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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Tormento Dos Vizinhos - Demo (1996)

GÊNERO: Funk Metal
ORIGEM: Brasil (Joinville / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
Diogo (Vocal, guitarra)
César (Guitarra)
Leonardo Koala (Baixo)
Tiba - Thiago (Bateria)
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Esta é a terceira demo lançada pelo grupo, de maneira independente. É uma boa demo, com boas composições, bem arranjadas, possuindo bastante expressão, bem como bons riffs e frases de guitarra. As composições possuem frequentes variações de cadência, existindo frequentes grooves, embora não seja em "tempo integral". Embora eu tenha classificado como funk metal, a demo possui influências de hardcore, skate punk e crossover, sendo difícil de rotular, assemelhando-se à bandas como Infectious Grooves, D.R.I. e Suicidal Tendencies. É uma demo com boas composições e arranjos, porém, a qualidade da gravação deixe a desejar, mas, que, ao mesmo tempo, ajuda a fortalecer a qualidade dos estúdios de gravação da época, como já comentei, aqui, em outras postagens, sendo o destaque os arranjos e interpretações da guitarra. O ponto negativo está, na minha opinião, no vocal, embora bastante expressivo, o que é o ponto positivo, ele dá a sensação de que é feito com muito esforço, prejudicando o resultado final, porém, tudo está no lugar, bem encaixado, com bons arranjos e boas composições. Vale a pena conferir, um nome importante para a cena underground catarinense dos anos 90, vindo a participar de destacadas coletâneas da época.
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FAIXA A FAIXA:
1) Self Destruction. A demo inicia com uma boa composição, a qual inicia com um trecho bem distinto do restante do registro, com um trecho bem jazz core, para, logo em seguida, surgir o groove, parte pouco embalada, ao contrário do refrão, o qual possui um bom embalo.
2) Going Down. Outra boa composição, a qual inicia com um bom groove, enquanto a parte A já é mais embalada, embora não muito veloz, intenção que se mantém, também, no refrão, o qual possui eventuais frases executadas em sincronia entre os instrumentos.
3) Um Pouco De Tudo Dá Errado. Outra boa composição, pouco veloz, mas com um bom groove e embalo. Esta faixa lembra, um pouco, na parte A, com Sub Society, possuindo um refrão bem sing-a-long, o qual possui uma variação de cadência, incluindo o maior número de frases.
4) Fight Them. Considero esta uma das melhores faixas da demo, a qual possui a parte A com bastante groove, enquanto o refrão possui certa velocidade, bem como um bom embalo, sendo o destaque o arranjo de guitarra.
5) It's Not My Fault. Esta é outra faixa que considero das melhores da demo. Bastante embalada, na parte A, esta soa bem skate punk, enquanto o refrão possui uma variação de cadência, surgindo a presença constante do groove.
6) L.C.. Mais uma boa composição, com um bom groove na introdução, enquanto a parte A já soa como um crossover, enquanto o refrão lembra mais um skate punk, com destaque para os riffs de guitarra.
7) Mundo Irreal. Mais uma ótima composição, a qual inicia com um excelente groove, enquanto a parte A lembra, bastante, com D.R.I., com um bom embalo, existindo variações de cadência no decorrer da composição, frequentes grooves, sendo o destaque o arranjo de guitarra, em especial quando do uso do wah-wah.
8) Respect Me. Esta é outra faixa que considero das melhores da demo, repleta de groove, do início ao fim, ela possui, apesar do groove, um bom embalo, bem como um bom arranjo vocal, em especial na parte A, sendo, justamente, este o destaque.
9) I'll Hate You Forever. Outra boa composição, bastante embalada, com frequentes trocas de acorde no contratempo, existindo eventuais trechos mais cadenciados, com a inclusão de um groove, sendo o destaque a intenção.
10) Abuso De Poder. Considero esta a melhor faixa da demo, a qual destoa das demais, por soar bem punk rock, lembrando com Inocentes. Aqui a interpretação vocal está mais "natural", sem a sensação de "esforço" na interpretação, possuindo um bom embalo e um bom arranjo.
11) Um Pouco De Tudo Dá Errado (Versão 2). Esta é a mesma composição da faixa 3, a qual mantém as mesmas características, com pequenas variações no arranjo, em especial na introdução.
Ouça a demo das demo!

domingo, 24 de abril de 2022

Sanchez' - Gangsta Way Of Life (2000)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: Brasil (Joinville / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
Marcos Maia (Vocal, guitarra)
Lucky (Baixo)
Lauro (Bateria)
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Esta é a primeira, e única (até onde eu saiba), demo lançada pelo grupo, de maneira independente, e foi gravado no estúdio Ocotea, em apenas dois canais! Difícil encontrar informações sobre o grupo, apenas o que consta no encarte da demo. É uma ótima demo, com as composições muito bem arranjadas, bem trabalhadas, com muita criatividade, os músicos possuem certa técnica, o que eleva a qualidade da demo, o ponto fraco, na minha opinião, está no vocal, porém, creio eu, o próprio grupo devia ter noção, já que a voz fica quase em segundo plano, valorizando os arranjos instrumentais. O grande destaque está nos arranjos de bateria, simplesmente sensacionais, extremamente criativos, com frases que pouco se repetem e espaços preenchidos com autonomia. A guitarra também tem seu valor, podendo ter liberdade para se soltar mais que os demais instrumentos, enquanto o baixo, apesar de bastante seguro, com uma percepção sensacional, sinto que falta inovar mais, embora segure a base perfeitamente. Embora eu tenha classificado como ska core, esta é uma demo bastante difícil de rotular, digamos que o ska core é o estilo mais presente, porém não é constante, possuindo influências de surf music, além de pitadas de funk metal. A demo possui faixas instrumentais (ou quase instrumentais), geralmente, estas, com uma intenção de suspense, podendo ser, muito bem, uma composição para algum filme de detetive qualquer! A arte da capa ficou por conta de Flávio Rodrigues, foto utilizada sem a permissão do fotógrafo! Uma excelente demo, com ótimas composições, e, principalmente, excelentes arranjos, que merece ser conferida, vale a penas conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Braceros. A demo inicia com a faixa que considero a melhor. Um ska core misturado com surf music, possuindo um intenção bem de introdução, esta é uma faixa quase que instrumental, pois praticamente não possui letra (apenas uma palavra). É uma composição bem embalada, não muito veloz, com um excelente arranjo de bateria, bem como um bom trabalho de dinâmica, possuindo um arranjo de baixo que dá toda sustentação para a guitarra ter mais liberdade.
2) Mandíbula. Outra boa composição, também com uma intenção bem ska core, esta já é mais intimista, existindo uma boa linha de baixo e, mais uma vez, um excelente arranjo de bateria. Possuindo um bom embalo, embora não muito veloz.
3) Drunkster. Esta é a faixa mais intimista de toda a demo, esta que não possui elementos do ska core, mas mantém a intenção intimista existente em faixas anteriores. Não veloz e com pouco embalo, o destaque está no arranjo de guitarra e sua expressão, além de possuir um refrão bem sing-a-long.
4) G.R.E.S.. Considero esta uma das melhores faixas da demo, talvez a com mais características de ska core, lembrando, bastante, com Operation Ivy. Não veloz, mas com um ótimo embalo, além de um bom arranjo e um bom trabalho de dinâmica.
5) Gangsta Way Of Life. A faixa que dá nome à demo é uma faixa instrumental, com uma intenção bem intimista, extremamente bem definida. Esta sim poderia fazer parte da trilha sonora de um filme qualquer sobre detetives!
6) Nada De Novo Na Estação. A demo finaliza com a faixa que mais se diferencia em relação às outras, sendo esta um funk metal misturado com ska core. O grande destaque está no groove existente no arranjo. Não muito veloz, com uma progressão harmônica bem simples, mas bem arranjada.
Ouça a demo e conheça o estilo de vida gangster!

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

N.T. 30' - Demo (1989)

GÊNERO: Rock
ORIGEM: Brasil (Joinville / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
Ado (Vocal, bateria eletrônica)
Marcelo (Teclado)
Mauro (Guitarra)
Anderson (Baixo)
Otávio (Bateria)
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Este é o primeiro, e único, registro do grupo, até onde eu sei, sendo uma demo lançada de maneira independente. Esta é uma demo split, com mais duas bandas: Tensão Superficial e K.A.L.S.. Aqui comento apenas a faixa do N.T. 30'. É uma composição bem ao estilo do rock brasileiro dos anos 80, flertando com o pós punk e o new wave, o primeiro devido ao vocal e timbres da guitarra e o segundo devido aos efeitos e a inclusão da bateria eletrônica. Podemos encontrar inúmeras bandas de rock brasileiras dos anos 80 que soam semelhante ao som do N.T. 30', porém, existe, também, influências de Smiths. É uma boa demo, o grupo tem bastante qualidade, com um ótimo arranjo que aprimora a composição, sendo este, junto com o trabalho de dinâmica, os grandes destaques. Um grupo de extrema qualidade que deveria ter tido mais reconhecimento devido à sua qualidade, não deixa a desejar a nenhuma banda brasileira mais "famosa", do gênero, da época, provavelmente foram prejudicados por estarem longe do centro do país e, portanto, mais dificuldade de serem "descobertos". Vale a pena conferir, aos amantes do rock oitentista, a demo é um prato cheio, sendo uma obrigação conhecer o som do grupo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Auto Expressão. Esta é a única faixa do grupo na demo, é uma excelente música, uma composição extremamente simples, com apenas uma cadência harmônica de dois acordes que se repete do início ao fim, existindo a inclusão de uma frase de guitarra que se repete bastante. O grande destaque está no arranjo, muito bem pensado e executado, existindo um trabalho de dinâmica sutil, porém muito bem pensado. O desenho melódico da voz merece atenção, também, com um excelente timbre de voz e uma ótima expressão.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Fly-X - Despertar (2009)

GÊNERO: Grunge
ORIGEM: Brasil (Guaramirim / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
João Luis (Vocal / guitarra)
Vagner Assis (Vocal, guitarra)
Kélson Marcelo (Bateria)
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Este é o terceiro álbum lançado pelo grupo. Embora eu tenha denominado como grunge, o álbum possui influências de hard rock, pop punk e indie, se assemelhando bastante com bandas como Nirvana, Sonic Youth, ou Mudhoney. As composições não são muito velozes e também não muito pesadas, mas possuem bons riffs de guitarra e arranjos bem pensados. Tecnicamente os integrantes não chamam a atenção, porém tudo está no lugar, existindo eventuais trechos em que frases, em sincronia, são executadas. O ponto forte está no arranjo das músicas, muito bem pensados, e o ponto fraco está, com certeza, na voz, que embora afinada e bem executada, falta energia, se mantendo muito "suave", deixando a composição sem a energia que deveria ter para que se torne mais empolgante, em apenas uma faixa percebemos esta energia no vocal. É um bom álbum, principalmente aos adoradores do grunge!
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FAIXA A FAIXA:
1) Despertar. O álbum inicia com a faixa título que é, também, na minha opinião, a melhor do álbum. A única faixa em que o vocal demonstra a energia que o som pede para deixá-lo mais empolgante, em especial no refrão. A caixa dobrada no refrão e os riffs de guitarra são o destaque, junto com a voz, da composição.
2) Tão Mal. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Já bem mais grunge do que a anterior e com vocal que necessita mais energia, esta é uma composição bem simples, mas embalada, apesar de não veloz. O refrão é bem pop punk, lembrando, um pouco, Raimundos.
3) Falando Ao Espelho. Outra faixa bem grunge, lembra bastante Nirvana, com as mesmas intenções de Smells Like A Teen Spirit, alternando entre distorção e guitarra limpa. Boa faixa, principalmente devido à dinâmica.
4) Colapso Mental Lunar. Esta já tem uma característica mais indie, embora não perca a característica do grunge, possuindo um refrão mais pop. Outra faixa que alterna as intenções entre as partes com distorção / guitarra limpa. A faixa que menos me agrada até então.
5) No Fim Da Estrada. Outra faixa mais indie, e também com refrão mais pop punk. O vocal desta faixa é bem fraco, chegando a ser usado falsete em eventuais trechos. Outra faixa que não me agrada muito.
6) Ela Diz: Drogue-me. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum. Já bem mais grunge que a faixa anterior, existindo um pouco mais de energia no vocal em relação à maioria das faixas. O refrão bem pedal e com bom trabalho de dinâmica é um ponto positivo na composição, cujo destaque, na minha opinião, está no desenho melódico da voz.
7) Damn You. Esta é uma boa composição, também bem grunge, lembra, um pouco, L7, porém o vocal fraquinho prejudica a qualidade da composição. Desenho melódico muito bom, sendo um dos destaques da composição juntamente com o trabalho de dinâmica, pena que a interpretação não está à altura!
8) Let Me Know How To Live. Esta é daquelas faixas que não precisavam estar presente no álbum! Simplesmente horrível! Uma balada pop, sem empolgação, tudo muito leve e fraquinho, com a progressão harmônica mais clichê no que diz respeito à baladas. O destaque está no arranjo das guitarras, mas insuficiente para deixar a composição, no mínimo, boa.
9) Against Me. Considero esta a faixa mais indie de todo álbum. É uma boa composição, tudo bem pensado, arranjado e interpretado, porém bastante arrastada. Bem grunge, um grunge "depressivo" por assim dizer! O destaque está no arranjo e na execução vocal do refrão.
10) Lose It. A faixa que finaliza o álbum é uma mistura bem dividida entre o indie e o grunge! O instrumental é bem indie, enquanto o vocal soa grunge. Porém bastante fraquinha, sem energia, mas uma boa composição que, poderia ser, na minha opinião, melhor interpretada.
Ouça o álbum e comece a despertar!

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Enzime - Do As You Like! (2000)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Brasil (Blumenau / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
Kaly (Vocal, baixo)
Jr (Guitarra)
Ed (Guitarra)
Edu (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo, lançado através do selo Holiday, e gravado no estúdio Level 10, na cidade de Americana. Na verdade, o álbum contém 3 faixas bônus que não constam nos créditos da contracapa, e apenas a primeira faixa é inédita, as demais já haviam sido lançadas nas coletâneas Hey Punk Rockers Vol. 1, e Squema. Me lembro de como conheci este Ep: era um domingo, início de noite, fomos, eu e um camarada, o Luciano Noll, até um prédio no centro de Porto Alegre, onde o Kanela nos avisou que o Kaly estava hospedado lá com vários cd's para vender. Dentre alguns que compramos nesta noite, estava este da Enzime, "fresquinho", recém "saído do forno", e então levamos. Eu já conhecia os sons pois já tinha ouvido nas coletâneas citadas anteriormente, além da faixa na coletânea Apocalipse 2000 e das faixas da coletânea com o primeiro registro do grupo, Spirit Of Youth, na qual o nome do grupo está como Enzime Ruthless. Nunca vou esquecer que perguntei para o Kaly porque tiraram o Ruthless e ele não respondeu nada com nada, só disse que tiraram porque saiu! Sem entrar em muitos detalhes! Não quis perguntar mais, mas achei uma resposta bem vaga! Até hoje tenho curiosidade em saber! Anos depois, no início dos anos 2000, tive a honra de dividir o palco em, pelo menos, duas ocasiões (que eu me lembre), com o grupo, em Santa Catarina. Sou um grande fã do grupo, fazem um hardcore melódico típico das bandas brasileiras dos anos 90, bastante embalado, com bastante riff e muita energia. Não são músicas muito velozes, mas para lentas também não servem, soa, às vezes, mais punk rock do que hardcore melódico, porém, só às vezes. Me agrada bastante a cozinha da banda, em especial o baixo, extremamente criativo, apesar de não muito técnico, existindo uma sincronia bastante interessante com a bateria. O vocal faz linhas simples, mas bastante criativas e bem executadas, mantendo a adrenalina da composição. O ponto fraco, na minha opinião, estão nas guitarras, que, apesar de não serem ruins, poderiam aproveitar mais a segurança do baixo e bateria para criar mais nos espaços, muitas vezes não se percebe que tem duas guitarras, pois a falta de criatividade faz com que elas toquem, quase todo tempo, em uníssono. Mas, como eu disse, não são ruins e não estragam nada, apenas acho que poderia ser melhor, no nível da cozinha! É um excelente álbum que, para mim, remete a muitas lembranças boas, pois ouvia muito este ele! Recomendo a ouvirem!
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FAIXA A FAIXA:
1) You Just Need To Be Like Us. Esta é a única faixa inédita do álbum. É uma ótima composição, com um bom embalo e bastante energia, além de ter um refrão bastante sing-a-long! O destaque, na minha opinião, está no refrão, mas os riffs e as eventuais pausas também têm seu valor!
2) There's A Dead Man On My Window. A partir desta faixa, as composições haviam sido lançadas na coletânea Hey Punk Rockers Vol. 1. Considero esta faixa a segunda melhor do álbum, principalmente devido ao refrão, muito empolgante, também sing-a-long. Não muito veloz, mas com a melodia da voz e as frases da guitarra sendo os grandes destaques.
3) I Don't Care About Summer. Bastante interessante esta composição, com muitas notas e a cordes de passagem, que fogem da ideia tonal. Percebe-se influência de Descendents e pitadas de Black Flag! O grande destaque está na composição, com estas notas e acordes de passagem, com uma boa melodia e bom arranjo, também.
4) First. Outra faixa com notas de passagem, mas apenas na frase da guitarra. Boa faixa, bem embalada e com ótimo arranjo, mas não muito empolgante a ponto de considerá-la das melhores, apesar do refrão sing-a-long! O vocal lembra, eventualmente, Fugazi.
5) Circus Lesson. Outra boa faixa, com destaque para o baixo, bastante criativo. Esta já é mais punk rock, lembra, com exceção da voz, um pouco de Rancid, muito em função do baixo. O refrão tem bons contracantos, o que são, na minha opinião, o grande destaque.
6) Do As You Like!. A faixa que dá nome ao álbum é, a última que está na coletânea Hey Punk Rockers vol. 1, e é, também, a última faixa creditada do álbum. Esta é, sem dúvida nenhuma, a melhor faixa! Embalada, excelente melodia da voz, com refrão sing-a-long, ótimos riffs, bom arranjo... enfim, só elogios!
7) End Of Summer. Aqui começam as faixas bônus, todas elas foram lançadas na coletânea Squema. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente devido à parte A. O desenho melódico da voz é o grande destaque, embora no refrão a progressão harmônica não me agrade muito. É, também, a única faixa que possui solo de guitarra.
8) Meatbomb. Esta faixa inicia como um reggae, mas, logo em seguida, a velocidade aparece e ela se transforma na faixa mais veloz de todo álbum! É uma ótima composição, com muitos detalhes no arranjo que são o grande destaque, porém, como composição, apesar de muito boa, não a considero das melhores.
9) Celina's Friend. O álbum finaliza com a pior faixa, com certeza! Ela não tem nada de hardcore ou punk rock, é, na verdade, um reggae. Realmente bastante desagradável, apesar de não ser insuportável, tirando a vontade e a empolgação para ouvir o álbum novamente! Realmente desnecessária esta faixa!
Escute o álbum e faça como você gosta!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Puredin - Singles (2002)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Brasil (Criciúma / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
João Paulo Burigo (Vocal, guitarra)
Kassiano Vieira (Guitarra)
Paulo Renato (Baixo)
André Dalpont (Bateria)
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Ep divulgado em 2002, porém com gravações do período entre 1999 e 2002. O Ep possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 120 bpm. O ritmo é pouco denso, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais variações de cadência, pausas e síncopas, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada, quase toda, em power chords, existindo eventuais intervalos ou acordes com a inclusão da terça, bem como frequentes riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para a execução dos arranjos de guitarra.
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DESTAQUE: Cerveja E Gata
Música com compasso quaternário, tonalidade de Em (Mi menor), e forma I-A-B-A-B'. O ritmo é pouco denso, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais variações de cadência, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha pouco, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo a quinta da tonalidade como referência. A harmonia é executada toda em power chords, sendo em A: I-III-IV, e em B: IV-V-III. A introdução (I) nada mais é do que A executado com arranjo diferente.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Butt Spencer - Tira Gosto (1998)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: Brasil (Joinville / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
Rodrigo Brum (Vocal)
Somália - Charles Alandt (Saxofone tenor)
João Paulo Vexani (Trombone de vara)
Rafael Zimath (Guitarra)
Mauricio Ramos (Baixo)
Lauro Moraes Neto (Bateria)
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O Ep possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 120 bpm. O ritmo possui certa densidade, principalmente, devido à variações de cadência e acentos no contratempo, bem como frequentes síncopas, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha pouco, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo a quinta da tonalidade como referência. A harmonia é executada em power chords e acordes com a inclusão da terça, existindo frequentes riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para a execução dos arranjos dos sopros.
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DESTAQUE: Pobre Vs. Rico
Música com compasso quaternário, tonalidade de Am (Lá menor), e forma I-A-B-A-C-B. O ritmo é pouco denso apesar das constantes síncopas, sendo elevado devido às quiálteras existentes em B e execuções no contratempo em C, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha pouco, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo a quinta da tonalidade como referência. A harmonia é executada toda em power chords, existindo eventuais riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão, sendo em A: I-VI-IV-V, em B: V-VI-IV-III-II-I, e em C: I-VI-IV-VII. A introdução (I) nada mais é do que A executado de maneira solo pelo baixo enquanto a guitarra solta o power chord do primeiro grau.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Surprise Set - Surprise Set (2000)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Brasil (Blumenau / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
Maia (Vocal, guitarra)
Francis (Guitarra)
Bi (Baixo)
Igor (Bateria)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 120 bpm. O ritmo é pouco denso, sendo elevado, principalmente, devido à variações de cadência, pausas, arranjos específicos de cada instrumento, bem como frequentes síncopas, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada toda em power chords, existindo frequentes intervalos de terça e riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para a execução dos arranjos de bateria por Igor.
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DESTAQUE: Wasteland
Música com compasso quaternário, tonalidade de Em (Mi menor) e forma A-A'-B-A-A'-B-C. O ritmo é pouco denso apesar das constantes síncopas, sendo elevado, principalmente, devido à pausas de pequena duração em B, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada toda em power chords, existindo frequentes intervalos de terça, riffs de guitarra e frases do baixo que ajudam a caracterizar a harmonia em questão, bem como eventuais inversões em A, sendo neste: I-VII-I-VII-IV-III, em B: I-VII-I-VII-III-IV, e em C: I-VII-VI-V.