sábado, 22 de agosto de 2020

Kill Your Idols - This Is Just The Beginning (1998)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: EUA (Long Island / Nova York)
FORMAÇÃO:
Andy West (Vocal)
Gary Bennett (Guitarra)
Paul Delaney (Baixo)
Jim Conaboy (Bateria)
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Este é o segundo Ep lançado pelo grupo, antes do primeiro álbum, através do selo Blackout!, e foi gravado no estúdio Creep House. É um ótimo Ep, com músicas embaladas e velozes, geralmente com pouca duração. Muita energia pra compensar a pouca técnica, porém tudo está no lugar, bem encaixado, ensaiado e arranjado. Embora eu tenha classificado como hardcore old school, o Ep tem muita influência do característico hardcore nova iorquino, bem como pitadas de street punk e punk rock dos anos 90, lembrando os trechos mais hardcore de bandas como Choking Victim ou Against All Authority. O vocal parece um pouco forçado, mas não muito, lembrando bandas como Madball ou até os primeiros do Agnostic Front.
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FAIXA A FAIXA:
1) Can't Take It Away. O Ep inicia com uma das faixas que considero das melhores. Embalada e veloz, o destaque está na progressão harmônica, com trocas bem rápidas, e no arranjo do refrão, com frequentes pausas.
2) Falling. Outra faixa que considero das melhores do Ep! Esta já soa mais como uma banda de punk rock dos anos 90, embalada e veloz, sem muita frescura, sendo o grande destaque a parte A, principalmente devido à progressão harmônica, com eventuais intervalos de terça, mas também pela execução vocal.
3) See Through You. Esta já soa mais um hardcore old school, veloz, sem muitos detalhes no arranjo, e bem embalada! Uma composição característica do gênero, existindo um trecho mais cadenciado no final que lembra as bandas de hardcore de Nova York.
4) Enjoy The Show. Outra faixa bem hardcore old school, com a harmonia bem simples, o grande destaque está no refrão, com os acentos marcados em conjunto entre os instrumentos. Com um arranjo bem trabalhado, existem eventuais variações de cadência no decorrer da faixa.
5) ...Just The Beginning. Esta sim é um hardcore old school clássico! Veloz, embalada, com apenas parte A e B, sem introdução ou ponte! O destaque está no embalo e energia, bem como as trocas rápidas de acordes.
6) I'm Still Here. Ótima composição, principalmente devido à progressão harmônica da parte A. Bastante veloz e embalada, a composição possui um trecho mais cadenciado no final, característico das bandas de hardcore de Nova York.
7) Epilogue. Considero esta a melhor faixa do Ep! Não é das mais velozes, mas possui uma ótima progressão harmônica, com um excelente arranjo e intenção, sendo o destaque o refrão, bem sing-a-long e com ótima execução.
8) Shits Creek. Esta faixa é a que mais se assemelha ao hardcore nova iorquino, iniciando de maneira cadenciada, mas, logo em seguida, surge a velocidade e o embalo, típicos das bandas de Nova York na década de 80.
Ouça o Ep e perceba que isto é apenas o começo!

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Kick Axe - Vices (1984)

GÊNERO: Glam Metal
ORIGEM: Canadá (Regina / Saskatchewan)
FORMAÇÃO:
George Criston (Vocal)
Larry Gillstrom (Guitarra, violão)
Raymond Harvey (Guitarra, violão 12 cordas)
Victor Langen (Baixo)
Brian Gillstrom (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Pasha, e foi gravado no estúdio Pasha Music House. Este é um bom álbum, sendo o mais famoso e conhecido do grupo, chegou a ficar na posição 126 da Billboard, em 1984. O álbum soa como uma mistura de Quiet Riot com Judas Priest, além de pitadas de Kiss e Krokus! As faixas não são muito velozes, mas, na maioria delas, possuem bom embalo. É bem uma mistura de glam com heavy, mas ainda acho que soa mais glam. O destaque está nos riffs de guitarra, embora o vocal mereça destaque, também. Bem característico dos sons da época, existindo uma faixa com videoclip de divulgação. A arte da capa ficou por conta de Dario Campanile.
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FAIXA A FAIXA:
1) Heavy Metal Shuffle. Considero a faixa de abertura uma das melhores do álbum. Não muito veloz, mas com um excelente riff de guitarra, bem como um bom refrão, bem sing-a-long. O destaque está nos riffs de guitarra, embora o vocal também mereça atenção.
2) Vices. A faixa que dá nome ao álbum possui um arranjo e intenção bem peculiares, existindo pouca presença dos pratos, o pulso bem marcado e muitos riffs de guitarra, que são o destaque da composição. Boas intenções e pouca velocidade, mas uma boa faixa.
3) Stay On Top. A faixa inicia com uma excelente harmonia executada pela guitarra. São apenas 3 acordes, mas é uma excelente progressão! O baixo pedal marcando o pulso em conjunto com a bateria mantém um clima bastante interessante. O destaque está no refrão.
4) Dreamin' About You. Esta é a balada do álbum! Uma boa composição, com um bom dedilhado de violões e um excelente desenho melódico da voz, que é o grande destaque da composição junto com a intenção. O trabalho de dinâmica, refrão e eventuais riffs de guitarra também merecem atenção.
5) Maneater. A faixa mais pesada do álbum até então! Inicia com um ótimo riff de guitarra e, mais uma vez, o pulso bem marcado pelo baixo e bateria. O refrão não chega a ser ruim, mas não possui nada de mais, sendo o destaque os riffs de guitarra.
6) On The Road To Rock. Esta é a faixa de trabalho do álbum, possuindo videoclip de divulgação. É um bom clipe, com a cara dos anos 80, o qual onde o grupo passa, eles convertem as pessoas a virarem roqueiras! Mais uma composição bem característica da época, com baixo pedal, bateria marcada, com um bom desenho melódico da voz e bom timbre das guitarras.
7) Cause For Alarm. Esta é a faixa mais veloz do álbum, e a considero uma das melhores! Possui um bom embalo e intenção, além de possuir um bom refrão, bem heavy metal. Sem muitos riffs, o destaque está mesmo no embalo e no refrão.
8) Alive And Kickin'. Outra boa composição, com um bom arranjo, harmonia pausada e pouca velocidade e embalo. Esta é a faixa que menos me agrada no álbum, mas ainda assim é uma boa composição.
9) All The Right Moves. Considero esta a melhor faixa do álbum, com um bom embalo, apesar de não muito veloz, com ótimos riffs de guitarra e um excelente refrão, que, aliás, é o grande destaque da composição, com uma excelente harmonia e melodia.
10) Just Passin' Through. O álbum finaliza com outra faixa que possui excelentes riffs de guitarra, que são o grande destaque da composição, embora o desenho melódico tenha seu valor, também. Refrão sing-a-long, esta é bem glam metal.
Ouça o álbum e conheça os vícios!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Kemuri - Along The Longest Way... (1998)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: Japão (Tóquio / Kanto)
FORMAÇÃO:
Fumio Ito (Vocal)
Ken Kobayashi (Saxofone)
Ryosuke Morimura (Trompete)
Muscle - Akihito Masui (Trombone)
Hidenori Minami (Guitarra)
Noriaki Tsuda (Baixo)
Shoji Hiraya (Bateria)
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Este é o segundo single lançado pelo grupo, após 1 álbum de estúdio, através do selo Roadrunner, e foi gravado no estúdio Blasting Room. É um bom single, possui uma faixa inédita e uma faixa bônus, além de mais duas faixas que estão presente no segundo álbum do grupo. É um ska core com influências de pop punk, lembra bastante Less Than Jake! Duas faixas são ska core, uma é um pop punk e outra é um ska! Bons arranjos de sopros, embora pouco criativos, executando as frases, muitas vezes, em uníssono, com ótimo ritmo, boas frases do baixo e boa execução harmônica pela guitarra. O vocal parece forçar um pouco a voz, não soando natural a execução das notas. As composições são alegres e bem executadas, com uma boa mixagem. Destaque para o naipe de sopros.
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FAIXA A FAIXA:
1) Along The Longest Way.... Esta faixa está presente no álbum que viera a ser lançado no mesmo ano deste single. É a faixa pop punk do single! É uma boa composição, com um bom embalo, eventuais notas no naipe de sopros, um bom desenho melódico da voz. O arranjo está no embalo e nos eventuais arranjos do naipe de metais.
2) Birthday. Considero esta a melhor faixa do single! Também presente no segundo álbum do grupo, esta é um legítimo ska core, com todos elementos característicos do gênero. Esta é, também, a faixa mais veloz do single, sendo o destaque, mais uma vez, o arranjo para o naipe de metais.
3) Deepest River. Esta é a faixa inédita. Uma boa composição, também um ska core bem característico, porém não muito veloz e com refrão cadenciado. Bons arranjos de sopro, apesar de simples, sendo o destaque o trabalho de dinâmica.
4) Bonus Track. A faixa bônus é um ska! Poderia muito bem ser confundida com uma composição da década de 60! Um grupo dos anos 90 gravando uma composição que soa como as da década de 60 do gênero. Instrumental, o destaque está no solo de trompete e arranjo do naipe de sopros.
Ouça o single pelo caminho mais longo!

domingo, 9 de agosto de 2020

Kamenish - Aunque Parezca Utopía (2005)


GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Argentina (Mar Del Plata / Buenos Aires)
FORMAÇÃO:
Cristian (Vocal)
Fabian (Guitarra)
Gustavo (Baixo)
Sebastian (Bateria)
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Este é o segundo, e último, álbum lançado pelo grupo, de maneira independente. É um bom álbum, com composições arranjos bem criativos que, apesar de eu ter classificado como punk rock, possui inúmeras influências e, muitas vezes, estas influências diferentes acontecem ao mesmo tempo! É um punk rock com tendências anarquistas, mas que possui influência de street punk, skate punk, hardcore, hardcore old school, bem como outros ritmos. O baixo usa uma distorção, o que deixa o timbre bastante interessante, mas o grande destaque está no arranjo e sua criatividade. As músicas não são das mais velozes, mas, geralmente, são bem embaladas.
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FAIXA A FAIXA:
1) Prensa Amarilla. O álbum inicia com uma excelente composição. A harmonia parece com Alice Donut, porém a bateria tem influência de ska, isso na parte A, já na parte B, a caixa é dobrada, existindo eventuais riffs de guitarra como ponte.
2) Perfectos No. Esta faixa inicia mais lenta que a anterior, mas também possui um ótimo arranjo, mais intimista, com um bom trabalho de dinâmica. O refrão é bem sing-a-long, apesar de curto. Após o refrão a faixa acelera, se tornando um punk rock bem elementar.
3) Tristes Marionetas. A faixa inicia com a guitarra executando uma nota, quase que de maneira hipnotizante, junto surge o baixo distorcido. O destaque está no refrão e seu arranjo, embora a parte A seja bem interessante também. Não muito veloz mas bem embalada.
4) Vigilar Y Castigar. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Possui um excelente arranjo, com bastante uso de efeitos, principalmente na guitarra. Um punk rock que foge do padrão do gênero, existindo uma boa frase da bateria na parte A. O destaque está na intenção da composição e seu arranjo.
5) Aunque Parezca Utopía. Esta é a faixa mais veloz e mais punk do álbum. Sem muitos detalhes, é um arranjo bem cru, embalado do início ao fim, com uma boa harmonia no refrão, que, aliás, é o destaque da faixa.
6) Falsa Union. A faixa possui uma introdução bem interessante e intimista, com um bom arranjo, porém, logo após, o punk rock começa, e ela se torna uma composição bem trivial, sem nada de especial, apesar de ser uma boa composição, bem embalada, existindo um trecho cadenciado.
7) Grita Mas Fuerte. A faixa inicia com um bom arranjo de baixo, porém não dura muito, quando a guitarra aparece, o destaque fica no arranjo da bateria, bastante tribal, com frequentes frases. O destaque é justamente a bateria. Esta já soa mais hardcore.
8) Odio Muerte Y Un Poder Torturador. Considero esta a melhor faixa do álbum! Extremamente criativa, com um excelente arranjo, ótimo trabalho de dinâmica e o curioso compasso ternário! O grande destaque está no refrão, mas o arranjo também merece destaque.
9) Resignacion. O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Um ótimo embalo, com certa velocidade, e com uma boa frase da guitarra, esta soa bem skate punk. O destaque está, justamente, na frase da guitarra na parte A.
Ouça o álbum, embora pareça utopia!

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Just Another Burp - Tropical Core (2007)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Itália (Reggio Emilia / Emilia Romanha)
FORMAÇÃO:
Ciga - Stefano Cigarini (Vocal, guitarra)
Skeggia - Marco Bagni (Guitarra)
Dimitri - Lorenzo Boschini (Baixo)
Dani - Daniele Corghi (Bateria)
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Este é o primeiro Ep, e primeiro trabalho, lançado pelo grupo, de maneira independente, embora três anos mais tarde tenha sido lançado pelo selo Bells On, e foi gravado no estúdio Demira. É um ótimo Ep, a velocidade é a marca principal, já que não existe nenhuma faixa mais lenta. Lembra muito as bandas de hardcore melódico dos anos 90, lembra um pouco Strung Out, com exceção do vocal, este sim soa mais "moderno", com um vocal mais "chorado" e com influências de emo core. Os músicos não são muito técnicos, porém tudo está no lugar, bem redondinho e bem executado, sendo o grande destaque as próprias composições, com eventuais arranjos e ideias de dinâmica. O instrumental é excelente, o vocal poderia ser diferente, menos chorado e moderno, mas, mesmo assim, nada que estrague a qualidade do Ep! Os arranjos de guitarra também merecem destaque.
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FAIXA A FAIXA:
1) Nightmare. O Ep inicia com a faixa que considero a melhor! Bastante velocidade, com dois timbres de voz, um mais limpo e outro mais gritado. O arranjo possui eventuais trechos bem pensados, sendo o destaque a velocidade e embalo.
2) The Real War-Id. A faixa inicia com um bom riff de guitarra, possui um bom embalo, é veloz, mas o desenho melódico da voz não ajuda muito, além de possuir um refrão bem alegre. É uma ótima composição, sendo o destaque a velocidade e embalo.
3) Wonder Why. Outra faixa que inicia com um bom riff de guitarra, porém, logo em seguida, a velocidade e o embalo surgem. A faixa com o arranjo mais bem trabalhado até então, com destaque para as guitarras. O desenho melódico da voz é o ponto fraco da composição, mas, que ainda assim, é uma ótima composição.
4) Against Your Illusions. A faixa mais pesada do Ep, com um vocal bem gritado e com muita expressão, possuindo pitadas de power violence. O refrão é que prejudica a composição, justamente devido à voz, bastante melosa e chorada. O destaque está na parte A, sem dúvida, muita velocidade, energia, embalo, e um bom arranjo de guitarra.
5) Knowtorious. Outra ótima composição, com um excelente trabalho de dinâmica. Mais uma vez o embalo e velocidade estão presentes, existindo um bom arranjo, talvez o melhor arranjo de todas as faixas do Ep, sendo o grande destaque o trabalho de dinâmica.
6) Iguana. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente devido à voz, a menos "chorada" de todo Ep, com um excelente arranjo de guitarra, principalmente nos preenchimentos dos espaços. Embalo e velocidade presentes, mesmo existindo um trecho mais cadenciado. Destaque para o arranjo, em especial da voz e guitarra.
7) Breathless. O Ep finaliza com outra ótima composição, não tão veloz, mas bem embalada, porém o refrão possui um vocal bem chorado e alegre, o que acaba baixando a qualidade da música, mas, ainda assim, uma excelente faixa!
Escute o Ep e conheça o núcleo tropical!

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Judas Priest - Exciter (1978)

GÊNERO: Heavy Metal
ORIGEM: Inglaterra (West Bromwich - West Midlands / West Midlands)
FORMAÇÃO:
Rob Halford (Vocal)
K.K. Downing (Guitarra)
Glenn Tipton (Guitarra)
Ian Hill (Baixo)
Les Binks (Bateria)
Simon Phillips (Bateria)
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Este é o oitavo single lançado pelo grupo, através dos selos CBS e Epic, após cinco álbuns de estúdio. Este é um single que foi lançado apenas no Japão, existindo duas versões, uma com duas faixas do álbum Stained Class, e outra com uma faixa deste mesmo álbum e outra do álbum Sin After Sin, por isso a descrição com dois bateristas. Aqui fiz uma compilação com todas as faixas das duas versões. É um ótimo single, com uma boa escolha de repertório, sendo uma das faixas um cover. Ótimos riffs de guitarra, bateria com dois bumbos e excelente desenho melódico da voz, bem como a expressão vocal. O single possui um certo embalo, embora não o tempo todo, mas muita expressão.
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FAIXA A FAIXA:
1) Exciter. O single inicia com a faixa título, que, na minha opinião, é a melhor! Ela já inicia com um ótimo arranjo de bateria que é acrescido de um excelente riff de guitarra. Logo em seguida o vocal aparece, com destaque para o refrão. O destaque da música está no solo e riffs de guitarra, bem como o embalo.
2) Better By You, Better Than Me. Eis que surge a faixa cover do single! Esta é uma composição de Gary Wright, e foi gravada, originalmente, pelo grupo Spooky Tooth, em 1969. É uma boa composição, com bons riffs de guitarra, bom embalo, sendo o destaque, além dos riffs de guitarra, a expressão vocal.
3) Dissident Aggressor. Esta é a faixa que muda o baterista, a única em que Simon toca. Outra excelente composição, também executada com dois bumbos, sendo o destaque o desenho melódico e expressão vocal, bem como os riffs de guitarra. O trabalho de dinâmica também merece atenção, apesar de não exagerado.
Escute o single e conheça o excitador!

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Joan Jett And Blackhearts - Up Your Alley (1988)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: EUA (Wynnewood - Montgomery / Pennsylvania)
FORMAÇÃO:
Joan Jett (Vocal, guitarra)
Ricky Byrd (Guitarra)
Kasim Sulton (Baixo)
Thommy Price (Bateria)
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Este é o sexto álbum lançado pelo grupo, através dos selos Blackheart, CBS e Polydor, e foi gravado nos estúdios Hit Factory, Record Plant, Bearsville e Dreamland. É um excelente álbum, bem com a cara dos anos 80, com refrões intensos, algumas baladas e teclados! Embora eu tenha classificado como hard rock, ele tem uma forte influência do glam metal, bem como pitadas de punk rock e A.O.R.. O álbum possui duas faixas cover e diversas participações, entre elas os integrantes do grupo de metais Uptown Horns, que conta com Crispin Choe (saxofone barítono), Arno Hecht (saxofone tenor), Paul Litteral (trompete) e Robert Funk (trombone), além de Ronnie Lawson nos teclados, Frank Carillo e Mick Taylor na guitarra, e, claro, Kenny Laguna, multi-instrumentista! As faixas não são velozes, mas a maioria é bastante embalada. Existem muitos riffs de guitarra bem interessantes, mas o grande destaque está nas composições, muita sensibilidade, atingindo uma fórmula perfeita para a época: refrões sing-a-long e destacados, com muita energia, ótimo trabalho de dinâmica, bem como o arranjo da harmonia, frequentemente executado de forma pausada, outra fórmula típica do período, além de uma balada, coisa que não podia faltar nos álbuns de hard rock da década de 80! O álbum obteve grande sucesso de vendas e críticas, sendo eleito entre os 50 melhores álbuns do ano em 5 países: Canadá (48º segundo a RPM), Finlândia (33º segundo a Suomen Virallinen Lista), Nova Zelândia (31º segundo a RMNZ), EUA (19º segundo a Billboard 200) e Suécia (16º segundo a Sverigetopplistan). Além disso, ganhou disco de ouro no Canadá, atingindo mais de 50.000 cópias vendidas, e disco de platina nos EUA, atingindo mais de 1.000.000 de discos vendidos. Um excelente álbum, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) I Hate Myself For Loving You. O álbum inicia com um dos maiores sucessos da carreira do grupo, e é, também, uma das minhas faixas preferidas! A faixa ficou em 8º lugar nas paradas da Billboard Hot 100, além de ter sido usada no programa de TV sobre futebol americano Sunday Night Football, nas temporadas de 2006 e 2007. Com todo este prestígio, é claro que não poderia faltar o videoclip de divulgação! É um bom vídeo, com imagens em um palco, como se estivessem em um show. O grande destaque está no refrão e no riff de guitarra, além do desenho melódico da voz. O solo da música fica por conta de Mick Taylor, um dos fundadores do grupo Rolling Stones.
2) Ridin' With James Dean. Considero esta faixa uma das melhores do álbum, principalmente devido ao seu refrão e pré refrão, onde ocorre um ótimo trabalho de dinâmica, bem como o arranjo e os acentos e, mais uma vez, o desenho melódico da voz. A faixa conta com um riff de guitarra que também tem seu valor.
3) Little Liar. Esta é a balada do álbum e é, também, o segundo maior sucesso do álbum. Apesar de ser bem fraquinha, a típica balada dos anos 80, não é uma música ruim, em especial pelo seu refrão e seu trabalho de dinâmica, mais uma vez. O curioso é que esta faixa possui dois videoclips, o primeiro videoclip foi filmado, mas depois de pronto a Joan não gostou do resultado, achou muito triste, e resolveu filmar um segundo videoclip da composição!
4) Tulane. Eis que surge o primeiro cover do álbum! Esta é uma música composta e gravada originalmente por Chuck Berry, em 1970. Bem fiel à versão original, ela é o típico rock 'n' roll dos anos 50, com a harmonia característica de 12 compassos e progressão I-IV-V, isso sem falar no clássico riff de guitarra!
5) I Wanna Be Your Dog. Este é o outro cover existente no álbum. A música foi composta e gravada, originalmente, pelo grupo Stooges, em 1969. É uma versão mais tribal que a original, com pouca utilização de pratos, com a bateria acompanhando mais no surdo. O andamento é um pouco mais baixo que a versão original, possuindo um ótimo riff de guitarra, bem como uma excelente coda.
6) I Still Dream About You. Esta é uma boa faixa, não das melhores, mas ainda assim uma ótima composição, em especial pelo seu refrão e pela execução da progressão harmônica de maneira pausada. O trabalho de dinâmica também merece destaque, embora o destaque seja mesmo o refrão.
7) You Want In, I Want Out. Outra ótima composição, bem no clima dos anos 80, com seus teclados! O destaque está no refrão e no riff de guitarra. O baixo pedal cria um clima bastante interessante. O pré refrão possui uma variação modal que não me agrada muito, porém logo surge o refrão que é o destaque.
8) Just Like In The Movies. Esta é a faixa mais veloz do álbum, um hard rock bem embalado, com baixo pedal e um excelente riff de guitarra, daqueles que poderiam ter sido criados por Fast Eddie Clarke! Além do riff, o destaque está no refrão.
9) Desire. Esta é a faixa que menos me agrada no álbum, embora não seja de todo ruim. Mais bubblegum e alegre, o destaque está na parte A e seus arranjos de guitarra.
10) Back It Up. Considero esta a melhor faixa do álbum, com certeza! Simplesmente sensacional! A parte A já é bastante interessante, mas o grande destaque está no refrão, sem sombra de dúvidas! Um excelente desenho melódico da voz, um ótimo trabalho de dinâmica e uma excelente progressão harmônica! Essa é daquelas músicas em que se quer ouvi-la de novo e de novo e de novo..., dificilmente vai sair do seu playlist tão cedo!
11) Play That Song Again. O álbum finaliza com uma boa faixa, mas ainda assim a considero uma das que menos me agrada. Lembra bastante Jam e outras bandas mod dos anos 60. O refrão é bastante alegre, sendo o destaque o arranjo de cordas. De qualquer forma, é uma boa composiçõa para finalizar o álbum!
Ouça o álbum pelo seu beco!

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Jingo De Lunch - Perpetuum Mobile (1987)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: Alemanha (Berlin / Berlin)
FORMAÇÃO:
Yvonne Ducksworth (Vocal)
Joseph Ehrensberger (Guitarra)
Tom Schwoll (Guitarra)
Henning Menke (Baixo)
Steve Hahn (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo We Bite, e foi gravado no estúdio Music Lab. Este é o álbum mais punk rock do grupo, já que nos próximos álbuns a influência do crossover e do hard rock se torna mais evidente, já que neste álbum existe apenas algumas pitadas, sendo o som um skate punk misturado com punk rock. Na verdade o álbum soa, pra mim, muito semelhante a SNFU, mas com influência de Dayglo Abortions e D.O.A., todas bandas canadenses, talvez devido ao fato de Yvonne ser natural daquele país! Além da semelhança com as bandas citadas acima, pode-se perceber pitadas de Bad BrainsYouth Brigade e Lunachicks. O desenho melódico da voz lembra, e muito, SNFU, com certeza a principal influência. No mais o som é bem tocado, bem trabalhado, com boas composições e bastante embalo, não é dos álbuns mais velozes, mas não dá pra dizer que seja lento! O grande destaque está no vocal de Yvonne e suas excelentes melodias, embora o instrumental mereça destaque, também.
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FAIXA A FAIXA:
1) Lies. O álbum inicia com uma ótima faixa, bastante embalada, embora não muito veloz, com bons riffs de guitarra e um bom arranjo, mas o destaque está no desenho melódico e expressão da voz, existindo um trecho mais cadenciado, com um ótimo arranjo de guitarra.
2) Utopia. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, com bons riffs de guitarra e um excelente desenho melódico da voz, que é o grande destaque, na minha opinião. Não muito veloz, mas bastante embalada, vale a pena conferir!
3) Peace Of Mind. Talvez a faixa mais alegre de todo álbum! Com um ótimo riff de guitarra na parte A e um bom refrão, esta é a faixa mais punk rock de todo álbum. É a faixa que menos me agrada, porém, ainda assim, é uma excelente composição.
4) Jingo. Outra faixa que considero das melhores do álbum, com uma excelente expressão, ótima progressão harmônica na parte A, bem como bons riffs de guitarra no refrão, além de possuir um trecho mais cadenciado e com groove, sendo o destaque, mais uma vez, o desenho melódico da voz.
5) Illusions. Esta faixa já soa mais crossover, dando indícios do que viria nos próximos álbuns! Uma ótima divisão rítmica das guitarras, bem como ótimos arranjos e um baixo pedal que faz toda a diferença, sendo a base do solo mais hard rock. Destaque para o desenho melódico da voz, mais uma vez!
6) Perpetuum Mobile. A faixa que dá nome ao álbum é, na minha opinião, a melhor! Tudo se encaixa, desde a perfeita progressão harmônica, como o embalo, o arranjo dos instrumentos de corda e, claro, o excelente desenho melódico da voz que, mais uma vez, é o destaque, existindo um trecho mais hard rock, também.
7) Fate. Talvez a faixa mais pesada do álbum, com bastante groove, riffs pausados e vocal que lembra rap, esta é quase um rap core dos anos 80! Este trecho varia com outro mais embalado, muito bom, mas com nada que chame a atenção, apesar do ótimo arranjo.
8) Scratchings. Outra faixa que considero das melhores do álbum. A música mais veloz até então, embora possua um trecho mais cadenciado, com um ótimo riff de guitarra e um excelente desenho melódico da voz.
9) Scarecrow. A progressão harmônica da parte A lembra bastante a música Monopoly On Sorrow, do Suicidal Tendencies! Já mais lenta, mas com um ótimo arranjo, principalmente das guitarras e do baixo, na parte B o embalo já aparece. O destaque está no vocal, mais uma vez, embora não seja tão criativo quanto as faixas anteriores.
10) What You See. Outra faixa muito boa, com um ótimo embalo e excelente desenho melódico da voz que é, de novo, o destaque, em especial na parte A. O refrão possui um bom arranjo de guitarra.
11) Thirteen. O álbum finaliza com a faixa mais hard rock, sem sombra de dúvidas! Ela lembra bastante a música Rich Bitch, do D.O.A.! Uma ótima composição, com a execução da harmonia, na parte A, com bastante pausa e baixo pedal, caracterizando bastante o gênero. O refrão possui um bom riff de guitarra, mas o destaque é a parte A e o solo.
Ouça o álbum e fique permanentemente móvel!

sábado, 18 de julho de 2020

JFA - My Movie (1986)

GÊNERO: Skate Rock
ORIGEM: EUA (Phoenix - Maricopa / Arizona)
FORMAÇÃO:
Brian Brannon (Vocal, piano)
Redondo - Don Pendleton (Guitarra, violão)
Mike Cornelius (Baixo)
Alan Bishop (Bateria)
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Este é o terceiro Ep lançado pelo grupo, após dois álbuns de estúdio, através do selo Placebo, e foi gravado no estúdio Cereus. Este é um Ep curioso, já que dois terços dele são com músicas instrumentais, que soam bem skate rock, incluindo teclado e violão. Já o outro terço do Ep é uma composição bem ao estilo do grupo, já soando bastante como um skate punk, e com vocal! É um excelente Ep, representa bem as bandas que tinham associação ao skate na década de 80, não é a toa que Brian começou a trabalhar na revista Thrasher anos depois do lançamento deste Ep. Um excelente trabalho de dinâmica, com ótimos arranjos, bem expressivos e criativos. O Ep possui violão e teclado, outro fato curioso! Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) My Movie. O Ep inicia com a faixa título, que é uma das faixas instrumentais! É a faixa que menos me agrada, apesar de ser muito boa. A harmonia é toda executada com violão, existindo frases de guitarra na parte B. Interessante a variação de andamento entre as partes e o embalo na parte A.
2) Unknown. Outra faixa instrumental! Considero esta melhor que a faixa anterior, com uma excelente melodia executada pela guitarra, bem minimalista, já que se repete do início ao fim, com exceção da parte B, que, na verdade, mais parece uma ponte! A meia-lua dá um clima bacana para a composição, também.
3) Desert Jewel. Considero esta a melhor faixa do Ep, e é, também, a única faixa com voz. Já mais veloz e embalada, esta deixa de soar como um skate rock e passa a soar como um skate punk, o que já se assemelha às antigas gravações do grupo. Esta faixa já não possui violão nem piano. O destaque está no arranjo, em especial o da guitarra, na parte A.
Ouça o Ep e conheça o meu filme!