quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Danzig - 6:66 Satan's Child (1999)

GÊNERO: Doom Metal
ORIGEM: EUA (Lodi-B.C. / Nova Jersey)
FORMAÇÃO:
Glenn Danzig (Vocal, guitarra, teclado, baixo)
Jeff Chambers (Guitarra)
Josh Lazie (Baixo)
Joey Castillo (Bateria)
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Este é o sexto álbum do grupo, lançado pelo selo Evilive. Este é um álbum de transição do grupo, ou seja, estão saindo do industrial e entrando no doom metal, embora não seja tão evidente, ainda há traços do industrial, mas também lembra um pouco de stoner rock e new metal. Na verdade, não me agrada muito este álbum, considero um dos piores do grupo, apenas músicas arrastadas e lentas, com raras exceções, considero apenas duas músicas boas, não mais que isso. Também é o primeiro álbum em que a voz de Danzig foi gravada de maneira digital. Outra curiosidade é que este álbum possui duas capas diferentes, a versão mais conhecida (esta disponibilizada na postagem), criada por Simon Bisley, e outra da versão com cópias limitadas, arte criada por Martin Emond. Aliás, a arte da capa é o mais interessante do álbum!
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FAIXA A FAIXA:
1) Five Finger Crawl. O álbum inicia com a música de trabalho, a qual possui, inclusive, videoclip de divulgação. Apesar de lenta e arrastada, ainda é uma das melhores do álbum. Ela tem grandes flertes com o new metal na parte B, enquanto a parte A é um doom com groove, se é que podemos dizer assim!
2) Belly Of The Beast. Uma das músicas mais arrastadas do álbum, lembra bastante o grupo Melvins, uma mistura de new metal, doom metal e stoner rock, com refrão sing-a-long. Ela possui um clima bem "sombrio", o que é o ponto positivo da composição.
3) Lilin. Esta ainda mais arrastada que a faixa anterior, mantém quase as mesmas características, porém mais intenso, o que muda é que esta é mais doom e não tem elementos de new metal. Apesar da boa melodia vocal na parte B, não a considero uma boa composição.
4) Unspeakable. Considero esta uma das melhores faixas do álbum! Mais pesada, com um groove interessante e um pouco mais embalada que as demais. O vocal, na parte B, lembra um pouco os antigos projetos do cantor.
5) Cult Without A Name. A faixa inicia bem intimista, com um clima bastante "sombrio", porém, logo após, entram todos os instrumentos e tudo muda, o vocal tem mais empolgação e energia, porém o clima inicial reaparece, criando uma boa ambiguidade na dinâmica.
6) East Indian Devil (Kali's Song). Música com um bom groove e riff, mas nada empolgante, lembra bastante stoner rock, porém o vocal não agrada, assim como o baixo andamento, tornando-a uma composição interessante, mas sem empolgação.
7) Firemass. Esta música talvez seja a que tem mais influência do industrial, em todo álbum. É uma boa composição, considero-a interessante, mas não das melhores. A intenção e dinâmica são os grandes destaques.
8) Cold Eternal. Provavelmente a pior faixa do álbum. Lenta, com o vocal sussurrado, dinâmica leve, com raros momentos em que o vocal se solta um pouco mais, mas não o suficiente para tornar a composição agradável!
9) Satan's Child. Considero esta a melhor faixa do álbum! Com certeza a mais pesada, além de não ser das mais lentas. Tem a execução da harmonia bem marcada, lembrando um pouco de new metal. Porém o grande destaque é, com certeza, o refrão, com vocal bem enérgico!
10) Into The Mouth Of Abandonement. Outra faixa bem fraca, também uma das piores do álbum, com vocal sussurrado, bateria que parece eletrônica, sem distorção e energia, apenas no refrão, que é o destaque do arranjo.
11) Apokalips. Esta é uma faixa bem doom, com riffs que lembram bastante Black Sabbath, porém muito arrastado e lento. O baixo com distorção fica em evidência devido às pausas da guitarra. O refrão é o grande destaque, onde existe uma aceleração do andamento, mas não chega a ser o suficiente para tornar a faixa boa.
12) Thirteen. O álbum finaliza com uma composição feita em homenagem à Johnny Cash. Podemos dizer que é um blues doom! A faixa lembra as composições de Cash, mas com a característica de Danzig, não parecendo uma cópia, mas sim uma homenagem, como deveria ser. Boa faixa para finalizar o álbum!
Ouça o álbum e conheça a criança de Satã!

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Damned - Damned But Not Forgotten (1985)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Dave Vanian (Vocal)
Captain Sensible (Guitarra)
Roman Jugg (Teclado)
Paul Gray (Baixo)
Bryn Merrick (Baixo)
Rat Scabies (Bateria)
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Esta é a segunda coletânea lançada pelo grupo, após 4 álbuns, através do selo Dojo. A maioria são músicas que estão em singles lançados pelo grupo no período de 1981 até 1984. É uma excelente coletânea, com clássicos do grupo e outras faixas inéditas. Foi, também, neste período que o então baixista do grupo, Paul Gray, sai devido à desentendimentos referente à direitos autorais, indo substituir Billy Sheehan no grupo UFO, para o seu lugar, entra Bryn Merrick. Na época de lançamento da coletânea, o guitarrista Captain Sensible deixa o grupo, sendo substituído pelo tecladista Roman Jugg. As músicas são típicas de um punk rock britânico, porém já com algumas influências de pós-punk, mantendo as mesmas características dos álbuns anteriores no que diz respeito ao desenho melódico da voz e seu timbre. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Dozen Girls. A coletânea inicia com um dos clássicos do grupo, também no álbum Strawberries. Ela inicia com o teclado e, quando iniciam os demais instrumentos, o grande destaque está na caixa da bateria que é dobrada por grande parte da composição. Uma das melhores faixas, vale a pena conferir.
2) Lovely Money. Não me agrada muito esta faixa, apesar de ser outro clássico do grupo. A bateria programada é o ponto negativo da composição, que, realmente, não empolga. Muito teclado, pouca guitarra e o baixo em evidência, mas nada empolgante.
3) I Think I'm Wonderful. Outra que considero das melhores da coletânea e, mais uma vez, outro clássico do grupo! Veloz, empolgante e com energia, existindo eventuais trechos onde a caixa da bateria está dobrada. Vale a pena conferir!
4) Disguise. Muito boa composição, apesar de já ter um aspecto mais pós-punk! O teclado está em evidência, e a parte C que existe no meio da composição é o grande destaque. Não é muito veloz, mas não é lenta.
5) Take That. Talvez a música mais embalada da coletânea. É uma boa composição, bem arranjada, apesar de simples, possuindo aspectos característicos do rock inglês. A guitarra é o destaque da faixa, mas a linha melódica da voz também não fica muito atrás!
6) Torture Me. Uma balada com piano. Este é o resumo perfeito desta faixa! Uma das piores músicas da coletânea, mas ainda assim, muito boa, apesar de não empolgar. Muito lenta.
7) Disco Man. Sou suspeito pra falar desta música. Foi ela que fez eu adorar o grupo, considero-a a melhor música do grupo, realmente excelente! Empolgante, com energia (apesar de não muito veloz), bom arranjo, enfim... tudo de bom!
8) Thanks For The Night. Outro clássico e outra que considero das melhores da coletânea! Embalada, veloz, com um bom arranjo de dinâmica e boa melodia que, aliás, é o destaque da faixa!
9) Take Me Away. Uma composição que destoa das demais. Esta é um rock blues e é uma das faixas inéditas, nem parece o mesmo grupo, até pelo fato de que o vocal, nesta faixa, não é o Dave Vanian. É um blues, melhor explicação!
10) Some Girls Are Ugly. Esta faixa flerta com o new wave. Não chega a ser ruim, mas não é boa, bem fraquinha, sendo o grande destaque o refrão, que é o que faz a composição não ser ruim. Esta é outra faixa inédita.
11) Nice Cup Of Tea. Uma vez disse que toda banda inglesa tem um pouco de Beatles, e é isso que acontece aqui! A pior faixa da coletânea! Lembra muito bandas hippie dos anos 60. Muito ruim mesmo! Também outra faixa inédita.
12) Billy Bad Breaks. A coletânea finaliza com uma boa faixa. O teclado bem evidente, com o refrão sendo o grande destaque da composição, apesar de tornar a música alegre, coisa que até então não havia acontecido.
Escute a coletânea e veja que o grupo é maldito mas não esquecido!

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Daly's Gone Wrong - Exit Where You Belong (2005)

GÊNERO: Emo Core
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Joseph Parrella (Vocal, guitarra)
Adrian Baldor (Guitarra)
Anthony Bilancia (Baixo)
John Rodriguez (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado de maneira independente. Embora tenha classificado-o como emo core, na verdade, este é um álbum difícil de rotular, é uma banda muito eclética, que varia de maneira, até, exagerada, os ritmos e gêneros em uma mesma composição, entre eles estão, além do próprio emo core, hardcore melódico, punk rock, metalcore, pop punk, reggae e ska core. Este é, na verdade, o grande destaque do grupo (junto com o vocal), o arranjo, porém, o que é o destaque, também é o que estraga! Como há muita variação, a música não embala, ou embala por um trecho, mas por outro não, o que acaba não empolgando a quem está ouvindo. Considero este mais um álbum para se apreciar do que para curtir, se for pra ouvi-lo, que seja com atenção, prestando bastante atenção nos arranjos, pois há muitos detalhes escondidos, além de muitas variações.
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FAIXA A FAIXA:
1) It's Not Nice To Set Your Band Members On Fire. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores. Inicia com efeitos de guitarra para depois entrar um metalcore pesado e arrastado, logo após um hardcore melódico, depois um ska core, retorna ao hardcore melódico, reggae, polka, finalizando com hardcore melódico.
2) Where Was Hope When She Needed It. Esta inicia com um pop punk à la Less Than Jake, após um ska, reggae, pop punk, hardcore melódico, reggae, emo core, finalizando com um hardcore.
3) Die, Die, Die And Then Some.... Considero esta a melhor faixa do álbum, sendo, também a música de trabalho, já que possui videoclip de divulgação. Ela tem uma introdução bem pop punk, mas logo em seguida vem um hardcore melódico, depois um vocal screamo, e em seguida um ska core, pop punk, hardcore melódico, metalcore, pop punk, hardcore melódico, finalizando com um metalcore.
4) And The Heartless Will Mean Nothing. A faixa inicia com uma ideia bem pop punk estilo Blink-182, ao entrar a voz, se torna um screamo, depois um metalcore, hardcore melódico, ska core, emo core, screamo, pop punk, metalcore, finalizando com música eletrônica!
5) Dear Ava (I'm Bleeding For You). Esta faixa é acústica, apenas violão e voz, e é a única música que se mantém na mesma ideia, talvez pelo fato de ser acústica! Mas mesmo assim o arranjo é bem trabalhado. Ela é um pop punk acústico.
6) Dreading December. O álbum finaliza com a faixa que considero a pior! Ela inicia bem pop punk, mas logo se torna um hardcore melódico, após, um screamo, retornando ao pop punk, ska core, hardcore melódico, screamo, metalcore, screamo, finalizando com um pop punk.
Escute o álbum e saia de onde você pertence!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Dag Nasty - First Demo (1985)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Washington / Distrito Federal)
FORMAÇÃO:
Shawn Brown (Vocal)
Brian Baker (Guitarra)
Roger Marbury (Baixo)
Colin Sears (Bateria)
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Esta é a primeira demo do grupo, lançado de maneira independente, ainda com Shawn Brown, que viria a sair do grupo logo após. Classifiquei como skate punk, mas beira um hardcore old school. É um grupo que serve de referência para algumas pessoas. Gosto bastante desta banda, e, esta demo, lembra uma mistura de Minor Threat com Descendents! Bem ao estilo das bandas da capital norte-americana. O desenho melódico da voz segue o mesmo estilo de cantar do Ian MacKaye, porém as composições são mais lentas, não todas, mas algumas, as mais lentas lembram mais Descendents. Já havia feito uma resenha desta demo em 2012, confira aqui! Apenas duas faixas desta demo não fazem parte do primeiro álbum do grupo, Can I Say, lançado um ano mais tarde. A qualidade do áudio não é das melhores, mas não chega a ser ruim, é possível ouvir todos os instrumentos. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Under Your Influence. A demo abre com uma das faixas que não são muito velozes, um ótimo refrão, mas uma estrofe não muito empolgante, apesar de não ser ruim.
2) I've Heard. Considero esta a melhor faixa da demo, com certeza! Se não conhecesse e alguém me mostrasse essa música, diria que era Minor Threat! Realmente muito parecido. Algumas pausas dão um toque especial ao arranjo. Vale a pena conferir!
3) Justification. Considero esta uma das melhores faixas da demo! Também veloz e com muita energia, esta lembra uma mistura de Minor Threat com Gorilla Biscuits! Sem frescura e direto!
4) Circles. Outra faixa mais lenta, que lembra um pouco mais Descendents, apesar da linha melódica do vocal não parecer. O destaque está nas frases da guitarra.
5) Can I Say. Outra faixa veloz, também muito boa! Muita energia, com eventuais trechos em que a bateria faz as frases junto com os instrumentos de corda, sendo este momento o grande destaque do arranjo.
6) Thin Line. Esta faixa é mais lenta, mas muito boa, com uma excelente intenção e dinâmica. Acordes bem simples, mas que têm uma melodia bem interessante que acompanha. O refrão não me agrada muito, mas a parte A é sensacional!
7) Never Go Back. Outra faixa não muito veloz, mas também muito boa. Esta já dá um pouco os ares do Fugazi, mesmo que bem de leve. O refrão é o grande destaque da composição, bem como a variação de dinâmica entre as partes.
8) Another Wrong. Esta é a primeira das duas faixas que não estão no álbum de estreia. Bastante veloz e com muita energia, na linha Minor Threat, mais uma vez. A parte A se mantém, quase o tempo todo, em um acorde só, o que não me agrada muito, mas ainda assim é uma boa faixa.
9) One To Two. Outra faixa bem veloz e com muita energia! Esta segue as mesmas características da faixa anterior, inclusive na questão de manter um acorde apenas na parte A! Boa faixa!
10) I Wouldn't Cry. Esta é a segunda faixa que não está no álbum de estreia, e a considero uma das melhores da demo, também. Também bem veloz, o grande destaque está na progressão harmônica da parte A e na execução da harmonia, pela guitarra, na parte B.
Ouça a primeira demo do grupo e perceba o potencial já no início da carreira!