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domingo, 6 de novembro de 2022

Tom Cat Trio - Demos (2006)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Alemanha (Schleswig Holstein)
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Este é o único registro de estúdio lançado pelo grupo, de maneira independente. Pode-se dizer que é um EP, devido à quantidade de faixas e duração, embora seja um compilado das faixas gravadas pelo grupo, muitas delas lançadas, anteriormente, em coletâneas do gênero. É um psychobilly com muita influência do rockabilly, podendo, muito bem, ser rotulado como tal. O que caracteriza mais o psychobilly, na minha opinião, são as progressões harmônicas, embora existam composições com a progressão harmônica típica do rockabilly. Os timbres dos instrumentos possuem pouco peso, o que deixa com uma intenção mais intimista. As faixas são embaladas, embora não muito velozes, mas, sempre, com uma intenção bem intimista, por mais embalo que a composição sugira, sempre com muita expressão e com boas interpretações, com destaque, na minha opinião, para os arranjos de baixo acústico, executados, sempre, com a técnica do slap. O curioso está no kit da bateria, bastante compacto, com poucas peças, além da ausência de banquinho, sendo interpretado de pé. Muito difícil encontrar informações sobre o grupo, bem como fica difícil afirmar que estes sejam os únicos registros em estúdio do grupo, mas, ao que tudo indica, parecem ser. De qualquer forma, um EP (?) que vale a pena conferir, com boas composições, bons arranjos e boas interpretações, sempre muito bem expressadas e intencionadas.
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FAIXA A FAIXA:
1) Lonely On The Graveyard. O EP inicia com uma ótima composição, a qual possui uma intenção bem intimista, desde o timbre da guitarra, até a expressão vocal, possuindo um bom embalo, embora não veloz, com destaque para o arranjo de baixo acústico e seus slaps, embora as frases e riffs de guitarra mereçam atenção.
2) Captain Of The Car. Considero esta a melhor faixa do EP. Com um excelente embalo, uma ótima intenção, bem intimista, além de uma ótima expressão, bem como um bom refrão, sendo o destaque, mais uma vez, o arranjo e interpretação do baixo acústico.
3) She's A Shark. Outra faixa que possui um bom embalo, mas pouco veloz, com um padrão rítmico baseado no shuffle, e uma progressão harmônica crescente. Mais uma vez uma intenção bem intimista, com destaque para as frases de guitarra no refrão.
4) Love My Baby. Considero esta uma das melhores faixas do EP, a qual possui um ótimo embalo, boas frases de guitarra, bem como uma boa linha de baixo, existindo dois momentos bem distintos, iniciando mais intimista, para depois surgir o embalo e velocidade, sendo esta a faixa mais veloz. Destaque para o arranjo, frases e riffs de guitarra, embora a velocidade mereça atenção.
5) Hold Me Tight. Mais uma boa composição, com uma intenção mais alegre, sendo esta, talvez, a faixa mais rockabilly do EP. Um bom embalo, além de um bom desenho melódico da voz, sendo o destaque o arranjo de baixo acústico, embora as frases e riffs de guitarra mereçam atenção.
6) . Esta é uma faixa de nome desconhecido. Mais uma ótima composição, com uma intenção bastante intimista, com destaque para o arranjo de guitarra e sua expressão na interpretação da progressão harmônica, possuindo uma excelente ponte, além de um bom embalo.
7) . O EP finaliza com mais uma faixa com nome desconhecido, a qual possui um bom embalo, bem como uma boa interpretação do arranjo de baixo acústico, sendo o destaque o arranjo de guitarra e seus riffs e frases.
Ouça o EP de demos!

domingo, 30 de outubro de 2022

Tiger Army - Early Years (2002)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: EUA (Berkeley - Alameda / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Nick 13 - Kearny Jones (Vocal, guitarra)
Joel Day (Baixo acústico)
Adam Carson (Bateria)
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Este é o segundo EP lançado pelo grupo, após dois álbuns de estúdio, através do selo Hellcat, e foi gravado no estúdio Grizzly. Embora o EP tenha sido lançado em 2002, as gravações, como o nome já sugere, são do início da carreira do grupo, datando dos anos de 1996 e 1997. O EP contém última metade das faixas inéditas, nem que sejam versões, enquanto a primeira metade possui faixas já lançadas anteriormente. O EP é bastante embalado, possuindo certa velocidade em algumas das composições, com ótimos arranjos, bem expressivos e interpretados, com o detalhe, sempre interessante e característico, do psychobilly que é o efeito percussivo da técnica do slap no contrabaixo acústico. O desenho melódico da voz também merece atenção, sendo um dos destaques, na minha opinião, assim como os arranjos e riffs de guitarra. O EP possui duas faixas cover, enquanto a arte da capa ficou por conta de Sergie Loobkoff. Um excelente EP, com a veia do psychobilly em evidência, muita expressão e qualidade, inclusive, de gravação, que contempla os primeiros registros do grupo, ainda em sua formação original. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Temptation. O EP inicia com a faixa que considero a melhor. Bastante veloz e embalada, ela possui um ótimo arranjo, bem como uma ótima progressão harmônica, em especial na parte A e na ponte, apesar de simples, com destaque para a interpretação e desenho melódico da voz.
2) Jungle Cat. Outra excelente faixa, bastante embalada, com certa velocidade, um ótimo desenho melódico da voz, com destaque para a parte A e sua progressão harmônica. O solo de guitarra e a interpretação do contrabaixo acústico também merecem atenção.
3) Twenty Flight Rock. Esta é a primeira faixa cover do EP, sendo uma composição de Ned Fairchild, gravad, originalmente, por Eddie Cochran, em 1957. Um rockabilly típico dos anos 50, o qual possui a progressão harmônica padrão do blues, bem como a linha do baixo em walking bass, basicamente, nos arpejos.
4) American Nightmare. Esta é a outra faixa cover do EP, sendo a primeira das faixas inéditas, composta por Glenn Danzig e gravada, originalmente, pelo grupo Misfits, em 1981. Uma excelente versão, talvez um pouco mais veloz que a versão original, com um ótimo arranjo, mantendo a intensão bem fiel à original, apesar de mais psychobilly, muito em função do arranjo do contrabaixo.
5) F.T.W.. Outra ótima composição, bastante embalada, com um excelente trabalho de dinâmica, bem como uma intensão mais "sombria", muito devido à progressão harmônica, mas, também, à expressão, principalmente, da guitarra, possuindo um refrão bem sing-a-long, além de um trecho mais cadenciado.
6) Nocturnal. O EP finaliza com outra faixa que considero das melhores, bastante embalada e com certa velocidade, ela possui um ótimo desenho melódico da voz, o destaque na minha opinião, embora os riffs de guitarra e o refrão, bem sing-a-long, também merecem atenção.
Ouça o EP e conheça os primeiros anos!

domingo, 29 de maio de 2022

Sharks - Recreational Killer (1993)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Inglaterra (Bristol - Bristol / South West)
FORMAÇÃO:
Alan Wilson (Vocal, guitarra)
Gary Day (Baixo acústico)
Paul Hodges (Bateria)
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Este é o segundo álbum de estúdio lançado pelo grupo, através do selo Anagram. É um excelente álbum, que, embora eu tenha rotulado como psychobilly, possui fortes influências de rockabilly, além de pitadas de surf music. As composições são, em sua maioria, embaladas, existindo eventuais faixas mais velozes, mas sempre com a ideia do shuffle em evidência, possuindo frequentes riffs de guitarra que, na minha opinião, são o grande destaque, embora possua bons arranjos, com momentos que merecem atenção, além de composições mais intimistas. A complementação rítmica que o baixo dá, amplia a qualidade e faz com que a responsabilidade desta função não seja exclusiva da bateria, mesmo que não sejam todas as composições que possuem esta intenção. Este é o primeiro álbum de estúdio lançado após o hiato de 10 anos do grupo, com apenas uma mudança na formação em relação ao álbum de estreia. Não existe muito peso nos timbres dos instrumentos, priorizando, muitas vezes, timbres mais limpos, onde o destaque deve estar nas frases e arranjos. O álbum possui uma faixa instrumental. Um excelente álbum, para os adoradores do gênero, indispensável! Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Screw. O álbum inicia com a faixa que considero a melhor. Bem embalada, com certa velocidade, existindo um excelente riff de guitarra, além de uma ótima progressão harmônica, apesar de simples, além de um refrão bem sing-a-long, o destaque, na minha opinião, e um bom arranjo.
2) Bye Bye Girl. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Já menos veloz que a faixa anterior, mas, ainda assim, bem embalada, com destaque para a frase da guitarra na parte A, além de possuir um bom arranjo individual de cada instrumento.
3) Charlie ('93 Version). Outra ótima composição, bem embalada e com certa velocidade, além de um bom arranjo, que trabalha bem a ideia de dinâmica, sendo os eventuais riffs de guitarra, mais uma vez, o destaque, na minha opinião.
4) Recreational Killer. A faixa que dá nome ao álbum é uma excelente composição, bem intimista e  arranjada, com uma ótima intenção, a qual o embalo não é a prioridade, lembrando, um pouco, com alguma banda de pós punk, sendo o destaque o refrão e a intenção.
5) Dealer. Outra ótima composição, bem embalada e com ótimos riffs de guitarra, esta possui duas partes bem distintas no meu gosto, a qual a parte A considero sensacional, porém o refrão me desagada um pouco, embora o riff da guitarra mantenha a qualidade da composição.
6) Hooker. Outra boa composição, com um bom embalo e uma ótima frase de guitarra. Não muito veloz, com uma progressão harmônica bem rock 'n' roll, além de eventuais contracantos, embora sutis, que ajudam a elevar a qualidade da composição.
7) Surfcaster. Outra ótima composição que soa mais surf do que psychobilly, sendo esta a faixa instrumental do álbum, a qual possui um bom embalo e excelentes frases de guitarra, além de um bom arranjo.
8) Morphine Daze. Outra boa composição, bem embalada, apesar de possuir um arranjo, na parte A, com frequentes pausas, enquanto que, no refrão, existem bons riffs de guitarra. Destaque para o arranjo da parte A.
9) Publican Gullican. Outra faixa bem intimista e com uma boa intenção, onde o shuffle está em evidência do início ao fim, possuindo, também, um bom trabalho de dinâmica, com um ótimo arranjo, sendo o destaque o arranjo, frases e riffs, de guitarra.
10) Gettin' Even With You Baby. Outra ótima composição, bem embalada, embora o arranjo da parte A possua frequentes pausas de pequena duração, sendo o arranjo de guitarra, com seus riffs, o grande destaque, embora o refrão também mereça atenção.
11) Somethin' In The Basement. Mais uma faixa bem intimista, com excelentes frases e riffs de guitarra, possuindo o efeito do tremulo bem evidente. O trabalho de dinâmica merece atenção, assim como o arranjo que faz com que a composição, mesmo com uma intenção bem intimista, se mantenha embalada.
12) The Blockhouse. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, bem embalada, com o shuffle presente do início ao fim, sendo o destaque a progressão harmônica, embora o trabalho de dinâmica, mesmo que sutil, assim como as frases e riffs de guitarra, mereçam atenção.
13) I'm Hooked On You. Uma boa composição, embora seja a faixa que menos me agrade no álbum. Soando mais rockabilly, com menos velocidade, embora, ainda assim, com um bom embalo e uma progressão harmônica típica do rock 'n' roll, sendo o destaque as frases e arranjo de guitarra.
14) Schizoid Man. Outra ótima composição, com duas partes bem distintas, sendo a primeira bem intimista e pouco veloz, soando bem jazz, com um ótimo trabalho de dinâmica, acentuado pela execução da progressão harmônica pela guitarra, a qual aparece eventualmente com alguns ataques. O refrão já é veloz e embalado, possuindo um ótimo riff de guitarra, sendo o  destaque da composição, na minha opinião.
15) Charlie (The Sequel). Considero esta uma das melhores faixas do álbum. É a mesma composição da faixa 3, porém com outro arranjo, contendo (um pouco) mais de energia, sendo o destaque o trabalho de dinâmica imposto pela guitarra, assim como seus riffs e frases.
16) Scratchin' My Way Out (N.L. Mix). O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores, com uma excelente intenção, um bom trabalho de dinâmica, possuindo uma introdução bem intimista, dando um ar de suspense, enquanto que as demais partes são bem embaladas e com certa velocidade, possuindo um bom arranjo, com bons efeitos acrescentados.
Ouça o álbum e seja um assassino recreativo!

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Quakes - Negative Charge (2009)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: EUA (Buffalo - Erie / Nova York)
FORMAÇÃO:
Paul Roman (Vocal, guitarra)
Vince Orrexx (Baixo acústico)
Juan Carlos (Bateria)
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Este é o sétimo álbum de estúdio lançado pelo grupo, através do selo Orrexx, e foi gravado no estúdio Kat-tastrophe, com exceção da bateria, a qual foi gravada no estúdio do conservatório de Tempe. É um excelente álbum, com uma qualidade de gravação muito boa, bem limpa, é possível ouvir todos os detalhes das gravações, desde os mais sutis. Também é um álbum com poucas faixas velozes, embora haja, são minoria, o que prevalece, mesmo, são as levadas em shuffle, existindo algumas composições bem intimistas. De qualquer forma, o embalo está sempre presente, associado a um bom swing, boas frases de guitarra, assim como eventuais riffs, e, também, boas linhas de baixo que ajudam a dar a sustentação rítmica para a bateria, bem como a sustentação harmônica para a liberdade da guitarra, não podendo esquecer-nos dos bons trabalhos de contracanto. Aliás, este é um álbum com muitas participações, nos instrumentos e nas vozes, sendo estas as participações de Kenny Hill, D.W. Ranch e James Meza tocando bateria, Jeff Roffredo tocando baixo acústico, e Vic Victor, Nick Feratu, Kristian Sandorff e Peter Sandorff nos backing vocals. Um bom álbum, mostrando uma grande maturidade e excelentes composições, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Seven Seas Alone. O álbum inicia com uma composição que já mostra qual a intenção das composições. Um cartão de entrada bem escolhido, pois possui todos os elementos que virão nas faixas seguintes: shuffle, pouca velocidade, riffs e frases de guitarra, linhas de baixo, contracantos e refrões sing-s-long. Uma ótima composição. Esta conta com a participação de Vic Victor.
2) Spirit Of The Cat. Esta já mais veloz e embalada, menos intimista, com a cara do Stray Cats, ela possui uma progressão harmônica típica dos anos 60, mas com o shuffle presente, dando uma cara bem rockabilly para a composição, que, também, possui boas frases executadas em quiálteras, em conjunto entre os instrumentos. Esta conta com a participação de Kenny Hill.
3) Negative Charge. A faixa que dá nome ao álbum é uma excelente composição, bem intimista, mas embalada, com o shuffle em evidência, possuindo frequentes contracantos no refrão, bem como uma frase bem frequente da guitarra.
4) Master Planned Community. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Com um arranjo mais punk rock, em especial pela bateria e guitarra, possuindo um refrão mais "swingado" e intimista. Não muito veloz, mas bem embalada, esta conta com a participação de Kenny Hill.
5) Ghost Town. Outra excelente composição, bem intimista, com uma intenção de suspense e tensão, possuindo uma boa preparação para o refrão que já resolve toda a tensão da parte A, além deste ser, um pouco, sing-a-long.
6) Time Wasters. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, está entre as duas faixas velozes do álbum. Bastante velocidade e embalo, os grandes destaques, além do excelente contracanto barítono existente na parte A. A variação de cadência entre as repetições da parte A criam uma boa sensação, que extrapola quando surge a velocidade. O desenho melódico da voz também merece atenção. Esta faixa possui as participações de Nick Feratu e Kenny Hill.
7) Ready For War. Mais uma faixa não muito veloz, com o shuffle em evidência, com um arranjo de guitarra que busca ser intimista, embora os demais instrumentos não carreguem a mesma intenção. De qualquer forma, acaba gerando um excelente trabalho de dinâmica.
8) Turn On You Tomorrow. Outra faixa não muito veloz, com um bom embalo e uma característica de composição típica dos anos 50 / 60, assemelhando-se àquelas canções dos bailes escolares da época, representados em filmes! Considero esta a faixa que menos me agrada no álbum, apesar de possuir eventuais boas frases de guitarra. Esta faixa conta com a participação de D.W. Ranch.
9) Straight To Valhalla. Considero esta a melhor faixa do álbum, veloz e embalada, possuindo um excelente trabalho de dinâmica entre as partes, além de um clima de suspense e tensão na parte A e um excepcional refrão, o grande destaque da composição, bem sing-a-long, com ótimos contracantos, é o momento de liberar toda tensão contida na parte A! Esta faixa conta as participações de Kristian e Peter Sandorff, Jeff Roffredo e James Meza.
10) Raining All My Life. Mais uma ótima composição, mais intimista, com o shuffle em evidência, acentos no contratempo, boas frases de guitarra, bem como uma variação modal na ponte, bem interessante, o que prepara para o refrão.
11) Just Rock. Outra faixa bem rockabilly, com o shuffle em evidência e um excelente riff de guitarra, além de uma execução harmônica bem à la anos 60, ela possui um ótimo embalo e intenção, além de um bom desenho melódico da voz, sendo o destaque as frases de guitarra.
12) Everything Must Die. O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Bem intimista, com uma ótima execução e progressão harmônica, um ótimo trabalho de dinâmica, mesmo que bem sutil, além de possuir um excelente refrão, bem sing-a-long, o destaque da composição.
Ouça o álbum e sinta a carga negativa!

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Ovos Presley - A Date With Ovos Demo (1994)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Brasil (Curitiba / Paraná)
FORMAÇÃO:
Ademir (Vocal)
Wallace (Guitarra)
Bufunfa (Baixo)
Matheus (Bateria)
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Esta é a segunda demo lançada pelo grupo, de maneira independente, e foi gravada ao vivo no Aeroanta. É uma excelente demo, com composições bastante embaladas, algumas vezes velozes, com ótimos riffs e frases de guitarra, possuindo uma faixa instrumental. As composições são bem simples, assim como os arranjos, porém possui muita energia por parte de todos integrantes, ficando mais evidente devido ao vocal de Ademir. Os músicos não são muito técnicos, mas também não servem para ruins, sendo os arranjos de guitarra o grande destaque. Esta é uma importante banda do cenário psychobilly brasileiro, servindo de inspiração para inúmeras outras bandas, sendo uma das pioneiras do "novo" psychobilly nacional dos anos 90. Vale a pena conferir, uma gravação extremamente fiel à apresentação, não possuindo nenhum tipo de edição, deixando bem claro a energia do grupo em suas apresentações ao vivo.
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FAIXA A FAIXA:
1) Mundana. A demo incia com a faixa que considero a melhor. Com um excelente riff de guitarra e uma boa progressão harmônica, assim como a expressão vocal, esta é uma faixa veloz e embalada, sendo o grande destaque o refrão.
2) Baby Doll. Esta é a faixa que menos me agrada na demo, embora não seja uma música ruim. Com uma intenção bem rockabilly, a composição é bem embalada, possuindo um refrão mais cadenciado, sendo o grande destaque as frases da guitarra.
3) Noite De Horror. Mais uma faixa bem embalada, embora não muito veloz, com uma progressão harmônica bem simples, mas interessante, embora não possua nada de especial. O destaque está no embalo e expressão vocal.
4) Cheiro De Xota. Outra faixa com intenção bem rockabilly. Uma boa composição, mas com nada de especial, possuindo uma variação de cadência após a introdução, deixando a composição mais veloz e embalada. Destaque para o arranjo do baixo, bem simples, mas com a marcação constante das terças do acorde, o que chama a atenção.
5) Todo Mundo Bebum. Mais uma faixa bem veloz e embalada, com ótimos riffs de guitarra, sendo justamente este o grande destaque da composição. Acordes com pouca duração ajudam a dar a sensação de mais embalo para a composição.
6) Zeca O Estuprador. Considero esta uma das melhores faixas da demo, bastante embalada e veloz, esta faixa me lembra, um pouco, o grupo Síndrome De Down. Com uma progressão harmônica bem ao estilo rockabilly, mas no modo menor, o que dá uma sensação de tensão maior.
7) Vale Dos Defuntos Podres. Outra faixa que considero das melhores da demo. Se a faixa anterior lembrava, um pouco, Síndrome De Down, esta lembra muito! Bem veloz e embalada, com um bom arranjo (considero esta a faixa com melhor arranjo) e possuindo um refrão bem sing-a-long, o destaque está no refrão e nos riffs de guitarra.
8) O Massacre Das Torradeiras Assassinas. A demo finaliza com a faixa instrumental. Uma ótima composição, bem embalada e veloz, possuindo um bom arranjo, esta era a música "nova" do grupo na época, sendo o destaque o arranjo de guitarra com suas frases e riffs.
Ouça a demo e tenha um encontro com ovos!

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Krewmen - Power (1990)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Inglaterra (Ipswich - Suffolk / East Of England)
FORMAÇÃO:
Tony McMillan (Vocal, guitarra)
Paul Oxley (Baixo acústico)
Steve Piper (Bateria)
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Este é o quinto álbum de estúdio lançado pelo grupo, através do selo Lost Moment. Este é um excelente álbum, o considero, talvez, o melhor do grupo, e é, também, o primeiro com Paul no contrabaixo e o segundo como um trio. É um álbum psychobilly, porém percebemos mais a influência de glam metal e, claro, também, punk rock. Embora existam traços de rockabilly, este álbum, assim como o anterior, já foge bastante da ideia, aproximando-se, mais, ao hard rock. O timbre de voz de Tony lembra bastante o de Joe Wood, do T.S.O.L., sendo um dos destaques junto com os riffs de guitarra e arranjos. O álbum possui um bom embalo e eventuais faixas mais aceleradas. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Devils Lair. O álbum inicia com uma ótima faixa, uma das mais velozes do álbum, se não a mais veloz! Um ótimo riff de guitarra e uma progressão harmônica bem interessante, sendo o destaque a velocidade e embalo.
2) Miranda. Esta é a faixa que menos me agrada no álbum, embora seja uma boa composição, possuindo uma introdução bem intimista, com um clima sombrio. Lembra, um pouco, música cigana, sendo, assim, um psychobilly cigano! Possui uma boa melodia e intenção, que é grande destaque.
3) Undead. Considero esta uma das melhores faixas do álbum! Um psychobilly com fortes traços de punk rock, existindo diferentes intenções, sendo o refrão o grande destaque, embora a parte C mereça atenção devido à velocidade e embalo. O interessante é o efeito do phaser usado na guitarra.
4) The Rats. Outra faixa muito boa, com um excelente trabalho de dinâmica e intenção, sendo, no geral, uma composição bem intimista. Embora não parecida, a parte A me lembra a música D.M.S.O., do Dead Kennedys! Quando não está no clima intimista, a velocidade e embalo estão presentes!
5) Anymore. Esta já soa mais como um psychobilly clássico, com aquele shuffle carcaterístico do rockablilly, possuindo um bom embalo. O destaque está, justamente, no embalo, mas também o refrão merece atenção, principalmente devido à progressão harmônica.
6) Stone. Talvez a faixa que mais aparenta influência do rockabilly, também com um ótimo embalo e a levada em shuffle, o grande destaque está no refrão, principalmente devido à progressão harmônica, mas, também, ao arranjo.
7) Get Lost. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum! Simplesmente sensacional! Uma progressão harmônica bem glam metal, porém, ainda assim, soa um psychobilly! Não muito veloz, mas com um excelente embalo e arranjo, o grande destaque está no arranjo de guitarra, embora o trabalho de dinâmica também mereça atenção.
8) Two Souls. Outra faixa que acho excelente, com um ótimo riff de guitarra e um bom embalo. O trabalho de dinâmica merece atenção, embora o destaque seja o refrão, mas o verdadeiro destaque está na parte C, com uma excelente progressão harmônica e um desenho melódico da voz sensacional.
9) Knight Moves. Considero esta a melhor faixa do álbum! Com certeza a faixa mais pesada e a que mais se assemelha ao glam metal e hard rock. Possui excelentes riffs de guitarra e uma ótima intenção, sendo o grande destaque o refrão, principalmente devido ao arranjo, mas também progressão harmônica e desenho melódico da voz.
10) Back To The Ball. O álbum finaliza com mais uma boa faixa, um psychobilly com pitadas de jungle. Ótimos riffs de guitarra e um vocal mais grave e intimista, possuindo um ótimo embalo. O grande destaque está na intenção.
Ouça o álbum e sinta o poder!

sábado, 9 de maio de 2020

Horrorpops - Hell Yeah! (2004)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Dinamarca (Copenhagen / Hovedstaden)
FORMAÇÃO:
Patricia Day (Vocal, baixo acústico)
Kim Nekroman - Kim Gaarde (Guitarra)
Caz The Clash - Casper Holbek (Guitarra)
Karsten Johansen (Guitarra)
Niedermeier - Henrik Stendahl (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Hellcat, e foi gravado no estúdio Ventura. Apesar de ser o primeiro álbum, o grupo levou 8 anos para lançar seu primeiro trabalho, o grupo está na ativa desde 1996, sendo que as primeiras 7 faixas do álbum foram gravadas em 1999, ainda com o guitarrista Caz The Clash, as demais faixas foram gravadas pouco antes da época do lançamento deste álbum, desta vez com Karsten no lugar de Caz, que havia saído da banda anos antes. Ainda neste período, o grupo contava com duas dançarinas, chamadas Kamilla Vanilla (Kamilla Tillander) e Mille Sylvest. É um álbum de psychobilly, mas as influências de punk rock são bem perceptíveis, não sendo nada surpreendente caso alguém prefira dizer que é um álbum de punk rock. Além do punk rock, a influência de rockabilly também está bem presente, além de flertar com o surf music e possuir pitadas de ska. O baixista do Nekromantix é o guitarrista da banda, Kim Nekromancer, que deixou os graves para sua mulher, Patricia Day. É um bom álbum, bastante shuffle, boas frases de guitarra, o slap do baixo acústico bem perceptível, e a excelente voz de Patricia, que, além de afinada, possui uma excelente expressão e timbre. Lembra um pouco com Living End, sendo possível perceber a influência de Misfits, também. Bons arranjos, nada de fenomenal, tecnicamente falando, porém possui um bom trabalho de dinâmica, e tudo está no lugar, de maneira bem pensada.
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FAIXA A FAIXA:
1) Julia. O álbum inicia com uma ótima composição, não muito veloz, mas com um bom embalo e bem pulsante, além de possuir um ótimo trabalho de dinâmica, sendo o destaque o desenho e expressão da voz. O refrão é outro ponto alto, bem sing-a-long.
2) Drama Queen. Esta faixa já é mais acelerada, lembrando mais um punk rock. Também possui um bom trabalho de dinâmica. O destaque está no arranjo de guitarra, com bons riffs. O refrão chama a atenção, também.
3) Ghouls. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Bem psychobilly, ela possui videoclip de divulgação. Uma excelente composição, com destaque para o refrão, bem sing-a-long, além do vocal "rasgado" de Patricia.
4) Girl In A Cage. Esta é a faixa que menos me agrada em todo álbum. Não é ruim, mas longe de ser das melhores. Esta possui influências de ska (parte A), e punk rock no refrão. Boa melodia, principalmente no refrão, que é o destaque da composição.
5) Miss Take. Outra faixa que possui videoclip de divilgação. É uma boa faixa, com um excelente trabalho de dinâmica, sendo o ápice o refrão e sua melodia sing-a-long. Outro shuffle bem embalado. O destaque é o trabalho de dinâmica.
6) Where They Wander. Excelente composição, um punk rock bem ao estilo Misfits! Bastante embalada, com um bom trabalho de dinâmica, o refrão possui um ótimo desenho melódico da voz, também bem sing-a-long. O destaque está no vocal de Patricia.
7) Kool Flattop. Esta é uma composição bem rockabilly, provavelmente a faixa mais rockabilly do álbum, com a harmonia clássica do rock (I-IV-V), riffs típicos do rockabilly, bem como o solo. O arranjo vocal também caracteriza bastante o gênero. O destaque está nos arranjos de guitarra.
8) Psychobitches Outta Hell. Excelente composição, com um clima bem intimista, em clima de suspense. Mantém a ideia harmônica do rock, porém com um constante riff e frase da guitarra e baixo, existindo um clima no refrão, muito devido à repetição do título da música. O destaque está na expressão.
9) Dotted With Hearts. Outra faixa que não me agrada muito, apesar de não ser ruim. A intenção é excelente, me agrada bastante o fato da caixa dobrada, mas a harmonia estraga a composição, bem como o desenho melódico que vem a partir dela, além de possuir um refrão bem bubble gum.
10) Baby Lou Tattoo. Outra faixa bem punk rock, mas com o shuffle do psychobilly. É uma boa faixa, também com pitadas bubble gum, mas com nada de especial. Mais uma vez o trabalho de dinâmica merece destaque, apesar de não muito exagerado.
11) What's Under My Bed. Aqui começa a melhor seqüência do álbum, na minha opinião. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Excelente harmonia, apesar de simples, com um ótimo trabalho vocal, principalmente devido aos contracantos na parte A. O trabalho de dinâmica também merece destaque.
12) Emotional Abuse. Considero esta a melhor faixa do álbum. Um clima bem intimista, com o shuffle bem acentuado, e, mais uma vez, um excelente trabalho de dinâmica, sendo o destaque o refrão e o desenho melódico da voz.
13) Horrorbeach. O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Esta é uma faixa instrumental que demonstra toda influência surf music que o grupo possui. Já mencionei como sou fã de composições instrumentais, e aqui está outro exemplo. Lembra, e muito, com as bandas de surf music instrumentais da década de 60, com o reverber da guitarra aparecendo bastante. Não seria nenhum pecado confundir com uma composição do Shadows ou Ventures!
Escute o álbum e grite: isso aí!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Grave Stompers - Rising From The Darkside (1997)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Alemanha (Fürstenfeldbruck / Bayern)
FORMAÇÃO:
Frank 'n' Flörter (Vocal)
Gernot Welsh (Guitarra)
Holzi (Baixo acústico)
Martin Sledgehammer (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, ainda como um quarteto, de maneira independente, e foi gravado no estúdio Cäpt 'n' Hammer. É um bom álbum, embora não espetacular, o melhor de tudo é que a proposta, o visual, a capa, o som, as intenções, as letras, as escalas... enfim, tudo que envolve a ideia de composição e arranjo está coeso e em harmonia, deixando o ouvinte como se estivesse saindo de uma tumba! Tudo tem a ideia do horror, do início ao fim do álbum, com raras exceções, em que percebe-se mais a influência do rockabilly, além de pitadas de ska. O vocal é extremamente sepulcral, intencionando a um morto vivo, em raras ocasiões, ele canta de maneira tão enrolada que a sensação de um zumbi no vocal é maior! Um dos destaques é a utilização do contrabaixo acústico, sendo executado com slap, Holzi não é dos melhores instrumentistas que já ouvi nesta técnica, mas não deixa nada a desejar, tocando com convicção as suas linhas e frases. A guitarra merece destaque, principalmente, devido às escalas que utiliza, quase sempre com a inclusão de alguma dissonância, deixando o clima de horror mais vivo na composição. As músicas não são das mais velozes, mas sempre muito bem embaladas. Entre todas as faixas, existe uma instrumental.
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. O álbum inicia com o som do vento e um sino, além de sons não identificados, podendo dar chance à imaginação, algo como um zumbi ou um lobisomem!
2) Fiery Abyss. A faixa inicia com a mesma intenção da introdução, como se fosse uma continuação, porém, desta vez, com instrumentos. A introdução se mantém por um tempo, criando este clima sepulcral. Logo em seguida o baixo aparece solo para ditar o que virá. O destaque está nas dissonâncias e na dinâmica.
3) Mme Bondage. Esta faixa já tem uma introdução mais intimista, lembrando, um pouco, Cramps. O destaque está no arranjo da guitarra, que possui frases bem interessantes, muito influenciadas pelo rockabilly. Logo após a música embala.
4) Call From The Grave. Esta faixa é mais intimista, com um clima mais de "cowboy", menos peso, mas um bom shuffle! Uma boa composição, sendo o destaque o clima e as intenções, bem como a dinâmica.
5) Souls Of The Dead. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Com certeza a faixa mais veloz até então. Com certeza esta composição foi influenciada por Ace Of Spades, do Motörhead, assim ela seria se fosse psychobilly e tivesse outra letra!
6) Halloween In Haddonfield. Outra faixa que considero das melhores do álbum, principalmente devido às frases da guitarra. Ela não é tão veloz quanto à faixa anterior, mas é bem embalada.
7) Just One Date. Com certeza a faixa mais rockabilly do álbum, talvez a que menos tem intenção de horror, talvez por coincidência, mas a considero uma das piores do álbum! Não é ruim, mas não agrada muito.
8) Morbid Past. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, também bem embalada e com notas e frases dissonantes, em especial na guitarra que, aliás, é o destaque da composição. O vocal está bem sepulcral nesta faixa.
9) Zombified. Uma boa faixa, com a harmonia típica do rockabilly e frases bem comuns, porém com uma intenção bem de horror, o grupo atinge a intenção. A dinâmica merece destaque, apesar de não muito evidente.
10) Hearse Cruise. Considero esta a melhor faixa do álbum. Com a harmonia padrão do rock, porém com um riff de guitarra, que apesar de simples é, matador, além de um bom embalo. O destaque está justamente na guitarra, mais uma vez.
11) Ed Gein. Esta faixa é um ska! Inicia apenas com o contrabaixo, mas, logo em seguida, os outros instrumentos entram e o ritmo é de ska, embora as frases, tanto da voz quanto da guitarra, não. Também considero esta uma das que menos me agrada, apesar de não ser ruim.
12) More Blood. Esta faixa já é mais veloz, com uma intenção bem de horror. O destaque está no arranjo que possui eventuais pausas e frases da guitarra que são bem bacanas.
13) No Chance. Gosto bastante do embalo e das frases de guitarra nesta faixa, porém não o suficiente para considerá-la das melhores. Não tem nada de especial que chame a atenção além destes dois aspectos, com destaque para o refrão, bem sing-a-long.
14) Hellraiser's Night. Música com um bom embalo, mas sem nada de especial, mantendo o trabalho de dinâmica como destaque, assim como o vocal sepulcral, bem grave. A bateria merece destaque devido à eventuais frases em que faz solo.
15) Moonstruck. O álbum finaliza com a faixa instrumental, e, como já cansei de escrever aqui, sou um grande fã de composições instrumentais e, esta aqui não é diferente, por isso a considero uma das melhores do álbum, já com um clima mais surf. Destaque para o tremolo usado na guitarra.
Escute o álbum e continue subindo do lado escuro!

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Cramps - Look Mom No Head! (1991)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: EUA (Sacramento - Sacramento / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Lux Interior (Vocal)
Poison Ivy (Guitarra)
Slim Chance (Baixo)
Jim Sclavunos (Bateria)
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Este é o quinto álbum de estúdio do grupo, lançado pelo selo Restless. É um bom álbum, com músicas muito boas e outras boas, mantendo aquela mesma característica do grupo, que é um som que mistura punk rock com rockabilly, surf music, blues e country e muita expressão, principalmente por causa da voz. As músicas não são muito aceleradas, mas não possui nenhuma música ruim. Existem 4 faixas que são cover, e uma delas conta com uma participação especial nos vocais. Sem muito o que falar, pois o nome do grupo já fala por si só! Considerado por muitos como os pais do psychobilly! Não deixe de ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Dames, Booze, Chains And Boots. O álbum abre com a música de trabalho, a qual possui videoclip de divulgação. É uma composição bem rockabilly, harmonia clássica do gênero além de riffs de guitarra também bem característicos. A melhor escolha para a música de trabalho, com certeza.
2) Two Headed Sex Change. Considero esta a melhor faixa do álbum, uma das mais embaladas, mas principalmente devido ao refrão, excelente! A parte A tem um clima bem diferente do refrão, o que acaba destacando bem as partes. Vale a pena conferir!
3) Blow Up Your Mind. Considero esta faixa uma das melhores do álbum, também com um clima bem interessante, principalmente devido à guitarra, enquanto o refrão já embala mais, principalmente devido à caixa dobrada.
4) Hardworkin' Man. Eis que chega o primeiro cover do álbum! Esta é uma composição de Jack Nitzsche, Paul Schrader, e Ry Cooder, gravada para a trilha do filme Blue Collar, de 1978, dirigido por Schrader e creditado para Captain Beefheart, o cantor. É um blues à la Hoochie Coochie Man, ou Bad To The Bone, bem semelhante mesmo. O curioso é o ostinato, que se mantém durante toda a faixa, de um som metálico, realmente hipnotizante!
5) Miniskirt Blues. Outro cover! Desta vez a composição é de Simon Stokes, gravada originalmente pelo grupo Flower Children, em 1967. Esta é a faixa que conta com a participação de Iggy Pop nos vocais. A faixa mais adequada para a participação do cantor, já que esta soa semelhante às gravações de sua carreira solo neste mesmo período.
6) Alligator Stomp. Uma faixa que tem conotações bem country, mantendo um certo embalo, principalmente devido à caixa dobrada. O vocal é executado com drive, e, muitas vezes, soa mais falado do que cantado.
7) I Wanna Get In Your Pants. Esta faixa soa muito como o clássico Summer Nights, trilha de Grease! Porém com a expressão Cramps de tocar! O vocal volta a ficar intimista mais uma vez!
8) Bend Over, I'll Drive. Outra faixa bem bacana, com a harmonia padrão do rockabilly, esta soa bem surf music. O embalo da bateria com o toque duplo na caixa reforça esta sensação. Porém nada alegre, pelo contrário, tudo muito obscuro.
9) Don't Get Funny With Me. Um shuffle! Se tivesse que resumir em uma palavra, seria essa. O clássico rockabilly dos anos 50 / 60, incluindo o efeito percussivo do shuffle, não com o contrabaixo, mas com a bateria. Bem interessante a faixa!
10) Eyeball In My Martini. Com certeza a faixa mais embalada do álbum, e outra que considero das melhores! O refrão é sensacional, bem como o riff da guitarra na introdução. A troca rápida entre dois acordes, na parte A, dá uma sensação bem bacana. Talvez a faixa mais psychobilly de todo álbum!
11) Hipsville 29 B.C.. O terceiro cover do álbum! E outra faixa que considero das melhores! Esta é uma composição de Don Turnbow, gravada originalmente pelo grupo Sparkles, em 1967. O riff da guitarra é o grande destaque na minha opinião.
12) The Strangeness In Me. O álbum finaliza com mais um cover! Composição de Ellis Mize, gravada originalmente pelo grupo Runabouts. Como Lux e Poison eram grandes pesquisadores e colecionadores de Lp's, geralmente as versões são de artistas obscuros e pouco conhecidos, por isso, não encontrei informação suficiente sobre esta composição. Com certeza a pior faixa do álbum, um shuffle / blues bem lento, mas com um tremolo ligado o tempo todo, que é o grande destaque.
Ouça o álbum e fale: veja mãe, sem cabeça!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Coffin Nails - A Fistful Of Burgers (1988)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Humungus -Stephen Clarke (Vocal, guitarra)
Gra - Graham Farr (Baixo)
Smurf - Robert Farquharson (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado pelo selo Link, e o primeiro com um trio na formação. É um excelente álbum, existindo músicas mais aceleradas e outras nem tanto. Um clássico psychobilly, daqueles que podem ser usados como referência para alguém que não conhece o gênero! O álbum conta com duas músicas instrumentais, sendo uma delas uma versão, e um cover. Algumas faixas bem ao estilo rockabilly, e outras mais intimistas, com clima de suspense, típico do psychobilly! Não deixe de ouvir o álbum, realmente vale a pena!
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FAIXA A FAIXA:
1) Penetration (Orgasmic Mix). O álbum inicia com uma faixa que possui um clima bem intimista, com uma ideia de safadeza, já que conta com diversos gemidos de mulheres no fundo. A harmonia é bem rock 'n' roll, com uma frase de guitarra bem ao estilo de músicas de mistério, e uma ponte que parece muito com Cramps, além de ter muito efeito na voz. Ótima faixa, mas não das melhores.
2) Please Little Woman. Considero esta uma das melhores do álbum. Uma das mais embaladas faixas do álbum, com certeza. A velocidade e as pausas no arranjo são o principal destaque, no mais é um rockabilly mais acelerado!
3) Come Back To School. Outra faixa que considero das melhores. Esta já com um clima mais intimista, a parte A bem em um clima de mistério, enquanto a parte B lembra bastante a música Do You Wanna Touch?, de Gary Glitter!
4) Trust In Me (Do The Moose). Esta já tem um clima mais jungle, também típico do psychobilly, com a bateria bem tribal, acompanhada pelo baixo, enquanto os acordes são apenas largados. Boa faixa, mas também não das melhores.
5) Heartbreak Hotel. Eis que chega o cover do álbum! Esta música foi composta por Thomas Durden e Mae Boren Axton, gravada, originalmente, por Elvis Presley, em 1956. Fizeram uma boa versão, existindo uma parte bem embalada do meio para o fim!
6) For A Few Burgers More. Esta é a primeira faixa instrumental, e, na verdade, é uma versão para a música For A Few Dollars More, trilha do filme de mesmo nome, composta por Ennio Morricone. É uma viagem ao velho oeste, incluindo sons de tiros!
7) If Only Mother Could See You Now. Excelente faixa, considero esta a melhor de todo álbum. Embalada, não te dá vontade de parar, apenas ir pra frente! A guitarra tem uma divisão rítmica veloz, ajudando nesta sensação, bem como a progressão harmônica crescente. Ótima composição, não deixe de ouvir, lembra um pouco Bitchin' Biker, do Asmodeus!
8) My Baby Left Me. Outra faixa bem rockabilly, porém mais veloz! Esta sim é um típico rockabilly, sendo o ponto forte as pausas na parte A. Boa, mas não das melhores!
9) Coffin Nails. Outra faixa que considero das melhores. Tem um clima bem sombrio na sua introdução, mas depois embala quando da entrada da bateria. Muito boa faixa, com a harmonia bem rock 'n' roll, assim como o solo da guitarra.
10) Nothing To Lose. Esta é a outra faixa instrumental do álbum. Bem embalada, com o baixo em destaque, ela possui uma frase que se mantém quase que como um ostinato durante toda música. Lembra um pouco a frase de Fender Bender, do MX-80 Sound!
11) Blubbery Love (Saintly Snails). Esta é, talvez, a faixa mais escrachada e arriada de todo álbum! Quase um discurso, com uma base executada por bateria e baixo, bem embalada e veloz, diga-se de passagem! Quando a guitarra aparece, mantém a mesma ideia.
12) Loose, Loose Woman (She's A Moose). O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Um rock mais ao estilo anos 60, com direito a refrão sing-a-long e tudo mais! Lembra um pouco bandas como Beach Boys!
Ouça o álbum, de preferência com um punhado de hambúrgueres!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Catalépticos - Little Bits Of Insanity (1998)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Brasil (Curitiba / Paraná)
FORMAÇÃO:
Vlad (Vocal / Guitarra)
Gus (Baixo acústico)
Coxinha (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Fury. O curioso é que o álbum levou mais de um ano para poder ser lançado no Brasil, devido à questões contratuais com o selo inglês. Antes deste álbum, o grupo havia lançado apenas um Ep. Considero o álbum excelente, nenhuma música ruim, é um psychobilly que está mais pra punk do que pra rockabilly. Todas as músicas são velozes e embaladas, em nenhum momento tem descanso, a voz tem um timbre sepulcral, a bateria é tocada de pé, com apenas 4 peças (bumbo, surdo, caixa e ride), e, para completar, o slap do contrabaixo acústico dá um toque rítmico a mais para as composições. O álbum possui duas faixas instrumentais. Lembra um pouco de Asmodeus! Realmente vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Cannibal Holocaust. A faixa de abertura já inicia com o baixo mostrando o que espera no decorrer do álbum! Logo após, já com a bateria junto, a guitarra traz um riff muito bom, bem ao estilo Dead Kennedys, e então o vocal aparece, sempre com muito drive, além, claro, de muito embalo e velocidade!
2) Gambling With A Demon. Esta faixa inicia com um riff mais rock 'n' roll, mas logo que entra a bateria e a voz, a velocidade e o embalo já tomam conta e a poeira não desce mais!
3) Serial Joe. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente devido à sua harmonia, velocidade e embalo. Os acordes "largados" dão um clima bacana pro arranjo, bem como os riffs de guitarra.
4) Closing My Coffin. Esta é uma das duas faixas instrumentais. Muito boa composição, mais uma vez embalada e veloz, mas faltou a guitarra aparecer mais no arranjo, ao meu ver. Parece mais uma composição que ainda não foi gravada a voz!
5) Henry. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Mais um petardo, com o baixo sendo o grande destaque, mas também a velocidade e o embalo fazem toda diferença.
6) Atomic Zombie. A faixa tem no baixo um petardo, muito veloz, porém aqui temos um trecho cadenciado quando da entrada da voz, na parte A. O baixo é o grande destaque da faixa, mas a expressão vocal também ajuda na qualidade do arranjo.
7) Asshole. Outra faixa que considero das melhores! Ela inicia com bateria e baixo, um pouco mais lenta, mas por pouco tempo, logo entra a voz e a velocidade aparece novamente! Tem uma harmonia bem rock 'n' roll, com riffs e tudo mais, porém tem uma parte C que altera esta ideia. Muito boa composição, vale a pena conferir.
8) Hearse Driver. Outra faixa bastante veloz e com um bom riff de guitarra, que é o grande diferencial da composição, além das frases da mesma.
9) Catalepsia. Outra faixa muito boa que inicia com um bom riff de guitarra e um bom arranjo em sua introdução, criando uma expectativa do que virá! Que é um embalo característico do grupo! As partes sem voz são o grande destaque da faixa, a qual ainda possui um trecho cadenciado em shuffle!
10) Demented Symptoms. Esta é a outra faixa instrumental do álbum, já mais bacana que a anterior, até porque nesta a guitarra chama a responsabilidade e aparece bastante, sendo o grande destaque da composição, além, é claro, do arranjo. Mai uma faixa veloz e embalada!
11) Run From The Nightmare. O baixo inicia o arranjo e, mais uma vez, com muita velocidade. Outra faixa muito boa, embalada, sendo o baixo o grande destaque, muito em função da velocidade nos slaps.
12) Death Train. A faixa inicia com um arranjo mais cadenciado, talvez o momento do álbum em que fique mais tempo sem velocidade, embora não seja ruim e não dure por tanto tempo, já que logo a velocidade aparece novamente! Talvez a faixa mais lenta do álbum.
13) Psychobilly Is All Around. Considero a faixa que encerra o álbum a melhor de todas! Muito embalo, velocidade, energia, bom arranjo e, pela primeira vez, refrão sing-a-long! Composição que faz o álbum encerrar com chave de ouro!
Ouça o álbum e tente achar todos os pedacinhos de insanidade contidos!

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Batmobile - Bambooland (1987)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Holanda (Rotterdam / Holanda Do Sul)
FORMAÇÃO:
Jeroen Haamers (Vocal, guitarra)
Eric Haamers (Baixo acústico)
Johnny Zuidhof (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo lançado, depois de um Ep, pelo selo Count Orlok. É um psychobilly que está mais para rockabilly do que pra punk rock, é um ótimo álbum e conta com 4 faixas cover. A guitarra não tem muita distorção, aliás, é bem leve, mas com muito reverber, o baixo é acústico, o que ajuda a bateria na parte rítmica, já que esta é montada com apenas 3 peças: caixa, surdo e 1 prato que serve como ride ou crash, a qual o baterista toca de pé! Bastante interessante! É quase um revival aos anos 50, na qual o grupo representa muito bem. Realmente vale a pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Bambooland. A faixa de abertura, que dá nome ao álbum, tem um toque bem jungle, comum nos anos 50. É um twist, com muitos graves e frases bem interessantes da guitarra. Creio que a faixa resume bem a ideia da capa.
2) Mission Impossible. Considero esta uma das melhores do álbum. Já mais acelerada e com ótima progressão harmônica executada com muito reverber, mas também bastante tremolo. A faixa consta com uma frase de guitarra bem bacana.
3) Demon Party. O grande destaque desta faixa está na frase rítmica que se mantém por toda parte A, harmonizada muito bem pelo contrabaixo, enquanto a parte B já tem uma característica mais rockabilly. Não é ruim, mas não acho das melhores.
4) Night Without Sleep. Outra que considero das melhores do álbum. Excelente frase da guitarra na introdução, mas o grande destaque é mesmo o refrão. Ótimas melodia e harmonia, apesar de simples, que têm um lado bem sing-a-long. Poderia ser um pouco mais acelerada, mas é muito boa!
5) Hot Dog Stomp. Esta faixa é realmente ruim, não vale a pena ouvir. O instrumental conta com uma progressão harmônica bem rockabilly, mas com nada de mais, porém o que estraga é mesmo o vocal, realmente muito ruim, tanto que chega a ser irritante. Percebe-se ser proposital, mas não era necessário!
6) Racing With The Sun. Aqui está o primeiro cover do álbum. É uma música folclórica que não tem compositor. Aquelas músicas que se passa de geração à geração. De qualquer forma a versão do grupo ficou muito boa, mas também não considero uma das melhores, apesar de boa.
7) Lover Not A Fighter. Eis o segundo cover do álbum. Esta é uma música composta por Jay Miller, originalmente gravada por Lazy Lester em 1958. Considero uma das melhores faixas do álbum. Ótimo arranjo mas bem fiel à versão original. Vale a pena ouvir!
8) Chasin'. Gosto desta faixa também, apesar de não considerá-la das melhores do álbum. Tem um ótimo embalo e acordes de guitarra executados de uma maneira bem peculiar, além de o reverber ser um efeito fundamental nesta faixa. Porém o melhor é mesmo o refrão, talvez a parte mais punk rock de todo o álbum.
9) The Cannibal. Boa música também, já mais lenta, mas com uma levada bem grave, com a guitarra abafada e o reverber criando todo um clima. Boa faixa, mas não das melhores.
10) Killers Crew. Esta tem uma frase bem de suspense, uma mistura de surf music com trilhas como Mission Impossible ou Secret Agent Man. Muito boa, mas pouco acelerada.
11) All Shook Up. Chegamos ao nosso terceiro cover do álbum, esta música foi composta por Otis Blackwell e originalmente gravada por Elvis Presley em 1957. Na verdade esta é uma faixa "pegadinha" porque tem pouca duração e finaliza como se estivesse enrolando a fita K7 no aparelho!
12) Ain't Gonna Drink No More. Outra que considero uma das melhores do álbum, principalmente por causa da frase no início da composição, mas também devido ao refrão sing-a-long. Muito boa faixa!
13) Cold Sweat. Outra que considero das melhores! Principalmente devido ao riff da guitarra que aparece em vários momentos durante a faixa. Muito bom, vale a pena ouvir só pelo riff.
14) Do You Wanna Touch. O álbum finaliza com outro cover. Música composta por Gary Glitter e Mike Leander, gravada originalmente por Gary Glitter em 1973. Ficou muito boa esta versão, realmente uma outra pegada, mais embalada e bem rockabilly, com o contrabaixo sendo o grande destaque, além do arranjo da guitarra que substitui, em alguns momentos, a voz em relação à versão origianal.
Escute o álbum e se sinta na terra do bambu!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Astro Zombies - Are Coming... (1997)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: França (Dijon / Bourgogne Franche Comté)
FORMAÇÃO:
Christophe Bobby Bourgeade (Vocal, guitarra)
Bassou - Laurent Abry (Baixo acústico)
Gaybeul - Fabrice Gualdi (Bateria)
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Álbum de estréia do grupo lançado pelo selo Banana Juice. É um psychobilly que flerta com o rockabilly e com o western. O vocal é grave e usa eventuais drives, geralmente quando quer atingir notas mais agudas, além de ter bastante reverber, assim como a guitarra que tem um drive leve e algum delay, existindo eventuais trêmulos executados com a alavanca. Não tem nada de mais em relação à parte técnica, sendo o destaque os fraseados da guitarra. Lembra um pouco de Coffinshakers com Reverend Horton Heat. Muito boa a banda, vale a pena ouvir! O álbum ainda conta com um cover!
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FAIXA A FAIXA:
1) The Astro Zombies Are Coming. A faixa de abertura é instrumental e possui uma introdução que provavelmente é do filme de 1969 homônimo. É uma excelente música para abrir o álbum, com a harmonia típica de rockabilly, mas com um ar tenso, de suspense. Destaque para a levada na caixa da bateria. Vale a pena conferir!
2) The Devil On Arrival. A música começa no mesmo clima da anterior, apesar de mais embalada, porém aqui temos a presença da voz. Muito boa composição, com frequentes pausas e trabalhos de dinâmica que fazem toda a diferença. Uma das melhores do álbum.
3) Magnetic Man. Excelente introdução, porém depois ela se torna um rockabilly. Lembra bastante Reverend Horton Heat. É bem rockabilly, mas com um ar tenso! Vale a pena conferir.
4) Love You So. Uma introdução bem jungle, com frases da bateria bem tribais, que se completa perfeitamente com o arranjo da guitarra. Quando da entrada da voz, a música se torna um rockabilly em modo menor! Mas o grande destaque é o arranjo da introdução, que aparece mais vezes no decorrer da faixa.
5) I'm All Right. A balada do álbum! Mas aquela balada de pistoleiro! Composição bem western, com frases bem ao estilo do gênero. A faixa é executada bem fraca, não abusando da intensidade, mas não é lenta, apenas cria-se um ar "sombrio". Muito boa faixa, lembra um pouco de Coffinshakers!
6) I'll Never Be Your Friend. Uma das melhores do álbum. Começa com um riff de guitarra bem ao clima de terror, mantendo esta ideia por toda parte A, mudando apenas no refrão, o qual tem um arranjo muito bom. Lembra um pouco de Dead Kennedys, vale a pena conferir.
7) Barcelona. A melhor faixa do álbum, na minha opinião. Começa com um fraseado típico de músicas espanholas, ou flamenco, com a típica escala menor harmônica! Aliás, esta ideia se mantém por toda faixa, inclusive no solo, que é bem simples, lembra até Replicantes! Vale a pena ouvir, de verdade!
8) Bertha-Lou. Aqui temos nosso cover! Esta é uma música composta por Johnny Burnette e John Marascalco, gravada originalmente em 1957 por Johnny Faire. Com exceção do refrão, ela até parece um ska com baixo "batatão", aquele das bandas de baile, embalando no refrão. Muito boa versão!
9) No Other Girl. Mais uma faixa com um ar western, porém com uma levada que lembra um tango. Podemos considerá-la mais uma balada, talvez até mais que a faixa 5 pelo fato de ser mais "dançante". O reverber fica evidente nesta faixa devido à pouca dinâmica. Dá uma quebrada no embalo do álbum, mas vem em boa hora!
10) Manson Family. A faixa começa com um riff de guitarra que lembra o clássico Secret Agent Man. Aqui volta o embalo, com destaque para o trabalho de dinâmica da guitarra, que cria todo o clima da composição. Harmonia típica de rockabilly, mas com ar de horror!
11) Suicide. Uma das melhores do álbum, creio ser esta a música mais punk rock do álbum, é o legítimo punkabilly! É um punk rock, mas com aquele ar do psychobilly, em especial devido ao baixo acústico. Vale a pena conferir!
12) The Usual Suspects. O álbum fecha com mais uma faixa instrumental. O curioso é que os acordes da introdução são os mesmos do final da música Cygnus X-1, do Rush! Esta faixa não é tão boa quanto à primeira, mas não é ruim, apenas trivial. No final da faixa temos mais uma edição de falas do, creio eu, filme de 1969.
Confira os zumbis do espaço franceses em seu primeiro trabalho e saia assobiando as frases de guitarra que ficam na mente!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Three Bad Jacks - Crazy In The Head (2005)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: EUA (Los Angeles - Los Angeles / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Elvis Suissa (Vocal, guitarra)
Ruben Ibarra (Baixo acústico)
Adam Jones (Bateria)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 110 bpm. Os instrumentos de corda estão afinados meio tom abaixo da afinação padrão. O ritmo é pouco denso apesar dos constantes shuffles, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais variações de cadência, pausas, bem como acentos deslocados do tempo forte ou contratempo, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada em power chords e acordes com a inclusão da terça ou dissonâncias, existindo frequentes frases do baixo, bem como eventuais riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para a execução dos arranjos de baixo por Ruben Ibarra.
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DESTAQUE: Crazy In The Head
Música com compasso quaternário, tonalidade de Ebm (Mi bemol menor), e forma I-A-B-A-C-B-B'-B-A'-C'-B. O ritmo é pouco denso apesar dos constantes shuffles, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais pausas, em C, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada com frequentes riffs de guitarra, existindo um acorde de passagem, em B, oriundo do cromatismo do blue note, sendo em A: I-III-I, em B: I-III-V-Cr, e em C: I-III-IV-V. A introdução (I) nada mais é do que B executado com arranjo diferente.

domingo, 30 de março de 2014

P.O.X. - Voodoo Power! (1986)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Alemanha (Hannover / Niedersachsen)
FORMAÇÃO:
Beaker Pox - Mathias Böker (Vocal, guitarra)
Kalle Carl Pox - Karl-Heinz Schmidt (Guitarra)
Slin Pox - Nils Enghusen (Bateria)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 110 bpm. O ritmo é pouco denso apesar dos constantes shuffles, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada em power chords e acordes com a inclusão da terça, existindo frequentes riffs e frases de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para a execução dos arranjos de guitarra.
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DESTAQUE: Nighttime Syndicate
Música com compasso quaternário, tonalidade de Am (Lá menor), e forma  A-B-A-B-A'-B'-A-B-A-B-A''. O ritmo é pouco denso apesar dos constantes shuffles, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais pausas, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia possui um acorde de passagem, quarto grau, oriundo de empréstimo modal, existindo frequentes frases da guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão, sendo em A: I-III-V, e em B: IV-I-IV-I-VII-V.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Ovos Presley - A Date With Ovos (2004)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Brasil (Curitiba / Paraná)
FORMAÇÃO:
Ademir (Vocal)
Wallace (Guitarra)
Nei (Baixo)
Cidadão Rancor (Bateria)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 115 bpm. O ritmo é pouco denso, sendo elevado, principalmente, devido à shuffles, bem como eventuais antecipações e variações de cadência, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada, quase toda, em power chords, existindo eventuais acordes com a inclusão da terça, bem como riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão como referência. Destaque para a execução dos arranjos de guitarra por Wallace.
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DESTAQUE: Cão Sarnento
Música com compasso quaternário, tonalidade de C (Dó Maior), e forma A-B-A-B-A-B-A'. O ritmo é pouco denso, sendo elevado devido à frequentes quiálteras, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha pouco, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo a quinta da tonalidade como referência. A harmonia é executada toda em power chords, existindo eventuais cromatismos em B, sendo em A: I-V-VI-II, e em B: Cr-V-Cr-V-Cr-VI-Cr.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Dog'gie Dogg - Kick Up (2001)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Japão
FORMAÇÃO:
Martin (Vocal, banjo, bandolim)
Tora (Baixo acústico)
Naoki (Bateria, kazoo)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 105 bpm. O ritmo é pouco denso apesar dos constantes shuffles, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais variações de cadência, pausas e acentos deslocados do tempo forte, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada com eventuais acordes de passagem, existindo eventuais riffs de guitarra, bem como constantes frase do baixo que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para os arranjos de baixo por Tora.
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DESTAQUE: Trail Of Tears
Música com compasso quaternário, tonalidade de Em (Mi menor), e forma I-A-B-A-C-D-A-B-D. O ritmo é pouco denso apesar dos constantes shuffles, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais quiálteras, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia possui um acorde de passagem oriundo da função de dominante, sendo em A: I-VII-I, em B: VI-VII-I-VI-VII-I-VI-V, em C: VI-I-VI-I-VI-V, e em D: I-VII. A introdução (I) nada mais é do que o primeiro grau executado de maneira solo pelo baixo. A música possui uma ponte, sempre, após D, onde nada mais é do que o arranjo da introdução (I).

domingo, 4 de agosto de 2013

Demented Are Go - The Day The Earth Spat Blood (1989)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: País De Gales (Cardiff / South Glamorgan)
FORMAÇÃO:
Sparky Retard De Ville (Vocal)
Lord Adonis Claypole Montcrief VII (Guitarra)
Bill Doody Mindwrencher (Baixo acústico)
Anton The Impaler (Bateria)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 110 bpm. O ritmo é pouco denso apesar dos constantes shuffles, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais pausas e antecipações, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada, quase toda, em power chords, existindo eventuais acordes com a inclusão da terça, bem como frequentes riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para a participação de Buster Hymen tocando violino.
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DESTAQUE: Flight 103
Música com compasso quaternário, tonalidade de Gm (Sol menor), e forma A-B-C-A-B-C-A-D-B'-C'-A-B-C-A-D'. O ritmo é pouco denso apesar dos constantes shuffles, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais pausas e antecipações, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada, quase toda, em power chords, existindo um acorde de passagem, em A e C, oriundo de empréstimo modal (dominante), bem como eventuais acordes com a inclusão da terça e riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão, sendo em A: I-V, em B: I-IV-I, em C: VI-III-V, e em D: IV-VII-I.