quinta-feira, 30 de maio de 2019

Eddie Boyd - Five Long Years (1966)

GÊNERO: Blues
ORIGEM: EUA (Stovall-C.C. / Mississippi)
FORMAÇÃO:
Eddie Boyd (Vocal, piano, órgão)
Buddy Boy (Guitarra)
Jimmy Lee Robinson (Baixo)
Freddie Below (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo artista, através do selo Fontana. A carreira do músico começara há 15 anos antes do lançamento deste álbum, inclusive, muitas composições deste registro são regravações, pois já haviam sido lançadas na década anterior. É o típico blues do Mississippi, sem muita energia, mas muita inspiração! Algumas faixas possuem pitadas de rock 'n' roll, inclusive. O curioso é que, desta formação, apenas o guitarrista ainda está vivo! O órgão caracteriza bem a época em que o álbum foi gravado. A versão em CD possui 4 faixas bônus! A maioria das faixas estão em compasso simples, mantendo o shuffle como padrão rítmico.
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FAIXA A FAIXA:
1) Five Long Years. O álbum inicia com a faixa que o intitula! O maior clássico da carreira do músico e, a considero uma das melhores faixas do álbum. Bastante intimista, ela possui frequentes licks, ora de piano, ora de guitarra, que são o grande destaque.
2) Hello Stranger. Esta faixa já é mais embalada e o órgão está bem evidente. Um shuffle, existindo frases nos intervalos da voz, que mantém a mesma ideia.
3) Where You Belong. Esta faixa também é bem embalada e possui influência de rock 'n' roll, talvez a mais rock de todo álbum. Esta com piano ao invés de órgão, possui frequentes licks de guitarra, quase que constante.
4) I'm Comin' Home. Considero esta uma das melhores faixas do álbum! Também bem intimista e suave. Esta tem piano. A bateria é executada com as "vassourinhas".
5) My Idea. Outra faixa que considero das melhores do álbum! Esta instrumental e tocada no piano, é, mais uma vez, o típico blues da região. O grande destaque está nos fraseados do piano! Sensacional!
6) The Big Question. Outra faixa mais intimista. Mais um grande clássico do músico. Esta é executada com órgão e não piano. Mais uma vez em compasso simples!
7) Come On Home. Outro shuffle! A faixa possui um certo embalo, e executada no piano. As eventuais pausas dão um toque a mais para a composição!
8) Blue Monday Blues. Outra faixa bastante intimista, com a dinâmica bem fraca, executada no piano, e a bateria executada apenas com a "vassourinha"! Os improvisos da guitarra são o grande destaque!
9) Eddie's Blues. Esta faixa já é mais embalada, também instrumental e executada com órgão. A guitarra fica de fundo, executando a harmonia. O interessante é o efeito de Tremolo que a guitarra executa!
10) All The Way. Mais uma faixa bem intimista e executada com piano. A dinâmica é o grande destaque no arranjo. Tudo bem suave, existe uma boa sintonia entre o grupo!
11) Twenty Four Hours Of Fear. Outra faixa executada com piano e, já, bem mais embalada, quase um rock! Aquele clássico shuffle típico do blues do Mississippi.
12) Rock The Rock. Considero esta faixa uma das melhores do álbum, também instrumental e executada com piano, os frequentes e, quase constantes, riffs de guitarra dão um embalo a mais!
13) Five Log Years (Alt. Take). Aqui iniciam as faixas bônus! E já iniciam com órgão, para deixar o clima bem intimista! Mais um blues de compasso simples!
14) Take The Big Orchestra (Alt. Take). Outra faixa executada com órgão, já não muito intimista, esta mantém as mesmas características da faixa 6, sua versão original!
15) Rosa Lee. Considero esta a melhor faixa das que fazem parte das músicas bônus! Possui um riff quase que constante, que dá um toque especial à composição. Executada com órgão, possui compasso simples.
16) Hound Dog. O álbum finaliza com outra ótima composição, extremamente expressiva, e com um arranjo de sopros. O vocal é o grande destaque desta faixa! Esta é executada com piano!
Escute o álbum e passe por mais cinco longos anos!

quinta-feira, 23 de maio de 2019

EA80 - Alle Ziele (2001)

GÊNERO: Pós Punk
ORIGEM: Alemanha (Mönchengladbach / Nordrhein Westfalen)
FORMAÇÃO:
Junge - Karl Kircher (Vocal, guitarra)
Hals Maul (Guitarra)
Oddel (Baixo)
Nico Von Brunn (Bateria)
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Este é o nono álbum lançado pelo grupo, de maneira independente. Embora eu tenha classificado como pós punk, o álbum tem muito de punk rock, podendo ser facilmente classificado de ambas as formas. O vocal é bem grave e possui uma empostação bem única, sendo uma das características marcantes do álbum. A harmonia possui eventuais dissonâncias e as composições são bem pensadas, porém considero o ponto forte a questão dos arranjos, é aí que o grupo mostra seu potencial, pois são arranjos não convencionais, existindo, geralmente, uma surpresa por parte de quem ouve. É um ótimo álbum, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Fix-Punkt. O álbum inicia com uma ótima faixa, possui um bom clima, um pouco intimista, mas nem tanto, com frases interessantes da guitarra e acordes abertos, além do vocal grave, característica predominante do álbum. É um meio termo entre o pós punk e o punk rock.
2) Alle Richtung. Considero esta a melhor faixa do álbum. Já bem embalada, esta faixa é um punk rock bem característico, sem muitas ideias, mas com uma expressão bem bacana. A empostação vocal dá um clima bem pertinente à composição.
3) HC/DC. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Com certeza a faixa mais veloz e mais hardcore. Esta é um skate punk, bem embalada e o vocal mais agudo e gritado, fugindo da característica padrão de Junge.
4) Nebenrollenspiel. Não me agrada muito esta faixa, aliás, considero-a a pior do álbum! Não que ela seja ruim, mas não agrada. Ela tem uma intenção rítmica mais pop, sendo uma composição bem ordinária, assim como o arranjo.
5) Nein!. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. O grande destaque está no padrão rítmico. A bateria lembra um pouco a música Phantom Of The Opera, do Iron Maiden. A guitarra tem uma frase bem interessante, também.
6) Sonderwelt. A faixa inicia com a execução de acordes dissonantes na guitarra, para depois iniciar a composição. Também uma composição bem ordinária, porém o arranjo já é bem criativo, destacando a faixa de maneira positiva.
7) Lied Am Ende Einer Seite. Talvez a música mais fraquinha do álbum, a mais indie. É uma faixa lenta, com frases da guitarra bem características do estilo. Não é uma má faixa, lembra, com exceção do vocal, o grupo brasileiro Colide.
8) Waldmenschen. Excelente composição! Aqui está o ápice da criatividade do álbum, uma faixa de longa duração, com bastante variação. Não é das melhores faixas do álbum, na minha opinião, porém merece destaque devido à sua criatividade. A primeira parte não possui nada de mais, porém a partir da segunda parte, a composição se transforma, merecendo atenção, principalmente na questão da dinâmica.
9) Tanss. Outra faixa bem interessante, com frequentes notas dissonantes e ritmo pouco convencional. Mais uma composição bem criativa, sendo este o grande destaque. A bateria lembra uma mistura de ska com disco, mas o destaque está nas guitarras!
10) Anam Rose. Uma composição mais indie, mas com uma boa frase de guitarra, apesar de bem trivial. Considero esta faixa uma das piores do álbum, apesar de não ser de todo ruim.
11) Das Band. Outra composição bem intimista, com um clima introspectivo e intimista, vocal grave e harmonia repetitiva. É uma boa faixa, mas não a considero das melhores. O destaque está na intenção, mais intimista.
12) Noch 3. O álbum fecha com uma das faixas que considero das melhores. O grande destaque está no arranjo das guitarras, com suas frases oitavadas. É uma composição que muda sua intenção. A primeira parte não é muito embalada, mas o destaque está na segunda parte.
Ouça o álbum e conheça todos os objetivos!

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Dwarves - Are Born Again (2011)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (Chicago-C.C. / Illinois)
FORMAÇÃO:
Blag Dhalia - Paul Cafaro (Vocal)
Hewhocannotbenamed - Peter Konicek (Guitarra)
The Fresh Prince Of Darkness - Marc Diamond (Guitarra)
Clint Torres (Baixo)
Rex Everything - Nick Oliveri (Baixo)
Josh Freese (Bateria)
Wreck Tom (Bateria)
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Este é o décimo álbum lançado pelo grupo, através do selo MVD. É um bom álbum, mas ao mesmo tempo um álbum sem personalidade. É, na verdade, um álbum de transição, o grupo retoma, em algumas faixas, estilos em que já haviam "navegado", anteriormente, durante sua carreira. O álbum é predominantemente punk rock, porém, é possível perceber faixas que pendem mais para outros estilos do rock, vários estilos, como, por exemplo, pop punk, hardcore melódico, skate punk, garage punk, street punk, hardcore old school e, inclusive, hard rock. Dá a impressão que o grupo queria mudar, mas não sabia direito como, então acabou atirando para todos os lados, torcendo que algum tiro seja certeiro! Devido a isso, é difícil manter um padrão na descrição, já que cada faixa tem sua própria singularidade.
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FAIXA A FAIXA:
1) The Dwarves Are Still The Best Band Ever. O álbum inicia com uma faixa que possui uma introdução bem interessante, como se fosse um rádio dos anos 60! Depois a faixa se mantém em um punk rock, quase um street punk, porém mais leve. Não é uma faixa muito veloz e não a considero das melhores.
2) 15 Minutes. A faixa tem um arranjo bem interessante na parte A, com muitas pausas e bastante elementos eletrônicos. É um punk rock com uma cara mais moderna, percebendo-se influência de indie. Também não considero das melhores faixas do álbum.
3) Stop Me. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, veloz, com embalo, drive na voz e muita energia, com arranjos simples, mas bem pensados. Esta é um hardcore old school com pitadas de skate punk! A faixa possui, inclusive, videoclip de divulgação que, aliás, é muito bom, com cenas pesadas de um filme trash erótico / suspense.
4) Looking Out For Number One. Considero esta uma das piores faixas do álbum. Um pop punk, leve e relativamente lento, é uma composição muito alegre. Poderia ser abertura de alguma temporada do Malhação!
5) You'll Never Take Us Alive. Esta é, sem dúvida, a melhor faixa do álbum. Embalada, veloz, um típico skate punk que possui no seu refrão o ponto forte devido à melodia da voz. Esta é outra faixa que possui videoclip de divulgação, mas ao contrário do anterior, não é muito bacana, com imagens do grupo tocando com efeitos de cores.
6) Bang Up. Outra faixa mais na manha a qual percebe-se influência de garage punk. A divisão rítmica e as frases curtas da guitarra na parte A são o grande destaque, enquanto que o refrão tem mais influência de indie. Boa faixa, mas não das melhores.
7) We Only Came To Get High. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Um hardcore old school com forte influência de crossover e refrão skate punk! Uma miscelânea de gêneros, mas isso tudo junto, mais o embalo e a velocidade, faz a faixa ser uma das melhores!
8) I Masturbate Me. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Esta é um hard rock com pitadas de garage punk. Não muito veloz, mas a intenção e os riffs de guitarra são o grande destaque.
9) It's A Wonderful Life Of Sin. Outra faixa que considero das melhores. Esta mantém as mesmas características da faixa 7. Um hardcore old school, embalado, com pitadas de crossover e refrão skate punk!
10) Happy Birthday Suicide. Esta faixa foi lançada, originalmente, pela carreira solo do guitarrista Hewhocannotbenamed. É um punk rock que fica na tangente com o hardcore melódico. Lembra muito Vandals! Não é muito veloz, mas possui um ótimo embalo! Boa faixa!
11) Fake ID. Talvez a faixa com arranjo mais "diferente", bem atípico, principalmente na parte A. Não é uma má composição, mas não a considero das melhores, não muito veloz, é um punk rock "moderno", com pitadas de indie.
12) Working Class Hole. Com certeza a faixa mais sing-a-long do álbum. É difícil afirmar se ela é muito punk rock para um hardcore melódico ou muito hardcore melódico para um punk rock! Lembra uma mistura de Vandals com Spot 1019 e o Gusto, do Guttermouth!
13) FUTYD. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante embalada e veloz, esta é um punk rock quase um skate punk. O vocal com drive em vários momentos e uma melodia muito boa no refrão são o destaque da faixa.
14) Candy Now!. Um punk rock com pitadas de proto punk e grunge! Boa faixa, mas não das melhores, a parte A é o destaque, já o refrão, apesar de não ser ruim, não mantém a sensação igual.
15) Do The Hewhocannotbenamed. Outra faixa com bastante influência de garage punk. É uma boa composição, mas nada muito empolgante. Embalada, mas não veloz. O refrão é o grande destaque, na minha opinião.
16) Your Girl's Mom. Esta é muito punk rock para ser um hard rock ou muito hard rock para um punk rock?! Difícil dizer. É uma boa composição, me agrada mais a parte A, embora o refrão seja bem bacana também, sendo o destaque a execução da voz.
17) Zip Zero. Não é uma faixa ruim, mas não é das melhores. Um punk rock com influências sutis de surf music, o arranjo da harmonia com bastante pausa dá um toque especial.
18) The Band That Wouldn't Die. O álbum finaliza com uma faixa bem embalada e veloz, mas com um arranjo bem criativo e "diferente". É um punk rock com pitadas de street punk e skate punk, e esta faixa também conta com videoclip de divulgação, o qual possui edição de imagens marcantes de shows antigos do grupo.
Ouça o álbum e perceba que o grupo nasceu novamente!

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Dropkick Murphys - The Warrior's Code (2005)

GÊNERO: Street Punk
ORIGEM: EUA (Quincy-N.C. / Massachusetts)
FORMAÇÃO:
Al Barr (Vocal)
Ken Casey (Vocal, baixo)
Scruffy Wallace (Gaita de fole)
James Lynch (Guitarra)
Marc Orrell (Guitarra, acordeon)
Tim Brennan (Mandolin, tin whistle, violão)
Matt Kelly (Bateria, bodhrán)
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Este é o quinto álbum lançado pelo grupo, através do selo Hellcat, aliás, este é o último álbum lançado por ele. É um excelente álbum, conta com quatro faixas cover, possuindo músicas velozes, outras nem tanto, outras lentas, mas a grande maioria é bem embalada e todas as faixas, sem exceção, são perfeitas para se tomar cerveja em um pub! As composições têm influência celta, mais especificamente, irlandesa e escocesa. A utilização de instrumentos não convencionais para o rock e / ou de origem irlandesa ou escocesa são o grande diferencial, se tornando algo original, dentro do contexto do grupo, além de dar um brilho pra lá de interessante! A capa é uma homenagem ao boxeador Micky Ward, além de que é o primeiro álbum em que Scruffy e Tim participam como membros do grupo. Além dos componentes do grupo, o álbum conta com a participação de Laura Casey tocando viola e violoncelo. O grande destaque está nas composições, a técnica não é muito apurada, mas as composições são espetaculares, ótimas melodias e com arranjos bem criativos, apesar de simples. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Your Spirit's Alive And The Trumpet Shall Sound. O álbum inicia com a faixa que, na minha opinião, é a melhor! Esta faixa é uma homenagem a um amigo do grupo que morreu, Greg Riley, falecido em um acidente de moto, e também aos esportistas Garnet Bailey e Mark Bavis, falecidos no atentado de 11 de Setembro. É uma faixa veloz e embalada com uma excelente melodia, sendo o destaque a frase da gaita de fole.
2) The Warrior's Code. Muito boa faixa, um típico street punk. É a faixa que dá som à capa, já que ele fala sobre o boxeador Micky Ward. O curioso é que esta composição foi usada no filme feito 5 anos mais tarde sobre a vida do boxeador. Mais uma vez, a frase da gaita de fole é o grande destaque. Esta faixa foi uma das que tem videoclip de divulgação, no qual divide as imagens do lutador com a banda.
3) Captain Kelly's Kitchen (Courtin' In The Kitchen). Esta é uma faixa não autoral, uma versão para uma composição folclórica de autor desconhecido. Não me agrada muito esta faixa, apesar do embalo, lembrando muito música country. O destaque está no arranjo de viola executado por Laura Casey.
4) The Walking Dead. Outra faixa bem street punk. Não é ruim, mas não tem nada de especial, apesar do violoncelo de Laura Casey, sendo, então, uma música bem comum. É embalada e o destaque está na execução da harmonia e no arranjo.
5) Sunshine Highway. Esta foi a primeira faixa de trabalho do álbum, existindo, inclusive, videoclip de divulgação, o qual é, em sua maior parte, imagens do grupo tocando em uma sala espaçosa, mas também com uma novela, já que esta é uma música de amor! Considero esta uma das piores faixas do álbum, muito pop e pouco veloz, sendo o destaque os arranjos de acordeon e gaita de fole.
6) Wicked Sensitive Crew. Esta faixa também não é muito veloz e tem como destaque, mais uma vez, a gaita de fole. Esta faixa é uma "resposta" aos argumentos que diziam que o grupo incitava a violência. O curioso é que na letra diz que eles choraram quando Mickey morreu em Rocky II, porém, na verdade, isto aconteceu no Rocky III! No encarte existe uma nota dizendo que Rocky II soava melhor, por isso a mudança!
7) The Burden. Considero esta uma das melhores faixas do álbum! Não é muito veloz, inicia com o violão, porém a melodia e o ritmo bem solto me agradam bastante, sendo o destaque a melodia da voz.
8) Citizen C.I.A.. Uma paulada! Com certeza a segunda melhor faixa do álbum! Um hardcore veloz e embalado, sem frescura, sem excessos, apenas o necessário, além, claro, de muita energia!
9) The Green Fields Of France (No Man's Land). Este é o segundo cover do álbum, sendo uma versão de uma balada anti guerra do compositor folk, escocês, Eric Bogle. Considero esta a pior faixa do álbum, apesar da boa melodia da voz. O destaque está no arranjo e na variedade de instrumentos como o mandolin, o violoncelo, a gaita de fole e o piano, além da bateria.
10) Take It And Run. Após uma balada, a seqüência aparece com um punk rock quase street punk! Uma boa composição, mas sem nenhum destaque, tornando-a apenas mais uma boa composição!
11) I'm Shipping Up To Boston. Talvez o maior sucesso do grupo! A faixa apareceu como trilha de um episódio dos Simpsons, aquele em que o autor faz uma analogia com o filme The Departed, o qual também tem a composição em sua trilha. A letra da música é um poema não publicado de Woody Guthrie. Um dos destaques da faixa está na variedade de instrumentos como mandolin, acordeon e tin whistle, mas o grande destaque está na frase que o acordeon e o mandolin executam com freqüência. Esta faixa é uma regravação, já que ela foi gravada, originalmente, no single Fields Of Athenry, sendo o curioso que a composição possui dois videoclips de divulgação, sendo que o segundo foi usado para divulgar o filme citado anteriormente.
12) The Auld Triangle. Outra boa composição com boa melodia, porém sem nada muito empolgante, sendo o grande destaque, mais uma vez, a gaita de fole.
13) Last Letter Home. Considero esta faixa uma das melhores do álbum! Mais uma vez, ótima melodia, sendo este o grande destaque da faixa, embora a velocidade, o embalo e as eventuais variações de intenção também têm seu valor! O interessante é que a letra é uma carta enviada pelo sargento Adrew Farrar, a última antes de sua morte, para sua família quando estava lutando na guerra do Iraque. Com o consentimento da família do sargento, o grupo a utilizou como letra para esta composição, sendo que todo dinheiro arrecadado com direitos autorais por ela, seria repassado à família do militar. O grupo chegou a tocar, de maneira acústica, no funeral do sargento.
14) Tessie. O álbum fecha com uma faixa considerada bônus, já que ela foi originalmente lançada no single homônimo, em 2004, ano em que o clube de beisebol, Red Sox, ganhou o título após 86 anos, existindo, inclusive, um videoclip de divulgação. Ela é, na verdade, um cover. Composta por Will R. Anderson, a música foi composta para ser usada durante os jogos do clube, que era onde era tocada. Não me agrada muito esta faixa, apesar de não ser ruim. Bem sing-a-long, com gaita de fole e piano, mas nada muito especial.
Escute o álbum e conheça o código dos guerreiros!

sexta-feira, 3 de maio de 2019

D.R.I. - The Dirty Rotten Power (2001)

GÊNERO: Crossover
ORIGEM: EUA (Houston / Texas)
FORMAÇÃO:
Kurt Brecht (Vocal)
Spike Cassidy (Guitarra)
Chumly Porter (Baixo)
Rob Rampy (Bateria)
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Este é, na verdade, um split com o grupo Raw Power, o segundo da carreira do grupo, lançado, após 7 álbuns de estúdio, através do selo Killer. As faixas foram gravadas no estúdio Sharkbite. É um lançamento importante devido ao fato de que este é o primeiro trabalho em 6 anos! O final dos anos 90 foi um período que, resumidamente, manteve o grupo em turnê e, ao mesmo tempo, a procura de uma gravadora. As músicas presentes neste split foram lançadas em 1995, no álbum Full Speed Ahead, ou seja, nenhum material inédito. É um som veloz, com guitarras cheias de riffs e muita energia! Bom, quem conhece o som dos caras sabe que não é preciso muitos comentários para defini-lo! São músicas que estão no fim do período mais importante da carreira do grupo, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Who Am I?. Este é um clássico do início da carreira do grupo, porém com a gravação de 1995, não a original. É uma música de curta duração, bastante veloz e embalada. A faixa menos crossover de todo split, esta é um típico hardcore old school!
2) Broke. Outra faixa de curta duração. Considero a faixa mais fraquinha do split, apesar de ser muito boa, com ótimos riffs de guitarra, muita velocidade e embalo.
3) Problem Addict. Considero esta a melhor faixa do split, a mais bem trabalhada, de maior duração e, como as anteriores, embalada, veloz e com muitos riffs! O arranjo está bem trabalhado e a intenção dos instrumentistas fica bem evidente. Vale a pena conferir!
Ouça o split e sinta o poder sujo e podre!

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Dr. Living Dead! - Thrashing The Law (2008)

GÊNERO: Crossover
ORIGEM: Suécia (Estocolmo / Södermanland)
FORMAÇÃO:
Dr. Ape - Andreas Sandberg (Vocal)
Dr. Toxic - Thomas Sundin (Guitarra)
Dr. Rad - Johannes Wanngren (Baixo)
Dr. Cobra Kai (Bateria)
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Esta é a segunda demo, e segundo trabalho, lançado pelo grupo, de maneira independente. É uma ótima banda, que possui embalo, velocidade, mas também partes cadenciadas, fazendo um revival bem fiel às bandas do final dos anos 80 e início dos anos 90. O som se parece, e muito, com Suicidal Tendencies, principalmente devido ao vocal, mas percebe-se influências de M.O.D., S.O.D., e Slayer. Existe bastante groove, mas não demais, assim como existe semelhança com o thrash, mas não demais. O curioso é que os integrantes se apresentam sempre com uma máscara de caveira, todas iguais, com bandanas azuis escuro, iguais às do Suicidal! Outro detalhe interessante é a arte da capa, inspirada no álbum No Prayer For The Dying, do Iron Maiden! Para aqueles que curtem o crossover da virada da década de 80 para 90, irão se deliciar com esta demo!
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FAIXA A FAIXA:
1) You're Not The Law. A demo inicia com uma das melhores faixas, na minha opinião! Começa com uma introdução que é uma mescla de Abominalble Dr. Phibes, do Misfits, com You Can't Bring Me Down, do Suicidal Tendencies! Depois ela se torna muito semelhante à alguma faixa qualquer do álbum Lights Camera Revolution, também do Suicidal. A composição tem groove e velocidade, vale a pena conferir!
2) Gremlin's Night. Outra faixa muito boa e veloz, já com eventuais riffs de guitarra que lembram bandas de thrash metal, já a parte A lembra bastante S.O.D., enquanto que o refrão, mais uma vez, lembra Suicidal Tendencies. É a faixa desta demo mais tocada pelo grupo em suas apresentações.
3) I Need Thrash (Not You). Considero esta a melhor faixa da demo! Ela inicia com uma característica bem thrash, talvez o momento mais thrash da demo até então, porém, logo em seguida, as influências (de novo) de Suicidal Tendencies aparecem, e ela se torna, enquanto tem voz, uma composição bem semelhante à qualquer faixa do álbum Controlled By Hatred!
4) Kindergarten Cop. Outra faixa bastante tocada pelo grupo em suas apresentações, geralmente aparece emendada com a faixa 2! É a faixa mais thrash até então. Quando da voz, a composição se assemelha bastante à M.O.D., mas percebe-se influências de Anthrax, também.
5) Dr. Living Dead!. A faixa que dá nome à banda é bem variada as intenções, existindo a parte mais cadenciada sendo semelhante à, mais uma vez, Suicidal Tendencies, enquanto que a parte B lembra muito S.O.D., enquanto que o final é bem thrash. É uma boa faixa, mas creio que esta seja a que menos me agrada!
6) Kerry Burger King. Até pelo nome, esta é a faixa mais semelhante à Slayer, principalmente devido aos riffs de guitarra, mas também pela voz, mas possui momentos que se assemelham à M.O.D.. Vale a pena conferir, bem veloz e embalada.
7) Bonus Track. A faixa bônus é, na verdade, a introdução de Caught Somewhere In Time com um arranjo um pouco diferente e sem bateria. Bem curioso!
Escute a demo e fique "thrasheando" a lei!