segunda-feira, 27 de março de 2017

4º Potere - Incubo Senza Fine (2006)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: Itália (Cagliari / Sardenha)
FORMAÇÃO:
Robi (Vocal)
Fede (Guitarra)
Marcellino (Baixo)
Piero (Bateria)
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Este é o primeiro álbum desta banda italiana que tem o instrumental como uma mescla entre Exploited, Wolfbrigade, Sodom (o primeiro), e Concrete Sox (na fase mais crossover), enquanto o vocal é característico de bandas punk italianas como Wretched, podendo confundir-se, às vezes, com bandas suecas como Crude SS ou Rövsvett. A mixagem não é das melhores, deixando o timbre da guitarra bastante abafado, bem como o timbre da caixa da bateria, que parece estar em outro ambiente! Mas é possível ouvir todos instrumentos, existindo boa sincronia entre eles. Para aqueles que curtem o hardcore punk europeu, este álbum agradará!
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FAIXA A FAIXA:
A primeira faixa, Intro, é uma introdução instrumental que lembra muito Exploited, considero uma das melhores do álbum, embalada do início ao fim e com um riff contagiante!
Nazi Scum tem uma introdução em "duas partes", ambas instrumentais, sendo a primeira mais embalada e a segunda mais cadenciada, existindo uma frase da bateria enquanto os acordes são executados de maneira cromática, após, a bateria dita o embalo do som, que é bem veloz, com destaque para a precisão da bateria, existindo uma retardada no andamento em seu final.
A terceira faixa Contro Le Carceri está entre as melhores do álbum, também, embalada do início ao fim, mas não tão veloz, destaque para a fúria da execução do vocal.
Vivisezione é, na minha opinião, a melhor faixa do álbum. Existe uma edição de um áudio no início, onde não sei de onde vem, para então começar a música, que possui uma curta introdução, até que o baixo executada a base harmônica de maneira solo, preparando para a porrada que virá a seguir. Um andamento veloz que só para quando do final da música, a qual dá uma cadenciada no ritmo.
A quinta faixa, Jiad, mantém o mesmo pique da faixa três, porém com uma introdução mais cadenciada, a qual nada mais é do que o mesmo arranjo do refrão.
A faixa seis, 4º Potere, dá nome ao grupo. É uma das músicas mais velozes do álbum, existindo um vocal que executa as palavras de maneira rápida, pequena duração da pronúncia das sílabas, emendando, no final, um arranjo de Pour Elise executado de maneira solo pelo piano.
A sétima faixa, No Shell, possui variações em sua cadência entre as partes, sendo o vocal executado com mais energia que as demais músicas até então. A faixa começa com a edição de um diálogo seguido por tiros de revólver, que parece ser de um filme de faroeste italiano, não sei qual.
Il Terrorista é a penúltima faixa do álbum. Com certeza a música mais veloz do álbum, pois após a introdução instrumental que é mais cadenciada, o petardo começa e não para mais! Se tem alguma música para se ter o In The Sign Of Evil, do Sodom, como referência, é esta!
A última faixa parece ter sido gravada em outro momento de forma ao vivo. Vaffanculo é a faixa mais punk rock do álbum, sendo esta um cover do grupo Blue Vomit. O vocal está quase inaudível, quer dizer, percebe-se sua presença, mas não entende-se as palavras.
Ouça o álbum e veja que bandas mais atuais com influência de bandas antigas podem ser fiéis às suas propostas, sem perder, no caso do 4º Potere, suas origens italianas!

sábado, 25 de março de 2017

2x - Pateando Craneos (2000)

GÊNERO: Rap Core
ORIGEM: Chile (Santiago / Santiago)
FORMAÇÃO:
Alex De La Fuente (Vocal)
Javier Hernández (Guitarra)
Pablo Trejo (Baixo)
Daniel Tobar (Bateria)
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Não tenho muita informação sobre a banda, mas posso afirmar que é uma porrada! Instrumental pesado com vocais de rap. Este álbum é o primeiro do grupo, lançado pelo selo Big Sur, e, na verdade, acho, com exceção do vocal, muito parecido com a banda Teardown (de Porto Alegre), mas para aqueles que não têm esta referência, poderia dizer que o instrumental ora parece com Madball, ora Sepultura, ora com Brujeria, enquanto que o vocal é uma mistura de Rage Against The Machine com Cypress Hill. Existe bastante qualidade técnica por parte dos músicos, em especial por parte da bateria e do contrabaixo, este o qual apresenta diferentes técnicas como two hands, slap, ou double stops. A voz, apesar de não ter nada de especial em relação à técnica, impõe muita expressão e energia, não deixando o embalo e o petardo do som morrer! Os arranjos instrumentais, principalmente no que diz respeito à parte rítmica, são bem trabalhados, somando-se às dinâmicas, torna-se um álbum que não enjoa-se de ouvir!
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FAIXA A FAIXA
A primeira faixa, Intro, é apenas uma introdução executada com sons não consonantes por um trombone, que dura apenas alguns segundos, finalizando já com uma preparação para a segunda faixa.
No Lo Podrás Sostener é uma das duas melhores faixas do álbum e possui um videoclip de divulgação. Apesar de não ser muito embalada, existe trechos em que isso ocorre, muito peso e acentos deslocados caracterizam a música.
A terceira faixa, Nada, já é mais cadenciada, existindo um riff quase constante e marcante que caracteriza a música, muito stacatto e a execução de slap pelo contrabaixo dão um toque a mais na construção do arranjo.
Juicio Y Castigo é a melhor música do álbum, a mais embalada e mais veloz, embora não seja ela toda assim. Uma prévia acontece já no início, com a bateria executando a levada, preparando para o que virá. Os arranjos de corda bem acentuados e cadenciados, e o pedal duplo da bateria, ajudam na qualidade do arranjo, existindo partes suaves no arranjo quando este já se encontra próximo do final.
A faixa número cinco começa com sons de veículos e máquinas, típicos de uma cidade urbana, o que dá nome à faixa: Urbe, provavelmente a música mais pesada do álbum, com o pedal duplo da bateria em evidência, vocais cantados de maneira rápida e com bastante destaque nos acentos, bem como frequentes drives auxiliam na característica da música.
La Hora Del Juicio é a música mais cadenciada do álbum, iniciando com um arranjo de baixo, aos poucos vai ficando, por ora mais pesada, por ora mais rap, com as palavras sendo proclamadas de maneira bem veloz. Basicamente um groove com uma distorção e vocais ritmados.
A faixa 7, La Fuerza Policial, é outra faixa que tem videoclip de divulgação, inicia com um clima de tensão devido ao arranjo de guitarra somado ao som de sirenes. O instrumental lembra bastante Body Count, porém com mais peso e arranjos rítmicos mais cadenciados, existindo scratches, também, no arranjo.
A oitava faixa, A Romper La Calma, é a terceira música do álbum com videoclip, uma das melhores do álbum, possui um riff contagiante e muito groove no seu arranjo, ótimo para quem aprecia variações rítmicas, mas sem perder o embalo da pulsação, que está sempre presente, existindo slap na execução do arranjo. Muito boa faixa, vale a pena conferir!
Pateando Craneos é a música que dá nome ao álbum e, assim como a faixa 5, esta é muito pesada, com um arranjo de bateria, em especial no refrão, que mantém o pedal duplo, acentuado pelos abafados da guitarra, além de ser quase todo ele executado em slap. Existe uma edição no final da faixa que parece um médico louco, porém calmo, em serviço (não sei de onde foi retirado)!
Odio é, com certeza, a faixa mais rap do álbum, embora ainda possua as mesmas características das demais, ritmos variados, dissonâncias e distorção bem acentuados. Não é tão veloz, mas existe muito peso!
A penúltima faixa do álbum, Pachamama, também mantém as mesmas características das demais, sempre com arranjos bem trabalhados, sendo o vocal desta bastante característico do rap.
A última faixa do álbum, Nehuén, mostra a tradição indígena existente no Chile. A música tem um ostinato em Mi menor, com arranjo bastante tribal, executado em two hands pelo baixo, mostrando que existe uma preocupação do grupo com suas origens indígenas. O mesmo trombone da introdução do álbum aparece no início e no meio da faixa, criando diferentes sensações no decorrer da faixa que, mesmo sendo monocórdica, não se torna enjoativa!
Escute o álbum e sinta o petardo chileno entrar no seu ouvido!

domingo, 19 de março de 2017

10 Ft. Ganja Plant - Hillside Airstrip (2001)

GÊNERO: Reggae
ORIGEM: EUA (Boston-S.C. / Massachusetts)
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Retomando o blog agora com um novo formato! Pra recomeçar, um reggae. Não sei muito sobre o grupo, este é o primeiro álbum deles, lançado pelo selo ROIR. Para quem gosta do gênero, este álbum é um prato cheio, pois apresenta vários aspectos típicos do reggae como efeitos, falsetes, dub, cadências de dois acordes, o típico sotaque jamaicano, e, claro, uma boa linha de baixo, que é imprescindível para este tipo de música, aliás, é o que me faz gostar do disco, e, garanto que todos aqueles que curtem os graves ficarão satisfeitos com a criatividade e swing do baixista. Aliás, descobrir a formação do grupo é algo que não consegui, apenas o nome do vocalista e guitarrista Kevin Kinsella, bem como Ras Jay Champany, e Craig Welsch. O disco está muito bem mixado, onde gostei muito do Hi-Hat em evidência, bem como o timbre dos graves. Boas composições, com arranjos bem pensados e boa qualidade técnica fazem deste álbum algo agradável de se ouvir, mesmo que não seja, assim como para mim, o seu gênero predileto!
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FAIXA A FAIXA:
A primeira faixa Long Time Ago é, na minha opinião, a pior música do álbum, com certeza a mais comercial e sem nenhum elemento de destaque, uma canção bem trivial, não chega a ser uma música ruim, mas é bem "sem sal".
Após vem Pure Sugar, uma linha de baixo bem cativante que se torna um loop bem repetitivo, quase que do início ao fim, existindo pequenas intervenções de sopros de metal como trompete e trombone, mas ainda não é o que o álbum tem de melhor, mas vai se direcionando a isso!
A terceira faixa Jah Will Go On é aquele reggae lento e arrastado com constantes contracantos graves e uma linha melódica com intenção de lamentação (ou adoração) que demonstram a fidelidade dos músicos com a filosofia (ou ideologia) rasta, ao menos no que diz respeito à música.
A quarta faixa da versão do CD (já que no LP a ordem é invertida entre as faixas 4 e 6) Time I Know é, com certeza, a melhor música do álbum, aquele reggae típico de uma cadência de dois acordes com frequentes backing vocals, um refrão que se repete e não tem como deixar de cantarolar após ouvir a música, o wah-wah da guitarra põe um tempero a mais, além de contar com um solo de saxofone, a linha do baixo conduz toda intenção melódica, com destaque para a marcação pulsante no momento do refrão. Resumindo: vale muito a pena conferir!
A quinta faixa Soul Love, junto com a primeira, são as que mais me desagradam no álbum, em especial pelo arranjo da guitarra que faz a música soar mais pop, porém esta tem a peculiaridade de ter uma gaita de boca no seu arranjo, o que a valoriza, mas não o suficiente para torná-la uma boa faixa.
Two Bulls é um dub, ou melhor, um dub estelar, existe um exagero de efeitos nesta faixa que nos dão a sensação de estar no espaço, com destaque para a nota dissonante no final da primeira frase cantada, só ouvindo para entender melhor!
A sétima faixa Walkey Walk Tall é a segunda melhor faixa do álbum. Quem ouve a introdução do contrabaixo sem saber do que se trata pode muito bem pensar que é uma música country ou psychobilly, o que logo já é desfeito quando da entrada dos demais instrumentos. Esta música tem a característica do uso do falsete pelo vocalista, e mesmo os timbres toscos escolhidos pelo tecladista, como o que parece ser o de uma escaleta e outros, dão um clima interessante.
A próxima faixa é a que dá nome ao álbum Hillside Airstrip é instrumental e monocórdica, dando a ideia de que está sendo tocada no rádio de um veículo automotor, e é exatamente esta a intenção da faixa, que tem o destaque das frases da guitarra.
A nona faixa se chama Born Free, é uma faixa bem meia boca, com destaque para os últimos acordes da progressão harmônica, bem como o uso de wah-wah pela guitarra, sem nada de mais.
New Day é a música certa para estar no final do álbum, um típico dub quase instrumental com o reverber do aro da caixa "no talo" bem como o uso de delay nos diversos instrumentos, a música perfeita para fechar o álbum.
Existe na mesma faixa um Bonus Track instrumental que não chega a ser ruim, mas não tem nada de mais, porém não precisava estar de bonus, pois desta forma estraga o clima da faixa anterior.
Ouça o álbum e saia cantarolando "This I know, without you I am helpless, no / This I know, without you life is impossible"!