quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Fora Do Controle - Demo (2001)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: Brasil (Brasília / Distrito Federal)
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Esta é a primeira demo, primeiro e único trabalho lançado pelo grupo, de maneira independente. Velocidade! Se tivermos que denominar o som da demo, esta é a palavra certa! É um som bastante veloz, que prioriza o hardcore old school, mas com pitadas de hardcore melódico brasileiro dos anos 90, este em função do instrumental, e de bandas punk oi! brasileiras dos anos 80, muito em função dos contracantos, mas um pouco, também, devido à voz. As músicas possuem pouca duração, os músicos não possuem muita técnica, inclusive, o contrabaixo tem uma corda desafinada, a sorte é que o instrumentista usa pouco ela! Outro ponto negativo é a qualidade da gravação. Trocas rápidas de acorde, frases cantadas de maneira rápida, são as principais características do grupo, mas o destaque está na velocidade das composições e, claro, a energia!
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FAIXA A FAIXA:
1) Postura. Considero esta uma das melhores faixas da demo, com trocas rápidas de acorde, muita velocidade e energia. O refrão é o destaque, na minha opinião, e o vocal lembra, um pouco, Dead Fish.
2) Resumos Financeiros. Outra faixa muito boa, também muito veloz e com muita energia. O vocal, em especial no refrão, lembra bastante bandas de punk rock brasileiras da década de 80, principalmente devido aos contracantos.
3) Concentre Sua Força. Esta faixa já possui um arranjo mais trabalhado, em especial na introdução. Mais uma vez a velocidade e a energia predominam, porém, no final, existe um trecho mais cadenciado. Os contracantos lembram muito Vírus 27!
4) Conhecimento. Considero esta a pior faixa da demo, embora seja muito boa! Mantém as características das faixas anteriores, porém executada com mais energia. O vocal, devido à energia, está mais "bagunçado".
5) Escolha. A demo finaliza com a faixa que considero a melhor. Com certeza a faixa mais bem trabalhada, existindo diversas partes com diferentes intenções, existindo mais trechos cadenciados se em comparação com as faixas anteriores. O destaque está na progressão harmônica.
Escute a demo e fique fora do controle!

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Fly-X - Despertar (2009)

GÊNERO: Grunge
ORIGEM: Brasil (Guaramirim / Santa Catarina)
FORMAÇÃO:
João Luis (Vocal / guitarra)
Vagner Assis (Vocal, guitarra)
Kélson Marcelo (Bateria)
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Este é o terceiro álbum lançado pelo grupo. Embora eu tenha denominado como grunge, o álbum possui influências de hard rock, pop punk e indie, se assemelhando bastante com bandas como Nirvana, Sonic Youth, ou Mudhoney. As composições não são muito velozes e também não muito pesadas, mas possuem bons riffs de guitarra e arranjos bem pensados. Tecnicamente os integrantes não chamam a atenção, porém tudo está no lugar, existindo eventuais trechos em que frases, em sincronia, são executadas. O ponto forte está no arranjo das músicas, muito bem pensados, e o ponto fraco está, com certeza, na voz, que embora afinada e bem executada, falta energia, se mantendo muito "suave", deixando a composição sem a energia que deveria ter para que se torne mais empolgante, em apenas uma faixa percebemos esta energia no vocal. É um bom álbum, principalmente aos adoradores do grunge!
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FAIXA A FAIXA:
1) Despertar. O álbum inicia com a faixa título que é, também, na minha opinião, a melhor do álbum. A única faixa em que o vocal demonstra a energia que o som pede para deixá-lo mais empolgante, em especial no refrão. A caixa dobrada no refrão e os riffs de guitarra são o destaque, junto com a voz, da composição.
2) Tão Mal. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Já bem mais grunge do que a anterior e com vocal que necessita mais energia, esta é uma composição bem simples, mas embalada, apesar de não veloz. O refrão é bem pop punk, lembrando, um pouco, Raimundos.
3) Falando Ao Espelho. Outra faixa bem grunge, lembra bastante Nirvana, com as mesmas intenções de Smells Like A Teen Spirit, alternando entre distorção e guitarra limpa. Boa faixa, principalmente devido à dinâmica.
4) Colapso Mental Lunar. Esta já tem uma característica mais indie, embora não perca a característica do grunge, possuindo um refrão mais pop. Outra faixa que alterna as intenções entre as partes com distorção / guitarra limpa. A faixa que menos me agrada até então.
5) No Fim Da Estrada. Outra faixa mais indie, e também com refrão mais pop punk. O vocal desta faixa é bem fraco, chegando a ser usado falsete em eventuais trechos. Outra faixa que não me agrada muito.
6) Ela Diz: Drogue-me. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum. Já bem mais grunge que a faixa anterior, existindo um pouco mais de energia no vocal em relação à maioria das faixas. O refrão bem pedal e com bom trabalho de dinâmica é um ponto positivo na composição, cujo destaque, na minha opinião, está no desenho melódico da voz.
7) Damn You. Esta é uma boa composição, também bem grunge, lembra, um pouco, L7, porém o vocal fraquinho prejudica a qualidade da composição. Desenho melódico muito bom, sendo um dos destaques da composição juntamente com o trabalho de dinâmica, pena que a interpretação não está à altura!
8) Let Me Know How To Live. Esta é daquelas faixas que não precisavam estar presente no álbum! Simplesmente horrível! Uma balada pop, sem empolgação, tudo muito leve e fraquinho, com a progressão harmônica mais clichê no que diz respeito à baladas. O destaque está no arranjo das guitarras, mas insuficiente para deixar a composição, no mínimo, boa.
9) Against Me. Considero esta a faixa mais indie de todo álbum. É uma boa composição, tudo bem pensado, arranjado e interpretado, porém bastante arrastada. Bem grunge, um grunge "depressivo" por assim dizer! O destaque está no arranjo e na execução vocal do refrão.
10) Lose It. A faixa que finaliza o álbum é uma mistura bem dividida entre o indie e o grunge! O instrumental é bem indie, enquanto o vocal soa grunge. Porém bastante fraquinha, sem energia, mas uma boa composição que, poderia ser, na minha opinião, melhor interpretada.
Ouça o álbum e comece a despertar!

sábado, 14 de setembro de 2019

Flight 180 - Crackerjack (1998)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: EUA (Orange / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Kim Tennberg (Vocal, trompete)
Madelyn Mendoza (Vocal, percussão)
John Anderson (Saxofone)
Josh Brisby (Trombone)
Jerry Elekes (Guitarra)
Chris Tennberg (Guitarra)
Dave DesAmier (Baixo)
Jamin Boggs (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo BEC, e foi gravado no estúdio The Green Room. Embora eu tenha classificado como ska core, o álbum possui fortes influências de punk rock e pop punk, um pouco menos de hardcore melódico e swing, além de pitadas de rock psicodélico. As músicas alternam seu andamento, existindo algumas mais velozes e outras menos. Os músicos não têm muita técnica, mas também não servem para maus músicos, os arranjos são bem pensados e tudo está no lugar, sendo o destaque os instrumentos de sopro, mas, principalmente, os arranjos de voz, geralmente cantados a duas vozes, com ótima afinação e arranjo, principalmente nos contracantos. Não é um excelente álbum, apenas bom, embora não tenha nenhuma faixa ruim, e possui uma faixa cover. As faixas que considero boas, são realmente boas, elevando o nível do álbum como um todo.
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FAIXA A FAIXA:
1) Cool World. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores, bem embalada, com destaque na melodia e arranjo das vozes, merecendo destaque, também, para os sopros e a frase da guitarra. Um punk rock, quase um pop punk, que lembra Less Than Jake.
2) Tick Tock. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, porém já bem diferente da faixa anterior, pois esta é um swing, em shuffle, com destaque para os sopros e as vozes. Uma composição bastante intimista que foi a música de trabalho do álbum, existindo um videoclip de divulgação.
3) Vacation. Eis que surge o cover do álbum! É uma composição de Charlotte Caffey, Jane Wiedlin, e Kathy Valentine, e foi gravada, originalmente, pelo grupo Go-Go's, em 1982. A versão é um pop punk, com um bom trabalho de dinâmica, porém, nada de mais.
4) When We First Dated. Esta faixa já é mais embalada, um punk rock mesclado com ska core, existindo eventuais variações de intenção entre as partes, sendo o destaque os arranjos vocais. Nada de especial, mas uma boa composição.
5) Sally. Mais uma faixa embalada, com destaque para os arranjos vocais, embora os sopros também mereçam destaque. Esta é um punk rock que pode ser confundido com um hardcore melódico.
6) Wait. Esta composição tem uma característica mais pop em algumas partes, porém em outras ela se torna um punk rock com cara de pop punk. Na linha da faixa 3, estas são as duas faixas mais fraquinhas, na minha opinião, até aqui.
7) Slacking. Considero esta a melhor faixa do álbum, com certeza! Uma excelente harmonia, apesar de simples, com excelentes frases dos instrumentos de sopro, sendo o grande destaque os arranjos vocais, mais uma vez, em especial a segunda voz. Não é uma faixa muito veloz, sendo bem um ska core.
8) 405. Outra faixa que considero das melhores, também um swing, como a faixa 2, também em shuffle. Lembra um pouco o clássico Hit The Road Jack! Mais uma vez o destaque está nos arranjos vocais.
9) Lost In The Haze. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum, ela me lembra bastante a música Whips & Furs, do Vibrators, embora não seja parecida! Esta é bem punk rock, com característica das bandas britânicas do final dos anos 70, porém com uma roupagem mais moderna!
10) Bittersweet. Esta é a única faixa composta com a ajuda de Madelyn, e é um rock psicodélico! Para quem gosta de Pink Floyd, esta composição é um prato cheio, já, para mim, considero esta uma das piores faixas do álbum! Com momentos até bacanas, mas no geral, nada agradável.
11) Just Like You. Esta é uma ótima faixa, que alterna entre um punk rock quase hardcore melódico e um hardcore melódico. O interessante é que estas duas partes possuem tonalidades diferentes, dando uma sensação interessante quando muda de uma para outra.
12) By My Side. Mais uma faixa bem pop punk, quase um punk rock, com destaque poara o arranjo dos instrumentos de sopro. Talvez a composição mais simples do álbum, com destaque para a melodia do refrão.
13) Sleepless Nights. Com certeza a faixa mais pop do álbum, lembrando, um pouco, Sublime. A parte A tem uma intenção bem pop, enquanto a parte B já soa mais punk rock. O destaque está, de novo, nos arranjos vocais.
14) Without A Thought. Mais uma faixa no estilo Less Than Jake, uma mescla de ska core com pop punk, com uma boa variação de dinâmica entre as partes, sendo o destaque o arranjo dos instrumentos de sopro.
15) Bonus Track. O álbum finaliza com uma faixa bônus, que é um punk rock, porém, devido à voz, soa um pop punk. Sem nada de especial, o destaque está, de novo, no arranjo vocal.
Ouça o álbum e conheça o crackerjack!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Flageladör - Guerreiros Do Álcool (2012)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Brasil (Niterói / Rio de Janeiro)
FORMAÇÃO:
Exekutor - Armando Filho (Vocal, guitarra)
André Bonadio (Baixo)
Márcio Cativeiro (Bateria)
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Este é o terceiro split lançado pelo grupo, após dois álbuns de estúdio, através do selo Cauterized. O split foi lançado com o grupo Thrashera, porém aqui comento apenas sobre o Flageladör. Apesar de ser um split "atual", ele lembra, e muito, bandas da década de 80. Com certeza a maior referência a ser percebida é do grupo Sodom, porém ele fica na tangente com o death metal dos anos 80 e o crossover, lembrando, também algumas bandas brasileiras, como Sarcófago, Dorsal Atlântica, Desordeiros, ou BSBH, estas duas últimas muito em função do vocal, além disso, alguns eventuais riffs de guitarra lembram Motörhead. As músicas são velozes, e os arranjos de guitarra possuem palhetadas rápidas, com figuras rítmicas de pequena duração, o timbre da bateria é muito semelhante à de bandas do mesmo gênero da década de 80. Pra quem curte o thrash metal dos anos 80, este split é um prato cheio!
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FAIXA A FAIXA:
1) Total Danação. Considero esta a melhor faixa do split, já começando com um petardo! Ótimos riffs de guitarra, velocidade, vocal bastante expressivo, lembrando o Alex Podrão, do BSBH. Música sem frescura, direto ao ponto!
2) Forjado Em Aço E Fogo. Esta faixa possui exatamente o mesmo andamento da faixa anterior, mantendo as mesmas características, ouvindo de maneira distraída, pode-se pensar que é a mesma faixa, a diferença é que esta possui mais riffs.
3) Expresso Para O Inferno. Outra faixa que mantém as mesmas características das anteriores, porém com andamento mais lento, os riffs de guitarra são o destaque, bem como o refrão.
4) Anjo Exterminador. Mais uma faixa com andamento mais lento, porém mais veloz que a faixa anterior. Mantém as mesmas características das faixas anteriores, sendo o destaque, mais uma vez, os riffs.
Ouça o split e conheça os guerreiros do álcool!

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Final Round - Songs For You Pride For Us (2010)

GÊNERO: Hardcore
ORIGEM: Brasil (São Paulo / São Paulo)
FORMAÇÃO:
Diego Garcia (Vocal)
Daniel Garcia (Guitarra)
Gabriel Brito (Baixo)
Lucas Sfair (Bateria)
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Este é o primeiro Ep lançado pelo grupo, de maneira independente. É o típico hardcore straight edge nova iorquino, se assemelha muito a bandas como Inside Out, Cro Mags, ou Judge. As músicas são pesadas e velozes, existindo muita fúria na execução das composições. Os músicos não possuem muita qualidade técnica, mas os arranjos, apesar de simples, são bem pensados e executados. A equalização deixa um pouco a desejar, podendo ter deixado o vocal mais em evidência e deixando-o mais pesado. A qualidade da gravação não é ruim, apenas a mixagem poderia ser melhor, para deixar o som do grupo mais pesado. As músicas não possuem muita duração, existindo eventuais trechos cadenciados. Vale a pena conferir, com exceção da mixagem, este Ep não deixa nada a desejar em relação a bandas de renome do mesmo estilo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Proud To Be Clear. O Ep já inicia mostrando a que veio! A faixa inicia com uma introdução mais cadenciada, mas logo após surge a velocidade, que não dura muito, já que em seguida a composição acaba!
2) Winning. Talvez a faixa menos veloz do Ep, mas bastante pesada, sem muito groove, o ritmo é bastante quadrado, a faixa lembra um pouco de Biohazard. Do meio para o fim a composição possui um trecho cadenciado bem interessante.
3) Final Round. A faixa que dá nome ao grupo é, na minha opinião, uma das melhores do Ep, bastante veloz e pesada, esta composição lembra um pouco Agnostic Front. No meio a composição possui um trecho cadenciado, com um arranjo de guitarra nos agudos, o problema é que a guitarra está desafinada!
4) We're Back. Considero esta a melhor faixa do Ep, iniciando mais cadenciada, com uma excelente progressão harmônica, instrumental. Logo após o vocal entra e, junto com ele, a velocidade! Os acentos em sincronia com os contracantos são um dos destaques.
5) Choices. O Ep finaliza com outra faixa não muito veloz, mas com uma excelente progressão harmônica, que é o destaque da composição. Talvez a faixa menos hardcore de todo Ep, mas ainda assim, uma ótima composição!
Ouça o Ep e entenda o que são sons pra você e orgulho pra nós!

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Fegyelmezo Részleg - Nem Törtök Át! (2004)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: Hungria (Székesfehérvár / Fejér)
FORMAÇÃO:
Donát (Vocal)
Ati (Guitarra)
Kócos (Baixo)
Sanyi (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo, lançado de maneira independente. É um bom álbum, apesar de ter classificado como Oi!, tem muito de punk rock, podendo ser chamado de punk Oi! Na minha opinião, lembra bastante as bandas Oi! do Brasil da década de 80, bandas como Histeria, Garotos Podres, ou Vírus 27, porém com vocal diferente. Embora lembre bandas brasileiras, o toque europeu, em especial do leste do continente, é bem perceptível. Os músicos não possuem qualidade técnica, e nem tudo está no lugar, embora seja quase imperceptível, pois são em pequenas ocasiões e duram pouco tempo. As músicas não são muito velozes e as divisões rítmicas são bem quadradas, mas vale a pena conferir, são boas composições. Conheci o grupo com o meu camarada Simpson, já falecido, que me mostrou o videoclip de uma das faixas deste álbum.
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FAIXA A FAIXA:
1) Argentina. O álbum inicia com uma faixa bem punk Oi!, lenta, quadrada, com harmonia simples. Logo após a introdução, a faixa possui um ritmo quase ska, e a guitarra não tem distorção, logo após, quando a distorção aparece, ela se transforma e se mantém assim até o final.
2) Zacsi. Outra faixa bem Oi!, lembra um pouco bandas de punk rock espanholas, como Eskorbuto ou La Polla Records. Faixa nada veloz e com ritmo bem simples, sem nada de especial, existindo um refrão sing-a-long.
3) Lázálom (Lenin Körút). Considero esta uma das melhores faixas do álbum, existindo um bom trabalho de dinâmica, apesar de simples, sendo uma composição bem Oi!, talvez a mais característica até então. O destaque está na melodia vocal.
4) Vidám Vasárnap. Outra faixa bem Oi! também. Uma boa composição, mas sem nada de especial, tudo bem simples e trivial, sem velocidade. É uma composição bem "alegre"!
5) Törd A Kerítést (Chilei Népdal). Considero esta uma das melhores faixas do álbum, também. O grande destaque está na melodia da voz, porém a dinâmica e o fato da guitarra estar sem distorção, merecem destaque.
6) Afganisztán. Boa faixa, porém, mais uma vez, bem simples, com característica bem evidente do Oi! O destaque, desta vez, está na progressão harmônica, apesar de nada de especial.
7) Halott Lány. Esta é, talvez, a faixa mais embalada de todo álbum, com uma frase extremamente simples da guitarra, na introdução. É uma boa composição, também bem "alegre", sendo o destaque o refrão.
8) Kispolgár. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bem trabalhada, apesar de simples. A progressão harmônica é o grande destaque, na minha opinião.
9) Sört Szeretem Jobban. Considero esta a pior faixa do álbum, com certeza a mais pop. Com um certo groove, guitarras sem distorção na parte A, existindo uma melhora no refrão, mas não o suficiente!
10) Kendõ (IMF Mennyország). Uma boa faixa, iniciando com um arranjo bem em forma de marcha, algo militar. Harmonia bem simples, arranjos bem simples, existindo uma frase da guitarra, também bem simples. Nada de especial, mas nada de ruim!
11) Kocsmamóka. Considero esta a melhor faixa do álbum, com certeza! Foi esta a primeira música que ouvi do grupo, e conheci através do videoclip de divulgação! É uma excelente composição, principalmente devido à melodia vocal, bem sing-a-long, inclusive para quem não fala húngaro! A progressão harmônica merece destaque, também.
Ouça o álbum e perceba que você não vai romper!

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Fat Music - Fat Music For Fat People (1994)

GÊNEROS: Hardcore Melódico / Punk Rock / Street Punk / Ska Core
ORIGEM: EUA (São Francisco - São Francisco / Califórnia)
BANDAS: Propagandhi / Lagwagon / Strung Out / Guns 'N' Wankers / No Use For A Name / Bracket / Tilt / Face To Face / Good Riddance / 88 Fingers Louie / Rancid / NOFX
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Esta é a primeira coletânea lançada pelo selo Fat Wreck Chords, e, na minha opinião, é uma excelente compilação! Pega bem a época em que o hardcore melódico estava se consolidando como gênero, e, encontramos aqui vários nomes que são referência para o gênero, inclusive, até hoje. Basicamente as faixas são de hardcore melódico, mas existem outros gêneros, conforme citado acima. Devido a isso, as músicas são, em sua maioria, bastante velozes e possuem boas melodias, além de existirem eventuais riffs de guitarra e bons arranjos. A maioria são bandas que dispensam comentários, o próprio nome já diz tudo, todas as músicas são, no mínimo, muito boas, mas 2, na minha opinião, se destacam das demais, positivamente.
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FAIXA A FAIXA:
1) PROPAGANDHI - Anti Manifesto. A coletânea inicia com a única faixa que possui mais de 3 minutos de duração! E começa matando a pau, com muita velocidade, bons riffs de guitarra, bom nível técnico, ótima melodia e muita energia, além de variações rítmicas bem interessantes. A faixa está presente no álbum How To Clean Everything.
2) LAGWAGON - Know It All. Música que está presente no álbum Thrashed, não foi, na minha opinião, a melhor escolha! Não é uma música veloz e está beirando o pop punk. O álbum possui inúmeras faixas mais interessantes para se aproveitar, apesar desta não ser ruim!
3) STRUNG OUT - In Harm's Way. Outra faixa muito boa, mas longe de ser a melhor do álbum a qual pertence, Another Day In Paradise. Esta já é mais veloz, mas existem trechos cadenciados. De qualquer forma a melodia vocal é um dos destaques, bem como o arranjo.
4) GUNS 'N' WANKERS - Skin Deep. Esta é a faixa mais punk rock da coletânea, com certeza, harmonia simples, nível técnico mais baixo em comparação com as faixas anteriores. O grande destaque está na melodia da voz, e a faixa pertence ao álbum Guns 'N' Wankers.
5) NO USE FOR A NAME - Feeding The Fire. Esta é uma das duas faixas destaque da coletânea! Música presente no álbum The Daily Grind, tive a honra de assistir ao vivo, sendo a música a fechar o show! Simplesmente perfeita: veloz, riffs, melodia vocal bem desenhada, bom arranjo, bastante expressiva, solo... enfim, nenhum defeito!
6) BRACKET - RAK 005. Mais uma faixa bem punk rock, ainda mais que a faixa 4, com certeza! Também flerta com o pop punk, mas não chega a ultrapassar o limite entre o punk rock e o pop punk. Harmonia simples, tecnicamente nada a observar, o destaque está no desenho melódico da voz. A faixa está presente no álbum Stinky Fingers.
7) TILT - Weave And Unravel. Outra faixa punk rock, com vocal feminino, considero esta a faixa mais fraquinha da coletânea, apesar de ser muito boa! O destaque, mais uma vez, está no desenho melódico da voz, tecnicamente fraco, o arranjo deixa a música bem trabalhada. Ela está presente no álbum Til It Kills.
8) FACE TO FACE - You've Got A Problem. Faixa pertencente ao álbum Don't Turn Away, ela é um punk rock mais embalado, mas não chega a ser veloz. Possui uma boa melodia vocal, mas o destaque está no arranjo das guitarras quando o vocal não se faz presente.
9) GOOD RIDDANCE - United Cigar. Esta faixa está presente apenas no single chamado United Cigar, ou seja, não é a mesma versão do álbum. O arranjo é todo o mesmo, mas a gravação não é a mesma. Mais uma vez, um ótimo desenho melódico da voz e bastante velocidade.
10) 88 FINGERS LOUIE - Blink. Mais uma faixa veloz, porém, mais embalada que veloz! O refrão já é mais punk rock, mas ainda é um hardcore melódico. O desenho melódico é o destaque, de novo! A música pertence ao single chamado Wanted.
11) RANCID - Just A Feeling. Esta faixa é a street punk da coletânea! Bastante embalada, com bom desenho melódico e jogo de contracantos bem interessantes, além do baixo em ênfase. A faixa está presente no single chamado Radio Radio Radio.
12) LAGWAGON - Mr. Coffee. Mais uma faixa do grupo, mas desta vez, bem escolhida! Música pertencente ao álbum Duh. Faixa muito bem trabalhada, com muitos detalhes, como pausas, acentos, frases, enfim, arranjo muito bem trabalhado e com uma ótima sincronia, o que acaba sendo o grande destaque.
13) PROPAGANDHI - Homophobes Are Just Pissed Cause They Can't Get Laid. Esta é a outra faixa destaque da coletânea! Já, desde o início, um petardo, parando por um instante, mas mantendo um arranjo de bateria sensacional, para logo após voltar o petardo! Muita velocidade e um ótimo desenho melódico da voz são o destaque. A faixa ainda não tinha sido lançada na época, sendo, então, inédita, a única da coletânea.
14) NOFX - Kill All The White Man. A coletânea finaliza com a segunda pior música! Um ska core, quase um reggae e quase um street punk, a composição está presente no Ep The Longest Line. Ela inicia bem ska / reggae, para finalizar com um punk rock / street punk. Não muito veloz e nenhum destaque, talvez os intervalos entre as vozes no final.
Ouça a coletânea e conheça músicas gordas para pessoas gordas!

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Farside - Rochambeau (1992)

GÊNERO: Skate Rock
ORIGEM: EUA (Irvine - Orange / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Popeye - Michael Vogelsang (Vocal, guitarra, violão)
Robert Haworth (Guitarra)
Bryan Chu (Baixo)
Bob Beshear (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Revelation, e foi gravado no estúdio For The Record. Este é o único álbum com o guitarrista Robert, e, na minha opinião, este é o melhor trabalho lançado pela banda. As músicas não são muito velozes, existem frequentes momentos com violões e muitos dedilhados. É o legítimo som que serviria para trilha sonora de vídeos de skate do final dos anos 80, mantendo uma tendência, talvez, um pouco tarde demais. É um álbum que lembra bastante o álbum Soulforce Revolution, do 7 Seconds, podendo perceber influências de Dag Nasty e Hüsker Dü. Classifiquei-o como skate rock, mas tem fortes traços de skate punk, além de pitadas de grunge e emocore dos anos 80. Conheci este álbum há, mais ou menos, 24 anos atrás, realmente excelente, vale a pena conferir, o destaque está nos arranjos e na melodia vocal, bem criativa e pouco óbvia. A versão em CD possui 4 faixas bônus, porém estas faixas pertencem ao primeiro Ep do grupo.
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FAIXA A FAIXA:
1) Worlds. O álbum inicia com uma das músicas que considero das melhores do álbum, e é, também, a música de divulgação do álbum, pois possui videoclip. Ela inicia com um dedilhado, mas tudo na guitarra. O grande destaque está no trabalho de dinâmica e arranjo, sendo que a melodia vocal merece destaque.
2) Search For Ourselves. Considero esta a melhor faixa do álbum, sem dúvidas, sendo o grande destaque a melodia vocal. Ela possui um certo swing que dá um embalo bastante interessante à composição. O refrão não é muito empolgante quanto à parte A, mas fica bacana, pois destoa uma parte da outra.
3) Ro-Sham-Bo. Esta faixa possui uma introdução sensacional, com certeza a melhor parte da composição, bastante intimista, intencionando bem. Assim que a introdução passa, inicia uma música muito boa, com uma levada bem diferente da bateria.
4) Free Your Mind. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, também bastante intimista, mas com uma progressão harmônica e desenho melódico sensacionais. Esta possui violão no arranjo, o refrão não é tão empolgante como a parte A que é, na minha opinião, o grande destaque da composição.
5) Smarter Than Ever. A música mais veloz e embalada até então. Mais uma ótima composição, porém mais comum, sem um diferencial como as faixas anteriores, podendo ser comparado a outras bandas. O refrão é o grande destaque, pois a caixa da bateria dobra e a levada muda logo após, deixando-a com mais groove.
6) Safe Or Sorry. Considero esta a pior faixa do álbum, apesar de não ter nada de ruim, é apenas uma faixa não tão empolgante quanto às anteriores. Também com violão, mas com momentos de guitarra distorcida.
7) Constant Reminder. Outra faixa sensacional, com uma excelente introdução, a qual lembra bastante a música Balboa Fun Zone (It's In Your Touch), do Adolescents! Quando entra a bateria, a semelhança deixa de existir, sendo esta parte o destaque da composição devido ao arranjo e desenho melódico da voz. O refrão é mais embalado, porém mais simples, sem nada de mais.
8) Lost In Space. Talvez a faixa mais veloz e embalada do álbum, realmente muito boa, sendo o grande destaque a variação de intenção entre as partes, existindo um ótimo arranjo logo após o refrão, com pausas e frases bem interessantes dos instrumentos, em especial a bateria.
9) Nowhere Fast. Outra faixa excelente, com uma boa melodia na parte A, porém o grande destaque está mesmo no refrão, devido ao arranjo, com contracantos, melodia da voz e variação de intenção em relação a outra parte.
10) Future Days. O álbum finaliza com a música mais punk rock de todo álbum, com certeza, talvez a mais veloz e embalada, ficando na dúvida entre ela e a faixa 8. Uma composição sem muitos detalhes, direto ao ponto, com bons arranjos de dinâmica e intenção.
Ouça o álbum e conheça o Rochambeau!

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Faithful Breath - Rock Lions (1981)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: Alemanha (Bochum / Nordrhein Westfalen)
FORMAÇÃO:
Heinz Mikus (Vocal, guitarra)
Horst Stabenow (Baixo)
Uwe Otto (Bateria)
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Este é o terceiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Sky. É um álbum importante na carreira do grupo, pois é o primeiro após as mudanças radicais que o grupo sofreu! A mudança se deu na formação e no som! É o primeiro álbum como um trio, após a saída de 3 integrantes, e é, também, o primeiro com o baterista Uwe. Também é o primeiro álbum com sonoridade hard rock, deixando para trás o rock progressivo. É o primeiro álbum em que Heinz assume os vocais. O álbum possui boas composições e, principalmente, bons riffs, mas peca na mixagem e na expressão, deixando uma boa composição de maneira não muito entusiasmante. Considero 3 músicas excelentes, 2 músicas boas, duas músicas mais ou menos e uma música ruim. É um típico hard rock do final dos anos 70, com pequenas influências do heavy metal, já dando indícios do que viria depois, que vinha surgindo na época, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Hurricane. O álbum inicia com uma das músicas que considero boa. O momento de todo álbum que possui mais expressão no vocal está aqui, logo na primeira nota da voz! É uma composição embalada, bem simples, mas bacana!
2) Better Times. Esta é a música ruim do álbum, realmente ruim! Uma balada, bem lenta, sem nada de empolgante, a típica música totalmente dispensável, aliás, a ausência dela deixaria o álbum melhor! Aconselho a não ouvirem esta faixa, principalmente se for a primeira vez que irá ouvir o som do grupo!
3) Rock City. Esta é uma das faixas mais ou menos! Um rock blues em que lembra bastante a música Roadhouse Blues! Um rock em shuffle com bons riffs de guitarra!
4) Rolling Into Our Lives. Esta composição é uma das que considero excelente, principalmente devido ao riff da guitarra que já aparece no início da faixa, aliás, é um dos riffs de hard rock mais legais que já ouvi, sendo este o grande destaque da faixa ou, quem sabe, do álbum, já que o refrão é o ponto fraco.
5) Down, Down. Esta faixa considero das boas, talvez a mais embalada de todo álbum, sendo o grande destaque a parte B, antes do refrão, além dos riffs de guitarra, e, mais uma vez, o refrão é o ponto fraco, apesar de possuir um bom riff de guitarra.
6) Never Be Like You. Esta é outra que considero das excelente, muito em função da harmonia da parte A que, apesar de extremamente comum dentro do gênero, é sensacional e empolgante! O arranjo da guitarra nesta parte é o grande destaque. O refrão é o ponto fraco, mais uma vez!
7) No Time. Esta é a outra faixa que considero mais ou menos! Ela possui um baixo pedal e stacatto, não muito veloz, sendo o grande destaque, mais uma vez, o arranjo de guitarra e, mantendo o padrão, o refrão é o ponto fraco da composição.
8) Rock 'n' Roll Women. Considero esta faixa a melhor faixa do álbum, mais uma vez, um arranjo bem comum, mas com ótimos riffs e um refrão espetacular, com acentos no contratempo, esta se torna a melhor composição, na minha opinião, apesar de não veloz. Bem rock 'n' roll esta faixa!
Ouça o álbum e conheça os leões do rock!