quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Coffin Nails - A Fistful Of Burgers (1988)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Humungus -Stephen Clarke (Vocal, guitarra)
Gra - Graham Farr (Baixo)
Smurf - Robert Farquharson (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado pelo selo Link, e o primeiro com um trio na formação. É um excelente álbum, existindo músicas mais aceleradas e outras nem tanto. Um clássico psychobilly, daqueles que podem ser usados como referência para alguém que não conhece o gênero! O álbum conta com duas músicas instrumentais, sendo uma delas uma versão, e um cover. Algumas faixas bem ao estilo rockabilly, e outras mais intimistas, com clima de suspense, típico do psychobilly! Não deixe de ouvir o álbum, realmente vale a pena!
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FAIXA A FAIXA:
1) Penetration (Orgasmic Mix). O álbum inicia com uma faixa que possui um clima bem intimista, com uma ideia de safadeza, já que conta com diversos gemidos de mulheres no fundo. A harmonia é bem rock 'n' roll, com uma frase de guitarra bem ao estilo de músicas de mistério, e uma ponte que parece muito com Cramps, além de ter muito efeito na voz. Ótima faixa, mas não das melhores.
2) Please Little Woman. Considero esta uma das melhores do álbum. Uma das mais embaladas faixas do álbum, com certeza. A velocidade e as pausas no arranjo são o principal destaque, no mais é um rockabilly mais acelerado!
3) Come Back To School. Outra faixa que considero das melhores. Esta já com um clima mais intimista, a parte A bem em um clima de mistério, enquanto a parte B lembra bastante a música Do You Wanna Touch?, de Gary Glitter!
4) Trust In Me (Do The Moose). Esta já tem um clima mais jungle, também típico do psychobilly, com a bateria bem tribal, acompanhada pelo baixo, enquanto os acordes são apenas largados. Boa faixa, mas também não das melhores.
5) Heartbreak Hotel. Eis que chega o cover do álbum! Esta música foi composta por Thomas Durden e Mae Boren Axton, gravada, originalmente, por Elvis Presley, em 1956. Fizeram uma boa versão, existindo uma parte bem embalada do meio para o fim!
6) For A Few Burgers More. Esta é a primeira faixa instrumental, e, na verdade, é uma versão para a música For A Few Dollars More, trilha do filme de mesmo nome, composta por Ennio Morricone. É uma viagem ao velho oeste, incluindo sons de tiros!
7) If Only Mother Could See You Now. Excelente faixa, considero esta a melhor de todo álbum. Embalada, não te dá vontade de parar, apenas ir pra frente! A guitarra tem uma divisão rítmica veloz, ajudando nesta sensação, bem como a progressão harmônica crescente. Ótima composição, não deixe de ouvir, lembra um pouco Bitchin' Biker, do Asmodeus!
8) My Baby Left Me. Outra faixa bem rockabilly, porém mais veloz! Esta sim é um típico rockabilly, sendo o ponto forte as pausas na parte A. Boa, mas não das melhores!
9) Coffin Nails. Outra faixa que considero das melhores. Tem um clima bem sombrio na sua introdução, mas depois embala quando da entrada da bateria. Muito boa faixa, com a harmonia bem rock 'n' roll, assim como o solo da guitarra.
10) Nothing To Lose. Esta é a outra faixa instrumental do álbum. Bem embalada, com o baixo em destaque, ela possui uma frase que se mantém quase que como um ostinato durante toda música. Lembra um pouco a frase de Fender Bender, do MX-80 Sound!
11) Blubbery Love (Saintly Snails). Esta é, talvez, a faixa mais escrachada e arriada de todo álbum! Quase um discurso, com uma base executada por bateria e baixo, bem embalada e veloz, diga-se de passagem! Quando a guitarra aparece, mantém a mesma ideia.
12) Loose, Loose Woman (She's A Moose). O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Um rock mais ao estilo anos 60, com direito a refrão sing-a-long e tudo mais! Lembra um pouco bandas como Beach Boys!
Ouça o álbum, de preferência com um punhado de hambúrgueres!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Cock Sparrer - Back Home (2003)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Colin McFaull (Vocal)
Mick Beaufoy (Guitarra)
Daryl Smith (Guitarra)
Steve Burgess (Baixo)
Steve Bruce (Bateria)
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Este é o terceiro álbum ao vivo do grupo, lançado pelo selo Captain Oi!, após 5 álbuns de estúdio. Já havia feito uma resenha sobre este álbum em 2013, confira aqui. É um bom álbum, mostra que o grupo estava bem ensaiado para esta turnê, tudo no lugar, com os integrantes sabendo o momento de trabalhar com as dinâmicas e com as intenções. Afinal, eles já estavam na ativa há mais de 30 anos! O álbum contém os grandes clássicos do grupo e um pouco mais,entre eles um cover,  mas o que aparece em peso mesmo, é o álbum Shock Troops, já que apenas 2 faixas deste álbum não estão no repertório ao vivo. Para quem não conhece o som, digamos que o grupo é a principal referência para o gênero, não só pelo prestígio, mas também pelo tempo de estrada, sendo um dos primeiros grupos (se não o primeiro) do gênero a existir. Os músicos não têm grande técnica e as músicas não são velozes, mas com muitas faixas sing-a-long, existindo, inclusive, músicas que são cantadas em estádio de futebol pela torcida, na Inglaterra.
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FAIXA A FAIXA:
1) Riot Squad. O álbum inicia com uma gravação, como se fosse a introdução do show, algo parecido com uma abertura de novela! Logo após a guitarra começa com as duas notas que entregam que música virá! Boa faixa, com um refrão bem sing-a-long.
2) Watch Your Back. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Gosto muito da parte A desta música, tanto pela harmonia quanto pela melodia. A parte B, apesar de não ser tão bacana quanto a parte A, também tem seu valor! Lembra um pouco de UK Subs!
3) Working. Mais uma faixa que mantém o mesmo estilo das demais, com uma ideia harmônica bem rock 'n' roll, fosse menos "quadrado", ritmicamente falando, e mais "swingado" e seria um típico rock 'n' roll!
4) Teenage Heart. Esta faixa já é um pouco mais embalada, também bem rock 'n' roll. Aliás, é uma boa faixa, bem trabalhada, apesar de simples, mas com as guitarras sendo o grande diferencial.
5) What's It Like To Be Old?. Aqui o embalo volta a ser como as faixas anteriores, ou seja, mais na manha, mas, para variar, com um refrão bem sing-a-long. Um típico punk Oi!
6) Closedown. Outra faixa que considero das melhores! Ela inicia com uma ótima frase da guitarra, mantendo uma intenção harmônica bem tensa na parte A, como se nos preparasse para o repouso. O refrão já é mais trivial, sendo a parte A o grande destaque.
7) Get A Rope. A faixa inicia de uma maneira que funciona muito bem em shows. Caso fosse em estúdio, e já seria longo demais. No mais, a faixa é mais uma que mantém as características típicas do punk Oi!
8) Argy Bargy. A faixa possui, na introdução, uma harmonia bem interessante executada em stacatto. Na verdade, esta é a harmonia do refrão! No mais mantém aquela harmonia e intenção bem rock 'n' roll.
9) Run Away Johnny. Gosto bastante desta faixa, com um refrão bem sing-a-long, típico de bandas punk inglesas. A parte A não agrada muito e o final do refrão deixa-o muito alegre.
10) Tough Guys. Outra faixa que considero das melhores do álbum, talvez a primeira que tem uma linha de baixo desenhada, mesmo que simples e sempre igual! A preparação para o refrão é bastante interessante, enquanto o refrão é aquele bem sing-a-long, como a maioria das faixas!
11) Take 'Em All. Esta é a faixa que cantam nos estádios de futebol! Ótima faixa, um ótimo exemplo para definir o gênero ou apresentá-lo a alguém que não conhece! Perfeita para se cantar num bar bebendo cerveja!
12) A.U.. Outra faixa que considero das melhores. Talvez a faixa mais agressiva de todo álbum, a que tem mais fúria no seu arranjo. Assim como a faixa de abertura, a guitarra mantém um ostinato, porém com mais de duas notas, por um pequeno trecho.
13) Don't Blame Us. Uma composição bem alegre, também perfeita para se curtir em um bar tomando cerveja. A frase da guitarra lembra abertura de desenho animado dos anos 70! Um jogo de dinâmica bem destacado entre as partes.
14) I Got Your Number. Mais uma faixa que mantém as mesmas características clássicas do gênero: harmonia bem rock 'n' roll e refrão sing-a-long com andamento não muito acelerado.
15) Because You're Young. Esta faixa é uma que se parece com outro hino de bar! Bem sing-a-long, com um bom desenho melódico, é perfeita para se cantar e beber!
16) Secret Army. Boa faixa. Com a introdução executada com pausas e refrão bem trivial. Esta é outra faixa que se parece com UK Subs!
17) Where Are They Now?. Mais um hino de bar! Porém esta não é toda sing-a-long, apenas o refrão, como de costume para o gênero! As mesmas características das demais faixas.
18) Runnin' Riot. Talvez o grande clássico do grupo e, com certeza, na minha opinião, a melhor composição do grupo. Simplesmente excelente! A introdução é excelente devido à frase da guitarra, a parte A é excelente, principalmente devido aos acentos e ataques nos pratos e o refrão? Bom, o refrão é todo ele excelente! Não deixe de conferir!
19) Sunday Stripper. Depois da melhor faixa, vem a pior do álbum, na minha opinião! Enquanto a faixa anterior motivava, esta pede para quem está curtindo, descansar. É um punk Oi! com cara de blues e refrão sing-a-long. O destaque está na ponte entre a parte A e o refrão.
20) Chip On My Shoulder. Muito boa faixa, já mais embalada, com uma ótima harmonia, é uma pena que o refrão não mantém a mesma pegada da parte A.
21) White Riot. Eis que chega a faixa cover! Esta é uma música composta por Paul Simonon e Joe Strummer, gravada pelo grupo Clash em seu primeiro álbum, em 1977. Talvez a música mais tocada do Clash, principalmente se pensarmos apenas em bandas de punk rock!
22) England Belongs To Me. Se Runnin' Riot não for a música mais conhecida dp grupo, com certeza o posto fica com esta faixa aqui! Boa música, com um refrão sing-along, a música serve de tema de abertura para alguns lutadores ingleses de MMA entrarem no octógono!
23) We're Coming Back. O álbum fecha com outra música muito boa, a qual considero uma das melhores do álbum. Também bem clima de bar com cerveja! Música toda sing-a-long!
Ouça o álbum e volte ao lar!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

CMX - Kolmikärki (1990)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: Finlândia (Tornio / Lapland)
FORMAÇÃO:
A.W. Yrjänä (Vocal, baixo)
Kimmo Suomalainen (Guitarra)
Pekka Kanniainen (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo, e foi lançado pelo selo Bad Vugum. Eu o classifiquei como hardcore old school, pois é o estilo que mais aparece no álbum, porém isto pode ser discutido, já que existe uma mescla bem grande de gêneros, entre eles, hard rock, rock progressivo, música tribal, música indiana, e valsa! É um bom álbum, tem arranjos bem inusitados e inesperados em alguns trechos, de qualquer forma, as músicas são bem arranjadas e as composições bem elaboradas. O desenho melódico da voz, na minha opinião, é o grande destaque, assim como eventuais trechos que exigem sincronia entre os integrantes. O andamento das músicas é bem variado, existindo trechos mais velozes e outros menos. Vale a pena conferir este que é o pontapé inicial para uma carreira bem sucedida em seu país!
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FAIXA A FAIXA:
1) Johdatus Salatieteisiin. O álbum inicia com uma faixa que tem bem a característica de introdução, bem tribal, com tambores e instrumentos de percussão. É como se estivéssemos sendo levados para o meio da selva!
2) Sika Ja Perkele. A faixa inicia com um dedilhado na guitarra, mas logo em seguida, com a entrada dos demais instrumentos, a música já se torna um hardcore, lembra, um pouco MDC, mas com o arranjo mais trabalhado, existindo um trecho mais funk! Boa faixa.
3) Nahkaparturi. Considero esta uma das melhores do álbum. Não é muito veloz na parte A, mas tem um ótimo riff de guitarra, bem hard rock, enquanto a parte B é um hardcore, bem veloz. Existe uma ponte, entre as partes A e B, que é muito inspirado em Rush!
4) Kaikki Nämä Kädet. Esta é uma faixa bem trivial, nada de bom, mas também nada de ruim. Talvez o desenho melódico da voz seja o principal destaque. Ela tem trechos velozes, um hardcore, mas tem seus momentos mais lentos, bem rock.
5) Götterdämmerung. Esta faixa já é bem veloz. A considero uma boa faixa, principalmente no refrão, mas com nada de especial para considerá-la das melhores. O grande destaque está no arranjo, que consta com trechos bem trabalhados exigindo sincronia entre os músicos.
6) Kuolemattomuuden. A faixa do riff à la Dead Kennedys! O riff é o grande destaque da faixa, que no mais é um hardcore meio skate punk, com uma frase do baixo bem interessante. Enfim, difícil falar, muitas variações no arranjo, que por sinal, é o grande destaque, junto com o riff.
7) Pyydä Mahdotonta. Excelente faixa, esta é uma valsa executada apenas com o violão e um órgão, existindo bastante dissonância nos acordes. Mas o grande destaque está, com certeza, na melodia vocal, muito bem composta.
8) Pyörivät Sähkökonet. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Ela conta com a participação de Tepa Lukkarinen tocando guitarra. Com certeza a faixa mais hard rock de todo álbum, lembrando muito bandas como W.A.S.P. ou até AC/DC, mas sem grandes produções, ou seja, nenhuma faixa é "engordada" com overdubs ou algo do tipo!
9) Taivas Helvetti. Faixa bem embalada e veloz, com muitos efeitos no arranjo da guitarra. Aliás, bem original esta composição, com exceção do refrão, o qual é bem sing-a-long! Bom arranjo, existindo trechos que exigem sincronia.
10) Voittamaton. Considero esta a melhor faixa do álbum, embalada e com um ótimo desenho melódico, executado de maneira bem escrachada. Talvez a faixa mais cru de todo álbum, direto e reto!
11) Suuri Äiti. Se a faixa anterior eu considero a melhor do álbum, esta é a pior! Lenta, executada com dedilhado na guitarra, uma melodia que, não é ruim, mas, não agrada muito. Quando o dedilhado para, a música se mantém sem energia.
12) Kolmas Johannes. O início desta faixa me lembra bastante a música Maior Abandonado, do Cazuza, devido à frase da guitarra! Depois ela se torna um hardcore, bem veloz, com eventuais trechos com frases dos instrumentos.
13) Hiljaisuuden Pelko. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente devido ao arranjo, que é muito bem trabalhado e varia bastante, com frases e intenções. Na maior parte do tempo ela é um hardcore veloz, mas possui bastante variação.
14) Liekkisusi & Sulkakäärme. Se o álbum inicia nos levando para dentro da selva, ele finaliza nos levando até algum deserto na Índia! Música sem letra, baseando-se na ideia da música não temperada, explorando e abusando muito dos comas, ou microtons, na sua execução. Faixa bem característica para final de álbum.
Ouça o álbum de estreia do grupo e conheça o tridente!

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Civil - Civil (1987)

GÊNERO: Rock
ORIGEM: Brasil (São Paulo / São Paulo)
FORMAÇÃO:
Ricardo Henrique (Vocal, guitarra)
Marco Antonio (Guitarra)
Walter Lopes (Baixo)
Sidney Pirulli (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo, lançado pelo selo RGE. Muito bom o álbum, mas não excelente. É o típico rock brasileiro dos anos 80, com tudo a que tem direito! O efeito de chorus está muito bem evidenciado. Embora o álbum seja bem rock, existe pitadas de punk rock e new wave, lembra muitas bandas nacionais dos anos 80, como Plebe Rude, Os Eles, ou Ira!. Ricardo Henrique é o responsável pelo registro dos demais instrumentos, como gaita de boca ou teclado. O álbum ainda conta com a ilustre participação de Marcelo Nova! É um bom álbum (o qual tenho em Lp), mas creio que pecaram no fato de "atirar para todos os lados", ou seja, existem muitas influências diferentes, como se quisessem atingir diversos públicos-alvo. Ao meu ver, isto foi o responsável pelo grupo não atingir um grande sucesso, pois qualidade nas composições, arranjos, ou técnica, existe!
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FAIXA A FAIXA:
1) Sistema. O álbum inicia com a música de trabalho e divulgação, existe, inclusive, no youtube, diversas apresentações do grupo, uma no Clube do Bolinha (em playback), outra no programa Boca Livre, outra no programa Perdidos na Noite e em todas o grupo se apresenta com esta faixa. É uma boa composição, bem trabalhada, com um bom embalo, e ainda tem uma gaita de boca bem marcante. Bem rock brasileiro!
2) O Que Eu Quero Ser. Esta faixa conta com a participação de Marcelo Nova, ela já é mais intimista, com uma levada em shuffle, quase um jazz, existindo, ainda, a execução de um piano. Boa faixa.
3) Passando Mal. Considero esta uma das melhores faixas do álbum (se não a melhor). Ela é um punk rock, já mais embalada e acelerada. Notas dissonantes fazem parte da frase da guitarra, dando um clima bem interessante. Uma das guitarras faz um arranjo de fundo, com frases bem dissonantes e atípicas.
4) Alguém. A música mais lenta de todo álbum, apesar de ter um embalo legal. É uma boa faixa, com diversos elementos de percussão ao decorrer da faixa. O destaque está nos arranjos, vale a pena conferir!
5) Uga Ga (Gagagaugaga). Música bem jungle, esta faixa foi gravada em sua demo de estreia, em 1986. Não possui letra, mas também não é instrumental. É como se fosse uma música de pré- históricos!!!
6) Paranóia. Aqui começa o lado B! E este inicia com um excelente groove, com o baixo dando toda intensão, com Slap! A guitarra tem um efeito de chorus bem evidenciado.
7) Jogo De Espelhos. Outra faixa com o chorus a mil! Bem fraquinha esta faixa, mas não é ruim, com um dedilhado em uma das guitarras, mas não é o suficiente para para torná-la boa ou ruim!
8) Nenhuma. Outra que considero das melhores do álbum, talvez (e bem provável), melhor faixa. A mais veloz até aqui, esta é outro punk rock, sem frescura, mas com tudo bem trabalhado e no lugar.
9) Ode Por Um Velho Ídolo Do Rock 'n' Roll. Outra faixa que considero das piores do álbum! Esta sim é lenta, quase uma balada, talvez a pior. A guitarra é executada, quase toda em forma de dedilhado.
10) Juízo Final. O álbum fecha com mais uma que considero das melhores do álbum, bem embalada, esta é, na verdade, outro punk rock. Boa faixa, o qual possui um arranjo de teclado, mas o destaque está no arranjo e nas variações de dinâmica.
Ouça o álbum e aja como um civil!

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Cigar - Unreleased Demo (1997)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: EUA (Eugene-L.C. / Oregon)
FORMAÇÃO:
Rami Krayem (Vocal)
Jeff Jones (Guitarra)
Jason Torbert (Baixo)
Jon Sortland (Bateria)
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Esta é a primeira demo, e primeiro registro, do grupo, lançado de maneira independente. São as únicas gravações que contam com a participação de Jeff Jones, logo após, ele deixou o grupo, passando a guitarra para Rami Krayem, consolidando a formação mais conhecida da banda. Eu sou suspeito para falar sobre o grupo, sou um grande fã, mas um grande fã mesmo, está entre as minhas 3 bandas favoritas, não consigo encontrar nenhuma música ruim, todas são excelentes, uma melhor que a outra! Lembra uma mistura de Pennywise com Lagwagon, as composições têm muita velocidade, sincronia e técnica, em especial por parte do baixo e bateria, associado a uma melodia vocal muito bem desenhada, embalo e expressão... ou seja, tudo de bom, realmente não consigo encontrar um defeito para apontar! Duas faixas são composições que estão presente apenas nesta demo, as demais foram regravadas para o seu próximo e único álbum. Não deixe de ouvir a demo, vale a pena!
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FAIXA A FAIXA:
1) Long Run. A demo abre com uma excelente faixa. Muita dinâmica e embalo, além de sincronia entre os integrantes. Ótimos riffs e ótimas frases do baixo, além de eventuais pausas de curta duração, esta faixa foi regravada para o seu álbum.
2) Captain. Outra composição que foi regravada para o álbum. Mais uma vez, uma excelente composição, com as mesmas características da faixa anterior. Simplesmente excelente composição, em todos os sentidos, sendo o destaque o trecho após o segundo refrão, com uma excelente frase da guitarra e do baixo, bem como um arranjo bem trabalhado.
3) Tired. Esta é uma das músicas que estão presente apenas nesta demo. Talvez a única faixa que tem uma peculiaridade na introdução, fugindo das características padrão das composições do grupo. Tudo porque a faixa inicia mais lenta e sem distorção na guitarra, mas ainda assim, uma excelente introdução! Após, mantém as mesmas características das demais faixas.
4) Weight Of The World. Uma das melhores composições do grupo, na minha opinião. Veloz, embalada, excelente melodia, linda linha de baixo, em especial na parte A, bem como ótimo arranjo que necessita de bastante sincronia para executar. Também regravada para o álbum. Vale a pena conferir!
5) Killing Time. A demo fecha com a outra faixa inédita, existente apenas nesta demo, e, mais uma vez, uma excelente composição, que, para variar, mantém as mesmas características de sempre: embalo, sincronia, expressão, bom desenho da linha vocal... enfim, tudo que você já leu na descrição das faixas anteriores!
Ouça a demo e curta a demo que nunca foi lançada!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Choke - Foreword (1999)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Canadá (Edmonton / Alberta)
FORMAÇÃO:
Clay Shea (Vocal, baixo)
Jack Jaggard (Guitarra)
Shawn Moncrieff (Guitarra)
Stefan Levasseur (Bateria)
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Este é o quarto álbum do grupo, lançado pelo selo Smallman. Pode-se dizer que este é um álbum de transição, pois começam a alterar o estilo, transparecendo mais influência do rock progressivo. O próprio vocalista chegou a mencionar que este álbum é o assassinato da carreira! Tecnicamente o álbum é excelente, com arranjos muito bem trabalhados, alterações de compasso e acentos. As músicas são velozes, porém não por todo tempo, realmente muito velozes em alguns momentos, o que estraga o álbum é o vocal de Clay Shea, muito agudo e "chorado", perdendo a fúria que poderia estar estampada nos arranjos. De qualquer forma, o álbum é muito bom, o vocal não chega a estragar, apenas poderia ser melhor, mas o grande destaque, sem dúvida, é o quesito técnico. É muito difícil um grupo canadense não ter bons arranjos e integrantes com boa técnica.
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FAIXA A FAIXA:
1) Recoil. O álbum inicia com uma boa composição, veloz, mas com trechos cadenciados, sempre executados com grande técnica. O arranjo é muito bem trabalhado, mas o destaque negativo é o vocal, que poderia ser mais furioso!
2) Perfect, Plastic. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Veloz, com arranjo bem trabalhado, o vocal soa quase como um detalhe, destaque para o quesito técnico, mais uma vez.
3) Numb Phase. Outra música muito boa, também veloz, com as mesmas características da faixa anterior, mantendo o padrão. Esta faixa não chega a ser tão empolgante, mas é muito boa.
4) Tired. Talvez a pior faixa até então, mas não é ruim. Muito veloz, mas com o vocal chorado demais. Como não poderia deixar de ser, o arranjo é muito bem trabalhado, sendo, mais uma vez, o grande destaque da faixa.
5) More Than One Opponent. Outra faixa muito boa, muito veloz, talvez a mais veloz até aqui, com um ótimo arranjo e o vocal um pouco mais "raivoso" que as anteriores. O ponto fraco está no arranjo do final que é simples e desagradável.
6) Not The Answer. Outra faixa que não me agrada muito, apesar de não ser ruim. Já não tão veloz quanto às anteriores e com arranjo mais simples. É quase como se tivessem optado por esta ser a música de trabalho do álbum!
7) It's Gone Too Far. Considero esta a melhor faixa do álbum. Muito veloz, muito bem trabalhada, e com o vocal menos "chorão". Poderia todas as músicas seguir o mesmo exemplo! Mais uma vez, existem trechos cadenciados com arranjos muito bem trabalhados e técnicos.
8) One Less Thing. Com certeza a pior faixa do álbum, disparado! É uma faixa acústica, apenas voz e violão. Realmente horrível, pois todo destaque do grupo, que são a sincronia e a técnica, some. Não se dê ao trabalho de ouvir esta faixa, não vale a pena.
9) Lifeline. Aqui a faixa volta a ser como as demais, com bom arranjo, boa técnica e velocidade, mas não muita. É uma boa faixa, mas não das melhores.
10) I've Told Myself A Thousand Times. Outra faixa que considero das melhores, muito bem trabalhada, com alto grau de dificuldade e muita velocidade. O grande destaque, mais uma vez, está no arranjo, e o ponto fraco está na voz.
Ouça o álbum e conheça o prefácio!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Chemical People - So Sexist! (1988)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Los Angeles-L.A.C. / California)
FORMAÇÃO:
Dave Nazworthy (Vocal, guitarra, bateria)
Blair Jobe (Vocal, guitarra)
Jaime Pina (Guitarra)
Ed Urlik (Baixo)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Cruz. É um excelente álbum, realmente muito bom, o som lembra uma mistura de Les Thugs com Sub Society e pitadas de Descendents, Adolescents e Red Hot Chili Peppers (início da carreira). O baixista e baterista deste álbum foram responsáveis por fundar, junto com Dave Smalley, a banda Down By Law, sendo responsáveis pela cozinha dos dois primeiros álbuns do grupo. É possível notar a semelhança mesmo sem saber, pois os "cacoetes" e timbres são os mesmos! As músicas não são muito velozes mas todas têm embalo, existindo, também, faixas que mesclam o punk com o funk. As curiosidades do álbum são: 1) Tesco Vee, vocal do Meatmen, faz participação em 5 faixas do álbum, todas aquelas que não têm instrumentos, apenas falas; 2) Blair Jobe deixou o grupo durante as gravações do álbum, por isso ele é responsável pelos vocais das primeiras faixas apenas, após, Dave Naz assume a função, tanto a de vocal quanto a de guitarrista, para finalizar o álbum, sendo responsável pela voz das últimas faixas; 3) O álbum possui uma faixa cover; 4) Bill Stevenson é o produtor do álbum; 5) Jeanna Fine é o nome da modelo na capa; 6) Dave Naz é fotógrafo pornô e diretor de filme pornô! Não deixe de ouvir, realmente vale a pena!
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FAIXA A FAIXA:
1) Mow The Lawn. Apenas falas, primeira das 5 faixas gravadas por Tesco Vee.
2) Don't Tell Me. Muito boa composição, mas não a considero das melhores do álbum, apesar de não ser ruim. A parte A é muito "alegre" o que me desagrada um pouco. Lembra uma mistura de Sub Society com Descendents!
3) Human Fear. Aqui começa a melhor seqüência do álbum, na minha opinião. Acordes abertos e embalo, bem na linha Les Thugs, ótima composição. As eventuais dobras da caixa da bateria e as guitarras são o  destaque.
4) Submarine Dream. Outra excelente composição na linha Les Thugs! Aliás, esta é ainda mais semelhante ao grupo francês do que a faixa anterior, talvez, também, devido ao reverber na voz. Menos veloz, mas muito bem trabalhada, vale a pena conferir.
5) Good, Bad & The Ugly. Ótima composição, sem dúvidas uma das melhores do álbum. Ótima harmonia, embalo, apesar de não veloz, com um refrão sing-a-long que tem o destaque da caixa dobrada e da melodia vocal.
6) Times Will Change. Outra faixa que considero das melhores do álbum, principalmente devido à linha melódica da voz. Não é uma faixa veloz, com apenas três acordes, mas muito bem trabalhada, existindo uma velocidade maior no final. Talvez a melhor faixa do álbum!
7) Henry Whitpenn. Outra faixa excelente! É a última faixa do álbum com a participação de Blair Jobe. Refrão sing-a-long, bem embalada, esta lembra bastante Adolescents, existindo eventuais dobras da caixa que dão um brilho a mais.
8) Go Chemical Or Die. Segunda das cinco faixas narradas por Tesco Vee.
9) Find Out. Primeira faixa com Dave Naz nos vocais e guitarra, talvez a faixa que mais se assemelha a Descendents, muito parecida mesmo. É uma boa faixa, principalmente no refrão, bem sing-a-long.
10) Donut Run. Outra faixa bacana, mas não a considero das melhores, considero o refrão bastante ordinário, além de ser bem alegre. As pontes são o grande destaque da composição.
11) Action Slacks. Mais uma faixa protagonizada por Tesco Vee, desta vez com The Ripper do Judas Priest rolando no fundo!
12) Shock Me. Esta é a faixa cover do álbum, composta por Ace Frehley e gravada pelo grupo Kiss em 1977, foi a primeira música que Frehley gravou a voz. Diz a lenda que, como era envergonhado, gravou deitado no chão! De qualquer forma, a versão aqui é bastante semelhante, mas mais suja e escrachada.
13) McDonalds. Quarta faixa protagonizada por Tesco Vee.
14) Diet Koke. Outra faixa que considero das melhores, bastante embalada e veloz (para os padrões do grupo), com ótimo riff de guitarra. Talvez a faixa mais hardcore do álbum.
15) Funky Time. O nome diz tudo! Esta é uma faixa instrumental bem funk metal. Poderia muito bem ser uma composição do primeiro ou segundo álbum do Red Hot Chili Peppers caso o Anthony Kiedis cantasse!
16) Those Young Girls. Esta é a última música do álbum, também bem funk metal, com muito slap do contrabaixo, já mais embalada, ela tem um momento mais cadenciado em duas partes, sendo, numa delas, uma transformação do funk para o blues! Existem sons eróticos e gemidos emitidos por mulheres durante a faixa!
17) Star Drek. O álbum finaliza como iniciou, com o protagonismo e discurso de Tesco Vee.
Ouça o álbum e se sinta tão sexista!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Charley Patton - ABC Of The Blues (Vol. 35) (2010)

GÊNERO: Blues
ORIGEM: EUA (Edwards-H.C. / Mississippi)
ARTISTAS:
Charley Patton / Bukka White / Delta Big Four / Walter "Buddy Boy" Hawkins / Willie Brown / Willie Lofton Trio / Son House / Howlin' Wolf
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Esta é uma coletânea lançada pelo selo Documents e tem material do período entre 1929 e 1944. Ao meu ver, foi uma lista de músicas mal selecionadas, tudo porque apenas as 3 primeiras faixas da coletânea são executadas por Charley Patton, todas as outras são de outros artistas que, em algum momento, tiveram alguma ligação com o músico, seja no convívio ou apenas por influência. As músicas são muito boas, algumas excelentes e poucas ruins, o repertório foi bem escolhido, mas não é valorizado o trabalho de Charley. De qualquer forma, é uma boa mostra do blues do Delta e prova porque Charley Patton é referência para muitos excelentes e consagrados músicos, não só do blues, mas como de outros gêneros também.
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FAIXA A FAIXA:
1) High Water Everywhere, Pt. 1. A coletânea inicia com uma música gravada por Charley Patton em Dezembro de 1929. Considero esta uma das melhores faixas da coletânea, extremamente expressiva, ficando evidente no acompanhamento "natural" do intérprete com o som percussivo, bem como na expressão vocal. Realmente uma excelente música para abrir a coletânea!
2) Hang It On The Wall. Esta faixa foi gravada por Charley Patton em 1º de Fevereiro de 1934 e a considero a pior faixa da coletânea. Muita influência de country nesta composição, bem um blues-country mesmo! É possível perceber a expressão do artista no acompanhamento percussivo, igual à faixa anterior.
3) Prayer Of Death, Pt. 1. Outra faixa gravada por Charley Patton, esta inclusa no seu primeiro dia de gravação, em 14 de Junho de 1929, e última faixa gravada por ele nesta coletânea. Outro blues-country, por assim dizer, também não é das minhas músicas favoritas, mas não é ruim. O curioso é que é possível ouvir o som da madeira rangendo no assoalho! Detalhes de gravação que passavam despercebidos há 89 anos atrás!
4) Sic 'Em Dogs On. Música gravada por Bukka White, muito boa por sinal. Um blues monocórdico, o qual sou suspeito pra falar, já que sou fã! Tem que se ter muita expressão e intensão para fazer uma música de um acorde soar bacana, e eis aqui um exemplo!
5) Watch And Pray. Música gravada por Delta Big Four, um quarteto vocal inspirado nos quartetos de barbearia, muito comuns nos EUA nas décadas de 30 e 40. Não me agrada muito esta faixa, a considero uma das piores da coletânea, mas serve como forma de registro!
6) Snatch And Grab It. Música gravada por Buddy Boy, ou Walter Hawkins. Na verdade esta composição é uma música folclórica, gravada e tocada por muitos artistas até os dias de hoje. Provavelmente o NOFX se inspirou nela para compor Buggley Eyes! Também não considero das melhores da coletânea, apesar de ter seu valor, especialmente devido ao vocal silábico, no final.
7) M And O Blues. Música gravada por Willie Brown, considero-a uma das melhores da coletânea, muito expressiva, excelentes riffs no violão, e vocal lamentado! Vale a pena conferir.
8) Dark Road Blues. Música gravada por Willie Lofton Trio, e a considero uma das melhores faixas da coletânea, muito em função da maneira como o violão é interpretado, existindo momentos em que as cordas são puxadas, assemelhando ao som do slap. Muito interessante!
9) Country Farm Blues. Música gravada por Son House, e, na minha opinião, a melhor música da coletânea. Executada com o bottleneck, também é um blues monocórdico, e não preciso repetir o que penso a respeito! Ótima faixa, não deixe de ouvi-la!
10) Forty Four. Música gravada por Howlin' Wolf. É uma ótima música, mas já destoa bastante das demais, principalmente porque se percebe uma roupagem mais moderna no arranjo, existindo acompanhamento de outros instrumentos, inclusive o piano. Acho esta faixa fora do contexto das demais, mas é uma ótima música.
Ouça a coletânea e tenha uma noção do C no ABC do blues!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Chaos UK - Total Chaos (1991)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: Inglaterra (Portishead / Somerset)
FORMAÇÃO:
Simon Greenham (Vocal)
Andy Farrier (Guitarra)
Adrian Rice (Baixo)
Richard Potts (Bateria)
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Esta é a segunda coletânea lançada pelo grupo, através do selo Anagram. É uma coletânea que contém material de 4 fontes diferentes, todas dos anos de 1982 e 1983. A coletânea conta com o primeiro álbum do grupo, Chaos Uk, de 1983, dos dois primeiros Ep's, Burning Britain e Loud Political & Uncompromising, ambos de 1982, e de uma música presente na coletânea Riotous Assembly, também de 1982. Já havia feito uma resenha sobre a coletânea em 2013, confira aqui! Os músicos não têm técnica, aliás, deixam a desejar, as composições são executadas de maneira bem simples e, muitas vezes, não existe sincronia entre os instrumentos, dando uma sensação de bagunça para os arranjos. De qualquer forma, a energia supera a falta de técnica e, gostando ou não, foram pioneiros em sua forma de compor e interpretar. O som lembra bastante Disorder ou Chaotic Dischord. A maioria das músicas são velozes, mas não todas. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Selfish Few. A coletânea inicia com o primeiro álbum, homônimo, na íntegra. Considero o pior momento da coletânea. É uma música veloz, mas o timbre da guitarra não me agrada, além desta estar desafinada.
2) Fashion Change. Mais uma faixa com muita energia e veloz, mas o timbre da guitarra continua o mesmo, enquanto que o vocal está com muito reverber. O arranjo da bateria de uma parte para outra é o grande destaque.
3) You'll Never Own Me. Composição bem simples e executada de maneira "bagunçada", os pratos soam muito, não dando dinâmica no arranjo. Mais uma faixa veloz e com muita energia.
4) The End Is Nigh. Esta é a primeira faixa com andamento mais lento. Muitos efeitos na guitarra, como flanger e phaser, mas uma composição bem simples, porém com mais intenções de dinâmica, muito em função da bateria.
5) Victimised. Outra faixa que mantém o mesmo andamento da anterior. Aliás, a intenção é a mesma, porém nesta os pratos são mais usados e o vocal está mais expressivo, porém apenas no início da faixa!
6) Parental Love. Considero esta uma das melhores faixas da coletânea. Mais uma vez a velocidade volta à tona, e existe variações de intenção na troca das partes, bem como o vocal executado com bastante energia.
7) Leech. Mais uma faixa veloz, porém muito escrachada, dando, mais uma vez, aquela sensação de bagunça. Existem algumas dobras de guitarra que só prejudicam o arranjo, embolando mais ainda.
8) Chaos. Outra faixa que mantém as mesmas características da anterior, porém sem as dobras de guitarra e com arranjo mais bem trabalhado.
9) Mentally Insane. Outra faixa que me agrada bastante! O vocal tem um eco como efeito, mais uma vez veloz, mas ainda sedm nada de mais, composições e arranjos bem simples.
10) Urban Guerilla. O grande destaque desta composição está na bateria, que cria todas as intenções do arranjo, principalmente quando da troca das partes. Mais uma vez veloz e com sensação de bagunça!
11) Farmyard Boogie. Aqui finaliza o primeiro álbum, e este acontece com a música que talvez seja seu grande clássico. Não me agrada esta faixa, pois é muito longa, lenta, e sempre com uma mesma cadência de dois acordes, apenas alternando suas intenções.
12) Four Minute Warning. Aqui inicia o primeiro Ep do grupo, Burning Britain, o qual considero a melhor seqüência da coletânea. Aliás, considero esta uma das melhores faixas, veloz, com um bom timbre da guitarra, o vocal mais em evidência, e com um refrão sing-a-long.
13) Kill Your Baby. Outra que considero uma das melhores da coletânea. Esta já lembra bastante GBH, principalmente devido ao refrão (e ao título). Veloz, com um refrão sing-a-long e bem marcado, além de bastante energia.
14) Army. Esta tem uma introdução bem marcada, que nada mais é do que o refrão, mas depois vem o embalo. A faixa se alterna entre estas duas partes, bem simples e sem muita empolgação, apesar de bastante energia.
15) Victimised (Single Version). Aqui finaliza o primeiro Ep na íntegra! Prefiro esta versão se comparado com a versão do álbum, embora as intenções sejam as mesmas. Creio que a grande diferença está no vocal, o qual aparece mais.
16) No Security. Bom, sou suspeito pra falar desta faixa, sempre fui um grande fã desta música, desde sempre, cansei de ouvi-la repetidamente e lembro de tentar cronometrar quanto tempo conseguia manter o grito do início! Esta versão é a mesma que aparece no documentário UK/DK, surgindo, assim, o videoclip da composição. Música veloz e com muita energia, até de sobra, esta abre as faixas do segundo Ep, Loud Political & Uncompromising.
17) What About A Future. Mais uma faixa veloz e com muita energia, porém com melodia e harmonia não tão empolgantes. De qualquer forma é uma boa composição.
18) Hypocrite. Esta é a faixa que finaliza o segundo Ep na íntegra, e, a considero uma das melhores da coletânea. Mantém as mesmas características da ultima faixa, porém o refrão é mais interessante, sendo este o grande destaque.
19) Senseless Conflict. Esta é a faixa que finaliza a coletânea e está presente na coletânea Riotous Assembly. É uma boa composição, mantendo as mesmas características da faixa anterior, porém com refrão não tão empolgante, embora seja muito bom também!
Ouça a coletânea e conheça o caos total!