segunda-feira, 18 de setembro de 2017

All - Dot (1992)

GÊNERO: Pop Punk
ORIGEM: EUA (Los Angeles-L.A.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Scott Reynolds (Vocal)
Stephen Egerton (Guitarra)
Karl Alvarez (Baixo)
Bill Stevenson (Bateria)
.
Este é o terceiro single do grupo, lançado como divulgação de seu quinto álbum de estúdio, Percolater, pelo selo Cruz, e é o último trabalho lançado com Scott Reynolds, segundo vocalista do grupo. São músicas bem compostas, alegres e sem fúria, mas a qualidade técnica e sincronia do grupo, que tocam junto há quase uma década antes deste lançamento, desde os tempos de Descendents, fazem todo diferencial, existindo, ainda, um cover. Mesmo que as composições sejam fracos, os arranjos se superam e tapam os buracos deixados pela composição, dando um atrativo bastante interessante! Vale a pena ouvir, é a prova de que bons arranjos podem salvar uma composição!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Dot. Faixa título que possui, inclusive, videoclip de divulgação. É uma composição alegre e suave, mas com arranjos que fazem toda a diferença, frases de guitarra, variações rítmicas, pausas e acentos, somados a um vocal com um belo desenho melódico é o que caracteriza a música de divulgação! Vale a pena ouvir!
2) Boy Named Sue. Este é um cover, originalmente gravado na versão de Shel Silverstein, mas popularmente conhecido na versão de Johnny Cash. É um country-punk! Me lembra bastante o álbum Slippery When Ill do Vandals, não tem como explicar melhor!
3) Can't Say. Última faixa do single que, na minha opinião, é a melhor. É a mais embalada, com melodia típica de Ramones, porém com arranjo instrumental que, mais uma vez, faz toda a diferença. Enfim, mantém as mesmas características da primeira faixa, porém mais embalada!
Ouça o "ponto" de "tudo" e escute belos arranjos com melodias cativantes!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Alice Donut - Three Sisters (2004)

GÊNERO: Indie
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Tomas Antona (Vocal)
Michael Jung (Guitarra)
David Giffen (Guitarra)
Sissi Schulmeister (Baixo)
Stephen Moses (Bateria)
.
Este é o sétimo álbum de estúdio do grupo, primeiro dos anos 2000, lançado pelo selo Howler. Este álbum já havia sido postado, aqui, em 2009, confira. Eu sou um grande admirador do grupo, porém, este não é dos meus álbuns preferidos, embora seja muito bom! Não é um álbum muito experimental como muitos outros do grupo, com raras exceções, as composições são executadas com formação básica de rock (voz, baixo, guitarra e bateria), sem muita "invenção"! Existe uma faixa em 5/8 e alguns acentos deslocados, mas nada de mais se comparado à outras épocas do grupo! De qualquer forma, vale a pena ouvi-lo, tem excelentes composições.
.
FAIXA A FAIXA:
1) Kiss Me. O álbum começa com uma grande música, bem ao estilo Alice Donut de outros álbuns, com pausas e groove, além do fuzz a toda! Muito boa composição, vale a pena conferir!
2) Mr. Pinkus. Esta já se assemelha mais a um punk rock ou uma banda grunge. Embalada, sem frescura e trocas rápidas de acordes. Muito boa.
3) Wired. Com exceção da introdução, esta faixa se assemelha muito à anterior, embora seja mais lenta. A introdução (que aparece depois, no meio) é bem característico do grupo, com toques simples na caixa da bateria. Muito boa composição!
4) She Tells Me Things. Talvez a música mais trivial do álbum, sem nenhum detalhe a mais além dos arranjos de cada instrumento, mas embalada, lembra um punk rock. Também muito boa, principalmente no momento das pausas dos instrumentos no meio da música.
5) Running Arms In The Phillipines. Composição bem ao estilo do grupo, para mim, uma das melhores do álbum. Acordes abertos e um refrão que fazem toda a diferença, além dos arranjos da guitarra, no refrão. Vale a pena conferir!
6) Cost. Mais uma música ao estilo Alice Donut, esta com aquele toque "sombrio" para a intenção. Pouco drive (embora o baixo tenha um em um momento) e muita intenção e expressão, é o que fazem a música ser considerada muito boa!
7) Problems. Mais uma música trivial, ao estilo da faixa 4, porém com backing vocals que fazem todo o diferencial. É simples, mas é boa!
8) Up Is Down. Para mim, a melhor faixa do álbum, com certeza. Diferentes nuances durante a composição, bons trabalhos de dinâmica e expressão. Vale a pena conferir! O refrão com a caixa da bateria dobrada é a "cereja do bolo" da composição!
9) Helsinki. Música bem ao estilo Alice Donut, com riffs e acentos deslocados e um refrão sing-a-long muito bom. Também uma das melhores do álbum. Esta faixa possui um videoclip de divulgação que vale a pena conferir.
10) Kcick. Digamos que esta é a balada do álbum! Porém uma balada mórbida! É uma música lenta com intenções sombrias. Não me agrada muito, creio ser uma das piores do álbum.
11) Farmer's Almanac. Esta tem compasso 5/8! Excelente! Dá um aspecto de que tem alguma coisa fora do lugar, com certeza uma das melhores só por causa desta parte, já que o refrão é bem sem sal, mas a composição compensa só pela parte do 5/8!
12) Setting Sun. O álbum fecha com uma música que tem na guitarra o seu destaque, através dos riffs e das dissonâncias. Não é das melhores, mas é bacana, sem nada de especial, mas não é enjoativa, vale a pena conferir.
Escute as três irmãs e perceba as "viagens" deste excelente grupo!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Albert King - Live '69 (2003)

GÊNERO: Blues
ORIGEM: EUA (Indianola-S.C. / Mississippi)
.
Show gravado em 1969, casualmente no dia do meu aniversário, 29 de Maio, porém lançado somente em 2003 pelo selo Tomato. Não encontrei informações sobre os músicos que fizeram parte do álbum, além do próprio Albert que canta e toca guitarra, infelizmente. Um dos 3 kings do blues, este que é conhecido principalmente pelos bends que faz na guitarra, que por sinal, tem nome: Lucy! Além dos bends, que são feitos puxando as cordas para baixo já que ele é canhoto, mas não inverte as cordas para tocar, deixando a corda aguda em cima; a dinâmica que existe em suas composições e arranjos são algo espetacular. Para acompanhá-lo, é preciso ter um bom feeling e executar de acordo com o que a música pede. Muito bom o álbum, recomendo ouvi-lo, não irão se arrepender!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Introduction. A primeira faixa é uma introdução ao álbum. Existe uma apresentação enquanto a banda mantém uma harmonia bem característica de blues, com a dinâmica bem leve, até a guitarra começar o solo, quando então os instrumentos sobem a dinâmica.
2) Why Are You So Mean To Me. Um blues típico com seu chorus de 12 compassos em compasso simples, com a guitarra preenchendo os espaços com frases. Uma boa música para iniciar um show!
3) As The Years Go Passing By. Esta é, para mim, a melhor faixa do álbum. Um blues em compasso composto com a intensidade extremamente fraca, o que dá um clima muito interessante para a composição, que tem seu brilho através das inserções da guitarra e da execução do vocal. Som para ouvir relaxado (ou para relaxar?!)!
4) Please Come Back To Me. Mais um blues em compasso composto, mas este com a intensidade um pouco mais forte que a faixa anterior, embora mantenha as mesmas características.
5) Crosscut Saw. Esta já volta ao compasso simples, com a intensidade padrão, além de possuir um bom groove em sua levada, na intenção de Rock Me Baby, do outro King! Muito boa música!
6) Personal Manager. Mais um blues em compasso composto e, para mim, uma das melhores do álbum, principalmente devido às frases de guitarra.
Ouça o álbum e sinta toda emoção de um dos 3 reis do blues!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aiden - Rain In Hell (2006)

GÊNERO: Emo Core
ORIGEM: EUA (Seattle-K.C. / Washington)
FORMAÇÃO:
William Francis (Vocal, teclado)
Angel Ibarra (Guitarra)
Jake Wambold (Guitarra)
Nick Wiggins (Baixo)
Jake Davison (Bateria)
.
Este é o quarto lançamento do grupo, segundo Ep, e foi lançado pelo selo Victory. Não é um álbum muito bom, exceto pelas duas faixas cover que possui. É uma banda que muitos dizem que é post hardcore, mas pra mim é emo, não difere muito. A influência de AFI dos anos 2000 é evidente, existindo um clima "sombrio" no visual e nas temáticas do grupo, por isso muitos consideram a banda como horror punk. Mas na boa, até se percebe influência de Misfits, mas colocar as duas bandas no mesmo lugar não tem como, por isso continuo categorizando como emo! Vale a pena conferir pelas faixas cover, as outras são ruins, bem fraquinhas.
.
FAIXA A FAIXA:
1) A Candlelight Intro. Uma faixa bem de introdução, com sons de trovão e tempestade que logo vai aparecendo os instrumentos, iniciando por um dedilhado da guitarra com o mesmo acorde da versão de Halloween do Alice Donut!. Quando a voz entra, os instrumentos executam a mesma frase rítmica com constantes pausas. Bem clima de introdução mesmo.
2) The Suffering. Um bom embalo na estrofe, porém o refrão dá uma cadenciada e transforma o único elemento agradável de se ouvir em algo desagradável! A melodia vocal é o ponto fraco, muito "meloso" e "chorão". Os arranjos instrumentais são o que a música tem de melhor em termos de criação.
3) We Sleep Forever. Música com videoclip de divulgação, este é o melhor exemplo da influência de AFI dos anos 2000. Já melhor que a faixa anterior, mas ainda assim bem fraquinha, casualmente com as mesmas características da faixa anterior.
4) White Wedding. Sem sombra de dúvidas a melhor música do álbum, disparado! Esta é um cover do Billy Idol, lançado originalmente em seu álbum homônimo, em 1982. Bem hard rock, com baixo pedal, bateria bem marcada e riffs bem interessantes de guitarra, realmente vale a pena ouvir!
5) Die Die My Darling. A segunda melhor faixa do Ep, um cover de Misfits lançado originalmente em 1983, no álbum Earth A.D., porém gravada durante as sessões de Walk Among Us, em 1981. Existe uma diferenciação no arranjo em relação à original, mas nada que comprometa a composição, porém nada de especial também. Muito boa a versão, vale a pena conferir.
6) Silent Eyes. Esta é a última faixa do Ep, uma versão acústica, apenas violão e voz. Uma boa escolha para finalizar o álbum, mas com certeza a pior faixa do álbum, muito deprimente já que ela foi feita em homenagem ao baterista John Holohan. Válido pela homenagem.
Escute o álbum para conferir, ao menos, as duas versões cover, não irá se arrepender!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Agressor - Orbital Distortion (1989)

GÊNERO: Black Metal
ORIGEM: França (Antibes / Provence Alpes Côte d'Azur)
FORMAÇÃO:
Alex (Vocal, guitarra)
Laurent (Baixo)
Thierry (Bateria)
.
Esta é a quinta demo do grupo, lançada de maneira independente pouco antes de seu primeiro álbum, tanto que todas as músicas desta demo estão no seu álbum de estréia. É aquele típico black metal da década de 80 que às vezes se confunde com o thrash, lembra bastante Possessed, porém com vocal mais grave. É interessante a mixagem da voz que mantém um reverber constante, dando a sensação de um vocal mais sepulcral! Veloz e com belos riffs, recomendo ouvir esta demo e ter uma noção do som que o grupo fazia na época!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Paralytic Disease. Som veloz, com constantes riffs de guitarra e com levada em blast beat em alguns momentos, existindo uma parte mais cadenciada no momento do solo, mas que não dura muito tempo. Enfim, uma ótima música para abrir a demo.
2) Bloody Corpse. Esta música tem uma introdução mais cadenciada, à la Metallica (aparece, também, na metade da música), mas que não dura muito tempo, para logo em seguida vir o petardo! Com um riff bem estilo Possessed e um vocal grave e rouco acompanhado de uma bateria veloz, às vezes executada em blast beat, são as características deste som. Muito boa música!
3) Elemental Decay. Na minha opinião, a melhor faixa da demo, palhetadas rápidas, embalo na levada, blast beat, e, claro, o vocal grave, além de eventuais riffs no estilo Possessed são as características da música que encerra a demo, porém existe um trecho cadenciado no meio da composição. Música pra fechar a demo com chave de ouro!
Ouça a demo e escute a porrada dos franceses!

domingo, 13 de agosto de 2017

Aggression - Forgotten Skeleton (2004)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Canadá (Montreal / Quebec)
FORMAÇÃO:
Butcher - Éric Langlois (Vocal)
Burn - Bernard Caudron (Guitarra)
Sasquatch - Denis Barthe (Guitarra)
Dug Bugger - Yves Duguay (Baixo)
Gate - Gaëtan Bourassa (Bateria)
.
Este é o segundo álbum de estúdio do grupo, mas deveria ser o primeiro, já que foi gravado em 1986, deveria ter sido lançado no mesmo ano, mas acabou sendo lançado apenas em 2004 pelo selo Great White North. É o legítimo thrash do final da década de 80, assemelha-se a muitas bandas, como por exemplo Possessed, Slayer, Sodom, Destruction, Vulcano, Sepultura, Nuclear Assault, M.O.D., Exploited, entre outras, mas já deu para tirar uma febre de como é o som dos caras! O vocal não acompanha o nível técnico do resto do grupo, mas mesmo assim não deixa o som ruim, apenas com aquela sensação de que poderia ser melhor! De qualquer forma é um som veloz, o que faz ser um disco que vale a pena ser apreciado. Existem três faixas da primeira demo de 1985, também. Para quem curte o thrash dos anos 80, não vai se decepcionar em nada com este disco!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Forgotten Skeleton. O álbum abre com um petardo instrumental, já dando o recado de que não tem frescura no som: rápido, veloz, furioso e com muitos riffs. Para mim, uma das melhores do disco! Começaram bem!
2) By The Reaping Hook. A música começa extremamente veloz, com uma bateria com blast beat, porém isso até o vocal começar a cantar. Isso ocorre no decorrer da música, sempre mais veloz quando não tem o vocal. Não acho das melhores, mas não é ruim.
3) Rotten By Torture. Muito boa música, mais uma vez bastante veloz, porém sem diminuir o andamento quando da voz, mantendo o embalo do início ao fim, sempre com muitos riffs de guitarra. Existe uma parte mais cadenciada executada com dois bumbos pela bateria, mas logo em seguida volta a ser veloz. Vale a pena conferir!
4) Green Goblin. Talvez a música mais veloz do álbum. Realmente um petardo quase que do início ao fim, o que faz esta ser a música de menor duração. Me lembra bastante Cryptic Slaughter, apesar da cadenciada que existe no final da faixa. Muito boa.
5) Frozen Aggressor. Muito boa música, lembra uma mistura de Exploited com Possessed e vocal de crossover. Um riff de guitarra não tão quadrado devido às acentuações, existindo eventuais partes cadenciadas, também não quadradas. Também muito boa a faixa.
6) Forsaken Survival. Para mim esta é uma das melhores do álbum. Veloz e com uma pegada mais crua, mais punk, existindo um riff no refrão que é espetacular, ainda mais que este é acompanhado pela bateria, também. Talvez, até, a melhor do disco.
7) Mutilator - Beware Of The Scarecrow. Muito boa música, a qual começa em fade in com um riff de guitarra que vem acompanhado da bateria e baixo, para logo em seguida iniciar uma espécie de introdução, o que seria a Mutilator, instrumental. Quando inicia Beware Of The Scarecrow, a velocidade inicia, com muita raiva nas palhetadas, o que faz a diferença do som, que também considero uma das melhores.
8) Kachina Dolls. Provavelmente a melhor faixa do álbum. Esta inicia com uma palhetada veloz da guitarra em sua introdução, para logo em seguida esta executar um riff à la Destruction, e, mais uma vez, a velocidade em evidência. Existe uma parte cadenciada executada com dois bumbos, o qual aparece o solo, algumas frases de guitarra e baixo, para então, uma frase bem atípica com o restante da música aparecer, algo semelhante a uma melodia de circo, finalizando com o mesmo petardo do início do som.
9) Bloody Massacre Carnival. Considero esta uma das piores do álbum, apesar de também ser veloz, iniciando, inclusive com uma levada em blast beat, não é uma música ruim, mas sem nada de mais.
10) Demolition. Também considero esta uma das melhores do álbum, com um riff bem Exploited, lembra um pouco de Extreme Noise Terror, além de ter aquele riff à la Destruction, também. Realmente muito boa, vale a pena conferir.
11) The Final Massacre. Esta seria a última música do álbum caso este tivesse sido lançado em 1986. Também acho esta uma das piores do álbum. Acho que é a música mais lenta de todas, mas ainda assim mantém aquela pegada bem thrash, mas não empolga.
12) Evil Pox. Esta é a primeira faixa demo do álbum. Percebe-se que é um som mais cru, afinal de contas é uma demo, mas mantém a mesma pegada veloz das faixas anteriores, a única diferença é a qualidade da gravação.
13) Metal Slaughter. Considero esta uma das melhores do disco, lembra um pouco de Venom e um pouco de Warfare. Creio esta ser a música mais punk do álbum, vale a pena conferir.
14) Torment Or Death. A música que fecha o álbum não deixa nada a desejar em relação às demais, com o mesmo pique veloz e os riffs marcantes da guitarra. Lembra muito Slayer, principalmente devido aos solos.
Ouça o álbum e perceba que os canadenses também fizeram história no thrash metal nos anos 80!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Agent Orange - Greatest & Latest - This, That - N - The Other Thing (2000)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Placentia-O.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Mike Palm (Vocal, guitarra)
Sam Bolle (Baixo)
Steve Latanation (Bateria)
.
Esta é a primeira coletânea lançada pelo grupo, através do selo Cleopatra. Apesar de ser considerado uma coletânea, o álbum possui, também, músicas inéditas, e todas músicas antigas são regravações, o que não dá um aspecto de coletânea propriamente dito. O repertório é constituído por músicas de todos os álbuns de estúdio até então lançados. O grupo dispensa apresentações. Tive a oportunidade de assistir a um show deles em duas oportunidades, sendo que a primeira delas foi exatamente na época deste álbum, com esta mesma formação. Foi um show emblemático, desde ver o Mike Palm flambar a parte de trás de sua guitarra, apagar o fogo, afinar e continuar o show, até ver este mesmo Mike Palm se irritar com seu amplificador, o qual falhara  no meio de Somebody To Love, para, no final da música, ele dar um bico de coturno no cabeçote do Marshall e o show ser interrompido por alguns minutos para que trocassem o cabeçote. Colocaram, então, um branco que pertencia ao T.S.O.L., que tocaria depois. Enfim, histórias à parte, vale a pena conferir estas novas versões e as músicas inéditas gravadas e lançadas neste álbum.
.
FAIXA A FAIXA:
1) It's All A Blur. O álbum começa com uma música inédita, a qual, para mim, é a piorzinha do disco. Não é ruim, mas se assemelha bastante a um punk rock inglês dos anos 90. Com direito a solo e riffs de guitarra, mas nada de muito especial.
2) Say It Isn't True. Para mim, esta é a melhor versão gravada neste álbum. Realmente muito boa, podendo, talvez, ser a melhor faixa do álbum. Um clássico do grupo que merece destaque!
3) Breakdown. Esta está entre as 3 músicas mais "diferentes" em relação a sua versão original. A linha de baixo é realmente muito boa e merece destaque, o que perde em relação à original é o vocal, já que esta música em específico tem o seu diferencial na energia jovem que existia na década de 80, mas mesmo assim, muito boa a versão.
4) Wouldn't Last A Day. Única faixa que representa o seu único lançamento de estúdio da década de 90. É uma boa música, mas não tem comparação em relação a seus clássicos, o que a deixa meio esquecida no meio do repertório do álbum. As frases da guitarra são o diferencial da composição.
5) Everything Turns Grey. Um dos maiores clássicos do grupo, com uma versão embalada e linhas criativas do baixo, mantendo um pedal, na parte A, que faz a diferença. O timbre da guitarra´, no momento do solo, é muito semelhante à versão original, o que dá um clima vintage para a equalização digital do álbum.
6) Message From The Underworld. Mais uma faixa inédita, e esta é um cover. Composto por John Denney e Cliff Roman, gravado, originalmente, pelo grupo Weirdos. É uma boa música, mas desnecessária perto do repertório que o grupo possui. Vale pela homenagem, mas não é das melhores.
7) El Dorado. Música embalada, com arranjo bem semelhante ao original, inclusive o timbre de voz. Muito boa versão, com destaque para a linha de baixo na parte B.
8) Tearing Me Apart. Outra música que considero uma das melhores do álbum. Bastante semelhante à versão original, talvez um pouco mais veloz, mas pouca coisa. Os brilhos da guitarra fazem a diferença no arranjo. Vale a pena conferir!
9) Cry For Help In A World Gone Mad. Talvez a música com o arranjo mais diferente em relação à versão original, principalmente devido à sua introdução. Mais um clássico do início da carreira e, também mais uma vez, o vocal faz a diferença, já que a energia do vocal jovem da versão original se perde nesta nova versão. Mas clássico é clássico e de ruim não tem nada!
10) I Kill Spies. Outra que considero uma das melhores do álbum. Bastante semelhante à versão original, o timbre e o arranjo da guitarra faz toda a diferença nesta música, bem como a preparação para a parte B. Vale a pena conferir!
11) Bloodstains. Talvez o maior clássico do grupo. Uma boa versão, bastante semelhante às anteriores, inclusive o solo. O vocal é a maior diferença, mas mantém o mesmo pique das demais versões, não deixa a desejar!
12) What's The Combination? Outra música inédita do álbum, e considero-a a melhor das inéditas, com uma boa harmonia e dinâmica. A parte B da música é o destaque e esta faixa creio ser a melhor novidade do álbum.
13) Bite The Hand That Feeds (Instro). O álbum fecha com seu clássico surf instrumental. Também com um arranjo e timbres bem semelhantes à versão original. Uma boa faixa para finalizar o álbum!
Ouça a coletânea e tire suas próprias conclusões sobre as novas versões!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Agathocles - Semtex 10 (2010)

GÊNERO: Grind Core
ORIGEM: Bélgica (Mol / Antuérpia)
FORMAÇÃO:
Jan Frederickx (Vocal, guitarra)
Matty (Guitarra)
Vince (Baixo)
Burt (Bateria)
.
Ep lançado em 2010, pelo selo Sunship, porém com gravações de Dezembro de 1997. Creio eu ser esta a banda que mais tem material lançado. É demais mesmo! Este aqui é só mais um! O curioso deste Ep é que apenas uma música tem voz, as demais são instrumentais. Provavelmente porque a formação está unida um mês antes de gravarem as faixas. É uma boa banda, não considero das melhores, mas é boa e merecem respeito. São bastante ativistas no meio underground e o sentimento D.I.Y. está visivelmente presente no som do grupo. Perdi a oportunidade de assisti-los. Me lembro de que não pude ir ao show pois este era em uma segunda-feira às 19 horas, no Guanabara, e neste dia eu tinha uma prova na faculdade que não podia perder. De qualquer forma, fica aqui o som dos caras para que possam ouvir!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Detonating Nitroglycerin. Esta é a única faixa do Ep que possui voz. É, na minha opinião, a melhor do Ep, começando com uma alteração rítmica entre uma levada veloz e um blast beat. Muitos riffs de guitarra que fazem a diferença no arranjo. O vocal parece vir de uma tumba! Grave e rouco. Mas, realmente, a grande diferença está nas guitarras.
2) Semtex 10. Música que dá nome ao Ep. Muita levada em blast beat e riffs de guitarra que fogem de uma ideia tonal são o grande diferencial da composição que, na minha opinião, é a pior do Ep, acaba se tornando enjoativa, mas ainda assim é uma boa música. Lembrando que esta é uma faixa instrumental!
3) Dormant Cell. A faixa que finaliza o Ep é a mais parecida com um metal. Tem um riff de guitarra que lembra bastante Possessed, existindo variações rítmicas nas levadas por parte da bateria, embora esta seja a única sem blast beat. Também instrumental, vale a pena conferi-la!
Escute Semtex 10 e curta um ícone do gênero: odiado por muitos e amado por outros muitos!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Against All Authority - Split [Anti Flag] (1996)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: EUA (Cutler Bay-M.D.C. / Flórida)
FORMAÇÃO:
Danny Lore (Vocal, baixo)
Joey Jukes (Trompete)
Tim Coats (Saxofone)
Tim Farout (Trombone)
Joe Koontz (Guitarra)
Kris King (Bateria)
.
Este é um split Ep lançado, junto com o grupo Anti Flag, pelo selo Records Of Rebellion. Aqui comento apenas sobre o lado do Against All Authority. São três músicas para cada banda, uma de cada lado do Lp 7'. Gosto muito do grupo, e sempre que ouço lembro do pessoal de Montenegro, já que eles gostavam muito de ouvir sons neste tipo, e em especial o Marcinho, que foi quem me apresentou o som. Este Ep tem mais partes street punk do que ska e, este, quando aparece, sempre com as guitarras distorcidas. É um som embalado, com a pronúncia veloz das palavras e aparições sob medida dos instrumentos de sopro, que, aliás, fazem toda a diferença no arranjo das músicas, lembra Suicide Machines. De maneira bem resumida, é um power trio de street punk com instrumentos de metal, vale a pena conferir, gosto muito do som.
.
FAIXA A FAIXA:
1) Nothing To Lose: A melhor música do Ep, bastante embalada e com um refrão empolgante, com as palavras pronunciadas de maneira rápida, existindo eventuais incursões dos instrumentos de sopro, estes, sempre na parte ska, que se mantém no mesmo pique. Excelente composição, embora nada de especial no que diz respeito à questões técnicas.
2) When It Comes Down To You: É a que menos me agrada no Ep, embora não seja nada ruim, mantendo as mesmas características da faixa anterior, embora com menos embalo, existinod um pequeno riff de guitarra para dar um brilho a mais. Refrão sing-a-long, porém veloz.
3) Haymarket Square: A parte ska da música é excelente, o arranjo dos sopros fazem toda a diferença para o arranjo. Nas partes que não têm os sopros, o arranjo é de um street punk bem trivial, com nada de mais, mas, repito, os metais fazem a diferença na música, vale a pena ouvir só para conferi-los!
Ouça o Ep e confira o que rolava em Miami, em termos de ska core, na década de 90!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

AFI - Bombing The Bay! (1995)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Ukiah-M.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Davey Havok (Vocal)
Mark Stopholese (Guitarra)
Geoff Kresge (Baixo)
Adam Carson (Bateria)
.
Este é um Ep split, de 7 polegadas, com Swingin' Utters lançado pelo selo Sessions. Cada uma das bandas tem uma música e aqui analiso apenas o lado do AFI. É o sexto Ep lançado pelo grupo, logo antes do lançamento de seu primeiro álbum. É aquele AFI de início de carreira, mais punk e mais embalado. Vale a pena conferir!
.
FAIXA A FAIXA:
Só temos uma faixa: Values Here, que na verdade é um cover, originalmente composto e gravado pelo grupo Dag Nasty. Não tem muito a ver com as características do grupo, mas para quem conhece seus primeiros lançamentos, não se surpreenderá. Foi uma versão bem fiel à original, ficou muito boa!
Ouça o Ep e veja que bela versão eles gravaram!

sábado, 15 de julho de 2017

Adolescents - Balboa Fun Zone (1988)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Fullerton-O.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Rikk Agnew (Vocal, guitarra)
Steve Soto (Vocal, baixo)
Frank Agnew (Guitarra)
Sandy Hansen (Bateria)
.
Terceiro álbum e quarto lançamento do grupo, o qual sou suspeito para falar, pois este disco me acompanhou por muitos momentos da minha vida desde, mais ou menos, 1990, sendo que em 1994, este foi, com certeza, o melhor álbum já lançado! Ouvia todo dia! Sabia cantar quase todas as músicas! Ele foi originalmente lançado pelo selo Triple X, existindo uma versão, em Lp, nacional. Já foi postado, em 2009, aqui neste blog, este mesmo álbum, confira! O CD tem 3 músicas a mais que a versão em Lp. Este é o álbum em que, na minha opinião, o grupo atinge o seu melhor nível técnico, o que fica evidente nos arranjos das músicas, bem como as inserções individuais. Foi o último trabalho do grupo antes da sua parada na década de 90, além de ser o único álbum sem o vocalista Tony Brandenburg. Eu considero o melhor disco deles, embora muitos não irão concordar por não se tratar de um álbum de clássicos, muito pelo contrário, nenhuma música do repertório está presente em algum álbum ao vivo. É o típico álbum para ouvir, pegar o skate e sair sem rumo pelas ruas da cidade! Não deixe de ouvir!
.
FAIXA A FAIXA:
O álbum inicia com uma das melhores músicas do álbum: Balboa Fun Zone (Riot On The Beach). Embalada, com um riff marcante da guitarra na parte A, cadência harmônica fora do sistema tonal, outro riff de guitarra marcante, desta vez oitavado, após o refrão e acordes abertos da guitarra no refrão, são só alguns excelentes exemplos do que esta belíssima composição possui! O que é facilmente melhorado devido aos arranjos individuais de cada instrumento e sua Coda, que põe pra fora qualquer resquício de fúria contida!
A faixa 2, Just Like Before, já é mais calma, mas ainda assim tem um refrão sing-a-long muito bom, executado com coro em uníssono, que fica na mente. Existindo, também, alguns momentos individuais de destaque. Muito boa música, apesar de não ser das mais embaladas!
A faixa 3 é um cover do John Lennon executado, originalmente, pelo grupo Plastic Ono Band, chamado Instant Karma. Na minha opinião, esta é uma das piores músicas do álbum, já que é lenta, porém o refrão tem seu valor, que é elevado devido à execução do vocal.
Alone Against The World é o nome da faixa 4, a qual, também, na minha opinião, está entre as piores do álbum, existindo uma frase de teclado executada pelo produtor Chaz Ramirez. Há momentos em que o vocal parece estar desafinado ou procurando a nota certa, além de ser lenta e não ter nada de especial em seu arranjo, enfim, não serve como referência para o álbum.
Allen Hotel eleva a qualidade das músicas. Não está entre as cinco melhores, mas é uma excelente composição. Com um clima "sombrio" para o arranjo e questões de dinâmica bem trabalhadas e evidenciadas, a música tem, no seu refrão, seu ápice, sendo este, até certo ponto, sing-a-long. Vale a pena conferir!
Frustrated, a faixa 6, é bem interessante, em especial por se tratar de uma música com compasso ternário em quase todo tempo, existindo uma divisão, frase a frase, pelos dois vocalistas, bem como um riff muito criativo que se mantém em ostinato por toda parte A e Coda, a qual aparece arranjos de instrumentos de percussão, ao meu ver, de maneira improvisada. Está entre as melhores do álbum!
Na faixa 7, a primeira do lado B do Lp, se encontra o ponto máximo em termos de composição e arranjo em toda a carreira do grupo. Pode procurar em qualquer álbum, mas não irá encontrar uma música mais bem trabalhada e com excelência técnica como Genius In Pain. Com certeza uma das melhores: embalada, bem trabalhada, com evidências técnicas individuais e coletivas, além do baixo, quase que em walking bass, na parte A. Todos têm que ouvi-la, é onde percebemos a verdadeira qualidade do grupo!
It's Tattoo Time, a faixa 8, volta a ser mais lenta, mas é uma das melhores também. Uma música simples, não muito veloz, mas embalada, tendo um "solo" de máquina de tatuar, gravado no momento em que o artista Mark Mahoney trabalhava no braço do guitarrista Rikk. O típico skate punk californiano!
A faixa 9, 'Til She Comes Down, é mais lenta, mas tem um clima "sombrio", cadência harmônica fora do sistema tonal, e nuances de dinâmica bem evidentes que a tornam uma boa música, existindo um momento mais marcante no refrão. O final da música conta com a dobra da caixa da bateria e um embalo até então não existente na composição, fazendo-a terminar com gostinho de "quero mais"!
Modern Day Napoleon também está, na minha opinião, entre as piores, embora muitos com quem falo e que gostam do álbum a apontam como uma das melhores. Ela não chega a ser ruim, principalmente devido ao seu refrão, que possui uma frase de guitarra e uma variação rítmica evidenciada pela bateria.
A faixa 11, I'm A Victim, era uma das que mais gostava de ouvir! Ela na verdade não é grande coisa, mas o final me chamava bastante atenção, o clima das vozes, o dedilhado, a variação de compasso para um composto, a levada no ride, o Hammond, novamente gravado pelo produtor Chaz Ramirez, o solo, e, claro, a execução vocal, faziam eu querer ouvir de novo, e de novo, e de novo... não que a primeira parte seja ruim, mas o final é que me chamava atenção, de verdade.
A última faixa do Lp chama-se Balboa Fun Zone (It's In Your Touch) e é uma balada, a típica balada de fim de álbum muito comum em álbuns deste período. O final da faixa anterior entra como uma luva para preparar o ouvinte para esta, que é quase toda acústica, executada em violões, sendo o arranjo do baixo e da bateria como o grande diferencial da música, eles dão toda cor, swing e brilho para a composição, que é muito boa, existindo a presença evidente de emoção na execução.
A faixa 13, e primeira que não está presente na versão em Lp, chama-se Runaway e está, na minha opinião, entre as melhores. Tem uma levada em cavalgada na parte A que faz toda diferença, sendo elevado a dinâmica no refrão, com um solo muito bom e uma Coda que também não perde em nada para o restante das partes! Excelente música, pena que não está presente no Lp!
She Walks Alone, a penúltima faixa do disco não é ruim, mas também não é das melhores. Tem no refrão o seu melhor, sendo este sing-a-long. Não é muito veloz e nem muito empolgante, mas é bacana, porém sem nada de mais.
A última faixa se chama Surf Yogi e é bem característica de uma música bônus, já que destoa de todas as outras. Ela é, na verdade, um cover, instrumental, do musical, de 1964, chamado Fiddler On The Roof. A música se chama If I Were A Rich Man e foi composta por Sheldon Harnick e Jerry Bock.
Escute Balboa Fun Zone e sinta vontade de pegar seu skate e andar pelas ruas da cidade!

domingo, 9 de julho de 2017

Adicts - This Is Your Life (1984)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Ipswich / Suffolk)
FORMAÇÃO:
Monkey - Keith Warren (Vocal)
Pete Dee - Pete Davison (Guitarra)
James Harding (Teclado)
Spider - Mel Ellis (Baixo)
Kid Dee - Michael Davison (Bateria)
.
Álbum lançado com duas versões diferentes, uma em Lp, em 1984; e outra em CD, em 1992, ambos pelo selo Fallout. Este é, na verdade, uma coletânea, sendo a primeira lançada pelo grupo após 2 álbuns, 1 Ep e 3 singles, existindo algumas versões diferentes e músicas inéditas. Para quem não conhece, o grupo faz um punk rock bem de acordo com sua origem: a inglesa, tendo o figurino, à la Droogs, como marca registrada. Uma banda clássica do punk rock inglês, a qual todos deveriam, ao menos, ouvir e conhecer.
.
FAIXA A FAIXA:
O álbum começa com o seu maior clássico: Viva La Revolution, faixa que está presente apenas na versão em CD e é originário do single de mesmo nome, lançado em 1982. A música tem, inclusive, videoclip de divulgação, e, na minha opinião, é, com justiça, o maior clássico do grupo, realmente muito bom. Tive a honra de preparar uma versão psychobilly para ela e fazer uma apresentação com um aluno de contrabaixo acústico! Quem viu, viu!
A segunda faixa, Steamroller, também está presente apenas na versão em CD e foi lançada, originalmente, no mesmo single da faixa anterior. Muito boa a música, uma das melhores do grupo, embalada e empolgante!
Na faixa 3 começa a versão em Lp, que leva o nome do álbum, This Is Your Life, lançada, originalmente, como uma demo. Um punk rock inglês clássico, embalado e com a velha combinação de acordes I-IV-V!
Don't Exploit Me já possui, na parte A, uma harmonia mais "furiosa" e menos alegre. Aliás, esta parte, por coincidência, lembra Exploited mais leve! Já a parte B é aquele típico punk rock inglês. Também lançada como uma demo.
A faixa 5 chama-se Younger Generation e não possui aquela característica de punk rock alegre, embora seja um típico punk rock inglês. Boa música.
A faixa 6 é mais uma da mesma demo das faixas anteriores e se chama Calling Calling. Esta poderia muito bem ser uma música do Clash que não seria nenhuma surpresa! Já mais suave, quase uma balada, com um ritmo pausado nos instrumentos de corda que fazem toda a diferença.
Just Like Me traz a velocidade de volta para o álbum em grande estilo. Uma das melhores do disco, embalada do início ao fim e com um refrão sing-a-long. É a última música da demo e também um punk rock inglês!
A faixa 8 chama-se Easy Way Out. É uma música diferente, com uma cadência harmônica de um intervalo de uma segunda menor na parte A, o que dá um clima "sombrio" para a composição, enquanto que a parte B tem um embalo bacana e se torna aquele típico punk rock inglês. Música presente no primeiro trabalho do grupo, Lunch With The Adicts, de 1979.
A faixa 9, também está presente no mesmo Ep da faixa anterior, e se chama This Week, uma das melhores do álbum. Ela tem basicamente dois acordes, começando com um arranjo mais calmo para logo em seguida o embalo do punk rock inglês aparecer.
Organised Confusion é o nome da faixa 10, também do mesmo Ep de 1979, e, também, uma das melhores do álbum. Com a letra extremamente simples (é cantado apenas o título da música), mas com um riff de guitarra bem rock'n'roll que faz toda a diferença. Muito boa a música, vale a éna conferir.
A faixa 11 é a última música do Ep de 1979, e se chama Straightjacket. É um punk rock inglês típico, existindo um riff de guitarra no início, com apenas duas notas, que é bastante interessante.
Numbers é o nome da faixa 12, gravada em 1979 na Radio 1, num dos tantos Peel Sessions gravados lá por bandas de punk rock inglesas! É muito boa música, embalada, com o baixo em evidência.
A faixa 13, Get Adicted, também faz parte do Peel Sessions da faixa anterior. Um punk rock inglês clássico. Não é das mais embaladas, mas é bacana.
Distortion é outra que resultou da gravação da Radio 1. Esta já não tem aquela característica alegre de alguns punk rock ingleses, o que dá um clima interessante para o álbum, sendo quase uma cadência harmônica de dois acordes o tempo todo.
A faixa 15, Sensitive, poderia ser muito bem uma música do Devo devido à sua parte A. Uma das melhores músicas do álbum, é a última música gravada na Radio 1. Possuindo uma frase do baixo marcante na parte A e um refrão com a caixa dobrada que fazem toda a diferença, bem como o riff da guitarra após a parte B.
Sympathy foi gravada para um single que nunca foi lançado, sendo uma música inédita em 1984, quando o álbum foi lançado. Não tem nada de especial, é mais um punk rock inglês típico, com a progressão I-IV-V.
A faixa 17, Sheer Enjoyment, seria o lado B do single da faixa anterior, ou seja, também inédita quando do lançamento do álbum. É a última faixa da versão em Lp, um punk rock clássico que lembra, devido à execução das palhetadas de guitarra, um pouco, com exceção da voz, Toy Dolls.
A faixa 18, Champs Élysées, pertence ao Ep Bar Room Bop, lançado em 1985 e está presente apenas na versão em CD. É uma das melhores do álbum e aqui temos, pela primeira vez no álbum, a participação do tecladista. Já tem uma característica mais oitentista, até em função do teclado, mas não só. De qualquer forma, recomendo conferir!
Sound Of Music também está presente no mesmo Ep da faixa anterior e lembra, devido à bateria, um pouco de disco music! Mas é uma música bacana, vale a pena conferir!
A penúltima música do álbum se chama Who Spilt My Beer? e também é um grande clássico do grupo, pertencente ao mesmo Ep de 1985. O interessante dela está em sua melodia que parece bastante um hino, existindo eventuais variações de compasso, de simples para composto. Vale a pena conferir!
Cowboys fecha o álbum e pertence ao mesmo Ep de 1985. Esta é quase um punk rock country, pois tem bastante característica de músicas de western, embora seja um punk rock! Existe alguns contracantos que lembram índios. Boa música.
Ouça This Is Your Life e confira um dos grandes clássicos do punk rock inglês! Indispensável!

sábado, 1 de julho de 2017

Acid Drinkers - La Part Du Diable (2012)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Polônia (Poznan / Poznan)
FORMAÇÃO:
Titus (Vocal, baixo)
Jankiel (Guitarra)
Popcorn (Guitarra)
Slimak (Bateria)
.
Este é o décimo quinto álbum de estúdio do grupo, existindo ainda em sua discografia mais um Ep, um álbum ao vivo e uma coletânea. O álbum, lançado pelo selo Mystic Production, está longe de ser um dos melhores do grupo, pelo contrário, nem chega perto dos primeiros lançamentos, mas mesmo assim não é ruim. Não é culpa do grupo, eles apenas seguem a tendência do thrash mundial, o qual, a partir dos anos 2000, esteve muito mais preocupado em compor músicas pesadas do que velozes, existindo bastante influência de new metal. É um grupo ícone do gênero em seu país, bastante conhecido mundo afora, lembrando bandas clássicas do gênero, algumas mais atuais como Brujeria, muita influência, como já dito antes, de new metal, alguns flertes com o stoner rock, além de lembrar, às vezes, Voivod. As músicas são pesadas e tem algumas mais velozes, além de existir eventuais momentos bem stoner. Não é dos melhores, mas vale a pena conferir! Para quem é fã do gênero, este é um prato cheio!
.
FAIXA A FAIXA:
Kill The Gringo é a música que abre o álbum, que já começa com um petardo! Esta é uma das melhores faixas do álbum: veloz, com variações rítmicas, palhetadas em semi-colcheias, e um refrão que é clássico de Brujeria, com a diferença que estes cantariam México e não Argentina! Vale a pena conferir!
A faixa dois chama-se The Trick, e possui um excelente videoclip em animação (que deve ter sido censurado!). Também uma das melhores do álbum, veloz e com palhetadas em semi-colcheia por parte da guitarra. Confira, não tem como não curtir!
A faixa três, Old Sparky, também possui videoclip de divulgação. Já não tão boa quanto às anteriores por se tratar de uma música mais lenta, o peso está em evidência, com destaque para os arranjos da bateria. Um típico thrash dos anos 2000!
On The Beautiful Bloody Danube é o título da faixa 4, que também é pior que as anteriores, apesar de existir pequenos trechos velozes. Alguns trechos com levadas bem tribais e um vocal com influência do rap também são características da composição.
Dance Semi-Macabre, a faixa 5, abre com um riff de guitarra bem "macabro", como o título sugere, mantendo esta característica. Também uma música lenta e pesada, com os dois bumbos em evidência e riffs de guitarra típicos do new metal. Não gosto muito desta música, mas não chega a ser ruim.
A faixa 6 chama-se V.O.O.W. e é a música mais parecida com Voivod. Também não muito veloz enquanto o refrão pode facilmente ser confundido com um stoner rock. Não acho das melhores, mas a qualidade já cresce em relação à faixa anterior!
Bundy's DNA é uma das melhores, senão a melhor, faixa do álbum. Veloz e embalada do início ao fim, lembra bastante Slayer ou Exodus. Excelente música, com variações rítmicas e arranjos bem trabalhados. Confira, esta é de cabeceira!
A faixa 8, Andrew's Strategy tem muita característica de new metal, tanto pela harmonia quanto pelo vocal, que altera em relação às outras faixas. Pode ser a música mais leve do álbum (embora não seja leve), a que mais tem característica de sing-a-long! Não gosto muito, mas vale a pena ouvir ela no meio do álbum por destoar das demais!
The Payback, a faixa 9, também está entre as melhores do álbum. Veloz em sua quase totalidade, é bem embalada, com guitarras abafadas em semi-colcheias quando da voz na estrofe, existindo uma variação rítmica no refrão. Vale a pena conferir!
Broken Real Good é o título da penúltima faixa do álbum. Não gosto muito desta música, é pesada e lenta, com algumas características de new metal, mas também de funk metal, existindo um riff no refrão que é bem stoner.
A música que fecha o álbum chama-se Zombie Nation, que nada mais é do que um blues-thrash. É um shuffle com distorção no talo, afinações, dos instrumentos de corda, baixas, com viradas e pontes de thrash metal. O lugar certo para esta música é bem onde ficou, no fim do álbum, não combinaria ela no meio das demais. Não é ruim, mas não tem nada de mais.
Ouça La Part Du Diable e sinta a porrada de uma das bandas referência do gênero na Polônia!

domingo, 25 de junho de 2017

Acid Connection - Buzz Bait (1998)

GÊNERO: Crossover
ORIGEM: Japão (Nagoya / Chubu)
FORMAÇÃO:
Sasa-Yan (Vocal)
Otake (Guitarra)
Hee? (Baixo acústico)
Yu-Inch (Bateria)
.
Este é o primeiro Ep e único lançamento do grupo, lançado pelo selo Downer. Existe pouca informação sobre a banda à disposição, todos classificavam a banda como sendo psychobilly, talvez pelo fato de ter contrabaixo acústico na formação, porém o som é muito semelhante à Accüsed, lembrando um pouco de Agnostic Front (na época do Cause For Alarm), podendo ser classificado como hardcore old school, já que é um crossover mais hardcore do que metal! O grande destaque está nos slaps do baixo, já que o som é bem cru, com palhetadas rápidas da guitarra que também ajudam a deixar o som mais bacana. Não existe uma qualidade técnica muito grande, mas tudo está no lugar, destacando, mais uma vez, o baixo acústico. Realmente uma proposta diferente, além das composições que são muito boas, vale a pena conferir!
.
FAIXA A FAIXA:
A faixa que abre o Ep chama-se Reject. Na minha opinião, a melhor música do álbum, começa com uma introdução instrumental não muito veloz, para logo em seguida começar os slaps do baixo, bem como as palhetadas velozes da guitarra e o vocal rasgado e distorcido, com um refrão marcado, dando espaço para uma parte cadenciada. Ouça e não se arrependa, vai querer ouvi-la de novo!
Ballroom Blitz, uma das músicas mais copiadas por grupos de diferentes gêneros, é a última música do lado A. Esta música foi composta por Mike Chapman e Nicky Chinn, originalmente gravada pelo grupo Sweet, em 1973. A versão do Ep é bastante embalada, com as palhetadas velozes da guitarra e os slaps do baixo, mais uma vez, fazendo a diferença! Confira esta versão, muito bom o arranjo!
Radical Idea abre o lado B do Ep e, junto com a primeira faixa, está entre as melhores. No mesmo pique da primeira faixa, porém com refrão mais sing-a-long e uma introdução não tão extensa. O curioso é que no final entra um arranjo totalmente novo, não muito longo, o que dá a sensação de que uma nova música foi emendada. Esta última parte lembra bastante Agostic Front.
Buzz Bait, a faixa título do Ep é a música que fecha o álbum. Esta sim é a que tem mais característica de um psychobilly, aliás, esta é um psychobilly, com progressão harmônica típica do rockabilly, porém com um arranjo bem jazz mesclado com um psychobilly no decorrer da composição se torna a marca registrada da música. O grande destaque está no baixo acústico que carrega nas costas o arranjo da música, sendo a letra bem curta, cantado apenas o seu título.
Ouça o Ep e perceba que o baixo acústico é um excelente instrumento para se tocar, também, crossover!

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ace - Holding On (1986)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: França (Cannes / Provence-Alpes-Côte D'azur)
FORMAÇÃO:
May Field (Vocal)
Paddy (Guitarra)
Angie (Baixo)
Lee Mons (Bateria)
.
Este é o primeiro single do grupo, lançado pelo selo N.E.W., após 3 demos. Possui músicas da primeira e terceira demos. É uma banda que se assemelha a Mötley Crüe, Poison, Judas PriestVan Halen, entre outros deste estilo. O último lembra muito devido às guitarras. É o típico hard rock glam poser da década de 80, com vocais melosos e frases de guitarra melodiosas. Para quem curte o gênero, este é um prato cheio!
.
FAIXA A FAIXA:
Holding On abre o single. É uma balada hard rock típica! O exemplo perfeito de um love metal! Esta possui videoclip de divulgação que é bem divulgação, pois a música não toca até o fim! A parte A é executada com as guitarras arpejadas e sem distorção, existindo uma frase de guitarra que prepara para o refrão, que é quando a distorção aparece na base. O refrão e a frase da guitarra são o que dão um toque a mais na composição, que é bem "mela cueca". Não curto muito esse som, mas depois de ouvir bastante a gente se acostuma com o refrão!
Eat Me Love Me é a música do lado B do single e também tem videoclip de divulgação. Já bem melhor que a primeira, começa com uma frase de guitarra que lembra bastante Van Halen, enquanto que após a entrada da voz a música se assemelha a Judas Priest. O refrão é o ponto forte da música, com um refrão sing-a-long e um riff de guitarra que o tornam marcante. O final da música tem a caixa dobrada e dois bumbos que dão uma fúria a mais para o arranjo. Vale a pena conferir, muito boa música!
Escute o single e veja que os franceses sabem ser tão posers quanto os californianos!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A.C.A.B. - No. 1 (2002)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: Malásia (Kuala Lumpur / Distrito Federal)
FORMAÇÃO:
Megat Magskin Hafiz (Vocal)
Eddy J. Herwan (Guitarra)
Anaskin Skywalker (Guitarra)
Hardy Sham (Baixo)
Zul (Bateria)
Black (Bateria)
.
Esta é a segunda coletânea do grupo que contém músicas de todos os álbuns já lançados pelo grupo até então, nada mais do que 3 álbuns, 3 ep's e 1 demo. Esta coletânea foi lançada pelo selo Clockwork. É uma banda bastante eclética, apesar de ter classificado-a como Oi!, existem músicas punk rock, outras street punk, ska, rocksteady e até heavy metal! Fica extremamente perceptível a diferença de álbum para álbum, já que as músicas não estão em ordem cronológica ou algo em que separe pelas qualidades de gravação. É um disco com altos e baixos, existem músicas excelentes, realmente muito boas, em compensação existem músicas horríveis, realmente ruins mesmo. Não conheço muito a banda, mas, percebe-se, tem seu valor e creio ser uma das maiores bandas do gênero em seu país. Vale a pena conferir!
.
FAIXA A FAIXA:
O álbum abre com City Girls, um street punk cru e original. As pausas e o refrão são o toque a mais que toda composição merece! O solo, apesar de simples, dá um brilho a mais, assim como as eventuais pausas. Pena a qualidade da gravação não ser das melhores, já que vem de uma demo.
A segunda faixa chama-se Racial Hatred, já possui uma qualidade de gravação bem superior, bem pesada e, inclusive, com harmônicos artificiais na guitarra. O refrão é o ápice da música e este me lembra o refrão da música Human Rights do grupo Cruel Maniax! Não é das melhores mas não é ruim!
We Are The Skins é o nome da terceira faixa, que é um punk rock estilo inglês, não muito veloz, com refrão sing-a-long e solo melódico com poucas notas. Nada de especial, mas não chega a ser ruim.
A.C.A.B. é a primeira das melhores músicas do álbum a se apresentar! Sua harmonia na parte A é quase igual a uma música que eu tocava com o Los Sombreros, a música se chamava Sistema Maldito! É um punk rock, também não muito veloz, que tem um refrão simples e que fica na mente! Muito boa, vale a pena conferir!
Streets Of Uptown é a primeira de uma seqüência de músicas horríveis! É uma balada punk rock, lenta, com harmonia à la Beatles e frase melódica romântica, realmente muito ruim, não aconselho ninguém a ouvi-la!
We Are The Youth é a segunda música horrível da seqüência. Ela segue as mesmas características da música anterior, outra balada punk rock, lenta. Realmente muito ruim, passe esta faixa quando chegar a sua vez de ouvi-la!
Sabe quando o cara pensa que depois de duas músicas muito ruins, em seqüência, a coisa não tem como piorar? Pois piora, e muito! A responsável por isso é a faixa 7 chamada Bersama Semula. Esta consegue ser ainda pior que as duas faixas anteriores! Arrastada, chata, e também uma balada punk rock! Se esta tivesse a metade do andamento e outra expressão vocal, seria um ótimo doom!
Agora a coisa começa a melhorar! Ainda não no seu melhor momento, mas Orang Timur é um heavy metal. Com harmonias executadas em cavalgadas e seu modo menor, a música lembra bastante bandas de heavy metal como Iron Maiden, com exceção da qualidade técnica e, principalmente, o vocal. A guitarra está bem trabalhada nesta faixa, típico de uma música de heavy metal! Vale a pena conferir!
A faixa 9 nos leva do heavy metal da faixa anterior até um ska sem drive nenhum, tudo bem clean. Este ska chama-se Fight For Your Rights, e tem ainda um teclado executado por Megat Magskin Hafiz como toque a mais! Uma boa música para quem quer ficar sossegado!
Bookies é mais uma da demo, por conseqüência, a qualidade não é das melhores, mas a música é um street punk cru e sem frescuras, mostrando tudo a que tem direito! Boa música.
A partir da faixa 11 vem, na minha opinião, a melhor seqüência do álbum, e esta inicia com Unite & Fight. Um street punk no estilo Subhumans, com um refrão marcante, solo e embalada, excelente composição, uma das melhores do álbum, com certeza! Confira e confirme!
Unfairground. Creio ser esta a melhor música do álbum, na linha da faixa anterior, à la Subhumans, o refrão marcante e marcado, com frase da bateria e sing-a-long, fazem toda a diferença, que tem um brilho a mais com o solo de guitarra! Realmente esse som mata a pau!
Uma pausa pra respirar com a faixa 13, mais uma balada punk rock chamada Where Have All The Bootboys Gone!. Não chega a ser ruim como as baladas anteriores, mas também não é lá grande coisa, nada de mais a não ser as frases melódicas da guitarra que preenchem os espaços da melodia principal.
Skinhead 4 Life é outra música que mata a pau, com certeza a segunda melhor do álbum, e tudo graças à suas partes B e C, mas especialmente a parte B, esta parece uma declamação que aparenta ser bem sincera na sua expressão, existindo, ainda, um bom riff de guitarra na parte A, o qual também é a introdução da música. Vale a pena conferir, é daquelas músicas que chega a arrepiar os pêlos do braço!
A faixa 15 chama-se We Are A.C.A.B. e também é uma das melhores, segue a mesma linha da faixa anterior, embora não tenha nada que arrepie lugar nenhum! O refrão é o ponto forte, que já vem com uma preparação para ele na parte B. Muito boa a música.
Freedom & Justice também é uma balada, mas desta vez uma balada heavy metal e não punk rock! Depois ela embala e se torna uma mescla de heavy metal e punk rock, voltando a virar balada logo após. Não é ruim, mas quase!
A penúltima faixa chama-se Perjuangan e esta é uma cópia de Hallowed Be Thy Name do Iron Maiden. Eles poderiam, facilmente, serem processados por plágio, embora não tenha todos os detalhes iguais, a intenção é exatamente a mesma, a melodia é quase idêntica, as frases de guitarra... apenas o vocal que é autêntico! E isto por causa do timbre e não do arranjo! Mas é uma boa música, vale a pena conferir.
A última faixa chama-se Bunga Padang Pasir e esta é um rocksteady que começa de forma acústica com violões. É uma boa música para finalizar o álbum, embora não seja uma das melhores faixas dele. As frases da guitarra dão um brilho a mais, assim como o teclado existente.
Confira o ecleticismo de No. 1 e saia cantarolando "unfairground, unfairground..."!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

AC/DC - Live (1992)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: Austrália (Sydney / New South Wales)
FORMAÇÃO:
Brian Johnson (Vocal)
Angus Young (Guitarra)
Malcolm Young (Guitarra)
Cliff Williams (Baixo)
Chris Slade (Bateria)
.
Este é o segundo álbum ao vivo da discografia oficial. Apesar de ter sido lançado em 1992, pelo selo ATCO, todas as faixas foram gravadas em 1991 durante a turnê de divulgação de The Razors Edge. O curioso do álbum está na edição das faixas e no arranjo do fim das mesmas, isto porque elas começam e terminam, quase que em sua totalidade com fade-in e fade-out, respectivamente, bem como a execução, ou do acorde dominante ou do acorde fundamental, do fim que cria um clima interessante. No mais se mantém como a banda sempre foi, com suas características próprias na exibição ao vivo, muito por causa de Angus Young. Um ótimo álbum, bem mixado e equalizado que vale a pena conferir!
.
FAIXA A FAIXA:
O álbum começa com Thunderstruck, abrindo o show com uma música do novo álbum, esta versão foi editada com momentos de dois shows diferentes. O início, com o som dos trovões e o final que contém um resmungo de Brian Johnson foram gravados no Donington Park, em Leicestershire, na Inglaterra no dia 17 de Agosto, enquanto a música foi gravada na Espanha. Uma excelente música para iniciar um show, em especial pelo riff de guitarra no início.
Shoot To Thrill é a segunda faixa, uma das poucas que não começa com fade-in, esta foi gravada no dia 23 de Abril, na Inglaterra, mais precisamente no NEC em Birmingham. Um clássico do seu álbum mais vendido pra animar o público logo no início!
Mais um clássico no início: Back In Black é o nome da faixa 3, que foi gravada no mesmo show da abertura dos trovões, na Inglaterra. Com exceção do final, é a música como ela é na versão de estúdio, sem mexer em nada do arranjo.
Sin City é a quarta faixa e a primeira da "Era Bon Scott", começa com uma pequena fala de Brian Johnson, e se mantém como na versão de estúdio, embora, obviamente, o vocal dá uma outra característica para a música. A parte do  meio em que as guitarras param cria um clima bastante interessante, em especial ao vivo, podendo se ouvir a platéia neste momento.
Who Made Who dá nome à faixa 5, e foi gravada no mesmo show da faixa 2, na Inglaterra. É uma música para dar uma amaciada no clima, já que ela não é tão explosiva quanto à maioria das outras. O grande destaque está nos legatos da guitarra que aparecem em diversas oportunidades no decorrer da música, tanto em regiões médias quanto agudas. Uma boa música para ouvir.
A sexta faixa, Heatseeker, foi gravada no mesmo dia da faixa anterior. Já é uma música mais embalada, mas sem o mesmo apelo que os grandes clássicos do grupo, embora as guitarras, mais uma vez, criam o destaque da música devido à seus riffs, embora existam alguns momentos em que arranjos rítmicos se tornam interessantes.
Fire Your Guns é a segunda música do álbum de divulgação a ser apresentada, esta foi gravada no mesmo show da faixa 3. Mantém uma boa seqüência, já que ela mantém um embalo semelhante à faixa anterior, também com um riff de guitarra como destaque.
A faixa 8, Jailbreak, é uma das músicas que mais tem variações no seu arranjo, começando pela exibição solo de Angus Young, o que também acontece no meio da música. Esta faixa foi gravada no mesmo dia da faixa 6. Vale a pena conferir esta versão, que é bem singular!
O blues clássico do grupo, The Jack, dá uma acalmada no clima, um momento para respirar! Esta versão foi gravada em um show em Moscou, na Rússia, num local chamado Tushino Airfield, no dia 28 de Setembro (o dia do centenário do Peñarol!). O destaque está na interação de Brian Johnson com o público, que canta junto e acompanha a canção no momento antes do solo de guitarra.
Mais uma música do álbum novo: The Razors Edge. Música gravada no mesmo show da faixa 8. É uma música pesada, mas sem grandes momentos, é mais o clima que a guitarra cria que destaca a música, apesar da dobra da caixa da bateria após o refrão.
A faixa 11, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, foi gravada no mesmo dia da faixa anterior e se mantém semelhante à versão de estúdio. É uma boa seqüência, pois assim como a faixa anterior, é pesada, mas não muito embalada, a não ser no momento do solo, que também tem uns legatos, que sobem cromaticamente, bastante interessantes.
Moneytalks é o nome da faixa 12, que também é a última música do CD 1, ela foi gravada no mesmo show da faixa anterior. É mais uma música do novo  álbum, e ela se mantém fiel à versão do álbum de estúdio. Uma das melhores, com um refrão marcante!
O CD 2 abre com Hells Bells e é a primeira faixa com uma versão de uma apresentação fora da Europa. A música foi gravada no Northlands Coliseum, em Edmonton, no Canadá, no dia 22 de Junho. Mais um clássico, com o sino em seu início sendo a marca registrada da música, muito boa música que também se mantém fiel à versão de estúdio.
Are You Ready dá nome à faixa 14, esta versão foi gravada em local desconhecido, mas vale a pena conferir já que é uma música não muito comum de se ver no setlist do grupo, talvez apareça aqui por ser mais uma música do álbum novo de divulgação. Uma das melhores, sou fã deste som, vale a pena conferir.
A faixa 15 é That's The Way I Wanna Rock 'n' Roll, embalada e com um riff inspirador que se mantém por toda parte A, também é uma das melhores apesar de manter as características do arranjo como a versão de estúdio. Também tem local desconhecido, assim como a faixa anterior.
High Voltage, um dos primeiros clássicos do grupo, dá nome à faixa 16, que foi gravada também em local desconhecido, assim como a faixa anterior. Esta versão mantém o arranjo clássico das versões ao vivo, desde a época de Bon Scott, a qual existe uma pergunta e resposta entre o vocal e o público. Muito bacana, cria um clima mais intimista entre banda e público.
A faixa 17 é outro clássico do grupo: You Shook Me All Night Long, gravada no mesmo dia da faixa 7, na Inglaterra. Mantém o arranjo da versão de estúdio, com exceção do final.
Outro grande clássico dá nome à faixa 18: Whole Lotta Rosie, gravada no mesmo show da faixa 9, na Rússia. Versão semelhante à do álbum ao vivo anterior, ainda com Bon Scott, existindo, no começo, um coro da platéia gritando o nome de Angus, o que já se tornou uma marca registrada da música em suas exibições ao vivo. Sou grande fã desta música, nunca é demais ouvi-la!
No dia 20 de Abril, os irmãos Young voltaram à sua terra natal, Escócia, e fizeram um show no S.E.C.C., em Glasgow, o qual tocaram a faixa 19, Let There Be Rock, também com sua versão clássica das exibições ao vivo em que existe um longo trecho em que Angus Young improvisa em sua guitarra, se atirando no chão do palco, deitando e rolando, literalmente! Sempre é interessante ouvir o que sai ao natural da expressão do guitarrista nesta música, pois ela é baseada em improvisos.
No mesmo dia da faixa anterior, o grupo gravou Bonny, música que foi gravada originalmente no lado B do single Jailbreak, porém com o título de Fling Thing. Na verdade esta é uma melodia tradicional escocesa chamada The Bonnie Banks O' Loch Lomond, o mais vibrante é o público cantando a canção junto da guitarra que executa, sozinha, a melodia, realmente muito bom, embora de curta duração!
A faixa 21, Highway To Hell é uma continuação da faixa anterior, por isso também é outra que começa sem fade-in. O arranjo mantém-se fiel à versão de estúdio, com exceção do final. Um outro grande clássico do grupo.
T.N.T. é a penúltima faixa do disco, e foi gravada no mesmo dia da faixa 10. É uma boa música, mantendo o arranjo bem semelhante ao original.
O álbum termina com outro grande clássico do grupo, e, na minha opinião, uma das melhores do grupo: For Those About To Rock (We Salute You), esta versão foi gravada no mesmo dia da faixa 13, e tem como grande destaque os tiros de canhão em seu final, deixando-a como a música perfeita para finalizar o show, ainda mais com o arranjo do final da música que dá um clima de "campo de batalha". A música para finalizar o álbum com chave de ouro!
Ouça um álbum repleto de clássicos de uma das maiores bandas de rock da história!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

AC/DC - Beating Around The Bush (1980)

GÊNERO: NWOBHM
ORIGEM: Austrália (Sydney / New South Wales)
FORMAÇÃO:
Bon Scott (Vocal)
Angus Young (Guitarra)
Malcolm Young (Guitarra)
Cliff Williams (Baixo)
Phil Rudd (Bateria)
.
Este é um single de divulgação da música título, o qual o lado B possui duas músicas em versão ao vivo gravadas no show do dia 2 de Novembro de 1979, no Hammersmith Odeon, em Londres, durante a turnê de divulgação do álbum Highway To Hell. O curioso é que o lado A toca em 45 RPM, enquanto o lado B toca em 33 RPM! Este single foi lançado poucos meses após a morte do vocalista, pelo selo Atlantic. AC/DC dispensa comentários, muitos conhecem e cada um tem sua opinião, o que vale destacar é o trabalho de dinâmica que existe no arranjo das músicas, elas nunca terminam com a mesma dinâmica que começam, existe um crescendo à medida que a música se desenvolve para que a partir do solo tenha seu ápice. Não são todas, mas a grande maioria, e isso, com certeza, faz com que esta seja uma das grandes bandas da história!
.
FAIXA A FAIXA:
O single começa com a música título, Beating Around The Bush, exatamente como sua versão no álbum. É uma música com um riff poderoso que já se apresenta logo no início, complementado com um arranjo cheio de pausas na parte A, o que dá um toque bastante interessante, já que estes espaços são preenchidos pela voz. Na segunda volta a guitarra acompanha a melodia vocal, para depois do refrão começar o solo, com a ideia do crescendo na dinâmica se apresentando, porém a parte A volta como na primeira volta, existindo um segundo solo logo em seguida, o que prepara para o final da música. A expressão vocal dá aquele tempero a mais para a composição. Excelente música, vale a pena conferir!
Live Wire é a primeira das duas músicas ao vivo, é a que abre o show. Não tem exemplo melhor que este para perceber o crescendo na dinâmica da música, embora nesta versão, todos instrumentos já começam forte em comparação à versão de estúdio, mas mesmo assim não perde a intenção. São três acordes executados, alguns deles, no contratempo, enquanto o baixo se mantém pedal em Si, o que causa uma ótima impressão e sensação. Considero uma das melhores músicas do grupo, já tive a oportunidade de apresentá-la ao vivo com um aluno de guitarra e outro de contrabaixo. O riff no momento do solo é muito bom, o qual fica ainda melhor no momento das pausas no final do solo. Realmente excelente!
Shot Down In Flames é a última faixa do disco. Sou um grande fã desta música, ela tem um embalo que poucas composições conseguem ter, além de um riff de guitarra bem blues, mas com cara de rock 'n' roll! O vocal de Bon Scott é outro destaque desta composição que tem um dos solos mais simples do grupo, mas ao mesmo tempo criativo, o que faz toda a diferença, deixando-o um solo que dá vontade de ouvir de novo! Todos devem ouvir!
Ouça o single e confira as excelentes versões ao vivo de dois clássicos do grupo!