segunda-feira, 24 de julho de 2017

Against All Authority - Split [Anti Flag] (1996)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: EUA (Cutler Bay - Miami Dade / Flórida)
FORMAÇÃO:
Danny Lore (Vocal, baixo)
Joey Jukes (Trompete)
Tim Coats (Saxofone)
Tim Farout (Trombone)
Joe Koontz (Guitarra)
Kris King (Bateria)
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Este é um split Ep lançado, junto com o grupo Anti Flag, pelo selo Records Of Rebellion. Aqui comento apenas sobre o lado do Against All Authority. São três músicas para cada banda, uma de cada lado do Lp 7'. Gosto muito do grupo, e sempre que ouço lembro do pessoal de Montenegro, já que eles gostavam muito de ouvir sons neste tipo, e em especial o Marcinho, que foi quem me apresentou o som. Este Ep tem mais partes street punk do que ska e, este, quando aparece, sempre com as guitarras distorcidas. É um som embalado, com a pronúncia veloz das palavras e aparições sob medida dos instrumentos de sopro, que, aliás, fazem toda a diferença no arranjo das músicas, lembra Suicide Machines. De maneira bem resumida, é um power trio de street punk com instrumentos de metal, vale a pena conferir, gosto muito do som.
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FAIXA A FAIXA:
1) Nothing To Lose: A melhor música do Ep, bastante embalada e com um refrão empolgante, com as palavras pronunciadas de maneira rápida, existindo eventuais incursões dos instrumentos de sopro, estes, sempre na parte ska, que se mantém no mesmo pique. Excelente composição, embora nada de especial no que diz respeito à questões técnicas.
2) When It Comes Down To You: É a que menos me agrada no Ep, embora não seja nada ruim, mantendo as mesmas características da faixa anterior, embora com menos embalo, existinod um pequeno riff de guitarra para dar um brilho a mais. Refrão sing-a-long, porém veloz.
3) Haymarket Square: A parte ska da música é excelente, o arranjo dos sopros fazem toda a diferença para o arranjo. Nas partes que não têm os sopros, o arranjo é de um street punk bem trivial, com nada de mais, mas, repito, os metais fazem a diferença na música, vale a pena ouvir só para conferi-los!
Ouça o Ep e confira o que rolava em Miami, em termos de ska core, na década de 90!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

AFI - Bombing The Bay! (1995)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Ukiah - Mendocino / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Davey Havok (Vocal)
Mark Stopholese (Guitarra)
Geoff Kresge (Baixo)
Adam Carson (Bateria)
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Este é um Ep split, de 7 polegadas, com Swingin' Utters lançado pelo selo Sessions. Cada uma das bandas tem uma música e aqui analiso apenas o lado do AFI. É o sexto Ep lançado pelo grupo, logo antes do lançamento de seu primeiro álbum. É aquele AFI de início de carreira, mais punk e mais embalado. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
Só temos uma faixa: Values Here, que na verdade é um cover, originalmente composto e gravado pelo grupo Dag Nasty. Não tem muito a ver com as características do grupo, mas para quem conhece seus primeiros lançamentos, não se surpreenderá. Foi uma versão bem fiel à original, ficou muito boa!
Ouça o Ep e veja que bela versão eles gravaram!

sábado, 15 de julho de 2017

Adolescents - Balboa Fun Zone (1988)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Fullerton - Orange / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Rikk Agnew (Vocal, guitarra)
Steve Soto (Vocal, baixo)
Frank Agnew (Guitarra)
Sandy Hansen (Bateria)
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Terceiro álbum e quarto lançamento do grupo, o qual sou suspeito para falar, pois este disco me acompanhou por muitos momentos da minha vida desde, mais ou menos, 1990, sendo que em 1994, este foi, com certeza, o melhor álbum já lançado! Ouvia todo dia! Sabia cantar quase todas as músicas! Ele foi originalmente lançado pelo selo Triple X, existindo uma versão, em Lp, nacional. Já foi postado, em 2009, aqui neste blog, este mesmo álbum, confira! O CD tem 3 músicas a mais que a versão em Lp. Este é o álbum em que, na minha opinião, o grupo atinge o seu melhor nível técnico, o que fica evidente nos arranjos das músicas, bem como as inserções individuais. Foi o último trabalho do grupo antes da sua parada na década de 90, além de ser o único álbum sem o vocalista Tony Brandenburg. Eu considero o melhor disco deles, embora muitos não irão concordar por não se tratar de um álbum de clássicos, muito pelo contrário, nenhuma música do repertório está presente em algum álbum ao vivo. É o típico álbum para ouvir, pegar o skate e sair sem rumo pelas ruas da cidade! Não deixe de ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
O álbum inicia com uma das melhores músicas do álbum: Balboa Fun Zone (Riot On The Beach). Embalada, com um riff marcante da guitarra na parte A, cadência harmônica fora do sistema tonal, outro riff de guitarra marcante, desta vez oitavado, após o refrão e acordes abertos da guitarra no refrão, são só alguns excelentes exemplos do que esta belíssima composição possui! O que é facilmente melhorado devido aos arranjos individuais de cada instrumento e sua Coda, que põe pra fora qualquer resquício de fúria contida!
A faixa 2, Just Like Before, já é mais calma, mas ainda assim tem um refrão sing-a-long muito bom, executado com coro em uníssono, que fica na mente. Existindo, também, alguns momentos individuais de destaque. Muito boa música, apesar de não ser das mais embaladas!
A faixa 3 é um cover do John Lennon executado, originalmente, pelo grupo Plastic Ono Band, chamado Instant Karma. Na minha opinião, esta é uma das piores músicas do álbum, já que é lenta, porém o refrão tem seu valor, que é elevado devido à execução do vocal.
Alone Against The World é o nome da faixa 4, a qual, também, na minha opinião, está entre as piores do álbum, existindo uma frase de teclado executada pelo produtor Chaz Ramirez. Há momentos em que o vocal parece estar desafinado ou procurando a nota certa, além de ser lenta e não ter nada de especial em seu arranjo, enfim, não serve como referência para o álbum.
Allen Hotel eleva a qualidade das músicas. Não está entre as cinco melhores, mas é uma excelente composição. Com um clima "sombrio" para o arranjo e questões de dinâmica bem trabalhadas e evidenciadas, a música tem, no seu refrão, seu ápice, sendo este, até certo ponto, sing-a-long. Vale a pena conferir!
Frustrated, a faixa 6, é bem interessante, em especial por se tratar de uma música com compasso ternário em quase todo tempo, existindo uma divisão, frase a frase, pelos dois vocalistas, bem como um riff muito criativo que se mantém em ostinato por toda parte A e Coda, a qual aparece arranjos de instrumentos de percussão, ao meu ver, de maneira improvisada. Está entre as melhores do álbum!
Na faixa 7, a primeira do lado B do Lp, se encontra o ponto máximo em termos de composição e arranjo em toda a carreira do grupo. Pode procurar em qualquer álbum, mas não irá encontrar uma música mais bem trabalhada e com excelência técnica como Genius In Pain. Com certeza uma das melhores: embalada, bem trabalhada, com evidências técnicas individuais e coletivas, além do baixo, quase que em walking bass, na parte A. Todos têm que ouvi-la, é onde percebemos a verdadeira qualidade do grupo!
It's Tattoo Time, a faixa 8, volta a ser mais lenta, mas é uma das melhores também. Uma música simples, não muito veloz, mas embalada, tendo um "solo" de máquina de tatuar, gravado no momento em que o artista Mark Mahoney trabalhava no braço do guitarrista Rikk. O típico skate punk californiano!
A faixa 9, 'Til She Comes Down, é mais lenta, mas tem um clima "sombrio", cadência harmônica fora do sistema tonal, e nuances de dinâmica bem evidentes que a tornam uma boa música, existindo um momento mais marcante no refrão. O final da música conta com a dobra da caixa da bateria e um embalo até então não existente na composição, fazendo-a terminar com gostinho de "quero mais"!
Modern Day Napoleon também está, na minha opinião, entre as piores, embora muitos com quem falo e que gostam do álbum a apontam como uma das melhores. Ela não chega a ser ruim, principalmente devido ao seu refrão, que possui uma frase de guitarra e uma variação rítmica evidenciada pela bateria.
A faixa 11, I'm A Victim, era uma das que mais gostava de ouvir! Ela na verdade não é grande coisa, mas o final me chamava bastante atenção, o clima das vozes, o dedilhado, a variação de compasso para um composto, a levada no ride, o Hammond, novamente gravado pelo produtor Chaz Ramirez, o solo, e, claro, a execução vocal, faziam eu querer ouvir de novo, e de novo, e de novo... não que a primeira parte seja ruim, mas o final é que me chamava atenção, de verdade.
A última faixa do Lp chama-se Balboa Fun Zone (It's In Your Touch) e é uma balada, a típica balada de fim de álbum muito comum em álbuns deste período. O final da faixa anterior entra como uma luva para preparar o ouvinte para esta, que é quase toda acústica, executada em violões, sendo o arranjo do baixo e da bateria como o grande diferencial da música, eles dão toda cor, swing e brilho para a composição, que é muito boa, existindo a presença evidente de emoção na execução.
A faixa 13, e primeira que não está presente na versão em Lp, chama-se Runaway e está, na minha opinião, entre as melhores. Tem uma levada em cavalgada na parte A que faz toda diferença, sendo elevado a dinâmica no refrão, com um solo muito bom e uma Coda que também não perde em nada para o restante das partes! Excelente música, pena que não está presente no Lp!
She Walks Alone, a penúltima faixa do disco não é ruim, mas também não é das melhores. Tem no refrão o seu melhor, sendo este sing-a-long. Não é muito veloz e nem muito empolgante, mas é bacana, porém sem nada de mais.
A última faixa se chama Surf Yogi e é bem característica de uma música bônus, já que destoa de todas as outras. Ela é, na verdade, um cover, instrumental, do musical, de 1964, chamado Fiddler On The Roof. A música se chama If I Were A Rich Man e foi composta por Sheldon Harnick e Jerry Bock.
Escute Balboa Fun Zone e sinta vontade de pegar seu skate e andar pelas ruas da cidade!

domingo, 9 de julho de 2017

Adicts - This Is Your Life (1984)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Ipswich - Suffolk / East Of England)
FORMAÇÃO:
Monkey - Keith Warren (Vocal)
Pete Dee - Pete Davison (Guitarra)
James Harding (Teclado)
Spider - Mel Ellis (Baixo)
Kid Dee - Michael Davison (Bateria)
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Álbum lançado com duas versões diferentes, uma em Lp, em 1984; e outra em CD, em 1992, ambos pelo selo Fallout. Este é, na verdade, uma coletânea, sendo a primeira lançada pelo grupo após 2 álbuns, 1 Ep e 3 singles, existindo algumas versões diferentes e músicas inéditas. Para quem não conhece, o grupo faz um punk rock bem de acordo com sua origem: a inglesa, tendo o figurino, à la Droogs, como marca registrada. Uma banda clássica do punk rock inglês, a qual todos deveriam, ao menos, ouvir e conhecer.
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FAIXA A FAIXA:
O álbum começa com o seu maior clássico: Viva La Revolution, faixa que está presente apenas na versão em CD e é originário do single de mesmo nome, lançado em 1982. A música tem, inclusive, videoclip de divulgação, e, na minha opinião, é, com justiça, o maior clássico do grupo, realmente muito bom. Tive a honra de preparar uma versão psychobilly para ela e fazer uma apresentação com um aluno de contrabaixo acústico! Quem viu, viu!
A segunda faixa, Steamroller, também está presente apenas na versão em CD e foi lançada, originalmente, no mesmo single da faixa anterior. Muito boa a música, uma das melhores do grupo, embalada e empolgante!
Na faixa 3 começa a versão em Lp, que leva o nome do álbum, This Is Your Life, lançada, originalmente, como uma demo. Um punk rock inglês clássico, embalado e com a velha combinação de acordes I-IV-V!
Don't Exploit Me já possui, na parte A, uma harmonia mais "furiosa" e menos alegre. Aliás, esta parte, por coincidência, lembra Exploited mais leve! Já a parte B é aquele típico punk rock inglês. Também lançada como uma demo.
A faixa 5 chama-se Younger Generation e não possui aquela característica de punk rock alegre, embora seja um típico punk rock inglês. Boa música.
A faixa 6 é mais uma da mesma demo das faixas anteriores e se chama Calling Calling. Esta poderia muito bem ser uma música do Clash que não seria nenhuma surpresa! Já mais suave, quase uma balada, com um ritmo pausado nos instrumentos de corda que fazem toda a diferença.
Just Like Me traz a velocidade de volta para o álbum em grande estilo. Uma das melhores do disco, embalada do início ao fim e com um refrão sing-a-long. É a última música da demo e também um punk rock inglês!
A faixa 8 chama-se Easy Way Out. É uma música diferente, com uma cadência harmônica de um intervalo de uma segunda menor na parte A, o que dá um clima "sombrio" para a composição, enquanto que a parte B tem um embalo bacana e se torna aquele típico punk rock inglês. Música presente no primeiro trabalho do grupo, Lunch With The Adicts, de 1979.
A faixa 9, também está presente no mesmo Ep da faixa anterior, e se chama This Week, uma das melhores do álbum. Ela tem basicamente dois acordes, começando com um arranjo mais calmo para logo em seguida o embalo do punk rock inglês aparecer.
Organised Confusion é o nome da faixa 10, também do mesmo Ep de 1979, e, também, uma das melhores do álbum. Com a letra extremamente simples (é cantado apenas o título da música), mas com um riff de guitarra bem rock'n'roll que faz toda a diferença. Muito boa a música, vale a éna conferir.
A faixa 11 é a última música do Ep de 1979, e se chama Straightjacket. É um punk rock inglês típico, existindo um riff de guitarra no início, com apenas duas notas, que é bastante interessante.
Numbers é o nome da faixa 12, gravada em 1979 na Radio 1, num dos tantos Peel Sessions gravados lá por bandas de punk rock inglesas! É muito boa música, embalada, com o baixo em evidência.
A faixa 13, Get Adicted, também faz parte do Peel Sessions da faixa anterior. Um punk rock inglês clássico. Não é das mais embaladas, mas é bacana.
Distortion é outra que resultou da gravação da Radio 1. Esta já não tem aquela característica alegre de alguns punk rock ingleses, o que dá um clima interessante para o álbum, sendo quase uma cadência harmônica de dois acordes o tempo todo.
A faixa 15, Sensitive, poderia ser muito bem uma música do Devo devido à sua parte A. Uma das melhores músicas do álbum, é a última música gravada na Radio 1. Possuindo uma frase do baixo marcante na parte A e um refrão com a caixa dobrada que fazem toda a diferença, bem como o riff da guitarra após a parte B.
Sympathy foi gravada para um single que nunca foi lançado, sendo uma música inédita em 1984, quando o álbum foi lançado. Não tem nada de especial, é mais um punk rock inglês típico, com a progressão I-IV-V.
A faixa 17, Sheer Enjoyment, seria o lado B do single da faixa anterior, ou seja, também inédita quando do lançamento do álbum. É a última faixa da versão em Lp, um punk rock clássico que lembra, devido à execução das palhetadas de guitarra, um pouco, com exceção da voz, Toy Dolls.
A faixa 18, Champs Élysées, pertence ao Ep Bar Room Bop, lançado em 1985 e está presente apenas na versão em CD. É uma das melhores do álbum e aqui temos, pela primeira vez no álbum, a participação do tecladista. Já tem uma característica mais oitentista, até em função do teclado, mas não só. De qualquer forma, recomendo conferir!
Sound Of Music também está presente no mesmo Ep da faixa anterior e lembra, devido à bateria, um pouco de disco music! Mas é uma música bacana, vale a pena conferir!
A penúltima música do álbum se chama Who Spilt My Beer? e também é um grande clássico do grupo, pertencente ao mesmo Ep de 1985. O interessante dela está em sua melodia que parece bastante um hino, existindo eventuais variações de compasso, de simples para composto. Vale a pena conferir!
Cowboys fecha o álbum e pertence ao mesmo Ep de 1985. Esta é quase um punk rock country, pois tem bastante característica de músicas de western, embora seja um punk rock! Existe alguns contracantos que lembram índios. Boa música.
Ouça This Is Your Life e confira um dos grandes clássicos do punk rock inglês! Indispensável!

sábado, 1 de julho de 2017

Acid Drinkers - La Part Du Diable (2012)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Polônia (Poznan / Poznan)
FORMAÇÃO:
Titus (Vocal, baixo)
Jankiel (Guitarra)
Popcorn (Guitarra)
Slimak (Bateria)
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Este é o décimo quinto álbum de estúdio do grupo, existindo ainda em sua discografia mais um Ep, um álbum ao vivo e uma coletânea. O álbum, lançado pelo selo Mystic Production, está longe de ser um dos melhores do grupo, pelo contrário, nem chega perto dos primeiros lançamentos, mas mesmo assim não é ruim. Não é culpa do grupo, eles apenas seguem a tendência do thrash mundial, o qual, a partir dos anos 2000, esteve muito mais preocupado em compor músicas pesadas do que velozes, existindo bastante influência de new metal. É um grupo ícone do gênero em seu país, bastante conhecido mundo afora, lembrando bandas clássicas do gênero, algumas mais atuais como Brujeria, muita influência, como já dito antes, de new metal, alguns flertes com o stoner rock, além de lembrar, às vezes, Voivod. As músicas são pesadas e tem algumas mais velozes, além de existir eventuais momentos bem stoner. Não é dos melhores, mas vale a pena conferir! Para quem é fã do gênero, este é um prato cheio!
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FAIXA A FAIXA:
Kill The Gringo é a música que abre o álbum, que já começa com um petardo! Esta é uma das melhores faixas do álbum: veloz, com variações rítmicas, palhetadas em semi-colcheias, e um refrão que é clássico de Brujeria, com a diferença que estes cantariam México e não Argentina! Vale a pena conferir!
A faixa dois chama-se The Trick, e possui um excelente videoclip em animação (que deve ter sido censurado!). Também uma das melhores do álbum, veloz e com palhetadas em semi-colcheia por parte da guitarra. Confira, não tem como não curtir!
A faixa três, Old Sparky, também possui videoclip de divulgação. Já não tão boa quanto às anteriores por se tratar de uma música mais lenta, o peso está em evidência, com destaque para os arranjos da bateria. Um típico thrash dos anos 2000!
On The Beautiful Bloody Danube é o título da faixa 4, que também é pior que as anteriores, apesar de existir pequenos trechos velozes. Alguns trechos com levadas bem tribais e um vocal com influência do rap também são características da composição.
Dance Semi-Macabre, a faixa 5, abre com um riff de guitarra bem "macabro", como o título sugere, mantendo esta característica. Também uma música lenta e pesada, com os dois bumbos em evidência e riffs de guitarra típicos do new metal. Não gosto muito desta música, mas não chega a ser ruim.
A faixa 6 chama-se V.O.O.W. e é a música mais parecida com Voivod. Também não muito veloz enquanto o refrão pode facilmente ser confundido com um stoner rock. Não acho das melhores, mas a qualidade já cresce em relação à faixa anterior!
Bundy's DNA é uma das melhores, senão a melhor, faixa do álbum. Veloz e embalada do início ao fim, lembra bastante Slayer ou Exodus. Excelente música, com variações rítmicas e arranjos bem trabalhados. Confira, esta é de cabeceira!
A faixa 8, Andrew's Strategy tem muita característica de new metal, tanto pela harmonia quanto pelo vocal, que altera em relação às outras faixas. Pode ser a música mais leve do álbum (embora não seja leve), a que mais tem característica de sing-a-long! Não gosto muito, mas vale a pena ouvir ela no meio do álbum por destoar das demais!
The Payback, a faixa 9, também está entre as melhores do álbum. Veloz em sua quase totalidade, é bem embalada, com guitarras abafadas em semi-colcheias quando da voz na estrofe, existindo uma variação rítmica no refrão. Vale a pena conferir!
Broken Real Good é o título da penúltima faixa do álbum. Não gosto muito desta música, é pesada e lenta, com algumas características de new metal, mas também de funk metal, existindo um riff no refrão que é bem stoner.
A música que fecha o álbum chama-se Zombie Nation, que nada mais é do que um blues-thrash. É um shuffle com distorção no talo, afinações, dos instrumentos de corda, baixas, com viradas e pontes de thrash metal. O lugar certo para esta música é bem onde ficou, no fim do álbum, não combinaria ela no meio das demais. Não é ruim, mas não tem nada de mais.
Ouça La Part Du Diable e sinta a porrada de uma das bandas referência do gênero na Polônia!

domingo, 25 de junho de 2017

Acid Connection - Buzz Bait (1998)

GÊNERO: Crossover
ORIGEM: Japão (Nagoya / Chubu)
FORMAÇÃO:
Sasa-Yan (Vocal)
Otake (Guitarra)
Hee? (Baixo acústico)
Yu-Inch (Bateria)
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Este é o primeiro Ep e único lançamento do grupo, lançado pelo selo Downer. Existe pouca informação sobre a banda à disposição, todos classificavam a banda como sendo psychobilly, talvez pelo fato de ter contrabaixo acústico na formação, porém o som é muito semelhante à Accüsed, lembrando um pouco de Agnostic Front (na época do Cause For Alarm), podendo ser classificado como hardcore old school, já que é um crossover mais hardcore do que metal! O grande destaque está nos slaps do baixo, já que o som é bem cru, com palhetadas rápidas da guitarra que também ajudam a deixar o som mais bacana. Não existe uma qualidade técnica muito grande, mas tudo está no lugar, destacando, mais uma vez, o baixo acústico. Realmente uma proposta diferente, além das composições que são muito boas, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
A faixa que abre o Ep chama-se Reject. Na minha opinião, a melhor música do álbum, começa com uma introdução instrumental não muito veloz, para logo em seguida começar os slaps do baixo, bem como as palhetadas velozes da guitarra e o vocal rasgado e distorcido, com um refrão marcado, dando espaço para uma parte cadenciada. Ouça e não se arrependa, vai querer ouvi-la de novo!
Ballroom Blitz, uma das músicas mais copiadas por grupos de diferentes gêneros, é a última música do lado A. Esta música foi composta por Mike Chapman e Nicky Chinn, originalmente gravada pelo grupo Sweet, em 1973. A versão do Ep é bastante embalada, com as palhetadas velozes da guitarra e os slaps do baixo, mais uma vez, fazendo a diferença! Confira esta versão, muito bom o arranjo!
Radical Idea abre o lado B do Ep e, junto com a primeira faixa, está entre as melhores. No mesmo pique da primeira faixa, porém com refrão mais sing-a-long e uma introdução não tão extensa. O curioso é que no final entra um arranjo totalmente novo, não muito longo, o que dá a sensação de que uma nova música foi emendada. Esta última parte lembra bastante Agostic Front.
Buzz Bait, a faixa título do Ep é a música que fecha o álbum. Esta sim é a que tem mais característica de um psychobilly, aliás, esta é um psychobilly, com progressão harmônica típica do rockabilly, porém com um arranjo bem jazz mesclado com um psychobilly no decorrer da composição se torna a marca registrada da música. O grande destaque está no baixo acústico que carrega nas costas o arranjo da música, sendo a letra bem curta, cantado apenas o seu título.
Ouça o Ep e perceba que o baixo acústico é um excelente instrumento para se tocar, também, crossover!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ace - Holding On (1986)

GÊNERO: Glam Metal
ORIGEM: França (Cannes / Provence Alpes Côte d'Azur)
FORMAÇÃO:
May Field (Vocal)
Paddy (Guitarra)
Angie (Baixo)
Lee Mons (Bateria)
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Este é o primeiro single do grupo, lançado pelo selo N.E.W., após 3 demos. Possui músicas da primeira e terceira demos. É uma banda que se assemelha a Mötley Crüe, Poison, Judas PriestVan Halen, entre outros deste estilo. O último lembra muito devido às guitarras. É o típico hard rock glam poser da década de 80, com vocais melosos e frases de guitarra melodiosas. Para quem curte o gênero, este é um prato cheio!
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FAIXA A FAIXA:
Holding On abre o single. É uma balada hard rock típica! O exemplo perfeito de um love metal! Esta possui videoclip de divulgação que é bem divulgação, pois a música não toca até o fim! A parte A é executada com as guitarras arpejadas e sem distorção, existindo uma frase de guitarra que prepara para o refrão, que é quando a distorção aparece na base. O refrão e a frase da guitarra são o que dão um toque a mais na composição, que é bem "mela cueca". Não curto muito esse som, mas depois de ouvir bastante a gente se acostuma com o refrão!
Eat Me Love Me é a música do lado B do single e também tem videoclip de divulgação. Já bem melhor que a primeira, começa com uma frase de guitarra que lembra bastante Van Halen, enquanto que após a entrada da voz a música se assemelha a Judas Priest. O refrão é o ponto forte da música, com um refrão sing-a-long e um riff de guitarra que o tornam marcante. O final da música tem a caixa dobrada e dois bumbos que dão uma fúria a mais para o arranjo. Vale a pena conferir, muito boa música!
Escute o single e veja que os franceses sabem ser tão posers quanto os californianos!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A.C.A.B. - No. 1 (2002)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: Malásia (Kuala Lumpur / Distrito Federal)
FORMAÇÃO:
Megat Magskin Hafiz (Vocal)
Eddy J. Herwan (Guitarra)
Anaskin Skywalker (Guitarra)
Hardy Sham (Baixo)
Zul (Bateria)
Black (Bateria)
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Esta é a segunda coletânea do grupo que contém músicas de todos os álbuns já lançados pelo grupo até então, nada mais do que 3 álbuns, 3 ep's e 1 demo. Esta coletânea foi lançada pelo selo Clockwork. É uma banda bastante eclética, apesar de ter classificado-a como Oi!, existem músicas punk rock, outras street punk, ska, rocksteady e até heavy metal! Fica extremamente perceptível a diferença de álbum para álbum, já que as músicas não estão em ordem cronológica ou algo em que separe pelas qualidades de gravação. É um disco com altos e baixos, existem músicas excelentes, realmente muito boas, em compensação existem músicas horríveis, realmente ruins mesmo. Não conheço muito a banda, mas, percebe-se, tem seu valor e creio ser uma das maiores bandas do gênero em seu país. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
O álbum abre com City Girls, um street punk cru e original. As pausas e o refrão são o toque a mais que toda composição merece! O solo, apesar de simples, dá um brilho a mais, assim como as eventuais pausas. Pena a qualidade da gravação não ser das melhores, já que vem de uma demo.
A segunda faixa chama-se Racial Hatred, já possui uma qualidade de gravação bem superior, bem pesada e, inclusive, com harmônicos artificiais na guitarra. O refrão é o ápice da música e este me lembra o refrão da música Human Rights do grupo Cruel Maniax! Não é das melhores mas não é ruim!
We Are The Skins é o nome da terceira faixa, que é um punk rock estilo inglês, não muito veloz, com refrão sing-a-long e solo melódico com poucas notas. Nada de especial, mas não chega a ser ruim.
A.C.A.B. é a primeira das melhores músicas do álbum a se apresentar! Sua harmonia na parte A é quase igual a uma música que eu tocava com o Los Sombreros, a música se chamava Sistema Maldito! É um punk rock, também não muito veloz, que tem um refrão simples e que fica na mente! Muito boa, vale a pena conferir!
Streets Of Uptown é a primeira de uma seqüência de músicas horríveis! É uma balada punk rock, lenta, com harmonia à la Beatles e frase melódica romântica, realmente muito ruim, não aconselho ninguém a ouvi-la!
We Are The Youth é a segunda música horrível da seqüência. Ela segue as mesmas características da música anterior, outra balada punk rock, lenta. Realmente muito ruim, passe esta faixa quando chegar a sua vez de ouvi-la!
Sabe quando o cara pensa que depois de duas músicas muito ruins, em seqüência, a coisa não tem como piorar? Pois piora, e muito! A responsável por isso é a faixa 7 chamada Bersama Semula. Esta consegue ser ainda pior que as duas faixas anteriores! Arrastada, chata, e também uma balada punk rock! Se esta tivesse a metade do andamento e outra expressão vocal, seria um ótimo doom!
Agora a coisa começa a melhorar! Ainda não no seu melhor momento, mas Orang Timur é um heavy metal. Com harmonias executadas em cavalgadas e seu modo menor, a música lembra bastante bandas de heavy metal como Iron Maiden, com exceção da qualidade técnica e, principalmente, o vocal. A guitarra está bem trabalhada nesta faixa, típico de uma música de heavy metal! Vale a pena conferir!
A faixa 9 nos leva do heavy metal da faixa anterior até um ska sem drive nenhum, tudo bem clean. Este ska chama-se Fight For Your Rights, e tem ainda um teclado executado por Megat Magskin Hafiz como toque a mais! Uma boa música para quem quer ficar sossegado!
Bookies é mais uma da demo, por conseqüência, a qualidade não é das melhores, mas a música é um street punk cru e sem frescuras, mostrando tudo a que tem direito! Boa música.
A partir da faixa 11 vem, na minha opinião, a melhor seqüência do álbum, e esta inicia com Unite & Fight. Um street punk no estilo Subhumans, com um refrão marcante, solo e embalada, excelente composição, uma das melhores do álbum, com certeza! Confira e confirme!
Unfairground. Creio ser esta a melhor música do álbum, na linha da faixa anterior, à la Subhumans, o refrão marcante e marcado, com frase da bateria e sing-a-long, fazem toda a diferença, que tem um brilho a mais com o solo de guitarra! Realmente esse som mata a pau!
Uma pausa pra respirar com a faixa 13, mais uma balada punk rock chamada Where Have All The Bootboys Gone!. Não chega a ser ruim como as baladas anteriores, mas também não é lá grande coisa, nada de mais a não ser as frases melódicas da guitarra que preenchem os espaços da melodia principal.
Skinhead 4 Life é outra música que mata a pau, com certeza a segunda melhor do álbum, e tudo graças à suas partes B e C, mas especialmente a parte B, esta parece uma declamação que aparenta ser bem sincera na sua expressão, existindo, ainda, um bom riff de guitarra na parte A, o qual também é a introdução da música. Vale a pena conferir, é daquelas músicas que chega a arrepiar os pêlos do braço!
A faixa 15 chama-se We Are A.C.A.B. e também é uma das melhores, segue a mesma linha da faixa anterior, embora não tenha nada que arrepie lugar nenhum! O refrão é o ponto forte, que já vem com uma preparação para ele na parte B. Muito boa a música.
Freedom & Justice também é uma balada, mas desta vez uma balada heavy metal e não punk rock! Depois ela embala e se torna uma mescla de heavy metal e punk rock, voltando a virar balada logo após. Não é ruim, mas quase!
A penúltima faixa chama-se Perjuangan e esta é uma cópia de Hallowed Be Thy Name do Iron Maiden. Eles poderiam, facilmente, serem processados por plágio, embora não tenha todos os detalhes iguais, a intenção é exatamente a mesma, a melodia é quase idêntica, as frases de guitarra... apenas o vocal que é autêntico! E isto por causa do timbre e não do arranjo! Mas é uma boa música, vale a pena conferir.
A última faixa chama-se Bunga Padang Pasir e esta é um rocksteady que começa de forma acústica com violões. É uma boa música para finalizar o álbum, embora não seja uma das melhores faixas dele. As frases da guitarra dão um brilho a mais, assim como o teclado existente.
Confira o ecleticismo de No. 1 e saia cantarolando "unfairground, unfairground..."!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

AC/DC - Live (1992)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: Austrália (Sydney / New South Wales)
FORMAÇÃO:
Brian Johnson (Vocal)
Angus Young (Guitarra)
Malcolm Young (Guitarra)
Cliff Williams (Baixo)
Chris Slade (Bateria)
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Este é o segundo álbum ao vivo da discografia oficial. Apesar de ter sido lançado em 1992, pelo selo ATCO, todas as faixas foram gravadas em 1991 durante a turnê de divulgação de The Razors Edge. O curioso do álbum está na edição das faixas e no arranjo do fim das mesmas, isto porque elas começam e terminam, quase que em sua totalidade com fade-in e fade-out, respectivamente, bem como a execução, ou do acorde dominante ou do acorde fundamental, do fim que cria um clima interessante. No mais se mantém como a banda sempre foi, com suas características próprias na exibição ao vivo, muito por causa de Angus Young. Um ótimo álbum, bem mixado e equalizado que vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
O álbum começa com Thunderstruck, abrindo o show com uma música do novo álbum, esta versão foi editada com momentos de dois shows diferentes. O início, com o som dos trovões e o final que contém um resmungo de Brian Johnson foram gravados no Donington Park, em Leicestershire, na Inglaterra no dia 17 de Agosto, enquanto a música foi gravada na Espanha. Uma excelente música para iniciar um show, em especial pelo riff de guitarra no início.
Shoot To Thrill é a segunda faixa, uma das poucas que não começa com fade-in, esta foi gravada no dia 23 de Abril, na Inglaterra, mais precisamente no NEC em Birmingham. Um clássico do seu álbum mais vendido pra animar o público logo no início!
Mais um clássico no início: Back In Black é o nome da faixa 3, que foi gravada no mesmo show da abertura dos trovões, na Inglaterra. Com exceção do final, é a música como ela é na versão de estúdio, sem mexer em nada do arranjo.
Sin City é a quarta faixa e a primeira da "Era Bon Scott", começa com uma pequena fala de Brian Johnson, e se mantém como na versão de estúdio, embora, obviamente, o vocal dá uma outra característica para a música. A parte do  meio em que as guitarras param cria um clima bastante interessante, em especial ao vivo, podendo se ouvir a platéia neste momento.
Who Made Who dá nome à faixa 5, e foi gravada no mesmo show da faixa 2, na Inglaterra. É uma música para dar uma amaciada no clima, já que ela não é tão explosiva quanto à maioria das outras. O grande destaque está nos legatos da guitarra que aparecem em diversas oportunidades no decorrer da música, tanto em regiões médias quanto agudas. Uma boa música para ouvir.
A sexta faixa, Heatseeker, foi gravada no mesmo dia da faixa anterior. Já é uma música mais embalada, mas sem o mesmo apelo que os grandes clássicos do grupo, embora as guitarras, mais uma vez, criam o destaque da música devido à seus riffs, embora existam alguns momentos em que arranjos rítmicos se tornam interessantes.
Fire Your Guns é a segunda música do álbum de divulgação a ser apresentada, esta foi gravada no mesmo show da faixa 3. Mantém uma boa seqüência, já que ela mantém um embalo semelhante à faixa anterior, também com um riff de guitarra como destaque.
A faixa 8, Jailbreak, é uma das músicas que mais tem variações no seu arranjo, começando pela exibição solo de Angus Young, o que também acontece no meio da música. Esta faixa foi gravada no mesmo dia da faixa 6. Vale a pena conferir esta versão, que é bem singular!
O blues clássico do grupo, The Jack, dá uma acalmada no clima, um momento para respirar! Esta versão foi gravada em um show em Moscou, na Rússia, num local chamado Tushino Airfield, no dia 28 de Setembro (o dia do centenário do Peñarol!). O destaque está na interação de Brian Johnson com o público, que canta junto e acompanha a canção no momento antes do solo de guitarra.
Mais uma música do álbum novo: The Razors Edge. Música gravada no mesmo show da faixa 8. É uma música pesada, mas sem grandes momentos, é mais o clima que a guitarra cria que destaca a música, apesar da dobra da caixa da bateria após o refrão.
A faixa 11, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, foi gravada no mesmo dia da faixa anterior e se mantém semelhante à versão de estúdio. É uma boa seqüência, pois assim como a faixa anterior, é pesada, mas não muito embalada, a não ser no momento do solo, que também tem uns legatos, que sobem cromaticamente, bastante interessantes.
Moneytalks é o nome da faixa 12, que também é a última música do CD 1, ela foi gravada no mesmo show da faixa anterior. É mais uma música do novo  álbum, e ela se mantém fiel à versão do álbum de estúdio. Uma das melhores, com um refrão marcante!
O CD 2 abre com Hells Bells e é a primeira faixa com uma versão de uma apresentação fora da Europa. A música foi gravada no Northlands Coliseum, em Edmonton, no Canadá, no dia 22 de Junho. Mais um clássico, com o sino em seu início sendo a marca registrada da música, muito boa música que também se mantém fiel à versão de estúdio.
Are You Ready dá nome à faixa 14, esta versão foi gravada em local desconhecido, mas vale a pena conferir já que é uma música não muito comum de se ver no setlist do grupo, talvez apareça aqui por ser mais uma música do álbum novo de divulgação. Uma das melhores, sou fã deste som, vale a pena conferir.
A faixa 15 é That's The Way I Wanna Rock 'n' Roll, embalada e com um riff inspirador que se mantém por toda parte A, também é uma das melhores apesar de manter as características do arranjo como a versão de estúdio. Também tem local desconhecido, assim como a faixa anterior.
High Voltage, um dos primeiros clássicos do grupo, dá nome à faixa 16, que foi gravada também em local desconhecido, assim como a faixa anterior. Esta versão mantém o arranjo clássico das versões ao vivo, desde a época de Bon Scott, a qual existe uma pergunta e resposta entre o vocal e o público. Muito bacana, cria um clima mais intimista entre banda e público.
A faixa 17 é outro clássico do grupo: You Shook Me All Night Long, gravada no mesmo dia da faixa 7, na Inglaterra. Mantém o arranjo da versão de estúdio, com exceção do final.
Outro grande clássico dá nome à faixa 18: Whole Lotta Rosie, gravada no mesmo show da faixa 9, na Rússia. Versão semelhante à do álbum ao vivo anterior, ainda com Bon Scott, existindo, no começo, um coro da platéia gritando o nome de Angus, o que já se tornou uma marca registrada da música em suas exibições ao vivo. Sou grande fã desta música, nunca é demais ouvi-la!
No dia 20 de Abril, os irmãos Young voltaram à sua terra natal, Escócia, e fizeram um show no S.E.C.C., em Glasgow, o qual tocaram a faixa 19, Let There Be Rock, também com sua versão clássica das exibições ao vivo em que existe um longo trecho em que Angus Young improvisa em sua guitarra, se atirando no chão do palco, deitando e rolando, literalmente! Sempre é interessante ouvir o que sai ao natural da expressão do guitarrista nesta música, pois ela é baseada em improvisos.
No mesmo dia da faixa anterior, o grupo gravou Bonny, música que foi gravada originalmente no lado B do single Jailbreak, porém com o título de Fling Thing. Na verdade esta é uma melodia tradicional escocesa chamada The Bonnie Banks O' Loch Lomond, o mais vibrante é o público cantando a canção junto da guitarra que executa, sozinha, a melodia, realmente muito bom, embora de curta duração!
A faixa 21, Highway To Hell é uma continuação da faixa anterior, por isso também é outra que começa sem fade-in. O arranjo mantém-se fiel à versão de estúdio, com exceção do final. Um outro grande clássico do grupo.
T.N.T. é a penúltima faixa do disco, e foi gravada no mesmo dia da faixa 10. É uma boa música, mantendo o arranjo bem semelhante ao original.
O álbum termina com outro grande clássico do grupo, e, na minha opinião, uma das melhores do grupo: For Those About To Rock (We Salute You), esta versão foi gravada no mesmo dia da faixa 13, e tem como grande destaque os tiros de canhão em seu final, deixando-a como a música perfeita para finalizar o show, ainda mais com o arranjo do final da música que dá um clima de "campo de batalha". A música para finalizar o álbum com chave de ouro!
Ouça um álbum repleto de clássicos de uma das maiores bandas de rock da história!