sábado, 18 de novembro de 2017

Artillery - Fear Of Tomorrow (1985)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Dinamarca (Taastrup / Hovedstaden)
FORMAÇÃO:
Flemming Rönsdorf (Vocal)
Michael Stützer (Guitarra)
Jorgen Sandau (Guitarra)
Morten Stützer (Baixo)
Carsten Nielsen (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo lançado, após 4 demos, pelo selo Neat. Alguns podem questionar e dizer que se trata de uma banda de speed metal, porém não é veloz o tempo todo, entendo como sendo mais uma banda de thrash. Percebe-se muita influência de Slayer e do Kill 'Em All do Metallica. Acho que há uns 2 anos atrás eles vieram tocar aqui em Porto Alegre, mas perdi e acabei não indo, apesar do interesse. É um som pesado e, na maior parte do tempo, veloz, muito bom, mas as músicas são todas bastante parecidas e o vocal não é dos melhores, aliás, considero este o ponto fraco do álbum. De qualquer forma, não se pode perder a oportunidade de ouvir este excelente álbum lançado nos anos de ouro do metal!
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FAIXA A FAIXA:
1) Time Has Come. O álbum inicia em um clima bem comum de álbuns de metal, com um arranjo em dedilhado da guitarra, mas não sem antes sons de tiros, como em uma guerra, aparecerem. Quando os demais instrumentos iniciam, o som se torna pesado, com bastante riffs de guitarra e certa velocidade na maior parte da composição. Ótima música para iniciar o álbum!
2) The Almighty. Uma das melhores músicas do álbum na minha opinião. Veloz, com bons riffs de guitarra, e um vocal simples que não compromete. Às vezes pode lembrar um pouco de Nuclear Assault! Vale a pena conferir!
3) Show Your Hate. Esta faixa não é tão veloz quanto à anterior, e possui um vocal com bastante reverber que acaba valorizando-o. No mais, mantém as mesmas características das faixas anteriores, porém esta é mais cadenciada.
4) King, Thy Name Is Slayer. Aqui fica evidente, só pelo nome da música, a influência de Slayer! A faixa tem uma introdução bem cadenciada, ideia que se mantém depois, lembrando, algumas vezes, Suicidal Tendencies. Creio ser a música mais lenta do álbum, em suas duas primeiras partes, existindo linhas melódicas que se assemelham à bandas de stoner rock.
5) Out Of The Sky. Muito boa música. Veloz, apesar da introdução mais cadenciada. Considero uma das melhores do álbum. Se alguém quiser chamar o grupo de speed metal é porque ouviu músicas como esta!
6) Into The Universe. Com certeza uma das melhores do álbum. De novo veloz, mas com um vocal mais bacana apesar de arriscar alguns agudos que acabam ficando tímidos, as guitarras são o grande destaque da composição.
7) The Eternal War. Mais uma com uma introdução cadenciada para que depois se torne veloz, mantendo as mesmas características das faixas anteriores. Os dois bumbos direto, com bastante frases e riffs de guitarra que lembram Destruction. O vocal é o ponto fraco, acaba forçando um voval que não tem a manha de fazer, mas de qualquer forma não deixa a faixa ruim!
8) Fear Of Tomorrow. Este é o petardo do álbum. Com certeza a música mais pesada, existindo trechos que alternam o compasso e um refrão mais cadenciado que lembra muito Nuclear Assault, de novo! Na minha opinião, a melhor música do álbum, não deixe de conferir!
9) Deeds Of Darkness. Provavelmente a introdução desta música serviu de influência para bandas de doom metal! Apesar de não ser tão lento e arrastado, as características semelhantes estão evidentes! Porém apenas na introdução (que é extensa se a pensarmos como introdução), já que depois ela se torna veloz. Boa faixa, para finalizar o álbum bem!
Ouça este que é o álbum de estreia de uma grande banda do gênero, e tente não ficar com medo do amanhã!

sábado, 11 de novembro de 2017

Arresting Officers - Land And Heritage (1990)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: EUA (Philadelphia-P.C. / Pennsylvania)
FORMAÇÃO:
Paul (Vocal)
Bob (Guitarra)
Ron (Guitarra)
Steve (Baixo)
Brian (Bateria)
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Este é o segundo e último trabalho do grupo, lançado pelo selo Rock-O-Rama. É um som que lembra um pouco de Blitz (não a do Evandro Mesquita!) e um pouco de Anti Nowhere League, mas com eventuais trechos que lembram bandas de hardcore old school como Circle Jerks. Na minha opinião este é o melhor álbum do grupo, para encerrar a carreira com chave de ouro, pois tem algumas músicas realmente boas. A versão em CD conta com três faixas bônus, lançadas originalmente na coletânea No Surrender! Vol. 3. Vale a pena conferir, um dos melhores álbuns do gênero já lançados!
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FAIXA A FAIXA:
1) Victory In Our Time. O álbum começa matando a pau! Já de início a melhor faixa, com certeza! Embalada, empolgante, refrão sing-a-long... enfim, tudo de bom! Não é muito veloz, mas a seqüência harmônica é muito boa, lembrando bandas de hc old school. Deve ser conferida!
2) Celtic Cross. Boa música, parece um rock and roll devido à sua harmonia, mais cadenciada, mas não tão empolgante. Mantém-se na mesma intenção, não existindo um momento de destaque.
3) Working Class Patriot. Bem ao estilo das bandas Oi! britânicas. Um punk rock bem típico, a velha progressão harmônica I-IV-V, com um acorde de passagem no refrão que acaba dando um "tempero" a mais para a composição. Não é ruim, mas não é das melhores.
4) Lone Wolf. Esta é a balada do álbum! Com um clima mais intimista e introspectivo, até pelo modo menor da tonalidade. Não é tão lenta, mas mantém as características de uma balada! Na verdade me lembra bastante a versão de Holiday In Cambodia do Sister Double Happiness gravada na coletânea Virus 100, o tributo ao Dead Kennedys lançado pela Alternative Tentacles. Vale a pena conferir!
5) Another Blackout. Esta é uma das melhores do álbum, na minha opinião. Um punk rock embalado que se mescla com um skate punk dos anos 80, possuindo intenções excelentes como na parte que antecede o refrão, além do próprio refrão. Isso sem falar dos riffs de guitarra existentes na parte A. Vale a pena conferir!
6) Terrorist Bombs. Outra que considero uma das melhores do álbum. Embalada, com trocas rápidas de acordes e um refrão que empolga, existindo um bom trabalho de dinâmica entre as partes. Boa para andar de skate!
7) Your Money Or Your Life. Esta dá uma cadenciada a mais, querendo, de leve, encorpar elementos de hard rock, principalmente devido às levadas das guitarras. Boa, mas não das melhores.
8) She's A Warrior. Outra que considero uma das melhores doa álbum! Embalada, com trocas rápidas de acordes e com um desenho melódico, no refrão, sensacional, apesar de simples. Vale a pena conferir!
9) Defend Us In A Battle. Música bem ao estilo de fim de álbum, já que esta é a última faixa da versão em Lp. Mais lenta e com uma intenção de saudade, como se quisessem manter a lembrança do momento em que se ouve o álbum pela primeira vez! Mas longe de ser das melhores faixas, porém não é ruim.
10) The Hammer And The Raven. Esta música possui um arranjo de guitarra sensacional, o suficiente para ser lembrada como uma das melhores do álbum, porém o refrão, bem comum para bandas do estilo, acaba tirando esta impressão! De qualquer forma, o riff da guitarra faz com que queiramos ouvi-la novamente!
11) Stop Red Action. Excelente! Com certeza uma das melhores músicas do álbum, tem uma introdução a qual considero um pouco longa, mas que cria uma sensação para começar a música, que tem no refrão o seu ponto forte. É uma música embalada, realmente muito boa, bem ao estilo Blitz.
12) United Skins For Victory. Pode-se confundir, naturalmente, com Anti Nowhere League! Esta é a última faixa do álbum, o último bônus, e longe de ser uma das melhores, apesar de não ser ruim!
Ouça Land And Heritage e sinta o coturno dos americanos nacionalistas direto no seu peito!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Argies - La Frontera (2001)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Argentina (Rosário / Santa Fe)
FORMAÇÃO:
David Balbina (Vocal, guitarra)
Gustavo Pankozo (Guitarra)
Andres Pralong (Baixo)
Héctor Pampa (Bateria)
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Este é o terceiro álbum do grupo lançado através de uma parceria entre dois selos: Cabriten Panchen e Combative. Já havia comentado sobre este álbum em 2010, confira! O curioso é que a banda começou em 1984 e este é apenas o terceiro álbum! Eles levaram 12 anos para lançar seu primeiro álbum. É uma boa banda de punk rock, bastante influenciada pelo punk britânico, mas também muito por Ramones (como toda boa banda de punk rock argentina!), além de possuir elementos de ska ou ritmos latinos, bem como muita pegada de rock. Gosto bastante do álbum, tem duas músicas sensacionais, daquelas que faz o cara querer ouvir de novo, e as outras são boas, mas não tanto! O interessante do grupo é que, com exceção de David Balbina, os músicos estão sempre entrando e saindo do grupo conforme suas vontades, funciona quase como uma cooperativa! Vale  pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Señales Difusas. Esta, na minha opinião, é uma das duas melhores músicas do álbum, realmente muito boa, muito em função do refrão, não que as outras partes não sejam boas, mas não como o refrão. No mais é uma música embalada, mas não veloz, com um bom trabalho de dinâmica. Vale a pena ouvir!
2) Cuerpo A Cuerpo. Boa música, bem ao estilo do punk rock britânico, como bandas como 999 ou Stiff Little Fingers. Um refrão sing-a-long e a tonalidade no modo maior, a torna uma música alegre, com destaque para o arranjo antes do solo.
3) El Último Engranaje. Esta já tem influência de ska. Muito boa música, um ska-punk com leves pitadas de rock. Uma frase da guitarra que se mantém pela parte A valoriza este arranjo, que a parte ska da música, enquanto o refrão já é mais ao estilo punk rock.
4) Optimistas: Despierten!. Música ao estilo Ramones! O refrão foge desta ideia e se assemelha mais a um punk rock britânico. Boa música, mas com nada de especial apesar do esforço da guitarra, que não para de frasear!
5) Mi Pulso. Esta composição também tem influência de ska, embora a melhor referência talvez seja um Clash! O refrão é muito bacana e, para mim, é o ponto forte da música. Dois acordes, mas executados de maneira aberta pela guitarra, dão todo brilho para a composição.
6) Cada Pieza En Su Lugar. Esta é, na minha opinião, a melhor música do álbum e, talvez, da carreira do grupo. Excelente composição, com energia, refrão sing-a-long e constantes frases de guitarra. É obrigatório ouvir esta música, não pode deixar passar, com certeza não irá se arrepender!
7) En Navidad. Um punk rock bem trivial, no estilo das bandas britânicas, mais uma vez. Não tenho certeza, mas acho que esta tem outro cantor, o que, aliás, se torna o ponto fraco da faixa. Não é uma má composição, onde destaco o refrão.
8) La Frontera. Muito boa música, em especial pelo refrão. Outra no estilo punk britânico, com o refrão possuindo acentos no contratempo que dão todo o brilho, apesar de que o arranjo da música foi bem pensado. Muito boa faixa!
9) Arar Lo Arado. Uma das melhores do álbum! Esta tem influência de ritmos latinos, possuindo um swing característico que dá todo um embalo para a música, sendo o ponto alto da composição. A guitarra tem uma frase que se repete, quando não há voz, que também deve ser destacado, pois é uma frase que fica na mente!
10) La Espera. Esta começa bastante embalada, talvez a música mais embalada do álbum, mas não tem nada de especial apesar das frases da guitarra e dos eventuais trechos com a caixa da bateria dobrada.
11) El Último Que Cierra. Esta tem uma mistura de influência de ska e ritmos latinos. Creio ser a música que menos me agrada, mas ainda assim é uma boa faixa. É mais leve que as demais, mas tem uma boa melodia do vocal.
12) Cuna Espléndidad. Última faixa do álbum mantendo o padrão de se assemelhar com as bandas britânicas de punk rock, embora percebe-se eventuais trechos com influência de Ramones. Não é ruim, mas também é uma das piores do álbum, junto com a faixa anterior.
Ouça o punk rock cooperativo dos argentinos na versão La Frontera!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Äpärät - Demo (1982)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: Finlândia (Seinäjoki / Ostrobothnia)
FORMAÇÃO:
Ipe (Vocal)
Junnu (Guitarra)
Kuju (Baixo)
Antero (Bateria)
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Este é o primeiro registro do grupo, que veio a lançar seu primeiro Ep em 1985, sendo estes os únicos lançamentos da década de 80. É um hc / punk bem característico das bandas do país, lembrando Terveet Kädet ou Kaaos. A qualidade da demo não é muito boa, porém é possível ouvir todos instrumentos. A qualidade técnica dos músicos também não é muito apurada, sendo a bateria o destaque, a guitarra fazendo seu papel, com tudo no lugar certo, porém o baixo é o destaque negativo, muito ruim, ele tenta acompanhar a guitarra mas não consegue, ficando em um ritmo isolado dos demais, enquanto que o vocal, bem... digamos que ele grita bem! De qualquer forma a energia toma conta das composições, existindo, inclusive, um cover!
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FAIXA A FAIXA:
1) Nussinut. Esta é, na minha opinião, a melhor faixa da demo, um excelente riff de guitarra, com a bateria embalada e o vocal bem enérgico, mas até certo ponto, grave. O ponto fraco é o baixo fora do ritmo e errando os compassos. Vale a pena conferir!
2) Mutto On Aukialla. Muito boa faixa, porém muito curta, parece mais uma introdução, quando parece que a música vai começar, ela acaba! De qualquer forma é embalada, iniciando só com a bateria.
3) Vittu Vanhemmat - Viina. Esta é a faixa mais trabalhada da demo, iniciando lenta para acelerar depois. O estilo dela lembra um pouco Farmyard Boogie do Chaos Uk. Mais uma vez o baixo é o destaque negativo.
4) No Woman, No Cry. Esta é a faixa que finaliza a demo, e é, na verdade, um cover do Bob Marley, lançado originalmente em 1974 pelo grupo Bob Marley & Wailers. Esta é uma versão que não lembra em nada a original, a letra não existe, sendo cantado (ou gritado) apenas o título da música! O curioso desta composição é que Bob Marley deu os créditos para Vincent Ford, este servia sopa para os mais necessitados em uma cidade chamada Trenchtown, na Jamaica, o qual usou a verba para aumentar seu trabalho.
Curta a Demo de um dos pioneiros do punk no país escandinavo!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Anti Flag - The People Or The Gun (2009)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (Pittsburgh-A.C. / Pennsylvania)
FORMAÇÃO:
Justin Sane (Vocal, guitarra)
Chris Barker (Vocal, baixo)
Chris Head (Guitarra)
Pat Thetic (Bateria)
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Este é o sétimo álbum de estúdio do grupo; após 2 coletâneas, 3 ep's, e 8 split's; lançado pelo selo SideOneDummy. Tive a oportunidade de assisti-los ao vivo (acho que era 2011), e foi um daqueles shows que decepcionam, a banda de abertura, This Is A Standoff, valeu mais o ingresso do que o Anti Flag! Nunca fui um grande adorador do som do grupo, mas ao mesmo tempo nunca consegui encontrar nada ruim, acho que sempre impliquei por achar os membros um pouco poseur! De qualquer forma, o álbum tem músicas muito boas e outras ruins, muito pop. É um punk rock que às vezes se confunde com um pop punk e às vezes com um street punk, lembrando um pouco de AFI, Offspring, Rancid, ou Bouncing Souls. Nada de especial, principalmente tecnicamente, mas com destaque para alguns contracantos à la Offspring ou AFI. Vale a pena ouvir, nem que seja apenas para conhecer, garanto que ruim não vai achar, mas também não vai se empolgar demais!
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FAIXA A FAIXA:
1) Sodom, Gomorrah, Washington D.C. (Sheep In Shepherd's Clothing). Uma das melhores do álbum, música esta que foi apresentada, via myspace antes do lançamento do álbum. Lembra um pouco AFI, tem um refrão mais embalado e sing-a-long. Vale a pena ouvir, de verdade!
2) The Economy Is Suffering... Let It Die. Música com videoclip de divulgação lançado em 2010. Música bem fraquinha, lenta e pop. É uma mistura de um punk rock britânico dos anos 90 com um pop punk do início dos anos 2000! Não curto muito, mas não é ruim, tem seu valor!
3) The Gre(A)t Depression. Esta já melhora um pouco, mas ainda assim não é das melhores. Uma mescla de Clash e Rancid, com uma boa melodia no refrão e um bom embalo na estrofe. É um punk rock com frases melódicas da guitarra, quase uma marcha de "guerra"!
4) We Are The One. Aqui está uma das melhores do álbum: um bom riff de guitarra no início, excelente trabalho de dinâmica e, com certeza, a melhor melodia do álbum na minha opinião. Um refrão bem Offspring, mas lembra AFI. Vale a pena conferir, é daquelas que fazem você ficar cantarolando depois que acaba!
5) You Are Fired (Take This Job, Ah, Fuck It). Uma das melhores do álbum! Com certeza a mais "paulada", a mais veloz e mais enérgica música do álbum! Vocal rasgado e gritado, muita energia e bastante fúria! Não deixe de conferir, realmente vale a pena!
6) This Is The First Night. Um country-pop-punk é a melhor maneira de definir este som! Tem o ritmo e o embalo de um country, mas melodia e harmonia de pop punk! Não curto muito, acho uma das piores do álbum, mas vale a pena conhecer!
7) No War Without Warriors (How Do You Sleep?). Outra que pertence ao grupo das melhores do álbum! Bom riff de guitarra, harmonia que cria um clima de suspense e vocal que aparenta estar resmungando de algo! Vale a pena ouvir, um arranjo bem trabalhado, criando diferentes sensações no decorrer da composição.
8) When All The Lights Go Out. Primeira música do álbum a ter videoclip de divulgação, lançado em 2009 pouco antes do álbum ser distribuído. Não é uma música ruim, mas não é das melhores do álbum, tem seu valor e até chega a empolgar, mas não é veloz e tem um refrão sing-a-long, talvez por isso a escolha dela para o clip!
9) On Independence Day. Talvez a música menos punk rock do álbum, quase um indie, não fosse pela bateria! Muitos não vão concordar, mas, para mim, lembra um pouco de Jesus And Mary Chain! A frase, quase constante, do baixo é bem ao estilo de bandas como Strokes, porém a bateria já sugere um Uk Subs! O refrão é que o momento mais indie da composição. É uma música estranha!
10) The Old Guard. Música de fim de álbum, quase um tom de despedida! Só não é a última faixa devido à faixa bônus que vem após. É um punk rock com leves pitadas de pop, longe de ser das melhores, apesar do refrão embalado e das frases de guitarra, mas vale a pena ouvir.
11) Teenage Kennedy Lobotomy. Esta é uma faixa bônus do álbum. Bem ao estilo de faixa bônus, em tom de comédia, porém é uma boa faixa, apesar da arriada, existindo um contracanto que gruda na mente!
Ouça The People Or The Gun e descubra de lado você está!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Anthrax - Spreading The Disease (1985)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Joey Belladonna (Vocal)
Dan Spitz (Guitarra)
Scott Ian (Guitarra)
Frank Bello (Baixo)
Charlie Benante (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, o primeiro com o vocalista Joey Belladonna e o baixista Frank Bello, lançado pelo selo Megaforce. Só não é a apresentação destes dois integrantes aos fãs, pois meses antes já haviam lançado seu primeiro Ep, Armed And Dangerous. Talvez o álbum mais heavy metal do grupo, e, ao mesmo tempo, o mais eclético! Percebe-se que a banda está em uma fase de transição neste álbum, não tem uma característica para todas as músicas, algumas com características de thrash metal, outras de heavy metal, outras speed metal, provavelmente compostas logo após Fistful Of Metal, pois mantêm a mesma característica, e até hardcore! O vocal de Belladonna talvez tenha trazido essa "incerteza" em relação ao estilo de som que fariam, já que tem uma técnica e timbre bem diferente de Neil Turbin, vocalista no primeiro álbum. Gosto bastante deste álbum, é daqueles que dá vontade de ouvir de novo, não sendo enjoativo ou repetitivo, isso sem falar que a energia está transbordando em cada composição!
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FAIXA A FAIXA:
1) A.I.R.. O álbum começa já com um petardo! Uma das melhores músicas do álbum, existindo brechas para que o "novo" vocal Belladonna mostre ao que veio, e, claro, este não deixa a peteca cair! É uma música veloz, porém com algumas partes cadenciadas e pausas, além de riffs velozes e precisos. Realmente muito boa música!
2) Lone Justice. Esta já é mais lenta que a faixa anterior, com características mais heavy metal também, menos thrash. Ótima música, embora não a considere uma das melhores do álbum. Os riffs de guitarra e o vocal são o grande destaque desta composição.
3) Madhouse. Esta é a música de trabalho do álbum, existindo um videoclip de divulgação. Acho que não foi a melhor escolha, já que considero esta uma das piores faixas do álbum. Não chega a ser ruim, mas não empolga. Lenta, apesar de acelerar antes do refrão, e com riffs de guitarra bem thrash.
4) S.S.C. / Stand Or Fall. Mais uma ótima faixa, veloz e com frases e riffs de guitarra que fazem toda a diferença, inclusive a introdução que se apropria de uma segunda menor na escala, possuindo, apesar dos dois bumbos, um pré-refrão bem heavy metal, e um refrão bem hard rock! O desenho melódico do vocal é bem interessante, principalmente no pré-refrão.
5) The Enemy. Na minha opinião, esta é a pior música do álbum. É lenta com ritmos em cavalgada (colcheia - semi-colcheia - semi-colcheia), lembra bastante Black Sabbath da mesma época, algo como o Seventh Star ou The Eternal Idol. Enfim, não é ruim, mas não dá vontade de ouvir de novo, além de ter longa duração.
6) Aftershock. Uma das melhores do álbum, veloz, empolgante, com dois bumbos e riffs de guitarra que fazem a diferença, além da linha melódica, que também é muito boa. Mais um speed metal que thrash. Muito boa composição, vale a pena ouvir!
7) Armed And Dangerous. Esta é uma das duas músicas do álbum em que a letra foi escrita por Neil Turbin. A faixa inicia com um arranjo arpejado da harmonia sob uma melodia típica de heavy metal, quase uma balada, porém depois o ritmo e a levada alteram-se e a música se torna quase um NWOBHM, lembra bastante a banda Acid. Vale a pena conferir!
8) Medusa. Se a faixa anterior inicia com característica de heavy metal, esta é um heavy metal! Não é muito veloz, mas lembra bastante Judas Priest e Iron Maiden, devido ao refrão e melodia vocal, respectivamente. No refrão a música dá uma embalada, retornando para o mesmo pique de antes. Não é das melhores, mas não é ruim!
9) Gung-Ho. Na minha opinião esta é a melhor música do grupo, esta é a outra música a qual a letra foi escrita por Neil Turbin. Veloz, embalada, com energia e expressão. Tudo está no lugar certo! Na parte A ela é um speed / thrash, com os dois bumbos alternados o tempo todo, enquanto que o refrão é um hardcore bem característico! No final ainda tem uns arranjos que destoam de toda a música, quase uma Coda! Com certeza vale a pena ouvir, com certeza vai querer ouvir de novo, e de novo, e de novo...
Ouça o álbum, um dos melhores da carreira do grupo, com certeza!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Annihilator - Bag Of Tricks (1994)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Canadá (Ottawa / Ontario)
FORMAÇÃO:
Jeff Waters (Vocal, guitarra, baixo)
Wayne Darley (Vocal, baixo)
Randy Rampage (Vocal)
Coburn Pharr (Vocal)
Dave Scott Davis (Guitarra)
Neil Goldberg (Guitarra)
Ray Hartmann (Bateria)
Mike Mangini (Bateria)
Paul Malek (Bateria)
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Primeira coletânea lançada pelo grupo, depois de 3 álbuns de estúdio, através do selo Attic. Embora seja considerado uma coletânea, apenas uma faixa existe em um dos três álbuns anteriores, e, mesmo assim, está remasterizada. Existem músicas inéditas, outras ao vivo, demo, ou apenas uma outra versão, e demonstra bem a carreira do grupo até então, o que é perceptível à medida que o álbum se desenvolve. As gravações do álbum variam do período entre 1986 e 1992. Considero mais interessante o início da carreira do grupo, com músicas mais velozes. É um grande nome do thrash mundial, poderiam ter mais destaque, já que não perdem em nada para bandas como Anthrax, por exemplo. De qualquer forma, opinião é opinião, escute o álbum e forme a sua própria!
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FAIXA A FAIXA:
1) Alison Hell (Remastered Version). Versão exatamente igual ao do álbum, porém remasterizada, priorizando os graves. Talvez o grande clássico do grupo, existindo, inclusive, videoclip de divulgação. O curioso é que ela foi gravada primeiro com Dennis Dubeau nos vocais, porém por acharem muito melódico, Randy Rampage regravou-a, mas é possível ouvir a voz de Dennis em uma ponte. Uma das melhores músicas do grupo, com certeza!
2) Phantasmagoria (Demo Version). Esta faixa faz parte de uma demo de pré-lançamento do álbum Never, Neverland, ainda com Randy Rampage nos vocais, aliás as três faixas da demo são as últimas gravações do vocalista com o grupo. Bem interessante de se ouvir, principalmente em função do vocal!
3) Back To The Crypt. Música inédita, nunca lançada antes, também pertencente à demo da faixa anterior, ela nada mais é do que um novo arranjo para as faixas da primeira demo com novas letras. Não foi lançada em Never, Neverland devido ao fato de que queriam lançar material novo.
4) Gallery. Música veloz com uma introdução densa e arrastada, também música antiga de suas primeiras demos, e versão também pertencente à mesma demo das duas faixas anteriores. Também não entrou em Never, Neverland devido ao mesmo motivo da faixa anterior, embora a introdução esteja presente na faixa título do álbum.
5) Human Insecticide (Live). A melhor faixa do álbum, na minha opinião. Versão gravada durante a turnê de divulgação de Alice In Hell, com Randy Rampage nos vocais. Esta mesma versão se encontra na compilação Thrash The Wall. Última faixa de seu primeiro álbum de estúdio, o grupo prova que ao vivo a energia e pegada é a mesma!
6) The Fun Palace (Extended Mix). Esta versão é igual à do álbum, porém com algumas partes a mais que foram cortadas durante a edição da versão para Never, Neverland. Entre elas estão um riff logo após o refrão, e a introdução em uma parte logo antes da primeira estrofe, totalizando 30 segundos a mais em relação à versão original.
7) W.T.Y.D. (Live). Inicia aqui uma seqüência ao vivo gravada em um show em San Antonio, Texas, no final de 1990. Estas versões contam com Coburn Pharr nos vocais. Esta versão está presente no single Stonewall.
8) Word Salad (Live). Mais uma faixa gravada no mesmo show da faixa anterior. Música do Alice In Hell com vocal de Coburn Pharr, faixa que também está presente no single Stonewall.
9) Live Wire (Live). Mais uma faixa do show no Texas, porém esta é inédita, primeira vez lançada, e justo um cover, este do AC/DC. Quando o cover é feito por pessoas que realmente gostam daquela música, isto fica evidente, é o que acontece aqui, todos "suspiros" da versão original estão, ao menos, tentando executar, aqueles detalhes que se tornam óbvios no ouvido de um verdadeiro fã! A bateria é o instrumento que mais mexe no arranjo, mas nada de diferente, apenas a mais. Excelente versão, um dos melhores covers de AC/DC que já ouvi.
10) Knight Jumps Queen (Demo Version). Aqui o álbum começa a ficar mais fraco, não por ser uma música do terceiro álbum, Set The World On Fire, mas por ser lenta. Lembra muito Anthrax! O interessante desta versão é que é com Coburn Pharr nos vocais.
11) Fantastic Things. Com certeza a pior faixa do álbum: lenta e com pouca distorção nas guitarras, sendo o curioso da faixa o fato de que os vocais são executados pelo baixista Wayne Daley. A música pertence à mesma demo da faixa anterior e foi regravada para o álbum Set The World On Fire, porém descartada após.
12) Bats In The Belfry (Demo Version). Esta é uma versão com Coburn Pharr nos vocais, a mixagem não é aprimorada, provavelmente por estarem tocando-a em um período no qual procuravam um novo vocalista. Com exceção da bateria, a música foi toda regravada para o álbum Set The World On Fire.
13) Evil Appetite. Esta é a versão original de Don't Bother Me, que antes ainda havia se chamado Passing By, porém com outra letra e, com exceção da bateria, outra gravação do instrumental. Esta faixa também foi gravada na mesma demo da faixa anterior.
14) Gallery '86. Aqui começa as três últimas faixas do álbum, pertencentes à primeira gravação do grupo, em 1986. Estas faixas foram gravadas no porão da casa de Jeff Waters, o qual também é responsável pelos vocais.
15) Alison Hell '86. Bem rudimentar esta versão, mas com os mesmos elementos da versão clássica! Alguns detalhes diferentes como a introdução, que tem menos informações, mas uma excelente versão, mesmo que demo.
16) Phantasmagoria '86. Última faixa do álbum e pertencente à primeira demo do grupo, como as duas faixas anteriores, aliás, esta mantém as mesmas características das anteriores.
Curta Bag Of Tricks e conheça as origens de uma das melhores bandas de thrash metal mundial!

sábado, 7 de outubro de 2017

Angelic Upstarts - Live From The Justice League (2001)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (South Shields / Tyne And Wear)
FORMAÇÃO:
Mensi - Thomas Mensforth (Vocal)
Tony Van Frater (Guitarra)
Gaz Stoker (Baixo)
Laney (Bateria)
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Este é o sexto álbum ao vivo do grupo após 9 álbuns de estúdio, e foi lançado pelo selo TKO. É um álbum ao vivo, então possui vários clássicos do grupo. O interessante é que o disco não teve a parte da banda editada, pois percebe-se alguns erros por parte da banda, em especial do baixo, o que, aliás, se torna o ponto fraco do álbum. No set list do show ainda tinha espaço para 3 covers! É um dos grandes nomes da explosão do punk rock britânico do final da década de 70, o nome do grupo fala por si só, mantendo a mesma pegada do punk rock da época, este álbum merece ser apreciado com respeito!
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FAIXA A FAIXA:
1) Never 'Ad Nothin'. O álbum inicia com um grande clássico do grupo, mostrando que não estão para brincadeira! Muito bem executada por parte de todos, esta é um típico punk rock inglês, as guitarras lembram um pouco Vibrators (ou talvez outra banda da época!), existindo contracantos típicos do street punk ou Oi!. Vale a pena conferir!
2) Teenage Warning. Outro clássico do grupo, faixa título do primeiro álbum, de 1979. O início do show bem enérgico, apresentando músicas que fizeram o nome do grupo. Esta possui as mesmas características da faixa anterior, um exemplo perfeito de punk rock inglês!
3) Leave Me Alone. Esta faixa já é um pouco mais embalada e um pouco mais "raivosa" que as anteriores, possuindo um riff em ostinato na parte A que fica na mente! No mais é um rock mais acelerado e com um refrão marcante. Boa música.
4) Solidarity. Se a faixa anterior era mais embalada, esta é o inverso! Uma das músicas mais lentas do álbum, porém com uma excelente melodia, tornando esta uma das melhores faixas do álbum, muito devido à dinâmica da música. Apesar de lenta, é tocante, porém aqui começam os erros de Gaz Stoker.
5) Last Night Another Soldier. A música que inspirou o Misfits a compor Die Die My Darling! É incrível a semelhança, se eles quisessem processar o Misfits por plágio, com certeza ganhariam a causa! Já ouviu Die Die My Darling com refrão à la Adicts?! Basta ouvir esta faixa!
6) Machine Gun Kelly. Aqui começa a grande seqüência do show, na minha opinião. Esta é uma das melhores: embalada e com fúria, mais um street punk que punk rock, com troca rápida de acordes e um refrão bem característico do gênero.
7) Kids On The Street. A melhor faixa do álbum na minha opinião. Com uma progressão de acordes pausada e, após, a mesma progressão com riffs de guitarra no meio fazem esta se tornar uma das melhores músicas do grupo, além do refrão com outro estilo, mas também com riff de guitarra. Vale a pena conferir!
8) Two Million Voices. Outra que está entre as melhores do álbum. Esta tem um refrão sensacional, no estilo sing-a-long! Porém a parte B também é muito boa, mantendo a mesma intenção do refrão.
9) I Understand. Depois de uma seqüência fulminante, o grupo decide dar um tempo para o público respirar, descansar ou tomar um ar, já que esta é a faixa mais lenta do álbum, quase um dub devido à linha de baixo em ostinato e a levada da bateria, porém o vocal e a guitarra dão outro sentido que não o dub. Não é uma faixa ruim, apesar de lenta.
10) Woman In Disguise. Depois do sossego, mais um dos grandes nomes do grupo! Punk rock inglês alegre, provavelmente influência para o bubble gum que viria a existir anos mais tarde, bem característico do gênero. Muito boa faixa.
11) Police Oppression. Se antes o grupo serviu de inspiração para o Misfits, aqui eles servem de inspiração para o Garotos Podres, já que é muito parecida com Papai Noel Velho Batuta! Simples, mas boa música.
12) White Riot. Este é o primeiro cover apresentado pelo grupo. Música composta por Joe Strummer e Mick Jones e originalmente gravada pelo grupo Clash. Bastante fiel à versão original, esta se torna uma das melhores faixas do álbum.
13) I'm An Upstart. Um punk rock no estilo rock 'n' roll, com riffs e seqüência harmônica de 3 acordes (I-IV-V) e um refrão raivoso, acontecendo a dobra da caixa da bateria. Existe algumas falhas da guitarra nesta faixa.
14) The Murder Of Liddle Towers. Para mim esta é a melhor música do grupo, porém esta versão está muito ruim. A guitarra falha no meio, o baixo erra demais e como já está no final do show e os membros da banda já não são novos, ela passa uma sensação de exaustão para quem ouve, mas mesmo assim continua sendo uma ótima música!
15) Two Pints Of Lager. Aqui começa o bis do show, e com mais um cover, desta vez do grupo Splodgenessabounds. Que também já é uma versão da música Two Little Boys composta por Theodore Morse em 1902, mas que se tornou conhecida na Grã-Bretanha em 1969. Muito semelhante à música do Clash interpretada antes.
16) If The Kids Are United. A segunda música do bis, e última do show, também é um cover. Composta por Dave Guy Pasons e Jimmy Pursey e originalmente gravada pelo grupo Sham 69, creio esta ser uma das músicas do punk rock inglês mais tocadas por outros artistas, e, sim, tem um bom motivo, pois a música é realmente boa, fechando o álbum com chave de ouro!
Ouça o álbum ao vivo, de uma das maiores referências do gênero, mais de 20 anos após sua criação!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Amoebic Dysentery - Scatological Splat (2003)

GÊNERO: Grindcore
ORIGEM: EUA (Atlanta-F.C. / Georgia)
FORMAÇÃO:
Alex Cox (Vocal, guitarra, bateria, programação)
Zeek The Plumber (Guitarra)
Dan Ratanasit (Baixo)
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Este é um split com mais 5 bandas: Abosranie Bogom, Smothered Brothers, D.S.O., Uterus, e Feculence. Lançado pelo selo Fecal Matter Discorporated, este é o segundo split e terceiro registro lançado pelo grupo. A gravação é muito boa, podendo perceber os detalhes do arranjo, que por sinal, é muito bem feito. O vocal, apesar de grave ao extremo, é muito bem executado, assim como os riffs de guitarra. Vale a pena conferir! É apenas uma faixa, mas é como se fossem várias músicas em uma faixa apenas!
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FAIXA A FAIXA:
1) Coprophagic Zoophilism. A música possui várias edições de conversas ou falas entre as partes musicais, inclusive, começa a faixa assim! O instrumental sempre com muita distorção nos instrumentos de corda, existindo trechos com blast beat, outros mais cadenciados, vocal varia entre o grave e o gritado, existindo eventuais trechos "hilários"e sendo a qualidade da gravação um dos pontos positivos da faixa, o que torna a música, apesar do peso, agradável de se ouvir!
Vale a pena conferir! Quem curte o estilo vai curtir, pois é muito boa banda!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Alto Riesgo - Nada Nuevo (2006)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Chile (Iquique / Iquique)
FORMAÇÃO:
Gou (Vocal / Baixo)
Boero (Guitarra)
Robot (Guitarra)
Gonza (Bateria)
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Este é o terceiro álbum do grupo e foi lançado de maneira independente. O instrumental da banda é muito bom, com músicas bem compostas e arranjadas, porém a qualidade de gravação e, principalmente, o vocal deixam muito a desejar. A qualidade não chega a ser ruim, mas não masterizado e a mixagem não é das melhores, típico dos estúdios da América Latina na época! O vocal é, às vezes, desafinado e sua técnica vocal é praticamente nula, o que diminui a qualidade das músicas consideravelmente. O instrumental é muito bom, em especial as guitarras, embora a bateria também merece ser reconhecida! Um hardcore veloz na maioria do tempo, lembra um pouco No Use For A Name e Nada Que Hacer. Boa banda, para quem gosta do gênero vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. Talvez a melhor faixa do álbum pelo fato de ser instrumental! Veloz, com riffs de guitarra oitavados, porém com variação de cadência a partir da metade da composição, existindo variações rítmicas no arranjo. Boa música!
2) Adónde Vas?. Parece uma continuação da primeira faixa, tanto que elas estão emendadas. Inicia no mesmo pique da primeira faixa, dando uma expectativa muito boa do que está por vir, porém quando o vocal entra a empolgação vai murchando. De qualquer foram esta é uma das melhores faixas do álbum: veloz e bem arranjada, existindo variações de cadência no decorrer da música.
3) El Tiempo En La Ciudad. Na minha opinião, a melhor faixa do álbum, mantendo as mesmas características da faixa anterior, porém com um arranjo mais trabalhado no que diz respeito à dinâmica. Uma pena é o vocal.
4) Trágica Sesión. Boa música, mas nada empolgante, um riff oitavado, na guitarra, bem ordinário, pouco criativo, mas interessante, em especial quando não está sob a voz. Boas variações no arranjo que, aliás, creio ser um dos melhores do álbum.
5) Nada Nuevo. Com certeza a pior música do álbum. Um pop punk bubblegum com vocal desafinado! Muito fraquinha a música, lenta e sem nada de especial, chega a ser ruim. O baterista parece não gostar de tocar, pois não tem a mesma expressão das demais. Entende-se porque quando a ouvimos!
6) Queda Nada. Volta a velocidade o que dá um alívio! Esta música tem a participação de um vocal feminino que eu não sei quem é! Esta é a música em que o vocal mais desafina, principalmente por tentar cantar grave e não alcançar a nota. O instrumental é bem trabalhado.
7) Al Final. Muito boa composição, mantendo as características da banda: velocidade, riffs de guitarra e vocal desafinado, que, por sinal, é o que estraga a música que tinha tudo para ser uma das melhores não fosse a voz!
8) Qué Esperabas?. Mesmas características da faixa anterior, porém com variações de cadência, o que a deixa mais lenta, porém com arranjo mais trabalhado, além de boas frases da guitarra. Mais uma vez o problema está na voz.
9) Congelandomi. Apenas guitarra e voz consistem esta que é a última faixa do álbum! A segunda pior música do álbum, lenta, mas com o vocal mais afinado, é uma boa música para finalizar o álbum.
Escute Nada Nuevo e curta o som da terra que um dia pertenceu ao Peru!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

All You Can Eat - Too Fat For Love (1998)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (São Francisco-S.F.B.A. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Devon Morf (Vocal)
Danny Buzzard (Guitarra)
Craig Billmeier (Baixo)
Myron Isaacs (Bateria)
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Single lançado como um split, com a banda Your Mother, pelo selo Probe. Longe de ser um dos melhores lançamentos do grupo, muito pelo contrário, a capa se torna mais interessante que as músicas! Aliás, estas são todas versões de músicas do filme Grease (ou em português: Nos Tempos Da Brilhantina). Não chega a ser músicas ruins, porém não dão vontade de ouvir de novo! Perdi a oportunidade de assisti-los ao vivo, descobri sobre o show depois que ele já tinha acontecido! Acho que foi 1999 ou 1998. Muito escrachado, principalmente os vocais, a banda que já tem por costume ser uma banda "arriada" (comprovado pela capa!), se superou neste lançamento! De qualquer forma, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Branded At The Drive-In. O single inicia com a música mais veloz, porém ela não se mantém neste pique até o final, diminuindo a velocidade a partir da metade da composição. O vocal está muito "bagunçado" e é o ponto fraco da música, além de o arranjo também não ser dos melhores.
2) Buh-Hutt, Ohhh.... Com certeza a melhor música do single. Lembra um pouco melodias de country ou psychobilly, sendo o ponto forte o vocal feminino que existe e não sei quem canta. Realmente vale a pena conferir!
3) Crickey Dick!. Música executada apenas com um banjo e voz. Lembra música de caipira norte-americano! Mais uma música escrachada, a música ideal para finalizar o single!
Ouça Too Fat For Love e dê boas risadas com uma das bandas mais arriadas que conheço!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

All - Dot (1992)

GÊNERO: Pop Punk
ORIGEM: EUA (Los Angeles-L.A.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Scott Reynolds (Vocal)
Stephen Egerton (Guitarra)
Karl Alvarez (Baixo)
Bill Stevenson (Bateria)
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Este é o terceiro single do grupo, lançado como divulgação de seu quinto álbum de estúdio, Percolater, pelo selo Cruz, e é o último trabalho lançado com Scott Reynolds, segundo vocalista do grupo. São músicas bem compostas, alegres e sem fúria, mas a qualidade técnica e sincronia do grupo, que tocam junto há quase uma década antes deste lançamento, desde os tempos de Descendents, fazem todo diferencial, existindo, ainda, um cover. Mesmo que as composições sejam fracos, os arranjos se superam e tapam os buracos deixados pela composição, dando um atrativo bastante interessante! Vale a pena ouvir, é a prova de que bons arranjos podem salvar uma composição!
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FAIXA A FAIXA:
1) Dot. Faixa título que possui, inclusive, videoclip de divulgação. É uma composição alegre e suave, mas com arranjos que fazem toda a diferença, frases de guitarra, variações rítmicas, pausas e acentos, somados a um vocal com um belo desenho melódico é o que caracteriza a música de divulgação! Vale a pena ouvir!
2) Boy Named Sue. Este é um cover, originalmente gravado na versão de Shel Silverstein, mas popularmente conhecido na versão de Johnny Cash. É um country-punk! Me lembra bastante o álbum Slippery When Ill do Vandals, não tem como explicar melhor!
3) Can't Say. Última faixa do single que, na minha opinião, é a melhor. É a mais embalada, com melodia típica de Ramones, porém com arranjo instrumental que, mais uma vez, faz toda a diferença. Enfim, mantém as mesmas características da primeira faixa, porém mais embalada!
Ouça o "ponto" de "tudo" e escute belos arranjos com melodias cativantes!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Alice Donut - Three Sisters (2004)

GÊNERO: Indie
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Tomas Antona (Vocal)
Michael Jung (Guitarra)
David Giffen (Guitarra)
Sissi Schulmeister (Baixo)
Stephen Moses (Bateria)
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Este é o sétimo álbum de estúdio do grupo, primeiro dos anos 2000, lançado pelo selo Howler. Este álbum já havia sido postado, aqui, em 2009, confira. Eu sou um grande admirador do grupo, porém, este não é dos meus álbuns preferidos, embora seja muito bom! Não é um álbum muito experimental como muitos outros do grupo, com raras exceções, as composições são executadas com formação básica de rock (voz, baixo, guitarra e bateria), sem muita "invenção"! Existe uma faixa em 5/8 e alguns acentos deslocados, mas nada de mais se comparado à outras épocas do grupo! De qualquer forma, vale a pena ouvi-lo, tem excelentes composições.
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FAIXA A FAIXA:
1) Kiss Me. O álbum começa com uma grande música, bem ao estilo Alice Donut de outros álbuns, com pausas e groove, além do fuzz a toda! Muito boa composição, vale a pena conferir!
2) Mr. Pinkus. Esta já se assemelha mais a um punk rock ou uma banda grunge. Embalada, sem frescura e trocas rápidas de acordes. Muito boa.
3) Wired. Com exceção da introdução, esta faixa se assemelha muito à anterior, embora seja mais lenta. A introdução (que aparece depois, no meio) é bem característico do grupo, com toques simples na caixa da bateria. Muito boa composição!
4) She Tells Me Things. Talvez a música mais trivial do álbum, sem nenhum detalhe a mais além dos arranjos de cada instrumento, mas embalada, lembra um punk rock. Também muito boa, principalmente no momento das pausas dos instrumentos no meio da música.
5) Running Arms In The Phillipines. Composição bem ao estilo do grupo, para mim, uma das melhores do álbum. Acordes abertos e um refrão que fazem toda a diferença, além dos arranjos da guitarra, no refrão. Vale a pena conferir!
6) Cost. Mais uma música ao estilo Alice Donut, esta com aquele toque "sombrio" para a intenção. Pouco drive (embora o baixo tenha um em um momento) e muita intenção e expressão, é o que fazem a música ser considerada muito boa!
7) Problems. Mais uma música trivial, ao estilo da faixa 4, porém com backing vocals que fazem todo o diferencial. É simples, mas é boa!
8) Up Is Down. Para mim, a melhor faixa do álbum, com certeza. Diferentes nuances durante a composição, bons trabalhos de dinâmica e expressão. Vale a pena conferir! O refrão com a caixa da bateria dobrada é a "cereja do bolo" da composição!
9) Helsinki. Música bem ao estilo Alice Donut, com riffs e acentos deslocados e um refrão sing-a-long muito bom. Também uma das melhores do álbum. Esta faixa possui um videoclip de divulgação que vale a pena conferir.
10) Kcick. Digamos que esta é a balada do álbum! Porém uma balada mórbida! É uma música lenta com intenções sombrias. Não me agrada muito, creio ser uma das piores do álbum.
11) Farmer's Almanac. Esta tem compasso 5/8! Excelente! Dá um aspecto de que tem alguma coisa fora do lugar, com certeza uma das melhores só por causa desta parte, já que o refrão é bem sem sal, mas a composição compensa só pela parte do 5/8!
12) Setting Sun. O álbum fecha com uma música que tem na guitarra o seu destaque, através dos riffs e das dissonâncias. Não é das melhores, mas é bacana, sem nada de especial, mas não é enjoativa, vale a pena conferir.
Escute as três irmãs e perceba as "viagens" deste excelente grupo!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Albert King - Live '69 (2003)

GÊNERO: Blues
ORIGEM: EUA (Indianola-S.C. / Mississippi)
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Show gravado em 1969, casualmente no dia do meu aniversário, 29 de Maio, porém lançado somente em 2003 pelo selo Tomato. Não encontrei informações sobre os músicos que fizeram parte do álbum, além do próprio Albert que canta e toca guitarra, infelizmente. Um dos 3 kings do blues, este que é conhecido principalmente pelos bends que faz na guitarra, que por sinal, tem nome: Lucy! Além dos bends, que são feitos puxando as cordas para baixo já que ele é canhoto, mas não inverte as cordas para tocar, deixando a corda aguda em cima; a dinâmica que existe em suas composições e arranjos são algo espetacular. Para acompanhá-lo, é preciso ter um bom feeling e executar de acordo com o que a música pede. Muito bom o álbum, recomendo ouvi-lo, não irão se arrepender!
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FAIXA A FAIXA:
1) Introduction. A primeira faixa é uma introdução ao álbum. Existe uma apresentação enquanto a banda mantém uma harmonia bem característica de blues, com a dinâmica bem leve, até a guitarra começar o solo, quando então os instrumentos sobem a dinâmica.
2) Why Are You So Mean To Me. Um blues típico com seu chorus de 12 compassos em compasso simples, com a guitarra preenchendo os espaços com frases. Uma boa música para iniciar um show!
3) As The Years Go Passing By. Esta é, para mim, a melhor faixa do álbum. Um blues em compasso composto com a intensidade extremamente fraca, o que dá um clima muito interessante para a composição, que tem seu brilho através das inserções da guitarra e da execução do vocal. Som para ouvir relaxado (ou para relaxar?!)!
4) Please Come Back To Me. Mais um blues em compasso composto, mas este com a intensidade um pouco mais forte que a faixa anterior, embora mantenha as mesmas características.
5) Crosscut Saw. Esta já volta ao compasso simples, com a intensidade padrão, além de possuir um bom groove em sua levada, na intenção de Rock Me Baby, do outro King! Muito boa música!
6) Personal Manager. Mais um blues em compasso composto e, para mim, uma das melhores do álbum, principalmente devido às frases de guitarra.
Ouça o álbum e sinta toda emoção de um dos 3 reis do blues!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aiden - Rain In Hell (2006)

GÊNERO: Emo Core
ORIGEM: EUA (Seattle-K.C. / Washington)
FORMAÇÃO:
William Francis (Vocal, teclado)
Angel Ibarra (Guitarra)
Jake Wambold (Guitarra)
Nick Wiggins (Baixo)
Jake Davison (Bateria)
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Este é o quarto lançamento do grupo, segundo Ep, e foi lançado pelo selo Victory. Não é um álbum muito bom, exceto pelas duas faixas cover que possui. É uma banda que muitos dizem que é post hardcore, mas pra mim é emo, não difere muito. A influência de AFI dos anos 2000 é evidente, existindo um clima "sombrio" no visual e nas temáticas do grupo, por isso muitos consideram a banda como horror punk. Mas na boa, até se percebe influência de Misfits, mas colocar as duas bandas no mesmo lugar não tem como, por isso continuo categorizando como emo! Vale a pena conferir pelas faixas cover, as outras são ruins, bem fraquinhas.
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FAIXA A FAIXA:
1) A Candlelight Intro. Uma faixa bem de introdução, com sons de trovão e tempestade que logo vai aparecendo os instrumentos, iniciando por um dedilhado da guitarra com o mesmo acorde da versão de Halloween do Alice Donut!. Quando a voz entra, os instrumentos executam a mesma frase rítmica com constantes pausas. Bem clima de introdução mesmo.
2) The Suffering. Um bom embalo na estrofe, porém o refrão dá uma cadenciada e transforma o único elemento agradável de se ouvir em algo desagradável! A melodia vocal é o ponto fraco, muito "meloso" e "chorão". Os arranjos instrumentais são o que a música tem de melhor em termos de criação.
3) We Sleep Forever. Música com videoclip de divulgação, este é o melhor exemplo da influência de AFI dos anos 2000. Já melhor que a faixa anterior, mas ainda assim bem fraquinha, casualmente com as mesmas características da faixa anterior.
4) White Wedding. Sem sombra de dúvidas a melhor música do álbum, disparado! Esta é um cover do Billy Idol, lançado originalmente em seu álbum homônimo, em 1982. Bem hard rock, com baixo pedal, bateria bem marcada e riffs bem interessantes de guitarra, realmente vale a pena ouvir!
5) Die Die My Darling. A segunda melhor faixa do Ep, um cover de Misfits lançado originalmente em 1983, no álbum Earth A.D., porém gravada durante as sessões de Walk Among Us, em 1981. Existe uma diferenciação no arranjo em relação à original, mas nada que comprometa a composição, porém nada de especial também. Muito boa a versão, vale a pena conferir.
6) Silent Eyes. Esta é a última faixa do Ep, uma versão acústica, apenas violão e voz. Uma boa escolha para finalizar o álbum, mas com certeza a pior faixa do álbum, muito deprimente já que ela foi feita em homenagem ao baterista John Holohan. Válido pela homenagem.
Escute o álbum para conferir, ao menos, as duas versões cover, não irá se arrepender!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Agressor - Orbital Distortion (1989)

GÊNERO: Black Metal
ORIGEM: França (Antibes / Provence Alpes Côte d'Azur)
FORMAÇÃO:
Alex (Vocal, guitarra)
Laurent (Baixo)
Thierry (Bateria)
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Esta é a quinta demo do grupo, lançada de maneira independente pouco antes de seu primeiro álbum, tanto que todas as músicas desta demo estão no seu álbum de estréia. É aquele típico black metal da década de 80 que às vezes se confunde com o thrash, lembra bastante Possessed, porém com vocal mais grave. É interessante a mixagem da voz que mantém um reverber constante, dando a sensação de um vocal mais sepulcral! Veloz e com belos riffs, recomendo ouvir esta demo e ter uma noção do som que o grupo fazia na época!
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FAIXA A FAIXA:
1) Paralytic Disease. Som veloz, com constantes riffs de guitarra e com levada em blast beat em alguns momentos, existindo uma parte mais cadenciada no momento do solo, mas que não dura muito tempo. Enfim, uma ótima música para abrir a demo.
2) Bloody Corpse. Esta música tem uma introdução mais cadenciada, à la Metallica (aparece, também, na metade da música), mas que não dura muito tempo, para logo em seguida vir o petardo! Com um riff bem estilo Possessed e um vocal grave e rouco acompanhado de uma bateria veloz, às vezes executada em blast beat, são as características deste som. Muito boa música!
3) Elemental Decay. Na minha opinião, a melhor faixa da demo, palhetadas rápidas, embalo na levada, blast beat, e, claro, o vocal grave, além de eventuais riffs no estilo Possessed são as características da música que encerra a demo, porém existe um trecho cadenciado no meio da composição. Música pra fechar a demo com chave de ouro!
Ouça a demo e escute a porrada dos franceses!

domingo, 13 de agosto de 2017

Aggression - Forgotten Skeleton (2004)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Canadá (Montreal / Quebec)
FORMAÇÃO:
Butcher - Éric Langlois (Vocal)
Burn - Bernard Caudron (Guitarra)
Sasquatch - Denis Barthe (Guitarra)
Dug Bugger - Yves Duguay (Baixo)
Gate - Gaëtan Bourassa (Bateria)
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Este é o segundo álbum de estúdio do grupo, mas deveria ser o primeiro, já que foi gravado em 1986, deveria ter sido lançado no mesmo ano, mas acabou sendo lançado apenas em 2004 pelo selo Great White North. É o legítimo thrash do final da década de 80, assemelha-se a muitas bandas, como por exemplo Possessed, Slayer, Sodom, Destruction, Vulcano, Sepultura, Nuclear Assault, M.O.D., Exploited, entre outras, mas já deu para tirar uma febre de como é o som dos caras! O vocal não acompanha o nível técnico do resto do grupo, mas mesmo assim não deixa o som ruim, apenas com aquela sensação de que poderia ser melhor! De qualquer forma é um som veloz, o que faz ser um disco que vale a pena ser apreciado. Existem três faixas da primeira demo de 1985, também. Para quem curte o thrash dos anos 80, não vai se decepcionar em nada com este disco!
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FAIXA A FAIXA:
1) Forgotten Skeleton. O álbum abre com um petardo instrumental, já dando o recado de que não tem frescura no som: rápido, veloz, furioso e com muitos riffs. Para mim, uma das melhores do disco! Começaram bem!
2) By The Reaping Hook. A música começa extremamente veloz, com uma bateria com blast beat, porém isso até o vocal começar a cantar. Isso ocorre no decorrer da música, sempre mais veloz quando não tem o vocal. Não acho das melhores, mas não é ruim.
3) Rotten By Torture. Muito boa música, mais uma vez bastante veloz, porém sem diminuir o andamento quando da voz, mantendo o embalo do início ao fim, sempre com muitos riffs de guitarra. Existe uma parte mais cadenciada executada com dois bumbos pela bateria, mas logo em seguida volta a ser veloz. Vale a pena conferir!
4) Green Goblin. Talvez a música mais veloz do álbum. Realmente um petardo quase que do início ao fim, o que faz esta ser a música de menor duração. Me lembra bastante Cryptic Slaughter, apesar da cadenciada que existe no final da faixa. Muito boa.
5) Frozen Aggressor. Muito boa música, lembra uma mistura de Exploited com Possessed e vocal de crossover. Um riff de guitarra não tão quadrado devido às acentuações, existindo eventuais partes cadenciadas, também não quadradas. Também muito boa a faixa.
6) Forsaken Survival. Para mim esta é uma das melhores do álbum. Veloz e com uma pegada mais crua, mais punk, existindo um riff no refrão que é espetacular, ainda mais que este é acompanhado pela bateria, também. Talvez, até, a melhor do disco.
7) Mutilator - Beware Of The Scarecrow. Muito boa música, a qual começa em fade in com um riff de guitarra que vem acompanhado da bateria e baixo, para logo em seguida iniciar uma espécie de introdução, o que seria a Mutilator, instrumental. Quando inicia Beware Of The Scarecrow, a velocidade inicia, com muita raiva nas palhetadas, o que faz a diferença do som, que também considero uma das melhores.
8) Kachina Dolls. Provavelmente a melhor faixa do álbum. Esta inicia com uma palhetada veloz da guitarra em sua introdução, para logo em seguida esta executar um riff à la Destruction, e, mais uma vez, a velocidade em evidência. Existe uma parte cadenciada executada com dois bumbos, o qual aparece o solo, algumas frases de guitarra e baixo, para então, uma frase bem atípica com o restante da música aparecer, algo semelhante a uma melodia de circo, finalizando com o mesmo petardo do início do som.
9) Bloody Massacre Carnival. Considero esta uma das piores do álbum, apesar de também ser veloz, iniciando, inclusive com uma levada em blast beat, não é uma música ruim, mas sem nada de mais.
10) Demolition. Também considero esta uma das melhores do álbum, com um riff bem Exploited, lembra um pouco de Extreme Noise Terror, além de ter aquele riff à la Destruction, também. Realmente muito boa, vale a pena conferir.
11) The Final Massacre. Esta seria a última música do álbum caso este tivesse sido lançado em 1986. Também acho esta uma das piores do álbum. Acho que é a música mais lenta de todas, mas ainda assim mantém aquela pegada bem thrash, mas não empolga.
12) Evil Pox. Esta é a primeira faixa demo do álbum. Percebe-se que é um som mais cru, afinal de contas é uma demo, mas mantém a mesma pegada veloz das faixas anteriores, a única diferença é a qualidade da gravação.
13) Metal Slaughter. Considero esta uma das melhores do disco, lembra um pouco de Venom e um pouco de Warfare. Creio esta ser a música mais punk do álbum, vale a pena conferir.
14) Torment Or Death. A música que fecha o álbum não deixa nada a desejar em relação às demais, com o mesmo pique veloz e os riffs marcantes da guitarra. Lembra muito Slayer, principalmente devido aos solos.
Ouça o álbum e perceba que os canadenses também fizeram história no thrash metal nos anos 80!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Agent Orange - Greatest & Latest - This, That - N - The Other Thing (2000)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Placentia-O.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Mike Palm (Vocal, guitarra)
Sam Bolle (Baixo)
Steve Latanation (Bateria)
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Esta é a primeira coletânea lançada pelo grupo, através do selo Cleopatra. Apesar de ser considerado uma coletânea, o álbum possui, também, músicas inéditas, e todas músicas antigas são regravações, o que não dá um aspecto de coletânea propriamente dito. O repertório é constituído por músicas de todos os álbuns de estúdio até então lançados. O grupo dispensa apresentações. Tive a oportunidade de assistir a um show deles em duas oportunidades, sendo que a primeira delas foi exatamente na época deste álbum, com esta mesma formação. Foi um show emblemático, desde ver o Mike Palm flambar a parte de trás de sua guitarra, apagar o fogo, afinar e continuar o show, até ver este mesmo Mike Palm se irritar com seu amplificador, o qual falhara  no meio de Somebody To Love, para, no final da música, ele dar um bico de coturno no cabeçote do Marshall e o show ser interrompido por alguns minutos para que trocassem o cabeçote. Colocaram, então, um branco que pertencia ao T.S.O.L., que tocaria depois. Enfim, histórias à parte, vale a pena conferir estas novas versões e as músicas inéditas gravadas e lançadas neste álbum.
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FAIXA A FAIXA:
1) It's All A Blur. O álbum começa com uma música inédita, a qual, para mim, é a piorzinha do disco. Não é ruim, mas se assemelha bastante a um punk rock inglês dos anos 90. Com direito a solo e riffs de guitarra, mas nada de muito especial.
2) Say It Isn't True. Para mim, esta é a melhor versão gravada neste álbum. Realmente muito boa, podendo, talvez, ser a melhor faixa do álbum. Um clássico do grupo que merece destaque!
3) Breakdown. Esta está entre as 3 músicas mais "diferentes" em relação a sua versão original. A linha de baixo é realmente muito boa e merece destaque, o que perde em relação à original é o vocal, já que esta música em específico tem o seu diferencial na energia jovem que existia na década de 80, mas mesmo assim, muito boa a versão.
4) Wouldn't Last A Day. Única faixa que representa o seu único lançamento de estúdio da década de 90. É uma boa música, mas não tem comparação em relação a seus clássicos, o que a deixa meio esquecida no meio do repertório do álbum. As frases da guitarra são o diferencial da composição.
5) Everything Turns Grey. Um dos maiores clássicos do grupo, com uma versão embalada e linhas criativas do baixo, mantendo um pedal, na parte A, que faz a diferença. O timbre da guitarra´, no momento do solo, é muito semelhante à versão original, o que dá um clima vintage para a equalização digital do álbum.
6) Message From The Underworld. Mais uma faixa inédita, e esta é um cover. Composto por John Denney e Cliff Roman, gravado, originalmente, pelo grupo Weirdos. É uma boa música, mas desnecessária perto do repertório que o grupo possui. Vale pela homenagem, mas não é das melhores.
7) El Dorado. Música embalada, com arranjo bem semelhante ao original, inclusive o timbre de voz. Muito boa versão, com destaque para a linha de baixo na parte B.
8) Tearing Me Apart. Outra música que considero uma das melhores do álbum. Bastante semelhante à versão original, talvez um pouco mais veloz, mas pouca coisa. Os brilhos da guitarra fazem a diferença no arranjo. Vale a pena conferir!
9) Cry For Help In A World Gone Mad. Talvez a música com o arranjo mais diferente em relação à versão original, principalmente devido à sua introdução. Mais um clássico do início da carreira e, também mais uma vez, o vocal faz a diferença, já que a energia do vocal jovem da versão original se perde nesta nova versão. Mas clássico é clássico e de ruim não tem nada!
10) I Kill Spies. Outra que considero uma das melhores do álbum. Bastante semelhante à versão original, o timbre e o arranjo da guitarra faz toda a diferença nesta música, bem como a preparação para a parte B. Vale a pena conferir!
11) Bloodstains. Talvez o maior clássico do grupo. Uma boa versão, bastante semelhante às anteriores, inclusive o solo. O vocal é a maior diferença, mas mantém o mesmo pique das demais versões, não deixa a desejar!
12) What's The Combination? Outra música inédita do álbum, e considero-a a melhor das inéditas, com uma boa harmonia e dinâmica. A parte B da música é o destaque e esta faixa creio ser a melhor novidade do álbum.
13) Bite The Hand That Feeds (Instro). O álbum fecha com seu clássico surf instrumental. Também com um arranjo e timbres bem semelhantes à versão original. Uma boa faixa para finalizar o álbum!
Ouça a coletânea e tire suas próprias conclusões sobre as novas versões!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Agathocles - Semtex 10 (2010)

GÊNERO: Grind Core
ORIGEM: Bélgica (Mol / Antuérpia)
FORMAÇÃO:
Jan Frederickx (Vocal, guitarra)
Matty (Guitarra)
Vince (Baixo)
Burt (Bateria)
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Ep lançado em 2010, pelo selo Sunship, porém com gravações de Dezembro de 1997. Creio eu ser esta a banda que mais tem material lançado. É demais mesmo! Este aqui é só mais um! O curioso deste Ep é que apenas uma música tem voz, as demais são instrumentais. Provavelmente porque a formação está unida um mês antes de gravarem as faixas. É uma boa banda, não considero das melhores, mas é boa e merecem respeito. São bastante ativistas no meio underground e o sentimento D.I.Y. está visivelmente presente no som do grupo. Perdi a oportunidade de assisti-los. Me lembro de que não pude ir ao show pois este era em uma segunda-feira às 19 horas, no Guanabara, e neste dia eu tinha uma prova na faculdade que não podia perder. De qualquer forma, fica aqui o som dos caras para que possam ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Detonating Nitroglycerin. Esta é a única faixa do Ep que possui voz. É, na minha opinião, a melhor do Ep, começando com uma alteração rítmica entre uma levada veloz e um blast beat. Muitos riffs de guitarra que fazem a diferença no arranjo. O vocal parece vir de uma tumba! Grave e rouco. Mas, realmente, a grande diferença está nas guitarras.
2) Semtex 10. Música que dá nome ao Ep. Muita levada em blast beat e riffs de guitarra que fogem de uma ideia tonal são o grande diferencial da composição que, na minha opinião, é a pior do Ep, acaba se tornando enjoativa, mas ainda assim é uma boa música. Lembrando que esta é uma faixa instrumental!
3) Dormant Cell. A faixa que finaliza o Ep é a mais parecida com um metal. Tem um riff de guitarra que lembra bastante Possessed, existindo variações rítmicas nas levadas por parte da bateria, embora esta seja a única sem blast beat. Também instrumental, vale a pena conferi-la!
Escute Semtex 10 e curta um ícone do gênero: odiado por muitos e amado por outros muitos!