quinta-feira, 16 de maio de 2019

Dwarves - Are Born Again (2011)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (Chicago-C.C. / Illinois)
FORMAÇÃO:
Blag Dhalia - Paul Cafaro (Vocal)
Hewhocannotbenamed - Peter Konicek (Guitarra)
The Fresh Prince Of Darkness - Marc Diamond (Guitarra)
Clint Torres (Baixo)
Rex Everything - Nick Oliveri (Baixo)
Josh Freese (Bateria)
Wreck Tom (Bateria)
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Este é o décimo álbum lançado pelo grupo, através do selo MVD. É um bom álbum, mas ao mesmo tempo um álbum sem personalidade. É, na verdade, um álbum de transição, o grupo retoma, em algumas faixas, estilos em que já haviam "navegado", anteriormente, durante sua carreira. O álbum é predominantemente punk rock, porém, é possível perceber faixas que pendem mais para outros estilos do rock, vários estilos, como, por exemplo, pop punk, hardcore melódico, skate punk, garage punk, street punk, hardcore old school e, inclusive, hard rock. Dá a impressão que o grupo queria mudar, mas não sabia direito como, então acabou atirando para todos os lados, torcendo que algum tiro seja certeiro! Devido a isso, é difícil manter um padrão na descrição, já que cada faixa tem sua própria singularidade.
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FAIXA A FAIXA:
1) The Dwarves Are Still The Best Band Ever. O álbum inicia com uma faixa que possui uma introdução bem interessante, como se fosse um rádio dos anos 60! Depois a faixa se mantém em um punk rock, quase um street punk, porém mais leve. Não é uma faixa muito veloz e não a considero das melhores.
2) 15 Minutes. A faixa tem um arranjo bem interessante na parte A, com muitas pausas e bastante elementos eletrônicos. É um punk rock com uma cara mais moderna, percebendo-se influência de indie. Também não considero das melhores faixas do álbum.
3) Stop Me. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, veloz, com embalo, drive na voz e muita energia, com arranjos simples, mas bem pensados. Esta é um hardcore old school com pitadas de skate punk! A faixa possui, inclusive, videoclip de divulgação que, aliás, é muito bom, com cenas pesadas de um filme trash erótico / suspense.
4) Looking Out For Number One. Considero esta uma das piores faixas do álbum. Um pop punk, leve e relativamente lento, é uma composição muito alegre. Poderia ser abertura de alguma temporada do Malhação!
5) You'll Never Take Us Alive. Esta é, sem dúvida, a melhor faixa do álbum. Embalada, veloz, um típico skate punk que possui no seu refrão o ponto forte devido à melodia da voz. Esta é outra faixa que possui videoclip de divulgação, mas ao contrário do anterior, não é muito bacana, com imagens do grupo tocando com efeitos de cores.
6) Bang Up. Outra faixa mais na manha a qual percebe-se influência de garage punk. A divisão rítmica e as frases curtas da guitarra na parte A são o grande destaque, enquanto que o refrão tem mais influência de indie. Boa faixa, mas não das melhores.
7) We Only Came To Get High. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Um hardcore old school com forte influência de crossover e refrão skate punk! Uma miscelânea de gêneros, mas isso tudo junto, mais o embalo e a velocidade, faz a faixa ser uma das melhores!
8) I Masturbate Me. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Esta é um hard rock com pitadas de garage punk. Não muito veloz, mas a intenção e os riffs de guitarra são o grande destaque.
9) It's A Wonderful Life Of Sin. Outra faixa que considero das melhores. Esta mantém as mesmas características da faixa 7. Um hardcore old school, embalado, com pitadas de crossover e refrão skate punk!
10) Happy Birthday Suicide. Esta faixa foi lançada, originalmente, pela carreira solo do guitarrista Hewhocannotbenamed. É um punk rock que fica na tangente com o hardcore melódico. Lembra muito Vandals! Não é muito veloz, mas possui um ótimo embalo! Boa faixa!
11) Fake ID. Talvez a faixa com arranjo mais "diferente", bem atípico, principalmente na parte A. Não é uma má composição, mas não a considero das melhores, não muito veloz, é um punk rock "moderno", com pitadas de indie.
12) Working Class Hole. Com certeza a faixa mais sing-a-long do álbum. É difícil afirmar se ela é muito punk rock para um hardcore melódico ou muito hardcore melódico para um punk rock! Lembra uma mistura de Vandals com Spot 1019 e o Gusto, do Guttermouth!
13) FUTYD. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante embalada e veloz, esta é um punk rock quase um skate punk. O vocal com drive em vários momentos e uma melodia muito boa no refrão são o destaque da faixa.
14) Candy Now!. Um punk rock com pitadas de proto punk e grunge! Boa faixa, mas não das melhores, a parte A é o destaque, já o refrão, apesar de não ser ruim, não mantém a sensação igual.
15) Do The Hewhocannotbenamed. Outra faixa com bastante influência de garage punk. É uma boa composição, mas nada muito empolgante. Embalada, mas não veloz. O refrão é o grande destaque, na minha opinião.
16) Your Girl's Mom. Esta é muito punk rock para ser um hard rock ou muito hard rock para um punk rock?! Difícil dizer. É uma boa composição, me agrada mais a parte A, embora o refrão seja bem bacana também, sendo o destaque a execução da voz.
17) Zip Zero. Não é uma faixa ruim, mas não é das melhores. Um punk rock com influências sutis de surf music, o arranjo da harmonia com bastante pausa dá um toque especial.
18) The Band That Wouldn't Die. O álbum finaliza com uma faixa bem embalada e veloz, mas com um arranjo bem criativo e "diferente". É um punk rock com pitadas de street punk e skate punk, e esta faixa também conta com videoclip de divulgação, o qual possui edição de imagens marcantes de shows antigos do grupo.
Ouça o álbum e perceba que o grupo nasceu novamente!

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Dropkick Murphys - The Warrior's Code (2005)

GÊNERO: Street Punk
ORIGEM: EUA (Quincy-N.C. / Massachusetts)
FORMAÇÃO:
Al Barr (Vocal)
Ken Casey (Vocal, baixo)
Scruffy Wallace (Gaita de fole)
James Lynch (Guitarra)
Marc Orrell (Guitarra, acordeon)
Tim Brennan (Mandolin, tin whistle, violão)
Matt Kelly (Bateria, bodhrán)
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Este é o quinto álbum lançado pelo grupo, através do selo Hellcat, aliás, este é o último álbum lançado por ele. É um excelente álbum, conta com quatro faixas cover, possuindo músicas velozes, outras nem tanto, outras lentas, mas a grande maioria é bem embalada e todas as faixas, sem exceção, são perfeitas para se tomar cerveja em um pub! As composições têm influência celta, mais especificamente, irlandesa e escocesa. A utilização de instrumentos não convencionais para o rock e / ou de origem irlandesa ou escocesa são o grande diferencial, se tornando algo original, dentro do contexto do grupo, além de dar um brilho pra lá de interessante! A capa é uma homenagem ao boxeador Micky Ward, além de que é o primeiro álbum em que Scruffy e Tim participam como membros do grupo. Além dos componentes do grupo, o álbum conta com a participação de Laura Casey tocando viola e violoncelo. O grande destaque está nas composições, a técnica não é muito apurada, mas as composições são espetaculares, ótimas melodias e com arranjos bem criativos, apesar de simples. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Your Spirit's Alive And The Trumpet Shall Sound. O álbum inicia com a faixa que, na minha opinião, é a melhor! Esta faixa é uma homenagem a um amigo do grupo que morreu, Greg Riley, falecido em um acidente de moto, e também aos esportistas Garnet Bailey e Mark Bavis, falecidos no atentado de 11 de Setembro. É uma faixa veloz e embalada com uma excelente melodia, sendo o destaque a frase da gaita de fole.
2) The Warrior's Code. Muito boa faixa, um típico street punk. É a faixa que dá som à capa, já que ele fala sobre o boxeador Micky Ward. O curioso é que esta composição foi usada no filme feito 5 anos mais tarde sobre a vida do boxeador. Mais uma vez, a frase da gaita de fole é o grande destaque. Esta faixa foi uma das que tem videoclip de divulgação, no qual divide as imagens do lutador com a banda.
3) Captain Kelly's Kitchen (Courtin' In The Kitchen). Esta é uma faixa não autoral, uma versão para uma composição folclórica de autor desconhecido. Não me agrada muito esta faixa, apesar do embalo, lembrando muito música country. O destaque está no arranjo de viola executado por Laura Casey.
4) The Walking Dead. Outra faixa bem street punk. Não é ruim, mas não tem nada de especial, apesar do violoncelo de Laura Casey, sendo, então, uma música bem comum. É embalada e o destaque está na execução da harmonia e no arranjo.
5) Sunshine Highway. Esta foi a primeira faixa de trabalho do álbum, existindo, inclusive, videoclip de divulgação, o qual é, em sua maior parte, imagens do grupo tocando em uma sala espaçosa, mas também com uma novela, já que esta é uma música de amor! Considero esta uma das piores faixas do álbum, muito pop e pouco veloz, sendo o destaque os arranjos de acordeon e gaita de fole.
6) Wicked Sensitive Crew. Esta faixa também não é muito veloz e tem como destaque, mais uma vez, a gaita de fole. Esta faixa é uma "resposta" aos argumentos que diziam que o grupo incitava a violência. O curioso é que na letra diz que eles choraram quando Mickey morreu em Rocky II, porém, na verdade, isto aconteceu no Rocky III! No encarte existe uma nota dizendo que Rocky II soava melhor, por isso a mudança!
7) The Burden. Considero esta uma das melhores faixas do álbum! Não é muito veloz, inicia com o violão, porém a melodia e o ritmo bem solto me agradam bastante, sendo o destaque a melodia da voz.
8) Citizen C.I.A.. Uma paulada! Com certeza a segunda melhor faixa do álbum! Um hardcore veloz e embalado, sem frescura, sem excessos, apenas o necessário, além, claro, de muita energia!
9) The Green Fields Of France (No Man's Land). Este é o segundo cover do álbum, sendo uma versão de uma balada anti guerra do compositor folk, escocês, Eric Bogle. Considero esta a pior faixa do álbum, apesar da boa melodia da voz. O destaque está no arranjo e na variedade de instrumentos como o mandolin, o violoncelo, a gaita de fole e o piano, além da bateria.
10) Take It And Run. Após uma balada, a seqüência aparece com um punk rock quase street punk! Uma boa composição, mas sem nenhum destaque, tornando-a apenas mais uma boa composição!
11) I'm Shipping Up To Boston. Talvez o maior sucesso do grupo! A faixa apareceu como trilha de um episódio dos Simpsons, aquele em que o autor faz uma analogia com o filme The Departed, o qual também tem a composição em sua trilha. A letra da música é um poema não publicado de Woody Guthrie. Um dos destaques da faixa está na variedade de instrumentos como mandolin, acordeon e tin whistle, mas o grande destaque está na frase que o acordeon e o mandolin executam com freqüência. Esta faixa é uma regravação, já que ela foi gravada, originalmente, no single Fields Of Athenry, sendo o curioso que a composição possui dois videoclips de divulgação, sendo que o segundo foi usado para divulgar o filme citado anteriormente.
12) The Auld Triangle. Outra boa composição com boa melodia, porém sem nada muito empolgante, sendo o grande destaque, mais uma vez, a gaita de fole.
13) Last Letter Home. Considero esta faixa uma das melhores do álbum! Mais uma vez, ótima melodia, sendo este o grande destaque da faixa, embora a velocidade, o embalo e as eventuais variações de intenção também têm seu valor! O interessante é que a letra é uma carta enviada pelo sargento Adrew Farrar, a última antes de sua morte, para sua família quando estava lutando na guerra do Iraque. Com o consentimento da família do sargento, o grupo a utilizou como letra para esta composição, sendo que todo dinheiro arrecadado com direitos autorais por ela, seria repassado à família do militar. O grupo chegou a tocar, de maneira acústica, no funeral do sargento.
14) Tessie. O álbum fecha com uma faixa considerada bônus, já que ela foi originalmente lançada no single homônimo, em 2004, ano em que o clube de beisebol, Red Sox, ganhou o título após 86 anos, existindo, inclusive, um videoclip de divulgação. Ela é, na verdade, um cover. Composta por Will R. Anderson, a música foi composta para ser usada durante os jogos do clube, que era onde era tocada. Não me agrada muito esta faixa, apesar de não ser ruim. Bem sing-a-long, com gaita de fole e piano, mas nada muito especial.
Escute o álbum e conheça o código dos guerreiros!

sexta-feira, 3 de maio de 2019

D.R.I. - The Dirty Rotten Power (2001)

GÊNERO: Crossover
ORIGEM: EUA (Houston / Texas)
FORMAÇÃO:
Kurt Brecht (Vocal)
Spike Cassidy (Guitarra)
Chumly Porter (Baixo)
Rob Rampy (Bateria)
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Este é, na verdade, um split com o grupo Raw Power, o segundo da carreira do grupo, lançado, após 7 álbuns de estúdio, através do selo Killer. As faixas foram gravadas no estúdio Sharkbite. É um lançamento importante devido ao fato de que este é o primeiro trabalho em 6 anos! O final dos anos 90 foi um período que, resumidamente, manteve o grupo em turnê e, ao mesmo tempo, a procura de uma gravadora. As músicas presentes neste split foram lançadas em 1995, no álbum Full Speed Ahead, ou seja, nenhum material inédito. É um som veloz, com guitarras cheias de riffs e muita energia! Bom, quem conhece o som dos caras sabe que não é preciso muitos comentários para defini-lo! São músicas que estão no fim do período mais importante da carreira do grupo, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Who Am I?. Este é um clássico do início da carreira do grupo, porém com a gravação de 1995, não a original. É uma música de curta duração, bastante veloz e embalada. A faixa menos crossover de todo split, esta é um típico hardcore old school!
2) Broke. Outra faixa de curta duração. Considero a faixa mais fraquinha do split, apesar de ser muito boa, com ótimos riffs de guitarra, muita velocidade e embalo.
3) Problem Addict. Considero esta a melhor faixa do split, a mais bem trabalhada, de maior duração e, como as anteriores, embalada, veloz e com muitos riffs! O arranjo está bem trabalhado e a intenção dos instrumentistas fica bem evidente. Vale a pena conferir!
Ouça o split e sinta o poder sujo e podre!

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Dr. Living Dead! - Thrashing The Law (2008)

GÊNERO: Crossover
ORIGEM: Suécia (Estocolmo / Södermanland)
FORMAÇÃO:
Dr. Ape - Andreas Sandberg (Vocal)
Dr. Toxic - Thomas Sundin (Guitarra)
Dr. Rad - Johannes Wanngren (Baixo)
Dr. Cobra Kai (Bateria)
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Esta é a segunda demo, e segundo trabalho, lançado pelo grupo, de maneira independente. É uma ótima banda, que possui embalo, velocidade, mas também partes cadenciadas, fazendo um revival bem fiel às bandas do final dos anos 80 e início dos anos 90. O som se parece, e muito, com Suicidal Tendencies, principalmente devido ao vocal, mas percebe-se influências de M.O.D., S.O.D., e Slayer. Existe bastante groove, mas não demais, assim como existe semelhança com o thrash, mas não demais. O curioso é que os integrantes se apresentam sempre com uma máscara de caveira, todas iguais, com bandanas azuis escuro, iguais às do Suicidal! Outro detalhe interessante é a arte da capa, inspirada no álbum No Prayer For The Dying, do Iron Maiden! Para aqueles que curtem o crossover da virada da década de 80 para 90, irão se deliciar com esta demo!
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FAIXA A FAIXA:
1) You're Not The Law. A demo inicia com uma das melhores faixas, na minha opinião! Começa com uma introdução que é uma mescla de Abominalble Dr. Phibes, do Misfits, com You Can't Bring Me Down, do Suicidal Tendencies! Depois ela se torna muito semelhante à alguma faixa qualquer do álbum Lights Camera Revolution, também do Suicidal. A composição tem groove e velocidade, vale a pena conferir!
2) Gremlin's Night. Outra faixa muito boa e veloz, já com eventuais riffs de guitarra que lembram bandas de thrash metal, já a parte A lembra bastante S.O.D., enquanto que o refrão, mais uma vez, lembra Suicidal Tendencies. É a faixa desta demo mais tocada pelo grupo em suas apresentações.
3) I Need Thrash (Not You). Considero esta a melhor faixa da demo! Ela inicia com uma característica bem thrash, talvez o momento mais thrash da demo até então, porém, logo em seguida, as influências (de novo) de Suicidal Tendencies aparecem, e ela se torna, enquanto tem voz, uma composição bem semelhante à qualquer faixa do álbum Controlled By Hatred!
4) Kindergarten Cop. Outra faixa bastante tocada pelo grupo em suas apresentações, geralmente aparece emendada com a faixa 2! É a faixa mais thrash até então. Quando da voz, a composição se assemelha bastante à M.O.D., mas percebe-se influências de Anthrax, também.
5) Dr. Living Dead!. A faixa que dá nome à banda é bem variada as intenções, existindo a parte mais cadenciada sendo semelhante à, mais uma vez, Suicidal Tendencies, enquanto que a parte B lembra muito S.O.D., enquanto que o final é bem thrash. É uma boa faixa, mas creio que esta seja a que menos me agrada!
6) Kerry Burger King. Até pelo nome, esta é a faixa mais semelhante à Slayer, principalmente devido aos riffs de guitarra, mas também pela voz, mas possui momentos que se assemelham à M.O.D.. Vale a pena conferir, bem veloz e embalada.
7) Bonus Track. A faixa bônus é, na verdade, a introdução de Caught Somewhere In Time com um arranjo um pouco diferente e sem bateria. Bem curioso!
Escute a demo e fique "thrasheando" a lei!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Down By Law - Champions At Heart (2012)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Los Angeles-L.A.C. / California)
FORMAÇÃO:
Dave Smalley (Vocal, guitarra)
Sam Williams III (Guitarra)
Kevin Coss (Baixo)
Greg Gall (Bateria)
Jack Fantastic Criswell (Bateria)
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Este é o oitavo álbum lançado pelo grupo, através do selo DC-Jam. O álbum possui 7 faixas gravadas com Greg como baterista e 9 gravadas com Jack na bateria. Embora eu tenha classificado como skate punk, ele tem muito de punk rock, um pouco de hardcore melódico e pitadas de street punk. É um bom álbum, não o considero dos melhores da carreira do grupo, mas longe de ser ruim. Ele possui músicas bem variadas, como se fizesse uma "viagem" pelas diferentes fases do grupo em 23 anos. Tive a honra de assistir aos dois shows do grupo em Porto Alegre, a primeira em 1999 e a segunda em 2009. Sabe aquele álbum em que o grupo faz mais por obrigação do que por satisfação? Eis um exemplo. Tem inspiração, mas não parece tão expressivo quanto aos primeiros álbuns da carreira, de qualquer forma, é um álbum que vale a pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Bullets. A faixa de abertura do álbum tem Jack como baterista, foi a primeira música a ser apresentada como novo trabalho. É uma boa composição, a caixa dobrada o tempo todo dá um embalo a mais, uma boa melodia e boas frases de guitarra.
2) Nothing. Considero esta a melhor faixa do álbum, com Greg na bateria. Um típico skate punk, bastante embalado e com uma excelente melodia vocal que, aliás, é o grande destaque da composição, que conta, também, com um ótimo arranjo.
3) New Song. Esta faixa já é mais lenta, não muito embalada, mas muito boa composição, lembra Fugazi! O grande destaque está no arranjo das guitarras. Boas melodias, mas nada muito empolgante. Greg na bateria.
4) Popcorn & Coke. Mais uma faixa bem embalada, bem skate punk. O destaque, mais uma vez, está na melodia da voz. É uma boa composição, mas não a considero das melhores. Também com Greg na bateria.
5) Knock This Town. Esta é, talvez, a faixa mais lenta do álbum, porém a considero uma das melhores! Uma ótima harmonia, ótimo arranjo, boa melodia vocal, mas o grande destaque está no refrão com sua melodia sing-a-long! O violão dá uma "cor" interessante ao arranjo e, mais uma vez, Greg na bateria.
6) Tiny Answers. Outra faixa que considero das melhores! O curioso desta faixa é que o vocal é cantado por Sam Williams III, além de que, desta vez, quem faz a bateria é Jack. Tem um embalo bacana, mas não é muito veloz. O grande destaque, na minha opinião, está no arranjo.
7) Face Forward. Esta faixa já tem um embalo maior, mas não tem nada muito empolgante, apesar de ser uma boa composição e possuir um bom arranjo. A bateria, mais uma vez, foi gravada por Jack.
8) Punk Rock United (Step I). Faixa bem punk rock, com influência do street punk, a qual tem Jack na bateria. Não é uma faixa veloz e também não é muito embalada, mas é uma boa faixa, apesar de não ser das melhores.
9) Homicide. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bem embalada, um skate punk, mais uma vez, com ótimo arranjo de guitarra e um bom arranjo, sendo o baterista, mais uma vez, o Jack.
10) Misfits United (Step II). Mais um punk rock, com influências (como o nome já diz) de Misfits. O baterista é Jack, e o grande destaque está no arranjo, em especial de guitarras. Não é uma má composição, mas não a considero das melhores.
11) Warriors United (Step III). Esta faixa é um punk rock com influências de street punk e country. Esta tem, de novo, o Jack na bateria, além de possuir videoclip de divulgação. É uma boa faixa, mas longe de ser das melhores! Aliás, talvez seja uma das piores! O grande destaque está no refrão.
12) Crystals. Esta é, com certeza, a faixa mais pesada do álbum, um hardcore bem embalado, com bastante drive na voz, ótima melodia vocal e bons arranjos de guitarra. Esta possui influência de crossover, mas não por completo, apenas na parte A. Também Jack na bateria! Vale a pena conferir!
13) Perpetual Sorrow. Talvez a faixa mais pop do álbum, apesar de embalada. Um pop punk mais embalado é como eu classificaria esta composição. Mais uma vez o responsável pelas baquetas é Jack e o destaque está no arranjo.
14) Rebels & Angels. Mais uma faixa embalada, mas também não a considero das melhores, sendo o destaque o refrão. Desta vez a bateria foi gravada por Greg. Uma boa melodia vocal e um bom arranjo, em especial das guitarras, ajudam a elevar o nível da composição.
15) Champions At Heart. A faixa que dá nome ao álbum tem na bateria Jack, é uma composição nada embalada, talvez a pior faixa do trabalho. Existe um bom swing, com violões no arranjo, mas é uma faixa bem fraquinha. Aliás, é uma música ruim, a única faixa ruim do álbum, na minha opinião.
16) All In. O álbum finaliza com uma faixa bem punk rock, com um certo embalo e um ótimo refrão, bem expressivo. O baterista é Greg. A composição tem influências de street punk, apesar de não tão evidente. Lembra bastante bandas do início dos anos 80!
Ouça o álbum e ponha os campeões no coração!

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Donkey - Donkey (1995)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: Brasil (Belo Horizonte / Minas Gerais)
FORMAÇÃO:
Léo Baiano (Vocal)
Alex (Trompete)
Wagner (Saxofone Tenor)
Rodrigo (Trombone)
Daniel (Guitarra)
Afonso (Baixo)
Luciano (Bateria)
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Esta é a primeira demo lançada pelo grupo, de maneira independente, e gravada no estúdio Gênesis. É uma boa demo, lembra bastante Less Than Jake com pitadas de Millencolin! Os sopros são o grande destaque da demo, caracteriza bastante o estilo na época. As músicas são embaladas, embora não muito velozes, com boas melodias e bons arranjos, não deixa nada a desejar em comparação às bandas do gênero na época, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Oh Não!. A demo inicia com a música mais bem trabalhada e com cara de música de trabalho. É bastante interessante o vocal em português com as divisões rítmicas típicas do gênero. Os sopros têm um arranjo bem interessante e trabalhado. A maior parte da faixa é ska, mas tem um pequeno trecho punk rock.
2) Today. Considero esta a melhor faixa da demo, lembra bastante Millencolin! Mais uma vez os sopros são o destaque, mas desta vez o embalo e a harmonia também têm seu destaque. A música mais embalada da demo, com certeza. Uma melodia bacana da voz também merece seu destaque!
3) Kids At Play. A demo finaliza com uma boa faixa, a que possui o trecho mais hardcore de todo registro. É quase que uma mistura das ideias das duas faixas anteriores, possuindo, também, um bom arranjo dos sopros que, mais uma vez, são o destaque.
Escute a demo e não seja um asno!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Dog Faced Hermans - Unbend (1987)

GÊNERO: Jazz Core
ORIGEM: Escócia (Edinburgh / Edinburgh)
FORMAÇÃO:
Marion Coutts (Vocal, trompete, cowbell)
Andy Moor (Guitarra)
Colin McLean (Baixo)
Wilf Plum (Bateria, saxofone)
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Este é o primeiro single, e primeiro trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Demon Radge e gravado no estúdio Makka, em Cambridge. Excelente single lançado pelo grupo, com composições e arranjos bem criativos, acordes dissonantes, embalo, e swing, o grupo demonstra seu talento artístico de maneira bem expressiva. As linhas de baixo também são bem arranjadas e os instrumentos de sopro dão um toque a mais, de maneira positiva, para o arranjo. Vale a pena conferir, apesar de não possuir muitas músicas, não se enjoa de escutar, muito devido à criatividade do grupo.
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FAIXA A FAIXA:
1) Cruelty. O single inicia com uma música bastante embalada e com ótimas frases de guitarra e baixo. Os acordes dissonantes da guitarra ajudam a deixar o arranjo bem "diferente" e criativo. A bateria mantém o embalo do início ao fim e o trompete também dá um destaque ao arranjo..
2) Incineration. Considero esta a melhor faixa do single, a mais veloz! Mantém as mesmas características da faixa anterior, embalo, dissonâncias e frases do baixo bem criativas. Esta foi a música de trabalho na época, existindo um videoclip de divulgação.
3) Catbrain Walk. Esta é a faixa mais longa do single, a mais jazz e a mais "swingada". Ela se mantém num shuffle do início ao fim, também existindo dissonâncias nos acordes e boas frases do baixo, porém com um clima bem mais intimista, tendo no saxofone o destaque a mais.
Ouça o single e entenda a desdobrar!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

D.O.A. - Something Better Change (1980)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Canadá (Vancouver / British Columbia)
FORMAÇÃO:
Shithead - Joey Keithley (Vocal, guitarra)
Dave Gregg (Guitarra, teclado)
Randy Rampage (Baixo)
Chuck Biscuits (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Friends. Embora o álbum tenha sido lançado em 1980, as gravações foram feitas no período entre 1977 e 1980. É um álbum em que a maioria das músicas soam como o punk rock britânico do final dos anos 70, mas também já aparecem os primeiros sinais do hardcore que viria a seguir, bem como influências de hard rock. Sempre sou suspeito para falar de bandas canadenses, sou fã das bandas daquele país, as músicas são sempre bem trabalhadas e, na maioria das vezes, possuem músicos de um bom nível técnico. Aqui o nível técnico não é muito elevado, mas, mesmo assim, também não é baixo, e, as músicas são bem trabalhadas. Recomendo ouvir o álbum!
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FAIXA A FAIXA:
1) New Age. O álbum inicia com uma faixa bem punk rock, lembra bastante bandas como Anti Nowhere League. Não é muito veloz, mas tem um bom arranjo e um bom riff de guitarra.
2) The Enemy. Outra faixa bem punk rock, mantém a mesma intenção da faixa anterior, porém com um trabalho de dinâmica diferente. Eventuais acentos deslocados do tempo forte são o destaque da faixa.
3) 2+2. A faixa mais lenta até então, e, também, com uma intenção diferente das faixas anteriores. Os acordes executados, na parte A com abafado, dá uma ideia de dinâmica bem perceptível.
4) Get Out Of My Life. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, já bem embalada, esta dá os ares do que estaria a vir anos mais tarde com o hardcore. As sílabas são executadas com curta duração, outra característica do gênero.
5) Woke Up Screaming. Uma balada punk rock! Ou melhor, uma quase balada! Ela possui a harmonia das músicas de baile de colegial dos anos 50 e 60, porém com uma expressão mais escrachada, típica do punk. Na minha opinião, a pior faixa do álbum até então.
6) Last Night. Outra faixa mais embalada, com cara de punk rock britânico. Um riff de guitarra na introdução, bem veloz, dá a impressão de que a música seria diferente! Não é ruim, e o grande destaque está nos riffs de guitarra.
7) Thirteen. Outra faixa que considero das melhores do álbum, também com ares do hardcore, mas mais um skate punk desta vez! Ótima faixa, realmente muito boa, um ótimo refrão, com uma boa melodia, bom embalo e bons riffs, vale a pena conferir!
8) Great White Hope. Outra faixa que lembra um punk rock britânico quase balada! Lembra bandas como Cockney Rejects, não muito veloz, com boas melodias e um bom trabalho de dinâmica, mas o destaque está no arranjo de bateria que, apesar de simples, é bem pensado.
9) The Prisoner. Considero esta a melhor faixa, sem dúvida, do álbum. Aliás, uma das melhores faixas do grupo, na minha opinião! Esta é um típico hardcore do início dos anos 80, veloz, embalada, com ótimo riff de guitarra, excelente refrão e um bom trabalho de dinâmica.
10) Rich Bitch. Esta é um hard rock escrito! Lembra muito o On Parole do Motörhead! Considero esta uma das melhores faixas do álbum, apesar de lenta, ela possui um excelente riff de guitarra, mas o destaque está nos acentos no cymbal, à la Phillip Animal Taylor!
11) Take A Chance. Outra faixa bem embalada, apesar de não muito veloz. Esta mescla bem o punk rock britânico e um skate punk. Tem a melodia e harmonia do primeiro, mas o embalo e expressão do segundo.
12) Watcha Gonna Do?. Outra faixa mais lenta, mas o grande destaque está no arranjo de bateria, bem solto, enquanto que as cordas mantém a dinâmica baixa devido ao abafado. A música mais swingada do álbum.
13) World War 3. Esta é a faixa de trabalho do álbum, existindo, inclusive, videoclip de divulgação. è uma boa faixa, um punk rock embalado, com muita influência de Clash, porém mais embalado e escrachado. É uma boa faixa.
14) New Wave Sucks. Embora esta seja apenas uma faixa para finalizar o álbum, de pouca duração, considero uma das melhores do álbum. Um skate punk bem embalado e com um refrão bem sing-a-long.
Ouça o álbum e perceba que é melhor algo mudar!

quarta-feira, 27 de março de 2019

Dixie Dregs - California Screamin' (2000)

GÊNERO: Jazz
ORIGEM: EUA (Augusta-R.C. / Georgia)
FORMAÇÃO:
Allen Sloan (Violino)
Jerry Goodman (Violino)
Steve Morse (Guitarra)
T Lavitz (Teclado)
Andy West (Baixo)
Dave LaRue (Baixo)
Rod Morgenstein (Bateria)
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Este é o terceiro álbum ao vivo lançado pelo grupo, após 9 álbuns de estúdio, através do selo Zebra. O álbum foi gravado no The Roxy no final de Agosto de 1999. Embora eu tenha classificado como jazz, é um fusion com influências do rock progressivo e funk. É um álbum instrumental, com muito groove e com músicos de alto nível técnico. É um prato cheio para aqueles que gostam de admirar uma música bem trabalhada e executada, diversas técnicas diferentes em todos os instrumentos, bastante improviso e sincronia. O álbum ainda conta com quatro covers. Na verdade dois covers e duas versões de músicas folclóricas, tradicionais. Vale muito a pena ouvir o álbum, ainda mais para quem admira uma música extremamente bem tocada!
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FAIXA A FAIXA:
1) Wages Of Weirdness. O álbum inicia com uma excelente faixa, que mostra bem a influência do grupo pelo rock progressivo. A faixa não é muito veloz, e o grande destaque está na sincronia e nos arranjos de guitarra.
2) Peaches En Regalia. Este é o primeiro cover que surge no álbum. A faixa é uma composição de Frank Zappa, gravada, originalmente, em 1969. E esta faixa conta com a participação de Dweezil Zappa tocando guitarra.
3) Freefall. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Mais uma vez, bastante influência do rock progressivo. Os arranjos são ótimos, dando espaço para que todos os instrumentos tenham seu momento. Os acentos deslocados e variações de compasso são o grande destaque.
4) Aftershock. Outra faixa que considero das melhores. Esta já bem mais rock, a faixa mais pesada até então. O destaque está no arranjo entre os instrumentos.
5) The Bash. Outra faixa que considero das melhores, esta já com uma influência bem forte do country, mas com um ótimo embalo. Esta é uma versão do grupo para uma música tradicional norte americana. O grande destaque está na dinâmica e na questão técnica individual de cada instrumento responsável pelo solo.
6) Night Meets Light. Aqui o grupo descansa da "fritação" da faixa anterior. A faixa mais lenta até então, mas uma excelente composição, com questões harmônicas bem interessantes e frases bem expressadas e intencionadas, o que, aliás, é o grande destaque.
7) Refried Funky Chicken. Muito groove, mais uma vez! Ótimo arranjo rítmico, com acentos deslocados do tempo forte, além, é claro, do destaque técnico de cada solista, principalmente.
8) Jessica. Este é o segundo cover do álbum, uma melodia muito conhecida, composta por Dickey Betts e gravada, originalmente, pelo grupo Allman Brothers Band em 1973. Com certeza após ouvir, vocês reconhecerão a melodia principal.
9) What If. Outra composição mais intimista, bem lenta e sutil, sem velocidade, mas com um trabalho de dinâmica sensacional, o que considero o grande destaque.
10) Sleeveless In Seattle. Outra faixa pesada, lembra bastante King Crimson, mostrando a sua influência do rock progressivo. Melodias bem executadas e bem intencionadas.
11) Ionized. Ótimo tema executado pela guitarra, esta faixa já é mais embalada, existindo bons arranjos, eventuais, com sincronia entre os instrumentos. O baixo ganha destaque nesta faixa devido ao seu arranjo.
12) The Great Spectacular. Um dos grandes clássicos do grupo, esta faixa tem um bom embalo e um excelente arranjo, com destaque, mais uma vez, para a guitarra. O tema não é dos mais empolgantes, mas o arranjo faz a diferença.
13) Dixie. O álbum finaliza com mais uma versão do grupo para uma música folclórica norte americana. Provavelmente já devem ter ouvido este tema, é bem conhecido! O arranjo do grupo ganha destaque devido à diversas variações existentes.
Curta o álbum e escute a Califórnia gritando!