domingo, 7 de agosto de 2022

State Of Mine - Split [Octopussys] (2009)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Bélgica (Leuven / Brabante Flamengo)
FORMAÇÃO:
Jo Curinckx (Vocal)
Pieter Pauwels (Guitarra)
Jeroen Meeus (Baixo)
Adriaan De Belder (Bateria)
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Este é o primeiro split, e segundo trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Kickass. Este é um split que conta com a participação do grupo belga Octopussys, porém, aqui, comento apenas sobre as faixas do State Of Mine. É um ótimo split, bem veloz e embalado, sendo possível perceber diversas influências de bandas do gênero dos anos 90, porém com a cara do hardcore melódico dos anos 2000, em especial devido aos arranjos vocais. Palhetadas rápidas, trocas rápidas de acorde, bons arranjos, com músicos que possuem certa técnica, deixando tudo "redondinho" são características do split, enquanto que a velocidade e arranjos de guitarra são os destaques, na minha opinião. Difícil encontrar muitas informações sobre o grupo, que teve uma curta carreira, de, aproximadamente, 5 anos. O split conta com uma faixa instrumental. Vale a pena conferir, em especial para aqueles que curtem um som veloz e embalado recheado de melodias!
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FAIXA A FAIXA:
1) Opening Sequence. O split inicia com a faixa instrumental, a qual eu, também, considero como um das melhores. Bastante veloz e embalada, repleta de riffs, com destaque para sua introdução, embora o arranjo mereça atenção, ela mantém uma característica bem de faixa de introdução de álbum, existindo um trecho mais cadenciado repleto de frases.
2) Conspiracy Earth. Mais uma faixa veloz e embalada, com um excelente arranjo, repleto de riffs de guitarra, com um bom vocal, executado com muita energia, e com eventuais contracantos. A composição possui um trecho mais cadenciado, bem como eventuais pausas, sendo o destaque, na minha opinião, o arranjo.
3) Burnout. Considero esta a melhor faixa do split, mais uma vez bastante veloz e embalada, com um bom desenho melódico da voz, com destaque para o arranjo, suas eventuais pausas, bem como os arranjos de guitarra, existindo eventuais contracantos.
4) How To Survive Emocore. Outra faixa que mantém as características padrão do split: velocidade, embalo e arranjos bem trabalhados. Aqui a intenção já soa mais "alegre", existindo um bom desenho melódico da voz, bem como eventuais contracantos e riffs de guitarra.
5) Last Chance To Dance. O split finaliza com outra ótima composição, a qual mantém as características padrão mencionadas antes. Aqui o trabalho de dinâmica é mais acentuado, existindo frequentes variações de cadência, inclusive com partes não embaladas, mas com muito groove, bem como a presença de eventuais contracantos.
Ouça o split apreciando as polvetas!

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Staggers - Teenage Trash Insanity (2006)

GÊNERO: Garage Punk
ORIGEM: Áustria (Graz / Styria)
FORMAÇÃO:
Wild Evel (Vocal)
Lightning Iris - Iris Moustakidis (Órgão)
Shakin Matthews (Guitarra)
Los Fixos - Patrick Stürböth (Guitarra)
Sir Kri - Matthias Krejan (Baixo)
Candee Beat (Bateria)
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Este é o primeiro álbum de estúdio lançado pelo grupo, através do selo Wohnzimmer. É um ótimo álbum, embora lançado nos anos 2000, ele resgata, e bem, o som underground dos anos 60, em especial pelo órgão farfisa, bem em evidência, que, embora eu tenha caracterizado como garage punk, possui influências de rockabilly, surf music e indie. Apesar disso, também, as composições resgatam a essência da década sessentista! As composições são embaladas, não muito velozes, embora tenham momentos com a caixa dobrada no arranjo de bateria, aos quais dão a impressão de mais velocidade. Além das intensões bem evidentes às características dos anos 60, também devido ao visual do grupo, outra característica do álbum é a expressão e energia frequentemente presentes, um dos destaques, na minha opinião. Muitas vezes lembra uma mistura de Rolling Stones, Troggs e Kinks, mais alguma banda underground da época que se apropriava do timbre do órgão! O álbum conta com três faixas instrumentais, duas faixas cover e duas faixas que possuem videoclipes de divulgação. Um ótimo álbum, em especial aos amantes do garage punk / underground dos anos 60, com o timbre do farfisa reforçando à viagem temporal / sensorial até àquela década! Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) The Jaguar. O álbum inicia com uma das faixas que menos me agradam, embora não seja ruim. Com uma intenção bem alegre e totalmente rockabilly, possuindo um arranjo de órgão em evidência, ela tem um bom embalo, sendo o destaque, o arranjo de guitarra e seu solo, sendo esta uma das faixas instrumentais.
2) Be My Queen. Esta é uma faixa com a intenção bem indie, com o arranjo de guitarra, na introdução, que lembra alguma banda de indie britânica dos anos 2000, embora tenha muitos momentos que lembram Troggs, sendo o destaque o arranjo de bateria com a caixa dobrada no final da faixa.
3) Little Boy Blue. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, em especial devido ao refrão, bem sing-a-long, mas em especial devido ao arranjo de bateria com a caixa dobrada. Esta composição lembra a música (I'm Not Your) Steppin' Stone, gravada por diversos artistas, e é, também uma das faixas cover, sendo uma composição de Terry Slocum, a qual foi gravada, originalmente, pelo grupo Tonto & Renigades, em 1966.
4) Eagles Surf. Esta é outra faixa instrumental, como o nome já sugere, possui uma intenção bem surf music, com muito reverber no timbre das guitarras, além de boa frase melódica executada pela guitarra, mas, eventualmente, em uníssono com o órgão. Uma boa composição.
5) Little Girl. Uma faixa bem embalada, embora a execução harmônica seja feita em staccato, possuindo ótimos riffs de guitarra e um refrão bem sing-a-long. Uma boa composição, mas com nada de especial.
6) Out Of My Mind. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, aliás, considero esta uma das duas melhores faixas. Sendo o destaque, sem sombra de dúvidas, o refrão, bem sing-a-long, com frases executadas em sincronia entre os instrumentos. Os riffs de guitarra também merecem atenção.
7) Do The Ripper. Mais uma faixa com influências do surf music, embora, desta vez, com voz. As frases, aqui, estão no órgão e não na guitarra, possuindo um bom embalo e progressão harmônica bem ao estilo rock / blues (I-IV-V).
8) Come On. Outra ótima composição, bem embalada, com uma ótima progressão harmônica, a qual lembra bastante com Kinks, possuindo um ótimo arranjo na introdução, sendo o destaque, na minha opinião, o refrão e seu arranjo de bateria com a caixa dobrada.
9) Black Hearse Cadillac. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, e é, também, uma das faixas que possuem videoclipe de divulgação. Com uma intenção mais intimista, em tonalidade no modo menor, mas, ainda assim, possuindo um bom embalo.
10) Let's Stomp. Outra boa composição, sendo a última das composições instrumentais, possuindo um bom embalo e uma intenção mais intimista, além de bastante reverber no timbre das guitarras, sendo o destaque, na minha opinião, as frases de guitarra.
11) Without You. Outra boa composição, com uma introdução bem tribal, a qual perde esta intençõa, assim que a parte A surge. Bem embalada e com eventuais frases, além de uma progressão harmônica bem minimalista, sendo o destaque, na minha opinião, a parte C.
12) Wild Teens. Esta é a faixa que considero a melhor do álbum, e é, também, a outra faixa que possui videoclipe de divulgação. Possui um bom embalo, uma ótima progressão harmônica, bem simples, mas com uma seqüência que me agrada bastante, sendo o destaque o refrão, bem sing-a-long.
13) I'm The Wolfman. A faixa que finaliza o álbum é, também, a outra faixa cover, uma composição de Baker Knight e gravada, originalmente, pelo grupo Round Robin, em 1965. É uma boa composição, bem embalada, que embora não soe como um blues, tem todas as características de uma composição do gênero, lembrando, algumas vezes, Howlin' Wolf. A progressão harmônica é outra característica que faz o gênero ser lembrado.
Ouça o álbum e entenda a insanidade de lixo adolescente!

domingo, 31 de julho de 2022

Spermbirds - Common Thread (1990)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: Alemanha (Kaiserslautern / Rheinland Pfalz)
FORMAÇÃO:
Lee Hollis (Vocal)
Frank Rahm (Guitarra)
Roger Ingenthron (Guitarra)
Markus Weilemann (Baixo)
Beppo - Matthias Götte (Bateria)
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Este é o terceiro álbum de estúdio lançado pelo grupo, através do selo X-Mist e foi gravado no estúdio Vielkland. É um excelente álbum, com a cara dos álbuns lançados na virada das décadas de 80 para 90, ao qual, embora eu tenha classificado como skate punk, possui influências de funk metal e crossover. As faixas, em sua maioria, são embaladas, algumas possuindo certa velocidade, porém, existem frequentes momentos em que o groove está em evidência, além de possuir bons arranjos, com eventuais frases, muitas delas em sincronia entre os instrumentos, e variações de compasso, com destaque para os arranjos de guitarra. O álbum soa como uma mistura de Gang Green com seus conterrâneos do Jingo De Lunch, podendo-se perceber influências de alguma banda californiana qualquer, da época. O álbum foi lançado na época em que os CD's estavam surgindo, muitos deles possuíam algumas diferenças entre os formatos de CD e LP, e é o que acontece aqui, pois o formato em CD contém 3 faixas a mais em relação ao LP, não sendo consideradas como faixas bônus, embora no relançamento do álbum, em 2006, estas faixas tenham sido reconhecidas como faixas bônus. De qualquer forma, este é um excelente álbum, bem ao estilo das bandas do final dos anos 80 / início dos anos 90, com muita energia e expressão, aliados à bons arranjos. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Melt The Ice. O álbum inicia com a faixa mais funk metal do álbum, uma excelente composição, repleta de groove, bons riffs, além de frequentes pausas no arranjo dos instrumentos de cordas, o que faz não possuir muito embalo. Com frequentes contracantos e muita energia, o destaque está no arranjo de guitarra.
2) Open Letter. Esta é uma das faixas que considero das melhores do álbum. Bastante embalada e com um ótimo riff de guitarra, além de certa velocidade, na parte A e refrão, enquanto a ponte já é mais cadenciada, com destaque para a execução do arranjo vocal.
3) Two Feet. Outra ótima composição, mais uma vez com excelentes riffs de guitarra, além de um bom embalo, embora não seja muito veloz. Destaque para o arranjo de guitarra, embora a execução do arranjo vocal também mereça atenção.
4) Stronger. Considero esta a melhor faixa do álbum, com um arranjo bem "maluco", repleto de riffs, existindo eventual variação de compasso (apenas para os instrumentos de corda) na ponte, sendo o destaque a criatividade e intenção, em especial nos arranjos da parte A e ponte.
5) Only A Phase. Mais uma boa composição, esta com uma intenção mais intimista, um ótimo arranjo de guitarra, além de um bom embalo, embora não seja veloz, sendo o destaque o trabalho de dinâmica e arranjo, em especial entre as partes.
6) One Chance. Outra faixa que considero das melhores do álbum, com um excelente arranjo, muito bem trabalhado e pensado, repleto de riffs e frases, muitas delas executadas em sincronia entre os instrumentos, além de possuir um bom refrão, repleto de contracantos, bem como um bom embalo.
7) With A Gun. Mais uma boa composição, iniciando com uma boa frase de bateria, bem tribal, ao qual intenciona para o groove que surge logo antes da parte A, a qual é bem embalada, possuindo um bom trabalho de dinâmica. Destaque para o arranjo de guitarra, e as eventuais frases e grooves.
8) Common Thread. A faixa que dá nome ao álbum, é uma ótima composição, bem embalada, mas com um arranjo mais simples, sendo o arranjo de guitarra, em evidência, o destaque da composição, em especial devido aos constantes riffs.
9) Truth Of Today. Esta é outra faixa bem funk metal, a qual possui um excelente groove, bem como ótimos riffs de guitarra, os quais são o destaque, na minha opinião, embora o trabalho de dinâmica e arranjo também mereçam atenção. O refrão possui frequentes contracantos.
10) Victim Of Yourself. Esta é a faixa que finaliza a versão em LP, outra ótima composição, com destaque, mais uma vez, para os arranjos de guitarra, possuindo um bom embalo e uma boa execução do arranjo da voz. O refrão possui frequentes contracantos, além de um bom arranjo, bem sing-a-long e distinto da parte A.
11) I Might Kill You. Esta é outra das faixas que considero das melhores do álbum, bem veloz e embalada, na parte A, soando bem crossover, a introdução possui uma excelente progressão harmônica, bem como um ótimo riff de guitarra.
12) Dangers Of Thinking. Esta é outra excelente composição, bem veloz e embalada, possuindo um excelente riff de guitarra na introdução, o destaque, na minha opinião, embora o trabalho de dinâmica, embora sutil, mereça atenção. O refrão é mais cadenciado e possui eventuais contracantos.
13) Hiding. O álbum finaliza com outra excelente composição, a qual, mais uma vez, o destaque está no arranjo de guitarra e seus riffs. Com um bom embalo, embora não muito veloz, ela possui um bom trabalho de dinâmica, bem como um bom arranjo, apesar de nada de especial.
Ouça o álbum e colete o fio comum!

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Sparechange - Has Sincerity Gone Out Of Style? (1999)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM:EUA (Canton-S.C. / Ohio)
FORMAÇÃO:
Ryan Watts (Vocal, guitarra)
Don Sedlock (Baixo)
Brian Knotts (Bateria)
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Este é o segundo álbum lançado pelo grupo, de maneira independente, e foi gravado no estúdio Immortal. É um bom álbum, com bastante velocidade, embora existam faixas e momentos mais cadenciados, o vocal sempre com um drive constante, trocas de acorde e palhetadas rápidas, além de frequentes riffs e eventuais frases. As intenções das composições soam "alegres", o que remete à influência do pop punk. Como o próprio Ryan mencionou: "muito pesado para o pop punk, mas muito leve para o hardcore"! O fato é que, na maior parte do tempo, os arranjos são bem velozes, o que ajuda a caracterizar o hardcore melódico, associado aos arranjos de guitarra, esta ideia se concretiza ainda mais. Na verdade as tonalidades e desenhos melódicos soem mais como o pop punk, mas os arranjos e execuções instrumentais soam bem hardcore melódico dos anos 90. Percebe-se algumas referências bem evidentes, e são diversas, nas composições do álbum, como uma mistura de Good Riddance, Blink-182 e Crimpshrine, com pitadas de Face To Face, Strung Out, LagwagonGreen DayHome Grown e Broadways. O ponto negativo, na minha opinião, está na mixagem, a qual, na minha opinião, a guitarra está "escondida", enquanto que a bateria está se sobressaindo aos demais instrumentos, aliás, o timbre da bateria poderia estar mais "limpo", também. Um bom álbum, nada de espetacular, mas nada de ruim, ao qual possui uma faixa instrumental, com a "cara" dos álbuns do final dos anos 90.  Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Trying To Talk. O álbum inicia com uma ótima composição, bastante veloz e embalada, com uma intenção bem "alegre", um bom trabalho de dinâmica no arranjo, além de bons riffs de guitarra, o destaque, na minha opinião, existindo um bom refrão, bem sing-a-long.
2) Pay Attention. Esta é outra boa composição, também bastante veloz e embalada, possuindo boas frases, executadas em sincronia entre os instrumentos, além de possuir trechos mais cadenciados, com bons riffs e frases de bateria, possuindo um bom trabalho de dinâmica.
3) Message To The Sillouette. Outra ótima composição, a qual possui uma introdução mais intimista, porém, logo na parte A, a velocidade e embalo (padrão do álbum) surgem, junto com bons riffs, além de existir um trecho mais cadenciado.
4) Time Wasted. Uma boa composição, mas nada além disso! Esta menos veloz que as faixas anteriores, mas, ainda assim, embalada, possuindo um bom desenho melódico da voz, além de boas intenções, mais uma vez, com uma intenção bem "alegre".
5) Exit 111. Esta é a faixa instrumental do álbum, e é, também, a faixa que menos me agrada. Com destaque para os riffs e frases de guitarra, esta é uma composição pouco veloz, com intenções mais intimistas, mas que não chegam a empolgar.
6) And The Seasons May Change.... Outra boa composição, com bons riffs de guitarra, o destaque, na minha opinião, possuindo uma introdução mais intimista e cadenciada, para, na parte A, já surgir a velocidade e embalo característicos do álbum.
7) Goodbye To Me. Aqui começa o melhor momento do álbum, na minha opinião. Esta é uma das faixas que considero das melhores. Bastante veloz e embalada, possuindo um ótimo desenho melódico da voz, além de bons riffs de guitarra.
8) The Storm. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Mais uma vez, veloz e embalada, com bons riffs de guitarra, além de palhetadas rápidas, bem como uma ótima intenção e um bom desenho melódico da voz, soando bem ao estilo do Good Riddance.
9) Headed Out Into The Night. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum. Um arranjo que lembra bastante Face To Face, em especial devido às frases do baixo, mas, também, devido ao arranjo de guitarra e progressão  harmônica, embora o refrão, com seus contracantos, mereça atenção. No mais, mantém as características padrão do álbum: velocidade e embalo!
10) My Room. Outra faixa das que menos me agradam no álbum. Mais lenta que as demais, mas mantendo um bom embalo, ela possui um bom desenho melódico da voz, porém pouco expressivo, na parte A. Destaque para o refrão, bem sing-a-long e com vocal mais expressivo.
11) Hit The Wall. Mais uma boa composição, com excelentes riffs de guitarra, o destaque na minha opinião, embora o arranjo de bateria mereça atenção. Com um refrão bem embalado e veloz, a parte A já possui menos velocidade, mas uma excelente intenção.
12) One Dream. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, possuindo uma introdução mais intimista, porém, logo em seguida, surge a velocidade e embalo característicos do álbum, além de ótimos riffs e um excelente desenho melódico da voz, o destaque, na minha opinião, embora o refrão mereça atenção, também.
13) New Beginnings. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum. Mais uma vez com excelentes riffs de guitarra, o destaque na minha opinião, esta se assemelha ao Strung Out. Mantendo as características padrão do álbum, mas possuindo eventuais variações de cadência, o desenho melódico merece atenção.
14) Valleys. Uma boa composição, com bons riffs de guitarra, além de bastante velocidade e embalo, com destaque para o trabalho de dinâmica, embora o desenho melódico da voz mereça atenção, assim como o refrão, bem sing-a-long, e suas eventuais pausas.
15) You. Esta é outra faixa das que menos me agradam no álbum. Mais uma vez, mais lenta e intimista,  além de pouco expressiva, o destaque está no arranjo de guitarra com suas eventuais frases e riffs, possuindo uma variação de cadência no refrão, deixando a composição, além de lenta, sem embalo.
16) I Don't Believe In Insanity. Mais uma boa composição, com bons riffs de guitarra, mais uma vez o destaque, na minha opinião, com um bom arranjo e boas intenções, possuindo um sutil, mas bom, trabalho de dinâmica. No mais ela mantém as características do álbum, embora possua uma variação de cadência no refrão.
17) Waters In The Rough. O álbum finaliza com a faixa que considero a melhor. Mantém as características padrão do álbum, embora não seja das faixas mais velozes, possuindo ótimos riffs de guitarra, sendo o destaque a parte B, bem sing-a-long e com uma excelente intenção, enquanto o refrão já soa mais "alegre".
Ouça o álbum e questione: a sinceridade saiu de moda?!

domingo, 24 de julho de 2022

Sorto - 1984-1986 (1992)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: Finlândia (Tornio / Lapland)
FORMAÇÃO:
Pete (Vocal, guitarra)
Lote (Baixo)
Altse Alatalo (Bateria)
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Esta é a primeira coletânea, e segundo trabalho, lançada pelo grupo, através do selo Ecocentric, e as faixas foram gravadas no estúdio JK. Nesta coletânea estão presentes as faixas de seu único trabalho "oficial", o EP Aina Valmiina, e faixas demo, gravadas 2 anos antes. É uma excelente coletânea, com as duas fases bem distintas, mas que mantêm as características do estilo na região escandinava, se assemelhando com bandas como Terveet Kädet. As composições são velozes e embaladas, com raras exceções, executadas, sempre, com muita energia, arranjos simples, algumas vezes, mal executados, fora de sincronia entre eles, ou fora de compasso ou andamento, mas com intenções bem explícitas. As faixas gravadas em 1986 possuem pouca duração, enquanto as gravadas em 1984 possuem duração maior, um detalhe que distingue bem as duas fases do grupo. A coletânea foi relançada, em 2003, através do selo Power It Up, recebendo algumas versões com a arte da capa diferente. O grupo durou pouco tempo, menos de 5 anos, sendo estes os únicos registros do grupo na época. Vale a pena conferir, paulada, caos e velocidade na orelha!
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FAIXA A FAIXA:
1) Maalaa Talo. A coletânea inicia com uma das faixas que considero das melhores, sendo a única faixa que possui solo de guitarra. Bastante veloz e embalada, com trocas rápidas de acorde, muita energia, tudo em poucos segundos.
2) Syntipukki. Esta faixa inicia mais cadenciada, porém, na parte A, a velocidade e embalo surgem, mantendo a mesma progressão harmônica da introdução.
3) Systeemi. Uma boa composição, com destaque para as pontes e suas frases de guitarra e bateria executadas em sincronia. Mais uma vez, muita velocidade e embalo, além de muita energia.
4) Aina Valmiina. Mais uma faixa que mantém as características padrão das faixas até então: velocidade, embalo, trocas rápidas de acorde, muita energia, em pouco tempo de duração.
5) Häppy End. Esta é outra faixa que considero das melhores da coletânea, com um refrão simples, mas sing-a-long, a faixa mantém as características padrão das faixas anteriores.
6) Vapaa Maa (II). Uma das faixas que menos me agradam, embora não seja ruim, porém soa muito "bagunçado", no mais, mantém as características das faixas anteriores, sendo esta a última faixa presente no EP.
7) Piäsky Ja Känä. Esta é a primeira das faixas demo, e é, também, uma das faixas que considero das melhores da coletânea. Bastante veloz e embalada, possuindo bons acentos quando das eventuais pausas da bateria, sendo o destaque, na minha opinião, o embalo que a cadência harmônica da parte A transmite.
8) Eläinten Tuska. Outra faixa que possui acentos nas trocas de acorde, possuindo um bom riff de guitarra na introdução. A partir da parte A, surge o embalo e velocidade, sempre com muita energia.
9) Tuskaa. O destaque desta composição, na minha opinião, está na progressão harmônica da parte A, embora o refrão também mereça atenção. No mais, mantém as características das faixas anteriores da demo: velocidade, embalo e energia.
10) Me Ihmeelliset Suomalaiset. Mais uma faixa com as características padrão das faixas demo, sendo o destaque, o refrão, bem sing-a-long, e sua progressão harmônica, talvez o melhor momento de toda a coletânea.
11) Tulen Hulluksi. Iniciando com o baixo, sempre com muita distorção, em seguida surgem acentos dos demais instrumentos, para logo em seguida surgir a velocidade, embalo e energia, existindo um ótimo refrão, mais uma vez, bem sing-a-long, o destaque, na minha opinião, ao qual possui uma ótima progressão harmônica.
12) Surmattu Unelma. A coletânea finaliza com a faixa que considero a melhor, também a faixa menos veloz, ao menos em sua parte A, a qual se assemelha à música Blind Ambition, do grupo galês Partisans. Já a parte B é bastante veloz e embalada, mantendo as mesmas características das demais faixas, com destaque para a progressão harmônica.
Ouça a coletânea como se fosse 1984-1986!

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Sore Throat - Death To Capitalist Hardcore (1988)

GÊNERO: Grindcore
ORIGEM: Inglaterra (Huddersfield - West Yorkshire / Yorkshire And The Humber)
FORMAÇÃO:
Rawhead Rex - Richard Walker (Vocal)
Rancid Trout Hendrix - Brian Talbot (Guitarra)
Howard The Purpose - John Pickering (Baixo)
Bilbo Baggins - Nick Royles (Bateria)
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Este é o primeiro EP lançado, após uma demo, pelo grupo, através do selo Acid Rain, e foi gravado no estúdio Lion. É um ótimo EP, lembra muito o álbum Scum, do Napalm Death, lançado, mais ou menos, na mesma época, este é um grupo considerado pioneiro do chamado noisecore, um gênero que preza pelo "anti-música", ao qual tentam fugir de padrões composicionais. Muitas faixas, todas com pequena duração, muitas delas com menos de 10 segundos, e poucas que ultrapassam 1 minuto de duração, mas nenhuma chega aos 2 minutos! As composições são, em sua grande maioria, extremamente velozes e embaladas, porém, existem eventuais faixas mais cadenciadas. Muitas das faixas são apenas vinhetas de poucos segundos. É um grindcore, mas possui pitadas de d-beat e crossover, deixando evidente as influências dos gêneros. O álbum possui uma faixa cover, além de contar com a participação de Russel Chud tocando piano. O curioso é que o grupo não ensaiou as músicas, sendo algo todo improvisado, com composições feitas no mesmo dia da gravação. Outro detalhe curioso é que o kit da bateria estava montado um andar abaixo dos demais instrumentos, e o contato visual, fundamental no estilo de prática do grupo, se tornou inviável, tendo que os integrantes se comunicarem através de gritos nos microfones! Segundo Bilbo, ele considera o EP horrível, desafinado e fora do andamento, além do fato de que ele estava há muito tempo sem tocar bateria! De qualquer forma, é um EP extremamente importante para o gênero, talvez o trabalho mais respeitado do grupo, que possui a arte da capa por conta de Clown. Um EP que vale a pena conferir, sendo indispensável para os amantes do gênero!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro (Rapists Die). O EP inicia com uma faixa que é uma introdução falada e uma vinheta.
2) War System. Esta é a faixa cover do EP, originalmente composta e gravada pelo grupo sueco Shitlickers, em 1982, e é uma das faixas que considero das melhores. Menos grindcore e mais d-beat, ela possui trocas rápidas de acorde, ritmo sincopado nos instrumentos de corda, bastante embalo e velocidade.
3) D.T.C.H.C.. Esta é outra faixa que considero das melhores, com destaque para a introdução e seu riff de guitarra. Veloz e embalada.
4) Sacrilege (To The Scene). Mais uma faixa veloz e embalada, com blast beat e monocórdica.
5) Vac Head. Outra faixa que é apenas uma vinheta.
6) Pesticide Death. Pouco mais que uma vinheta, mas mantendo o padrão.
7) Process Of Elimination. Possui as mesmas características da faixa anterior.
8) Trenchfoot. Mais uma vinheta.
9) S.S.A. Pt. 2. Outra vinheta.
10) Satan's Radish. Esta é outra faixa que considero das melhores do EP. Mais cadenciada e menos veloz, é uma composição bem minimalista, com uma cadência harmônica que se mantém.
11) Fungacidal Tendencies. Outra vinheta.
12) R.O.T.. Mais uma vinheta.
13) Only The Dead. Pouco maior que uma vinheta, mas com as mesmas características.
14) Bomb The Whitehouse. Uma faixa bem veloz e embalada, com blast beat e um pouco mais de duração.
15) Enviromental Suicide. Esta é outra faixa que considero das melhores do EP, com uma introdução mais cadenciada e arrastada, depois surge a velocidade e embalo padrão do EP.
16) Broken Brains. Outra faixa que considero das melhores do EP, em especial devido à sua introdução, após ela finaliza como uma vinheta.
17) D.Y.W.R.. Um pouco maior que uma vinheta, mas possuindo uma ponte, mantém as mesmas características padrão do EP.
18) Devoid Of Compassion. Esta é outra faixa que considero das melhores do EP, veloz e embalada, trocas rápidas de acorde, com influências do d-beat.
19) Go Home. Outra vinheta.
20) Attack Of The English Gumby Punks. Um pouco maior que uma vinheta, mas com as mesmas características.
21) D.F.W.H.. Mais uma vinheta.
22) Wehr-Crap. Outra faixa que considero das melhores do EP, veloz e embalada, com uma introdução do baixo, ela possui influências do d-beat.
23) I.S.R.. Um pouco maior que uma vinheta, mas com as mesmas características.
24) Bloody Hardcore. Outra vinheta.
25) Virus. Mais uma vinheta.
26) Disappearing Mark. Outra vinheta.
27) No Room To Talk. Esta é outra faixa que considero das melhores do EP, a qual mantém as características padrão do mesmo, existindo uma ponte, executada pelo baixo.
28) Stagedive (Wictim Of A). Esta é outra faixa que considero das melhores do EP, com influências fortes de d-beat, esta lembra muito com Anti Cimex ou Crude SS, veloz e embalada.
29) I.C.I. Fuck Off And Die. Esta é a faixa que considero a melhor do EP, mais cadenciada, com um riff bem crossover, o interessante são os acentos antecipados do tempo forte pela bateria.
30) Thrash Against Fascism. Pouco maior que uma vinheta, mas com as mesmas características.
31) Backflip Splat. Maior duração e com as mesmas características padrão do EP.
32) Yo Barman!. Esta é outra faixa que considero das melhores do EP. Mais cadenciada e com uma boa progressão harmônica, a qual considero o destaque da composição.
33) Social Genocide. Outra vinheta.
34) D.R.I. (E.M.I.). Um vinheta influenciada, como o nome sugere, pelo grupo D.R.I..
35) Born Again Christian. Mais uma vinheta, a qual possui a introdução maior que a composição!
36) Utterly Tuneless. Uma composição a qual vai acelerando o andamento gradativamente, mas, com certeza, a faixa mais "bagunçada" do EP, a qual os integrantes fazem coisas aleatórias com seus instrumentos.
37) M.F.N. (Music For Nobheads). Esta é outra faixa que considero das melhores do EP, sendo mais cadenciada, além de possuir uma boa progressão harmônica.
38) Lynch The Cops. Outra faixa que mantém as mesmas características padrão, existindo uma pausa bem interessante.
39) Scream Bloody Trout. Mais uma vinheta.
40) Life. Outra faixa que considero das melhores do EP, esta é, na verdade, outra vinheta, porém possui uma introdução com o baixo a qual considero sensacional.
41) Join The Army. Mais uma vinheta.
42) The Ballad Of Billy Milano. Esta é outra faixa que considero das melhores do EP, a qual possui variações de cadência, entre o blast beat e algo como o d-beat, sempre mantendo as características padrão.
43) Passage Of Time. O EP finaliza com uma faixa que é apenas o som de uma serra elétrica e gritos.
Ouça o EP e declare morte ao hardcore capitalista!

domingo, 17 de julho de 2022

Solstício - Fúria Sangue Fogo (1999)

GÊNERO: Rap Core
ORIGEM: Brasil (Cabo Frio / Rio De Janeiro)
FORMAÇÃO:
Marcelo (Vocal)
Daniel (Guitarra)
Davi (Guitarra)
Rafael (Baixo)
Thiago (Bateria)
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Esta é a primeira demo, e primeiro trabalho, lançada pelo grupo, de maneira independente. É uma ótima demo, recheada de grooves e riffs, sempre com muito peso, existindo muita influência do hardcore, além de existir eventuais trechos mais velozes e embalados. Sem sombra de dúvidas, o destaque, na minha opinião, está no arranjo rítmico, em todos os sentidos e elementos, desde o instrumental até o vocal, priorizando, também, este elemento em momentos em sincronia entre todos, além de possuir pausas e eventuais trechos mais "espectrais", sempre com um bom trabalho de dinâmica e ótimas intenções. O ponto fraco da demo, na minha opinião, está na mixagem da voz, a qual deveria, ao meu entender, estar mais à frente, mais destacada, com uma "limpeza" melhor em relação ao timbre. Falando na voz, os arranjos vocais lembram muito algum MC de rap, porém existe, sempre, muita energia na expressão, o que acaba se assemelhando mais ao hardcore. Podemos dizer que é um vocal de rap com expressão de hardcore! Uma ótima demo, reforçando, mais uma vez, este gênero que foi muito expressivo no underground brasileiro no final dos anos 90, seja a região / estado / cidade que for. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intolerância. A demo já inicia com uma paulada na orelha! Mostrando o que virá a seguir em seu aspecto mais pesado! Com muita distorção, velocidade, e um vocal com divisões rítmicas curtas, na parte A, o refrão já é mais cadenciado e com muito groove.
2) Viva A Democracia. Esta faixa já se mantém toda repleta de grooves e riifs, possuindo frequentes pausas dos instrumentos de corda no arranjo da parte A, sendo, a voz, bem ao estilo rap. Destaque para o riff da ponte, em especial ao harmônico artificial da guitarra.
3) Solstício. Uma ótima composição, com muito peso e groove, bem hardcore em sua introdução, existindo um ótimo riff, constante, da guitarra, na parte A. O vocal, mais uma vez, tem as características do rap. O solo de guitarra merece atenção.
4) Prossiga. Considero esta uma das melhores faixas da demo. A composição que permanece por mais tempo com uma intenção veloz e embalada, embora possua seu momento mais cadenciado, sempre com muito groove, existindo eventuais contracantos que também merecem atenção.
5) Padrões / Preconceitos. Considero esta a melhor faixa da demo, com muito groove, um excelente riff, além de uma ótima intenção. Destaque para a ponte e a parte final, a qual é bem veloz e embalada. O vocal possui as características do rap.
6) Fúria Sangue Fogo. A demo finaliza com a faixa que dá nome à ela, a qual é, também, a faixa que menos me agrada, embora seja uma boa composição. Mantendo as características padrão da demo: grooves e riffs somados ao arranjo vocal bem ao estilo rap, ela não tem nada que desagrade, apenas não empolga da mesma maneira que as faixas anteriores, talvez por possuir um arranjo mais simples... talvez...
Ouça a demo com fúria, sangue e fogo!

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Sociedade Bico De Luz - Doe Rock Ao Emocentro (2008)

GÊNERO: Rock
ORIGEM: Brasil (Guaíba / Rio Grande Do Sul)
FORMAÇÃO:
Igor Almeida (Vocal)
Thomas Nasário (Guitarra)
Djuli Mosena (Guitarra)
Claudio Busatto (Baixo)
Ádamo Ovalhe (Bateria)
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Este é o primeiro, e único, álbum lançado pelo grupo, de maneira independente, e foi gravado no estúdio Music Box. É um bom álbum, mas não mais que isso. Canções alegres, com arranjo com pouco peso, bem leve, mas possuindo um bom embalo, boas ideias melódicas, o destaque, na minha opinião, além de arranjos bem pensados, embora não muito elaborados. Embora eu tenha classificado como rock, o álbum possui fortes influências do pop punk, bem como pitadas de indie e grunge. É possível perceber a influência do rock gaúcho nas composições, inclusive pelas temáticas bem peculiares e bairristas, porém, soa mais "moderno" do que o rock gaúcho que marcou uma geração, possuindo toques do rock dos anos 2000, algo que soa uma mistura de emo com alguma banda britânica da época (como Strokes!), mais alguma banda do rock gaúcho, ao estilo Graforréia Xilarmônica ou Cowboys Espirituais, além de um pop punk dos anos 2000! Muitas das composições possuem um apelo bem pop, como se quisessem que entrasse na trilha sonora da Malhação, inclusive devido ao fato de que têm uma intenção sempre bem alegre. Para quem mora / morou ou vive / viveu a região metropolitana do Rio Grande do Sul, encontrará um apelo nostálgico que ajuda a prezar pela qualidade do álbum. Apesar de ser um álbum bem fraco, é um bom álbum, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Centro De Porto Alegre. O álbum inicia com a faixa que considero, sem sombra de dúvidas, a melhor. Uma boa progressão harmônica, além de um bom embalo, possuindo um refrão bem sing-a-long.
2) O Nosso Amor É Rock. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, sendo, também, a faixa de divulgação do álbum, possuindo videoclipe de divulgação. Um clipe com uma produção bem simples, que mostra o grupo tocando com alguns jogos de luz, o destaque do vídeo. Com duas partes distintas, mas que se complementam, esta possui a parte A bem pop punk, enquanto o refrão já soa um rock com pitadas de grunge, sendo, este, bem sing-a-long.
3) A Musa Do T2. Esta é uma balada em compasso composto, que, harmonicamente e intencionalmente, lembra alguma composição dos anos 60, daquelas de baile de formatura de filmes da Sessão Da Tarde! Com certeza esta é uma das faixas que menos me agrada no álbum.
4) Domingo Em Porto Alegre. Mais uma faixa bem "alegre" e pop, com toques bem pop punk, mas com um "ar" do rock gaúcho, possuindo bons arranjos de guitarra, o destaque, na minha opinião, além de existir um refrão bem sing-a-long.
5) É TPM. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, um rock com toques de indie, a qual o destaque, na minha opinião, está no arranjo vocal, tanto devido ao desenho melódico quanto à intenção e divisões rítmicas utilizadas. O refrão possui uma ótima intenção, bem "espectral", merece atenção.
6) Ela Se Acha. Se a faixa anterior era um rock com toques de indie, esta inverte, soa como um indie com influências de rock! Também com uma intenção bem "alegre", o apelo pop está em evidência, mais uma vez. Uma boa composição, mas com nada de especial. Existe um refrão bem sing-a-long.
7) Excursões Pra Expointer. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, em especial devido ao arranjo das guitarras e seus riffs, o baixo pedal auxilia na intenção das guitarras. Com um bom embalo, ela possui boas frases de guitarra e um refrão bem sing-a-long.
8) Julho. Uma boa composição, também com um apelo pop bem evidente, esta possui influência do filme Escola De Rock em seu refrão, devido aos contracantos. Um rock com o shuffle em seu padrão rítmico, esta é uma boa composição que lembra bem o rock gaúcho de décadas anteriores.
9) Meu Bem. Mais uma faixa com apelo pop em evidência, bem ao estilo bubble gum, esta é um rock / pop / bubble gum, com toques do rock gaúcho, em especial pela sua intenção. Bem embalada e "alegre".
10) Mundo Bom. Esta é uma faixa com a cara do rock gaúcho, lembra com muitas composições do gênero de anos anteriores, em todas as partes. Uma boa composição, em especial para os fãs do rock gaúcho em sua essência.
11) Suplementos Alimentares. Considero esta uma boa faixa, bem pop punk, com uma boa intenção, também bem "alegre", possuindo uma boa progressão harmônica, na parte A, embora simples, além de um bom desenho melódico da voz, bem como um bom arranjo.
12) Eu Tenho Uma Banda Que Quer Ser Strokes. O título da faixa já diz tudo! A faixa que finaliza o álbum é um indie: preto no branco, bem evidente, soando, como o nome já sugere, um plágio de Strokes. Embalada, com as palhetadas sempre para baixo, ela mantém as características do indie britânico dos anos 2000.
Ouça o álbum e doe rock ao emocentro!

domingo, 10 de julho de 2022

S.O.B. - Leave Me Alone (1986)

GÊNERO: Power Violence
ORIGEM: Japão (Osaka / Kansai)
FORMAÇÃO:
Tottsuan - Yoshitomo Suzuki (Vocal)
Toshimi Seki (Guitarra)
Naoto Fukuhara (Baixo)
Satoshi Yasue (Bateria)
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Este é o primeiro EP, e primeiro trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Selfish, e foi gravado no estúdio Gorilla. É um ótimo EP, que, embora eu tenha classificado como power violence, possui fortes influências de hardcore old school e grindcore, talvez um power violence old school?! Quem sabe?! Rótulos à parte, a verdade é que este é um EP com composições extremamente velozes e embaladas, com os arranjos de cordas bem ao estilo do hardcore old school, enquanto os arranjos de bateria soam como grindcore, enquanto o vocal soa como um power violence, uma mistura que, para a época, era bem original, algo inovador, um estilo bem característico de algumas bandas japonesas da década de 80. Com arranjos simples, mas existindo momentos mais trabalhados, faixas de pequena duração, sem muita informação, além de trocas rápidas de acorde, este é um EP que vale a pena conferir, uma boa referência do hardcore feito no Japão na época.
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FAIXA A FAIXA:
1) Not Me. O EP inicia com uma das faixas que considero das melhores, com uma introdução bem hc old school, logo em seguida surge a velocidade e embalo, com trocas rápidas de acordes e divisões rítmicas curtas no arranjo vocal.
2) Give Me Advice. Esta é outra faixa que considero das melhores do EP, possuindo uma introdução com um arranjo de bateria bem tribal, logo em seguida surge a velocidade e o embalo, além de trocas rápidas de acorde, existindo um refrão bem sing-a-long, com frequentes contracantos.
3) Fat Women. Outra boa composição, bem veloz e embalada, e trocas rápidas de acorde, com destaque para o refrão, bem sing-a-long e com uma boa progressão harmônica. O solo de guitarra também merece atenção.
4) SDI & ABM. Mais uma faixa com o padrão das composições do álbum: velocidade, embalo e trocas rápidas de acorde, possuindo introdução e pontes com arranjo solo de baixo, além de possuir um refrão bem sing-a-long.
5) Knock Out. Considero esta a melhor faixa do álbum, com uma progressão harmônica, na introdução e parte A, a qual considero sensacional, bem empolgante, criando uma ótima intenção antes da entrada da voz. Mais uma vez, uma composição que mantém as características padrão do álbum.
6) Sudden Rise Of Desire. Uma paulada do início ao fim! Pouca duração, existindo eventuais pausas no refrão, além de manter as características padrão do álbum, bem como um refrão bem sing-a-long e pequena duração.
7) Leave Me Alone. A faixa que dá nome ao EP é uma boa composição, a qual mantém as características padrão do álbum, além de um refrão bem sing-a-long, possuindo eventual pausa de pequena duração. O solo de guitarra também merece atenção.
8) Slap In The Face. Mais uma boa composição que mantém as características padrão do álbum, com destaque para os contracantos acentuados pelos pratos de ataque, no refrão. Outra faixa que é uma paulada do início a fim, existindo eventuais pontes executadas apenas por baixo e bateria.
9) Thrash Night (Freak Out). O EP finaliza com outra boa composição, que mantém as características padrão do álbum, possuindo um refrão bem sing-a-long, além de um bom solo de guitarra, bem como a existência de um trecho mais cadenciado.
Ouça o EP e me deixe em paz!