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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Bellrays - Raw Collection Vol. 2 (2005)

GÊNERO: Garage Punk
ORIGEM: EUA (Riverside - Riverside / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Lisa Kekaula (Vocal, tamborim)
Tony Fate (Guitarra)
Bob Vennum (Baixo, guitarra, percussão)
Ethan Halpern (Baixo)
Ray Chin (Bateria)
Todd Westover (Bateria)
Eric Allgood (Bateria)
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Esta é a terceira coletânea lançada pelo grupo, após 4 álbuns de estúdio, através do selo Bittersweet. Embora eu tenha classificado o som do grupo como garage punk, este é um álbum que nos remete a algum lugar entre os anos de 1967 e 1972, seja o estilo que for! O grupo tem características, além do garage punk, de punk rock, rock 'n' roll, rock psicodélico, funk e soul, estes dois últimos muito em função do vocal, que, ao meu ver, é o grande destaque do grupo. É uma banda com característica bem peculiar em seu som, gosto muito do grupo. O ponto fraco do álbum, na minha opinião, é a qualidade da gravação. Dá a sensação de que queriam manter as características dos grupos do final da década de 60 ou início da década de 70, então a mixagem deixa a desejar, embora atinjam o objetivo de se assemelhar com o período. Vocal potente e com muita expressão em cima de guitarras cheias de overdrive ou fuzz, realmente vale a pena ouvir. Esta coletânea conta com músicas que foram lançadas em singles ou coletâneas com diversos grupos lançados no período entre 1995 e 2004, existindo, inclusive, 4 faixas cover.
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FAIXA A FAIXA:
1) Swinging The Blade. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. O interessante é que a ponte existente na parte A da música é igual à música Where Nowhere Is do Hoodoo Gurus! Bem garage punk esta faixa, vale a pena ouvir!
2) Get It Right. Esta é a melhor faixa do álbum na minha opinião. Não muito acelerada, mas com um riff marcante que poderia muito bem ter sido criado por alguém do Deep Purple é o que torna a música bem interessante, existindo um baixo pedal na última volta que também eleva a qualidade da faixa! Vale a pena ouvir!
3) Chain On You. Esta é, na minha opinião, a pior faixa do álbum. Fraquinha, sem potência e lenta, lembra um pouco bandas como Creedence Clearwater Revival. Realmente não aconselho a ouvi-la!
4) I Got To Find My Baby. Este é o primeiro cover a aparecer no álbum! É uma música composta por Peter Clayton e gravada por ele mesmo, sob o nome de Doctor Clayton, em 1941. A versão original é um blues, mas muitos a conhecem na versão de Chuck Berry que a tornou mais rock 'n' roll. A versão deste álbum se assemelha à de Berry.
5) I'm A Lover. Outra música bem rock 'n' roll, lembra bastante a música Rocker do AC/DC ou qualquer outra música de rock 'n' roll dos anos 50 ou 60 como Great Balls On Fire! Boa faixa para quem gosta de rock 'n' roll!
6) Destroy All Everything. Única faixa instrumental do álbum, é uma boa música, tem a intenção de simular uma ideia de guerra e tem um riff que se mantém por quase toda música, muito semelhante à música tocada na apresentação de bandas do filme Queimando Tudo (Up In Smoke)! Conta, inclusive, com sons de tiros!
7) Dream Police. Outro cover! Esta música foi composta por Rick Nielsen e gravada originalmente pelo grupo Cheap Trick em 1979. É uma música muito conhecida, vários artistas já a regravaram e, inclusive, o personagem Apu, dos Simpsons, aparece cantarolando-a em um dos episódios. Legítimo hard rock que era feito no final dos anos 70!
8) If I Wanted To. Mais uma faixa cover! Esta música foi composta por Deniz Tek e gravada originalmente pelo grupo Radio Birdman em 1981. É bem punk rock, com muito overdrive e "sujeira" no arranjo. Muito boa a faixa, vale a pena ouvir!
9) Heat Cage. Outra faixa que considero das melhores do álbum! Esta tem um riff muito interessante onde o arranjo de bateria acompanha, sempre executado com muita "chiadeira" proveniente dos pratos. Vale a pena ouvir!
10) I Don't Need No Doctor. O último cover do álbum! Esta música foi composta por Nick Ashford, Valerie Simpson e Jo Armstead, gravada originalmente por Ray Charles em 1966. Também considero uma das melhores faixas do álbum, realmente muito boa. Um blues mais pesado e mais "sujo" é como eu definiria esta faixa!
11) Dark Horse Pigeon. Muito boa a faixa, considero esta a faixa mais experimental de todo álbum, existindo diversos arranjos bem diferentes entre as partes. Muita variação rítmica, notas e acordes dissonantes e sem definição de tonalidade são as características mais marcantes.
12) High School. Outra música bem hard rock ao estilo Rolling Stones ou AC/DC! Muito boa faixa, é bem rock 'n' roll, mas com muito overdrive. Frequentes pausas ajudam a elevar a qualidade da faixa.
13) Good Thing. Talvez a música mais embalada do álbum, outra faixa muito boa. Também bem hard rock, mas com mais estilo punk rock. Acentos bem marcados elevam a qualidade da faixa, muita expressão e muito fuzz! Vale a pena conferir!
14) One For The Heart. Considero esta uma das piores do álbum. É um rock 'n' roll bem básico, devagar, comum, trivial, que não acrescenta em nada. Arranjos e composições iguais a esta têm de monte, sendo assim, apenas uma música a mais.
15) Train, Train, Train. Excelente faixa, com certeza a música com mais groove e swing de todo álbum. A parte A se baseia basicamente em um acorde de E7, ao estilo Purple Haze do Jimi Hendrix. Bastante característica de funk e soul nesta faixa, que tem no groove o seu ponto forte.
Ouça o álbum e conheça o punk soul rock funk do grupo e volte no tempo até o final da década de 60!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Voodoo Glow Skulls - Baile De Los Locos (1997)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: EUA (Riverside - Riverside / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Frank Casillas (Vocal)
Joe McNally (Trompete)
Joey Hernandez (Saxofone)
Dave Mello (Clarinete)
Brodie Johnson (Trombone)
Eddie Casillas (Guitarra)
Jorge Casillas (Baixo)
Jerry O'Neill (Bateria, percussão)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 120 bpm. O ritmo possui certa densidade, principalmente, devido à variações de cadência, execuções harmônicas no contratempo, acentos deslocados do tempo forte, pausas, antecipações, e arranjos específicos de cada instrumento, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, existindo frequentes contracantos, devido aos sopros, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada em power chords e acordes com a inclusão da terça, existindo eventuais inversões, bem como frequentes frases do baixo e dos sopros que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para os arranjos de sopro.
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DESTAQUE: Baile De Los Locos
Música com compasso quaternário, tonalidade de Cm (Dó menor), e forma A-B-A-C-B-A-D-C-B-A. O ritmo possui certa densidade, principalmente, devido à variações de cadência, execuções harmônicas no contratempo, pausas de pequena duração, acentos deslocados do tempo forte, bem como arranjos específicos de cada instrumento, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, existindo constantes contracantos, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada em power chords e acordes com a inclusão da terça, existindo acordes de passagem oriundos de empréstimo modal (5º dominante) e tonal, eventuais inversões, bem como frequentes frases do baixo e dos instrumentos de sopro que ajudam a caracterizar a harmonia em questão, sendo em A: I-III/V-V-I-III-III/V, em B: I-V6, em C: I-V, e em D: I-VII-VI-V-I-VII-VI-V-IV-V-VI-IV-V-VI.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bellrays - In The Light Of The Sun (1993)

GÊNERO: Soul
ORIGEM: EUA (Riverside - Riverside / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Lisa Kekaula (Vocal)
Bob Vennum (Guitarra)
Jim Kerwin (Teclado)
Luis Morgan (Trompete)
John Wollman (Saxofone tenor)
Tony Bramel (Baixo)
Ray Chin (Bateria)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 100 bpm. O ritmo possui certa densidade, principalmente devido à pausas de pequena duração, acentos deslocados do tempo forte ou no contratempo, bem como arranjos específicos de cada instrumento, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão elevados, existindo saltos de até uma oitava de distância, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada com eventuais dissonâncias, principalmente acordes com sétima, existindo frequentes acordes de passagem oriundos de empréstimo modal ou tonal. Destaque para os arranjos vocais por Lisa Kekaula.
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DESTAQUE: Crazy Water
Música com compasso quaternário, tonalidade de G (Sol Maior), e forma I-A-B-C-A-B-C'-A'-B-C''. O ritmo possui certa densidade, principalmente, devido à variação de cadência em C, pausas de pequena duração e acentos no contratempo em A, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha baseada na escala de Sol Mixolídio, geralmente, por graus conjuntos, existindo saltos de até uma quinta de distância, possuindo altura e extensão elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia possui eventuais acordes de passagem oriundos de empréstimo tonal, bem como eventuais dissonâncias, sendo na introdução (I): I-I7-I13-I7, em A: I-IV/IV-IV, em B: V-IV/IV-IV7, e em C: I-IV/IV-IV-IV/IV. Existe uma ponte após C onde nada mais é do que a execução do acorde do primeiro grau por 2 compassos.