segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aiden - Rain In Hell (2006)

GÊNERO: Emo Core
ORIGEM: EUA (Seattle - King / Washington)
FORMAÇÃO:
William Francis (Vocal, teclado)
Angel Ibarra (Guitarra)
Jake Wambold (Guitarra)
Nick Wiggins (Baixo)
Jake Davison (Bateria)
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Este é o quarto lançamento do grupo, segundo Ep, e foi lançado pelo selo Victory. Não é um álbum muito bom, exceto pelas duas faixas cover que possui. É uma banda que muitos dizem que é post hardcore, mas pra mim é emo, não difere muito. A influência de AFI dos anos 2000 é evidente, existindo um clima "sombrio" no visual e nas temáticas do grupo, por isso muitos consideram a banda como horror punk. Mas na boa, até se percebe influência de Misfits, mas colocar as duas bandas no mesmo lugar não tem como, por isso continuo categorizando como emo! Vale a pena conferir pelas faixas cover, as outras são ruins, bem fraquinhas.
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FAIXA A FAIXA:
1) A Candlelight Intro. Uma faixa bem de introdução, com sons de trovão e tempestade que logo vai aparecendo os instrumentos, iniciando por um dedilhado da guitarra com o mesmo acorde da versão de Halloween do Alice Donut!. Quando a voz entra, os instrumentos executam a mesma frase rítmica com constantes pausas. Bem clima de introdução mesmo.
2) The Suffering. Um bom embalo na estrofe, porém o refrão dá uma cadenciada e transforma o único elemento agradável de se ouvir em algo desagradável! A melodia vocal é o ponto fraco, muito "meloso" e "chorão". Os arranjos instrumentais são o que a música tem de melhor em termos de criação.
3) We Sleep Forever. Música com videoclip de divulgação, este é o melhor exemplo da influência de AFI dos anos 2000. Já melhor que a faixa anterior, mas ainda assim bem fraquinha, casualmente com as mesmas características da faixa anterior.
4) White Wedding. Sem sombra de dúvidas a melhor música do álbum, disparado! Esta é um cover do Billy Idol, lançado originalmente em seu álbum homônimo, em 1982. Bem hard rock, com baixo pedal, bateria bem marcada e riffs bem interessantes de guitarra, realmente vale a pena ouvir!
5) Die Die My Darling. A segunda melhor faixa do Ep, um cover de Misfits lançado originalmente em 1983, no álbum Earth A.D., porém gravada durante as sessões de Walk Among Us, em 1981. Existe uma diferenciação no arranjo em relação à original, mas nada que comprometa a composição, porém nada de especial também. Muito boa a versão, vale a pena conferir.
6) Silent Eyes. Esta é a última faixa do Ep, uma versão acústica, apenas violão e voz. Uma boa escolha para finalizar o álbum, mas com certeza a pior faixa do álbum, muito deprimente já que ela foi feita em homenagem ao baterista John Holohan. Válido pela homenagem.
Escute o álbum para conferir, ao menos, as duas versões cover, não irá se arrepender!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Agressor - Orbital Distortion (1989)

GÊNERO: Black Metal
ORIGEM: França (Antibes / Provence Alpes Côte d'Azur)
FORMAÇÃO:
Alex (Vocal, guitarra)
Laurent (Baixo)
Thierry (Bateria)
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Esta é a quinta demo do grupo, lançada de maneira independente pouco antes de seu primeiro álbum, tanto que todas as músicas desta demo estão no seu álbum de estréia. É aquele típico black metal da década de 80 que às vezes se confunde com o thrash, lembra bastante Possessed, porém com vocal mais grave. É interessante a mixagem da voz que mantém um reverber constante, dando a sensação de um vocal mais sepulcral! Veloz e com belos riffs, recomendo ouvir esta demo e ter uma noção do som que o grupo fazia na época!
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FAIXA A FAIXA:
1) Paralytic Disease. Som veloz, com constantes riffs de guitarra e com levada em blast beat em alguns momentos, existindo uma parte mais cadenciada no momento do solo, mas que não dura muito tempo. Enfim, uma ótima música para abrir a demo.
2) Bloody Corpse. Esta música tem uma introdução mais cadenciada, à la Metallica (aparece, também, na metade da música), mas que não dura muito tempo, para logo em seguida vir o petardo! Com um riff bem estilo Possessed e um vocal grave e rouco acompanhado de uma bateria veloz, às vezes executada em blast beat, são as características deste som. Muito boa música!
3) Elemental Decay. Na minha opinião, a melhor faixa da demo, palhetadas rápidas, embalo na levada, blast beat, e, claro, o vocal grave, além de eventuais riffs no estilo Possessed são as características da música que encerra a demo, porém existe um trecho cadenciado no meio da composição. Música pra fechar a demo com chave de ouro!
Ouça a demo e escute a porrada dos franceses!

domingo, 13 de agosto de 2017

Aggression - Forgotten Skeleton (2004)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Canadá (Montreal / Quebec)
FORMAÇÃO:
Butcher - Éric Langlois (Vocal)
Burn - Bernard Caudron (Guitarra)
Sasquatch - Denis Barthe (Guitarra)
Dug Bugger - Yves Duguay (Baixo)
Gate - Gaëtan Bourassa (Bateria)
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Este é o segundo álbum de estúdio do grupo, mas deveria ser o primeiro, já que foi gravado em 1986, deveria ter sido lançado no mesmo ano, mas acabou sendo lançado apenas em 2004 pelo selo Great White North. É o legítimo thrash do final da década de 80, assemelha-se a muitas bandas, como por exemplo Possessed, Slayer, Sodom, Destruction, Vulcano, Sepultura, Nuclear Assault, M.O.D., Exploited, entre outras, mas já deu para tirar uma febre de como é o som dos caras! O vocal não acompanha o nível técnico do resto do grupo, mas mesmo assim não deixa o som ruim, apenas com aquela sensação de que poderia ser melhor! De qualquer forma é um som veloz, o que faz ser um disco que vale a pena ser apreciado. Existem três faixas da primeira demo de 1985, também. Para quem curte o thrash dos anos 80, não vai se decepcionar em nada com este disco!
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FAIXA A FAIXA:
1) Forgotten Skeleton. O álbum abre com um petardo instrumental, já dando o recado de que não tem frescura no som: rápido, veloz, furioso e com muitos riffs. Para mim, uma das melhores do disco! Começaram bem!
2) By The Reaping Hook. A música começa extremamente veloz, com uma bateria com blast beat, porém isso até o vocal começar a cantar. Isso ocorre no decorrer da música, sempre mais veloz quando não tem o vocal. Não acho das melhores, mas não é ruim.
3) Rotten By Torture. Muito boa música, mais uma vez bastante veloz, porém sem diminuir o andamento quando da voz, mantendo o embalo do início ao fim, sempre com muitos riffs de guitarra. Existe uma parte mais cadenciada executada com dois bumbos pela bateria, mas logo em seguida volta a ser veloz. Vale a pena conferir!
4) Green Goblin. Talvez a música mais veloz do álbum. Realmente um petardo quase que do início ao fim, o que faz esta ser a música de menor duração. Me lembra bastante Cryptic Slaughter, apesar da cadenciada que existe no final da faixa. Muito boa.
5) Frozen Aggressor. Muito boa música, lembra uma mistura de Exploited com Possessed e vocal de crossover. Um riff de guitarra não tão quadrado devido às acentuações, existindo eventuais partes cadenciadas, também não quadradas. Também muito boa a faixa.
6) Forsaken Survival. Para mim esta é uma das melhores do álbum. Veloz e com uma pegada mais crua, mais punk, existindo um riff no refrão que é espetacular, ainda mais que este é acompanhado pela bateria, também. Talvez, até, a melhor do disco.
7) Mutilator - Beware Of The Scarecrow. Muito boa música, a qual começa em fade in com um riff de guitarra que vem acompanhado da bateria e baixo, para logo em seguida iniciar uma espécie de introdução, o que seria a Mutilator, instrumental. Quando inicia Beware Of The Scarecrow, a velocidade inicia, com muita raiva nas palhetadas, o que faz a diferença do som, que também considero uma das melhores.
8) Kachina Dolls. Provavelmente a melhor faixa do álbum. Esta inicia com uma palhetada veloz da guitarra em sua introdução, para logo em seguida esta executar um riff à la Destruction, e, mais uma vez, a velocidade em evidência. Existe uma parte cadenciada executada com dois bumbos, o qual aparece o solo, algumas frases de guitarra e baixo, para então, uma frase bem atípica com o restante da música aparecer, algo semelhante a uma melodia de circo, finalizando com o mesmo petardo do início do som.
9) Bloody Massacre Carnival. Considero esta uma das piores do álbum, apesar de também ser veloz, iniciando, inclusive com uma levada em blast beat, não é uma música ruim, mas sem nada de mais.
10) Demolition. Também considero esta uma das melhores do álbum, com um riff bem Exploited, lembra um pouco de Extreme Noise Terror, além de ter aquele riff à la Destruction, também. Realmente muito boa, vale a pena conferir.
11) The Final Massacre. Esta seria a última música do álbum caso este tivesse sido lançado em 1986. Também acho esta uma das piores do álbum. Acho que é a música mais lenta de todas, mas ainda assim mantém aquela pegada bem thrash, mas não empolga.
12) Evil Pox. Esta é a primeira faixa demo do álbum. Percebe-se que é um som mais cru, afinal de contas é uma demo, mas mantém a mesma pegada veloz das faixas anteriores, a única diferença é a qualidade da gravação.
13) Metal Slaughter. Considero esta uma das melhores do disco, lembra um pouco de Venom e um pouco de Warfare. Creio esta ser a música mais punk do álbum, vale a pena conferir.
14) Torment Or Death. A música que fecha o álbum não deixa nada a desejar em relação às demais, com o mesmo pique veloz e os riffs marcantes da guitarra. Lembra muito Slayer, principalmente devido aos solos.
Ouça o álbum e perceba que os canadenses também fizeram história no thrash metal nos anos 80!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Agent Orange - Greatest & Latest - This, That - N - The Other Thing (2000)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Placentia - Orange / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Mike Palm (Vocal, guitarra)
Sam Bolle (Baixo)
Steve Latanation (Bateria)
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Esta é a primeira coletânea lançada pelo grupo, através do selo Cleopatra. Apesar de ser considerado uma coletânea, o álbum possui, também, músicas inéditas, e todas músicas antigas são regravações, o que não dá um aspecto de coletânea propriamente dito. O repertório é constituído por músicas de todos os álbuns de estúdio até então lançados. O grupo dispensa apresentações. Tive a oportunidade de assistir a um show deles em duas oportunidades, sendo que a primeira delas foi exatamente na época deste álbum, com esta mesma formação. Foi um show emblemático, desde ver o Mike Palm flambar a parte de trás de sua guitarra, apagar o fogo, afinar e continuar o show, até ver este mesmo Mike Palm se irritar com seu amplificador, o qual falhara  no meio de Somebody To Love, para, no final da música, ele dar um bico de coturno no cabeçote do Marshall e o show ser interrompido por alguns minutos para que trocassem o cabeçote. Colocaram, então, um branco que pertencia ao T.S.O.L., que tocaria depois. Enfim, histórias à parte, vale a pena conferir estas novas versões e as músicas inéditas gravadas e lançadas neste álbum.
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FAIXA A FAIXA:
1) It's All A Blur. O álbum começa com uma música inédita, a qual, para mim, é a piorzinha do disco. Não é ruim, mas se assemelha bastante a um punk rock inglês dos anos 90. Com direito a solo e riffs de guitarra, mas nada de muito especial.
2) Say It Isn't True. Para mim, esta é a melhor versão gravada neste álbum. Realmente muito boa, podendo, talvez, ser a melhor faixa do álbum. Um clássico do grupo que merece destaque!
3) Breakdown. Esta está entre as 3 músicas mais "diferentes" em relação a sua versão original. A linha de baixo é realmente muito boa e merece destaque, o que perde em relação à original é o vocal, já que esta música em específico tem o seu diferencial na energia jovem que existia na década de 80, mas mesmo assim, muito boa a versão.
4) Wouldn't Last A Day. Única faixa que representa o seu único lançamento de estúdio da década de 90. É uma boa música, mas não tem comparação em relação a seus clássicos, o que a deixa meio esquecida no meio do repertório do álbum. As frases da guitarra são o diferencial da composição.
5) Everything Turns Grey. Um dos maiores clássicos do grupo, com uma versão embalada e linhas criativas do baixo, mantendo um pedal, na parte A, que faz a diferença. O timbre da guitarra´, no momento do solo, é muito semelhante à versão original, o que dá um clima vintage para a equalização digital do álbum.
6) Message From The Underworld. Mais uma faixa inédita, e esta é um cover. Composto por John Denney e Cliff Roman, gravado, originalmente, pelo grupo Weirdos. É uma boa música, mas desnecessária perto do repertório que o grupo possui. Vale pela homenagem, mas não é das melhores.
7) El Dorado. Música embalada, com arranjo bem semelhante ao original, inclusive o timbre de voz. Muito boa versão, com destaque para a linha de baixo na parte B.
8) Tearing Me Apart. Outra música que considero uma das melhores do álbum. Bastante semelhante à versão original, talvez um pouco mais veloz, mas pouca coisa. Os brilhos da guitarra fazem a diferença no arranjo. Vale a pena conferir!
9) Cry For Help In A World Gone Mad. Talvez a música com o arranjo mais diferente em relação à versão original, principalmente devido à sua introdução. Mais um clássico do início da carreira e, também mais uma vez, o vocal faz a diferença, já que a energia do vocal jovem da versão original se perde nesta nova versão. Mas clássico é clássico e de ruim não tem nada!
10) I Kill Spies. Outra que considero uma das melhores do álbum. Bastante semelhante à versão original, o timbre e o arranjo da guitarra faz toda a diferença nesta música, bem como a preparação para a parte B. Vale a pena conferir!
11) Bloodstains. Talvez o maior clássico do grupo. Uma boa versão, bastante semelhante às anteriores, inclusive o solo. O vocal é a maior diferença, mas mantém o mesmo pique das demais versões, não deixa a desejar!
12) What's The Combination? Outra música inédita do álbum, e considero-a a melhor das inéditas, com uma boa harmonia e dinâmica. A parte B da música é o destaque e esta faixa creio ser a melhor novidade do álbum.
13) Bite The Hand That Feeds (Instro). O álbum fecha com seu clássico surf instrumental. Também com um arranjo e timbres bem semelhantes à versão original. Uma boa faixa para finalizar o álbum!
Ouça a coletânea e tire suas próprias conclusões sobre as novas versões!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Agathocles - Semtex 10 (2010)

GÊNERO: Grind Core
ORIGEM: Bélgica (Mol / Antuérpia)
FORMAÇÃO:
Jan Frederickx (Vocal, guitarra)
Matty (Guitarra)
Vince (Baixo)
Burt (Bateria)
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Ep lançado em 2010, pelo selo Sunship, porém com gravações de Dezembro de 1997. Creio eu ser esta a banda que mais tem material lançado. É demais mesmo! Este aqui é só mais um! O curioso deste Ep é que apenas uma música tem voz, as demais são instrumentais. Provavelmente porque a formação está unida um mês antes de gravarem as faixas. É uma boa banda, não considero das melhores, mas é boa e merecem respeito. São bastante ativistas no meio underground e o sentimento D.I.Y. está visivelmente presente no som do grupo. Perdi a oportunidade de assisti-los. Me lembro de que não pude ir ao show pois este era em uma segunda-feira às 19 horas, no Guanabara, e neste dia eu tinha uma prova na faculdade que não podia perder. De qualquer forma, fica aqui o som dos caras para que possam ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Detonating Nitroglycerin. Esta é a única faixa do Ep que possui voz. É, na minha opinião, a melhor do Ep, começando com uma alteração rítmica entre uma levada veloz e um blast beat. Muitos riffs de guitarra que fazem a diferença no arranjo. O vocal parece vir de uma tumba! Grave e rouco. Mas, realmente, a grande diferença está nas guitarras.
2) Semtex 10. Música que dá nome ao Ep. Muita levada em blast beat e riffs de guitarra que fogem de uma ideia tonal são o grande diferencial da composição que, na minha opinião, é a pior do Ep, acaba se tornando enjoativa, mas ainda assim é uma boa música. Lembrando que esta é uma faixa instrumental!
3) Dormant Cell. A faixa que finaliza o Ep é a mais parecida com um metal. Tem um riff de guitarra que lembra bastante Possessed, existindo variações rítmicas nas levadas por parte da bateria, embora esta seja a única sem blast beat. Também instrumental, vale a pena conferi-la!
Escute Semtex 10 e curta um ícone do gênero: odiado por muitos e amado por outros muitos!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Against All Authority - Split [Anti Flag] (1996)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: EUA (Cutler Bay - Miami Dade / Flórida)
FORMAÇÃO:
Danny Lore (Vocal, baixo)
Joey Jukes (Trompete)
Tim Coats (Saxofone)
Tim Farout (Trombone)
Joe Koontz (Guitarra)
Kris King (Bateria)
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Este é um split Ep lançado, junto com o grupo Anti Flag, pelo selo Records Of Rebellion. Aqui comento apenas sobre o lado do Against All Authority. São três músicas para cada banda, uma de cada lado do Lp 7'. Gosto muito do grupo, e sempre que ouço lembro do pessoal de Montenegro, já que eles gostavam muito de ouvir sons neste tipo, e em especial o Marcinho, que foi quem me apresentou o som. Este Ep tem mais partes street punk do que ska e, este, quando aparece, sempre com as guitarras distorcidas. É um som embalado, com a pronúncia veloz das palavras e aparições sob medida dos instrumentos de sopro, que, aliás, fazem toda a diferença no arranjo das músicas, lembra Suicide Machines. De maneira bem resumida, é um power trio de street punk com instrumentos de metal, vale a pena conferir, gosto muito do som.
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FAIXA A FAIXA:
1) Nothing To Lose: A melhor música do Ep, bastante embalada e com um refrão empolgante, com as palavras pronunciadas de maneira rápida, existindo eventuais incursões dos instrumentos de sopro, estes, sempre na parte ska, que se mantém no mesmo pique. Excelente composição, embora nada de especial no que diz respeito à questões técnicas.
2) When It Comes Down To You: É a que menos me agrada no Ep, embora não seja nada ruim, mantendo as mesmas características da faixa anterior, embora com menos embalo, existinod um pequeno riff de guitarra para dar um brilho a mais. Refrão sing-a-long, porém veloz.
3) Haymarket Square: A parte ska da música é excelente, o arranjo dos sopros fazem toda a diferença para o arranjo. Nas partes que não têm os sopros, o arranjo é de um street punk bem trivial, com nada de mais, mas, repito, os metais fazem a diferença na música, vale a pena ouvir só para conferi-los!
Ouça o Ep e confira o que rolava em Miami, em termos de ska core, na década de 90!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

AFI - Bombing The Bay! (1995)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Ukiah - Mendocino / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Davey Havok (Vocal)
Mark Stopholese (Guitarra)
Geoff Kresge (Baixo)
Adam Carson (Bateria)
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Este é um Ep split, de 7 polegadas, com Swingin' Utters lançado pelo selo Sessions. Cada uma das bandas tem uma música e aqui analiso apenas o lado do AFI. É o sexto Ep lançado pelo grupo, logo antes do lançamento de seu primeiro álbum. É aquele AFI de início de carreira, mais punk e mais embalado. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
Só temos uma faixa: Values Here, que na verdade é um cover, originalmente composto e gravado pelo grupo Dag Nasty. Não tem muito a ver com as características do grupo, mas para quem conhece seus primeiros lançamentos, não se surpreenderá. Foi uma versão bem fiel à original, ficou muito boa!
Ouça o Ep e veja que bela versão eles gravaram!

sábado, 15 de julho de 2017

Adolescents - Balboa Fun Zone (1988)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Fullerton - Orange / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Rikk Agnew (Vocal, guitarra)
Steve Soto (Vocal, baixo)
Frank Agnew (Guitarra)
Sandy Hansen (Bateria)
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Terceiro álbum e quarto lançamento do grupo, o qual sou suspeito para falar, pois este disco me acompanhou por muitos momentos da minha vida desde, mais ou menos, 1990, sendo que em 1994, este foi, com certeza, o melhor álbum já lançado! Ouvia todo dia! Sabia cantar quase todas as músicas! Ele foi originalmente lançado pelo selo Triple X, existindo uma versão, em Lp, nacional. Já foi postado, em 2009, aqui neste blog, este mesmo álbum, confira! O CD tem 3 músicas a mais que a versão em Lp. Este é o álbum em que, na minha opinião, o grupo atinge o seu melhor nível técnico, o que fica evidente nos arranjos das músicas, bem como as inserções individuais. Foi o último trabalho do grupo antes da sua parada na década de 90, além de ser o único álbum sem o vocalista Tony Brandenburg. Eu considero o melhor disco deles, embora muitos não irão concordar por não se tratar de um álbum de clássicos, muito pelo contrário, nenhuma música do repertório está presente em algum álbum ao vivo. É o típico álbum para ouvir, pegar o skate e sair sem rumo pelas ruas da cidade! Não deixe de ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
O álbum inicia com uma das melhores músicas do álbum: Balboa Fun Zone (Riot On The Beach). Embalada, com um riff marcante da guitarra na parte A, cadência harmônica fora do sistema tonal, outro riff de guitarra marcante, desta vez oitavado, após o refrão e acordes abertos da guitarra no refrão, são só alguns excelentes exemplos do que esta belíssima composição possui! O que é facilmente melhorado devido aos arranjos individuais de cada instrumento e sua Coda, que põe pra fora qualquer resquício de fúria contida!
A faixa 2, Just Like Before, já é mais calma, mas ainda assim tem um refrão sing-a-long muito bom, executado com coro em uníssono, que fica na mente. Existindo, também, alguns momentos individuais de destaque. Muito boa música, apesar de não ser das mais embaladas!
A faixa 3 é um cover do John Lennon executado, originalmente, pelo grupo Plastic Ono Band, chamado Instant Karma. Na minha opinião, esta é uma das piores músicas do álbum, já que é lenta, porém o refrão tem seu valor, que é elevado devido à execução do vocal.
Alone Against The World é o nome da faixa 4, a qual, também, na minha opinião, está entre as piores do álbum, existindo uma frase de teclado executada pelo produtor Chaz Ramirez. Há momentos em que o vocal parece estar desafinado ou procurando a nota certa, além de ser lenta e não ter nada de especial em seu arranjo, enfim, não serve como referência para o álbum.
Allen Hotel eleva a qualidade das músicas. Não está entre as cinco melhores, mas é uma excelente composição. Com um clima "sombrio" para o arranjo e questões de dinâmica bem trabalhadas e evidenciadas, a música tem, no seu refrão, seu ápice, sendo este, até certo ponto, sing-a-long. Vale a pena conferir!
Frustrated, a faixa 6, é bem interessante, em especial por se tratar de uma música com compasso ternário em quase todo tempo, existindo uma divisão, frase a frase, pelos dois vocalistas, bem como um riff muito criativo que se mantém em ostinato por toda parte A e Coda, a qual aparece arranjos de instrumentos de percussão, ao meu ver, de maneira improvisada. Está entre as melhores do álbum!
Na faixa 7, a primeira do lado B do Lp, se encontra o ponto máximo em termos de composição e arranjo em toda a carreira do grupo. Pode procurar em qualquer álbum, mas não irá encontrar uma música mais bem trabalhada e com excelência técnica como Genius In Pain. Com certeza uma das melhores: embalada, bem trabalhada, com evidências técnicas individuais e coletivas, além do baixo, quase que em walking bass, na parte A. Todos têm que ouvi-la, é onde percebemos a verdadeira qualidade do grupo!
It's Tattoo Time, a faixa 8, volta a ser mais lenta, mas é uma das melhores também. Uma música simples, não muito veloz, mas embalada, tendo um "solo" de máquina de tatuar, gravado no momento em que o artista Mark Mahoney trabalhava no braço do guitarrista Rikk. O típico skate punk californiano!
A faixa 9, 'Til She Comes Down, é mais lenta, mas tem um clima "sombrio", cadência harmônica fora do sistema tonal, e nuances de dinâmica bem evidentes que a tornam uma boa música, existindo um momento mais marcante no refrão. O final da música conta com a dobra da caixa da bateria e um embalo até então não existente na composição, fazendo-a terminar com gostinho de "quero mais"!
Modern Day Napoleon também está, na minha opinião, entre as piores, embora muitos com quem falo e que gostam do álbum a apontam como uma das melhores. Ela não chega a ser ruim, principalmente devido ao seu refrão, que possui uma frase de guitarra e uma variação rítmica evidenciada pela bateria.
A faixa 11, I'm A Victim, era uma das que mais gostava de ouvir! Ela na verdade não é grande coisa, mas o final me chamava bastante atenção, o clima das vozes, o dedilhado, a variação de compasso para um composto, a levada no ride, o Hammond, novamente gravado pelo produtor Chaz Ramirez, o solo, e, claro, a execução vocal, faziam eu querer ouvir de novo, e de novo, e de novo... não que a primeira parte seja ruim, mas o final é que me chamava atenção, de verdade.
A última faixa do Lp chama-se Balboa Fun Zone (It's In Your Touch) e é uma balada, a típica balada de fim de álbum muito comum em álbuns deste período. O final da faixa anterior entra como uma luva para preparar o ouvinte para esta, que é quase toda acústica, executada em violões, sendo o arranjo do baixo e da bateria como o grande diferencial da música, eles dão toda cor, swing e brilho para a composição, que é muito boa, existindo a presença evidente de emoção na execução.
A faixa 13, e primeira que não está presente na versão em Lp, chama-se Runaway e está, na minha opinião, entre as melhores. Tem uma levada em cavalgada na parte A que faz toda diferença, sendo elevado a dinâmica no refrão, com um solo muito bom e uma Coda que também não perde em nada para o restante das partes! Excelente música, pena que não está presente no Lp!
She Walks Alone, a penúltima faixa do disco não é ruim, mas também não é das melhores. Tem no refrão o seu melhor, sendo este sing-a-long. Não é muito veloz e nem muito empolgante, mas é bacana, porém sem nada de mais.
A última faixa se chama Surf Yogi e é bem característica de uma música bônus, já que destoa de todas as outras. Ela é, na verdade, um cover, instrumental, do musical, de 1964, chamado Fiddler On The Roof. A música se chama If I Were A Rich Man e foi composta por Sheldon Harnick e Jerry Bock.
Escute Balboa Fun Zone e sinta vontade de pegar seu skate e andar pelas ruas da cidade!

domingo, 9 de julho de 2017

Adicts - This Is Your Life (1984)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Ipswich - Suffolk / East Of England)
FORMAÇÃO:
Monkey - Keith Warren (Vocal)
Pete Dee - Pete Davison (Guitarra)
James Harding (Teclado)
Spider - Mel Ellis (Baixo)
Kid Dee - Michael Davison (Bateria)
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Álbum lançado com duas versões diferentes, uma em Lp, em 1984; e outra em CD, em 1992, ambos pelo selo Fallout. Este é, na verdade, uma coletânea, sendo a primeira lançada pelo grupo após 2 álbuns, 1 Ep e 3 singles, existindo algumas versões diferentes e músicas inéditas. Para quem não conhece, o grupo faz um punk rock bem de acordo com sua origem: a inglesa, tendo o figurino, à la Droogs, como marca registrada. Uma banda clássica do punk rock inglês, a qual todos deveriam, ao menos, ouvir e conhecer.
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FAIXA A FAIXA:
O álbum começa com o seu maior clássico: Viva La Revolution, faixa que está presente apenas na versão em CD e é originário do single de mesmo nome, lançado em 1982. A música tem, inclusive, videoclip de divulgação, e, na minha opinião, é, com justiça, o maior clássico do grupo, realmente muito bom. Tive a honra de preparar uma versão psychobilly para ela e fazer uma apresentação com um aluno de contrabaixo acústico! Quem viu, viu!
A segunda faixa, Steamroller, também está presente apenas na versão em CD e foi lançada, originalmente, no mesmo single da faixa anterior. Muito boa a música, uma das melhores do grupo, embalada e empolgante!
Na faixa 3 começa a versão em Lp, que leva o nome do álbum, This Is Your Life, lançada, originalmente, como uma demo. Um punk rock inglês clássico, embalado e com a velha combinação de acordes I-IV-V!
Don't Exploit Me já possui, na parte A, uma harmonia mais "furiosa" e menos alegre. Aliás, esta parte, por coincidência, lembra Exploited mais leve! Já a parte B é aquele típico punk rock inglês. Também lançada como uma demo.
A faixa 5 chama-se Younger Generation e não possui aquela característica de punk rock alegre, embora seja um típico punk rock inglês. Boa música.
A faixa 6 é mais uma da mesma demo das faixas anteriores e se chama Calling Calling. Esta poderia muito bem ser uma música do Clash que não seria nenhuma surpresa! Já mais suave, quase uma balada, com um ritmo pausado nos instrumentos de corda que fazem toda a diferença.
Just Like Me traz a velocidade de volta para o álbum em grande estilo. Uma das melhores do disco, embalada do início ao fim e com um refrão sing-a-long. É a última música da demo e também um punk rock inglês!
A faixa 8 chama-se Easy Way Out. É uma música diferente, com uma cadência harmônica de um intervalo de uma segunda menor na parte A, o que dá um clima "sombrio" para a composição, enquanto que a parte B tem um embalo bacana e se torna aquele típico punk rock inglês. Música presente no primeiro trabalho do grupo, Lunch With The Adicts, de 1979.
A faixa 9, também está presente no mesmo Ep da faixa anterior, e se chama This Week, uma das melhores do álbum. Ela tem basicamente dois acordes, começando com um arranjo mais calmo para logo em seguida o embalo do punk rock inglês aparecer.
Organised Confusion é o nome da faixa 10, também do mesmo Ep de 1979, e, também, uma das melhores do álbum. Com a letra extremamente simples (é cantado apenas o título da música), mas com um riff de guitarra bem rock'n'roll que faz toda a diferença. Muito boa a música, vale a éna conferir.
A faixa 11 é a última música do Ep de 1979, e se chama Straightjacket. É um punk rock inglês típico, existindo um riff de guitarra no início, com apenas duas notas, que é bastante interessante.
Numbers é o nome da faixa 12, gravada em 1979 na Radio 1, num dos tantos Peel Sessions gravados lá por bandas de punk rock inglesas! É muito boa música, embalada, com o baixo em evidência.
A faixa 13, Get Adicted, também faz parte do Peel Sessions da faixa anterior. Um punk rock inglês clássico. Não é das mais embaladas, mas é bacana.
Distortion é outra que resultou da gravação da Radio 1. Esta já não tem aquela característica alegre de alguns punk rock ingleses, o que dá um clima interessante para o álbum, sendo quase uma cadência harmônica de dois acordes o tempo todo.
A faixa 15, Sensitive, poderia ser muito bem uma música do Devo devido à sua parte A. Uma das melhores músicas do álbum, é a última música gravada na Radio 1. Possuindo uma frase do baixo marcante na parte A e um refrão com a caixa dobrada que fazem toda a diferença, bem como o riff da guitarra após a parte B.
Sympathy foi gravada para um single que nunca foi lançado, sendo uma música inédita em 1984, quando o álbum foi lançado. Não tem nada de especial, é mais um punk rock inglês típico, com a progressão I-IV-V.
A faixa 17, Sheer Enjoyment, seria o lado B do single da faixa anterior, ou seja, também inédita quando do lançamento do álbum. É a última faixa da versão em Lp, um punk rock clássico que lembra, devido à execução das palhetadas de guitarra, um pouco, com exceção da voz, Toy Dolls.
A faixa 18, Champs Élysées, pertence ao Ep Bar Room Bop, lançado em 1985 e está presente apenas na versão em CD. É uma das melhores do álbum e aqui temos, pela primeira vez no álbum, a participação do tecladista. Já tem uma característica mais oitentista, até em função do teclado, mas não só. De qualquer forma, recomendo conferir!
Sound Of Music também está presente no mesmo Ep da faixa anterior e lembra, devido à bateria, um pouco de disco music! Mas é uma música bacana, vale a pena conferir!
A penúltima música do álbum se chama Who Spilt My Beer? e também é um grande clássico do grupo, pertencente ao mesmo Ep de 1985. O interessante dela está em sua melodia que parece bastante um hino, existindo eventuais variações de compasso, de simples para composto. Vale a pena conferir!
Cowboys fecha o álbum e pertence ao mesmo Ep de 1985. Esta é quase um punk rock country, pois tem bastante característica de músicas de western, embora seja um punk rock! Existe alguns contracantos que lembram índios. Boa música.
Ouça This Is Your Life e confira um dos grandes clássicos do punk rock inglês! Indispensável!