sábado, 31 de março de 2018

Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath (1973)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: Inglaterra (Birmingham - West Midlands / West Midlands)
FORMAÇÃO:
Ozzy Osbourne (Vocal)
Tony Iommi (Guitarra)
Geezer Butler (Baixo)
Bill Ward (Bateria)
.
Este é o quinto álbum de estúdio lançado pelo grupo, através do selo Vertigo. É um excelente álbum, um clássico onde muitos já devem ter suas próprias opiniões, inclusive já havia feito uma resenha dele em 2013, confira aqui! Segundo o próprio vocalista, este é o início do fim da carreira do grupo com a formação original. Ele foi composto logo após a turnê de divulgação do seu antecessor, Vol. 4, os integrantes estavam cansados e alterados por substâncias químicas que dificultavam no processo criativo. O guitarrista chegou a comentar que os demais integrantes esperavam que ele chegasse com um riff ou uma base para começarem. Foi então que, após algum tempo, ele apresenta o riff da faixa título e as composições começam a surgir, porém como isto demorou a acontecer, poucas músicas foram compostas, apenas as 8 do álbum, nada mais. É bastante interessante que todos os integrantes se aventuram em diferentes instrumentos no decorrer do álbum, além de contar com a participação de Rick Wakeman, que ensaiava em outra sala nos estúdios Record Plant, em Los Angeles. Optaram por gravar no mesmo estúdio do álbum anterior, para manter a mesma "atmosfera"! É um excelente álbum, um dos melhores da carreira do grupo na minha opinião, vale a pena conferir, existem ótimas composições e excelentes arranjos.
.
FAIXA A FAIXA:
1) Sabbath Bloody Sabbath. O álbum inicia com a faixa título, o qual possui um ótimo riff de guitarra que deu inspiração às composições do álbum. Foi, também, a música de trabalho do álbum, existindo videoclip de divulgação. Além do riff, que é bem pesado, a composição conta com outra parte bem mais intimista e leve, mas mesmo assim muito boa, além de ter uma outra parte no final, logo após o solo, bem tribal, bastante interessante. Nesta faixa, Bill Ward experimenta e grava um arranjo de bongô. Um clássico, vale a pena conferir!
2) A National Acrobat. A melhor faixa do álbum na minha opinião. Muito bem trabalhada e com riffs e harmonias contagiantes por todo decorrer da composição. A melodia vocal na parte A também é excelente, existindo dobras dos instrumentos e, inclusive, na voz. O final conta com diversas partes diferentes, uma mais interessante que a outra, variando a intenção a cada parte, o que dá um toque a mais para o arranjo. Destaque também para o Wah-Wah utilizado por Iommi. Realmente vale a pena conferir!
3) Fluff. Uma belíssima composição, acústica (com exceção do contrabaixo) e instrumental, em compasso quaternário composto. Além da composição que é linda, seu arranjo não fica atrás e também é muito bem feito e executado. Além do mais, a faixa conta com Tony Iommi tocando piano e cravo.
4) Sabbra Cadabra. Outra faixa que considero uma das melhores do álbum. Mais uma vez um ótimo riff de guitarra e excelente melodia. Esta faixa conta com os pianos de Tony Iommi, bem como a participação de Rick Wakeman tocando piano e minimoog, um tipo de sintetizador. Vale a pena conferir, outro clássico do álbum.
5) Killing Yourself To Live. Outra grande composição do álbum, com uma intenção mais intimista que as demais, boa melodia, mas não tantos riffs, o que não a torna uma das músicas mais marcantes do álbum. Esta faixa conta com os arranjos, tanto de Ozzy Osbourne quanto Tony Iommi, no sintetizador. Bem característico do grupo, mas bastante interessante, são os dois solos de guitarra sobrepostos. O arranjo que existe logo após o solo é sensacional, lembra um pouco War Pigs, e tem uma levada mais blues.
6) Who Are You?. Eles realmente estavam entrando na onda dos sintetizadores, tanto que esta faixa foi composta em um destes. Quando Ozzy conseguiu um sintetizador, ele realmente não sabia como usar, porém, conseguiu compor esta faixa! É uma composição bem simples, mas com uma ótima intenção. Ela ainda conta com Bill Ward tocando tímpano, Tony Iommi tocando piano e Geezer Butler tocando mellotron e sintetizador, instrumento este também tocado por Ozzy Osbourne. Vale a pena conferir, tem uma intenção bem futurista, na minha opinião e é, no mínimo, uma composição curiosa!
7) Looking For Today. Talvez a música mais embalada e com swing no álbum todo. Mais uma vez os excelentes riffs de guitarra voltam à tona. A faixa ainda conta com Tony Iommi tocando flauta e órgão, além disso, todos os integrantes participam batendo palmas. Boa composição, que tem na harmonia do refrão seu maior destaque!
8) Spiral Architect. O álbum fecha com outra composição que considero das melhores do álbum. Uma excelente composição, com ótimos Riffs e excelente harmonia e melodia, bem como uma linha de baixo que dá um movimento interessante para a composição. Ela começa com o violão e ainda conta com Tony Iommi tocando gaita de fole e Geezer Butler tocando flauta indiana. Mas o mais bacana é a participação do grupo Phantom Fiddlers, responsáveis por executar o arranjo de cordas composto pelo maestro Will Malone. O curioso é que este não ouviu a música quando fez o arranjo, apenas Tony Iommi o solfejou! Vale a pena conferir!
Escute o álbum e conheça o começo do fim, segundo o vocalista, do grupo neste Sabá sangrento!

quarta-feira, 28 de março de 2018

Black President - Black President (2008)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (Los Angeles - Los Angeles / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Christian Martucci (Vocal, guitarra)
Charlie Paulson (Guitarra)
Jason Christopher (Baixo)
Roy Mayorga (Bateria)
.
Este é o primeiro e único álbum lançado pelo grupo, através do selo Cobra. A banda nunca acabou, mas como se trata mais de um projeto do que uma banda, já que todos os integrantes têm compromissos com outros grupos, creio que não devem dedicar muito tempo para este projeto. O vocal é lembrado pelas bandas Strychnine Babies e o projeto de Dee Dee Ramone, o guitarrista pelo Goldfinger, o baixista pelo New Dead Radio, e o baterista pelo Nausea. Além disso, o grupo foi criado por Charlie Paulson e Greg Hetson (Circle Jerks / Bad Religion), o qual saiu meses antes da gravação do álbum, e contou já em sua formação, além de Greg Hetson, com os bateristas Wade Youman (Unwritten Law) e Ty Smith (Guttermouth / Bullets And Octane), e hoje tem em sua formação o baterista Dave Raun (Lagwagon) que substituiu, em 2009, Roy Mayorga. Com tantos nomes conhecidos na história da banda, ficamos curiosos de como soa este projeto, e na verdade soa bem bacana, mas nada extremamente empolgante, muito em função do vocal, que na maior parte do tempo está sempre gritado, lembrando muito bandas de screamo. Existem músicas aceleradas, porém a maioria têm andamento médio, com poucas faixas lentas, o destaque, na minha opinião, são os arranjos, em especial os de guitarra. O álbum conta com duas vinhetas e duas faixas cover. É um bom álbum, vale a pena conferir, mas não vá com muita sede ao pote!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Intro. O álbum começa com uma das vinhetas. Bem curta, apenas tem uma fala de alerta para o que virá!
2) Last Fucking Hope. Uma das melhores faixas do álbum, ótimos riffs de guitarra, assim como a harmonia, e excelente arranjo da bateria, além de contar com excelente desenho melódico, inclusive no refrão, o qual é bem sing-a-long.
3) So Negative. Esta é uma boa faixa, bem acelerada. Não considero das melhores apesar de ter um ótimo arranjo e bastante embalo e velocidade. O refrão dá uma reduzida na velocidade, bem como na  parte C.
4) Not Enough. A faixa começa com uma bela combinação de notas com intenção de suspense. Esta já é mais lenta que as faixas anteriores, mas não é ruim, também não é das melhores. O grande destaque está ma dinâmica das partes.
5) Short List Of Outspoken Suspects. Outra que considero uma das melhores do álbum, bem acelerada, bastante energia e, talvez, a faixa mais bem trabalhada de todo álbum. O grande destaque está no arranjo da música como um todo, mas também no riff de guitarra. Esta música possui, inclusive, videoclip!
6) Neon. Esta é a música mais lenta até então, já com um apelo mais pop / comercial. É uma boa música, mas com a fórmula do pop! A harmonia é o grande destaque, pois se fosse a mesma intenção em um modo maior, aí sim seria uma composição bem comercial!
7) Who Do You Trust?. A velocidade já volta a aparecer nesta faixa, embora em apenas alguns pequenos trechos. Talvez a faixa com o vocal mais gritado até então. O detsaque está no arranjo das guitarras, mais uma vez.
8) Watch You Drink. A faixa começa com uma ótima frase na guitarra, que, aliás, é o grande destaque da composição. Esta é outra faixa lenta, executada, muito, em staccato, o que dá um toque diferente e bem interessante. É a composição com mais intenção intimista em todo álbum.
9) Vacate The Vatican. Considero esta a melhor faixa do álbum. Ótimo riff, excelente harmonia, excelente melodia, enfim, tudo de bom! O refrão não é tão empolgante como a parte A, mas mesmo assim não deixa a peteca cair! Vale a pena conferir!
10) Hallelujah. Se a faixa anterior é a melhor do álbum, esta é a pior, com certeza! Aliás, considero esta música realmente ruim! A parte A até que tem seu valor, agora o refrão é simplesmente insuportável, um apelo comercial muito escancarado, que torna a música ruim, realmente ruim.
11) Not Amused. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, com certeza! Embalada, veloz, com muita energia e um refrão sing-a-long na linha street punk. Sem frescura, porrada e energia são as características desta composição.
12) Ask Your Daddy. Outra que considero das melhores, ótima faixa, embora não muito acelerada, mas com ótimas intenções e dinâmica, com um refrão que possui uma seqüência harmônica bem interessante antes de sua repetição. Esta faixa me lembra um pouco de Guttermouth!
13) Gaslamp James' Campaign Speech. Outra vinheta, o título diz tudo.
14) Elected. Eis que surge o primeiro cover do álbum! Esta é uma música que foi composta por Alice Cooper e gravada por sua banda em 1972. É uma boa versão, mantém as características da versão original, porém com aquele toque original do grupo.
15) Iron Fist. O álbum finaliza com outro cover, desta vez de uma música composta e gravada pelo grupo Motörhead em 1982. Também bem fiel em relação à versão original, aliás, o instrumental está quase igual, com pequenos trechos em que se percebe a autenticidade do grupo.
Ouça o álbum e curta o projeto recheado de integrantes conhecidos do presidente preto!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Bitches Sin - Invaders (1989)

GÊNERO: NWOBHM
ORIGEM: Inglaterra (Barrow-In-Furness - Cumbria / North West)
FORMAÇÃO:
Frank Quegan (Vocal)
Ian Toomey (Guitarra)
Pete Toomey (Guitarra)
Dave Osbeldiston (Teclado)
Mike Frazier (Baixo)
Paul Smith (Bateria)
.
Este é o terceiro álbum do grupo, lançado pelo selo Gi. Este álbum tem uma curiosidade: o título é o mesmo do segundo álbum, de 1986, porém a lista das músicas é diferente, existindo algumas faixas que se repetem, mas mesmo assim, estas têm uma outra versão, já que as faixas deste álbum foram gravadas em 1988. Além das faixas, a formação alterou em relação à versão de 1986, já que o baterista trocou e um tecladista entrou na banda. A banda teve um pequeno hiato no período 86/87, sendo que este álbum surge como um ressurgimento do grupo. De modo geral, é um álbum bem ao estilo do gênero, o qual as primeiras faixas são mais interessantes, o que é bem comum, ao meu gosto, com bandas do gênero, algumas músicas mais embaladas, mas também outras mais lentas, inclusive baladas. O vocal é o ponto fraco, apesar de não comprometer em nada, mas dá a sensação de que não quer abraçar a responsabilidade de chamar a atenção para ele, deixando este papel, então, para as guitarras, porém a mixagem e equalização também não as valoriza, deixando-as em segundo plano dentro do arranjo, mesmo que os instrumentistas tenham feito um bom arranjo. É um bom álbum, o qual as primeiras faixas são realmente muito boas, com ótimos guitarristas e um vocal pouco agudo. Vale a pena conferir!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Ain't Life A Bitch. Com certeza a melhor faixa do álbum, a mais embalada e acelerada, com ótimos arranjos das guitarras e um refrão sing-a-long. Esta é pra deixar o ouvinte empolgado ao ouvir o álbum pela primeira vez!
2) Destroyer. A segunda melhor faixa do álbum, com certeza! Também bem embalada, porém não tanto, e com mais variações de acordes em relação à faixa anterior. Um ótimo refrão e, mais uma vez, as guitarras assumem a responsabilidade e chamam os holofotes para si!
3) Alligator. A terceira melhor faixa do álbum! Esta já mais lenta se comparada às faixas anteriores, mas com um bom riff de guitarra, algo que me lembra um pouco o Metal Mania do Robertinho do Recife. A faixa conta com um ótimo solo de teclado.
4) The Cry. Outra boa faixa, porém com uma introdução bastante extensa, onde a levada e o embalo demoram a aparecer. Mais uma vez o destaque está nos arranjos das guitarras, com excelentes riffs e semi-frases que preenchem bem os esoaços da melodia da voz.
5) Day In, Day Out. A pior faixa do álbum, com certeza! A legítima balada heavy metal / hard rock dos anos 80, bem A.O.R.! Composição que poderia ser de qualquer banda do gênero da época, com grande apelo comercial, bem ao estilo da época.
6) Out Of My Mind. Aqui já temos um embalo a mais, porém ainda está longe de ser das melhores. Também bem ao estilo anos 80, parece com o Ozzy Osbourne da época. De novo as guitarras clamam pelos holofotes!
7) No More Chances. Esta é a faixa em que se foge da ideia tonal, com diversas notas de passagem quando dos espaços deixados pelo vocal, um ótimo riff de guitarra e um excelente desenho melódico na parte A são os destaques da faixa.
8) Roundabout. Esta é a balada do álbum, e é a legítima balada dos anos 80, bem comum para as bandas de heavy metal / hard rock da época. Uma balada em um compasso 12/8, lembra um pouco o Black Sabbath na fase Headless Cross / Tyr. Desta vez o destaque está na voz. Um ótimo desenho melódico e uma execução lisa e limpa fazem com que o vocal se adeque à composição.
9) Ice Angels. O álbum finaliza com outra balada, porém esta em compasso simples e não composto como a faixa anterior. A boa progressão harmônica na parte A (A-C-G) é o grande destaque da faixa, na minha opinião. Uma boa composição para finalizar o álbum.
Ouça o álbum e curta a segunda versão do álbum, que tem duas com o mesmo nome, dos invasores britânicos da nova onda do heavy metal britânico dos anos 80!

quarta-feira, 14 de março de 2018

Billie Holiday - Stormy Weather (CD 1) (2006)

GÊNERO: Jazz
ORIGEM: EUA (Philadelphia - Philadelphia / Pennsylvania)
FORMAÇÃO:
Billie Holiday (Vocal)
Charlie Shavers (Trompete)
Flip Phillips (Saxofone)
Oscar Peterson (Piano)
Barney Kessel (Guitarra)
Ray Brown (Baixo acústico)
Alvin Stoller (Bateria)
.
Esta coletânea foi lançada pelo selo Intense e conta com o material gravado na década de 50, no caso deste álbum, o período varia entre 1952 e 1956. Infelizmente não encontrei o nome de alguns instrumentistas. É um álbum com músicas lentas, com grande destaque para o mestre Ray Brown, que conduz muito bem as composições. Os improvisos dos instrumentos são outro ponto positivo, embora não me agrade as intenções do trompete. A voz da cantora também já não está em sua melhor forma, já que as gravações foram feitas nem uma década antes de sua morte. De qualquer forma, o que se perde em timbre se ganha em experiência, ou seja, mesmo que o timbre da voz já esteja comprometido, as intenções melódicas são sensacionais, o que justifica a quantidade de elogios recebidos pela cantora. É um bom álbum, principalmente para se ouvir em um momento de relaxamento, mas não para ouvir a qualquer momento.
.
FAIXA A FAIXA:
1) Be Fair With My Baby. A coletânea começa com a melhor faixa, a mais acelerada, quase um be-bop (será??!). Esta é uma versão ao vivo, a qual me agrada bastante, após a apresentação do tema pela cantora, os improvisos começam, é onde eu considero  os melhores momentos da faixa. Vale a pena conferir.
2) Rocky Mountain Blues. Outra que considero uma das melhores da coletânea, como o nome já diz, esta tem características bem blues, porém com a ideia intimista do jazz. A intensidade é bem fraca, bem sutil, vale a pena conferir.
3) Detour Ahead. Outra bem blues, onde a melodia com notas dissonantes e o arranjo do piano são os grandes destaques. Também tem um clima bem intimista, e o saxofone se encarrega de preencher bem os espaços.
4) Trav'lin Light. Outra faixa bem blues, onde o piano, a guitarra e o saxofone são o destaque, principalmente por preencher os espaços deixados pela voz. Também bem sutil e intimista.
5) Blue Moon. Esta é, talvez, a faixa mais conhecida do álbum. É uma música que não me agrada muito, acho bastante alegre e com uma melodia muito pop, mas de qualquer forma a qualidade dos músicos fazem-na uma música não chata!
6) Easy To Love. Talvez a música com mais aspectos de jazz até então. Realmente tem os elementos que caracterizam o gênero, com eventuais notas dissonantes, e de passagem, na melodia. Também bem sutil.
7) Yesterdays. Considero esta uma das melhores faixas da coletânea. Ela começa bem lenta e tranquila, mas com uma melodia muito boa e intenção excelente, a composição acelera do meio para o fim, e é o que dá o grande destaque do arranjo.
8) Autumn In New York. Música bem calma e bem jazz, quase um exemplo perfeito a se dar do gênero, bem tranquila e intimista com uma harmonia bem evidente e alegre.
9) Lover Come Back To Me. Outra que considero das melhores da coletânea. Esta já é um pouco mais acelerada e embalada, embora não muito, e tem um cromatismo feito pelo contrabaixo na introdução que, apesar de simples, considero excelente!
10) Remember. Aqui o destaque está no arranjo do piano. A extensão da voz dificilmente sobe, e a harmonia não está tão evidente, mas também não tem aqueles elementos característicos, e óbvios, do jazz em evidência.
11) Stormy Weather. Música que dá nome à coletânea e uma das composições mais conhecidas da cantora. Esta sim tem todos elementos característicos do jazz em seu arranjo, além de ser mais uma música lenta.
12) Love For Sale. Música bem calma e tranquila, com o piano sendo o grande destaque. Considero esta uma das piores faixas da coletânea, embora tenha algumas expressões vocais bem interessantes.
13) How Deep Is The Ocean?. Muito swing neste arranjo, porém um swing jazz, com o trompete (com surdina) aparecendo seguido nos espaços deixados pela voz. Este é o grande destaque do arranjo, embora sinto que algumas frases não se encaixam muito bem com a intenção da faixa.
14) Solitude. Faixa com a intenção perfeita para o nome! Bem lenta, calma, tranquila e intimista, talvez a faixa mais lenta da coletânea, até a forma de cantar se tornas arrastada. Não curto muito esta composição.
15) Too Marvellous For Words. Outra faixa bem embalada e com certo swing. É uma boa composição, porém é o que eu chamaria de "pop jazz", pois tem as características comuns do jazz que se tornou referência para o mainstream.
16) Easy To Love. A coletânea finaliza com um "repeteco", porém com uma versão e arranjo diferentes, no mais, tem as mesmas características da faixa 6.
Ouça a coletânea e sinta a tempestuosidade na voz de uma das grandes cantoras da história, não só do jazz, mas da música como um todo!

sexta-feira, 9 de março de 2018

Big Maybelle - ABC Of The Blues (Vol. 29) (2010)

GÊNERO: Blues
ORIGEM: EUA (Jackson - Madison / Tennessee)
.
Esta é uma coletânea lançada pelo selo Documents, a qual abrange gravações do período entre 1952 e 1956. Infelizmente não encontrei nenhuma informação sobre os músicos que colaboraram nestas gravações, mas, de qualquer forma, o grande destaque continua sendo o vocal de Big Maybelle. É uma voz potente, com características evidentes de black music, não só blues, mas gospel, soul, R&B e jazz, este último muito devido ao instrumental, principalmente o piano e o saxofone. Algumas músicas são mais lentas e outras um pouco mais embaladas, existindo, inclusive, algumas com certo swing. Esta é uma compilação do período dos anos de ouro da cantora, tendo em vista que no final da década de 50 seu sucesso não se mantinha como havia sendo até então. Vale a pena conferir esta coletânea, principalmente aos amantes de blues e black music!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Gabbin' Blues (Don't Run My Business). Esta foi a primeira faixa gravada pela cantora pelo selo Okeh, e é uma música mais lenta, com o piano improvisando no fundo, por detrás da voz, a qual tem um comentário falado a cada frase cantada.
2) Rain Down Rain. Excelente faixa! Também mais lenta como a faixa anterior, mas com uma intenção mais intimista, existindo muitos vibratos na voz. O saxofone com drive é o grande destaque do arranjo.
3) Way Back Home. Esta também conta com o saxofone, além de um pandeiro meia-lua. Talvez a faixa com mais característica de blues entre as primeiras. Esta já não é tão lenta como as anteriores, mas também não é muito embalada. O destaque está nas pausas no arranjo e, claro, na voz!
4) Please Stay Away From My Sam. Considero esta uma das melhores faixas da coletânea. Novamente bem intimista e lenta, também bem blues e, mais uma vez, o grande destaque é a voz!
5) Jinny Mule. A música começa com o saxofone fazendo um som semelhante ao de um cavalo. Outra música bem blues, e não tão lenta. Além da voz, o grande destaque está no piano que, através dos improvisos, preenche bem os espaços melódicos.
6) I've Got A Feelin'. Com certeza a melhor faixa da coletânea. Esta já tem um embalo diferente do blues, assim como a harmonia. Lembra um pouco de jungle, com muito swing e uma voz potente como não poderia deixar de ser! O solo de saxofone é um dos destaques da faixa. Realmente vale a pena conferir!
7) One Monkey Don't Stop No Show. Frase marcante do saxofone nesta faixa, a qual tem muitos improvisos de piano e o vocal, que costuma ser potente, dá uma trégua na parte A, sendo bem suave, deixando o drive e a potência para a parte B. Esta não possui as características padrão do blues, com muita influência do jazz.
8) Hair Dressin' Women. Aqui a sutileza e o andamento mais lento voltam à tona. A intensidade é bem baixa nesta faixa, com exceção de eventuais ataques dos sopros nos espaços deixados pela voz, existindo, também, algumas pausas no arranjo.
9) Don't Leave Poor Me. Outra que considero das melhores da coletânea. Ótimo arranjo e com um bom swing, esta também não é um blues característico, muito devido ao ritmo. O preenchimento dos espaços melódicos, neste caso, se dá, principalmente, pela guitarra.
10) No More Trouble Out Of Me. Esta é a última faixa da coletânea, e é a balada dele! Bem sutil, com a intensidade bem fraca, esta é a legítima balada blues, a qual tem no saxofone o principal responsável por transparecer algo diferente do blues.
Ouça a coletânea e curta uma parte do "B" do ABC do blues!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Big Cyc - Nie Wierzcie Elektrykom! (1991)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Polônia (Lódz / Lódz)
FORMAÇÃO:
Krysztof Skiba (Vocal)
Piekny Roman (Guitarra)
Dzej Dzej - Jacek Jedrzejak (Baixo)
Dzery - Jaroslaw Lis (Bateria)
.
Este é o segundo álbum da carreira do grupo, lançado pelo selo Polskie Nagrania. É um punk rock estilo inglês, porém bem lento, e possui algumas pitadas de Oi! e reggae. É um bom álbum, mas nada empolgante, o mais curioso está na arte da capa, a qual faz uma alusão ao então presidente da Polônia, Lech Walesa, representado na capa com uma roupa de super-herói e um patch da Playboy, sendo que ele costumava usar uma imagem da Virgem Maria, enquanto a tradução do título é: "não confie no eletricista", a profissão do presidente. Uma boa sacada, bem criativa! Aliás, é uma característica do grupo suas letras cheias de sátiras! O álbum se passa em forma de programa de rádio em que Skiba, o vocalista, dialoga com Konjo (Pawel Konnak), convidado como participação especial, todas as faixas começam assim. Considero uma música realmente boa, as demais são bacanas, nada de ruins, mas nada de mais também, de qualquer forma vale a pena conferir!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Marian - Wierny Kibic. A faixa de abertura do álbum começa como a maioria das músicas, um punk rock bem ao estilo das bandas britânicas do final da década de 70. Um bom riff de guitarra na parte A e um refrão sing-a-long! Tecnicamente, nada de mais, bem simples.
2) Chrzescijanscy Kanibale. Esta faixa possui as mesmas características que a anterior, porém mais lenta, sem o riff bacana da guitarra e sem o refrão sing-a-long! Não é das minhas músicas prediletas, há melhores!
3) Oszukani Partyzanci. Se há melhores, nenhuma é mais do que esta! Sem sombra de dúvidas a melhor faixa do álbum, realmente boa, a única música acelerada e embalada de todo álbum, a mais veloz! Com exceção do refrão, esta música me lembra bastante Replicantes! Realmente vale a pena ouvir!
4) Nie Ma Tu Nikogo. Eis aqui a balada do álbum! Aquela típica balada dos filmes de baile de debutantes dos filmes da Sessão da Tarde! Um compasso composto (6/8) bem lento, com alguma distorção no refrão, que é bem sing-a-long.
5) Polacy. Esta é a música de trabalho do álbum, pois possui videoclip de divulgação. Tem as mesmas características das duas primeiras faixas do álbum, mais no embalo da primeira, mas com uma harmonia executada de maneira pausada na parte A. Boa faixa.
6) Bialy Mis. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum, embora ela seja uma "arriada" em bandas de hard rock como AC/DC, tanto que no final eles tocam Smoke On The Water, do Deep Purple, hardcore! A música começa em um compasso composto, mas depois ela se transforma em um hard rock bem padrão, muito bom. Marek Piekarczyk é o responsável pelo vocal, fazendo uma participação especial. Vale a pena conferir!
7) Kanar?. De volta ao mesmo punk rock de antes! Simples, lento e ao estilo inglês! O destaque da faixa está no refrão, embora também não tenha nada de especial. Boa música, mas não das melhores!
8) Ruskie Ida!. Outro punk rock, lento, ao estilo britânico, porém esta tem um arranjo de guitarra bem interessante na introdução, o problema é que se mantem lenta, mudando a intenção no momento do refrão, que é bem Sing-a-long!
9) Nie Wierzcie Elektrykom!. A faixa título do álbum é uma das melhores, na minha opinião. Ela mantém a mesma característica da maioria das demais faixas, porém possui uma harmonia e melodia mais interessantes! O refrão, também bem sing-a-long, mantém o mesmo clima, existindo uma ponte bem interessante, apesar de simples. Vale a pena conferir!
10) Karel Rege. Esta é a faixa que finaliza o álbum, e é um reggae! Existe instrumentos de sopro, simulados no teclado, no arranjo, em que tem a parte A bem interessante, em modo menor, mas a modulada na parte B acaba estragando a composição, que seria bem melhor sem ela! De qualquer forma, é uma boa música para finalizar o álbum, das 10 faixas, com certeza a mais adequada!
Escute o álbum da grande teta e veja se vale a pena confiar no eletricista ou não!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Beyond Description - Acts Of Sheer Madness (2000)

GÊNERO: Crust Core
ORIGEM: Japão (Tóquio / Kanto)
FORMAÇÃO:
Hideyuki Okahara (Vocal)
Yasunari Honda (Guitarra)
Tomohide Matsuda (Baixo)
Kazunari Komatsuzaki (Bateria)
.
Este é o primeiro álbum do grupo, e foi lançado pelo selo Forest. Embora eu tenha classificado o som como crust, ele pode ser considerado facilmente como hardcore old school, além de ter pitadas de D-beat e crossover. O vocal é bem crust e dá a sensação de que faz um grande esforço para emitir som das notas, como se tivesse dificuldade, lembra um pouco Freddy Cricien, do Madball. As músicas têm pouca duração, apenas uma faixa ultrapassa os 2 minutos, e são bem velozes, a estrutura harmônica é que lembra mais um hc old school, bem ao estilo europeu! É um bom álbum, vale a pena ouvir, apesar de muita distorção, drive na voz, não é saturado, ou seja, é bom de ouvir. A mixagem, que não é das melhores, não é ruim, embora o vocal pudesse estar mais a frente, ao meu ver. Vale a pena ouvir!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Greetings. Esta é bem uma introdução e é, talvez, a faixa mais D-beat de todo álbum. Com certeza é a faixa mais lenta, com apenas parte A e um vocal que é mais falado do que cantado, como se anunciasse algo.
2) Storm. Esta é uma das melhores faixas do álbum, e começa a velocidade! Uma progressão harmônica muito boa na parte A e a cadenciada no final da faixa são os pontos forte da composição. Vale a pena conferir!
3) Judge. Outra paulada! Música a toda velocidade, esta tem uma ideia na harmonia bem d-beat, porém mais veloz. Boa faixa!
4) Pig. Outra faixa bem veloz! Já mais crust que as anteriores, trocas rápidas de acordes e forma binária. Curto, potente e sem frescura!
5) Unprofitable. Só pra variar, outra porrada! Esta começa com a guitarra apresentando a harmonia, com uma parte B crta, mas bem bacana, com alguns acentos em sincronia. Existe uma parte C mais cadenciada que dá um toque especial à faixa. Muito boa!
6) Bluff. Outra que começa com a guitarra apresentando a harmonia, para depois vir o petardo! Segue o mesmo estilo das faixas anteriores, esta com harmonia bem d-beat, porém mais veloz.
7) Solution. Outra que considero das melhores do álbum. Veloz e com uma excelente parte B e ótima progressão harmônica na parte A. Muito boa composição, ainda tem uns acentos pausados bem interessantes.
8) Shadow. Outra paulada com troca rápida de acordes, boa faixa, mas nada que chame muita atenção.
9) Treason. Esta tem as mesmas características da faixa anterior, na parte A, porém o refrão tem outra intenção, talvez a parte que mais se pareça com o hardcore de Nova York de todo álbum.
10) Ruin. Considero esta a melhor faixa do álbum. Veloz, mas com frases da guitarra que dão um toque a mais. Também tem um groove que não se encontra nas demais faixas, para logo depois voltar a ser veloz. Realmente vale a pena conferir!
11) Mirror. Outra que considero uma das melhores do álbum, muito em função da progressão harmônica da parte A, e é a única que ultrapassa os 2 minutos (mas por apenas 5 segundos!). Bem hardcore esta composição!
12) Release. Outra que começa com a guitarra apresentando a harmonia. Muito boa faixa, mantendo a mesma pegada das demais, também com troca rápida de acordes, na parte A.
13) Consumption. Outra que considero uma das melhores! Tem uma introdução mais cadenciada, mas que não dura muito tempo. A parte B cria a sensação de tensão que é resolvida na parte A. Também bem veloz!
14) Selfishness. Mais uma vez a guitarra começa a faixa! Talvez a faixa mais crossover de todo álbum, existindo, inclusive, uma parte mais cadenciada no seu final.
15) Contamination. Esta tem uma variação interessante da levada na parte A, onde a caixa da bateria alterna entre a batida simples e a dobrada, além de possuir uma boa estrutura harmônica.
16) Weed. Mais uma paulada com trocas rápidas de acordes. Outra que lembra bastante um hc old school, existindo uma parte cadenciada no meio. Lembra um pouco as músicas do Victim In Pain do Agnostic Front.
17) Nowhere. O álbum finaliza com uma das melhores faixas do álbum, bem hardcore, com uma progressão harmônica excelente na parte A. Talvez a composição mais melódica de todo álbum. Vale a pena conferir!
Ouça o álbum, sinta a paulada na orelha destes japoneses, e perceba quais seus atos de pura loucura!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Belmont Playboys - One Nite Of Sin... Live!! (1999)

GÊNERO: Rockabilly
ORIGEM: EUA (Charlotte - Mecklenburg / Carolina do Norte)
FORMAÇÃO:
Mike Hendrix (Vocal, guitarra)
Chipps Baker (Saxofone, guitarra)
Jeff Hendrix (Baixo acústico)
Mark Painter (Bateria)
.
Este é o primeiro álbum ao vivo do grupo lançado, após 3 álbuns de estúdio, pelo selo Deep South. É um álbum bem rockabilly, com algumas pitadas de punk rock, surf music, country e bluegrass, lembra bastante Reverend Horton Heat, principalmente em álbuns como Spend A Night In The Box. Não é dos meus álbuns preferidos pelo fato de as músicas serem bem parecidas, salvo algumas exceções, que são, ao meu ver, o destaque do álbum, pois variam o estilo um pouco, mas mesmo assim é um bom álbum. Existem 3 covers e 3 "homenagens" no repertório. Apesar do baixo ser acústico, este não é executado com slap, e sim com pizzicato. Já havia feito uma resenha do álbum em 2013, confira aqui! É um bom álbum, mas poderiam ser mais criativos no arranjo, embora tudo esteja no lugar certo e a equalização e mixagem estejam muito boas. Excelente álbum para os amantes de rockabilly!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Warm, Soft & Wild. A faixa de abertura tem um embalo bem interessante, bem como os riffs de guitarra que se mantêm por quase toda faixa. Harmonia típica do blues, é um rockabilly bem característico!
2) Hillbilly Doll. Bem mais rock 'n' roll que a faixa anterior, esta já tem a cara de músicas de Chuck Berry, aquele rock dos anos 50 sem tirar e nem por!
3) Stringbuster. Uma das melhores faixas do álbum na minha opinião, muito devido ao riff de guitarra, que ao meu ver, faz toda diferença. No mais é um rock 'n' roll com muito shuffle! É a primeira faixa instrumental do álbum.
4) King Of The Hill. Esta é outra música instrumental e é, também, o primeiro cover a ser apresentado no álbum. Ela foi composta pelo grupo Refreshments, em 1997, para a abertura do desenho animado de mesmo nome (O rei do pedaço foi o título escolhido em português), e o verdadeiro nome da música é Yahoos And Triangles.
5) One & Only. Um shuffle no estilo Elvis Presley (magro), outra música bem com a cara do rockabilly dos anos 50. Possui uma boa frase de guitarra.
6) Darlene. Primeira faixa do álbum a ter saxofone no seu arranjo. Esta faixa me lembra bastante Buster Poindexter, um shuffle, com cara de jazz, muito em função do sax, sendo o ponto forte o cromatismo como ponte.
7) Don't Bug Me. Outra bem rock 'n' roll, no mesmo estilo das faixas anteriores, porém sem o shuffle em evidência. Lembra um pouco Cramps, mas não muito!
8) Aardvark. Considero esta a melhor faixa do álbum! Instrumental, talvez a faixa mais surf de todo álbum, com a guitarra sendo responsável pela melodia, a qual se baseia na escala cigana. O tema principal da faixa é igual à frase de Come Out And Play, do Offspring!
9) Hang All Over You. Considero esta a pior faixa do álbum. Talvez a faixa mais country de todo ele, aliás, esta não tem nada de rockabilly, é total country. O shuffle é o ponto forte do arranjo.
10) Straight To Hell. Esta é a segunda faixa do álbum em que o saxofone aparece, e volta a ser um rockabilly típico dos anos 50. O ponto forte é a levada da bateria na caixa.
11) Rock Me Baby. Mais uma vez o saxofone em ação! Outra faixa com as mesmas características da anterior, porém mais embalada e com um refrão bem sing-a-long!
12) Lucky Day. A partir desta faixa o álbum melhora consideravelmente! Também considero esta uma das melhores faixas do álbum, com uma intenção e levada bem diferente das faixas anteriores, ela dá um aspecto mais intimista em sua expressão. Lembra bastante Reverend Horton Heat!
13) Chaparral. Eis a primeira das "homenagens"! Outra faixa instrumental, esta começa com uma frase da guitarra que, lembro-me, quando ouvi pela primeira vez pensei: "parece o início de The Razors Edge do AC/DC", e não é que logo em seguida começa a introdução de Walk All Over You! Logo em seguida, emendam com a introdução de Enter Sandman do Metallica, para depois começar uma música bem ao estilo "espanhol", porém com uma parte B que parece a parte B de Pipeline! Muito boa a faixa!
14) Monster. Outro rockabilly clássico! O interessante neste arranjo está na caixa dobrada da bateria e no wah-wah na hora do solo de guitarra.
15) Playboy Party. Mais uma faixa com saxofone,que, aliás, é o ponto forte do arranjo! E, mais uma vez, aquele shuffle característico da maioria das faixas anteriores, bem ao estilo anos 50.
16) Ace Of Spades. Eis aqui a segunda "homenagem": Motörhead! Porém não tem nada a ver com a versão do Motörhead, absolutamente nada! É uma faixa instrumental com harmonia de blues. Não fosse pelo nome, não se lembraria do Motörhead de jeito nehum!
17) Rawhide. Última "homenagem" do álbum, esta leva o nome da música de Frankie Laine que também foi título de uma série de TV exibida entre 1959 e 1966. Porém, como na faixa anterior, esta não lembra em nada a versão original, também sendo instrumental e com a mesma harmonia de blues.
18) Northbound Train. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente em função da melodia vocal, mas também devido às guitarras. Outra faixa que lembra bastante Reverend Horton Heat.
19) Evil. Ótima faixa, também uma das melhores do álbum, provavelmente a faixa mais veloz de todo álbum, esta é um rock 'n' roll mais acelerado, o que a faz parecer mais punk rock, apesar de manter as características básicas do rock 'n' roll.
20) Runnin' Wild. Um shuffle bem embalado, com eventuais pausas e pequenas frases solo do baixo são o que chamam a atenção desta faixa, que no mais mantém as mesmas características das anteriores.
21) Tie One On. Mais uma faixa com saxofone no seu arranjo, esta já volta a ser como a maioria das faixas do álbum: um shuffle com harmonia de blues.
22) Hot Rod Heart. Boa composição, com um shuffle em evidência e uma frase constante da guitarra caracterizam este arranjo.
23) Please Don't Touch. Este é o segundo cover a aparecer no álbum, um clássico composto por Johnny Kidd e Guy Robinson, gravado originalmente pelo grupo Jonhhy Kidd & Pirates, em 1959. Ótima faixa, uma das melhores do álbum.
24) Muleskinner Blues. Esta é a última faixa do álbum e é, também, um cover. Este é um clássico do country, composto por Jimmie Rodgers e George Vaughan, gravado originalmente por Jimmy Rodgers, em 1930. Também considero uma das melhores do álbum, muito devido ao seu andamento e embalo.
Ouça o álbum e tenha uma noite de pecado com os playboys de Belmont!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Bellrays - Raw Collection Vol. 2 (2005)

GÊNERO: Garage Punk
ORIGEM: EUA (Riverside - Riverside / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Lisa Kekaula (Vocal, tamborim)
Tony Fate (Guitarra)
Bob Vennum (Baixo, guitarra, percussão)
Ethan Halpern (Baixo)
Ray Chin (Bateria)
Todd Westover (Bateria)
Eric Allgood (Bateria)
.
Esta é a terceira coletânea lançada pelo grupo, após 4 álbuns de estúdio, através do selo Bittersweet. Embora eu tenha classificado o som do grupo como garage punk, este é um álbum que nos remete a algum lugar entre os anos de 1967 e 1972, seja o estilo que for! O grupo tem características, além do garage punk, de punk rock, rock 'n' roll, rock psicodélico, funk e soul, estes dois últimos muito em função do vocal, que, ao meu ver, é o grande destaque do grupo. É uma banda com característica bem peculiar em seu som, gosto muito do grupo. O ponto fraco do álbum, na minha opinião, é a qualidade da gravação. Dá a sensação de que queriam manter as características dos grupos do final da década de 60 ou início da década de 70, então a mixagem deixa a desejar, embora atinjam o objetivo de se assemelhar com o período. Vocal potente e com muita expressão em cima de guitarras cheias de overdrive ou fuzz, realmente vale a pena ouvir. Esta coletânea conta com músicas que foram lançadas em singles ou coletâneas com diversos grupos lançados no período entre 1995 e 2004, existindo, inclusive, 4 faixas cover.
.
FAIXA A FAIXA:
1) Swinging The Blade. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. O interessante é que a ponte existente na parte A da música é igual à música Where Nowhere Is do Hoodoo Gurus! Bem garage punk esta faixa, vale a pena ouvir!
2) Get It Right. Esta é a melhor faixa do álbum na minha opinião. Não muito acelerada, mas com um riff marcante que poderia muito bem ter sido criado por alguém do Deep Purple é o que torna a música bem interessante, existindo um baixo pedal na última volta que também eleva a qualidade da faixa! Vale a pena ouvir!
3) Chain On You. Esta é, na minha opinião, a pior faixa do álbum. Fraquinha, sem potência e lenta, lembra um pouco bandas como Creedence Clearwater Revival. Realmente não aconselho a ouvi-la!
4) I Got To Find My Baby. Este é o primeiro cover a aparecer no álbum! É uma música composta por Peter Clayton e gravada por ele mesmo, sob o nome de Doctor Clayton, em 1941. A versão original é um blues, mas muitos a conhecem na versão de Chuck Berry que a tornou mais rock 'n' roll. A versão deste álbum se assemelha à de Berry.
5) I'm A Lover. Outra música bem rock 'n' roll, lembra bastante a música Rocker do AC/DC ou qualquer outra música de rock 'n' roll dos anos 50 ou 60 como Great Balls On Fire! Boa faixa para quem gosta de rock 'n' roll!
6) Destroy All Everything. Única faixa instrumental do álbum, é uma boa música, tem a intenção de simular uma ideia de guerra e tem um riff que se mantém por quase toda música, muito semelhante à música tocada na apresentação de bandas do filme Queimando Tudo (Up In Smoke)! Conta, inclusive, com sons de tiros!
7) Dream Police. Outro cover! Esta música foi composta por Rick Nielsen e gravada originalmente pelo grupo Cheap Trick em 1979. É uma música muito conhecida, vários artistas já a regravaram e, inclusive, o personagem Apu, dos Simpsons, aparece cantarolando-a em um dos episódios. Legítimo hard rock que era feito no final dos anos 70!
8) If I Wanted To. Mais uma faixa cover! Esta música foi composta por Deniz Tek e gravada originalmente pelo grupo Radio Birdman em 1981. É bem punk rock, com muito overdrive e "sujeira" no arranjo. Muito boa a faixa, vale a pena ouvir!
9) Heat Cage. Outra faixa que considero das melhores do álbum! Esta tem um riff muito interessante onde o arranjo de bateria acompanha, sempre executado com muita "chiadeira" proveniente dos pratos. Vale a pena ouvir!
10) I Don't Need No Doctor. O último cover do álbum! Esta música foi composta por Nick Ashford, Valerie Simpson e Jo Armstead, gravada originalmente por Ray Charles em 1966. Também considero uma das melhores faixas do álbum, realmente muito boa. Um blues mais pesado e mais "sujo" é como eu definiria esta faixa!
11) Dark Horse Pigeon. Muito boa a faixa, considero esta a faixa mais experimental de todo álbum, existindo diversos arranjos bem diferentes entre as partes. Muita variação rítmica, notas e acordes dissonantes e sem definição de tonalidade são as características mais marcantes.
12) High School. Outra música bem hard rock ao estilo Rolling Stones ou AC/DC! Muito boa faixa, é bem rock 'n' roll, mas com muito overdrive. Frequentes pausas ajudam a elevar a qualidade da faixa.
13) Good Thing. Talvez a música mais embalada do álbum, outra faixa muito boa. Também bem hard rock, mas com mais estilo punk rock. Acentos bem marcados elevam a qualidade da faixa, muita expressão e muito fuzz! Vale a pena conferir!
14) One For The Heart. Considero esta uma das piores do álbum. É um rock 'n' roll bem básico, devagar, comum, trivial, que não acrescenta em nada. Arranjos e composições iguais a esta têm de monte, sendo assim, apenas uma música a mais.
15) Train, Train, Train. Excelente faixa, com certeza a música com mais groove e swing de todo álbum. A parte A se baseia basicamente em um acorde de E7, ao estilo Purple Haze do Jimi Hendrix. Bastante característica de funk e soul nesta faixa, que tem no groove o seu ponto forte.
Ouça o álbum e conheça o punk soul rock funk do grupo e volte no tempo até o final da década de 60!