quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Big Cyc - Nie Wierzcie Elektrykom! (1991)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Polônia (Lódz / Lódz)
FORMAÇÃO:
Krysztof Skiba (Vocal)
Piekny Roman (Guitarra)
Dzej Dzej - Jacek Jedrzejak (Baixo)
Dzery - Jaroslaw Lis (Bateria)
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Este é o segundo álbum da carreira do grupo, lançado pelo selo Polskie Nagrania. É um punk rock estilo inglês, porém bem lento, e possui algumas pitadas de Oi! e reggae. É um bom álbum, mas nada empolgante, o mais curioso está na arte da capa, a qual faz uma alusão ao então presidente da Polônia, Lech Walesa, representado na capa com uma roupa de super-herói e um patch da Playboy, sendo que ele costumava usar uma imagem da Virgem Maria, enquanto a tradução do título é: "não confie no eletricista", a profissão do presidente. Uma boa sacada, bem criativa! Aliás, é uma característica do grupo suas letras cheias de sátiras! O álbum se passa em forma de programa de rádio em que Skiba, o vocalista, dialoga com Konjo (Pawel Konnak), convidado como participação especial, todas as faixas começam assim. Considero uma música realmente boa, as demais são bacanas, nada de ruins, mas nada de mais também, de qualquer forma vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Marian - Wierny Kibic. A faixa de abertura do álbum começa como a maioria das músicas, um punk rock bem ao estilo das bandas britânicas do final da década de 70. Um bom riff de guitarra na parte A e um refrão sing-a-long! Tecnicamente, nada de mais, bem simples.
2) Chrzescijanscy Kanibale. Esta faixa possui as mesmas características que a anterior, porém mais lenta, sem o riff bacana da guitarra e sem o refrão sing-a-long! Não é das minhas músicas prediletas, há melhores!
3) Oszukani Partyzanci. Se há melhores, nenhuma é mais do que esta! Sem sombra de dúvidas a melhor faixa do álbum, realmente boa, a única música acelerada e embalada de todo álbum, a mais veloz! Com exceção do refrão, esta música me lembra bastante Replicantes! Realmente vale a pena ouvir!
4) Nie Ma Tu Nikogo. Eis aqui a balada do álbum! Aquela típica balada dos filmes de baile de debutantes dos filmes da Sessão da Tarde! Um compasso composto (6/8) bem lento, com alguma distorção no refrão, que é bem sing-a-long.
5) Polacy. Esta é a música de trabalho do álbum, pois possui videoclip de divulgação. Tem as mesmas características das duas primeiras faixas do álbum, mais no embalo da primeira, mas com uma harmonia executada de maneira pausada na parte A. Boa faixa.
6) Bialy Mis. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum, embora ela seja uma "arriada" em bandas de hard rock como AC/DC, tanto que no final eles tocam Smoke On The Water, do Deep Purple, hardcore! A música começa em um compasso composto, mas depois ela se transforma em um hard rock bem padrão, muito bom. Marek Piekarczyk é o responsável pelo vocal, fazendo uma participação especial. Vale a pena conferir!
7) Kanar?. De volta ao mesmo punk rock de antes! Simples, lento e ao estilo inglês! O destaque da faixa está no refrão, embora também não tenha nada de especial. Boa música, mas não das melhores!
8) Ruskie Ida!. Outro punk rock, lento, ao estilo britânico, porém esta tem um arranjo de guitarra bem interessante na introdução, o problema é que se mantem lenta, mudando a intenção no momento do refrão, que é bem Sing-a-long!
9) Nie Wierzcie Elektrykom!. A faixa título do álbum é uma das melhores, na minha opinião. Ela mantém a mesma característica da maioria das demais faixas, porém possui uma harmonia e melodia mais interessantes! O refrão, também bem sing-a-long, mantém o mesmo clima, existindo uma ponte bem interessante, apesar de simples. Vale a pena conferir!
10) Karel Rege. Esta é a faixa que finaliza o álbum, e é um reggae! Existe instrumentos de sopro, simulados no teclado, no arranjo, em que tem a parte A bem interessante, em modo menor, mas a modulada na parte B acaba estragando a composição, que seria bem melhor sem ela! De qualquer forma, é uma boa música para finalizar o álbum, das 10 faixas, com certeza a mais adequada!
Escute o álbum da grande teta e veja se vale a pena confiar no eletricista ou não!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Beyond Description - Acts Of Sheer Madness (2000)

GÊNERO: Crust Core
ORIGEM: Japão (Tóquio / Kanto)
FORMAÇÃO:
Hideyuki Okahara (Vocal)
Yasunari Honda (Guitarra)
Tomohide Matsuda (Baixo)
Kazunari Komatsuzaki (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo, e foi lançado pelo selo Forest. Embora eu tenha classificado o som como crust, ele pode ser considerado facilmente como hardcore old school, além de ter pitadas de D-beat e crossover. O vocal é bem crust e dá a sensação de que faz um grande esforço para emitir som das notas, como se tivesse dificuldade, lembra um pouco Freddy Cricien, do Madball. As músicas têm pouca duração, apenas uma faixa ultrapassa os 2 minutos, e são bem velozes, a estrutura harmônica é que lembra mais um hc old school, bem ao estilo europeu! É um bom álbum, vale a pena ouvir, apesar de muita distorção, drive na voz, não é saturado, ou seja, é bom de ouvir. A mixagem, que não é das melhores, não é ruim, embora o vocal pudesse estar mais a frente, ao meu ver. Vale a pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Greetings. Esta é bem uma introdução e é, talvez, a faixa mais D-beat de todo álbum. Com certeza é a faixa mais lenta, com apenas parte A e um vocal que é mais falado do que cantado, como se anunciasse algo.
2) Storm. Esta é uma das melhores faixas do álbum, e começa a velocidade! Uma progressão harmônica muito boa na parte A e a cadenciada no final da faixa são os pontos forte da composição. Vale a pena conferir!
3) Judge. Outra paulada! Música a toda velocidade, esta tem uma ideia na harmonia bem d-beat, porém mais veloz. Boa faixa!
4) Pig. Outra faixa bem veloz! Já mais crust que as anteriores, trocas rápidas de acordes e forma binária. Curto, potente e sem frescura!
5) Unprofitable. Só pra variar, outra porrada! Esta começa com a guitarra apresentando a harmonia, com uma parte B crta, mas bem bacana, com alguns acentos em sincronia. Existe uma parte C mais cadenciada que dá um toque especial à faixa. Muito boa!
6) Bluff. Outra que começa com a guitarra apresentando a harmonia, para depois vir o petardo! Segue o mesmo estilo das faixas anteriores, esta com harmonia bem d-beat, porém mais veloz.
7) Solution. Outra que considero das melhores do álbum. Veloz e com uma excelente parte B e ótima progressão harmônica na parte A. Muito boa composição, ainda tem uns acentos pausados bem interessantes.
8) Shadow. Outra paulada com troca rápida de acordes, boa faixa, mas nada que chame muita atenção.
9) Treason. Esta tem as mesmas características da faixa anterior, na parte A, porém o refrão tem outra intenção, talvez a parte que mais se pareça com o hardcore de Nova York de todo álbum.
10) Ruin. Considero esta a melhor faixa do álbum. Veloz, mas com frases da guitarra que dão um toque a mais. Também tem um groove que não se encontra nas demais faixas, para logo depois voltar a ser veloz. Realmente vale a pena conferir!
11) Mirror. Outra que considero uma das melhores do álbum, muito em função da progressão harmônica da parte A, e é a única que ultrapassa os 2 minutos (mas por apenas 5 segundos!). Bem hardcore esta composição!
12) Release. Outra que começa com a guitarra apresentando a harmonia. Muito boa faixa, mantendo a mesma pegada das demais, também com troca rápida de acordes, na parte A.
13) Consumption. Outra que considero uma das melhores! Tem uma introdução mais cadenciada, mas que não dura muito tempo. A parte B cria a sensação de tensão que é resolvida na parte A. Também bem veloz!
14) Selfishness. Mais uma vez a guitarra começa a faixa! Talvez a faixa mais crossover de todo álbum, existindo, inclusive, uma parte mais cadenciada no seu final.
15) Contamination. Esta tem uma variação interessante da levada na parte A, onde a caixa da bateria alterna entre a batida simples e a dobrada, além de possuir uma boa estrutura harmônica.
16) Weed. Mais uma paulada com trocas rápidas de acordes. Outra que lembra bastante um hc old school, existindo uma parte cadenciada no meio. Lembra um pouco as músicas do Victim In Pain do Agnostic Front.
17) Nowhere. O álbum finaliza com uma das melhores faixas do álbum, bem hardcore, com uma progressão harmônica excelente na parte A. Talvez a composição mais melódica de todo álbum. Vale a pena conferir!
Ouça o álbum, sinta a paulada na orelha destes japoneses, e perceba quais seus atos de pura loucura!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Belmont Playboys - One Nite Of Sin... Live!! (1999)

GÊNERO: Rockabilly
ORIGEM: EUA (Charlotte-M.C. / Carolina do Norte)
FORMAÇÃO:
Mike Hendrix (Vocal, guitarra)
Chipps Baker (Saxofone, guitarra)
Jeff Hendrix (Baixo acústico)
Mark Painter (Bateria)
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Este é o primeiro álbum ao vivo do grupo lançado, após 3 álbuns de estúdio, pelo selo Deep South. É um álbum bem rockabilly, com algumas pitadas de punk rock, surf music, country e bluegrass, lembra bastante Reverend Horton Heat, principalmente em álbuns como Spend A Night In The Box. Não é dos meus álbuns preferidos pelo fato de as músicas serem bem parecidas, salvo algumas exceções, que são, ao meu ver, o destaque do álbum, pois variam o estilo um pouco, mas mesmo assim é um bom álbum. Existem 3 covers e 3 "homenagens" no repertório. Apesar do baixo ser acústico, este não é executado com slap, e sim com pizzicato. Já havia feito uma resenha do álbum em 2013, confira aqui! É um bom álbum, mas poderiam ser mais criativos no arranjo, embora tudo esteja no lugar certo e a equalização e mixagem estejam muito boas. Excelente álbum para os amantes de rockabilly!
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FAIXA A FAIXA:
1) Warm, Soft & Wild. A faixa de abertura tem um embalo bem interessante, bem como os riffs de guitarra que se mantêm por quase toda faixa. Harmonia típica do blues, é um rockabilly bem característico!
2) Hillbilly Doll. Bem mais rock 'n' roll que a faixa anterior, esta já tem a cara de músicas de Chuck Berry, aquele rock dos anos 50 sem tirar e nem por!
3) Stringbuster. Uma das melhores faixas do álbum na minha opinião, muito devido ao riff de guitarra, que ao meu ver, faz toda diferença. No mais é um rock 'n' roll com muito shuffle! É a primeira faixa instrumental do álbum.
4) King Of The Hill. Esta é outra música instrumental e é, também, o primeiro cover a ser apresentado no álbum. Ela foi composta pelo grupo Refreshments, em 1997, para a abertura do desenho animado de mesmo nome (O rei do pedaço foi o título escolhido em português), e o verdadeiro nome da música é Yahoos And Triangles.
5) One & Only. Um shuffle no estilo Elvis Presley (magro), outra música bem com a cara do rockabilly dos anos 50. Possui uma boa frase de guitarra.
6) Darlene. Primeira faixa do álbum a ter saxofone no seu arranjo. Esta faixa me lembra bastante Buster Poindexter, um shuffle, com cara de jazz, muito em função do sax, sendo o ponto forte o cromatismo como ponte.
7) Don't Bug Me. Outra bem rock 'n' roll, no mesmo estilo das faixas anteriores, porém sem o shuffle em evidência. Lembra um pouco Cramps, mas não muito!
8) Aardvark. Considero esta a melhor faixa do álbum! Instrumental, talvez a faixa mais surf de todo álbum, com a guitarra sendo responsável pela melodia, a qual se baseia na escala cigana. O tema principal da faixa é igual à frase de Come Out And Play, do Offspring!
9) Hang All Over You. Considero esta a pior faixa do álbum. Talvez a faixa mais country de todo ele, aliás, esta não tem nada de rockabilly, é total country. O shuffle é o ponto forte do arranjo.
10) Straight To Hell. Esta é a segunda faixa do álbum em que o saxofone aparece, e volta a ser um rockabilly típico dos anos 50. O ponto forte é a levada da bateria na caixa.
11) Rock Me Baby. Mais uma vez o saxofone em ação! Outra faixa com as mesmas características da anterior, porém mais embalada e com um refrão bem sing-a-long!
12) Lucky Day. A partir desta faixa o álbum melhora consideravelmente! Também considero esta uma das melhores faixas do álbum, com uma intenção e levada bem diferente das faixas anteriores, ela dá um aspecto mais intimista em sua expressão. Lembra bastante Reverend Horton Heat!
13) Chaparral. Eis a primeira das "homenagens"! Outra faixa instrumental, esta começa com uma frase da guitarra que, lembro-me, quando ouvi pela primeira vez pensei: "parece o início de The Razors Edge do AC/DC", e não é que logo em seguida começa a introdução de Walk All Over You! Logo em seguida, emendam com a introdução de Enter Sandman do Metallica, para depois começar uma música bem ao estilo "espanhol", porém com uma parte B que parece a parte B de Pipeline! Muito boa a faixa!
14) Monster. Outro rockabilly clássico! O interessante neste arranjo está na caixa dobrada da bateria e no wah-wah na hora do solo de guitarra.
15) Playboy Party. Mais uma faixa com saxofone,que, aliás, é o ponto forte do arranjo! E, mais uma vez, aquele shuffle característico da maioria das faixas anteriores, bem ao estilo anos 50.
16) Ace Of Spades. Eis aqui a segunda "homenagem": Motörhead! Porém não tem nada a ver com a versão do Motörhead, absolutamente nada! É uma faixa instrumental com harmonia de blues. Não fosse pelo nome, não se lembraria do Motörhead de jeito nehum!
17) Rawhide. Última "homenagem" do álbum, esta leva o nome da música de Frankie Laine que também foi título de uma série de TV exibida entre 1959 e 1966. Porém, como na faixa anterior, esta não lembra em nada a versão original, também sendo instrumental e com a mesma harmonia de blues.
18) Northbound Train. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente em função da melodia vocal, mas também devido às guitarras. Outra faixa que lembra bastante Reverend Horton Heat.
19) Evil. Ótima faixa, também uma das melhores do álbum, provavelmente a faixa mais veloz de todo álbum, esta é um rock 'n' roll mais acelerado, o que a faz parecer mais punk rock, apesar de manter as características básicas do rock 'n' roll.
20) Runnin' Wild. Um shuffle bem embalado, com eventuais pausas e pequenas frases solo do baixo são o que chamam a atenção desta faixa, que no mais mantém as mesmas características das anteriores.
21) Tie One On. Mais uma faixa com saxofone no seu arranjo, esta já volta a ser como a maioria das faixas do álbum: um shuffle com harmonia de blues.
22) Hot Rod Heart. Boa composição, com um shuffle em evidência e uma frase constante da guitarra caracterizam este arranjo.
23) Please Don't Touch. Este é o segundo cover a aparecer no álbum, um clássico composto por Johnny Kidd e Guy Robinson, gravado originalmente pelo grupo Jonhhy Kidd & Pirates, em 1959. Ótima faixa, uma das melhores do álbum.
24) Muleskinner Blues. Esta é a última faixa do álbum e é, também, um cover. Este é um clássico do country, composto por Jimmie Rodgers e George Vaughan, gravado originalmente por Jimmy Rodgers, em 1930. Também considero uma das melhores do álbum, muito devido ao seu andamento e embalo.
Ouça o álbum e tenha uma noite de pecado com os playboys de Belmont!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Bellrays - Raw Collection Vol. 2 (2005)

GÊNERO: Garage Punk
ORIGEM: EUA (Riverside-R.C. / California)
FORMAÇÃO:
Lisa Kekaula (Vocal, tamborim)
Tony Fate (Guitarra)
Bob Vennum (Baixo, guitarra, percussão)
Ethan Halpern (Baixo)
Ray Chin (Bateria)
Todd Westover (Bateria)
Eric Allgood (Bateria)
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Esta é a terceira coletânea lançada pelo grupo, após 4 álbuns de estúdio, através do selo Bittersweet. Embora eu tenha classificado o som do grupo como garage punk, este é um álbum que nos remete a algum lugar entre os anos de 1967 e 1972, seja o estilo que for! O grupo tem características, além do garage punk, de punk rock, rock 'n' roll, rock psicodélico, funk e soul, estes dois últimos muito em função do vocal, que, ao meu ver, é o grande destaque do grupo. É uma banda com característica bem peculiar em seu som, gosto muito do grupo. O ponto fraco do álbum, na minha opinião, é a qualidade da gravação. Dá a sensação de que queriam manter as características dos grupos do final da década de 60 ou início da década de 70, então a mixagem deixa a desejar, embora atinjam o objetivo de se assemelhar com o período. Vocal potente e com muita expressão em cima de guitarras cheias de overdrive ou fuzz, realmente vale a pena ouvir. Esta coletânea conta com músicas que foram lançadas em singles ou coletâneas com diversos grupos lançados no período entre 1995 e 2004, existindo, inclusive, 4 faixas cover.
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FAIXA A FAIXA:
1) Swinging The Blade. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. O interessante é que a ponte existente na parte A da música é igual à música Where Nowhere Is do Hoodoo Gurus! Bem garage punk esta faixa, vale a pena ouvir!
2) Get It Right. Esta é a melhor faixa do álbum na minha opinião. Não muito acelerada, mas com um riff marcante que poderia muito bem ter sido criado por alguém do Deep Purple é o que torna a música bem interessante, existindo um baixo pedal na última volta que também eleva a qualidade da faixa! Vale a pena ouvir!
3) Chain On You. Esta é, na minha opinião, a pior faixa do álbum. Fraquinha, sem potência e lenta, lembra um pouco bandas como Creedence Clearwater Revival. Realmente não aconselho a ouvi-la!
4) I Got To Find My Baby. Este é o primeiro cover a aparecer no álbum! É uma música composta por Peter Clayton e gravada por ele mesmo, sob o nome de Doctor Clayton, em 1941. A versão original é um blues, mas muitos a conhecem na versão de Chuck Berry que a tornou mais rock 'n' roll. A versão deste álbum se assemelha à de Berry.
5) I'm A Lover. Outra música bem rock 'n' roll, lembra bastante a música Rocker do AC/DC ou qualquer outra música de rock 'n' roll dos anos 50 ou 60 como Great Balls On Fire! Boa faixa para quem gosta de rock 'n' roll!
6) Destroy All Everything. Única faixa instrumental do álbum, é uma boa música, tem a intenção de simular uma ideia de guerra e tem um riff que se mantém por quase toda música, muito semelhante à música tocada na apresentação de bandas do filme Queimando Tudo (Up In Smoke)! Conta, inclusive, com sons de tiros!
7) Dream Police. Outro cover! Esta música foi composta por Rick Nielsen e gravada originalmente pelo grupo Cheap Trick em 1979. É uma música muito conhecida, vários artistas já a regravaram e, inclusive, o personagem Apu, dos Simpsons, aparece cantarolando-a em um dos episódios. Legítimo hard rock que era feito no final dos anos 70!
8) If I Wanted To. Mais uma faixa cover! Esta música foi composta por Deniz Tek e gravada originalmente pelo grupo Radio Birdman em 1981. É bem punk rock, com muito overdrive e "sujeira" no arranjo. Muito boa a faixa, vale a pena ouvir!
9) Heat Cage. Outra faixa que considero das melhores do álbum! Esta tem um riff muito interessante onde o arranjo de bateria acompanha, sempre executado com muita "chiadeira" proveniente dos pratos. Vale a pena ouvir!
10) I Don't Need No Doctor. O último cover do álbum! Esta música foi composta por Nick Ashford, Valerie Simpson e Jo Armstead, gravada originalmente por Ray Charles em 1966. Também considero uma das melhores faixas do álbum, realmente muito boa. Um blues mais pesado e mais "sujo" é como eu definiria esta faixa!
11) Dark Horse Pigeon. Muito boa a faixa, considero esta a faixa mais experimental de todo álbum, existindo diversos arranjos bem diferentes entre as partes. Muita variação rítmica, notas e acordes dissonantes e sem definição de tonalidade são as características mais marcantes.
12) High School. Outra música bem hard rock ao estilo Rolling Stones ou AC/DC! Muito boa faixa, é bem rock 'n' roll, mas com muito overdrive. Frequentes pausas ajudam a elevar a qualidade da faixa.
13) Good Thing. Talvez a música mais embalada do álbum, outra faixa muito boa. Também bem hard rock, mas com mais estilo punk rock. Acentos bem marcados elevam a qualidade da faixa, muita expressão e muito fuzz! Vale a pena conferir!
14) One For The Heart. Considero esta uma das piores do álbum. É um rock 'n' roll bem básico, devagar, comum, trivial, que não acrescenta em nada. Arranjos e composições iguais a esta têm de monte, sendo assim, apenas uma música a mais.
15) Train, Train, Train. Excelente faixa, com certeza a música com mais groove e swing de todo álbum. A parte A se baseia basicamente em um acorde de E7, ao estilo Purple Haze do Jimi Hendrix. Bastante característica de funk e soul nesta faixa, que tem no groove o seu ponto forte.
Ouça o álbum e conheça o punk soul rock funk do grupo e volte no tempo até o final da década de 60!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Beastie Boys - Root Down (1995)

GÊNERO: Rap
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Ad-Rock - Adam Horovitz (Vocal, guitarra)
MCA - Adam Yauch (Vocal, baixo)
Mike D - Michael Diamond (Vocal, bateria)
Dj Hurricane - Wendel Fite (DJ)
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Este é o quinto Ep do grupo, lançado, após 4 álbuns, pelo selo Capitol. O Ep conta com 3 versões diferentes para a música Root Down, 7 faixas ao vivo gravadas na Europa durante a turnê no início do ano, e uma faixa bônus. Já havia feito uma resenha deste Ep em Fevereiro de 2011, confira aqui! É um bom Ep, com alguns arranjos bem diferentes em comparação às versões de estúdio, existindo faixas em que os membros do grupo tocam instrumentos e outras em que fazem apenas o papel de MC. A qualidade de gravação das faixas é muito boa, valorizando os arranjos. Realmente vale a pena ouvir o álbum, principalmente àqueles que já conhecem o repertório do grupo!
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FAIXA A FAIXA:
1) Root Down (Free Zone Mix). Esta é uma versão diferente à do álbum de estúdio, mais "sinistra", com um tom bem assustador. É um bom arranjo, bem pesado, bons scratches no arranjo ajudam a deixar a música mais interessante.
2) Root Down (Lp). Esta é a versão do álbum de estúdio, Ill Comunication, que, na minha opinião, ainda é a melhor versão das três do Ep, e possui videoclip de divulgação. Muito bem arranjada, com pausas, pontes e, o principal, um ótimo groove.
3) Root Down (PP Balloon Mix). Terceira versão de Root Down, considero esta a menos interessante das três, embora seja bem bacana também, focada mais na voz, com menos samples de instrumentos, mas com bons scratches.
4) Time To Get Ill. Primeira das faixas ao vivo do Ep, esta é bem diferente da versão de estúdio. Para quem está acostumado com a versão de Licensed To Ill irá se surpreender com este arranjo! É um bom arranjo, mas ainda prefiro o original!
5) Heart Attack Man. Primeira música do Ep a ter instrumentos. Esta é, na verdade um hardcore old school, bem fiel à versão de estúdio. Distorção, inclusive no baixo.
6) The Maestro. Parece diversos recortes e colagens emendados, também com instrumentos, ótimo groove e cantada com bastante energia, existindo, inclusive, um refrão sing-a-long com um tamborim bem marcante!
7) Sabrosa. Sonzeira! Uma palavra basta para definir esta faixa, muito groove, swing, wah wah e improviso! É uma faixa instrumental, executada, também com instrumentos. Sabe quando você se junta com alguém só pra brincar de tocar e na hora vê o que sai?! É bem isso, improviso, feeling e curtição!
8) Flute Loop. Boa faixa, como o nome já diz, o loop da flauta é a marca registrada desta faixa, que já é bem rap e não possui instrumentos, o dj é que dá conta da base! Boa faixa e bem fiel à original, também.
9) Time For Livin'. Eu sou suspeito pra falar desta música. Pra mim ela sempre foi, é, e provavelmente sempre será a melhor música do Beastie Boys! Sempre fui um grande fã desta música, então não importa como ela está, sempre vai ser excelente pra mim! Embora esta versão é bem fiel à original, com a mesma pegada skate punk. Também com instrumentos.
10) Something's Got To Give. Esta é a última faixa do álbum, também bem fiel à versão original, é outra faixa "quase" instrumental, na verdade é quase um dub e existe um vocal com muito efeito. Ótima música para relaxar, pensar, esquecer, enfim, "viajar".
11) Bonus Track. A faixa bônus do Ep parece uma propaganda do grupo no rádio em algum lugar do planeta! Algumas falas em cima de uma música do grupo.
Escute o Ep e curta o som de uma das primeiras bandas a unir o rap com o rock.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Bayer - Rebeldia Y Esperanza (2008)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Argentina (Esquel / Chubut)
FORMAÇÃO:
Pipo (Vocal, guitarra)
Juan (Vocal, baixo)
Apes (Guitarra)
Paz (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado, de maneira independente, pelo grupo e é um bom exemplo de atitude! As faixas contam com inúmeros trechos desafinados ou fora de sincronia, realmente a parte técnica deixa, e muito, a desejar. É uma banda de anarco-punk, mas que faz um som mais lento e menos  "nervoso" do que a maioria das bandas do gênero, embora possua momentos de muitos gritos eufóricos! Lembra um pouco bandas gaúchas como Estômagos Vazios ou a primeira fase do Unidos Pelo Ódio. A mixagem também deixa a desejar, já que está tudo "estourando", quando dos trechos cantados com mais ênfase, a voz chega a distorcer. O ponto forte está na bateria que faz uma boa leitura da composição, apesar de pouca técnica. De qualquer forma é uma grande banda para quem gosta do gênero e, realmente, não se importa com desafinações ou dessincronizações!
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FAIXA A FAIXA:
1) Estado Y Autoridad. O álbum começa com uma das faixas em que a desafinação e dessincronização estão evidentes! É uma boa faixa, mas muito mal executada, com certeza não faria desta gravação o cartão de visitas do álbum!
2) No A La Mina. Considero esta faixa a melhor do álbum, começa não muito veloz, mas não dura muito tempo. No mais é uma música cantada de maneira "nervosa", o que é o grande destaque da composição. E está bem executada.
3) La Lucha. Considero esta faixa como das melhores do álbum, apesar de sofrer por alguns trechos executados fora do tempo. Existe bastante energia e é uma faixa veloz, o que a tornam boa.
4) Rechaza. Esta faixa é lenta na parte A e veloz e desorganizada na parte B. Não são partes muito empolgantes, então não a considero das melhores, embora consiga expressar bem a sua intenção.
5) Puto País. Esta faixa tem a introdução bem extensa e é lenta, acelerando quando da entrada da voz, alternando o andamento de maneira bem notável. Também não a considero das melhores. O ponto positivo é que esta possui um solo de guitarra, mesmo que com algumas dificuldades na execução.
6) Hipocrecia. Esta faixa já é mais acelerada e tem uns arranjos bacanas, muito boa a faixa, porém o vocal não colabora, errando muito o tempo, além de estourar a voz no final da faixa devido à mixagem.
7) Sin Nación. Esta faixa começa semelhante à 5, mas não tão extenso. Depois começa uma progressão harmônica que é a única parte da música, existindo uma ponte quando da repetição. O curioso é que esta ponte é exatamente igual à introdução de 1.9.9.2., do Cólera!
8) No Creemos. Outra que considero uma das melhores do álbum! Com certeza a música mais bem arranjada de todo álbum. O vocal, que canta igual à harmonia, ainda desafina e canta no tempo errado em algumas partes, sendo o ápice o final da faixa.
9) Bonus Track. A faixa bônus são recortes e colagens de sons feitos no estúdio entre as faixas, com os instrumentos e voz. Depois disso, uma música é executada, a qual não sei o nome, mas é bem bacana, apesar de vários erros de sincronia.
Ouça e sinta a rebeldia e esperança destes argentinos que estão quase no fim do mundo, ao sul!

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Batmobile - Bambooland (1987)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Holanda (Rotterdam / Holanda Do Sul)
FORMAÇÃO:
Jeroen Haamers (Vocal, guitarra)
Eric Haamers (Baixo acústico)
Johnny Zuidhof (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo lançado, depois de um Ep, pelo selo Count Orlok. É um psychobilly que está mais para rockabilly do que pra punk rock, é um ótimo álbum e conta com 4 faixas cover. A guitarra não tem muita distorção, aliás, é bem leve, mas com muito reverber, o baixo é acústico, o que ajuda a bateria na parte rítmica, já que esta é montada com apenas 3 peças: caixa, surdo e 1 prato que serve como ride ou crash, a qual o baterista toca de pé! Bastante interessante! É quase um revival aos anos 50, na qual o grupo representa muito bem. Realmente vale a pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Bambooland. A faixa de abertura, que dá nome ao álbum, tem um toque bem jungle, comum nos anos 50. É um twist, com muitos graves e frases bem interessantes da guitarra. Creio que a faixa resume bem a ideia da capa.
2) Mission Impossible. Considero esta uma das melhores do álbum. Já mais acelerada e com ótima progressão harmônica executada com muito reverber, mas também bastante tremolo. A faixa consta com uma frase de guitarra bem bacana.
3) Demon Party. O grande destaque desta faixa está na frase rítmica que se mantém por toda parte A, harmonizada muito bem pelo contrabaixo, enquanto a parte B já tem uma característica mais rockabilly. Não é ruim, mas não acho das melhores.
4) Night Without Sleep. Outra que considero das melhores do álbum. Excelente frase da guitarra na introdução, mas o grande destaque é mesmo o refrão. Ótimas melodia e harmonia, apesar de simples, que têm um lado bem sing-a-long. Poderia ser um pouco mais acelerada, mas é muito boa!
5) Hot Dog Stomp. Esta faixa é realmente ruim, não vale a pena ouvir. O instrumental conta com uma progressão harmônica bem rockabilly, mas com nada de mais, porém o que estraga é mesmo o vocal, realmente muito ruim, tanto que chega a ser irritante. Percebe-se ser proposital, mas não era necessário!
6) Racing With The Sun. Aqui está o primeiro cover do álbum. É uma música folclórica que não tem compositor. Aquelas músicas que se passa de geração à geração. De qualquer forma a versão do grupo ficou muito boa, mas também não considero uma das melhores, apesar de boa.
7) Lover Not A Fighter. Eis o segundo cover do álbum. Esta é uma música composta por Jay Miller, originalmente gravada por Lazy Lester em 1958. Considero uma das melhores faixas do álbum. Ótimo arranjo mas bem fiel à versão original. Vale a pena ouvir!
8) Chasin'. Gosto desta faixa também, apesar de não considerá-la das melhores do álbum. Tem um ótimo embalo e acordes de guitarra executados de uma maneira bem peculiar, além de o reverber ser um efeito fundamental nesta faixa. Porém o melhor é mesmo o refrão, talvez a parte mais punk rock de todo o álbum.
9) The Cannibal. Boa música também, já mais lenta, mas com uma levada bem grave, com a guitarra abafada e o reverber criando todo um clima. Boa faixa, mas não das melhores.
10) Killers Crew. Esta tem uma frase bem de suspense, uma mistura de surf music com trilhas como Mission Impossible ou Secret Agent Man. Muito boa, mas pouco acelerada.
11) All Shook Up. Chegamos ao nosso terceiro cover do álbum, esta música foi composta por Otis Blackwell e originalmente gravada por Elvis Presley em 1957. Na verdade esta é uma faixa "pegadinha" porque tem pouca duração e finaliza como se estivesse enrolando a fita K7 no aparelho!
12) Ain't Gonna Drink No More. Outra que considero uma das melhores do álbum, principalmente por causa da frase no início da composição, mas também devido ao refrão sing-a-long. Muito boa faixa!
13) Cold Sweat. Outra que considero das melhores! Principalmente devido ao riff da guitarra que aparece em vários momentos durante a faixa. Muito bom, vale a pena ouvir só pelo riff.
14) Do You Wanna Touch. O álbum finaliza com outro cover. Música composta por Gary Glitter e Mike Leander, gravada originalmente por Gary Glitter em 1973. Ficou muito boa esta versão, realmente uma outra pegada, mais embalada e bem rockabilly, com o contrabaixo sendo o grande destaque, além do arranjo da guitarra que substitui, em alguns momentos, a voz em relação à versão origianal.
Escute o álbum e se sinta na terra do bambu!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Bathtub Shitter - Lifetime Shitlist (2003)

GÊNERO: Crust Core
ORIGEM: Japão (Osaka / Kansai)
FORMAÇÃO:
Masato Henmarer Morimoto (Vocal)
Masashi Osho Kadota (Guitarra)
Naoki Morikawa (Baixo)
Keisuke Sugiyama (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado pelo selo Shit Jam. Embora eu tenha rotulado como crust, este é um álbum bem eclético, o grupo tem bastante de metal extremo, mas também conta com elementos de punk e grindcore. O vocal é bem grave, o chamado gutural, mas existem eventuais vocais agudos que, ao meu ver, não são bacanas! Lembra um pouco de Extreme Noise Terror, mas mais metal e grindcore ao mesmo tempo, dependendo da faixa. A bateria tem muitos momentos blast beat, mas também trechos bem lentos e com groove. O grande destaque está, sem dúvidas, no guitarrista, que eleva as composições a outro nível devido a seus arranjos. É um bom álbum, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Sea Of Filth. A primeira faixa é uma introdução. Notas soltas do baixo e da guitarra (bem distorcida), com algumas falas, em uma altura bem grave, junto. É quase hipnótica a faixa!
2) Fuck Hip Raper. Esta é uma faixa que não é das mais velozes do álbum, com uma cadência harmônica que se repete, enquanto que a parte B é bem grindcore. Boa faixa mas não das melhores.
3) What Color Is Yours. A música mais curta de todo álbum é, na verdade, um grindcore com os dois vocais alternados, o grave e o agudo. Não é das melhores, mas não é ruim.
4) Control Of Own Hole. Considero esta uma das melhores do álbum, um riff bem crossover, existindo um trecho cadenciado no meio. O grande destaque é o riff da parte A. Ótima faixa, vale a pena conferir.
5) Sausage For Souse. Outra música bem grindcore, apesar da cadenciada no seu final, a qual começa com o baixo à la Dan Lilker! Com muita distorção e palhetadas rápidas. Também conta com os dois vocais, embora o agudo apareça pouco. Existem eventuais pausas no arranjo da composição.
6) One One One. Esta tem um riff na parte A que considero excelente, com antecipações no contratempo bem sincronizados, o riff me lembra bastante as bandas de hardcore de Nova York, muito bom o arranjo da bateria também, existindo, claro, o trecho grindcore em seguida! Vale a pena conferir só pelos riffs da guitarra!
7) Fireworks. Com certeza a música mais lenta do álbum, porém com um groove bem interessante apesar de a harmonia contar, basicamente, com um acorde com sustain. Não é das melhores, mas tem bastante fúria em sua expressão, talvez a mais pesada do álbum.
8) No Stayer. Esta faixa é, na verdade, um cover, originalmente lançado em 1982 pelo grupo de NWOBHM, Witchfinder General. Considero uma das melhores do álbum, o arranjo da introdução lembra bastante Black Flag, devido às guitarras. Depois ela acelera e continua boa, o problema é o vocal agudo! Vale a pena ouvir!
9) Be Shatter Proof. Esta faixa começa com uma ótima frase da bateria e depois se desenvolve como grindcore. O destaque, mais uma vez, é a guitarra, que entra com um riff no meio da faixa, muito bom.
10) Meaningful Parade. Considero esta uma das piores do álbum. O vocal mantendo sempre a mesma nota e de maneira contínua, acaba se tornando um tormento para os ouvidos! Depois a música acelera e o vocal agudo aparece bastante. Destaque para a bateria.
11) Lifetime Shitlist. No meio à tanta distorção e velocidade com vocais guturais, eis que aparece uma música instrumental e acústica, executada apenas por dois violões. É, na verdade, uma peça para cordas. Excelente composição, uma das melhores do álbum, sem sombra de dúvidas. Forma binária em Mi Maior com eventuais modulações para a relativa C#m. Excelente composição, vale a pena ouvir.
12) Escapism To Refresh. Com certeza a melhor faixa do álbum. Um ótimo riff na parte A, o qual se assemelha muito a riffs do Guttermouth, porém mais lento. Esta é um punk rock que finaliza em um grindcore. Ótima faixa, não deixe de ouvir!
13) Hot Shit Hits Maximum. A faixa começa com um arranjo bem descompassado, mas que se encaixa com o ritmo do baixo distorcido, mas depois ela se torna um grindcore com o vocal agudo aparecendo em algumas ocasiões.
14) Holy Song For You. Esta é a faixa que finaliza o álbum, e começa com um som bem hipnótico, como se fosse feito para algum filme de suspense de ficção científica! Após este momento, a faixa finaliza bem crust.
Escute a lista do tempo de vida segundo os japoneses e sinta o petardo no seu ouvido!