terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Die Böse Hand - Die Böse Hand (1990)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Alemanha (Giessen / Hessen)
FORMAÇÃO:
Junge - Karl Kircher (Vocal, baixo)
W - Markus Weil (Guitarra)
Ulf Jachimsky (Bateria)
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Este é o primeiro Ep, e primeiro trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Bad Moon, gravado no estúdio Da Capo em 24 de Julho. Este é um projeto com membros do EA80 e do Boxhamsters. Apesar de ter classificado como punk rock, tem fortes influências de skate punk, além de pitadas de pós punk. Existem músicas embaladas e outras nem tanto, sendo que uma das faixas é um cover. É um bom Ep, as faixas não se assemelham uma a outra, sendo difícil caracterizar o som do grupo. Vale a pena conferir, não existe muita técnica, mas as composições e os arranjos são bem criativos, sendo o destaque, na minha opinião, a voz.
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FAIXA A FAIXA:
1) Slaughter. O Ep inicia já com sua faixa cover! Esta é uma composição do grupo Die Autos e gravada, originalmente, em 1983. É um clássico punk rock, mas que, devido ao embalo, se assemelha a um skate punk. Considero uma das melhores do Ep, o destaque está nos arranjos de guitarra que, apesar de simples, fazem a diferença.
2) Fuck Off Industries. Considero esta a pior faixa do Ep! Começa com violão e voz, com uma harmonia nada interessante! Depois que os demais instrumentos aparecem ela começa a demonstrar suas influências pós punk!
3) Falsche Kreuze. Considero esta a melhor faixa do Ep, com certeza a mais embalada, a mais skate punk! Acordes com pouca duração, frases da guitarra e vocal com melodia bem interessante. O destaque está na voz e nas guitarras.
4) Schlaflied (Alexandra). Com certeza a faixa mais experimental do Ep! Uma faixa apenas com baixo e voz, bem grave, inclusive. Outra que tem influências do pós punk, mas é uma bela composição, bem diferente e inovador. Vale a pena conferir!
Ouça o Ep e conheça a mão do mal!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Didjits - Backstage Passout (1991)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Mattoon - Coles / Illinois)
FORMAÇÃO:
Rick Sims (Vocal, guitarra)
Doug Evans (Baixo)
Brad Sims (Bateria)
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Este é um álbum ao vivo, pirata, lançado, após 3 álbuns de estúdio, de maneira independente. É um ótimo álbum, com a gravação de um show feito em Londres na data de 19 de Setembro de 1990. Após, no mesmo evento, ainda tocou o Fugazi. O repertório conta apenas com faixas do segundo e terceiro álbuns, e é fiel à apresentação, já que não foi editado. As músicas são embaladas, mas não muito velozes, a "cozinha" se mantém firme e conectada, dando liberdade para que Rick possa ficar à vontade. Os arranjos de guitarra são o grande destaque, existindo frequentes riffs e eventuais dissonâncias. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Cutting Carol. O álbum inicia com uma ótima composição, embalada, não muito veloz, mas bem solta, com uma boa levada e bom arranjo. A melodia vocal também tem seu valor, mas o destaque está na guitarra.
2) Joliet. Considero esta faixa a melhor do álbum. Com um arranjo bem escrachado e um refrão simplesmente avassalador somado a um embalo contagiante, apesar de não muito veloz. Vale a pena conferir esta faixa!
3) Killboy Powerhead. Esta é a faixa mais conhecida devido à versão que o Offspring viera a fazer 3 anos mais tarde. Considero uma das melhores do álbum, também com um ótimo embalo, mas com nenhum destaque específico.
4) Gold Eldorado. Outra boa faixa, com, mais uma vez, um excelente embalo, além de uma ótima intenção e expressão, mas fica por aí, não a considero das melhores apesar de ser muito boa.
5) Evel Knievel. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Desta vez o destaque está na melodia da voz e na intenção do arranjo, principalmente no solo.
6) Max Wedge. Mais uma faixa que considero das melhores do álbum. Talvez a mais veloz do álbum até então, embora também não seja muito veloz, mas, mais uma vez, o embalo é um dos destaques da composição.
7) Stingray. Outra boa faixa, mantém as mesmas características das anteriores: embalo, intenção e bons arranjos. Não a considero das melhores, mas é uma ótima composição, sendo o refrão o destaque.
8) Long Lone Ranger. Mantendo a aceleração do andamento de maneira progressiva, esta é a faixa mais veloz do álbum, mas não a considero das melhores. Uma excelente ponte e refrão, mas não o suficiente para considerá-la das melhores!
9) Plate In My Head. Considero esta a faixa mais punk rock de todo álbum. Com certeza o refrão mais grudento! Um ótimo embalo, bom refrão, arranjos interessantes da guitarra, mas fica por aí.
10) Captain Ahab. Uma composição bastante intimista, com um clima bem de "suspense" e um ótimo arranjo de guitarra. Talvez a música menos embalada de todo álbum, mas ainda assim é uma ótima composição.
11) Ax Handle. Considero esta a música mais intimista de todo álbum. O grande destaque está no arranjo da guitarra, bem dissonante e diferente do usual. Ela se mantém, por muito tempo, em um acorde só.
12) Goodbye Mr. Policeman. O álbum (e o show) terminam com uma música bem embalada, mas que não considero das melhores, apesar de ser muito boa. A guitarra é o destaque, mais uma vez!
Ouça o álbum e consiga o passe para os bastidores!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Dicks - Recorded Live At Raul's Club (1992)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: EUA (Austin - Travis / Texas)
FORMAÇÃO:
Gary Floyd (Vocal)
Glenn Taylor (Guitarra)
Buff Parrot (Baixo)
Pat Deason (Bateria)
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Este é o terceiro Ep, sexto trabalho, lançado após dois álbuns, através do selo Selfless. Este é um split lançado junto com o grupo Big Boys. As faixas fazem parte do mesmo show do álbum de mesmo nome lançado em 1980, duas delas se repetem, mas há duas músicas inéditas. Embora eu tenha classificado como hardcore old school, possui uma influência do jazz core e do skate punk. As músicas não são das mais velozes, mas possuem um embalo e swing bastante interessantes. O destaque está na guitarra, executada com acordes abertos e pouca distorção. Vale a pena conferir, pois apesar de ter sido lançado em 1992, a gravação é de 1980, o início da carreira do grupo, com a formação original, de Austin.
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FAIXA A FAIXA:
1) Fake Bands. O Ep inicia com a faixa mais veloz, e está presente no split lançado em 1980, sendo, também, a faixa de abertura. É a faixa mais hardcore do Ep, bem simples, sem frescura e muita energia.
2) Shit Fool. Esta é outra faixa que está presente no split lançado em 1980. Bem mais lenta, mas com um excelente swing, considero esta uma das melhores faixas do Ep. Dois acordes na parte A e um refrão mais solto, vale a pena conferir!
3) Kill From The Heart. Esta é uma das faixas inéditas do Ep, e a considero a melhor! O grande destaque está na dinâmica, quando a parte A é mais intimista e a parte B mais "agressiva" e mais enérgica, principalmente na voz. Vale a pena conferir!
4) Shit On Me. O Ep finaliza com outra faixa inédita. O destaque está, mais uma vez, na guitarra. Não considero esta faixa das melhores, mas ainda assim é muito boa! Não muito veloz, ela parece uma mistura das duas faixas anteriores: dois acordes e um bom trabalho de dinâmica, porém mais veloz.
Ouça o Ep e conheça o que foi gravado ao vivo no clube do Raul em 1980!

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Devotos - Hora Da Batalha (2003)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Brasil (Recife / Pernambuco)
FORMAÇÃO:
Cannibal (Vocal, baixo)
Neilton Carvalho (Guitarra)
Celo Brown (Bateria)
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Este é o terceiro álbum lançado pelo grupo, e o primeiro de maneira independente. Apesar de eu ter rotulado como punk rock, tem bastante de hardcore old school, além de pitadas de ska, rock, e até pop! Difícil comparar com alguma outra banda, é um som bem original, existindo influência de diversos segmentos musicais, além de bastante influência da música regional do grupo. Muitas vezes a velocidade está presente, mas não o tempo todo, embora as músicas que começam velozes se mantenham assim. Na verdade a diferença está mais entre uma composição e outra, sendo fiel ao gênero em questão. Um fato interessante é que a arte do disco foi feita pelo guitarrista Neilton, que também é responsável por montar seu instrumento! Adotando a política do Do It Yourself, além da guitarra, o grupo montava as caixas para os auto falantes dos amplificadores! Este álbum tem algumas participações, a maioria delas na voz, é um álbum que vale a pena conferir, apesar de estar longe de ser dos melhores do grupo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Roda Punk. O álbum inicia com a música de trabalho do álbum, já que esta possui videoclip de divulgação. Considero uma das melhores faixas do álbum, não muito veloz, mas com um bom embalo. Lembra bastante a música Falange Suburbana, do grupo Falange!
2) Brincando De Deus. Considero esta a música mais pesada do álbum, uma mistura de crossover, thrash e new metal. Esta pode muito bem ser confundida com metal! Não é ruim, seu destaque está no arranjo, mas não é das melhores.
3) Alto Estima. Considero esta a pior faixa do álbum, sem sombra de dúvidas! Realmente horrível, muito ruim mesmo, um pop rock com vocal rasgado, um riff de guitarra chato e repetitivo, enfim, nada positivo!
4) Se Eu Falar Posso Morrer. Depois da faixa horrível, o grupo dá a volta por cima e vem com um petardo! Uma das melhores do álbum, veloz, sem frescura e um bom trabalho de dinâmica, realmente vale a pena conferir!
5) Nosso Ninho. Esta faixa não me agrada muito, tem seu lado positivo, mas só no início, depois ela se transforma em um reggae não muito interessante! Também é a primeira faixa com participações, desta vez nos backing vocals de André Dark e Marcelo Santana.
6) Assis. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Um punk rock típico com vocal escrachado, mas que funciona muito bem, porém seu ponto forte está, sem dúvidas, no refrão, simplesmente excelente, talvez o melhor trecho de todo álbum!
7) Hora Da Batalha. A faixa que dá nome ao álbum é outra que tem participação especial, desta vez de Lula Côrtes, no vocal. É uma boa faixa, mas não das melhores, o destaque está no groove que ela mantém.
8) Sol Na Mira. Considero esta faixa a melhor do álbum, sem dúvidas, um típico hardcore, veloz, sem frescura, com um ótimo refrão sing-a-long e pouca duração! Vale a pena conferir!
9) Faz Parte Do Cotidiano. Outra faixa que não me agrada muito, sendo mais fraquinha, mais lenta e com um ar mais pop! Esta faixa conta com a participação da Pitty nos backing vocals. Uma das piores do álbum, na minha opinião.
10) Dá Um Sentido Para A Vida. Talvez a faixa mais experimental do álbum. Tem uma levada bem tribal por parte da bateria na parte A, enquanto que na parte B se mantém como um punk rock com uma harmonia mais thrash!
11) Pela Justiça. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, com as partes bem definidas, o trabalho de dinâmica é o grande destaque. A parte B é mais veloz, enquanto a parte A é mais intimista.
12) Votou Errado. Uma das faixas mais pesadas do álbum, ainda conta com a participação de João Gordo nos backing vocals. É uma boa faixa, bem ao estilo Ratos De Porão, a faixa ideal para o Gordo participar!
13) Só Os Que Não Pensam Tem A Consciência Limpa. Outra faixa bem veloz e pesada, muito boa, com bastante destaque para o China usado pelo baterista. Ela tem influência de músicas típicas nordestinas, além da participação de Zé Brown nos improvisos vocais. Vale a pena conferir.
14) Pra Aliviar. O álbum finaliza com um ska de três acordes. O nome já diz tudo, é bem esta a intenção, e conseguem o feito com sucesso!
Ouça o álbum e fique ligado na hora da batalha!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Devil In Miss Jones - The Devil In Miss Jones (1992)

GÊNERO: Pós Punk
ORIGEM: Alemanha (Mönchengladbach / Nordrhein Westfalen)
FORMAÇÃO:
M (Vocal, guitarra)
M (Guitarra)
A (Baixo)
M (Bateria)
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Este é o segundo Ep, e segundo trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Bad Moon. É um Ep bem pós punk, mas com pitadas de rock e punk rock. As músicas não são muito velozes, mas as composições são bem criativas, muitas vezes esperamos pelo óbvio e não é o que acontece. Não existe muita técnica por parte do grupo, mas tudo está no lugar, o vocal grave acaba caracterizando o som do grupo. Difícil encontrar informações sobre o grupo, bem como material disponível, mas vale a pena conferir o Ep!
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FAIXA A FAIXA:
1) Miss Jones. O Ep inicia com a faixa mais comprida, e, também, a mais pós punk, em especial pelo arranjo da voz. O arranjo das guitarras é o grande destaque, existindo eventuais acordes dissonantes, além de uma boa dinâmica. Existe uma parte que se parece com a música Cum On Feel The Noise, do Slade, chegando a, inclusive, ser cantada duas frases pelo grupo!
2) Drive In. Considero esta a melhor faixa do Ep, a mais punk rock. Os acordes abertos lembram bastante Big Boys, quase um jazz core. Mais embalada que a faixa anterior, os arranjos de guitarra são o grande destaque, mais uma vez!
3) Katy. A faixa que encerra o Ep é bem curta e tem a voz recitada e não cantada. Esperamos que vá continuar, mas isso não ocorre! O grande destaque está na coda, bom arranjo no final!
Ouça o Ep e sinta o demônio na senhorita Jones!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Desobediencia Civil - No Hay Libertad Sin Desobediencia (2001)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: México (Cidade do México / Distrito Federal)
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Este é o primeiro, e único, álbum lançado pelo grupo, através do selo Cryptas. Apesar de ser uma banda surgida no ano de 1993 e estar na na ativa até hoje, este é o único álbum lançado. Possuem participações em coletâneas, splits, Ep's, mas álbum apenas este. É difícil encontrar informações sobre a carreira do grupo no que diz respeito à parte musical, muitas informações referentes à suas ideologias e ações, mas pouca informação sobre o grupo, por isso, não encontrei os integrantes responsáveis pela gravação do álbum. É um som bem d-beat, mas com pitadas de crust, parece uma mistura de Riistetyt, DischargeRattus, e Doom. Os músicos são fracos, tecnicamente falando, mas, em compoensação, a energia transborda! Dentre as faixas, existe uma que é um cover. É um bom álbum, mas nada muito empolgante, apesar da energia, mesmo assim, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. O álbum inicia com uma introdução que nada mais é do que um texto recitado sobre um áudio, de baixa qualidade, do grupo.
2) Odio Eterno. A primeira faixa já mostra a que o grupo veio, muita energia com uma levada bem d-beat. Duas vozes, uma masculina e outra feminina, são o grande destaque da faixa.
3) Pres@s. Uma faixa mais veloz e gritada que a anterior, não possuindo as duas vozes, apenas nos backing. Boa faixa, mas bastante repetitiva.
4) Padres Y Patriarcas. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Não muito veloz, mas com uma progressão harmônica consistente, que é o grande destaque da composição, já que o vocal parece que "cai de paraquedas" no meio da progressão!
5) Abajo El Trabajo. Esta é uma faixa bem veloz, talvez a mais veloz até aqui, com duas vozes, mas que não conseguem acompanhar o andamento, estragando, assim, a composição. Mas não deixa de ser ruim.
6) Desobediencia Civil. Outra faixa que considero das melhores do álbum. A faixa que dá nome ao grupo não é das mais velozes, mas, também, com uma progressão harmônica consistente, a qual sofre uma elevação no andamento.
7) Soldadito De Plomo. Talvez a faixa mais lenta até aqui, talvez uma das piores faixas do álbum. Lenta, apesar da progressão harmônica ser consistente e ela sofrer uma aceleração, não me agrada muito.
8) Anarko Punk's. Mais uma faixa bem característica do d-beat, com duas partes que se assemelham na intenção, mantendo a mesma ideia do início ao fim.
9) No Más Llanto. Me agrada bastante esta faixa, considero-a uma das melhores do álbum, tudo devido à progressão harmônica, que se mantém, sofrendo alterações apenas na velocidade. O vocal encaixou bem nesta composição, respeitando a métrica e os momentos para entrar e acentuar.
10) Tod@s L@s Rebeldes. Esta faixa me dá uma agonia de ouvir! É uma boa composição, tinha tudo para ser uma das melhores do álbum, porém o vocal está sempre atrasado! É uma pena, deveriam ter regravado a voz.
11) Enemig@s De Dios. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante veloz, com vocal bem enérgico, o refrão sing-a-long é o grande destaque, além da progressão harmônica.
12) Nuestro Sentir. Primeira faixa em que o crust fica evidente no arranjo. É uma música bem arranjada, com as partes bem definidas e distintas. A parte A é mais lenta, enquanto a parte B acelera.
13) Un Bello Desorden. Considero esta uma das duas melhores faixas do álbum, principalmente devido à progressão harmônica e o arranjo da voz que encaixou bem.
14) Peste Neo Nazi. Boa progressão harmônica que, aliás, é o grande destaque da composição, já que o arranjo não foi muito bem trabalhado e a voz, não está bem executada.
15) Sangre De Inocentes. Outra faixa bem arranjada, mas, mais uma vez, a voz estraga a composição. Bem ao estilo do Discharge, na parte A,  mas com um vocal diferente. Na parte B, muda o arranjo.
16) Komete A L@s Ric@s. Muito boa a introdução, mas da composição que vem logo após já não posso dizer o mesmo! Vocal gritado, base simples e pouco empolgante, ela se transforma num crust na parte B.
17) Paremos El Exterminio. Boa faixa, com uma boa introdução e parte A, mas nada empolgante. Não muito veloz na parte A, ela acelera bastante na parte B.
18) Slave To Convention. Eis que surge o cover do álbum! Esta é uma música composta pelo grupo britânico Doom, lançada originalmente no ano de 1988. É uma versão bem fiel à original, vale a pena conferir!
19) Lucha Sin Final. O álbum fecha com a faixa que considero a melhor do álbum. Bem arranjada, com as partes bem distintas, umas mais lentas, outras mais velozes, mas com uma excelente progressão harmônica, apesar de simples.
Ouça o álbum e confirme que não há liberdade sem desobediência!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Demonolatry - Demonology (1996)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Brasil (Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
FORMAÇÃO:
Victor Martoquim (Vocal)
Marcelo Henrique (Guitarra)
Rodrigo Mágno (Guitarra)
Rodrigo Bouillet (Baixo)
Leonardo Pagani (Bateria)
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Esta é a única demo, e único trabalho, lançado pelo grupo, de maneira independente. É uma boa demo, apesar de eu ter rotulado como thrash metal, pode, muito bem, ser confundida com uma banda de death metal ou black metal, além de ter pitadas de crossover. Na verdade, lembra bastante as bandas do gênero do final dos anos 80 quando, as divisões destes três gêneros, confundiam-se. A cozinha é bem thrash, muitas vezes caindo para um crossover, porém o vocal é característico do black metal, enquanto os riffs e solos de guitarra, assemelham-se mais ao death. De qualquer forma, independente do rótulo, a velocidade está sempre presente, com arranjos e composições bem trabalhadas, os músicos são bastante técnicos, o que valoriza os arranjos. É uma pena o grupo não ter lançado nada mais, mas, mesmo assim, pôde mostrar o poder do metal carioca, e fluminense, para o mundo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. A demo inicia com uma introdução instrumental, com um tema que não é original do grupo, é um cover. Como não tem a referência e eu não me lembro que tema é, fico devendo a informação!
2) Domain. Considero esta faixa uma das melhores da demo. Aqui os músicos, já no início, começam a demonstrar sua técnica, enquanto, logo após, o vocal aparece. É um thrash com fortes flertes com o crossover. Não tão veloz, mas excelente composição!
3) Exorcism. A faixa inicia com um arranjo bem tribal, sendo o riff, bem truncado e não embalado, no início. Após, a faixa mantém uma pegada bem característica do thrash. A qualidade técnica está mais em evidência nesta composição. Não muito veloz, mas uma boa faixa.
4) Mystical Presence. Com certeza a faixa da demo mais bem trabalhada, existindo, inclusive, variações de compasso. Os riffs de guitarra bem complexos, também são o destaque da composição. Não me agrada muito esta faixa, apenas a partir do solo, na qual ela se transforma e, para mim, pode, inclusive, ser considerado o melhor trecho da demo.
5) Fallen Dreams. A demo finaliza com sua melhor faixa, na minha opinião. A mais cru, mas também a mais veloz e embalada. Sem muito trabalho nos arranjos, mas ainda assim nada simples, o grande destaque está, sem dúvida, na velocidade.
Ouça a demo e comece a entender a demonologia!

domingo, 13 de janeiro de 2019

Defiance - Against The Law (2003)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: EUA (Portland - Multnomah / Oregon)
FORMAÇÃO:
Mike Arrogant - Michael Aragon (Vocal)
Matt Brainard (Guitarra)
Alan (Baixo)
Brian Pain (Bateria)
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Este é o quinto, e último, Ep do grupo, lançado, após três álbuns, através do selo Dirty Punk. É um excelente Ep, todas as faixas são velozes, com muita energia e ótimos arranjos. Um petardo atrás do outro! Lembra bastante bandas como Exploited, Total Chaos ou Dog Soldier, esta última, inclusive, tendo o guitarrista Matt na sua formação. Tudo no lugar, bem ensaiado, boa qualidade, bons arranjos, nada muito bem trabalhado, mas sempre muito bem executado, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Fall Into Line. Por um detalhe não considero a faixa de abertura a melhor do Ep! Veloz, com muita energia, embalada, e com uma progressão harmônica bastante interessante.
2) Warfare. Considero esta a melhor faixa do Ep, principalmente devido à progressão harmônica da parte A, além, claro, do embalo e energia característicos do grupo. A introdução é mais lenta, mas não dura muito tempo!
3) Does The System Work?. Esta é a faixa que finaliza o Ep, a mais longa. Esta composição tem a progressão harmônica muito semelhante à música Porno Slut, do Exploited! Aliás, é quase a mesma música, com algumas diferenças, principalmente no arranjo e no desenho melódico. Muito boa faixa, mas a considero a mais fraquinha do Ep.
Ouça o Ep para se manter contra a lei!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Deathrace - Demos (2011)

GÊNERO: Crust Core
ORIGEM: Suécia (Avesta / Dalarna)
FORMAÇÃO:
Johan Jansson (Vocal, guitarra)
Kenneth Wiklund (Baixo)
Tomas Andersson (Bateria)
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Este é um Ep, compilação de todo material gravado pelo grupo, lançado de maneira independente. O grupo não possui nenhum álbum, apenas um split e participações em coletâneas. Foi uma banda que durou pouco tempo, mas conseguiu deixar o registro de muita energia na execução de suas composições. É um crust bem puxado para o punk, podendo, muitas vezes, ser confundido com uma banda de d-beat. O som é veloz, vocal distorcido, assim como a guitarra, lembra uma mistura de Extreme Noise Terror com Discharge e pitadas de Brujeria. Vale a pena conferir, som sem frescura, com tudo no lugar!
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FAIXA A FAIXA:
1) Borgaräckel. O Ep inicia com uma faixa que possui a introdução mais lenta do álbum, mas não dura muito tempo, logo vem o petardo! Esta é uma faixa com muita influência de D-Beat, não é ruim, mas não é das melhores.
2) Integritet. Considero esta a melhor faixa do Ep, talvez a mais lenta, mas com um ótimo embalo, sendo o ponto forte o refrão. Lembra um pouco Riistetyt esta faixa! Excelente composição.
3) Likriktad. A faixa mais veloz até então. Esta sim é um crust, digno de exemplo! Voz sepulcral, velocidade e nada de frescura! Destaque para a guitarra.
4) Martyrer Styr Fran Graven. Outro petardo do grupo! Bem crust também, o destaque está no arranjo da guitarra. Nada de especial, mas uma boa faixa!
5) Suicidum. A música mais bem trabalhada do Ep até então! Bem crust também, veloz, enérgica, sem fresccura. Não considero das melhores, mas não é ruim. O destaque está na guitarra, mais uma vez.
6) Utdömd. Considero esta das melhores faixas do Ep. Me agrada bastante os arranjos da guitarra, bem como a intenção harmônica da parte A, além da velocidade e energia característicos do grupo. Ótima composição, vale a pena conferir!
Ouça o Ep e confira as demos!