a mais para as composições. O álbum possui duas faixas instrumentais. Lembra um pouco de Asmodeus! Realmente vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Cannibal Holocaust. A faixa de abertura já inicia com o baixo mostrando o que espera no decorrer do álbum! Logo após, já com a bateria junto, a guitarra traz um riff muito bom, bem ao estilo Dead Kennedys, e então o vocal aparece, sempre com muito drive, além, claro, de muito embalo e velocidade!
2) Gambling With A Demon. Esta faixa inicia com um riff mais rock 'n' roll, mas logo que entra a bateria e a voz, a velocidade e o embalo já tomam conta e a poeira não desce mais!
3) Serial Joe. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente devido à sua harmonia, velocidade e embalo. Os acordes "largados" dão um clima bacana pro arranjo, bem como os riffs de guitarra.
4) Closing My Coffin. Esta é uma das duas faixas instrumentais. Muito boa composição, mais uma vez embalada e veloz, mas faltou a guitarra aparecer mais no arranjo, ao meu ver. Parece mais uma composição que ainda não foi gravada a voz!
5) Henry. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Mais um petardo, com o baixo sendo o grande destaque, mas também a velocidade e o embalo fazem toda diferença.
6) Atomic Zombie. A faixa tem no baixo um petardo, muito veloz, porém aqui temos um trecho cadenciado quando da entrada da voz, na parte A. O baixo é o grande destaque da faixa, mas a expressão vocal também ajuda na qualidade do arranjo.
7) Asshole. Outra faixa que considero das melhores! Ela inicia com bateria e baixo, um pouco mais lenta, mas por pouco tempo, logo entra a voz e a velocidade aparece novamente! Tem uma harmonia bem rock 'n' roll, com riffs e tudo mais, porém tem uma parte C que altera esta ideia. Muito boa composição, vale a pena conferir.
8) Hearse Driver. Outra faixa bastante veloz e com um bom riff de guitarra, que é o grande diferencial da composição, além das frases da mesma.
9) Catalepsia. Outra faixa muito boa que inicia com um bom riff de guitarra e um bom arranjo em sua introdução, criando uma expectativa do que virá! Que é um embalo característico do grupo! As partes sem voz são o grande destaque da faixa, a qual ainda possui um trecho cadenciado em shuffle!
10) Demented Symptoms. Esta é a outra faixa instrumental do álbum, já mais bacana que a anterior, até porque nesta a guitarra chama a responsabilidade e aparece bastante, sendo o grande destaque da composição, além, é claro, do arranjo. Mai uma faixa veloz e embalada!
11) Run From The Nightmare. O baixo inicia o arranjo e, mais uma vez, com muita velocidade. Outra faixa muito boa, embalada, sendo o baixo o grande destaque, muito em função da velocidade nos slaps.
12) Death Train. A faixa inicia com um arranjo mais cadenciado, talvez o momento do álbum em que fique mais tempo sem velocidade, embora não seja ruim e não dure por tanto tempo, já que logo a velocidade aparece novamente! Talvez a faixa mais lenta do álbum.
13) Psychobilly Is All Around. Considero a faixa que encerra o álbum a melhor de todas! Muito embalo, velocidade, energia, bom arranjo e, pela primeira vez, refrão sing-a-long! Composição que faz o álbum encerrar com chave de ouro!
Ouça o álbum e tente achar todos os pedacinhos de insanidade contidos!

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Carro Bomba - Carcaça (2011)

GÊNERO: Heavy Metal
ORIGEM: Brasil (São Paulo / São Paulo)
FORMAÇÃO:
Rogério Fernandes (Vocal)
Marcello Schevano (Guitarra)
Ricardo Schevano (Baixo)
Heitor Shewchenko (Bateria)
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Este é o quarto álbum lançado pelo grupo, através do selo Laser Company. Embora eu tenha classificado o álbum como heavy metal, ele soa ora como thrash metal, ora como hard rock, às vezes como stoner rock e, ainda, às vezes, como crossover. A verdade é que se assemelha muito ao Black Sabbath dos anos 90, principalmente devido à voz, o qual fica evidente a influência de Dio, tanto pelo timbre, mas, principalmente, pela linha melódica, que é muito semelhante. Aliás, creio que foi devido à voz que acabei classificando o álbum como heavy metal. As guitarras lembram, em alguns momentos, Judas Priest! Os músicos têm boa técnica e a qualidade da gravação é muito boa, o que deixa a qualidade das composições elevadas, além de ter arranjos bem trabalhados. É um excelente álbum, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Bala Perdida. O álbum inicia com uma ótima faixa, bem embalada e bem trabalhada. Esta está mais para um thrash metal, apesar de a voz ser mais heavy metal. Ótimos riffs de guitarra, o grande destaque da faixa.
2) Queimando A Largada. Esta é a música de trabalho do álbum, já que possui videoclip de divulgação. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, também tem como destaque os riffs de guitarra. Não é uma música veloz, mas o arranjo de guitarra compensa!
3) Carcaça. A faixa título do álbum é uma das melhores do álbum, na minha opinião. Bem pesada, sendo o destaque, mais uma vez, a guitarra. Com notas dissonantes, mas também  com o arranjo bem trabalhado, estes elementos dão um toque a mais para a composição.
4) Combustível. Esta é uma faixa bem lenta, apesar de não se tratar de uma balada, porém, bem pesada. Talvez a faixa mais semelhante à Black Sabbath. A linha melódica da voz é muito semelhante à Dio. Frases do baixo e da guitarra acontecem quase que o tempo todo!
5) O Medo Cala A Cidade. Outra música mais lenta e com m'uitos riffs por parte das cordas. Há momentos em que a composição se assemelha à Suicidal Tendencies, mas muito à Black Sabbath. É uma música bem arrastada, mas não tanto quanto à faixa anterior. E também não é muito veloz!
6) Mondo Plástico. Outra faixa lenta e pesada, parecendo, um pouco, com bandas de crossover. O destaque da faixa está no arranjo de bateria, que aparece na parte B, com os dois bumbos. Vale a pena conferir!
7) Blueshit. Esta é um blues! Daí o nome da faixa! Um blues com compasso simples, pesado e com muita distorção na guitarra. É o legítimo blues metal! Boa faixa, mas não muito empolgante.
8) Corpo Fechado. Muito boa faixa, mais uma que não tem velocidade, mas o arranjo das guitarras é o grande destaque. Há trechos, como a parte B, em que existe uma velocidade um pouco maior, enquanto que a parte A já é mais arrastado.
9) O Foda-se III. Mais uma faixa pesada e não muito veloz. É uma boa composição, sem frescura, não muito simples devido ao arranjo, em especial da guitarra. Vale a pena conferir, apesar de não ser das melhores.
10) Tortura (Pau Mandado). O álbum fecha com aquela que considero a melhor faixa. Com certeza a faixa mais veloz, e talvez a mais hardcore do álbum. Esta sim é bem simples, mas muito boa, sendo o grande destaque a sincronia entre os instrumentos.
Ouça o álbum e fique só com a carcaça!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Capdown - Wind Up Toys (2007)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: Inglaterra (Milton Keynes / Buckinghamshire)
FORMAÇÃO:
Jacob Sims Fielding (Vocal, saxofone)
Keith Minter (Guitarra)
Robin Goold (Baixo)
Tim MacDonald (Bateria)
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Este é o terceiro e último álbum lançado pelo grupo, através do selo Fierce Panda. O álbum foi lançado em Fevereiro e a banda acabou em Novembro do mesmo ano. É um bom álbum, mas não dos melhores. Creio que houve uma tentativa forte de flertar com o pop, como uma busca pelo marketing, já que as primeiras faixas soas de uma maneira e as últimas de outra maneira. Parece que o início do álbum é um apelo comercial, enquanto que o final parece ter mais a identidade do grupo. É o primeiro álbum em seis anos, e é um álbum mais pra hardcore do que para ska. Lembra bastante Sublime, mas com pitadas de Goldfinger, Red Hot Chili Peppers e bandas inglesas (muito devido às guitarras) como Strokes. Vale a pena conferir.
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FAIXA A FAIXA:
1) Truly Dead. O álbum inicia com uma das melhores faixas. Embora não muito veloz, gosto muito do seu arranjo e suas variações rítmicas, além de ter um excelente refrão. Vale a pena conferir!
2) Blood, Sweat And Fears. Esta já tem uma intenção mais ska, mas o grande destaque está na voz, principalmente no seu início. Lembra um pouco de Red Hot Chili Peppers este vocal. No mais é uma música bacana, mas nada de mais, existindo um trecho mais pesado já no meio para o final.
3) Wind Up Toys. A faixa título do álbum inicia com um riff bem pesado, mas depois, quando da entrada da voz, entra um ska, voltando ao riff pesado entre as partes. O destaque é o desenho melódico do refrão. Boa faixa.
4) Terms And Conditions Apply. A faixa inicia com um bom riff de guitarra, bem ao estilo inglês, e, mais uma vez, quando da entrada da voz, começa o ska. Talvez a faixa com mais apelo comercial até então, muito devido ao refrão. Não chega a ser ruim, mas não empolga.
5) Surviving The Death Of A Genre. Outra que inicia com um bom riff de guitarra, porém desta vez, sem ska! Mais uma faixa com apelo comercial, meio que pop,  meio que emo, o destaque está no riff da guitarra.
6) No Matter What. Com certeza a faixa mais pop e com maior apelo comercial do álbum. Bem lenta, ela é um ska com reggae e groove. Considero esta a pior faixa do álbum.
7) Thrash Tuesday. Aqui é como se começasse um novo álbum! E já iniciaria com um petardo! A música mais pesada e veloz de todo álbum, um hardcore sem frescura, pesado e de pequena duração. Considero esta a melhor faixa do álbum.
8) Generation Next. O grande destaque da faixa já fica exposto no início, que é o riff da guitarra. A frase da bateria quando da entrada da voz também é outro destaque, com um refrão bem sing-a-long. Ótima faixa, vale a pena conferir.
9) Keeping Up Appearances. Outra faixa muito boa, com uma harmonia e execução bem ao estilo das bandas britânicas! Logo após, quando da entrada da voz, a música se transforma num ska, que se mantém até o refrão. O destaque está no desenho melódico da voz na parte B, bem como a divisão rítmica da introdução.
10) Strictly Business. Esta é um hardcore melódico bem fiel! Uma das faixas mais velozes do álbum, embalada e com excelente desenho melódico da voz. Vale a pena conferir!
11) Community Service. Considero esta uma das melhores do álbum, apesar de não muito veloz. A frase da guitarra no início e a melodia do vocal são o grande destaque da composição que se transforma num ska quando da entrada da voz. Vale a pena conferir!
12) Home Is Where The Start Is. O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Uma intenção bem sombria, principalmente devido à harmonia, mas reforçado pelas notas da melodia vocal. As variações rítmicas são outro destaque. O álbum fecha com chave de ouro!
Ouça o álbum e comece a acabar com brinquedos!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Califórnia - 31ª Califórnia Da Canção Nativa Do RS (2001)

GÊNEROS: Rancheira / Milonga / Chimarrita / Chacarera / Chamamé / Vanera
ORIGEM: Brasil (Uruguaiana / Rio Grande Do Sul)
INTÉRPRETES: César Oliveira e Rogério Melo / Pirisca Grecco / Luiz Carlos Borges / Vinícius Brum / Délcio Tavares / Luiz Marenco / Jairo Lambari Fernandes / Eraci Rocha / Joca Martins / Roberto Luzardo / Tiago Cesarino / Jorge Freitas e Rubilar Ferreira / Adilson Moura / Robledo Martins / Léo Almeida / Luiz Felipe Delgado / César Santos / Ricardo Carus / Ângelo Franco
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Este é, como o título já diz, o trigésimo primeiro álbum do festival, lançado pelo selo USA. É um álbum que possui composições muito ricas e muito bem arranjadas, porém a maioria das faixas não tem aquela energia contida em várias músicas pampeanas, sendo a técnica e arranjo mais rebuscados em detrimento à energia. Poucas faixas têm rasqueado, a maioria possui dedilhado, além de contar com instrumentos pouco convencionais para o estilo, como bateria e contrabaixo elétrico. É um álbum bem extenso, com quase duas horas de duração, mas que reflete bem a história do festival. Com poucas faixas excelentes, algumas muito boas, a maioria ruim e uma minoria muito ruim, este é um bom álbum para se ouvir em momentos de sossego! Me agrada mais as faixas mais embaladas, mas todas têm o seu valor, basta analisar com calma, afinal de contas, todas elas foram bem pensadas para serem compostas!
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FAIXA A FAIXA:
1) CÉSAR OLIVEIRA E ROGÉRIO MELO - Lá Na Fronteira. O álbum começa com uma música bem alegre e bem típica do estilo pampeano, quase que um cartão de visitas ao que vai vir. Com uma instrumentação bem padrão, violão e voz, esta, apesar de não ser das minhas faixas preferidas, não chega a ser ruim.
2) PIRISCA GRECCO - Feito O Carreto. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, não é à toa que foi a música vencedora do festival. Uma milonga veloz executada por violão e voz, esta é uma ótima faixa, com direito à participação do acordeon. Realmente vale a pena conferir.
3) LUIZ CARLOS BORGES - Encontro Com A Milonga. Outra faixa muito bem executada, ainda por cima por um grande intérprete da música pampeana. O que não me agrada é que a faixa é muito alegre, mas também executada por violão e voz.
4) PIRISCA GRECCO - Jogando Truco. Outra faixa que considero das melhores do álbum, com frases bem interessantes do violão e uma levada bem expressiva, o que dá uma empolgação a mais. Também executada por violão e voz, esta é uma faixa que vale a pena conferir!
5) VINÍCIUS BRUM - Coração De Milonga. Também considero esta uma das melhores faixas do álbum. Esta já possui acordeon na instrumentação padrão além do violão e da voz. Uma boa milonga com uma levada bem interessante.
6) DÉLCIO TAVARES - Cantata Para Don Ramon. Primeira faixa do álbum ruim. Aliás, muito ruim. Com uma instrumentação que foge ao padrão do estilo. Com teclado e bateria, esta faixa nem se parece com uma música pampeana, poderia muito bem ser uma composição brega da década de 80! Realmente muito ruim.
7) LUIZ MARENCO - Milongão Para Assobiar Desencilhando. Aqui a qualidade volta à tona! Com um grande nome da música nativista do RS, esta faixa possui acordeon, violão e voz no seu arranjo, que é bem característico do estilo.
8) JAIRO LAMBARI FERNANDES - Se Um Dia Tu Chegares. Outra faixa muito ruim. Um love song brega, com teclado no arranjo, o que, mais uma vez, faz com que não se assemelhe ao estilo. Com violão, voz, teclado e flauta no arranjo, o destaque é o violão, o único instrumento fiel ao estilo.
9) ERACI ROCHA - Estiagem. Não me agrada muito esta faixa, mas não é das piores. Apesar de ter a gaita de boca como instrumento não convencional para o estilo, o restante do arranjo caracteriza a faixa, apesar de não ser tão evidente.
10) JOCA MARTINS - Milongão Sul Riograndense. Uma boa faixa, com violão, acordeon e voz, bem característico ao estilo, não chega a ser das melhores, mas não é ruim. São dois violões, o que deixa o arranjo de cordas mais rico em informações.
11) ROBERTO LUZARDO - Romance Do João Guerreiro. Tive a honra e o prazer de tocar e trabalhar com o Luzardo em algumas ocasiões. É uma boa composição, bem arranjada, mas não considero das melhores, com um arranjo que possui voz, violão e acordeon. O violão poderia ser mais expressivo, mas é uma boa faixa.
12) TIAGO CESARINO - Carreta Humana. Outra faixa que considero das melhores, a primeira com vocal harmônico, o que sempre foi algo bastante comum. Além das vozes, a faixa possui acordeon, violão, voz e percussão, mas o destaque ainda é a voz.
13) PIRISCA GRECCO - Na Fogueira Da Milonga. Aqui começa a pior seqüência do álbum, e olha que é uma seqüência longa! Embora seja chamada de milonga, a faixa mais lembra uma salsa! Realmente muito ruim.
14) JORGE FREITAS E RUBILAR FERREIRA - Vira Mundo. O jogo de vozes desta faixa é o grande destaque, mas muito alegre. Não é uma faixa ruim, mas com pouca expressão no violão, sendo o grande destaque a voz.
15) ADILSON MOURA - Aguadas. Outra faixa bem ruim, com muitos detalhes na instrumentação e um arranjo que não tem nada a ver com o estilo. Poderia muito bem ser uma composição de cantores como Rosana, por exemplo! Quase um sertanejo, realmente muito ruim.
16) ROBLEDO MARTINS - Num Poema Triste. Outra faixa horrível que não se assemelha em nada com o estilo. Mais uma balada com piano que foge ao estilo. Muito bem arranjada, mas horrível, quase um Nelson Ned!
17) VINÍCIUS BRUM - Os Olhos Da Minha Saudade. Esta faixa mantém as mesmas características da faixa anterior, alterando apenas a instrumentação. Realmente muito ruim, horrível e muito chata de se ouvir.
18) LÉO ALMEIDA - Acasos E Ocasos De Um Cambicho. Esta não chega a ser uma boa faixa, mas já não é horrível quanto as faixas anteriores. Muito lenta, com uma boa harmonia executada por violão e acordeon.
19) LUIZ FELIPE DELGADO - Salso Chorão. Música alegre, bem típica para animar festas. Não gosto muito desta faixa em função disso, mas não chega a ser das piores. A expressão do violão poderia ser diferente para chamar mais atenção.
20) CÉSAR SANTOS - Milonga Que Chora A Dor De Amor. Outra faixa bem ruim, muito lenta e que foge das características do estilo, principalmente devido ao arranjo rebuscado da harmonia.
21) ERACI ROCHA - Diferenças. Mais uma faixa lenta e ruim. Não chega a ser horrível, mas é ruim, lembra bastante uma música brega da década de 80, principalmente devido ao teclado.
22) RICARDO CARUS - Trigo Maduro. Aqui começa a última seqüência boa do álbum, esta é uma faixa bem bacana, existindo percussão no arranjo, bem sutil, o que valoriza a característica do estilo que existe na composição.
23) ÂNGELO FRANCO - Potreiro Vazio. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Muito bem composta e arranjada, principalmente devido aos violões. O grande destaque está na dinâmica do arranjo.
24) VINÍCIUS BRUM - Procurando O Bugio. O álbum finaliza com uma grande faixa, talvez a melhor do álbum, em um arranjo com violão, voz e acordeon, o grande destaque está no saxofone! Aqui o álbum fecha com chave de ouro!
Ouça o álbum para conhecer o que rolava no festival da fronteira oeste do estado no início deste século!