sexta-feira, 8 de março de 2019

Dirt - Black And White (1996)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Deno (Vocal)
Gary Buckley (Guitarra)
Louise Bell (Guitarra)
Stuart (Guitarra)
Karen (Guitarra)
Deb Greenhill (Guitarra)
Vomit (Baixo)
Paul (Baixo)
Mick (Baixo)
Cecile (Baixo)
Shit (Bateria)
Richard (Bateria)
Stef (Bateria)
Anthony Dickens (Bateria)
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Esta é uma coletânea, lançada através do selo Skuld, que conta com toda discografia do grupo e mais duas faixas inéditas. É possível notar toda a evolução técnica do grupo no decorrer da carreira (já que esta coletânea foi lançada após a banda acabar), muitas composições se repetem, porém com novas versões. As primeiras faixas, relativas aos primeiros álbuns, são bem escrachadas, bagunçadas e desafinadas, à medida que os álbuns vão avançando, cronologicamente, os arranjos vão ficando mais bem trabalhados, porém, o mais notório, está na voz, que começa a afinar e executar belos desenhos melódicos. Se ouvir uma das primeiras faixas e logo em seguida uma das últimas, o mais desinformado pode muito bem confundir e pensar que não é a mesma banda! Para fechar com chave de ouro, um álbum ao vivo! No mais o som é aquele anarco punk escrachado que foi bem comum no início dos anos 80, na Inglaterra. Lembra bastante Crass, mas com pitadas de Vice Squad e Chaotic Dischord. A coletânea conta com 3 covers. As músicas não são muito velozes, com raras exceções. Vale a pena conferir, é como fazer uma viagem de 15 anos ao ouvir esta coletânea!
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FAIXA A FAIXA:
1) Hiroshima. A coletânea inicia com seu primeiro Ep, lançado em 1982. A primeira faixa já demonstra o que se espera! O timbre da guitarra é bem sujo e o vocal gritado e desafinado, mas a composição não é ruim.
2) Unemployment. Esta faixa mantém as mesmas características da anterior, porém o vocal é masculino, cantado por Gary Buckley, e o arranjo da bateria é o mais diferente.
3) Democracy. Um dos clássicos do grupo, mas, particularmente, não considero esta a sua melhor versão! O arranjo de bateria é o que mais chama a atenção e, desta vez, os vocais são divididos entre masculino e feminino.
4) Dolls Of Destruction. Considero esta a melhor faixa deste primeiro Ep, apesar de não ser das composições mais conhecidas. Ela mantém as mesmas características e, mais uma vez, a voz fica dividida entre masculino e feminino.
5) Deaf In Reality. Esta faixa é a primeira de seu primeiro álbum, lançado em 1983. As composições já diferenciam-se, um pouco, do primeiro Ep, em especial devido ao timbre dos instrumentos, já que a voz mantém-se semelhante.
6) Slaughterhouse Rock. Esta tem uma característica bem rock 'n' roll, apesar de ainda ser um punk rock. Não me agrada muito esta faixa.
7) Canvey Island. Esta inicia com um arranjo de guitarra. Já mais lenta, esta se parece, um pouco, com um street punk. A faixa mais lenta até então.
8) Bully. Não me agrada esta faixa. Muito bagunçada e desafinada, além de que a composição não é das mais empolgantes!
9) Unemployment. Outra versão para a faixa 2! Mantém as mesmas características, porém o timbre é diferenciado.
10) Another Filled Hole. Esta é, talvez, a música mais bem trabalhada deste primeiro álbum. Com um clima bem de suspense, e um arranjo bem grave e intimista na bateria, esta é uma boa composição.
11) Democracy. Outra versão para a faixa 3. Nesta o grupo conseguiu dar uma melhorada no arranjo e deixou a composição com outra "cara". Considero esta faixa uma das melhores da coletânea.
12) Public Execution. Esta é bem curta, inicia apenas com guitarra e voz e, após um longo hiato em que conversas acontecem, a mesma harmonia é executada com os demais instrumentos.
13) Labels. Considero esta uma das melhores faixas de toda coletânea. A composição tem duas partes bem distintas, sendo a segunda delas o grande destaque, realmente sensacional!
14) 6.35. Outra faixa mais lenta. Também não me agrada muito esta composição, apesar de não ser ruim. Muito repetitiva, acaba enjoando.
15) Master Race. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum! Me lembra bastante a música Como É Que Pode?, do Grinders, apesar de harmonia estar em outro tom!
16) Land Of The Rising Sun. Este é o primeiro cover da coletânea. Música tradicional inglesa, esta versão é uma das mais bagunçadas e toscas que já ouvi, mas quando a composição é boa, ainda assim acaba sendo bacana de ouvir!
17) Mother. Esta é uma das faixas inéditas, não tendo sido lançada até então. É uma boa composição, e aqui já percebemos a evolução do grupo na questão dos arranjos.
18) Ripper. Esta é a outra faixa inédita da coletânea, porém, esta não é tão bacana quanto à anterior. Ainda mais lenta, esta faixa tem bastante influência de pós punk.
19) Wooden Gun. Esta é a faixa que inicia o segundo álbum do grupo, lançado em 1985. Notória a evolução do grupo, aqui ainda mais. Mais veloz, mais bem trabalhada, e afinado!
20) Eyes To See. Ótimo arranjo de guitarra para uma composição bem simples. Frases agudas da guitarra e solos começam a aparecer a partir deste trabalho.
21) Anti-War. Outro clássico do grupo, que inicia com uma composição erudita. Mais lenta e com uma intenção bem intimista, esta é uma boa composição.
22) Belfast. Esta é uma das melhores faixas da coletânea, com uma ótima melodia na voz, o arranjo da parte A é mais grave e intimista, acontecendo o oposto na parte B.
23) Just An Error. Esta é a faixa que dá nome ao álbum, e a considero uma das melhores da coletânea. Esta possui vocal masculino, e o grande destaque está na harmonia que, apesar de simples, dá uma boa sensação.
24) After The Dance. Outra faixa que considero das melhores da coletânea. Uma composição bem intimista, com a velha harmonia de tonalidades menores: I-VII-VI-V!
25) Crisis. Outra faixa bem bacana, também mais lenta, mas com um ótimo arranjo de guitarra que, aliás, é o grande destaque. Também com vocal masculino.
26) Seal Cull. Não me agrada muito esta faixa. Parece que retrocederam ao álbum anterior, todas as evoluções desapareceram!
27) Power Greed Glory. Também me agrada bastante esta faixa, principalmente devido à melodia da voz e ao arranjo de guitarra.
28) Radiation. Não me agrada esta faixa, também com influência do pós punk, ela não tem aspectos que chamem a atenção.
29) Merry Go Round. Outra faixa que não me agrada. Mais lenta, é como se fosse a balada do álbum. O vocal está no lugar, mas a composição não agrada.
30) My Gun. Esta é quase uma continuação da faixa 19, não é uma composição ruim, mas não é das melhores, sendo o destaque a melodia da voz, principalmente na parte em que a bateria para.
31) Tribal Dreams. Esta é a faixa que inicia o terceiro Ep do grupo, lançado em 1993. Ótima composição, bem intimista, mais lenta, mas com um excelente arranjo de guitarra e melodia vocal.
32) Lunacy. Outro clássico do grupo, considero esta uma das melhores faixas da coletânea. Ótimo desenho melódico da voz, mas o destaque está no refrão, sing-a-long, com frases de guitarra preenchendo os espaços. Vale a pena conferir!
33) Then. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Esta já tem características do grunge e riot grrrl, lembra bandas como Babes in Toyland, ou até mesmo os primeiros do L7!
34) Guilty As Charged. Outra faixa que me agrada bastante, principalmente devido à melodia vocal que, apesar de não ser dos melhores, é, ainda assim, o destaque.
35) Profit And Loss. Outra faixa que considero das melhores da coletânea, a única com solo de guitarra! Esta já é bem mais embalada, bastante influência de skate punk.
36) No Reason. Outra faixa que contém influências do riot grrrl, apesar de menos acentuado que a faixa 33. O destaque está na caixa dobrada da bateria na parte B.
37) Lunacy. Aqui inicia o terceiro Ep do grupo, lançado em 1994. Esta é uma outra versão da faixa 32. Me agrada mais esta versão, mais embalada, mais skate punk.
38) Hated. Outra faixa bem bacana, que mantém as mesmas características da faixa anterior, porém não tão empolgante!
39) Listen Morons. Considero esta a melhor faixa da coletânea, com certeza a faixa mais veloz, porém esta é um cover, composta pelo grupo Toxic Waste, e lançada, originalmente, em 1987.
40) Plastic Bullets. Outro cover, também composição do grupo Toxic Waste, e também lançada, originalmente, em 1987. Esta faixa já não me agrada muito como a anterior, mas não é uma faixa ruim.
41) Manhunter. Aqui inicia o quarto Ep do grupo, lançado em 1994. Também considero esta uma das melhores faixas da coletânea, bem embalada, também com influências do skate punk.
42) Deaf, Dumb & Male. Inicia como um petardo, porém quando a voz inicia, a velocidade diminui, voltando a acelerar no refrão, que não é muito extenso.
43) Tribal Dreams. Outra versão para a faixa 31. Me agrada mais esta versão, mais veloz, a voz está mais bem trabalhada e o timbre dos instrumentos estão mais bacanas!
44) Little Wooden Gun. Aqui inicia o último álbum lançado pelo grupo, um álbum ao vivo, lançado em 1995. Versão ao vivo da faixa 19. As versões ao vivo estão bem fiéis às de estúdio, porém o vocal está mais desafinado e escrachado.
45) Belfast. Versão ao vivo para a faixa 22.
46) Manhunter. Versão ao vivo para a faixa 41.
47) Just An Error. Versão ao vivo para a faixa 23. Me agrada bastante esta versão!
48) Lunacy. Versão ao vivo para as faixas 32 e 37. Acho esta versão um pouco bagunçada, considero a pior das três versões. O que irrita são os gritos que ficam ao fundo, realmente conseguem estragar.
49) Profit And Loss. Versão ao vivo para a faixa 35. Os gritos ao fundo continuam e, mais uma vez, conseguem estragar a versão! É muito irritante!
50) Tribal Dreams. Versão ao vivo para as faixas 31 e 43. Mais uma vez os gritos ao fundo continuam e, mais que nas faixas anteriores, aqui eles estragam demais! Talvez pelo fato de a composição ser mais intimista.
51) Hiroshima. Versão ao vivo para a faixa 1. Aqui os gritos param, e esta versão é mais bacana que a original.
52) Plastic Bullets. Versão ao vivo para a faixa 40.
53) Listen Morons. Versão ao vivo para a faixa 39.
54) Anti-War. Versão ao vivo para a faixa 21. Me agrada mais esta versão, principalmente devido à voz, que está mais afinada.
55) Another Filled Hole. Versão ao vivo para a faixa 10. Me agrada mais esta versão do que a original.
56) Democracy. Versão ao vivo para as faixas 3 e 11.
57) Deaf, Dum & Male. A coletânea finaliza com a versão ao vivo para a faixa 42.
Ouça a coletânea e conheça o preto e branco!

segunda-feira, 4 de março de 2019

Die Toten Hosen - Zurück Zum Glück (2004)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Alemanha (Düsseldorf / Nordrhein Westfalen)
FORMAÇÃO:
Campino - Andreas Frege (Vocal)
Breiti - Michael Breitkopf (Guitarra)
Kuddel - Andreas Von Holst (Guitarra)
Andi - Andreas Meurer (Baixo)
Vom - Stephen Ritchie (Bateria)
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Este é o décimo terceiro álbum lançado pelo grupo, através do selo JKP. É um bom álbum, as músicas não mantém uma mesma ideia, existindo influências de street punk e pop punk, e pitadas de funk metal e skate punk. As músicas são muito bem arranjadas, nada extremamente técnico, porém possui muitas informações diferenciadas, dificilmente sobra um espaço sem um brilho. As músicas, em geral, são pouco velozes, embora existam eventuais faixas mais aceleradas. As melodias da voz e os arranjos de guitarra são o ponto forte do álbum deste grupo que, na época deste álbum, já possuía bastante cancha e estrada, ficando evidente este quesito nas gravações. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Kopf Oder Zahl. O álbum inicia com a única faixa que possui influência de funk metal. Lemra um pouco Rage Against The Machine, com muito groove, exceto o refrão, que é mais solto e reto. O destaque está no riff da guitarra na parte A. A faixa não é muito veloz, mas vale a pena conferir!
2) Wir Sind Der Weg. Considero esta a melhor faixa do álbum, a mais embalada e veloz. A caixa dobrada da bateria dá um toque especial ao arranjo, bem como o refrão com suas inversões do baixo. A parte C também merece destaque!
3) Ich Bin Die Sehnsucht In Dir. Esta foi a primeira música do álbum a merecer destaque como música de trabalho, ganhando, inclusive, um videoclip, que, por sinal, é muito bom. A composição é mais intimista e lenta, embora exista seu momento de peso antes do refrão. Soa quase como um hino!
4) Weisses Rauschen. Considero esta faixa a segunda melhor do álbum. Um excelente riff na parte A e o refrão dispensa comentários! Sing-a-long e com uma ótima melodia, além de soar mais embalado, demonstrando influências do skate punk.
5) Alles Wird Vorübergehen. A balada do álbum! A segunda faixa do disco a ganhar videoclip. Considero esta uma das piores faixas do álbum, sem dúvidas! Lenta, com refrão grudento e com nada empolgante, talvez o destaque seja a melodia da voz.
6) Beten. Esta faixa inicia com um groove quase eletrônico! Lembra uma mistura de Danzig (do final dos anos 90), Living Colour e EMF, esta última, principalmente, no refrão. É uma boa composição, diferente das demais até então.
7) Wunder. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, ótima melodia, principalmente na parte A, com um bom embalo, apesar de não muito veloz, e um bom refrão, mas que poderia ser melhor!
8) Herz Brennt. Outra faixa que não me agrada nem um pouco! Lenta, ela compete com a faixa 5 entre as piores do álbum! Aliás, creio que esta ainda seja pior! Realmente não precisava dela no álbum!
9) Zurück Zum Glück. A faixa que dá nome ao álbum inicia com um bom arranjo de bateria e voz. É uma boa faixa, em especial no refrão. Timbres graves e pesados caracterizam esta composição que tem no refrão e na dinâmica o seu destaque.
10) Die Behauptung. Esta faixa conta com a participação de Raphael Zweifel tocando violoncelo em conjunto da orquestra de Hans Steingen. É uma boa faixa, sendo o arranjo das cordas o grande destaque. Realmente deu uma roupagem extremamente interessante! Vale a pena conferir!
11) How Do You Feel?. Outra faixa que considero das melhores do álbum. A única música com letra em inglês, devido à parceria com Tim Smith. Excelente refrão e bom riff de guitarra destacam a música de maneira positiva.
12) Freunde. Outra faixa que recebeu videoclip de divulgação. Talvez a música mais pop do álbum, um rock lento com roupagem bem pop eletrônico. Não é uma má composição, porém o arranjo a estraga.
13) Walkampf. A última faixa do álbum a receber videoclip de divulgação. Com um ar bem street punk, música de bar, quase um Oi!, esta é uma boa composição, seu videoclip em animação é muito bacana e curioso, creio ser o destaque!
14) Goldener Westen. A faixa inicia com um bom riff de guitarra, mas depois mantém uma ideia mais rock do que punk rock, mas ainda assim é uma boa faixa, principalmente devido ao refrão, mais uma vez, com inversão no baixo.
15) Am Ende. O álbum finaliza com uma das melhores faixas, na minha opinião. Acústica, apenas com o baixo elétrico, violões e voz, ela é bem intimista e, mais uma vez, possui inversão no baixo, desta vez na parte A. A parte B tem seu destaque na esticada pro agudo que a voz alcança, em seu final. Ótima composição, vale a pena conferir!
Ouça o álbum e se sinta de volta à felicidade!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Die Böse Hand - Die Böse Hand (1990)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Alemanha (Giessen / Hessen)
FORMAÇÃO:
Junge - Karl Kircher (Vocal, baixo)
W - Markus Weil (Guitarra)
Ulf Jachimsky (Bateria)
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Este é o primeiro Ep, e primeiro trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Bad Moon, gravado no estúdio Da Capo em 24 de Julho. Este é um projeto com membros do EA80 e do Boxhamsters. Apesar de ter classificado como punk rock, tem fortes influências de skate punk, além de pitadas de pós punk. Existem músicas embaladas e outras nem tanto, sendo que uma das faixas é um cover. É um bom Ep, as faixas não se assemelham uma a outra, sendo difícil caracterizar o som do grupo. Vale a pena conferir, não existe muita técnica, mas as composições e os arranjos são bem criativos, sendo o destaque, na minha opinião, a voz.
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FAIXA A FAIXA:
1) Slaughter. O Ep inicia já com sua faixa cover! Esta é uma composição do grupo Die Autos e gravada, originalmente, em 1983. É um clássico punk rock, mas que, devido ao embalo, se assemelha a um skate punk. Considero uma das melhores do Ep, o destaque está nos arranjos de guitarra que, apesar de simples, fazem a diferença.
2) Fuck Off Industries. Considero esta a pior faixa do Ep! Começa com violão e voz, com uma harmonia nada interessante! Depois que os demais instrumentos aparecem ela começa a demonstrar suas influências pós punk!
3) Falsche Kreuze. Considero esta a melhor faixa do Ep, com certeza a mais embalada, a mais skate punk! Acordes com pouca duração, frases da guitarra e vocal com melodia bem interessante. O destaque está na voz e nas guitarras.
4) Schlaflied (Alexandra). Com certeza a faixa mais experimental do Ep! Uma faixa apenas com baixo e voz, bem grave, inclusive. Outra que tem influências do pós punk, mas é uma bela composição, bem diferente e inovador. Vale a pena conferir!
Ouça o Ep e conheça a mão do mal!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Didjits - Backstage Passout (1991)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Mattoon - Coles / Illinois)
FORMAÇÃO:
Rick Sims (Vocal, guitarra)
Doug Evans (Baixo)
Brad Sims (Bateria)
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Este é um álbum ao vivo, pirata, lançado, após 3 álbuns de estúdio, de maneira independente. É um ótimo álbum, com a gravação de um show feito em Londres na data de 19 de Setembro de 1990. Após, no mesmo evento, ainda tocou o Fugazi. O repertório conta apenas com faixas do segundo e terceiro álbuns, e é fiel à apresentação, já que não foi editado. As músicas são embaladas, mas não muito velozes, a "cozinha" se mantém firme e conectada, dando liberdade para que Rick possa ficar à vontade. Os arranjos de guitarra são o grande destaque, existindo frequentes riffs e eventuais dissonâncias. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Cutting Carol. O álbum inicia com uma ótima composição, embalada, não muito veloz, mas bem solta, com uma boa levada e bom arranjo. A melodia vocal também tem seu valor, mas o destaque está na guitarra.
2) Joliet. Considero esta faixa a melhor do álbum. Com um arranjo bem escrachado e um refrão simplesmente avassalador somado a um embalo contagiante, apesar de não muito veloz. Vale a pena conferir esta faixa!
3) Killboy Powerhead. Esta é a faixa mais conhecida devido à versão que o Offspring viera a fazer 3 anos mais tarde. Considero uma das melhores do álbum, também com um ótimo embalo, mas com nenhum destaque específico.
4) Gold Eldorado. Outra boa faixa, com, mais uma vez, um excelente embalo, além de uma ótima intenção e expressão, mas fica por aí, não a considero das melhores apesar de ser muito boa.
5) Evel Knievel. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Desta vez o destaque está na melodia da voz e na intenção do arranjo, principalmente no solo.
6) Max Wedge. Mais uma faixa que considero das melhores do álbum. Talvez a mais veloz do álbum até então, embora também não seja muito veloz, mas, mais uma vez, o embalo é um dos destaques da composição.
7) Stingray. Outra boa faixa, mantém as mesmas características das anteriores: embalo, intenção e bons arranjos. Não a considero das melhores, mas é uma ótima composição, sendo o refrão o destaque.
8) Long Lone Ranger. Mantendo a aceleração do andamento de maneira progressiva, esta é a faixa mais veloz do álbum, mas não a considero das melhores. Uma excelente ponte e refrão, mas não o suficiente para considerá-la das melhores!
9) Plate In My Head. Considero esta a faixa mais punk rock de todo álbum. Com certeza o refrão mais grudento! Um ótimo embalo, bom refrão, arranjos interessantes da guitarra, mas fica por aí.
10) Captain Ahab. Uma composição bastante intimista, com um clima bem de "suspense" e um ótimo arranjo de guitarra. Talvez a música menos embalada de todo álbum, mas ainda assim é uma ótima composição.
11) Ax Handle. Considero esta a música mais intimista de todo álbum. O grande destaque está no arranjo da guitarra, bem dissonante e diferente do usual. Ela se mantém, por muito tempo, em um acorde só.
12) Goodbye Mr. Policeman. O álbum (e o show) terminam com uma música bem embalada, mas que não considero das melhores, apesar de ser muito boa. A guitarra é o destaque, mais uma vez!
Ouça o álbum e consiga o passe para os bastidores!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Dicks - Recorded Live At Raul's Club (1992)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: EUA (Austin - Travis / Texas)
FORMAÇÃO:
Gary Floyd (Vocal)
Glenn Taylor (Guitarra)
Buff Parrot (Baixo)
Pat Deason (Bateria)
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Este é o terceiro Ep, sexto trabalho, lançado após dois álbuns, através do selo Selfless. Este é um split lançado junto com o grupo Big Boys. As faixas fazem parte do mesmo show do álbum de mesmo nome lançado em 1980, duas delas se repetem, mas há duas músicas inéditas. Embora eu tenha classificado como hardcore old school, possui uma influência do jazz core e do skate punk. As músicas não são das mais velozes, mas possuem um embalo e swing bastante interessantes. O destaque está na guitarra, executada com acordes abertos e pouca distorção. Vale a pena conferir, pois apesar de ter sido lançado em 1992, a gravação é de 1980, o início da carreira do grupo, com a formação original, de Austin.
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FAIXA A FAIXA:
1) Fake Bands. O Ep inicia com a faixa mais veloz, e está presente no split lançado em 1980, sendo, também, a faixa de abertura. É a faixa mais hardcore do Ep, bem simples, sem frescura e muita energia.
2) Shit Fool. Esta é outra faixa que está presente no split lançado em 1980. Bem mais lenta, mas com um excelente swing, considero esta uma das melhores faixas do Ep. Dois acordes na parte A e um refrão mais solto, vale a pena conferir!
3) Kill From The Heart. Esta é uma das faixas inéditas do Ep, e a considero a melhor! O grande destaque está na dinâmica, quando a parte A é mais intimista e a parte B mais "agressiva" e mais enérgica, principalmente na voz. Vale a pena conferir!
4) Shit On Me. O Ep finaliza com outra faixa inédita. O destaque está, mais uma vez, na guitarra. Não considero esta faixa das melhores, mas ainda assim é muito boa! Não muito veloz, ela parece uma mistura das duas faixas anteriores: dois acordes e um bom trabalho de dinâmica, porém mais veloz.
Ouça o Ep e conheça o que foi gravado ao vivo no clube do Raul em 1980!

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Devotos - Hora Da Batalha (2003)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Brasil (Recife / Pernambuco)
FORMAÇÃO:
Cannibal (Vocal, baixo)
Neilton Carvalho (Guitarra)
Celo Brown (Bateria)
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Este é o terceiro álbum lançado pelo grupo, e o primeiro de maneira independente. Apesar de eu ter rotulado como punk rock, tem bastante de hardcore old school, além de pitadas de ska, rock, e até pop! Difícil comparar com alguma outra banda, é um som bem original, existindo influência de diversos segmentos musicais, além de bastante influência da música regional do grupo. Muitas vezes a velocidade está presente, mas não o tempo todo, embora as músicas que começam velozes se mantenham assim. Na verdade a diferença está mais entre uma composição e outra, sendo fiel ao gênero em questão. Um fato interessante é que a arte do disco foi feita pelo guitarrista Neilton, que também é responsável por montar seu instrumento! Adotando a política do Do It Yourself, além da guitarra, o grupo montava as caixas para os auto falantes dos amplificadores! Este álbum tem algumas participações, a maioria delas na voz, é um álbum que vale a pena conferir, apesar de estar longe de ser dos melhores do grupo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Roda Punk. O álbum inicia com a música de trabalho do álbum, já que esta possui videoclip de divulgação. Considero uma das melhores faixas do álbum, não muito veloz, mas com um bom embalo. Lembra bastante a música Falange Suburbana, do grupo Falange!
2) Brincando De Deus. Considero esta a música mais pesada do álbum, uma mistura de crossover, thrash e new metal. Esta pode muito bem ser confundida com metal! Não é ruim, seu destaque está no arranjo, mas não é das melhores.
3) Alto Estima. Considero esta a pior faixa do álbum, sem sombra de dúvidas! Realmente horrível, muito ruim mesmo, um pop rock com vocal rasgado, um riff de guitarra chato e repetitivo, enfim, nada positivo!
4) Se Eu Falar Posso Morrer. Depois da faixa horrível, o grupo dá a volta por cima e vem com um petardo! Uma das melhores do álbum, veloz, sem frescura e um bom trabalho de dinâmica, realmente vale a pena conferir!
5) Nosso Ninho. Esta faixa não me agrada muito, tem seu lado positivo, mas só no início, depois ela se transforma em um reggae não muito interessante! Também é a primeira faixa com participações, desta vez nos backing vocals de André Dark e Marcelo Santana.
6) Assis. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Um punk rock típico com vocal escrachado, mas que funciona muito bem, porém seu ponto forte está, sem dúvidas, no refrão, simplesmente excelente, talvez o melhor trecho de todo álbum!
7) Hora Da Batalha. A faixa que dá nome ao álbum é outra que tem participação especial, desta vez de Lula Côrtes, no vocal. É uma boa faixa, mas não das melhores, o destaque está no groove que ela mantém.
8) Sol Na Mira. Considero esta faixa a melhor do álbum, sem dúvidas, um típico hardcore, veloz, sem frescura, com um ótimo refrão sing-a-long e pouca duração! Vale a pena conferir!
9) Faz Parte Do Cotidiano. Outra faixa que não me agrada muito, sendo mais fraquinha, mais lenta e com um ar mais pop! Esta faixa conta com a participação da Pitty nos backing vocals. Uma das piores do álbum, na minha opinião.
10) Dá Um Sentido Para A Vida. Talvez a faixa mais experimental do álbum. Tem uma levada bem tribal por parte da bateria na parte A, enquanto que na parte B se mantém como um punk rock com uma harmonia mais thrash!
11) Pela Justiça. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, com as partes bem definidas, o trabalho de dinâmica é o grande destaque. A parte B é mais veloz, enquanto a parte A é mais intimista.
12) Votou Errado. Uma das faixas mais pesadas do álbum, ainda conta com a participação de João Gordo nos backing vocals. É uma boa faixa, bem ao estilo Ratos De Porão, a faixa ideal para o Gordo participar!
13) Só Os Que Não Pensam Tem A Consciência Limpa. Outra faixa bem veloz e pesada, muito boa, com bastante destaque para o China usado pelo baterista. Ela tem influência de músicas típicas nordestinas, além da participação de Zé Brown nos improvisos vocais. Vale a pena conferir.
14) Pra Aliviar. O álbum finaliza com um ska de três acordes. O nome já diz tudo, é bem esta a intenção, e conseguem o feito com sucesso!
Ouça o álbum e fique ligado na hora da batalha!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Devil In Miss Jones - The Devil In Miss Jones (1992)

GÊNERO: Pós Punk
ORIGEM: Alemanha (Mönchengladbach / Nordrhein Westfalen)
FORMAÇÃO:
M (Vocal, guitarra)
M (Guitarra)
A (Baixo)
M (Bateria)
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Este é o segundo Ep, e segundo trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Bad Moon. É um Ep bem pós punk, mas com pitadas de rock e punk rock. As músicas não são muito velozes, mas as composições são bem criativas, muitas vezes esperamos pelo óbvio e não é o que acontece. Não existe muita técnica por parte do grupo, mas tudo está no lugar, o vocal grave acaba caracterizando o som do grupo. Difícil encontrar informações sobre o grupo, bem como material disponível, mas vale a pena conferir o Ep!
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FAIXA A FAIXA:
1) Miss Jones. O Ep inicia com a faixa mais comprida, e, também, a mais pós punk, em especial pelo arranjo da voz. O arranjo das guitarras é o grande destaque, existindo eventuais acordes dissonantes, além de uma boa dinâmica. Existe uma parte que se parece com a música Cum On Feel The Noise, do Slade, chegando a, inclusive, ser cantada duas frases pelo grupo!
2) Drive In. Considero esta a melhor faixa do Ep, a mais punk rock. Os acordes abertos lembram bastante Big Boys, quase um jazz core. Mais embalada que a faixa anterior, os arranjos de guitarra são o grande destaque, mais uma vez!
3) Katy. A faixa que encerra o Ep é bem curta e tem a voz recitada e não cantada. Esperamos que vá continuar, mas isso não ocorre! O grande destaque está na coda, bom arranjo no final!
Ouça o Ep e sinta o demônio na senhorita Jones!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Desobediencia Civil - No Hay Libertad Sin Desobediencia (2001)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: México (Cidade do México / Distrito Federal)
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Este é o primeiro, e único, álbum lançado pelo grupo, através do selo Cryptas. Apesar de ser uma banda surgida no ano de 1993 e estar na na ativa até hoje, este é o único álbum lançado. Possuem participações em coletâneas, splits, Ep's, mas álbum apenas este. É difícil encontrar informações sobre a carreira do grupo no que diz respeito à parte musical, muitas informações referentes à suas ideologias e ações, mas pouca informação sobre o grupo, por isso, não encontrei os integrantes responsáveis pela gravação do álbum. É um som bem d-beat, mas com pitadas de crust, parece uma mistura de Riistetyt, DischargeRattus, e Doom. Os músicos são fracos, tecnicamente falando, mas, em compoensação, a energia transborda! Dentre as faixas, existe uma que é um cover. É um bom álbum, mas nada muito empolgante, apesar da energia, mesmo assim, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. O álbum inicia com uma introdução que nada mais é do que um texto recitado sobre um áudio, de baixa qualidade, do grupo.
2) Odio Eterno. A primeira faixa já mostra a que o grupo veio, muita energia com uma levada bem d-beat. Duas vozes, uma masculina e outra feminina, são o grande destaque da faixa.
3) Pres@s. Uma faixa mais veloz e gritada que a anterior, não possuindo as duas vozes, apenas nos backing. Boa faixa, mas bastante repetitiva.
4) Padres Y Patriarcas. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Não muito veloz, mas com uma progressão harmônica consistente, que é o grande destaque da composição, já que o vocal parece que "cai de paraquedas" no meio da progressão!
5) Abajo El Trabajo. Esta é uma faixa bem veloz, talvez a mais veloz até aqui, com duas vozes, mas que não conseguem acompanhar o andamento, estragando, assim, a composição. Mas não deixa de ser ruim.
6) Desobediencia Civil. Outra faixa que considero das melhores do álbum. A faixa que dá nome ao grupo não é das mais velozes, mas, também, com uma progressão harmônica consistente, a qual sofre uma elevação no andamento.
7) Soldadito De Plomo. Talvez a faixa mais lenta até aqui, talvez uma das piores faixas do álbum. Lenta, apesar da progressão harmônica ser consistente e ela sofrer uma aceleração, não me agrada muito.
8) Anarko Punk's. Mais uma faixa bem característica do d-beat, com duas partes que se assemelham na intenção, mantendo a mesma ideia do início ao fim.
9) No Más Llanto. Me agrada bastante esta faixa, considero-a uma das melhores do álbum, tudo devido à progressão harmônica, que se mantém, sofrendo alterações apenas na velocidade. O vocal encaixou bem nesta composição, respeitando a métrica e os momentos para entrar e acentuar.
10) Tod@s L@s Rebeldes. Esta faixa me dá uma agonia de ouvir! É uma boa composição, tinha tudo para ser uma das melhores do álbum, porém o vocal está sempre atrasado! É uma pena, deveriam ter regravado a voz.
11) Enemig@s De Dios. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante veloz, com vocal bem enérgico, o refrão sing-a-long é o grande destaque, além da progressão harmônica.
12) Nuestro Sentir. Primeira faixa em que o crust fica evidente no arranjo. É uma música bem arranjada, com as partes bem definidas e distintas. A parte A é mais lenta, enquanto a parte B acelera.
13) Un Bello Desorden. Considero esta uma das duas melhores faixas do álbum, principalmente devido à progressão harmônica e o arranjo da voz que encaixou bem.
14) Peste Neo Nazi. Boa progressão harmônica que, aliás, é o grande destaque da composição, já que o arranjo não foi muito bem trabalhado e a voz, não está bem executada.
15) Sangre De Inocentes. Outra faixa bem arranjada, mas, mais uma vez, a voz estraga a composição. Bem ao estilo do Discharge, na parte A,  mas com um vocal diferente. Na parte B, muda o arranjo.
16) Komete A L@s Ric@s. Muito boa a introdução, mas da composição que vem logo após já não posso dizer o mesmo! Vocal gritado, base simples e pouco empolgante, ela se transforma num crust na parte B.
17) Paremos El Exterminio. Boa faixa, com uma boa introdução e parte A, mas nada empolgante. Não muito veloz na parte A, ela acelera bastante na parte B.
18) Slave To Convention. Eis que surge o cover do álbum! Esta é uma música composta pelo grupo britânico Doom, lançada originalmente no ano de 1988. É uma versão bem fiel à original, vale a pena conferir!
19) Lucha Sin Final. O álbum fecha com a faixa que considero a melhor do álbum. Bem arranjada, com as partes bem distintas, umas mais lentas, outras mais velozes, mas com uma excelente progressão harmônica, apesar de simples.
Ouça o álbum e confirme que não há liberdade sem desobediência!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Demonolatry - Demonology (1996)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Brasil (Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
FORMAÇÃO:
Victor Martoquim (Vocal)
Marcelo Henrique (Guitarra)
Rodrigo Mágno (Guitarra)
Rodrigo Bouillet (Baixo)
Leonardo Pagani (Bateria)
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Esta é a única demo, e único trabalho, lançado pelo grupo, de maneira independente. É uma boa demo, apesar de eu ter rotulado como thrash metal, pode, muito bem, ser confundida com uma banda de death metal ou black metal, além de ter pitadas de crossover. Na verdade, lembra bastante as bandas do gênero do final dos anos 80 quando, as divisões destes três gêneros, confundiam-se. A cozinha é bem thrash, muitas vezes caindo para um crossover, porém o vocal é característico do black metal, enquanto os riffs e solos de guitarra, assemelham-se mais ao death. De qualquer forma, independente do rótulo, a velocidade está sempre presente, com arranjos e composições bem trabalhadas, os músicos são bastante técnicos, o que valoriza os arranjos. É uma pena o grupo não ter lançado nada mais, mas, mesmo assim, pôde mostrar o poder do metal carioca, e fluminense, para o mundo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. A demo inicia com uma introdução instrumental, com um tema que não é original do grupo, é um cover. Como não tem a referência e eu não me lembro que tema é, fico devendo a informação!
2) Domain. Considero esta faixa uma das melhores da demo. Aqui os músicos, já no início, começam a demonstrar sua técnica, enquanto, logo após, o vocal aparece. É um thrash com fortes flertes com o crossover. Não tão veloz, mas excelente composição!
3) Exorcism. A faixa inicia com um arranjo bem tribal, sendo o riff, bem truncado e não embalado, no início. Após, a faixa mantém uma pegada bem característica do thrash. A qualidade técnica está mais em evidência nesta composição. Não muito veloz, mas uma boa faixa.
4) Mystical Presence. Com certeza a faixa da demo mais bem trabalhada, existindo, inclusive, variações de compasso. Os riffs de guitarra bem complexos, também são o destaque da composição. Não me agrada muito esta faixa, apenas a partir do solo, na qual ela se transforma e, para mim, pode, inclusive, ser considerado o melhor trecho da demo.
5) Fallen Dreams. A demo finaliza com sua melhor faixa, na minha opinião. A mais cru, mas também a mais veloz e embalada. Sem muito trabalho nos arranjos, mas ainda assim nada simples, o grande destaque está, sem dúvida, na velocidade.
Ouça a demo e comece a entender a demonologia!