quarta-feira, 16 de outubro de 2019

F.U.D. - Chá Quente Para As Noites Frias (2001)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Brasil (Mogi Das Cruzes / São Paulo)
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Creio que esta seja a primeira demo do grupo, lançado de maneira independente. O som é um hardcore melódico com influências de punk rock e pitadas de pop punk, o típico hardcore melódico brasileiro da virada do século. Algumas músicas são velozes, outras nem tanto. Os músicos não são exímios, tecnicamente falando, mas também não servem pra maus músicos, os arranjos são bem pensados e tudo está no lugar. Consegui esta demo no site demos pra download, a qualidade não está muito boa, ou melhor, a demo está bem gravada, porém os arquivos disponibilizados estão em má qualidade. Não conheço a discografia e também não conheço mais nada do grupo além desta demo, mas vale a pena conferir, algumas vezes lembra Dead Fish e outras CPM 22 do início da carreira!
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FAIXA A FAIXA:
1) Se Vou Fugir. A demo inicia com a faixa que considero a melhor. Bastante veloz, lembra bastante Dead Fish, com arranjos bem pensados, eventuais frases de guitarra, mas o destaque está no embalo e na velocidade.
2) Aquele Bom Rapaz. Considero esta a segunda melhor faixa da demo, também veloz, porém mais alegre que a faixa anterior, o destaque está no arranjo, nas pausas, nas frases de guitarra, e na velocidade do andamento. Esta faixa possui, inclusive, solo de guitarra, com eventuais notas em desacordo com a harmonia.
3) Só Mais Um Dia Sem Você. Esta faixa já é mais punk rock, mais lenta que as anteriores, e, também, mais simples, tanto a composição quanto o arranjo. O destaque está nos riffs de guitarra.
4) As Noites Frias. Também não muito veloz e com uma introdução horrível de ruim, esta faixa é a que menos me agrada até então. Possui um certo embalo, com eventuais trechos velozes, mas com uma intenção bastante alegre.
5) Surfer Girl. A demo finaliza com uma faixa que é considerada bônus, e, na minha opinião, totalmente dispensável! O vocal está desafinado, e a introdução (que depois volta) é muito ruim, mas ela possui um certo embalo, nada muito veloz, que agrada.
Ouça a demo e faça um chá quente para as noites frias!

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Freeze - Double Dosed (1992)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: EUA (Cape Cod-B.C. / Massachusetts)
FORMAÇÃO:
Cliff Hangar (Vocal)
Rob Decradle (Guitarra)
Bill Close (Guitarra)
Joe Koonz (Guitarra)
Rick Andrews (Baixo)
Pete Soseynski (Baixo)
Lou Cataldo (Bateria)
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Esta é a primeira coletânea lançada pelo grupo, através do selo Bitzcore. Apesar da coletânea ter sido lançada em 1992, existem 2 momentos distintos, ou seja, gravações de 2 momentos da carreira, uma em 1982 e outra em 1988, gravadas nos estúdios Oak Grove (faixa 1), Newbury (faixas 2 a 9), e Wers (faixas 10 a 17). As faixas 1 a 9 foram gravadas em 1982 e fazem parte da coletânea This Is Boston Not L.A., enquanto as demais faixas fazem parte de uma sessão de estúdio, em 1988. Vocal e bateria se mantêm "intactos" durante toda a coletânea, porém os integrantes das cordas mudam todos. Nos graves, Rick é o responsável pelas gravações de 1982, enquanto Pete gravou na sessão de 1988. Em 1982 o grupo possuía apenas um integrante na guitarra, este era Rob, enquanto que em 1988, na formação constavam dois guitarristas, Bill e Joe. A sessão de 1982 é um típico hardcore old school do início da década de 80, enquanto que em 1988, o som já possui mais peso, se tornando uma mescla de skate punk com crossover. No geral as músicas são velozes e embaladas, principalmente embaladas, sem muita técnica por parte dos integrantes, o que evolui nas guitarras da sessão de 1988, pois existem alguns licks de guitarra bem interessantes. As guitarras da sessão de 1982 não possuem muita distorção, se assemelhando ao timbre das guitarras de bandas como Big Boys ou Dicks. Um clássico dos primórdios do hardcore, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Broken Bones. A coletânea inicia com uma das músicas que considero das melhores, bastante embalada, com vocal bastante escrachado, troca rápida de acordes, o destaque está na progressão harmônica e no refrão.
2) Idiots At Happy Hour. Esta faixa já é mais veloz em relação à primeira, com mais frases da bateria e embalada igual! O refrão é o grande destaque junto com o arranjo de bateria. Boa composição, mas não das melhores.
3) Now Or Never. Outra faixa embalada e veloz, com trocas rápidas de acordes e vocal escrachado! Boa composição, mas a pior até então, na minha opinião.
4) Sacrifice Not Suicide. Considero esta uma das melhores faixas da coletânea, realmente sensacional, embalada, com uma progressão harmônica muito boa e a melodia vocal bem interessante, sendo estes os destaques da composição.
5) It's Only Alcohol. O nome diz tudo! O vocal soa como um bêbado, com uma progressão harmônica bacana, mas sem nada de especial, apesar de bastante embalada. Talvez a faixa que mais se assemelha com as bandas texanas citadas anteriormente.
6) Trouble If You Hide. Outra faixa que considero das melhores. Bastante embalada, apesar de não muito veloz, mas com uma progressão harmônica simples, mas com um bom arranjo do contrabaixo e um contracanto simples, masa excelente, na parte A.
7) Time Bomb. Outra composição muito boa, com uma intenção mais intimista, apesar de não tanto. Destaque para a frase da parte A executada por todos instrumentos, existindo um bom trabalho de dinâmica entre as partes. Os agudos da guitarra também dão um toque especial ao arranjo.
8) We're Not The Abnormal Ones. Esta faixa já é mais embalada, com destaque para a parte A, principalmente devido às trocas de acorde quando do espaço deixado pela voz. O refrão não possui nada de especial.
9) I'm Too Good For You. A sessão de 1982 finaliza com uma faixa bastante interessante, principalmente devido às pausas da guitarra entre as trocas de acorde e asa frases do baixo, bastante criativas, apesar de simples. Boa composição.
10) Violent Arrest. Aqui as guitarras já têm mais peso. Esta faixa soa bastante com um crossover, principalmente devido às guitarras, mas também devido ao vocal. Não muito veloz, mas embalada, esta é uma boa composição.
11) No Exposure. Considero esta uma das melhores faixas da coletânea. Com uma progressão harmônica bem interessante, a composição não é muito veloz, mas embalada. O destaque está no arranjo das guitarras.
12) Warped Confessional. Outra faixa que considero das melhores! Esta sim, é um típico skate punk, a faixa perfeita para pegar o "carrinho" e sair andando sem rumo pelas ruas da cidade! Não muito veloz, mas embalada, vale a pena conferir. O destaque está na intenção da composição.
13) Nothing Left At All. Talvez a faixa que menos me agrada em toda coletânea, apesar de não ser ruim. Um arranjo bem pensado na introdução, com pausas de alguns instrumentos. Lembra, um pouco, Adolescents.
14) No One's Coming Home. Outra faixa bastante embalada, apesar de não muito veloz. É uma boa composição, porém com nada de especial, bem trivial e não das mais empolgantes, embora muito bacana!
15) Insanity. Outra faixa que me agrada bastante, apesar de não considerá-la das melhores. Menos veloz que a maioria das faixas da coletânea, mas com uma boa execução da harmonia na parte A, e um bom refrão, com eventuais frases executadas em sincronia pelos instrumentos. Destaque para o arranjo das guitarras, em  especial na parte A.
16) Time Bomb. Outra versão da faixa 7! É o mesmo arranjo, porém me agrada mais esta interpretação, com mais peso e as guitarras mais definidas, no mais, mantém as mesmas características citadas na faixa 7.
17) Trouble If You Hide. Mais uma composição que se repete, porém, ao contrário da faixa anterior, em que a versão mais atual soa mais interessante, esta soa melhor na versão mais antiga, sendo a principal diferença a ausência dos contracantos na parte A.
Ouça a coletânea e sinta a dupla dosagem!

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Four Letter Word - A Nasty Piece Of Work (1997)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: País De Gales (Cardiff / South Glamorgan)
FORMAÇÃO:
Welly (Vocal)
Jon Butler (Guitarra)
Hairy - Gareth Jones (Baixo)
Will Rees (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo BYO, e foi gravado no estúdio Whitehouse. É um bom álbum, com algumas faixas velozes e agrande maioria embalada. É um punk rock que tem influência de street punk e pitadas de hardcore melódico e skate punk, lembra bastante Bouncing Souls, mas, eventualmente, lembra Dropkick Murphys, H2O, ou Face To Face. Os músicos não têm uma técnica que se destaque, porém tudo está no lugar, os arranjos são bem pensados, e o vocal é bastante expressivo, transmitindo bastante energia. O álbum possui frequentes frases de guitarra e uma faixa cover. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Sleight Of Hand. O álbum inicia com uma boa faixa, bastante embalada e com uma frase bem interessante na introdução. É uma composição que soa um tanto alegre, com pitadas de street punk. O destaque está no embalo e no arranjo de guitarra.
2) Easier Said Than Done. Outra faixa que se assemelha à anterior, bastante embalada e com eventuais frases de guitarra. O vocal não se mantém como na faixa anterior e o refrão é bem sing-a-long!
3) Rich White Ghetto. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Bem diferente em relação às faixas anteriores, soa bastante uma banda de skate punk. Não muito veloz, mas com bastante embalo, o destaque está na progressão harmônica.
4) Chemical Sunrise. Outra faixa que considero das melhores do álbum, mantendo as mesmas características que a faixa anterior, porém soando mais punk rock. Esta faixa lembra bastante Face To Face. O destaque está na progressão harmônica e no desenho melódico da voz.
5) Fundamentally Flawed. Considero esta a melhor faixa do álbum! Bastante embalada, soa bastante com um skate punk. O destaque está no arranjo de guitarra.
6) The Gunpowder Plot. Outra faixa bastante embalada, soando bem punk rock. A composição possui a parte A sensacional, principalmente devido à progressão harmônica e o desenho melódico da voz, porém a parte B tem outra intenção.
7) Departure. A faixa inicia com um arranjo arpejado de violão, para depois se tornar um típico street punk, em especial na parte A, enquanto o refrão é bem punk rock. Ela possui um certo embalo, apesar de não muito veloz. Considero esta a pior faixa até então.
8) Nothing To Offer. Outra faixa bem punk rock, lembra bastante Face To Face (mais uma vez)! É uma boa faixa, mas com nada de muito empolgante, sendo o destaque o vocal.
9) Do You Feel Lucky, Punk?. Outra faixa que considero das melhores do álbum, talvez a faixa mais veloz de todo álbum. Ela possui uma boa progressão harmônica, bem como um bom trabalho 
10) Shelf Life. A faixa inicia somente com o contrabaixo, mas logo em seguida os demais instrumentos entram. Ela soa bem punk rock, com nada de especial , a não ser pelo arranjo do refrão, com variações na bateria.
11) Can You Hear The Words?. Outra faixa muito boa, com um riff de guitarra bem marcante e velocidade, bem como embalo. O refrão bem sing-a-long também é um destaque do arranjo!
12) Call Off The Dogs. Outra faixa que considero das melhores, principalmente devido à progressão harmônica da parte A. Esta se parece, um pouco, com H2O. Não muito veloz, mas com um bom embalo!
13) Signing Off. Esta é a última faixa do álbum, a próxima é uma faixa bônus. E finaliza bem! Um punk rock bem embalado e com uma certa velocidade, além de possuir um refrão bem sing-a-long!
14) Six Pack. O álbum finaliza com a faixa cover, que é, também, a faixa bônus do álbum. Esta é uma composição de Greg Ginn, e foi gravada, originalmente, pelo grupo Black Flag, em 1981.
Escute o álbum e conheça um trabalho desagradável!

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Fora Do Controle - Demo (2001)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: Brasil (Brasília / Distrito Federal)
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Esta é a primeira demo, primeiro e único trabalho lançado pelo grupo, de maneira independente. Velocidade! Se tivermos que denominar o som da demo, esta é a palavra certa! É um som bastante veloz, que prioriza o hardcore old school, mas com pitadas de hardcore melódico brasileiro dos anos 90, este em função do instrumental, e de bandas punk oi! brasileiras dos anos 80, muito em função dos contracantos, mas um pouco, também, devido à voz. As músicas possuem pouca duração, os músicos não possuem muita técnica, inclusive, o contrabaixo tem uma corda desafinada, a sorte é que o instrumentista usa pouco ela! Outro ponto negativo é a qualidade da gravação. Trocas rápidas de acorde, frases cantadas de maneira rápida, são as principais características do grupo, mas o destaque está na velocidade das composições e, claro, a energia!
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FAIXA A FAIXA:
1) Postura. Considero esta uma das melhores faixas da demo, com trocas rápidas de acorde, muita velocidade e energia. O refrão é o destaque, na minha opinião, e o vocal lembra, um pouco, Dead Fish.
2) Resumos Financeiros. Outra faixa muito boa, também muito veloz e com muita energia. O vocal, em especial no refrão, lembra bastante bandas de punk rock brasileiras da década de 80, principalmente devido aos contracantos.
3) Concentre Sua Força. Esta faixa já possui um arranjo mais trabalhado, em especial na introdução. Mais uma vez a velocidade e a energia predominam, porém, no final, existe um trecho mais cadenciado. Os contracantos lembram muito Vírus 27!
4) Conhecimento. Considero esta a pior faixa da demo, embora seja muito boa! Mantém as características das faixas anteriores, porém executada com mais energia. O vocal, devido à energia, está mais "bagunçado".
5) Escolha. A demo finaliza com a faixa que considero a melhor. Com certeza a faixa mais bem trabalhada, existindo diversas partes com diferentes intenções, existindo mais trechos cadenciados se em comparação com as faixas anteriores. O destaque está na progressão harmônica.
Escute a demo e fique fora do controle!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Fly-X - Despertar (2009)

GÊNERO: Grunge
ORIGEM: Brasil (Guaramirim / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
João Luis (Vocal / guitarra)
Vagner Assis (Vocal, guitarra)
Kélson Marcelo (Bateria)
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Este é o terceiro álbum lançado pelo grupo. Embora eu tenha denominado como grunge, o álbum possui influências de hard rock, pop punk e indie, se assemelhando bastante com bandas como Nirvana, Sonic Youth, ou Mudhoney. As composições não são muito velozes e também não muito pesadas, mas possuem bons riffs de guitarra e arranjos bem pensados. Tecnicamente os integrantes não chamam a atenção, porém tudo está no lugar, existindo eventuais trechos em que frases, em sincronia, são executadas. O ponto forte está no arranjo das músicas, muito bem pensados, e o ponto fraco está, com certeza, na voz, que embora afinada e bem executada, falta energia, se mantendo muito "suave", deixando a composição sem a energia que deveria ter para que se torne mais empolgante, em apenas uma faixa percebemos esta energia no vocal. É um bom álbum, principalmente aos adoradores do grunge!
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FAIXA A FAIXA:
1) Despertar. O álbum inicia com a faixa título que é, também, na minha opinião, a melhor do álbum. A única faixa em que o vocal demonstra a energia que o som pede para deixá-lo mais empolgante, em especial no refrão. A caixa dobrada no refrão e os riffs de guitarra são o destaque, junto com a voz, da composição.
2) Tão Mal. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Já bem mais grunge do que a anterior e com vocal que necessita mais energia, esta é uma composição bem simples, mas embalada, apesar de não veloz. O refrão é bem pop punk, lembrando, um pouco, Raimundos.
3) Falando Ao Espelho. Outra faixa bem grunge, lembra bastante Nirvana, com as mesmas intenções de Smells Like A Teen Spirit, alternando entre distorção e guitarra limpa. Boa faixa, principalmente devido à dinâmica.
4) Colapso Mental Lunar. Esta já tem uma característica mais indie, embora não perca a característica do grunge, possuindo um refrão mais pop. Outra faixa que alterna as intenções entre as partes com distorção / guitarra limpa. A faixa que menos me agrada até então.
5) No Fim Da Estrada. Outra faixa mais indie, e também com refrão mais pop punk. O vocal desta faixa é bem fraco, chegando a ser usado falsete em eventuais trechos. Outra faixa que não me agrada muito.
6) Ela Diz: Drogue-me. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum. Já bem mais grunge que a faixa anterior, existindo um pouco mais de energia no vocal em relação à maioria das faixas. O refrão bem pedal e com bom trabalho de dinâmica é um ponto positivo na composição, cujo destaque, na minha opinião, está no desenho melódico da voz.
7) Damn You. Esta é uma boa composição, também bem grunge, lembra, um pouco, L7, porém o vocal fraquinho prejudica a qualidade da composição. Desenho melódico muito bom, sendo um dos destaques da composição juntamente com o trabalho de dinâmica, pena que a interpretação não está à altura!
8) Let Me Know How To Live. Esta é daquelas faixas que não precisavam estar presente no álbum! Simplesmente horrível! Uma balada pop, sem empolgação, tudo muito leve e fraquinho, com a progressão harmônica mais clichê no que diz respeito à baladas. O destaque está no arranjo das guitarras, mas insuficiente para deixar a composição, no mínimo, boa.
9) Against Me. Considero esta a faixa mais indie de todo álbum. É uma boa composição, tudo bem pensado, arranjado e interpretado, porém bastante arrastada. Bem grunge, um grunge "depressivo" por assim dizer! O destaque está no arranjo e na execução vocal do refrão.
10) Lose It. A faixa que finaliza o álbum é uma mistura bem dividida entre o indie e o grunge! O instrumental é bem indie, enquanto o vocal soa grunge. Porém bastante fraquinha, sem energia, mas uma boa composição que, poderia ser, na minha opinião, melhor interpretada.
Ouça o álbum e comece a despertar!

sábado, 14 de setembro de 2019

Flight 180 - Crackerjack (1998)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: EUA (O.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Kim Tennberg (Vocal, trompete)
Madelyn Mendoza (Vocal, percussão)
John Anderson (Saxofone)
Josh Brisby (Trombone)
Jerry Elekes (Guitarra)
Chris Tennberg (Guitarra)
Dave DesAmier (Baixo)
Jamin Boggs (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo BEC, e foi gravado no estúdio The Green Room. Embora eu tenha classificado como ska core, o álbum possui fortes influências de punk rock e pop punk, um pouco menos de hardcore melódico e swing, além de pitadas de rock psicodélico. As músicas alternam seu andamento, existindo algumas mais velozes e outras menos. Os músicos não têm muita técnica, mas também não servem para maus músicos, os arranjos são bem pensados e tudo está no lugar, sendo o destaque os instrumentos de sopro, mas, principalmente, os arranjos de voz, geralmente cantados a duas vozes, com ótima afinação e arranjo, principalmente nos contracantos. Não é um excelente álbum, apenas bom, embora não tenha nenhuma faixa ruim, e possui uma faixa cover. As faixas que considero boas, são realmente boas, elevando o nível do álbum como um todo.
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FAIXA A FAIXA:
1) Cool World. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores, bem embalada, com destaque na melodia e arranjo das vozes, merecendo destaque, também, para os sopros e a frase da guitarra. Um punk rock, quase um pop punk, que lembra Less Than Jake.
2) Tick Tock. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, porém já bem diferente da faixa anterior, pois esta é um swing, em shuffle, com destaque para os sopros e as vozes. Uma composição bastante intimista que foi a música de trabalho do álbum, existindo um videoclip de divulgação.
3) Vacation. Eis que surge o cover do álbum! É uma composição de Charlotte Caffey, Jane Wiedlin, e Kathy Valentine, e foi gravada, originalmente, pelo grupo Go-Go's, em 1982. A versão é um pop punk, com um bom trabalho de dinâmica, porém, nada de mais.
4) When We First Dated. Esta faixa já é mais embalada, um punk rock mesclado com ska core, existindo eventuais variações de intenção entre as partes, sendo o destaque os arranjos vocais. Nada de especial, mas uma boa composição.
5) Sally. Mais uma faixa embalada, com destaque para os arranjos vocais, embora os sopros também mereçam destaque. Esta é um punk rock que pode ser confundido com um hardcore melódico.
6) Wait. Esta composição tem uma característica mais pop em algumas partes, porém em outras ela se torna um punk rock com cara de pop punk. Na linha da faixa 3, estas são as duas faixas mais fraquinhas, na minha opinião, até aqui.
7) Slacking. Considero esta a melhor faixa do álbum, com certeza! Uma excelente harmonia, apesar de simples, com excelentes frases dos instrumentos de sopro, sendo o grande destaque os arranjos vocais, mais uma vez, em especial a segunda voz. Não é uma faixa muito veloz, sendo bem um ska core.
8) 405. Outra faixa que considero das melhores, também um swing, como a faixa 2, também em shuffle. Lembra um pouco o clássico Hit The Road Jack! Mais uma vez o destaque está nos arranjos vocais.
9) Lost In The Haze. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, ela me lembra bastante a música Whips & Furs, do Vibrators, embora não seja parecida! Esta é bem punk rock, com característica das bandas britânicas do final dos anos 70, porém com uma roupagem mais moderna!
10) Bittersweet. Esta é a única faixa composta com a ajuda de Madelyn, e é um rock psicodélico! Para quem gosta de Pink Floyd, esta composição é um prato cheio, já, para mim, considero esta uma das piores faixas do álbum! Com momentos até bacanas, mas no geral, nada agradável.
11) Just Like You. Esta é uma ótima faixa, que alterna entre um punk rock quase hardcore melódico e um hardcore melódico. O interessante é que estas duas partes possuem tonalidades diferentes, dando uma sensação interessante quando muda de uma para outra.
12) By My Side. Mais uma faixa bem pop punk, quase um punk rock, com destaque poara o arranjo dos instrumentos de sopro. Talvez a composição mais simples do álbum, com destaque para a melodia do refrão.
13) Sleepless Nights. Com certeza a faixa mais pop do álbum, lembrando, um pouco, Sublime. A parte A tem uma intenção bem pop, enquanto a parte B já soa mais punk rock. O destaque está, de novo, nos arranjos vocais.
14) Without A Thought. Mais uma faixa no estilo Less Than Jake, uma mescla de ska core com pop punk, com uma boa variação de dinâmica entre as partes, sendo o destaque o arranjo dos instrumentos de sopro.
15) Bonus Track. O álbum finaliza com uma faixa bônus, que é um punk rock, porém, devido à voz, soa um pop punk. Sem nada de especial, o destaque está, de novo, no arranjo vocal.
Ouça o álbum e conheça o crackerjack!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Flageladör - Guerreiros Do Álcool (2012)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Brasil (Niterói / Rio de Janeiro)
FORMAÇÃO:
Exekutor - Armando Filho (Vocal, guitarra)
André Bonadio (Baixo)
Márcio Cativeiro (Bateria)
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Este é o terceiro split lançado pelo grupo, após dois álbuns de estúdio, através do selo Cauterized. O split foi lançado com o grupo Thrashera, porém aqui comento apenas sobre o Flageladör. Apesar de ser um split "atual", ele lembra, e muito, bandas da década de 80. Com certeza a maior referência a ser percebida é do grupo Sodom, porém ele fica na tangente com o death metal dos anos 80 e o crossover, lembrando, também algumas bandas brasileiras, como Sarcófago, Dorsal Atlântica, Desordeiros, ou BSBH, estas duas últimas muito em função do vocal, além disso, alguns eventuais riffs de guitarra lembram Motörhead. As músicas são velozes, e os arranjos de guitarra possuem palhetadas rápidas, com figuras rítmicas de pequena duração, o timbre da bateria é muito semelhante à de bandas do mesmo gênero da década de 80. Pra quem curte o thrash metal dos anos 80, este split é um prato cheio!
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FAIXA A FAIXA:
1) Total Danação. Considero esta a melhor faixa do split, já começando com um petardo! Ótimos riffs de guitarra, velocidade, vocal bastante expressivo, lembrando o Alex Podrão, do BSBH. Música sem frescura, direto ao ponto!
2) Forjado Em Aço E Fogo. Esta faixa possui exatamente o mesmo andamento da faixa anterior, mantendo as mesmas características, ouvindo de maneira distraída, pode-se pensar que é a mesma faixa, a diferença é que esta possui mais riffs.
3) Expresso Para O Inferno. Outra faixa que mantém as mesmas características das anteriores, porém com andamento mais lento, os riffs de guitarra são o destaque, bem como o refrão.
4) Anjo Exterminador. Mais uma faixa com andamento mais lento, porém mais veloz que a faixa anterior. Mantém as mesmas características das faixas anteriores, sendo o destaque, mais uma vez, os riffs.
Ouça o split e conheça os guerreiros do álcool!

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Final Round - Songs For You Pride For Us (2010)

GÊNERO: Hardcore
ORIGEM: Brasil (São Paulo / São Paulo)
FORMAÇÃO:
Diego Garcia (Vocal)
Daniel Garcia (Guitarra)
Gabriel Brito (Baixo)
Lucas Sfair (Bateria)
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Este é o primeiro Ep lançado pelo grupo, de maneira independente. É o típico hardcore straight edge nova iorquino, se assemelha muito a bandas como Inside Out, Cro Mags, ou Judge. As músicas são pesadas e velozes, existindo muita fúria na execução das composições. Os músicos não possuem muita qualidade técnica, mas os arranjos, apesar de simples, são bem pensados e executados. A equalização deixa um pouco a desejar, podendo ter deixado o vocal mais em evidência e deixando-o mais pesado. A qualidade da gravação não é ruim, apenas a mixagem poderia ser melhor, para deixar o som do grupo mais pesado. As músicas não possuem muita duração, existindo eventuais trechos cadenciados. Vale a pena conferir, com exceção da mixagem, este Ep não deixa nada a desejar em relação a bandas de renome do mesmo estilo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Proud To Be Clear. O Ep já inicia mostrando a que veio! A faixa inicia com uma introdução mais cadenciada, mas logo após surge a velocidade, que não dura muito, já que em seguida a composição acaba!
2) Winning. Talvez a faixa menos veloz do Ep, mas bastante pesada, sem muito groove, o ritmo é bastante quadrado, a faixa lembra um pouco de Biohazard. Do meio para o fim a composição possui um trecho cadenciado bem interessante.
3) Final Round. A faixa que dá nome ao grupo é, na minha opinião, uma das melhores do Ep, bastante veloz e pesada, esta composição lembra um pouco Agnostic Front. No meio a composição possui um trecho cadenciado, com um arranjo de guitarra nos agudos, o problema é que a guitarra está desafinada!
4) We're Back. Considero esta a melhor faixa do Ep, iniciando mais cadenciada, com uma excelente progressão harmônica, instrumental. Logo após o vocal entra e, junto com ele, a velocidade! Os acentos em sincronia com os contracantos são um dos destaques.
5) Choices. O Ep finaliza com outra faixa não muito veloz, mas com uma excelente progressão harmônica, que é o destaque da composição. Talvez a faixa menos hardcore de todo Ep, mas ainda assim, uma ótima composição!
Ouça o Ep e entenda o que são sons pra você e orgulho pra nós!

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Fegyelmezo Részleg - Nem Törtök Át! (2004)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: Hungria (Székesfehérvár / Fejér)
FORMAÇÃO:
Donát (Vocal)
Ati (Guitarra)
Kócos (Baixo)
Sanyi (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo, lançado de maneira independente. É um bom álbum, apesar de ter classificado como Oi!, tem muito de punk rock, podendo ser chamado de punk Oi! Na minha opinião, lembra bastante as bandas Oi! do Brasil da década de 80, bandas como Histeria, Garotos Podres, ou Vírus 27, porém com vocal diferente. Embora lembre bandas brasileiras, o toque europeu, em especial do leste do continente, é bem perceptível. Os músicos não possuem qualidade técnica, e nem tudo está no lugar, embora seja quase imperceptível, pois são em pequenas ocasiões e duram pouco tempo. As músicas não são muito velozes e as divisões rítmicas são bem quadradas, mas vale a pena conferir, são boas composições. Conheci o grupo com o meu camarada Simpson, já falecido, que me mostrou o videoclip de uma das faixas deste álbum.
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FAIXA A FAIXA:
1) Argentina. O álbum inicia com uma faixa bem punk Oi!, lenta, quadrada, com harmonia simples. Logo após a introdução, a faixa possui um ritmo quase ska, e a guitarra não tem distorção, logo após, quando a distorção aparece, ela se transforma e se mantém assim até o final.
2) Zacsi. Outra faixa bem Oi!, lembra um pouco bandas de punk rock espanholas, como Eskorbuto ou La Polla Records. Faixa nada veloz e com ritmo bem simples, sem nada de especial, existindo um refrão sing-a-long.
3) Lázálom (Lenin Körút). Considero esta uma das melhores faixas do álbum, existindo um bom trabalho de dinâmica, apesar de simples, sendo uma composição bem Oi!, talvez a mais característica até então. O destaque está na melodia vocal.
4) Vidám Vasárnap. Outra faixa bem Oi! também. Uma boa composição, mas sem nada de especial, tudo bem simples e trivial, sem velocidade. É uma composição bem "alegre"!
5) Törd A Kerítést (Chilei Népdal). Considero esta uma das melhores faixas do álbum, também. O grande destaque está na melodia da voz, porém a dinâmica e o fato da guitarra estar sem distorção, merecem destaque.
6) Afganisztán. Boa faixa, porém, mais uma vez, bem simples, com característica bem evidente do Oi! O destaque, desta vez, está na progressão harmônica, apesar de nada de especial.
7) Halott Lány. Esta é, talvez, a faixa mais embalada de todo álbum, com uma frase extremamente simples da guitarra, na introdução. É uma boa composição, também bem "alegre", sendo o destaque o refrão.
8) Kispolgár. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bem trabalhada, apesar de simples. A progressão harmônica é o grande destaque, na minha opinião.
9) Sört Szeretem Jobban. Considero esta a pior faixa do álbum, com certeza a mais pop. Com um certo groove, guitarras sem distorção na parte A, existindo uma melhora no refrão, mas não o suficiente!
10) Kendõ (IMF Mennyország). Uma boa faixa, iniciando com um arranjo bem em forma de marcha, algo militar. Harmonia bem simples, arranjos bem simples, existindo uma frase da guitarra, também bem simples. Nada de especial, mas nada de ruim!
11) Kocsmamóka. Considero esta a melhor faixa do álbum, com certeza! Foi esta a primeira música que ouvi do grupo, e conheci através do videoclip de divulgação! É uma excelente composição, principalmente devido à melodia vocal, bem sing-a-long, inclusive para quem não fala húngaro! A progressão harmônica merece destaque, também.
Ouça o álbum e perceba que você não vai romper!