sábado, 30 de dezembro de 2017

Autopilot Off - Looking Up (2000)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: EUA (Goshen-O.C. / Nova York)
FORMAÇÃO:
Chris Johnson (Vocal, guitarra)
Chris Hughes (Guitarra)
Rob Kucharek (Baixo)
Phil Robinson (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo, lançado, após um Ep, pelo selo Fueled By Ramen. Este álbum tem uma história interessante. O grupo, que existe desde 1996, começou sob o nome de Cooter, inclusive este mesmo álbum foi primeiramente lançado em 1999, pelo selo Fastmusic, sob o nome de Cooter. O videoclip finaliza com créditos a Cooter também, enfim, este era o nome do grupo, porém após o lançamento do álbum, em 1999, uma banda de punk rock do Mississippi, chamada The Cooters, reivindicou os direitos pelo nome. O grupo não esquentou e decidiu trocar o nome para Autopilot Off, porém o selo quis comprar a briga, então o grupo resolveu lançar o álbum novamente em 2000, a mesma capa, as mesmas gravações, a mesma ordem das músicas, ou seja, tudo igual, exceto pelo nome do grupo que agora havia trocado. Como a gravadora estava entrando com as questões jurídicas, o grupo lançou o álbum por outro selo, o Fueled By Ramen. Resumo da história, o selo Fastmusic perdeu no tribunal e o grupo trocou de gravadora em 2002, após o término do processo. Então, este álbum possui duas versões: a Cooter e a Autopilot Off! O som é um hardcore melódico ao estilo Goldfinger, MxPx, e Diesel Boy, tem um flerte bem forte com o pop punk, tanto que metade das músicas do álbum são hardcore e outra metade pop. Não seria nenhum exagero chamá-los de pop punk! De qualquer forma, vale a pena conferir, pois as metade acelerada é muito boa e a metade lenta não chega a ser tão horrível assim!
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FAIXA A FAIXA:
1) Missing The Innocence. O álbum começa com uma música bem pop, lenta e alegre, estilo teenager sessão da tarde! É bacana, mas muito pop, lembra bastante Goldfinger, as mais pop's! Não é de todo ruim, mas longe de ser boa.
2) Full House. Eis aqui uma das melhores faixas do álbum: veloz e com um bom arranjo, principalmente das guitarras, a música ainda conta com uma introdução bem interessante. Com certeza o grande destaque está no embalo e na velocidade, que só murcha no final. Vale a pena conferir!
3) Looking Up. Música que dá nome ao álbum, esta é mais uma música pop. Não tanto como a primeira, mas ainda assim, bem pop. Ela melhora no refrão, mas nada de mais. De qualquer forma, é uma boa música de se ouvir!
4) Bite My Nails. Muito boa a faixa, também uma das 6 melhores! Veloz e com uma frase de guitarra bem interessante, ela só perde o gás no refrão, o que faz com que ela não seja das principais faixas do álbum, ainda assim é uma boa música para se entrar no mosh pit!
5) Dawn To Dusk. Considero esta uma das três melhores faixas do álbum. Veloz do início ao fim, ela tem uma boa melodia e um bom arranjo, talvez a música mais parecida com MxPx do álbum. Realmente muito boa, vale a pena conferir, nada de mais tecnicamente, mas bastante embalo.
6) Underrated. Outra faixa mais na manha. Lenta, mas com um embalo razoável, o que não a deixa tão pop como as anteriores, embora o refrão tenha um apelo bem comercial! Não gosto muito desta faixa, mas não chega a ser ruim.
7) Walk On Water. Outra das faixas boas e velozes! Também considero esta uma das melhores do álbum, provavelmente a mais veloz de todas, embalada quase que do início ao fim, sofrendo uma cadenciada apenas no final. Realmente vale a pena conferir, excelente composição!
8) Friday Mourning. Esta é outra faixa mais pop, mais lenta, porém com um embalo bem interessante e uma melodia tão interessante quanto, o que a torna uma música bacana de se ouvir. Existem bons arranjos no decorrer da faixa, apesar de nada de mais tecnicamente.
9) Pivot. Com certeza a melhor faixa do álbum. Veloz do início ao fim, ótima frase da guitarra, com uma excelente melodia, em especial no refrão, o qual é valorizado com a progressão harmônica. Excelente composição, com certeza o álbum vale a pena só por esta faixa, não deixa de ouvi-la!
10) Something For Everyone. Esta é a música de trabalho do álbum, já que possui videoclip de divulgação. Não é pop, esta é mais punk rock, mas sem um apelo comercial, lembra bastante bandas como Bouncing Souls ou H2O. O clip é bem interessante, o grupo está tocando no meio de um ginásio com skatistas andando em sua volta em obstáculos e rampas montadas, vale a pena conferir!
11) Pin The Tail On The Donkey. Esta é a última faixa veloz do álbum, porém com um apelo mais pop que às anteriores, principalmente devido à cadenciada que existe no refrão, mas mesmo assim não deixa de ser uma das 6 melhores do álbum!
12) Sleeptight. Última faixa do álbum, esta também é mais lenta, mas também mais punk que pop, o que a deixa uma música boa, nada de mais, mas nada de menos! Não tem aspecto de música de final de álbum, mas acho que nenhuma outra ficaria melhor como última faixa!
Escute o álbum que foi lançado duas vezes sob a condição de dois nomes de artistas diferentes e sinta a vontade para curtir um show!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Attaque 77 - Radio Insomnio (2000)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Argentina (Buenos Aires / Distrito Federal)
FORMAÇÃO:
Ciro Pertusi (Vocal, guitarra)
Mariano Martínez (Guitarra)
Tucan - Martín Bosa (Teclado, piano, sintetizador)
Luciano Scaglione (Baixo)
Leo De Cecco (Bateria)
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Este é o oitavo álbum de estúdio, nono da carreira do grupo, lançado pelo selo BMG Ariola. É uma banda icônica do punk rock do país, porém considero este álbum bastante fraco, existindo 2 músicas realmente boas, 3 mais ou menos e outras quase ruins ou ruins! Como toda banda de punk rock da Argentina que se preze, a semelhança com Ramones sempre está presente, porém parece que aqui escolheram as músicas mais lentas do grupo para se inspirar! O álbum conta ainda com um cover e foi lançado por vários selos em diferentes países. É um álbum que se deve ouvir por respeito, mas não vá com muita sede ao pote, pois senão pode se decepcionar! O interessante é que é um álbum que possui uma concepção: uma rádio mundial que sintoniza no dial 77! Bem interessante a ideia, ainda mais que entre as faixas se ouve um suposto locutor de rádio de diferentes países anunciando a música a seguir. O álbum possui as participações de Reinaldo Maceo e Julio Pino no violino, José Martínez na viola, e Joaquín Ruíz no violoncelo.
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FAIXA A FAIXA:
1) Radio Insomnio. A primeira faixa é apenas uma introdução, como se fosse o começo do programa de rádio, uma apresentação.
2) Cosas Que Suceden. Sem sombra de dúvidas a melhor música do álbum. Realmente boa, não muito veloz, mas com uma energia que não se percebe nas demais faixas do álbum. O teclado dá um brilho a mais e a melodia em bloco das vozes no final da faixa é o grande destaque do arranjo. Realmente vale a pena ouvi-la.
3) Canción Inútil. Uma das músicas mais ou menos! Não é uma música ruim, mas também não é das mais empolgantes. O violão faz com que a faixa se torne mais fraca, mais pop. Mas tem uma levada interessante, que acaba tornando-a uma música bacana.
4) Autoestigma. Esta é mais pop, com contracantos e lá-lá-lás que evidenciam esta característica. Parece música de uma banda do anos 60 de yeah-yeah-yeah, à la Beatles! Não gosto muito, mas o refrão lembra um pouco de Ramones!
5) El Ciruja. Esta é a segunda melhor música do álbum. O teclado dá um clima introspectivo para a composição, que começa em um clima bem sombrio, aliás, a introdução é a melhor parte da música, me lembra bastante o álbum All By Myself do Rikk Agnew! Este clima não se mantém, mudando a ideia após a entrada da voz. De qualquer forma, vale a pena conferir esta faixa!
6) Vacaciones Permanentes. Uma das piores músicas do álbum, lenta e com nada de interessante. O teclado, que na faixa anterior foi destaque positivo, nesta é um destaque negativo, acaba estragando mais ainda a faixa. Não vale a pena ouvi-la!
7) Caballito De Hierro. Esta é outra das mais ou menos do álbum. Ela tem um ar de lamentação que dá toda intenção da composição. É possível perceber o clima intimista dos músicos no momento de gravá-la. Vale a pena conferir!
8) El Pobre. Uma das músicas de trabalho do álbum, possuindo, inclusive, videoclip. É uma música lenta, mas que lembra bastante as bandas de punk rock britânicas. Quase uma balada. Não me agrada, mas não chega a ser ruim. Boa melodia e bem punk rock, quase que de cartilha!
9) Beatle. Outra música de trabalho do álbum que também tem videoclip. Como o nome já diz, esta música se parece muito com Beatles, o que, ao meu gosto, automaticamente se torna uma música ruim. O violão ajuda a piorar a faixa que, como já disse, se parece muito com Beatles.
10) El Camino. Estamos dentro de uma seqüência ruim do álbum, talvez a pior, mesmo que esta é a faixa que tem o arranjo dos instrumentos de arco. Outra música ruim, lenta e depressiva, uma balada para cortar os pulsos, com o violão ajudando a piorar a faixa, que é realmente ruim, não aconselho ninguém a ouvir.
11) Debilitándonos. Outra faixa bem ruim. Na verdade esta tem características de pós punk, um pop pós punk, na verdade! Lenta e depressiva, mas com o instrumental que tenta contrapor a esta tendência. Realmente ruim, não aconselho a ouvir!
12) Silent Hill. Aqui já melhora um pouco, mas não muito! Lembra um pouco música de natal, mas algumas variações. Música de natal punk rock! Não é das melhores, mas não chega a ser ruim, nada de mais!
13) Resistiré. Esta faixa é um cover. A música foi composta por José Luis Campuzano, Armando De Castro, Carlos De Castro, e Carolina Cortés, gravada originalmente em 1982 pelo grupo Barón Rojo. Na verdade é uma nova versão, pois não se parece em nada com a original. De um heavy metal a um reggae, simples assim. Bem criativo, vale a pena conferir para quem tem conhecimento da versão original.
14) Jodie. Esta música foi composta pelo antigo baixista do grupo e quem assumiu os vocais foi Mariano Martínez, mas mesmo assim é uma música bem fraquinha. Lembra as baladas do Ramones! Não me agrada muito, mas não chega a ser insuportável.
15) Espiral De Silencio. Esta música já é mais embalada, mas também não considero das melhores, ainda é muito alegre, porém já melhora bastante! Nada de mais, uma música trivial, mas bacana, interessante, não mais do que isso.
16) Nuestros Años Felices. A outra música mais ou menos do álbum, mas esta é quase boa! Creio ser esta a faixa mais parecida com Ramones de todo o álbum. Acho bem interessante esta composição, principalmente devido ao seu final, se tornando a música ideal para finalizar o álbum, já que o jogo de vozes e a harmonia nos remetem a isso.
Confira a rádio mundial sintonizada no 77 de seu dial, mesmo sendo este um disco lento, e curta uma das bandas referência do gênero no país sul americano!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Atrack - Situações Criadas Por Você (2003)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Brasil (Porto Alegre / Rio Grande Do Sul)
FORMAÇÃO:
Felipe Lazzari (Vocal)
Geison (Guitarra)
Luciano (Guitarra)
Carlos Martins (Baixo)
Moskito - Diego Fonseca (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado pelo selo Orphan após 1 álbum e 3 demos. Fui o responsável por gravar as linhas de baixo para este álbum. Foi uma época em que fizemos muitos shows e, na minha opinião, é o melhor álbum da carreira do grupo, o mais hardcore apesar de ter algumas faixas mais pop. No mais é um álbum que alterna uma música veloz e uma mais lenta e pop. Eu gostava mais de tocar as músicas velozes, o que é perceptível pela construção do arranjo. Gravamos no estúdio 1000. Era bacana tocar com a banda nesta época: muitas risadas e histórias para contar! Vale a pena ouvir o álbum!
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FAIXA A FAIXA:
1) Mau Tempo. O álbum inicia com o som de uma caixinha de música e logo após entram os instrumentos. Me lembro que a primeira vez que ouvi a música, a introdução me lembrava muito a música do programa infantil Disney Club que passava no SBT anos antes da gravação do álbum. Era a minha referência! Talvez esta seja a única faixa mais pop do álbum em que acabei trabalhando bem as linhas de baixo. Realmente gostava de tocar esta música nos shows, bem divertida!
2) Carapuça. Uma das melhores do álbum na minha opinião. Lembro do Felipe dizer que esta música foi endereçada à alguém. Ainda lembro-me quem, mas não cabe dizer aqui! É uma música veloz, mas que possui trechos cadenciados, variando bastante a dinâmica da música. Gostava de tocar esta faixa, tanto que creio ter preenchido bem os espaços. Até slap cheguei a usar no início e no final da música. Vale a pena conferir!
3) 18 Anos. Outra faixa mais pop. Não era das minhas preferidas, mas também não achava das piores. Era legal tocar, fiz o arranjo com bastante legato, o que era divertido tocar! Como não era das minhas músicas preferidas, não me puxei muito no arranjo!
4) Vício Democrático. Também conhecida como a música do tã! Lembro-me de chamá-la de tã por causa do início: "aquela que começa com tã..." e acabou pegando o apelido! Considero a melhor música do grupo em toda carreira, era minha música predileta para tocar, percebe-se pelo arranjo que está bem trabalhado. No palco eu ia à loucura tocando esse som, era muita energia! Não deixe de ouvir!
5) Morrendo. Também conhecida como a música do Cláudio! Não me perguntem por quê, até hoje não descobri, aliás, nem sei se existe algum Cláudio! Isso foi coisa do Felipe! Era a música que me lembrava do CPM 22, pois a harmonia é igual à Regina Let's Go!. Não achava das melhores, mas gostei do arranjo que criei, era divertido tocar, nada de especial, mas bem desenhado.
6) Estressado. Com certeza uma das melhores do álbum e do grupo. Creio ser esta a música mais pesada do grupo, realmente excelente! Me lembro de ter me surpreendido quando o Felipe apresentou-a, não tinha nada a ver com as demais músicas do grupo. Como adorava tocar esta música, criei uma linha que adorava executar, e, talvez, a linha de baixo mais difícil de tocar de todas que criei para o álbum, muito em função da velocidade. Nos shows era ainda mais rápido! Culpa do Moskito!
7) Jane Lee. Acho esta a pior música do álbum, mas foi a faixa que foi escolhida para gravar um videoclip, lembro de ter discutido bastante para que escolhêssemos outra música para o clip, mas não teve jeito! Aliás, passei meu aniversário de 23 anos gravando este clip, já que foi gravado no dia do meu aniversário, 29 de Maio. A grua que tinha para gravar foi surpreendente, mesmo sendo uma grua pré-histórica! Fiz uma linha bem simples, porém marcante.
8) Dezembro. Sempre gostei muito de tocar esta música e se tem alguma coisa que não consegui engolir até hoje foi o fato de nunca termos tocado esta música ao vivo. Como ela é longa, o Moskito cansava bastante e era o primeiro a dizer para não colocá-la no set list. A introdução do baixo foi feita de qualquer forma no estúdio, se não me engano em um que tinha em frente ao estádio Beira-Rio, quando o Felipe disse: "faz uma introdução para esta música", então fiz isso que vocês ouvem no álbum! O que saiu na primeira ideia que tive foi a que se manteve!
9) Anfetamina. Não criei nenhuma linha para esta música, pois esta é uma música que já havia sido gravada na demo Histórias Da Vida In Geral, porém com outro nome e outra letra. Quis ser fiel à versão original, por isso não me puxei. É uma música bacana, mas longe de ser das melhores!
10) Atrack. Outra música que me surpreendeu bastante quando apresentada, muito pesada, quase um Nu Metal em algumas partes, não lembra em nada as demais músicas do grupo. Realmente muito boa faixa. Não me puxei muito no arranjo, pois a música por si só já tem uma pegada bem veloz e furiosa, embora acredito ter preenchido bem alguns espaços, além de incluir o uso do slap na introdução. Vale a pena conferir!
11) Longe Da Califórnia. Esta foi a última música a ficar pronta para o álbum, aliás, ela ficou pronta uma semana antes da gravação, e como não pude ir nos últimos ensaios, nunca tinha tocado a música do início ao fim. O trecho a partir do reggae foi feito no estúdio no dia da gravação. Foi a única música que pedi para tocar uma vez junto com a guia antes de gravar, já que não sabia como finalizava! Ouvindo depois de pronto, achei que poderia ter ficado melhor, mas valeu, já que foi de primeira!
12) Andando Na Praia. Outra música da demo Histórias Da Vida In Geral. Não criei um arranjo muito trabalhado por tentar ser fiel à versão original. Uma boa música para finalizar o álbum. Nada de especial, mas bacana!
Ouça Situações Criadas Por Você e curta a banda em seu melhor momento!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Atavistic - Life During Wartime (1987)

GÊNERO: Crust Core
ORIGEM: Inglaterra (Whitstable / Kent)
FORMAÇÃO:
Jeremy Upcroft (Vocal, guitarra)
Patrick McKernan (Baixo)
John Brenchley (Bateria)
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Este é o segundo Ep do grupo, lançado pelo selo Peaceville, sendo então seu terceiro trabalho, já que além dos dois Ep's, ainda tinham uma demo lançada um ano antes. Classifiquei-o como crust, mas tem fortes tendências de D-Beat. Já imaginou o que surigiria de uma mistura de Extreme Noise Terror, English Dogs, e Napalm Death (Era Scum)?! E se ainda tivesse pitadas de Anti Cimex e Cryptic Slaughter?! Pois não precisa imaginar, basta ouvir o Ep! É bem essa análise que faço, sendo o English Dogs, relacionado muito devido ao timbre da guitarra, muito semelhante. É um som veloz e com muita energia, que acaba suprindo muito bem a falta de técnica dos integrantes, embora não sejam maus músicos. Vale a pena ouvir este petardo inglês!
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FAIXA A FAIXA:
1) A Question Of Priorities. O Ep começa com sons muito semelhantes à música concreta, para logo em seguida vir o petardo! Uma música veloz, e talvez a mais D-Beat do álbum. É o embalo típico do gênero com riffs rápidos, uma das melhores do Ep, vale a pena conferir!
2) Creatures Of Habit. Esta é, na minha opinião, a melhor faixa do Ep, veloz e iniciando com uns legatos na guitarra, ela se mantém enérgica do início ao fim, este ao qual ainda é com a caixa da bateria dobrada o tempo, se assemelhando mais a um crust. Excelente faixa!
3) Liberty For Whom?. Esta música é bem crust, com exceção da introdução, as demais partes da música são bem características do gênero. Talvez a faixa que menos me agrada no Ep, mas ainda assim é uma boa música.
4) Survival Of The Fittest. Outra música bem crust, mas já com uma pegada mais metal. Excelentes riffs de guitarra no seu início, quando entra a voz, o blast beat entra em ação! Música veloz com delay na voz!
Ouça o segundo Ep do grupo e confira se a mistura das bandas mencionada antes se confirma!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Astro Zombies - Are Coming... (1997)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: França (Dijon / Bourgogne Franche Comté)
FORMAÇÃO:
Christophe Bobby Bourgeade (Vocal, guitarra)
Bassou - Laurent Abry (Baixo acústico)
Gaybeul - Fabrice Gualdi (Bateria)
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Álbum de estréia do grupo lançado pelo selo Banana Juice. É um psychobilly que flerta com o rockabilly e com o western. O vocal é grave e usa eventuais drives, geralmente quando quer atingir notas mais agudas, além de ter bastante reverber, assim como a guitarra que tem um drive leve e algum delay, existindo eventuais trêmulos executados com a alavanca. Não tem nada de mais em relação à parte técnica, sendo o destaque os fraseados da guitarra. Lembra um pouco de Coffinshakers com Reverend Horton Heat. Muito boa a banda, vale a pena ouvir! O álbum ainda conta com um cover!
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FAIXA A FAIXA:
1) The Astro Zombies Are Coming. A faixa de abertura é instrumental e possui uma introdução que provavelmente é do filme de 1969 homônimo. É uma excelente música para abrir o álbum, com a harmonia típica de rockabilly, mas com um ar tenso, de suspense. Destaque para a levada na caixa da bateria. Vale a pena conferir!
2) The Devil On Arrival. A música começa no mesmo clima da anterior, apesar de mais embalada, porém aqui temos a presença da voz. Muito boa composição, com frequentes pausas e trabalhos de dinâmica que fazem toda a diferença. Uma das melhores do álbum.
3) Magnetic Man. Excelente introdução, porém depois ela se torna um rockabilly. Lembra bastante Reverend Horton Heat. É bem rockabilly, mas com um ar tenso! Vale a pena conferir.
4) Love You So. Uma introdução bem jungle, com frases da bateria bem tribais, que se completa perfeitamente com o arranjo da guitarra. Quando da entrada da voz, a música se torna um rockabilly em modo menor! Mas o grande destaque é o arranjo da introdução, que aparece mais vezes no decorrer da faixa.
5) I'm All Right. A balada do álbum! Mas aquela balada de pistoleiro! Composição bem western, com frases bem ao estilo do gênero. A faixa é executada bem fraca, não abusando da intensidade, mas não é lenta, apenas cria-se um ar "sombrio". Muito boa faixa, lembra um pouco de Coffinshakers!
6) I'll Never Be Your Friend. Uma das melhores do álbum. Começa com um riff de guitarra bem ao clima de terror, mantendo esta ideia por toda parte A, mudando apenas no refrão, o qual tem um arranjo muito bom. Lembra um pouco de Dead Kennedys, vale a pena conferir.
7) Barcelona. A melhor faixa do álbum, na minha opinião. Começa com um fraseado típico de músicas espanholas, ou flamenco, com a típica escala menor harmônica! Aliás, esta ideia se mantém por toda faixa, inclusive no solo, que é bem simples, lembra até Replicantes! Vale a pena ouvir, de verdade!
8) Bertha-Lou. Aqui temos nosso cover! Esta é uma música composta por Johnny Burnette e John Marascalco, gravada originalmente em 1957 por Johnny Faire. Com exceção do refrão, ela até parece um ska com baixo "batatão", aquele das bandas de baile, embalando no refrão. Muito boa versão!
9) No Other Girl. Mais uma faixa com um ar western, porém com uma levada que lembra um tango. Podemos considerá-la mais uma balada, talvez até mais que a faixa 5 pelo fato de ser mais "dançante". O reverber fica evidente nesta faixa devido à pouca dinâmica. Dá uma quebrada no embalo do álbum, mas vem em boa hora!
10) Manson Family. A faixa começa com um riff de guitarra que lembra o clássico Secret Agent Man. Aqui volta o embalo, com destaque para o trabalho de dinâmica da guitarra, que cria todo o clima da composição. Harmonia típica de rockabilly, mas com ar de horror!
11) Suicide. Uma das melhores do álbum, creio ser esta a música mais punk rock do álbum, é o legítimo punkabilly! É um punk rock, mas com aquele ar do psychobilly, em especial devido ao baixo acústico. Vale a pena conferir!
12) The Usual Suspects. O álbum fecha com mais uma faixa instrumental. O curioso é que os acordes da introdução são os mesmos do final da música Cygnus X-1, do Rush! Esta faixa não é tão boa quanto à primeira, mas não é ruim, apenas trivial. No final da faixa temos mais uma edição de falas do, creio eu, filme de 1969.
Confira os zumbis do espaço franceses em seu primeiro trabalho e saia assobiando as frases de guitarra que ficam na mente!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Asado - Equipped To Fail (2013)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Canadá (Winnipeg / Manitoba)
FORMAÇÃO:
Rob Daniels (Vocal)
David Lemieux (Guitarra)
Jason Krahn (Guitarra)
Eric Sigurdson (Baixo)
James Ferreira (Bateria)
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Este é o segundo e mais recente lançamento do grupo, o qual foi lançado por três selos independentes diferentes: Bells On, Fond Of Life, e Undermusic. O curioso deste álbum é que ele levou 2 anos para ser concluído, e apenas a parte da bateria foi gravada em estúdio, todo o resto foi feito em casa, sendo mixado por Rob Daniels. É um bom grupo, tecnicamente falando, boas composições e bons arranjos, principalmente. As músicas são velozes e bem trabalhadas, porém o vocal é o ponto fraco, ao meu ver. Às vezes lembra um pouco emo e às vezes um pouco pop, mas de qualquer forma é bem executado, típico das bandas dos anos 2000. É um bom álbum, principalmente para quem toca algum instrumento!
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FAIXA A FAIXA:
1) The First Step. O álbum inicia muito bem, uma boa música, veloz, com exceção do seu refrão que, aliás, é o ponto fraco da faixa. O vocal não é ruim, mas poderia ser melhor, acaba sendo, em alguns momentos, muito "chorado"! Destaque para as guitarras.
2) Equipped To Fail. A música que dá título ao álbum começa quebrando tudo, cadenciando quando da entrada da voz, mas logo após, a composição fica veloz. A linha melódica lembra um pouco de Bodyjar, sendo uma das melhores linhas melódicas do álbum. Muito boa a faixa, vale a pena conferir!
3) King Died Today. Uma das piores do álbum, na minha opinião. Uma das menos velozes e fraquinha, sem muita energia, além de arranjos pouco trabalhados quando comparado às demais faixas. Mas não é uma música ruim.
4) Without A Choice. Esta começa veloz, porém cadencia quando entra o vocal, ela varia o tempo todo, ora veloz, ora cadenciado. Não é uma má música, mas há melhores no álbum. Destaque para as guitarras.
5) Disconnect. Uma excelente composição, com excelentes arranjos, talvez uma das músicas mais trabalhadas do álbum. Veloz e enérgica, realmente uma das melhores, variações rítmicas e frases são quase uma constante. Destaque para os arranjos de bateria que complementam de maneira criativa e técnica os espaços.
6) Roast. Com certeza uma das melhores, talvez a mais old school, anos 90, do álbum. Começa bem veloz e depois cadencia, com seu refrão lembrando, mais uma vez, Bodyjar, em especial pelo vocal. Não possui um arranjo tão trabalhado quanto às demais, mas a energia supre este quesito! Vale a pena conferir!
7) Occupation 101. A música começa com uma frase em ostinato do baixo, de maneira bem clean, para depois se tornar uma música veloz, com ótimos arranjos. Faixa bem trabalhada, que, eventualmente, sofre uma cadenciada. Destaque para os arranjos de bateria.
8) Horrible Truths. A música começa horrível, com um vocal extremamente pop e um instrumental igual ou mais. Creio ser esta a pior faixa do álbum, apesar de melhorar um pouco no meio, mas mesmo assim mantém uma ideia bem emo.
9) Safety Zone. Muito boa música, bem veloz, porém existindo algumas partes cadenciadas. O vocal é o ponto fraco, e mais uma vez, o destaque é a bateria.
10) Pelting Lies. Música com excelente arranjo de guitarras que, aliás, são o grande destaque da faixa. A composição começa ão muito veloz, mas logo em seguida se torna veloz, com muitas pausas e detalhes minuciosos e bem arranjados. Vale a pena conferir.
11) Go On Believing. Aqui começa a melhor seqüência do álbum. Esta é uma faixa veloz e de pouca duração, com arranjos bem trabalhados. Lembra bastante Lagwagon na parte cadenciada. Vale a pena conferir!
12) Magnets. Esta é, na minha opinião, a melhor faixa do álbum. Veloz, bem trabalhada, bem arranjada, alto nível técnico e uma boa melodia. Destaque para as guitarras. Realmente vale a pena ouvir!
13) Stronger Than The Rest. Esta é, oficialmente, a última faixa do álbum, e carrega justamente esta característica, ou seja, música típica de fim de álbum, não tão veloz, mas com um ótimo refrão, guitarras bem arranjadas e um excelente final que faz o álbum finalizar com chave de ouro. Vale a pena conferir.
14) This Parade Keeps Marching On. Esta faixa é um bônus. É uma música acústica, executada apenas com violão (dois) e voz. Ruim, não é à toa que é apenas uma faixa bônus.
Ouça o último trabalho do grupo e tire suas conclusões sobre o hardcore dos anos 2010!

sábado, 18 de novembro de 2017

Artillery - Fear Of Tomorrow (1985)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Dinamarca (Taastrup / Hovedstaden)
FORMAÇÃO:
Flemming Rönsdorf (Vocal)
Michael Stützer (Guitarra)
Jorgen Sandau (Guitarra)
Morten Stützer (Baixo)
Carsten Nielsen (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo lançado, após 4 demos, pelo selo Neat. Alguns podem questionar e dizer que se trata de uma banda de speed metal, porém não é veloz o tempo todo, entendo como sendo mais uma banda de thrash. Percebe-se muita influência de Slayer e do Kill 'Em All do Metallica. Acho que há uns 2 anos atrás eles vieram tocar aqui em Porto Alegre, mas perdi e acabei não indo, apesar do interesse. É um som pesado e, na maior parte do tempo, veloz, muito bom, mas as músicas são todas bastante parecidas e o vocal não é dos melhores, aliás, considero este o ponto fraco do álbum. De qualquer forma, não se pode perder a oportunidade de ouvir este excelente álbum lançado nos anos de ouro do metal!
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FAIXA A FAIXA:
1) Time Has Come. O álbum inicia em um clima bem comum de álbuns de metal, com um arranjo em dedilhado da guitarra, mas não sem antes sons de tiros, como em uma guerra, aparecerem. Quando os demais instrumentos iniciam, o som se torna pesado, com bastante riffs de guitarra e certa velocidade na maior parte da composição. Ótima música para iniciar o álbum!
2) The Almighty. Uma das melhores músicas do álbum na minha opinião. Veloz, com bons riffs de guitarra, e um vocal simples que não compromete. Às vezes pode lembrar um pouco de Nuclear Assault! Vale a pena conferir!
3) Show Your Hate. Esta faixa não é tão veloz quanto à anterior, e possui um vocal com bastante reverber que acaba valorizando-o. No mais, mantém as mesmas características das faixas anteriores, porém esta é mais cadenciada.
4) King, Thy Name Is Slayer. Aqui fica evidente, só pelo nome da música, a influência de Slayer! A faixa tem uma introdução bem cadenciada, ideia que se mantém depois, lembrando, algumas vezes, Suicidal Tendencies. Creio ser a música mais lenta do álbum, em suas duas primeiras partes, existindo linhas melódicas que se assemelham à bandas de stoner rock.
5) Out Of The Sky. Muito boa música. Veloz, apesar da introdução mais cadenciada. Considero uma das melhores do álbum. Se alguém quiser chamar o grupo de speed metal é porque ouviu músicas como esta!
6) Into The Universe. Com certeza uma das melhores do álbum. De novo veloz, mas com um vocal mais bacana apesar de arriscar alguns agudos que acabam ficando tímidos, as guitarras são o grande destaque da composição.
7) The Eternal War. Mais uma com uma introdução cadenciada para que depois se torne veloz, mantendo as mesmas características das faixas anteriores. Os dois bumbos direto, com bastante frases e riffs de guitarra que lembram Destruction. O vocal é o ponto fraco, acaba forçando um voval que não tem a manha de fazer, mas de qualquer forma não deixa a faixa ruim!
8) Fear Of Tomorrow. Este é o petardo do álbum. Com certeza a música mais pesada, existindo trechos que alternam o compasso e um refrão mais cadenciado que lembra muito Nuclear Assault, de novo! Na minha opinião, a melhor música do álbum, não deixe de conferir!
9) Deeds Of Darkness. Provavelmente a introdução desta música serviu de influência para bandas de doom metal! Apesar de não ser tão lento e arrastado, as características semelhantes estão evidentes! Porém apenas na introdução (que é extensa se a pensarmos como introdução), já que depois ela se torna veloz. Boa faixa, para finalizar o álbum bem!
Ouça este que é o álbum de estreia de uma grande banda do gênero, e tente não ficar com medo do amanhã!

sábado, 11 de novembro de 2017

Arresting Officers - Land And Heritage (1990)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: EUA (Philadelphia-P.C. / Pennsylvania)
FORMAÇÃO:
Paul (Vocal)
Bob (Guitarra)
Ron (Guitarra)
Steve (Baixo)
Brian (Bateria)
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Este é o segundo e último trabalho do grupo, lançado pelo selo Rock-O-Rama. É um som que lembra um pouco de Blitz (não a do Evandro Mesquita!) e um pouco de Anti Nowhere League, mas com eventuais trechos que lembram bandas de hardcore old school como Circle Jerks. Na minha opinião este é o melhor álbum do grupo, para encerrar a carreira com chave de ouro, pois tem algumas músicas realmente boas. A versão em CD conta com três faixas bônus, lançadas originalmente na coletânea No Surrender! Vol. 3. Vale a pena conferir, um dos melhores álbuns do gênero já lançados!
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FAIXA A FAIXA:
1) Victory In Our Time. O álbum começa matando a pau! Já de início a melhor faixa, com certeza! Embalada, empolgante, refrão sing-a-long... enfim, tudo de bom! Não é muito veloz, mas a seqüência harmônica é muito boa, lembrando bandas de hc old school. Deve ser conferida!
2) Celtic Cross. Boa música, parece um rock and roll devido à sua harmonia, mais cadenciada, mas não tão empolgante. Mantém-se na mesma intenção, não existindo um momento de destaque.
3) Working Class Patriot. Bem ao estilo das bandas Oi! britânicas. Um punk rock bem típico, a velha progressão harmônica I-IV-V, com um acorde de passagem no refrão que acaba dando um "tempero" a mais para a composição. Não é ruim, mas não é das melhores.
4) Lone Wolf. Esta é a balada do álbum! Com um clima mais intimista e introspectivo, até pelo modo menor da tonalidade. Não é tão lenta, mas mantém as características de uma balada! Na verdade me lembra bastante a versão de Holiday In Cambodia do Sister Double Happiness gravada na coletânea Virus 100, o tributo ao Dead Kennedys lançado pela Alternative Tentacles. Vale a pena conferir!
5) Another Blackout. Esta é uma das melhores do álbum, na minha opinião. Um punk rock embalado que se mescla com um skate punk dos anos 80, possuindo intenções excelentes como na parte que antecede o refrão, além do próprio refrão. Isso sem falar dos riffs de guitarra existentes na parte A. Vale a pena conferir!
6) Terrorist Bombs. Outra que considero uma das melhores do álbum. Embalada, com trocas rápidas de acordes e um refrão que empolga, existindo um bom trabalho de dinâmica entre as partes. Boa para andar de skate!
7) Your Money Or Your Life. Esta dá uma cadenciada a mais, querendo, de leve, encorpar elementos de hard rock, principalmente devido às levadas das guitarras. Boa, mas não das melhores.
8) She's A Warrior. Outra que considero uma das melhores doa álbum! Embalada, com trocas rápidas de acordes e com um desenho melódico, no refrão, sensacional, apesar de simples. Vale a pena conferir!
9) Defend Us In A Battle. Música bem ao estilo de fim de álbum, já que esta é a última faixa da versão em Lp. Mais lenta e com uma intenção de saudade, como se quisessem manter a lembrança do momento em que se ouve o álbum pela primeira vez! Mas longe de ser das melhores faixas, porém não é ruim.
10) The Hammer And The Raven. Esta música possui um arranjo de guitarra sensacional, o suficiente para ser lembrada como uma das melhores do álbum, porém o refrão, bem comum para bandas do estilo, acaba tirando esta impressão! De qualquer forma, o riff da guitarra faz com que queiramos ouvi-la novamente!
11) Stop Red Action. Excelente! Com certeza uma das melhores músicas do álbum, tem uma introdução a qual considero um pouco longa, mas que cria uma sensação para começar a música, que tem no refrão o seu ponto forte. É uma música embalada, realmente muito boa, bem ao estilo Blitz.
12) United Skins For Victory. Pode-se confundir, naturalmente, com Anti Nowhere League! Esta é a última faixa do álbum, o último bônus, e longe de ser uma das melhores, apesar de não ser ruim!
Ouça Land And Heritage e sinta o coturno dos americanos nacionalistas direto no seu peito!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Argies - La Frontera (2001)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Argentina (Rosário / Santa Fe)
FORMAÇÃO:
David Balbina (Vocal, guitarra)
Gustavo Pankozo (Guitarra)
Andres Pralong (Baixo)
Héctor Pampa (Bateria)
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Este é o terceiro álbum do grupo lançado através de uma parceria entre dois selos: Cabriten Panchen e Combative. Já havia comentado sobre este álbum em 2010, confira! O curioso é que a banda começou em 1984 e este é apenas o terceiro álbum! Eles levaram 12 anos para lançar seu primeiro álbum. É uma boa banda de punk rock, bastante influenciada pelo punk britânico, mas também muito por Ramones (como toda boa banda de punk rock argentina!), além de possuir elementos de ska ou ritmos latinos, bem como muita pegada de rock. Gosto bastante do álbum, tem duas músicas sensacionais, daquelas que faz o cara querer ouvir de novo, e as outras são boas, mas não tanto! O interessante do grupo é que, com exceção de David Balbina, os músicos estão sempre entrando e saindo do grupo conforme suas vontades, funciona quase como uma cooperativa! Vale  pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Señales Difusas. Esta, na minha opinião, é uma das duas melhores músicas do álbum, realmente muito boa, muito em função do refrão, não que as outras partes não sejam boas, mas não como o refrão. No mais é uma música embalada, mas não veloz, com um bom trabalho de dinâmica. Vale a pena ouvir!
2) Cuerpo A Cuerpo. Boa música, bem ao estilo do punk rock britânico, como bandas como 999 ou Stiff Little Fingers. Um refrão sing-a-long e a tonalidade no modo maior, a torna uma música alegre, com destaque para o arranjo antes do solo.
3) El Último Engranaje. Esta já tem influência de ska. Muito boa música, um ska-punk com leves pitadas de rock. Uma frase da guitarra que se mantém pela parte A valoriza este arranjo, que a parte ska da música, enquanto o refrão já é mais ao estilo punk rock.
4) Optimistas: Despierten!. Música ao estilo Ramones! O refrão foge desta ideia e se assemelha mais a um punk rock britânico. Boa música, mas com nada de especial apesar do esforço da guitarra, que não para de frasear!
5) Mi Pulso. Esta composição também tem influência de ska, embora a melhor referência talvez seja um Clash! O refrão é muito bacana e, para mim, é o ponto forte da música. Dois acordes, mas executados de maneira aberta pela guitarra, dão todo brilho para a composição.
6) Cada Pieza En Su Lugar. Esta é, na minha opinião, a melhor música do álbum e, talvez, da carreira do grupo. Excelente composição, com energia, refrão sing-a-long e constantes frases de guitarra. É obrigatório ouvir esta música, não pode deixar passar, com certeza não irá se arrepender!
7) En Navidad. Um punk rock bem trivial, no estilo das bandas britânicas, mais uma vez. Não tenho certeza, mas acho que esta tem outro cantor, o que, aliás, se torna o ponto fraco da faixa. Não é uma má composição, onde destaco o refrão.
8) La Frontera. Muito boa música, em especial pelo refrão. Outra no estilo punk britânico, com o refrão possuindo acentos no contratempo que dão todo o brilho, apesar de que o arranjo da música foi bem pensado. Muito boa faixa!
9) Arar Lo Arado. Uma das melhores do álbum! Esta tem influência de ritmos latinos, possuindo um swing característico que dá todo um embalo para a música, sendo o ponto alto da composição. A guitarra tem uma frase que se repete, quando não há voz, que também deve ser destacado, pois é uma frase que fica na mente!
10) La Espera. Esta começa bastante embalada, talvez a música mais embalada do álbum, mas não tem nada de especial apesar das frases da guitarra e dos eventuais trechos com a caixa da bateria dobrada.
11) El Último Que Cierra. Esta tem uma mistura de influência de ska e ritmos latinos. Creio ser a música que menos me agrada, mas ainda assim é uma boa faixa. É mais leve que as demais, mas tem uma boa melodia do vocal.
12) Cuna Espléndidad. Última faixa do álbum mantendo o padrão de se assemelhar com as bandas britânicas de punk rock, embora percebe-se eventuais trechos com influência de Ramones. Não é ruim, mas também é uma das piores do álbum, junto com a faixa anterior.
Ouça o punk rock cooperativo dos argentinos na versão La Frontera!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Äpärät - Demo (1982)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: Finlândia (Seinäjoki / Ostrobothnia)
FORMAÇÃO:
Ipe (Vocal)
Junnu (Guitarra)
Kuju (Baixo)
Antero (Bateria)
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Este é o primeiro registro do grupo, que veio a lançar seu primeiro Ep em 1985, sendo estes os únicos lançamentos da década de 80. É um hc / punk bem característico das bandas do país, lembrando Terveet Kädet ou Kaaos. A qualidade da demo não é muito boa, porém é possível ouvir todos instrumentos. A qualidade técnica dos músicos também não é muito apurada, sendo a bateria o destaque, a guitarra fazendo seu papel, com tudo no lugar certo, porém o baixo é o destaque negativo, muito ruim, ele tenta acompanhar a guitarra mas não consegue, ficando em um ritmo isolado dos demais, enquanto que o vocal, bem... digamos que ele grita bem! De qualquer forma a energia toma conta das composições, existindo, inclusive, um cover!
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FAIXA A FAIXA:
1) Nussinut. Esta é, na minha opinião, a melhor faixa da demo, um excelente riff de guitarra, com a bateria embalada e o vocal bem enérgico, mas até certo ponto, grave. O ponto fraco é o baixo fora do ritmo e errando os compassos. Vale a pena conferir!
2) Mutto On Aukialla. Muito boa faixa, porém muito curta, parece mais uma introdução, quando parece que a música vai começar, ela acaba! De qualquer forma é embalada, iniciando só com a bateria.
3) Vittu Vanhemmat - Viina. Esta é a faixa mais trabalhada da demo, iniciando lenta para acelerar depois. O estilo dela lembra um pouco Farmyard Boogie do Chaos Uk. Mais uma vez o baixo é o destaque negativo.
4) No Woman, No Cry. Esta é a faixa que finaliza a demo, e é, na verdade, um cover do Bob Marley, lançado originalmente em 1974 pelo grupo Bob Marley & Wailers. Esta é uma versão que não lembra em nada a original, a letra não existe, sendo cantado (ou gritado) apenas o título da música! O curioso desta composição é que Bob Marley deu os créditos para Vincent Ford, este servia sopa para os mais necessitados em uma cidade chamada Trenchtown, na Jamaica, o qual usou a verba para aumentar seu trabalho.
Curta a Demo de um dos pioneiros do punk no país escandinavo!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Anti Flag - The People Or The Gun (2009)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (Pittsburgh-A.C. / Pennsylvania)
FORMAÇÃO:
Justin Sane (Vocal, guitarra)
Chris Barker (Vocal, baixo)
Chris Head (Guitarra)
Pat Thetic (Bateria)
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Este é o sétimo álbum de estúdio do grupo; após 2 coletâneas, 3 ep's, e 8 split's; lançado pelo selo SideOneDummy. Tive a oportunidade de assisti-los ao vivo (acho que era 2011), e foi um daqueles shows que decepcionam, a banda de abertura, This Is A Standoff, valeu mais o ingresso do que o Anti Flag! Nunca fui um grande adorador do som do grupo, mas ao mesmo tempo nunca consegui encontrar nada ruim, acho que sempre impliquei por achar os membros um pouco poseur! De qualquer forma, o álbum tem músicas muito boas e outras ruins, muito pop. É um punk rock que às vezes se confunde com um pop punk e às vezes com um street punk, lembrando um pouco de AFI, Offspring, Rancid, ou Bouncing Souls. Nada de especial, principalmente tecnicamente, mas com destaque para alguns contracantos à la Offspring ou AFI. Vale a pena ouvir, nem que seja apenas para conhecer, garanto que ruim não vai achar, mas também não vai se empolgar demais!
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FAIXA A FAIXA:
1) Sodom, Gomorrah, Washington D.C. (Sheep In Shepherd's Clothing). Uma das melhores do álbum, música esta que foi apresentada, via myspace antes do lançamento do álbum. Lembra um pouco AFI, tem um refrão mais embalado e sing-a-long. Vale a pena ouvir, de verdade!
2) The Economy Is Suffering... Let It Die. Música com videoclip de divulgação lançado em 2010. Música bem fraquinha, lenta e pop. É uma mistura de um punk rock britânico dos anos 90 com um pop punk do início dos anos 2000! Não curto muito, mas não é ruim, tem seu valor!
3) The Gre(A)t Depression. Esta já melhora um pouco, mas ainda assim não é das melhores. Uma mescla de Clash e Rancid, com uma boa melodia no refrão e um bom embalo na estrofe. É um punk rock com frases melódicas da guitarra, quase uma marcha de "guerra"!
4) We Are The One. Aqui está uma das melhores do álbum: um bom riff de guitarra no início, excelente trabalho de dinâmica e, com certeza, a melhor melodia do álbum na minha opinião. Um refrão bem Offspring, mas lembra AFI. Vale a pena conferir, é daquelas que fazem você ficar cantarolando depois que acaba!
5) You Are Fired (Take This Job, Ah, Fuck It). Uma das melhores do álbum! Com certeza a mais "paulada", a mais veloz e mais enérgica música do álbum! Vocal rasgado e gritado, muita energia e bastante fúria! Não deixe de conferir, realmente vale a pena!
6) This Is The First Night. Um country-pop-punk é a melhor maneira de definir este som! Tem o ritmo e o embalo de um country, mas melodia e harmonia de pop punk! Não curto muito, acho uma das piores do álbum, mas vale a pena conhecer!
7) No War Without Warriors (How Do You Sleep?). Outra que pertence ao grupo das melhores do álbum! Bom riff de guitarra, harmonia que cria um clima de suspense e vocal que aparenta estar resmungando de algo! Vale a pena ouvir, um arranjo bem trabalhado, criando diferentes sensações no decorrer da composição.
8) When All The Lights Go Out. Primeira música do álbum a ter videoclip de divulgação, lançado em 2009 pouco antes do álbum ser distribuído. Não é uma música ruim, mas não é das melhores do álbum, tem seu valor e até chega a empolgar, mas não é veloz e tem um refrão sing-a-long, talvez por isso a escolha dela para o clip!
9) On Independence Day. Talvez a música menos punk rock do álbum, quase um indie, não fosse pela bateria! Muitos não vão concordar, mas, para mim, lembra um pouco de Jesus And Mary Chain! A frase, quase constante, do baixo é bem ao estilo de bandas como Strokes, porém a bateria já sugere um Uk Subs! O refrão é que o momento mais indie da composição. É uma música estranha!
10) The Old Guard. Música de fim de álbum, quase um tom de despedida! Só não é a última faixa devido à faixa bônus que vem após. É um punk rock com leves pitadas de pop, longe de ser das melhores, apesar do refrão embalado e das frases de guitarra, mas vale a pena ouvir.
11) Teenage Kennedy Lobotomy. Esta é uma faixa bônus do álbum. Bem ao estilo de faixa bônus, em tom de comédia, porém é uma boa faixa, apesar da arriada, existindo um contracanto que gruda na mente!
Ouça The People Or The Gun e descubra de lado você está!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Anthrax - Spreading The Disease (1985)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Joey Belladonna (Vocal)
Dan Spitz (Guitarra)
Scott Ian (Guitarra)
Frank Bello (Baixo)
Charlie Benante (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, o primeiro com o vocalista Joey Belladonna e o baixista Frank Bello, lançado pelo selo Megaforce. Só não é a apresentação destes dois integrantes aos fãs, pois meses antes já haviam lançado seu primeiro Ep, Armed And Dangerous. Talvez o álbum mais heavy metal do grupo, e, ao mesmo tempo, o mais eclético! Percebe-se que a banda está em uma fase de transição neste álbum, não tem uma característica para todas as músicas, algumas com características de thrash metal, outras de heavy metal, outras speed metal, provavelmente compostas logo após Fistful Of Metal, pois mantêm a mesma característica, e até hardcore! O vocal de Belladonna talvez tenha trazido essa "incerteza" em relação ao estilo de som que fariam, já que tem uma técnica e timbre bem diferente de Neil Turbin, vocalista no primeiro álbum. Gosto bastante deste álbum, é daqueles que dá vontade de ouvir de novo, não sendo enjoativo ou repetitivo, isso sem falar que a energia está transbordando em cada composição!
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FAIXA A FAIXA:
1) A.I.R.. O álbum começa já com um petardo! Uma das melhores músicas do álbum, existindo brechas para que o "novo" vocal Belladonna mostre ao que veio, e, claro, este não deixa a peteca cair! É uma música veloz, porém com algumas partes cadenciadas e pausas, além de riffs velozes e precisos. Realmente muito boa música!
2) Lone Justice. Esta já é mais lenta que a faixa anterior, com características mais heavy metal também, menos thrash. Ótima música, embora não a considere uma das melhores do álbum. Os riffs de guitarra e o vocal são o grande destaque desta composição.
3) Madhouse. Esta é a música de trabalho do álbum, existindo um videoclip de divulgação. Acho que não foi a melhor escolha, já que considero esta uma das piores faixas do álbum. Não chega a ser ruim, mas não empolga. Lenta, apesar de acelerar antes do refrão, e com riffs de guitarra bem thrash.
4) S.S.C. / Stand Or Fall. Mais uma ótima faixa, veloz e com frases e riffs de guitarra que fazem toda a diferença, inclusive a introdução que se apropria de uma segunda menor na escala, possuindo, apesar dos dois bumbos, um pré-refrão bem heavy metal, e um refrão bem hard rock! O desenho melódico do vocal é bem interessante, principalmente no pré-refrão.
5) The Enemy. Na minha opinião, esta é a pior música do álbum. É lenta com ritmos em cavalgada (colcheia - semi-colcheia - semi-colcheia), lembra bastante Black Sabbath da mesma época, algo como o Seventh Star ou The Eternal Idol. Enfim, não é ruim, mas não dá vontade de ouvir de novo, além de ter longa duração.
6) Aftershock. Uma das melhores do álbum, veloz, empolgante, com dois bumbos e riffs de guitarra que fazem a diferença, além da linha melódica, que também é muito boa. Mais um speed metal que thrash. Muito boa composição, vale a pena ouvir!
7) Armed And Dangerous. Esta é uma das duas músicas do álbum em que a letra foi escrita por Neil Turbin. A faixa inicia com um arranjo arpejado da harmonia sob uma melodia típica de heavy metal, quase uma balada, porém depois o ritmo e a levada alteram-se e a música se torna quase um NWOBHM, lembra bastante a banda Acid. Vale a pena conferir!
8) Medusa. Se a faixa anterior inicia com característica de heavy metal, esta é um heavy metal! Não é muito veloz, mas lembra bastante Judas Priest e Iron Maiden, devido ao refrão e melodia vocal, respectivamente. No refrão a música dá uma embalada, retornando para o mesmo pique de antes. Não é das melhores, mas não é ruim!
9) Gung-Ho. Na minha opinião esta é a melhor música do grupo, esta é a outra música a qual a letra foi escrita por Neil Turbin. Veloz, embalada, com energia e expressão. Tudo está no lugar certo! Na parte A ela é um speed / thrash, com os dois bumbos alternados o tempo todo, enquanto que o refrão é um hardcore bem característico! No final ainda tem uns arranjos que destoam de toda a música, quase uma Coda! Com certeza vale a pena ouvir, com certeza vai querer ouvir de novo, e de novo, e de novo...
Ouça o álbum, um dos melhores da carreira do grupo, com certeza!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Annihilator - Bag Of Tricks (1994)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Canadá (Ottawa / Ontario)
FORMAÇÃO:
Jeff Waters (Vocal, guitarra, baixo)
Wayne Darley (Vocal, baixo)
Randy Rampage (Vocal)
Coburn Pharr (Vocal)
Dave Scott Davis (Guitarra)
Neil Goldberg (Guitarra)
Ray Hartmann (Bateria)
Mike Mangini (Bateria)
Paul Malek (Bateria)
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Primeira coletânea lançada pelo grupo, depois de 3 álbuns de estúdio, através do selo Attic. Embora seja considerado uma coletânea, apenas uma faixa existe em um dos três álbuns anteriores, e, mesmo assim, está remasterizada. Existem músicas inéditas, outras ao vivo, demo, ou apenas uma outra versão, e demonstra bem a carreira do grupo até então, o que é perceptível à medida que o álbum se desenvolve. As gravações do álbum variam do período entre 1986 e 1992. Considero mais interessante o início da carreira do grupo, com músicas mais velozes. É um grande nome do thrash mundial, poderiam ter mais destaque, já que não perdem em nada para bandas como Anthrax, por exemplo. De qualquer forma, opinião é opinião, escute o álbum e forme a sua própria!
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FAIXA A FAIXA:
1) Alison Hell (Remastered Version). Versão exatamente igual ao do álbum, porém remasterizada, priorizando os graves. Talvez o grande clássico do grupo, existindo, inclusive, videoclip de divulgação. O curioso é que ela foi gravada primeiro com Dennis Dubeau nos vocais, porém por acharem muito melódico, Randy Rampage regravou-a, mas é possível ouvir a voz de Dennis em uma ponte. Uma das melhores músicas do grupo, com certeza!
2) Phantasmagoria (Demo Version). Esta faixa faz parte de uma demo de pré-lançamento do álbum Never, Neverland, ainda com Randy Rampage nos vocais, aliás as três faixas da demo são as últimas gravações do vocalista com o grupo. Bem interessante de se ouvir, principalmente em função do vocal!
3) Back To The Crypt. Música inédita, nunca lançada antes, também pertencente à demo da faixa anterior, ela nada mais é do que um novo arranjo para as faixas da primeira demo com novas letras. Não foi lançada em Never, Neverland devido ao fato de que queriam lançar material novo.
4) Gallery. Música veloz com uma introdução densa e arrastada, também música antiga de suas primeiras demos, e versão também pertencente à mesma demo das duas faixas anteriores. Também não entrou em Never, Neverland devido ao mesmo motivo da faixa anterior, embora a introdução esteja presente na faixa título do álbum.
5) Human Insecticide (Live). A melhor faixa do álbum, na minha opinião. Versão gravada durante a turnê de divulgação de Alice In Hell, com Randy Rampage nos vocais. Esta mesma versão se encontra na compilação Thrash The Wall. Última faixa de seu primeiro álbum de estúdio, o grupo prova que ao vivo a energia e pegada é a mesma!
6) The Fun Palace (Extended Mix). Esta versão é igual à do álbum, porém com algumas partes a mais que foram cortadas durante a edição da versão para Never, Neverland. Entre elas estão um riff logo após o refrão, e a introdução em uma parte logo antes da primeira estrofe, totalizando 30 segundos a mais em relação à versão original.
7) W.T.Y.D. (Live). Inicia aqui uma seqüência ao vivo gravada em um show em San Antonio, Texas, no final de 1990. Estas versões contam com Coburn Pharr nos vocais. Esta versão está presente no single Stonewall.
8) Word Salad (Live). Mais uma faixa gravada no mesmo show da faixa anterior. Música do Alice In Hell com vocal de Coburn Pharr, faixa que também está presente no single Stonewall.
9) Live Wire (Live). Mais uma faixa do show no Texas, porém esta é inédita, primeira vez lançada, e justo um cover, este do AC/DC. Quando o cover é feito por pessoas que realmente gostam daquela música, isto fica evidente, é o que acontece aqui, todos "suspiros" da versão original estão, ao menos, tentando executar, aqueles detalhes que se tornam óbvios no ouvido de um verdadeiro fã! A bateria é o instrumento que mais mexe no arranjo, mas nada de diferente, apenas a mais. Excelente versão, um dos melhores covers de AC/DC que já ouvi.
10) Knight Jumps Queen (Demo Version). Aqui o álbum começa a ficar mais fraco, não por ser uma música do terceiro álbum, Set The World On Fire, mas por ser lenta. Lembra muito Anthrax! O interessante desta versão é que é com Coburn Pharr nos vocais.
11) Fantastic Things. Com certeza a pior faixa do álbum: lenta e com pouca distorção nas guitarras, sendo o curioso da faixa o fato de que os vocais são executados pelo baixista Wayne Daley. A música pertence à mesma demo da faixa anterior e foi regravada para o álbum Set The World On Fire, porém descartada após.
12) Bats In The Belfry (Demo Version). Esta é uma versão com Coburn Pharr nos vocais, a mixagem não é aprimorada, provavelmente por estarem tocando-a em um período no qual procuravam um novo vocalista. Com exceção da bateria, a música foi toda regravada para o álbum Set The World On Fire.
13) Evil Appetite. Esta é a versão original de Don't Bother Me, que antes ainda havia se chamado Passing By, porém com outra letra e, com exceção da bateria, outra gravação do instrumental. Esta faixa também foi gravada na mesma demo da faixa anterior.
14) Gallery '86. Aqui começa as três últimas faixas do álbum, pertencentes à primeira gravação do grupo, em 1986. Estas faixas foram gravadas no porão da casa de Jeff Waters, o qual também é responsável pelos vocais.
15) Alison Hell '86. Bem rudimentar esta versão, mas com os mesmos elementos da versão clássica! Alguns detalhes diferentes como a introdução, que tem menos informações, mas uma excelente versão, mesmo que demo.
16) Phantasmagoria '86. Última faixa do álbum e pertencente à primeira demo do grupo, como as duas faixas anteriores, aliás, esta mantém as mesmas características das anteriores.
Curta Bag Of Tricks e conheça as origens de uma das melhores bandas de thrash metal mundial!

sábado, 7 de outubro de 2017

Angelic Upstarts - Live From The Justice League (2001)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (South Shields / Tyne And Wear)
FORMAÇÃO:
Mensi - Thomas Mensforth (Vocal)
Tony Van Frater (Guitarra)
Gaz Stoker (Baixo)
Laney (Bateria)
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Este é o sexto álbum ao vivo do grupo após 9 álbuns de estúdio, e foi lançado pelo selo TKO. É um álbum ao vivo, então possui vários clássicos do grupo. O interessante é que o disco não teve a parte da banda editada, pois percebe-se alguns erros por parte da banda, em especial do baixo, o que, aliás, se torna o ponto fraco do álbum. No set list do show ainda tinha espaço para 3 covers! É um dos grandes nomes da explosão do punk rock britânico do final da década de 70, o nome do grupo fala por si só, mantendo a mesma pegada do punk rock da época, este álbum merece ser apreciado com respeito!
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FAIXA A FAIXA:
1) Never 'Ad Nothin'. O álbum inicia com um grande clássico do grupo, mostrando que não estão para brincadeira! Muito bem executada por parte de todos, esta é um típico punk rock inglês, as guitarras lembram um pouco Vibrators (ou talvez outra banda da época!), existindo contracantos típicos do street punk ou Oi!. Vale a pena conferir!
2) Teenage Warning. Outro clássico do grupo, faixa título do primeiro álbum, de 1979. O início do show bem enérgico, apresentando músicas que fizeram o nome do grupo. Esta possui as mesmas características da faixa anterior, um exemplo perfeito de punk rock inglês!
3) Leave Me Alone. Esta faixa já é um pouco mais embalada e um pouco mais "raivosa" que as anteriores, possuindo um riff em ostinato na parte A que fica na mente! No mais é um rock mais acelerado e com um refrão marcante. Boa música.
4) Solidarity. Se a faixa anterior era mais embalada, esta é o inverso! Uma das músicas mais lentas do álbum, porém com uma excelente melodia, tornando esta uma das melhores faixas do álbum, muito devido à dinâmica da música. Apesar de lenta, é tocante, porém aqui começam os erros de Gaz Stoker.
5) Last Night Another Soldier. A música que inspirou o Misfits a compor Die Die My Darling! É incrível a semelhança, se eles quisessem processar o Misfits por plágio, com certeza ganhariam a causa! Já ouviu Die Die My Darling com refrão à la Adicts?! Basta ouvir esta faixa!
6) Machine Gun Kelly. Aqui começa a grande seqüência do show, na minha opinião. Esta é uma das melhores: embalada e com fúria, mais um street punk que punk rock, com troca rápida de acordes e um refrão bem característico do gênero.
7) Kids On The Street. A melhor faixa do álbum na minha opinião. Com uma progressão de acordes pausada e, após, a mesma progressão com riffs de guitarra no meio fazem esta se tornar uma das melhores músicas do grupo, além do refrão com outro estilo, mas também com riff de guitarra. Vale a pena conferir!
8) Two Million Voices. Outra que está entre as melhores do álbum. Esta tem um refrão sensacional, no estilo sing-a-long! Porém a parte B também é muito boa, mantendo a mesma intenção do refrão.
9) I Understand. Depois de uma seqüência fulminante, o grupo decide dar um tempo para o público respirar, descansar ou tomar um ar, já que esta é a faixa mais lenta do álbum, quase um dub devido à linha de baixo em ostinato e a levada da bateria, porém o vocal e a guitarra dão outro sentido que não o dub. Não é uma faixa ruim, apesar de lenta.
10) Woman In Disguise. Depois do sossego, mais um dos grandes nomes do grupo! Punk rock inglês alegre, provavelmente influência para o bubble gum que viria a existir anos mais tarde, bem característico do gênero. Muito boa faixa.
11) Police Oppression. Se antes o grupo serviu de inspiração para o Misfits, aqui eles servem de inspiração para o Garotos Podres, já que é muito parecida com Papai Noel Velho Batuta! Simples, mas boa música.
12) White Riot. Este é o primeiro cover apresentado pelo grupo. Música composta por Joe Strummer e Mick Jones e originalmente gravada pelo grupo Clash. Bastante fiel à versão original, esta se torna uma das melhores faixas do álbum.
13) I'm An Upstart. Um punk rock no estilo rock 'n' roll, com riffs e seqüência harmônica de 3 acordes (I-IV-V) e um refrão raivoso, acontecendo a dobra da caixa da bateria. Existe algumas falhas da guitarra nesta faixa.
14) The Murder Of Liddle Towers. Para mim esta é a melhor música do grupo, porém esta versão está muito ruim. A guitarra falha no meio, o baixo erra demais e como já está no final do show e os membros da banda já não são novos, ela passa uma sensação de exaustão para quem ouve, mas mesmo assim continua sendo uma ótima música!
15) Two Pints Of Lager. Aqui começa o bis do show, e com mais um cover, desta vez do grupo Splodgenessabounds. Que também já é uma versão da música Two Little Boys composta por Theodore Morse em 1902, mas que se tornou conhecida na Grã-Bretanha em 1969. Muito semelhante à música do Clash interpretada antes.
16) If The Kids Are United. A segunda música do bis, e última do show, também é um cover. Composta por Dave Guy Pasons e Jimmy Pursey e originalmente gravada pelo grupo Sham 69, creio esta ser uma das músicas do punk rock inglês mais tocadas por outros artistas, e, sim, tem um bom motivo, pois a música é realmente boa, fechando o álbum com chave de ouro!
Ouça o álbum ao vivo, de uma das maiores referências do gênero, mais de 20 anos após sua criação!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Amoebic Dysentery - Scatological Splat (2003)

GÊNERO: Grindcore
ORIGEM: EUA (Atlanta-F.C. / Georgia)
FORMAÇÃO:
Alex Cox (Vocal, guitarra, bateria, programação)
Zeek The Plumber (Guitarra)
Dan Ratanasit (Baixo)
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Este é um split com mais 5 bandas: Abosranie Bogom, Smothered Brothers, D.S.O., Uterus, e Feculence. Lançado pelo selo Fecal Matter Discorporated, este é o segundo split e terceiro registro lançado pelo grupo. A gravação é muito boa, podendo perceber os detalhes do arranjo, que por sinal, é muito bem feito. O vocal, apesar de grave ao extremo, é muito bem executado, assim como os riffs de guitarra. Vale a pena conferir! É apenas uma faixa, mas é como se fossem várias músicas em uma faixa apenas!
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FAIXA A FAIXA:
1) Coprophagic Zoophilism. A música possui várias edições de conversas ou falas entre as partes musicais, inclusive, começa a faixa assim! O instrumental sempre com muita distorção nos instrumentos de corda, existindo trechos com blast beat, outros mais cadenciados, vocal varia entre o grave e o gritado, existindo eventuais trechos "hilários"e sendo a qualidade da gravação um dos pontos positivos da faixa, o que torna a música, apesar do peso, agradável de se ouvir!
Vale a pena conferir! Quem curte o estilo vai curtir, pois é muito boa banda!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Alto Riesgo - Nada Nuevo (2006)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Chile (Iquique / Iquique)
FORMAÇÃO:
Gou (Vocal / Baixo)
Boero (Guitarra)
Robot (Guitarra)
Gonza (Bateria)
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Este é o terceiro álbum do grupo e foi lançado de maneira independente. O instrumental da banda é muito bom, com músicas bem compostas e arranjadas, porém a qualidade de gravação e, principalmente, o vocal deixam muito a desejar. A qualidade não chega a ser ruim, mas não masterizado e a mixagem não é das melhores, típico dos estúdios da América Latina na época! O vocal é, às vezes, desafinado e sua técnica vocal é praticamente nula, o que diminui a qualidade das músicas consideravelmente. O instrumental é muito bom, em especial as guitarras, embora a bateria também merece ser reconhecida! Um hardcore veloz na maioria do tempo, lembra um pouco No Use For A Name e Nada Que Hacer. Boa banda, para quem gosta do gênero vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. Talvez a melhor faixa do álbum pelo fato de ser instrumental! Veloz, com riffs de guitarra oitavados, porém com variação de cadência a partir da metade da composição, existindo variações rítmicas no arranjo. Boa música!
2) Adónde Vas?. Parece uma continuação da primeira faixa, tanto que elas estão emendadas. Inicia no mesmo pique da primeira faixa, dando uma expectativa muito boa do que está por vir, porém quando o vocal entra a empolgação vai murchando. De qualquer foram esta é uma das melhores faixas do álbum: veloz e bem arranjada, existindo variações de cadência no decorrer da música.
3) El Tiempo En La Ciudad. Na minha opinião, a melhor faixa do álbum, mantendo as mesmas características da faixa anterior, porém com um arranjo mais trabalhado no que diz respeito à dinâmica. Uma pena é o vocal.
4) Trágica Sesión. Boa música, mas nada empolgante, um riff oitavado, na guitarra, bem ordinário, pouco criativo, mas interessante, em especial quando não está sob a voz. Boas variações no arranjo que, aliás, creio ser um dos melhores do álbum.
5) Nada Nuevo. Com certeza a pior música do álbum. Um pop punk bubblegum com vocal desafinado! Muito fraquinha a música, lenta e sem nada de especial, chega a ser ruim. O baterista parece não gostar de tocar, pois não tem a mesma expressão das demais. Entende-se porque quando a ouvimos!
6) Queda Nada. Volta a velocidade o que dá um alívio! Esta música tem a participação de um vocal feminino que eu não sei quem é! Esta é a música em que o vocal mais desafina, principalmente por tentar cantar grave e não alcançar a nota. O instrumental é bem trabalhado.
7) Al Final. Muito boa composição, mantendo as características da banda: velocidade, riffs de guitarra e vocal desafinado, que, por sinal, é o que estraga a música que tinha tudo para ser uma das melhores não fosse a voz!
8) Qué Esperabas?. Mesmas características da faixa anterior, porém com variações de cadência, o que a deixa mais lenta, porém com arranjo mais trabalhado, além de boas frases da guitarra. Mais uma vez o problema está na voz.
9) Congelandomi. Apenas guitarra e voz consistem esta que é a última faixa do álbum! A segunda pior música do álbum, lenta, mas com o vocal mais afinado, é uma boa música para finalizar o álbum.
Escute Nada Nuevo e curta o som da terra que um dia pertenceu ao Peru!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

All You Can Eat - Too Fat For Love (1998)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (São Francisco-S.F.B.A. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Devon Morf (Vocal)
Danny Buzzard (Guitarra)
Craig Billmeier (Baixo)
Myron Isaacs (Bateria)
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Single lançado como um split, com a banda Your Mother, pelo selo Probe. Longe de ser um dos melhores lançamentos do grupo, muito pelo contrário, a capa se torna mais interessante que as músicas! Aliás, estas são todas versões de músicas do filme Grease (ou em português: Nos Tempos Da Brilhantina). Não chega a ser músicas ruins, porém não dão vontade de ouvir de novo! Perdi a oportunidade de assisti-los ao vivo, descobri sobre o show depois que ele já tinha acontecido! Acho que foi 1999 ou 1998. Muito escrachado, principalmente os vocais, a banda que já tem por costume ser uma banda "arriada" (comprovado pela capa!), se superou neste lançamento! De qualquer forma, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Branded At The Drive-In. O single inicia com a música mais veloz, porém ela não se mantém neste pique até o final, diminuindo a velocidade a partir da metade da composição. O vocal está muito "bagunçado" e é o ponto fraco da música, além de o arranjo também não ser dos melhores.
2) Buh-Hutt, Ohhh.... Com certeza a melhor música do single. Lembra um pouco melodias de country ou psychobilly, sendo o ponto forte o vocal feminino que existe e não sei quem canta. Realmente vale a pena conferir!
3) Crickey Dick!. Música executada apenas com um banjo e voz. Lembra música de caipira norte-americano! Mais uma música escrachada, a música ideal para finalizar o single!
Ouça Too Fat For Love e dê boas risadas com uma das bandas mais arriadas que conheço!