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sábado, 22 de abril de 2023

Zero Boys - History Of (1984)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Indianapolis - Marion / Indiana)
FORMAÇÃO:
Paul Mahern (Vocal, guitarra)
Hollywood - Terry Howe (Guitarra)
Tufty - David Clough (Baixo)
John Mitchell (Baixo)
Mark Cutsinger (Bateria)
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Esta é a primeira, e única, coletânea lançada pelo grupo, após um álbum de estúdio, através do selo Affirmation, e foi gravada nos estúdios Hit City, Keystone e Ted Dunn. É uma excelente coletânea, a qual, apesar de ser uma compilação, a maioria das faixas são inéditas ou em diferentes versões. As composições são embaladas, ora velozes, com trocas rápidas de acordes, sendo a expressão o grande destaque e característica da coletânea. Com as composições bem interpretadas e com uma ótima intenção, a qual fixa mais no skate punk, fugindo do punk rock habitual do início da carreira do grupo. Muitas das faixas foram gravadas para serem lançadas no segundo álbum do grupo, porém o grupo teve seu primeiro hiato (de aproximadamente 3 anos) antes do álbum ser lançado, sendo as faixas apresentadas, então, nesta coletânea. Além destas faixas inéditas, a coletânea conta com 4 faixas do primeiro álbum e uma faixa do primeiro EP lançado pelo grupo. A coletânea conta com dois baixistas diferentes, porém, John é responsável por apenas uma das faixas, todas as demais, o baixo ficou por conta de Tufty. A arte da capa ficou por conta de Carol Stamile. Em 2009 a coletânea foi relançada em LP e CD, até então, havia apenas esta versão em fita K7, porém, com uma lista diferente de faixas. É uma excelente coletânea, a qual apresenta, de maneira franca e original, o hardcore / skate punk que era feito no início dos anos 80. Vale a pena conferir, uma banda importante da cena do centro dos EUA.
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FAIXA A FAIXA:
1) Drive In. O álbum inicia com as faixas que seriam lançadas no segundo álbum do grupo, sendo esta, uma das faixas que considero das melhores da coletânea, bastante embalada, com certa velocidade, trocas rápidas de acorde e muita expressão, sendo bem interpretada, existindo eventuais frases em sincronia entre os instrumentos.
2) Black Network News. Esta é outra ótima composição, a qual possui dois momentos bem distintos, sendo o primeiro mais intimista, a qual o arranjo de bateria prioriza os tambores ao invés de pratos, além de manter uma intenção com certa tensão, enquanto que a parte B é bem embalada, possuindo uma boa frase do baixo, sendo esta parte o destaque, na minha opinião, embora o arranjo das guitarras mereça atenção.
3) Splish Splash. Esta é a faixa que considero a melhor da coletânea, bastante embalada, e com certa velocidade, ela possui uma ótima progressão harmônica, bem como um bom arranjo, em especial no refrão, o qual é bem sing-a-long, sendo o destaque, na minha opinião, o arranjo de baixo, embora a intenção e expressão mereçam atenção.
4) I Need Inergy. Outra ótima composição, porém já mais lenta que as faixas anteriores, mantendo uma intenção um pouco mais intimista, embora não exagerado, além de um bom embalo, possuindo, também, um refrão bem sing-a-long, além de boas frases de guitarra.
5) Johnny Better Get. Esta é outra faixa que considero das melhores da coletânea, bastante embalada, talvez esta seja a faixa mais skate punk, lembrando, um pouco, com Adolescents. Destaque para a intenção e embalo, além de possuir um bom arranjo, apesar de simples.
6) Dingy Bars Suck. Esta é a faixa mais veloz, talvez a mais hardcore old school de toda coletânea, com trocas rápidas de acorde e forma bem compacta, com poucas pontes, pequena introdução, um solo, além de um refrão bem sing-a-long, lembrando, um pouco, com o início da carreira do Suicidal Tendencies.
7) Seen That Movie Before. Outra boa composição, a qual apresenta dois momentos bem distintos, sendo o refrão bem embalado e com certa velocidade, enquanto a parte A é mais cadenciada, sendo o arranjo de bateria, mais uma vez, priorizando os tambores ao invés dos pratos. A composição apresenta eventuais bons riffs de guitarra.
8) High Places. Esta é outra boa composição, bastante embalada e com arranjo bem simples, apesar das eventuais trocas de acorde, na parte B, no contratempo. Destaque para o embalo, embora o refrão mereça atenção.
9) Blood's Good. Outra ótima composição, a qual possui influências de jazz core, lembrando, um pouco, com Minutemen. Com uma ótima intenção na parte A, a qual apresenta frequentes dissonâncias no arranjo de guitarra, enquanto que o refrão é bem punk rock.
10) Human Body. Outra boa composição, a qual possui certo embalo, embora a intenção mais intimista, e com certa tensão, na parte A, disfarce esta ideia. A parte A mantém um padrão rítmico baseado no shuffle, enquanto que o refrão é bem embalado e veloz, possuindo trocas rápidas de acorde.
11) Mom's Wallet. Esta é outra faixa que considero das melhores da coletânea, sendo uma composição bastante embalada e veloz, a qual possui trocas rápidas de acorde, além de eventuais bons riffs de guitarra, bem como um refrão bem sing-a-long. Esta é a última faixa gravada para o segundo álbum do grupo.
12) Down The Drain. Aqui começa a sequência de faixas presentes no primeiro álbum do grupo. Esta é uma ótima composição, bastante embalada, com um bom arranjo de bateria, além de trocas rápidas de acorde, com destaque para o refrão, bem sing-a-long, e seu arranjo de baixo.
13) Outta Style. Outra faixa presente no primeiro álbum do grupo, esta é uma das faixas que considero das melhores da coletânea. Bastante embalada, com trocas rápidas de acorde, além de uma ótima expressão e eventuais riffs de guitarra.
14) You Can Touch Me. Mais uma faixa presente no primeiro álbum do grupo, esta é uma ótima composição, bastante embalada, com uma boa intenção, possuindo uma boa ponte, além de um bom arranjo, embora simples.
15) Trying Harder. Esta é mais uma faixa presente no primeiro álbum do grupo, a qual alterna a intenção em relação às faixas anteriores, já que esta soa bem punk rock. A composição possui um bom embalo, mantendo um refrão bem sing-a-long, com destaque para os acentos, além de possuir eventuais bons riffs de guitarra.
16) I'm Bored. A coletânea finaliza com a faixa que está presente no primeiro EP do grupo, sendo a única faixa que conta com John no baixo. Assim como a faixa anterior, esta possui uma intenção bem punk rock, mantendo um bom embalo, além de contracantos bem sing-a-long, bem como eventuais bons riffs de guitarra.
Ouça a coletânea e conheça a história de!

quarta-feira, 22 de março de 2023

Willful Neglect - Big Enough To Get It (1984)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Saint Paul - Ramsey / Minnesota)
FORMAÇÃO:
Wade Calhoon (Vocal)
Roger DeBace (Guitarra)
Rory Schoenheider (Guitarra)
Jimmy Wallin (Baixo)
Scott Peterson (Bateria)
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Este é o que seria o terceiro álbum de estúdio lançado pelo grupo, gravado no estúdio Control Sound, porém apenas algumas faixas do álbum foram lançadas, em 2003, em uma coletânea do grupo, através do selo Neglected. São ótimas faixas, bem embaladas, com bons arranjos de guitarra, excelentes intenção e expressão, além de bons desenhos melódicos da voz. As composições, além de um bom embalo, possuem eventuais riffs de guitarra, bem como eventuais trocas rápidas de acordes, sempre bem interpretadas, em especial para a "naturalidade" expressiva dos integrantes, a qual é melhor percebida através da interpretação do arranjo de bateria. Este é um grupo que durou apenas três anos, encerrando suas atividades no mesmo ano em que gravaram as faixas para seu último álbum, nunca lançado. O álbum em questão seria este que faço a resenha, porém, apenas algumas faixas dele é que foram lançadas, aquelas consideradas mais "punk", já que este é um álbum em que o grupo tentou se afastar do gênero, mas, ainda assim, manteve algumas composições com as mesmas intenções dos álbuns anteriores. Estas faixas foram lançadas em uma compilação do grupo, em 2003, a qual conta com as faixas dos dois primeiros álbuns, mais seis "bônus" que são faixas que seriam lançadas no terceiro álbum do grupo. São excelentes faixas, bem embaladas, as quais estimulam a pegar o skate e sair para andar, sem rumo, pelas ruas da cidade! Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Psychodelic Systomatic. As faixas começam com uma das que considero das melhores, bem embalada, com bons riffs de guitarra, além de eventuais boas frases do baixo, bem como um bom trabalho de dinâmica, apesar de sutil, sendo os destaques, na minha opinião, a intenção e expressão, embora o desenho melódico da voz mereça atenção.
2) Sieve. Esta é mais uma boa composição, bastante embalada, mais veloz que a faixa anterior, possuindo trocas rápidas de acorde na parte A, com destaque para o refrão e sua intenção e expressão. Mais uma vez, o desenho melódico da voz merece atenção.
3) White Jacket Rabbit. Esta é uma excelente composição, bem embalada, com destaque para o arranjo de guitarra e seus riffs. O arranjo da caixa da bateria mantém o pulso do andamento, dando a sensação de mais velocidade, existindo, também, uma ponte a qual possui uma variação de cadência e intenção.
4) Social Snuggie. Outra ótima composição, bastante embalada, com trocas rápidas de acorde, boa expressão, eventuais riffs de guitarra, sendo o destaque o desenho melódico da voz, além de possuir um trecho mais cadenciado.
5) Sorry Confusers. Considero esta a melhor das faixas, a qual possui um bom embalo, excelentes riffs de guitarra, ótimo desenho melódico da voz, sendo os destaques a intenção e expressão nas interpretações.
6) Set Back. As faixas finalizam com uma bem embalada, possuindo uma ótima expressão e intenção, além de um bom trabalho de dinâmica, apesar de sutil, bem como trocas rápidas de acorde, possuindo, eventuais, boas frases de guitarra.
Ouça as faixas e perceba que é grande o suficiente para obtê-lo!

domingo, 31 de julho de 2022

Spermbirds - Common Thread (1990)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: Alemanha (Kaiserslautern / Rheinland Pfalz)
FORMAÇÃO:
Lee Hollis (Vocal)
Frank Rahm (Guitarra)
Roger Ingenthron (Guitarra)
Markus Weilemann (Baixo)
Beppo - Matthias Götte (Bateria)
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Este é o terceiro álbum de estúdio lançado pelo grupo, através do selo X-Mist e foi gravado no estúdio Vielkland. É um excelente álbum, com a cara dos álbuns lançados na virada das décadas de 80 para 90, ao qual, embora eu tenha classificado como skate punk, possui influências de funk metal e crossover. As faixas, em sua maioria, são embaladas, algumas possuindo certa velocidade, porém, existem frequentes momentos em que o groove está em evidência, além de possuir bons arranjos, com eventuais frases, muitas delas em sincronia entre os instrumentos, e variações de compasso, com destaque para os arranjos de guitarra. O álbum soa como uma mistura de Gang Green com seus conterrâneos do Jingo De Lunch, podendo-se perceber influências de alguma banda californiana qualquer, da época. O álbum foi lançado na época em que os CD's estavam surgindo, muitos deles possuíam algumas diferenças entre os formatos de CD e LP, e é o que acontece aqui, pois o formato em CD contém 3 faixas a mais em relação ao LP, não sendo consideradas como faixas bônus, embora no relançamento do álbum, em 2006, estas faixas tenham sido reconhecidas como faixas bônus. De qualquer forma, este é um excelente álbum, bem ao estilo das bandas do final dos anos 80 / início dos anos 90, com muita energia e expressão, aliados à bons arranjos. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Melt The Ice. O álbum inicia com a faixa mais funk metal do álbum, uma excelente composição, repleta de groove, bons riffs, além de frequentes pausas no arranjo dos instrumentos de cordas, o que faz não possuir muito embalo. Com frequentes contracantos e muita energia, o destaque está no arranjo de guitarra.
2) Open Letter. Esta é uma das faixas que considero das melhores do álbum. Bastante embalada e com um ótimo riff de guitarra, além de certa velocidade, na parte A e refrão, enquanto a ponte já é mais cadenciada, com destaque para a execução do arranjo vocal.
3) Two Feet. Outra ótima composição, mais uma vez com excelentes riffs de guitarra, além de um bom embalo, embora não seja muito veloz. Destaque para o arranjo de guitarra, embora a execução do arranjo vocal também mereça atenção.
4) Stronger. Considero esta a melhor faixa do álbum, com um arranjo bem "maluco", repleto de riffs, existindo eventual variação de compasso (apenas para os instrumentos de corda) na ponte, sendo o destaque a criatividade e intenção, em especial nos arranjos da parte A e ponte.
5) Only A Phase. Mais uma boa composição, esta com uma intenção mais intimista, um ótimo arranjo de guitarra, além de um bom embalo, embora não seja veloz, sendo o destaque o trabalho de dinâmica e arranjo, em especial entre as partes.
6) One Chance. Outra faixa que considero das melhores do álbum, com um excelente arranjo, muito bem trabalhado e pensado, repleto de riffs e frases, muitas delas executadas em sincronia entre os instrumentos, além de possuir um bom refrão, repleto de contracantos, bem como um bom embalo.
7) With A Gun. Mais uma boa composição, iniciando com uma boa frase de bateria, bem tribal, ao qual intenciona para o groove que surge logo antes da parte A, a qual é bem embalada, possuindo um bom trabalho de dinâmica. Destaque para o arranjo de guitarra, e as eventuais frases e grooves.
8) Common Thread. A faixa que dá nome ao álbum, é uma ótima composição, bem embalada, mas com um arranjo mais simples, sendo o arranjo de guitarra, em evidência, o destaque da composição, em especial devido aos constantes riffs.
9) Truth Of Today. Esta é outra faixa bem funk metal, a qual possui um excelente groove, bem como ótimos riffs de guitarra, os quais são o destaque, na minha opinião, embora o trabalho de dinâmica e arranjo também mereçam atenção. O refrão possui frequentes contracantos.
10) Victim Of Yourself. Esta é a faixa que finaliza a versão em LP, outra ótima composição, com destaque, mais uma vez, para os arranjos de guitarra, possuindo um bom embalo e uma boa execução do arranjo da voz. O refrão possui frequentes contracantos, além de um bom arranjo, bem sing-a-long e distinto da parte A.
11) I Might Kill You. Esta é outra das faixas que considero das melhores do álbum, bem veloz e embalada, na parte A, soando bem crossover, a introdução possui uma excelente progressão harmônica, bem como um ótimo riff de guitarra.
12) Dangers Of Thinking. Esta é outra excelente composição, bem veloz e embalada, possuindo um excelente riff de guitarra na introdução, o destaque, na minha opinião, embora o trabalho de dinâmica, embora sutil, mereça atenção. O refrão é mais cadenciado e possui eventuais contracantos.
13) Hiding. O álbum finaliza com outra excelente composição, a qual, mais uma vez, o destaque está no arranjo de guitarra e seus riffs. Com um bom embalo, embora não muito veloz, ela possui um bom trabalho de dinâmica, bem como um bom arranjo, apesar de nada de especial.
Ouça o álbum e colete o fio comum!

sábado, 4 de dezembro de 2021

Prevaricators - No Kidding (1983)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Richmond / Virginia)
FORMAÇÃO:
Steve Hunter (Vocal)
David Stover (Guitarra)
Tom Rodriguez (Guitarra)
Craig Thompson (Baixo)
Hal Imburg (Bateria)
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Este é o primeiro EP, e primeiro trabalho, lançado pelo grupo, através dos selos Zero Degree e Generic, e foi gravado no estúdio Flood Zone. É um ótimo EP, com as estruturas das composições bem simples, apenas partes A e B, como o hardcore do início dos anos 80 era, aliás, embora eu tenha classificado como skate punk, ele fica na tangente com o hardcore old school e o punk rock, possuindo músicas embaladas, com trocas rápidas de acorde, um sutil, mas bacana, trabalho de dinâmica, além de eventuais solos. Pode ser, muito bem, classificado como um destes outros dois gêneros. O EP soa como uma mistura de Circle Jerks e Adolescents, o hardcore / skate punk típico do início dos anos 80. Os músicos não são exímios em termos técnicos, mas sabem expressar bem o que sentem, além de deixar tudo no lugar, além de tudo, não servem para serem chamados de maus músicos. O EP conta com uma faixa cover. Homenagem ao vocalista Steve, morto em 2001.
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FAIXA A FAIXA:
1) Ode To Mr. Ed. O EP inicia com uma excelente composição, bem embalada, com trocas rápidas de acorde, além de um bom desenho melódico da voz e eventuais frases da guitarra. Sempre com muita expressão, o refrão também é bem marcante.
2) Hanky Panky. Esta é a faixa cover do EP, e é, também, a faixa que menos me agrada, embora não seja ruim, bem embalada, até mais veloz que a faixa anterior. Ela possui a harmonia típica do rock 'n' roll, e possui frequentes pausas. Esta é uma composição de Jeff Barry e Ellie Greenwich, e foi gravada, originalmente, sem muita pretensão, como um lado B, em 1963, pelo grupo Raindrops, porém ela recebeu um novo arranjo, bem garagem, que foi a que a tornou reconhecida, inclusive, nos tempos atuais, utilizada em trilhas de séries. Esta versão, de 1964, foi gravada pelo grupo Shondells.
3) Livin' In Khaki. Considero esta a melhor faixa do EP, com trocas rápidas de acorde, mas sendo o destaque o refrão e sua intenção e acentos. Bem embalada, possui uma estrutura bem simples, apenas partes A e B.
4) I'm So Cool. O EP finaliza com outra excelente composição. Esta mais punk rock, com, mais uma vez, trocas rápidas de acorde, além de possuir um refrão bem sing-a-long, que é, aliás, o destaque da composição. Mais uma vez a estrutura é bem simples, com apenas partes A e B.
Ouça o EP sem brincadeiras!

sábado, 6 de novembro de 2021

Pink Lincolns - Back From The Pink Room (1987)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Tampa - Hillsborough / Flórida)
FORMAÇÃO:
Chris Barrows (Vocal)
John Yovino (Guitarra)
Jim Belonga (Baixo)
Doresey Martin (Bateria)
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Este é o álbum de estreia do grupo, lançado pelo selo Greedy Bastard, e foi gravado no estúdio Morrisound. Considero este um excelente álbum, que, embora eu tenha classificado como skate punk, ele possui muita influência de jazz core, punk rock e hardcore old school, além de pitadas de pós punk, garage punk e crossover. Na verdade, na minha opinião, soa muito semelhante às bandas californianas da metade da década de 80, como Adoolescents, T.S.O.L. ou Agent Orange, porém percebe-se, eventualmente, semelhança com Damned, Black Flag, Nomeansno, New Bomb Turks ou Happy World. As músicas são embaladas, não muito velozes, embora não sirvam para lentas, com o vocal cheio de drive, embora não exagerado, sendo o fator que, na minha opinião, lembra o crossover, já que o instrumental segue, basicamente o embalo do skate punk com a pegada punk rock, possuindo eventuais dissonâncias e variações de compasso, bem como notas de passagem fora da ideia tonal, que lembram Black Flag ou Nomeansno. Um excelente álbum, para chegar com seu primeiro trabalho mostrando que a Flórida também tem bandas de skate punk que merecem respeito. Aliás, imagino eu, que o grupo só não teve mais reconhecimento por serem do estado da Flórida, longe dos principais centros do punk rock, fosse o grupo californiano, por exemplo, e, provavelmente, seria uma referência da época, pois qualidade não falta. Os músicos não são extremamente técnicos, mas têm seus truques e malandragens, além de deixarem tudo no lugar, bem redondinho e com muita expressão, se apropriando, também, de um bom trabalho de dinâmica. Interessante é que os acordes da guitarra são frequentemente executados com as posições abertas, não ficando apenas na ideia do power chord. O curioso é que este álbum foi lançado em 3 versões diferentes: a original, em LP, na época, em 1987; em 1995, em CD, que conta com uma faixa bônus; e outra em 2008, em LP e CD, remasterizado, que conta com 3 faixas bônus. Todas as faixas bônus oriundas de álbuns posteriores. Outra questão curiosa é que cada uma das versões possui uma capa diferente! Para quem curte o underground do punk, em todas as suas variações, da metade dos anos 80, este é um álbum que merece ser ouvido com atenção, recomendo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Miami. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores, com um excelente embalo, uma ótima progressão harmônica, com um bom arranjo, apesar de simples. Um skate punk bem típico, mas possuindo pitadas de punk rock.
2) I've Got My Tie On. Esta é outra faixa que considero das melhores. Bem embalada, esta é um punk rock mais acelerado, o que dá mais os ares de um skate punk. Na verdade é um skate punk que fica na tangente com o punk rock! Destaque para a progressão harmônica e o arranjo de guitarra, bem como o desenho melódico da voz.
3) I'm So Polite. Não tão embalada quanto às faixas anteriores, esta soa bem mais punk rock, sendo um punk rock com pitadas de skate punk, ao contrário da primeira faixa, mas, também, pitadas de garage punk! Uma excelente composição, com uma boa progressão harmônica, sendo o destaque a parte A.
4) Temporary Friends. A faixa mais lenta do álbum até então, com um bom trabalho de dinâmica, bem como uma ótima frase da guitarra, apesar de simples, na introdução, se apropriando do intervalo de segunda menor. Um punk rock com pitadas de jazz core! Destaque para o trabalho de dinâmica, existindo uma variação de cadência no refrão.
5) Age. Outra ótima composição, com uma boa intenção e progressão harmônica, não muito veloz, com um padrão rítmico bem simples, sendo o destaque a variação de cadência no refrão, no qual a composição passa de um skate punk mais intimista para um hardcore old school.
6) I've Got A Gun. Esta soa bem punk rock, lembrando alguma banda mod do início dos anos 80, possuindo um refrão mais skate punk, sendo, esta parte, o destaque da composição. Outro detalhe interessante é a execução harmônica com os acordes abertos.
7) Man's Best Friend. Esta é, sem dúvida, a faixa mais jazz core do álbum, com frases que lembram uma mistura de Black Flag com Descendents, mas com a forma e intenção bem Nomeansno! Mas ela não é de todo jazz core, percebe-se influência de skate punk, também. Uma excelente composição.
8) Suburbicide. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, lembra, na parte A, Minor Threat, enquanto que o refrão, bem embalado, já soa bem skate punk, possuindo uma ponte bem hardcore old school. Destaque para o refrão e seu embalo.
9) Victims' Rights. Considero esta a melhor faixa do álbum! Uma progressão harmônica bem comum, que eu chamo de "progressão em X", mas que eu considero sensacional, qualquer composição que tiver esta seqüência, com certeza vai me agradar! Somado a isso, a faixa possui um excelente embalo, bem como um ótimo refrão, que mantém o mesmo clima e embalo da parte A. Talvez a faixa mais skate punk de todo álbum.
10) Not For Sale. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Esta lembra, bastante, Damned, em especial pela execução do arranjo de guitarra, com os acordes abertos, mantendo uma cadência que se repete, com destaque para os acentos deslocados do tempo forte que, eventualmente, são executados em sincronia pelos instrumentos. Outra faixa bem skate punk, mas com influências fortes de punk rock.
11) Black Circles. Talvez a faixa mais intimista do álbum, esta possui um toque bem pós punk, possuindo eventuais dissonâncias na execução harmônica, pelas guitarras. O refrão já é mais embalado, puxando mais para um punk rock, mas, ainda assim, não deixa de lado o toque pós punk.
12) Bad T.V.. Outra faixa bem embalada, esta soa como um skate punk com influências de hardcore old school. Trocas rápidas de acorde, sendo o destaque o refrão e os acentos marcados pelos instrumentos. Talvez a composição mais simples do álbum. Muito embalo, o que deixa a composição ideal para andar de skate!
13) Velvet Elvis. Esta é a faixa mais conhecida do grupo, uma ótima composição que se assemelha a um Dag Nasty misturado com Minor Threat, sempre bem embalado, com uma progressão com as trocas de acorde deslocadas das cabeças dos tempos, sendo o refrão, mais simples e embalado, o grande destaque.
14) Fuck Sex. O álbum finaliza com a, talvez, faixa mais pesada do álbum, ficando bem na tangente entre o skate punk e o hardcore old school, além de possuir pitadas de crossover. Bastante embalada, o destaque está no arranjo de guitarra e suas eventuais frases, embora a progressão harmônica da parte A mereça atenção.
Ouça o álbum e esteja de volta do quarto rosa!

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Pennywise - A Word From The Wise (1989)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Hermosa Beach - Los Angeles / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Jim Lindberg (Vocal)
Fletcher Dragge (Guitarra)
Jason Thirsk (Baixo)
Byron McMackin (Bateria)
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Este é o primeiro EP, e primeiro trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Theologian. Ainda não soando como o Pennywise dos anos seguintes, com um som rápido e veloz, este primeiro trabalho é bastante embalado, mas não muito veloz, com apenas uma das faixas no estilo ao qual o grupo viria a ser conhecido anos após. Lembra muito as bandas de skate punk da década de 80, como Adolescents, T.S.O.L. ou alguma banda qualquer daquelas que faziam parte da trilha de algum vídeo de skate da época! O som perfeito para pegar o skate e andar sem rumo pelas ruas da cidade, aproveitando os eventuais obstáculos para colocar alguma manobra! Este EP viria a ser relançado, 3 anos mais tarde, junto com o segundo EP. Destaque para os riffs de guitarra, desenho melódico da voz e embalo e intenção. Um excelente EP, que mostra mais as influências e origens do grupo antes de consolidarem o seu próprio estilo de som. Sou suspeito para falar, adoro este EP, um dos melhores trabalhos do grupo, na minha opinião, bem ao estilo das bandas na época, com uma excelente qualidade de gravação. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Final Chapters. O EP inicia com uma excelente composição, um excelente riff de guitarra na parte A, com um ótimo desenho melódico da voz, sendo estes os destaques, todos eles na parte A. Bastante embalada, mas não muito veloz, me agrada mais a parte A.
2) Covers. Considero esta a melhor faixa do EP, com um excelente riff de guitarra, mais uma vez, que lembra um Sub Society ou Kirk And The Jerks, com um embalo sensacional e um excelente desenho melódico da voz, esta é a música ideal para andar de skate, sendo o destaque, na minha opinião, a parte A.
3) Depression. Esta faixa é a mais "diferente" do EP, possuindo um ótimo groove, muita influência de rap, esta é, quase, um funk metal, possuindo um refrão bem skate punk e bem sing-a-long, com um ótimo riff de guitarra. Destaque para a composição em si, mas, em especial, para o refrão.
4) No Way Out. Considero esta uma das melhores faixas do EP, mais uma composição feita para andar de skate, com um ótimo embalo, um refrão sing-a-long, trocas rápidas de acorde e acentos, no arranjo de guitarra, deslocados. Destaque para o embalo e refrão.
5) Gone. OEP finaliza com a faixa que é a única que lembra o Pennywise dos anos posteriores. Com certeza a faixa mais veloz, bastante embalada, com um ótimo desenho melódico da voz, palhetadas rápidas e uma ótima progressão harmônica.
Ouça o EP e conheça uma palavra do sábio!

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Monster Trux - Grind (2002)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Chicago - Cook / Illinois)
FORMAÇÃO:
Monster Matt (Vocal)
Jonny Aggro (Guitarra)
Matt Bones (Guitarra)
Scrape (Baixo)
GMC (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Deezal. É um ótimo álbum, apesar de ter sido lançado no século XXI, o grupo tenta regatar o som das bandas californianas, do gênero, da década de 80, soando como uma mistura de T.S.O.L., Adolescents e Suicidal Tendencies. Já havia feito uma resenha sobre este álbum em 2012, confira aqui! O som é bem sakte punk, mas possui pitadas de crossover, as faixas não são muito velozes, embora existam trechos acelerados, porém possuem um bom embalo. O vocal é ponto fraco, na minha opinião, não que seja ruim, mas faltou transmitir mais energia. O álbum conta com uma faixa bônus. A temática do skate é bem evidente, não só pelas letras, mas também devido à capa do álbum; aos acessórios de skate usados pelos membros do grupo, como joelheiras, cotoveleiras e capacete; mas também à guitarra de um dos membros, ao qual o corpo do instrumento é um skate, com rodas e tudo! Outra curiosidade é que alguns membros usam máscaras de monstros, fazendo jus ao nome do grupo! O grupo não durou muito tempo, encerrando as atividades devido à morte do baterista.
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FAIXA A FAIXA:
1) Svengoolie. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores. Com uma boa harmonia e bons riffs da guitarra, a parte A tem pitadas de crossover, incluindo eventuais harmônicos artificiais e dissonâncias no arranjo da guitarra. Bem embalada, mas não muito veloz, o destaque está no refrão e seu desenho melódico da voz.
2) Frankie Goes To Olliewood. Considero esta a melhor faixa do álbum, lembra muito Gang Green, mais especificamente a música Alcohol, porém apenas na parte A. O refrão possui uma boa frase da bateria, mas o destaque, na minha opinião, está na parte A e nos acentos. Também não muito veloz, mas com um ótimo embalo.
3) Speed Wheels. Esta é uma excelente faixa, com um bom arranjo, variando bem as intenções em cada parte. A introdução lembra Dead Kennedys, e as demais partes lembram Suicidal Tendencies. Esta possui um refrão bastante veloz e a parte A com um bom groove, mas não muito veloz.
4) Future Primitive. Outra boa composição, bem embalada, com um bom trabalho de dinâmica, variando entre momentos em que a guitarra abafa as cordas, na parte A, e outros mais soltos, no refrão. Os acentos marcados em conjunto pelos instrumentos são um ponto forte, na minha opinião. Possuindo um trecho com um bom groove no final.
5) Pool Shark. Esta faixa é quase instrumental, a voz apenas fala o título da música. A parte A possui um bom arranjo, com destaque para os acentos. Esta faixa possui certa velocidade, possuindo um bom trabalho de dinâmica entre a parte A e o refrão. Destaque para o refrão, bem embalado.
6) Shut Up And Skate. Esta faixa lembra bastante T.S.O.L., talvez a faixa mais punk rock de todo álbum. Com um arranjo bem simples, esta, provavelmente, deve ter sido a faixa escolhida como a de trabalho, devido à suas características. Bem embalada, mas nada veloz, o desenho melódico da voz na parte A é o grande destaque, na minha opinião, possuindo um refrão bem sing-a-long.
7) Independent. Esta é a faixa com mais aspectos de metal, mais especificamente o heavy metal. A frase da guitarra na introdução e no refrão se assemelha ao Iron Maiden. A parte A já possui frequentes pausas dos instrumentos de corda. Uma boa composição e com um bom arranjo.
8) Bones Brigade. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bem embalada e com certa velocidade, ela possui um refrão bem sing-a-long, com destaque para as trocas rápidas de acorde e os acentos no refrão, bem como a parte C, bem embalada.
9) Monster Show. Esta é a última faixa do álbum antes da faixa bônus. É uma boa composição que lembra Suicidal Tendencies, tanto pelo desenho melódico da voz, como pelo arranjo dos instrumentos de corda. Possui um bom groove, não muito embalada e não veloz. Uma boa composição, com destaque para o arranjo.
10) Bonus Track. A faixa bônus tem o som de pessoas andando de skate em uma mini rampa, porém, logo após a metade, uma música, bem suave, com toques de jazz, é sobreposta aos sons das manobras. Esta faixa possui, inclusive teclado. Após a música finalizar, os sons das manobras de skate continuam por mais alguns minutos.
Ouça o álbum e comece a moer!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Jingo De Lunch - Perpetuum Mobile (1987)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: Alemanha (Berlin / Berlin)
FORMAÇÃO:
Yvonne Ducksworth (Vocal)
Joseph Ehrensberger (Guitarra)
Tom Schwoll (Guitarra)
Henning Menke (Baixo)
Steve Hahn (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo We Bite, e foi gravado no estúdio Music Lab. Este é o álbum mais punk rock do grupo, já que nos próximos álbuns a influência do crossover e do hard rock se torna mais evidente, já que neste álbum existe apenas algumas pitadas, sendo o som um skate punk misturado com punk rock. Na verdade o álbum soa, pra mim, muito semelhante a SNFU, mas com influência de Dayglo Abortions e D.O.A., todas bandas canadenses, talvez devido ao fato de Yvonne ser natural daquele país! Além da semelhança com as bandas citadas acima, pode-se perceber pitadas de Bad BrainsYouth Brigade e Lunachicks. O desenho melódico da voz lembra, e muito, SNFU, com certeza a principal influência. No mais o som é bem tocado, bem trabalhado, com boas composições e bastante embalo, não é dos álbuns mais velozes, mas não dá pra dizer que seja lento! O grande destaque está no vocal de Yvonne e suas excelentes melodias, embora o instrumental mereça destaque, também.
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FAIXA A FAIXA:
1) Lies. O álbum inicia com uma ótima faixa, bastante embalada, embora não muito veloz, com bons riffs de guitarra e um bom arranjo, mas o destaque está no desenho melódico e expressão da voz, existindo um trecho mais cadenciado, com um ótimo arranjo de guitarra.
2) Utopia. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, com bons riffs de guitarra e um excelente desenho melódico da voz, que é o grande destaque, na minha opinião. Não muito veloz, mas bastante embalada, vale a pena conferir!
3) Peace Of Mind. Talvez a faixa mais alegre de todo álbum! Com um ótimo riff de guitarra na parte A e um bom refrão, esta é a faixa mais punk rock de todo álbum. É a faixa que menos me agrada, porém, ainda assim, é uma excelente composição.
4) Jingo. Outra faixa que considero das melhores do álbum, com uma excelente expressão, ótima progressão harmônica na parte A, bem como bons riffs de guitarra no refrão, além de possuir um trecho mais cadenciado e com groove, sendo o destaque, mais uma vez, o desenho melódico da voz.
5) Illusions. Esta faixa já soa mais crossover, dando indícios do que viria nos próximos álbuns! Uma ótima divisão rítmica das guitarras, bem como ótimos arranjos e um baixo pedal que faz toda a diferença, sendo a base do solo mais hard rock. Destaque para o desenho melódico da voz, mais uma vez!
6) Perpetuum Mobile. A faixa que dá nome ao álbum é, na minha opinião, a melhor! Tudo se encaixa, desde a perfeita progressão harmônica, como o embalo, o arranjo dos instrumentos de corda e, claro, o excelente desenho melódico da voz que, mais uma vez, é o destaque, existindo um trecho mais hard rock, também.
7) Fate. Talvez a faixa mais pesada do álbum, com bastante groove, riffs pausados e vocal que lembra rap, esta é quase um rap core dos anos 80! Este trecho varia com outro mais embalado, muito bom, mas com nada que chame a atenção, apesar do ótimo arranjo.
8) Scratchings. Outra faixa que considero das melhores do álbum. A música mais veloz até então, embora possua um trecho mais cadenciado, com um ótimo riff de guitarra e um excelente desenho melódico da voz.
9) Scarecrow. A progressão harmônica da parte A lembra bastante a música Monopoly On Sorrow, do Suicidal Tendencies! Já mais lenta, mas com um ótimo arranjo, principalmente das guitarras e do baixo, na parte B o embalo já aparece. O destaque está no vocal, mais uma vez, embora não seja tão criativo quanto as faixas anteriores.
10) What You See. Outra faixa muito boa, com um ótimo embalo e excelente desenho melódico da voz que é, de novo, o destaque, em especial na parte A. O refrão possui um bom arranjo de guitarra.
11) Thirteen. O álbum finaliza com a faixa mais hard rock, sem sombra de dúvidas! Ela lembra bastante a música Rich Bitch, do D.O.A.! Uma ótima composição, com a execução da harmonia, na parte A, com bastante pausa e baixo pedal, caracterizando bastante o gênero. O refrão possui um bom riff de guitarra, mas o destaque é a parte A e o solo.
Ouça o álbum e fique permanentemente móvel!

domingo, 17 de novembro de 2019

Garage Fuzz - The Morning Walk! (2005)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: Brasil (Santos / São Paulo)
FORMAÇÃO:
Sesper - Alexandre Cruz (Vocal)
Fernando Zambeli (Guitarra)
Wagner Reis (Guitarra)
Fabricio Desouza (Baixo)
Daniel Siqueira (Bateria)
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Este é o quarto álbum lançado pelo grupo, através do selo Thirteen, e foi gravado no estúdio Playrec. É um excelente álbum, aliás, o grupo é referência do gênero na década de 90, sempre fez um trabalho de altíssima qualidade, com um skate punk peculiar a algumas bandas paulistas do mesmo período. Já tive a honra de assisti-los ao vivo, bem como de participar de eventos com eles, dividindo o palco, performance sensacional, não deixa nada a desejar, alto nível! Eu caracterizei o som deles como skate punk, mas percebe-se influências de hardcore melódico, bem como pitadas de emo core e indie, lembra uma mistura de Celibate Rifles, mais Dag Nasty e Farside. Os arranjos e as composições são os grandes destaques, existindo o mérito individual no arranjo específico de cada instrumento. O desenho melódico merece destaque, também, já que acabou criando uma identidade para a cena de uma geração, no Brasil. Vale a pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) A Mutt Running Nowhere. O álbum inicia com uma óyima composição, muito bem arranjada, com um bom embalo e arranjos de guitarra bem pensados. A melodia da voz também merece destaque. O grupo já dá as cartas logo no início!
2) Post It Reminder. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Não é muito veloz, mas possui uma melodia vocal sensacional, em especial no refrão, e, além de tudo , é a música de divulgação do álbum, pois possui videoclip de divulgação que, por sinal, é muito legal, principalmente por mostrar o trabalho artístico do vocalista.
3) Engines & Tools. Esta faixa é mais embalada que a anterior, com um bom arranjo e bons arranjos das guitarras, o refrão dá um plus a mais, embora bem curto. Vale a pena conferir, música muito bem trabalhada!
4) House Rules. Esta faixa não me agrada muito, já mais alegre e pop que as anteriores, além de não muito veloz. O arranjo também é mais simples se comparado às demais faixas. Esta é uma das faixas que possui pitadas de emo.
5) Too Scared To Try. A faixa inicia com um excelente riff de guitarra, porém não é muito veloz e o arranjo é mais simples, também. O desenho melódico merece seu destaque, mas não chega a empolgar, apesar de não ser ruim, sendo o destaque o arranjo das guitarras.
6) In The Following Years. Considero esta uma das piores faixas do álbum. Embora tenha seu destaque, ela soa quase como uma balada, embora não seja lenta. Esta possui pitadas de indie. Não é ruim, mas é das que menos me agrada.
7) Reactor. Considero esta uma das melhores faixas do álbum! Com um arranjo de guitarra que merece destaque, o trabalho de dinâmica e arranjo de bateria merecem destaque também, porém o grande destaque está, sem dúvidas, no refrão e seu desenho melódico vocal.
8) Buyastyle.com. Outra faixa bem bacana, apesar de não muito veloz. As guitarras possuem destaque, assim como o desenho melódico da voz, mesmo que possua pouca expressão se comparada à outras faixas.
9) Bus Ride Notes. A faixa inicia com um excelente riff de guitarra que, por sinal, é o grande destaque da composição. A parte A merece seu destaque, porém o refrão já é mais alegre, embora não muito, soando bem punk rock. O destaque está na harmonia e no arranjo das guitarras.
10) The Morning Walk. A faixa que dá nome ao álbum é, na minha opinião, a pior do álbum. Lenta, com arranjos de guitarra e voz que se assemelham bastante ao emo core, sem velocidade e "fúria", existindo, inclusive, um violão no arranjo junto das guitarras.
11) You Seek Me. Considero esta a melhor faixa do álbum! Embalada, com um ótimo desenho melódico da voz e expressão, bem como um refrão muito bem pensado, além de ótimos arranjos de guitarra.
12) Ego's Sake. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Embora não muito veloz, ela possui um ótimo arranjo, com um excelente trabalho de dinâmica e, mais uma vez, um desenho melódico da voz sensacional. Para completar, o refrão é o grande destaque!
13) Shadows Are Moving. Esta já é uma faixa mais embalada, porém, embora nada ruim, não é das melhores. Não possui nada de especial, sendo o grande destaque a expressão vocal em conjunto com o desenho melódico, além dos riffs de guitarra no refrão.
14) Steadfast. Outra faixa que considero das melhores do álbum, com um arranjo de guitarra que lembra muito o Farside, esta é uma excelente composição. A parte A destoa das demais partes, sendo o grande destaque o refrão.
15) A Wonderful Thing To Taste. O álbum finaliza com uma faixa acústica e instrumental. A faixa perfeita para finalizar o álbum! A melodia é feita por um violão, e a harmonia é executada por outro violão, existindo um terceiro executado com efeitos. Interessante!
Ouça o álbum em sua caminhada matinal!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Down By Law - Champions At Heart (2012)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Los Angeles - Los Angeles / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Dave Smalley (Vocal, guitarra)
Sam Williams III (Guitarra)
Kevin Coss (Baixo)
Greg Gall (Bateria)
Jack Fantastic Criswell (Bateria)
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Este é o oitavo álbum lançado pelo grupo, através do selo DC-Jam. O álbum possui 7 faixas gravadas com Greg como baterista e 9 gravadas com Jack na bateria. Embora eu tenha classificado como skate punk, ele tem muito de punk rock, um pouco de hardcore melódico e pitadas de street punk. É um bom álbum, não o considero dos melhores da carreira do grupo, mas longe de ser ruim. Ele possui músicas bem variadas, como se fizesse uma "viagem" pelas diferentes fases do grupo em 23 anos. Tive a honra de assistir aos dois shows do grupo em Porto Alegre, a primeira em 1999 e a segunda em 2009. Sabe aquele álbum em que o grupo faz mais por obrigação do que por satisfação? Eis um exemplo. Tem inspiração, mas não parece tão expressivo quanto aos primeiros álbuns da carreira, de qualquer forma, é um álbum que vale a pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Bullets. A faixa de abertura do álbum tem Jack como baterista, foi a primeira música a ser apresentada como novo trabalho. É uma boa composição, a caixa dobrada o tempo todo dá um embalo a mais, uma boa melodia e boas frases de guitarra.
2) Nothing. Considero esta a melhor faixa do álbum, com Greg na bateria. Um típico skate punk, bastante embalado e com uma excelente melodia vocal que, aliás, é o grande destaque da composição, que conta, também, com um ótimo arranjo.
3) New Song. Esta faixa já é mais lenta, não muito embalada, mas muito boa composição, lembra Fugazi! O grande destaque está no arranjo das guitarras. Boas melodias, mas nada muito empolgante. Greg na bateria.
4) Popcorn & Coke. Mais uma faixa bem embalada, bem skate punk. O destaque, mais uma vez, está na melodia da voz. É uma boa composição, mas não a considero das melhores. Também com Greg na bateria.
5) Knock This Town. Esta é, talvez, a faixa mais lenta do álbum, porém a considero uma das melhores! Uma ótima harmonia, ótimo arranjo, boa melodia vocal, mas o grande destaque está no refrão com sua melodia sing-a-long! O violão dá uma "cor" interessante ao arranjo e, mais uma vez, Greg na bateria.
6) Tiny Answers. Outra faixa que considero das melhores! O curioso desta faixa é que o vocal é cantado por Sam Williams III, além de que, desta vez, quem faz a bateria é Jack. Tem um embalo bacana, mas não é muito veloz. O grande destaque, na minha opinião, está no arranjo.
7) Face Forward. Esta faixa já tem um embalo maior, mas não tem nada muito empolgante, apesar de ser uma boa composição e possuir um bom arranjo. A bateria, mais uma vez, foi gravada por Jack.
8) Punk Rock United (Step I). Faixa bem punk rock, com influência do street punk, a qual tem Jack na bateria. Não é uma faixa veloz e também não é muito embalada, mas é uma boa faixa, apesar de não ser das melhores.
9) Homicide. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bem embalada, um skate punk, mais uma vez, com ótimo arranjo de guitarra e um bom arranjo, sendo o baterista, mais uma vez, o Jack.
10) Misfits United (Step II). Mais um punk rock, com influências (como o nome já diz) de Misfits. O baterista é Jack, e o grande destaque está no arranjo, em especial de guitarras. Não é uma má composição, mas não a considero das melhores.
11) Warriors United (Step III). Esta faixa é um punk rock com influências de street punk e country. Esta tem, de novo, o Jack na bateria, além de possuir videoclip de divulgação. É uma boa faixa, mas longe de ser das melhores! Aliás, talvez seja uma das piores! O grande destaque está no refrão.
12) Crystals. Esta é, com certeza, a faixa mais pesada do álbum, um hardcore bem embalado, com bastante drive na voz, ótima melodia vocal e bons arranjos de guitarra. Esta possui influência de crossover, mas não por completo, apenas na parte A. Também Jack na bateria! Vale a pena conferir!
13) Perpetual Sorrow. Talvez a faixa mais pop do álbum, apesar de embalada. Um pop punk mais embalado é como eu classificaria esta composição. Mais uma vez o responsável pelas baquetas é Jack e o destaque está no arranjo.
14) Rebels & Angels. Mais uma faixa embalada, mas também não a considero das melhores, sendo o destaque o refrão. Desta vez a bateria foi gravada por Greg. Uma boa melodia vocal e um bom arranjo, em especial das guitarras, ajudam a elevar o nível da composição.
15) Champions At Heart. A faixa que dá nome ao álbum tem na bateria Jack, é uma composição nada embalada, talvez a pior faixa do trabalho. Existe um bom swing, com violões no arranjo, mas é uma faixa bem fraquinha. Aliás, é uma música ruim, a única faixa ruim do álbum, na minha opinião.
16) All In. O álbum finaliza com uma faixa bem punk rock, com um certo embalo e um ótimo refrão, bem expressivo. O baterista é Greg. A composição tem influências de street punk, apesar de não tão evidente. Lembra bastante bandas do início dos anos 80!
Ouça o álbum e ponha os campeões no coração!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Didjits - Backstage Passout (1991)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Mattoon - Coles / Illinois)
FORMAÇÃO:
Rick Sims (Vocal, guitarra)
Doug Evans (Baixo)
Brad Sims (Bateria)
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Este é um álbum ao vivo, pirata, lançado, após 3 álbuns de estúdio, de maneira independente. É um ótimo álbum, com a gravação de um show feito em Londres na data de 19 de Setembro de 1990. Após, no mesmo evento, ainda tocou o Fugazi. O repertório conta apenas com faixas do segundo e terceiro álbuns, e é fiel à apresentação, já que não foi editado. As músicas são embaladas, mas não muito velozes, a "cozinha" se mantém firme e conectada, dando liberdade para que Rick possa ficar à vontade. Os arranjos de guitarra são o grande destaque, existindo frequentes riffs e eventuais dissonâncias. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Cutting Carol. O álbum inicia com uma ótima composição, embalada, não muito veloz, mas bem solta, com uma boa levada e bom arranjo. A melodia vocal também tem seu valor, mas o destaque está na guitarra.
2) Joliet. Considero esta faixa a melhor do álbum. Com um arranjo bem escrachado e um refrão simplesmente avassalador somado a um embalo contagiante, apesar de não muito veloz. Vale a pena conferir esta faixa!
3) Killboy Powerhead. Esta é a faixa mais conhecida devido à versão que o Offspring viera a fazer 3 anos mais tarde. Considero uma das melhores do álbum, também com um ótimo embalo, mas com nenhum destaque específico.
4) Gold Eldorado. Outra boa faixa, com, mais uma vez, um excelente embalo, além de uma ótima intenção e expressão, mas fica por aí, não a considero das melhores apesar de ser muito boa.
5) Evel Knievel. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Desta vez o destaque está na melodia da voz e na intenção do arranjo, principalmente no solo.
6) Max Wedge. Mais uma faixa que considero das melhores do álbum. Talvez a mais veloz do álbum até então, embora também não seja muito veloz, mas, mais uma vez, o embalo é um dos destaques da composição.
7) Stingray. Outra boa faixa, mantém as mesmas características das anteriores: embalo, intenção e bons arranjos. Não a considero das melhores, mas é uma ótima composição, sendo o refrão o destaque.
8) Long Lone Ranger. Mantendo a aceleração do andamento de maneira progressiva, esta é a faixa mais veloz do álbum, mas não a considero das melhores. Uma excelente ponte e refrão, mas não o suficiente para considerá-la das melhores!
9) Plate In My Head. Considero esta a faixa mais punk rock de todo álbum. Com certeza o refrão mais grudento! Um ótimo embalo, bom refrão, arranjos interessantes da guitarra, mas fica por aí.
10) Captain Ahab. Uma composição bastante intimista, com um clima bem de "suspense" e um ótimo arranjo de guitarra. Talvez a música menos embalada de todo álbum, mas ainda assim é uma ótima composição.
11) Ax Handle. Considero esta a música mais intimista de todo álbum. O grande destaque está no arranjo da guitarra, bem dissonante e diferente do usual. Ela se mantém, por muito tempo, em um acorde só.
12) Goodbye Mr. Policeman. O álbum (e o show) terminam com uma música bem embalada, mas que não considero das melhores, apesar de ser muito boa. A guitarra é o destaque, mais uma vez!
Ouça o álbum e consiga o passe para os bastidores!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Dead Kennedys - Halloween! (1982)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (São Francisco - São Francisco / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Jello Biafra (Vocal)
East Bay Ray (Guitarra)
Klaus Flouride (Baixo)
D.H. Peligro (Bateria)
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Este é o sétimo single lançado pelo grupo, após dois álbuns, através do selo Alternative Tentacles, sendo o Virus 28 do catálogo da gravadora. Já havia feito uma resenha para este single em 2009, confira aqui! Esta postagem comemora os 10 anos que o blog completa amanhã! Ainda lembro da primeira postagem: 7 Seconds - Old School (1991). Este é o último single lançado pelo grupo, após ele, apenas mais dois álbuns de estúdio. É um excelente single, com uma música presente no álbum Plastic Surgery Disasters e outra relançada, posteriormente, no álbum Give Me Convenience Or Give Me Death, exatamente a mesma versão. Não são músicas muito velozes, mas a intenção delas é bem "sombria", cada uma a seu estilo. É quase como o marco final de uma fase do grupo, vale a pena conferir para iniciar bem 2019!
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FAIXA A FAIXA:
1) Halloween. O single inicia com a música de trabalho, já lançada em seu álbum anterior. É uma boa composição, com um clima bem "sinistro", porém com a progressão harmônica típica do rock / blues, além de eventuais dissonâncias executadas pela guitarra. O destaque acaba sendo mesmo, a intenção.
2) Saturday Night Holocaust. Se a faixa anterior tinha um clima "sinistro", esta tem um clima bem de suspense, em especial na parte A, mais lenta e arrastada. Após, ela acelera e fica mais embalada. A composição e, expressão e dinâmica são os grandes destaques da faixa que finaliza o single.
Ouça o single e se sinta no halloween, apesar de ser reveillon!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Dag Nasty - First Demo (1985)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Washington / Distrito Federal)
FORMAÇÃO:
Shawn Brown (Vocal)
Brian Baker (Guitarra)
Roger Marbury (Baixo)
Colin Sears (Bateria)
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Esta é a primeira demo do grupo, lançado de maneira independente, ainda com Shawn Brown, que viria a sair do grupo logo após. Classifiquei como skate punk, mas beira um hardcore old school. É um grupo que serve de referência para algumas pessoas. Gosto bastante desta banda, e, esta demo, lembra uma mistura de Minor Threat com Descendents! Bem ao estilo das bandas da capital norte-americana. O desenho melódico da voz segue o mesmo estilo de cantar do Ian MacKaye, porém as composições são mais lentas, não todas, mas algumas, as mais lentas lembram mais Descendents. Já havia feito uma resenha desta demo em 2012, confira aqui! Apenas duas faixas desta demo não fazem parte do primeiro álbum do grupo, Can I Say, lançado um ano mais tarde. A qualidade do áudio não é das melhores, mas não chega a ser ruim, é possível ouvir todos os instrumentos. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Under Your Influence. A demo abre com uma das faixas que não são muito velozes, um ótimo refrão, mas uma estrofe não muito empolgante, apesar de não ser ruim.
2) I've Heard. Considero esta a melhor faixa da demo, com certeza! Se não conhecesse e alguém me mostrasse essa música, diria que era Minor Threat! Realmente muito parecido. Algumas pausas dão um toque especial ao arranjo. Vale a pena conferir!
3) Justification. Considero esta uma das melhores faixas da demo! Também veloz e com muita energia, esta lembra uma mistura de Minor Threat com Gorilla Biscuits! Sem frescura e direto!
4) Circles. Outra faixa mais lenta, que lembra um pouco mais Descendents, apesar da linha melódica do vocal não parecer. O destaque está nas frases da guitarra.
5) Can I Say. Outra faixa veloz, também muito boa! Muita energia, com eventuais trechos em que a bateria faz as frases junto com os instrumentos de corda, sendo este momento o grande destaque do arranjo.
6) Thin Line. Esta faixa é mais lenta, mas muito boa, com uma excelente intenção e dinâmica. Acordes bem simples, mas que têm uma melodia bem interessante que acompanha. O refrão não me agrada muito, mas a parte A é sensacional!
7) Never Go Back. Outra faixa não muito veloz, mas também muito boa. Esta já dá um pouco os ares do Fugazi, mesmo que bem de leve. O refrão é o grande destaque da composição, bem como a variação de dinâmica entre as partes.
8) Another Wrong. Esta é a primeira das duas faixas que não estão no álbum de estreia. Bastante veloz e com muita energia, na linha Minor Threat, mais uma vez. A parte A se mantém, quase o tempo todo, em um acorde só, o que não me agrada muito, mas ainda assim é uma boa faixa.
9) One To Two. Outra faixa bem veloz e com muita energia! Esta segue as mesmas características da faixa anterior, inclusive na questão de manter um acorde apenas na parte A! Boa faixa!
10) I Wouldn't Cry. Esta é a segunda faixa que não está no álbum de estreia, e a considero uma das melhores da demo, também. Também bem veloz, o grande destaque está na progressão harmônica da parte A e na execução da harmonia, pela guitarra, na parte B.
Ouça a primeira demo do grupo e perceba o potencial já no início da carreira!

domingo, 7 de outubro de 2018

Corrosão - Do You Want A Demo Tape? (1993)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: Brasil (Barretos / São Paulo)
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Não tenho nenhum conhecimento sobre esta banda, pelo que pesquisei, vi que esta é a banda antecessora do Guliver, um grande nome do hardcore melódico dos anos 90 no Brasil. Creio que este seja um dos últimos registros do grupo, já que em 1994 se formou o Guliver. Consegui esta demo no blog Demos pra download, e também não continha nenhuma informação a não ser o ano! Embora eu tenha classificado como skate punk, está na tangente com o hardcore melódico, aliás, acredito que só não é mais melódico devido à época, a qual não se tinha conhecimento de muitas bandas do gênero. Às vezes soa bem punk rock, porém mais acelerado, já que a maioria das faixas são bem velozes. Não existe muita técnica, aliás, quase nada, mas muita energia, o que compensa! Lembra uma mistura de Sub Society com Fugazi, porém ligado no 220, ou seja, muito mais veloz! É uma boa demo, com boas composições, mas nada muito empolgante, vale o registro. A qualidade não está das melhores, mas melhor do que está, vai ser difícil conseguir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Technology. A demo inicia com um som bem veloz, harmonias bem simples, vocal rasgado, com mudança de dinâmica no decorrer da faixa. Boa composição, mas nada empolgante.
2) Beat. A faixa menos veloz de toda demo, com certeza, apesar do refrão me desmentir! Esta é a faixa que mais me desagrada, mas ainda assim, não é ruim!
3) Hard Puzzle. Considero esta a melhor faixa de toda demo, com certeza, principalmente devido à parte A, enquanto a parte B já é mais trivial, mas que tem um acorde que faz toda diferença! O vocal oscila entre o rasgado e o limpo. Ótima faixa, vale a pena conferir.
4) Energy To Live. Esta chega a ser engraçada por ter a harmonia da parte A idêntica à música Nicotina, do Replicantes! Como esta é uma música bem conhecida, a comparação é inevitável! Mas o grande destaque está na parte B, com certeza, realmente excelente, lembra muito Sub Society.
5) Freddy Thought Wrong. A demo encerra com uma faixa sem frescura, velocidade do início ao fim, com ritmo bem quadrado, mas constante. Ela termina de uma maneira inesperada, quase como um susto!
Ouça a demo e veja se você quer uma fita demo!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Chemical People - So Sexist! (1988)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Los Angeles - Los Angeles / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Dave Nazworthy (Vocal, guitarra, bateria)
Blair Jobe (Vocal, guitarra)
Jaime Pina (Guitarra)
Ed Urlik (Baixo)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Cruz. É um excelente álbum, realmente muito bom, o som lembra uma mistura de Les Thugs com Sub Society e pitadas de Descendents, Adolescents e Red Hot Chili Peppers (início da carreira). O baixista e baterista deste álbum foram responsáveis por fundar, junto com Dave Smalley, a banda Down By Law, sendo responsáveis pela cozinha dos dois primeiros álbuns do grupo. É possível notar a semelhança mesmo sem saber, pois os "cacoetes" e timbres são os mesmos! As músicas não são muito velozes mas todas têm embalo, existindo, também, faixas que mesclam o punk com o funk. As curiosidades do álbum são: 1) Tesco Vee, vocal do Meatmen, faz participação em 5 faixas do álbum, todas aquelas que não têm instrumentos, apenas falas; 2) Blair Jobe deixou o grupo durante as gravações do álbum, por isso ele é responsável pelos vocais das primeiras faixas apenas, após, Dave Naz assume a função, tanto a de vocal quanto a de guitarrista, para finalizar o álbum, sendo responsável pela voz das últimas faixas; 3) O álbum possui uma faixa cover; 4) Bill Stevenson é o produtor do álbum; 5) Jeanna Fine é o nome da modelo na capa; 6) Dave Naz é fotógrafo pornô e diretor de filme pornô! Não deixe de ouvir, realmente vale a pena!
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FAIXA A FAIXA:
1) Mow The Lawn. Apenas falas, primeira das 5 faixas gravadas por Tesco Vee.
2) Don't Tell Me. Muito boa composição, mas não a considero das melhores do álbum, apesar de não ser ruim. A parte A é muito "alegre" o que me desagrada um pouco. Lembra uma mistura de Sub Society com Descendents!
3) Human Fear. Aqui começa a melhor seqüência do álbum, na minha opinião. Acordes abertos e embalo, bem na linha Les Thugs, ótima composição. As eventuais dobras da caixa da bateria e as guitarras são o  destaque.
4) Submarine Dream. Outra excelente composição na linha Les Thugs! Aliás, esta é ainda mais semelhante ao grupo francês do que a faixa anterior, talvez, também, devido ao reverber na voz. Menos veloz, mas muito bem trabalhada, vale a pena conferir.
5) Good, Bad & The Ugly. Ótima composição, sem dúvidas uma das melhores do álbum. Ótima harmonia, embalo, apesar de não veloz, com um refrão sing-a-long que tem o destaque da caixa dobrada e da melodia vocal.
6) Times Will Change. Outra faixa que considero das melhores do álbum, principalmente devido à linha melódica da voz. Não é uma faixa veloz, com apenas três acordes, mas muito bem trabalhada, existindo uma velocidade maior no final. Talvez a melhor faixa do álbum!
7) Henry Whitpenn. Outra faixa excelente! É a última faixa do álbum com a participação de Blair Jobe. Refrão sing-a-long, bem embalada, esta lembra bastante Adolescents, existindo eventuais dobras da caixa que dão um brilho a mais.
8) Go Chemical Or Die. Segunda das cinco faixas narradas por Tesco Vee.
9) Find Out. Primeira faixa com Dave Naz nos vocais e guitarra, talvez a faixa que mais se assemelha a Descendents, muito parecida mesmo. É uma boa faixa, principalmente no refrão, bem sing-a-long.
10) Donut Run. Outra faixa bacana, mas não a considero das melhores, considero o refrão bastante ordinário, além de ser bem alegre. As pontes são o grande destaque da composição.
11) Action Slacks. Mais uma faixa protagonizada por Tesco Vee, desta vez com The Ripper do Judas Priest rolando no fundo!
12) Shock Me. Esta é a faixa cover do álbum, composta por Ace Frehley e gravada pelo grupo Kiss em 1977, foi a primeira música que Frehley gravou a voz. Diz a lenda que, como era envergonhado, gravou deitado no chão! De qualquer forma, a versão aqui é bastante semelhante, mas mais suja e escrachada.
13) McDonalds. Quarta faixa protagonizada por Tesco Vee.
14) Diet Koke. Outra faixa que considero das melhores, bastante embalada e veloz (para os padrões do grupo), com ótimo riff de guitarra. Talvez a faixa mais hardcore do álbum.
15) Funky Time. O nome diz tudo! Esta é uma faixa instrumental bem funk metal. Poderia muito bem ser uma composição do primeiro ou segundo álbum do Red Hot Chili Peppers caso o Anthony Kiedis cantasse!
16) Those Young Girls. Esta é a última música do álbum, também bem funk metal, com muito slap do contrabaixo, já mais embalada, ela tem um momento mais cadenciado em duas partes, sendo, numa delas, uma transformação do funk para o blues! Existem sons eróticos e gemidos emitidos por mulheres durante a faixa!
17) Star Drek. O álbum finaliza como iniciou, com o protagonismo e discurso de Tesco Vee.
Ouça o álbum e se sinta tão sexista!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Cerebros Exprimidos - Fuckwar (1997)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: Espanha (Palma De Mallorca / Ilhas Baleares)
FORMAÇÃO:
Jaime Triay (Vocal)
Juanmi Bosch (Guitarra)
Cañete (Baixo)
Sergio Prior (Bateria)
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Este é o quarto, e último, Ep e penúltimo trabalho lançado pelo grupo, através do selo Munster, já que eles encerraram as atividades um ano depois, lançando apenas mais um álbum após este Ep. É um Ep muito bom, com duas músicas sendo aproveitadas no trabalho seguinte, e com direito a um cover. Embora tenha classificado como skate punk, o Ep se confunde com punk rock, Oi!, e ska punk. Não existe muita técnica por parte dos integrantes, mas também está tudo no lugar com bons arranjos e excelentes interpretações, não é à toa que o grupo é referência em seu país. As músicas não são muito aceleradas, salvo alguns momentos, mas sempre embaladas. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Augestion. O Ep abre com a faixa que, na minha opinião, é a mais fraquinha de todas e foi uma das músicas aproveitadas no álbum seguinte! É um punk rock bem comum, sem nada de especial. Bem tocado e arranjado, mas com nada de empolgante. Não é uma faixa veloz, embora tenha um trecho em que a caixa é dobrada, após o segundo refrão.
2) 1984. Se a faixa anterior eu considero a pior do Ep, esta é, com certeza, a melhor de todo ele, e também foi aproveitada no álbum seguinte. Esta sim é veloz e embalada na parte B, com muita energia, dinâmica e frases de guitarra. Realmente vale a pena conferir.
3) Back Against The Wall. Esta é a faixa cover do Ep, música composta e gravada pelo grupo Circle Jerks em 1980. O grupo fez uma versão bem fiel à original, percebe-se que foi feito por verdadeiros adoradores do som, aqueles detalhes, que só quem já ouviu muitas vezes, estão ali. Ótima homenagem!
4) Huye De Ellos. O Ep fecha com um ska punk, bem Oi!. Boa faixa, bem diferenciada, mas também com nenhum atrativo a mais. De qualquer forma, o álbum fecha com a melhor das 4 músicas para esta função!
Ouça o Ep e que se foda a guerra!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Burning Heads - Incredible Rock Machine (2005)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: França (Orléans / Centre Val De Loire)
FORMAÇÃO:
Pierre Mestrinaro (Vocal, guitarra)
Eric Fontaine (Guitarra)
Jyb - Jean Thauvin (Baixo)
Thomas Viallefond (Bateria)
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Este é, na verdade, um split. Um split com o grupo Uncommonmenfrommars, o sexto da carreira do grupo, lançado pelo selo Opposite. Aqui analiso apenas as faixas do Burning Heads. É um bom split que, apesar de eu ter rotulado como skate punk, tem flertes com o hardcore melódico e o pop punk, podendo, facilmente, ser confundido com uma banda de punk rock. O split ainda conta com uma faixa cover. A maioria das músicas têm embalo, algumas mais velozes e outras menos, com bons arranjos e boa técnica por parte dos integrantes, apesar de nada extraordinário. O interessante é que o split conta com um vídeo mostrando o making off da gravação. De qualquer forma, vale a pena ouvir o split, considero-o muito bom, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Freedom Tower. A faixa de abertura é um hardcore melódico, ou seja, não tem nada de skate punk. Veloz, com riffs na guitarra, linha vocal bem desenhada, com contracantos bem interessantes. Uma boa faixa, porém diferente de todas as outras do split.
2) S.T.F.U.. Se o grupo pensou em uma faixa como música de trabalho, com certeza foi esta! Shut The Fuck Up! Não é uma faixa pop, com apelo comercial, mas é mais lenta e com uma "fórmula" que serve bem para divulgação de trabalho. Boa dinâmica e forma bem óbvia, uma boa composição.
3) Beware. Considero esta uma das melhores faixas do split. Com um bom desenho da linha vocal na parte A, que é mais lenta, mas com uma harmonia não tonal, o que dá uma sensação bacana. A parte B já é mais acelerada, bem skate punk a faixa, vale a pena conferir!
4) Paranoia. Considero esta a pior faixa do split, sem dúvidas. Tem um flerte forte com o pop punk, com certeza a faixa mais fraquinha. Um apelo comercial bem escancarado, quase um emo. A faixa conta com a participação do grupo Uncommonmenfrommars. Não aconselho a ouvi-la!
5) Did You Wanna Die. O split fecha com um cover. A música foi originalmente lançada e composta em 1983 pelo grupo Youth Brigade. Com certeza a melhor faixa do split, uma versão bem fiel à original e um legítimo skate punk! Um som para subir a adrenalina!
Ouça o split e curta a incrível máquina do rock!