sexta-feira, 13 de julho de 2018

Capdown - Wind Up Toys (2007)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: Inglaterra (Milton Keynes / Buckinghamshire)
FORMAÇÃO:
Jacob Sims Fielding (Vocal, saxofone)
Keith Minter (Guitarra)
Robin Goold (Baixo)
Tim MacDonald (Bateria)
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Este é o terceiro e último álbum lançado pelo grupo, através do selo Fierce Panda. O álbum foi lançado em Fevereiro e a banda acabou em Novembro do mesmo ano. É um bom álbum, mas não dos melhores. Creio que houve uma tentativa forte de flertar com o pop, como uma busca pelo marketing, já que as primeiras faixas soas de uma maneira e as últimas de outra maneira. Parece que o início do álbum é um apelo comercial, enquanto que o final parece ter mais a identidade do grupo. É o primeiro álbum em seis anos, e é um álbum mais pra hardcore do que para ska. Lembra bastante Sublime, mas com pitadas de Goldfinger, Red Hot Chili Peppers e bandas inglesas (muito devido às guitarras) como Strokes. Vale a pena conferir.
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FAIXA A FAIXA:
1) Truly Dead. O álbum inicia com uma das melhores faixas. Embora não muito veloz, gosto muito do seu arranjo e suas variações rítmicas, além de ter um excelente refrão. Vale a pena conferir!
2) Blood, Sweat And Fears. Esta já tem uma intenção mais ska, mas o grande destaque está na voz, principalmente no seu início. Lembra um pouco de Red Hot Chili Peppers este vocal. No mais é uma música bacana, mas nada de mais, existindo um trecho mais pesado já no meio para o final.
3) Wind Up Toys. A faixa título do álbum inicia com um riff bem pesado, mas depois, quando da entrada da voz, entra um ska, voltando ao riff pesado entre as partes. O destaque é o desenho melódico do refrão. Boa faixa.
4) Terms And Conditions Apply. A faixa inicia com um bom riff de guitarra, bem ao estilo inglês, e, mais uma vez, quando da entrada da voz, começa o ska. Talvez a faixa com mais apelo comercial até então, muito devido ao refrão. Não chega a ser ruim, mas não empolga.
5) Surviving The Death Of A Genre. Outra que inicia com um bom riff de guitarra, porém desta vez, sem ska! Mais uma faixa com apelo comercial, meio que pop,  meio que emo, o destaque está no riff da guitarra.
6) No Matter What. Com certeza a faixa mais pop e com maior apelo comercial do álbum. Bem lenta, ela é um ska com reggae e groove. Considero esta a pior faixa do álbum.
7) Thrash Tuesday. Aqui é como se começasse um novo álbum! E já iniciaria com um petardo! A música mais pesada e veloz de todo álbum, um hardcore sem frescura, pesado e de pequena duração. Considero esta a melhor faixa do álbum.
8) Generation Next. O grande destaque da faixa já fica exposto no início, que é o riff da guitarra. A frase da bateria quando da entrada da voz também é outro destaque, com um refrão bem sing-a-long. Ótima faixa, vale a pena conferir.
9) Keeping Up Appearances. Outra faixa muito boa, com uma harmonia e execução bem ao estilo das bandas britânicas! Logo após, quando da entrada da voz, a música se transforma num ska, que se mantém até o refrão. O destaque está no desenho melódico da voz na parte B, bem como a divisão rítmica da introdução.
10) Strictly Business. Esta é um hardcore melódico bem fiel! Uma das faixas mais velozes do álbum, embalada e com excelente desenho melódico da voz. Vale a pena conferir!
11) Community Service. Considero esta uma das melhores do álbum, apesar de não muito veloz. A frase da guitarra no início e a melodia do vocal são o grande destaque da composição que se transforma num ska quando da entrada da voz. Vale a pena conferir!
12) Home Is Where The Start Is. O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Uma intenção bem sombria, principalmente devido à harmonia, mas reforçado pelas notas da melodia vocal. As variações rítmicas são outro destaque. O álbum fecha com chave de ouro!
Ouça o álbum e comece a acabar com brinquedos!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Califórnia - 31ª Califórnia Da Canção Nativa Do RS (2001)

GÊNEROS: Rancheira / Milonga / Chimarrita / Chacarera / Chamamé / Vanera
ORIGEM: Brasil (Uruguaiana / Rio Grande Do Sul)
INTÉRPRETES: César Oliveira e Rogério Melo / Pirisca Grecco / Luiz Carlos Borges / Vinícius Brum / Délcio Tavares / Luiz Marenco / Jairo Lambari Fernandes / Eraci Rocha / Joca Martins / Roberto Luzardo / Tiago Cesarino / Jorge Freitas e Rubilar Ferreira / Adilson Moura / Robledo Martins / Léo Almeida / Luiz Felipe Delgado / César Santos / Ricardo Carus / Ângelo Franco
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Este é, como o título já diz, o trigésimo primeiro álbum do festival, lançado pelo selo USA. É um álbum que possui composições muito ricas e muito bem arranjadas, porém a maioria das faixas não tem aquela energia contida em várias músicas pampeanas, sendo a técnica e arranjo mais rebuscados em detrimento à energia. Poucas faixas têm rasqueado, a maioria possui dedilhado, além de contar com instrumentos pouco convencionais para o estilo, como bateria e contrabaixo elétrico. É um álbum bem extenso, com quase duas horas de duração, mas que reflete bem a história do festival. Com poucas faixas excelentes, algumas muito boas, a maioria ruim e uma minoria muito ruim, este é um bom álbum para se ouvir em momentos de sossego! Me agrada mais as faixas mais embaladas, mas todas têm o seu valor, basta analisar com calma, afinal de contas, todas elas foram bem pensadas para serem compostas!
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FAIXA A FAIXA:
1) CÉSAR OLIVEIRA E ROGÉRIO MELO - Lá Na Fronteira. O álbum começa com uma música bem alegre e bem típica do estilo pampeano, quase que um cartão de visitas ao que vai vir. Com uma instrumentação bem padrão, violão e voz, esta, apesar de não ser das minhas faixas preferidas, não chega a ser ruim.
2) PIRISCA GRECCO - Feito O Carreto. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, não é à toa que foi a música vencedora do festival. Uma milonga veloz executada por violão e voz, esta é uma ótima faixa, com direito à participação do acordeon. Realmente vale a pena conferir.
3) LUIZ CARLOS BORGES - Encontro Com A Milonga. Outra faixa muito bem executada, ainda por cima por um grande intérprete da música pampeana. O que não me agrada é que a faixa é muito alegre, mas também executada por violão e voz.
4) PIRISCA GRECCO - Jogando Truco. Outra faixa que considero das melhores do álbum, com frases bem interessantes do violão e uma levada bem expressiva, o que dá uma empolgação a mais. Também executada por violão e voz, esta é uma faixa que vale a pena conferir!
5) VINÍCIUS BRUM - Coração De Milonga. Também considero esta uma das melhores faixas do álbum. Esta já possui acordeon na instrumentação padrão além do violão e da voz. Uma boa milonga com uma levada bem interessante.
6) DÉLCIO TAVARES - Cantata Para Don Ramon. Primeira faixa do álbum ruim. Aliás, muito ruim. Com uma instrumentação que foge ao padrão do estilo. Com teclado e bateria, esta faixa nem se parece com uma música pampeana, poderia muito bem ser uma composição brega da década de 80! Realmente muito ruim.
7) LUIZ MARENCO - Milongão Para Assobiar Desencilhando. Aqui a qualidade volta à tona! Com um grande nome da música nativista do RS, esta faixa possui acordeon, violão e voz no seu arranjo, que é bem característico do estilo.
8) JAIRO LAMBARI FERNANDES - Se Um Dia Tu Chegares. Outra faixa muito ruim. Um love song brega, com teclado no arranjo, o que, mais uma vez, faz com que não se assemelhe ao estilo. Com violão, voz, teclado e flauta no arranjo, o destaque é o violão, o único instrumento fiel ao estilo.
9) ERACI ROCHA - Estiagem. Não me agrada muito esta faixa, mas não é das piores. Apesar de ter a gaita de boca como instrumento não convencional para o estilo, o restante do arranjo caracteriza a faixa, apesar de não ser tão evidente.
10) JOCA MARTINS - Milongão Sul Riograndense. Uma boa faixa, com violão, acordeon e voz, bem característico ao estilo, não chega a ser das melhores, mas não é ruim. São dois violões, o que deixa o arranjo de cordas mais rico em informações.
11) ROBERTO LUZARDO - Romance Do João Guerreiro. Tive a honra e o prazer de tocar e trabalhar com o Luzardo em algumas ocasiões. É uma boa composição, bem arranjada, mas não considero das melhores, com um arranjo que possui voz, violão e acordeon. O violão poderia ser mais expressivo, mas é uma boa faixa.
12) TIAGO CESARINO - Carreta Humana. Outra faixa que considero das melhores, a primeira com vocal harmônico, o que sempre foi algo bastante comum. Além das vozes, a faixa possui acordeon, violão, voz e percussão, mas o destaque ainda é a voz.
13) PIRISCA GRECCO - Na Fogueira Da Milonga. Aqui começa a pior seqüência do álbum, e olha que é uma seqüência longa! Embora seja chamada de milonga, a faixa mais lembra uma salsa! Realmente muito ruim.
14) JORGE FREITAS E RUBILAR FERREIRA - Vira Mundo. O jogo de vozes desta faixa é o grande destaque, mas muito alegre. Não é uma faixa ruim, mas com pouca expressão no violão, sendo o grande destaque a voz.
15) ADILSON MOURA - Aguadas. Outra faixa bem ruim, com muitos detalhes na instrumentação e um arranjo que não tem nada a ver com o estilo. Poderia muito bem ser uma composição de cantores como Rosana, por exemplo! Quase um sertanejo, realmente muito ruim.
16) ROBLEDO MARTINS - Num Poema Triste. Outra faixa horrível que não se assemelha em nada com o estilo. Mais uma balada com piano que foge ao estilo. Muito bem arranjada, mas horrível, quase um Nelson Ned!
17) VINÍCIUS BRUM - Os Olhos Da Minha Saudade. Esta faixa mantém as mesmas características da faixa anterior, alterando apenas a instrumentação. Realmente muito ruim, horrível e muito chata de se ouvir.
18) LÉO ALMEIDA - Acasos E Ocasos De Um Cambicho. Esta não chega a ser uma boa faixa, mas já não é horrível quanto as faixas anteriores. Muito lenta, com uma boa harmonia executada por violão e acordeon.
19) LUIZ FELIPE DELGADO - Salso Chorão. Música alegre, bem típica para animar festas. Não gosto muito desta faixa em função disso, mas não chega a ser das piores. A expressão do violão poderia ser diferente para chamar mais atenção.
20) CÉSAR SANTOS - Milonga Que Chora A Dor De Amor. Outra faixa bem ruim, muito lenta e que foge das características do estilo, principalmente devido ao arranjo rebuscado da harmonia.
21) ERACI ROCHA - Diferenças. Mais uma faixa lenta e ruim. Não chega a ser horrível, mas é ruim, lembra bastante uma música brega da década de 80, principalmente devido ao teclado.
22) RICARDO CARUS - Trigo Maduro. Aqui começa a última seqüência boa do álbum, esta é uma faixa bem bacana, existindo percussão no arranjo, bem sutil, o que valoriza a característica do estilo que existe na composição.
23) ÂNGELO FRANCO - Potreiro Vazio. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Muito bem composta e arranjada, principalmente devido aos violões. O grande destaque está na dinâmica do arranjo.
24) VINÍCIUS BRUM - Procurando O Bugio. O álbum finaliza com uma grande faixa, talvez a melhor do álbum, em um arranjo com violão, voz e acordeon, o grande destaque está no saxofone! Aqui o álbum fecha com chave de ouro!
Ouça o álbum para conhecer o que rolava no festival da fronteira oeste do estado no início deste século!

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Cadena Perpetua - Un Plan Simple (2005)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Argentina (Buenos Aires / Distrito Federal)
FORMAÇÃO:
Vala - Hernán Valente (Vocal, guitarra)
Eduardo Graziadei (Baixo)
Chino - Damián Biscotti (Bateria)
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Este é o primeiro Ep lançado pelo grupo, através do selo Lee-chi. É um Ep muito bom e bem dividido, com 2 músicas inéditas (que foram regravadas no ano seguinte para seu próximo álbum), 2 covers, e 2 composições antigas do grupo mas que nunca haviam sido gravadas em estúdio. O grupo é um dos grandes nomes do punk rock portenho, sendo responsável por abrir shows de grandes bandas do gênero oriundas de outros países. Como toda banda de punk rock argentina que se prese, se parece bastante com Ramones. Mas não só, é possível perceber influências de outros grupos. São composições bem arranjadas, com tudo no lugar, porém bem simples, o que não significa que o som seja ruim, muito pelo contrário, não considero nenhuma das faixas ruins, realmente é um Ep em que vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Pánico. O álbum inicia com uma das músicas inéditas, a qual não considero das melhores, apesar de não ser ruim, porém bastante alegre e com uma fórmula pop! Muito semelhante a Ramones, sendo o grande destaque a melodia vocal, em especial no refrão.
2) Qué Estoy Buscando?. Outra composição inédita, e considero esta a melhor faixa do Ep, com intenções e dinâmicas bem acentuadas, enfatizando diferentes sensações. A melodia vocal é o grande destaque, mas o arranjo de guitarra, na parte A, também preenche bem os espaços. Vale a pena conferir!
3) Todo Por Nada. Aqui está o primeiro cover do Ep. Esta música foi composta e gravada pelo grupo espanhol MCD em 1991. É uma boa faixa, mas com nada de mais, mantendo aquela fórmula padrão do punk rock. Destaque para os intervalos de guitarra.
4) In The City. Eis o segundo cover do Ep! Esta música foi composta por Paul Weller e gravada, originalmente, em 1977 pelo grupo Jam. O interessante é que o grupo compôs uma letra em espanhol, enquanto que o instrumental se mantém fiel à versão original. Vale a pena conferir, considero esta uma das melhores faixas do álbum.
5) Noches De Misa. Esta é uma música antiga, sendo apresentada na versão em estúdio pela primeira vez. Já bem mais simples, lembra muito Ramones, talvez a faixa mais semelhante ao grupo nova iorquino!
6) Por Qué A Mi?. Um punk rock bem rockabilly! Na verdade lembra bastante a música Something Else na versão do Sex Pistols! O interessante é que no arranjo existe um piano, o qual não sei, infelizmente, quem toca.
Curta o Ep e confira um plano simples!

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Buzzcocks - Modern (1999)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Bolton / North West)
FORMAÇÃO:
Pete Shelley (Vocal, guitarra)
Steve Diggle (Vocal, guitarra)
Tony Barber (Baixo)
Philip Barker (Bateria)
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Este é o sexto álbum do grupo, lançado pelo selo Go-Kart. Classifiquei o álbum como punk rock, mas tem fortes influências de new wave e pop punk, além de elementos do rock dos anos 60. Tinha gravado, em um CD-R este álbum, na época, ouvi muito ele até que já estava gasto! Não é um álbum ruim, mas longe de ser dos melhores! O título diz tudo, ele tem um ar mais "moderno", com diversos elementos eletrônicos no arranjo das músicas. Para quem está acostumado com os primeiros álbuns levará um susto, pois a primeira impressão ao ouvir não é das melhores, porém acostuma-se com as composições e, então, após a primeira impressão, percebe-se a qualidade das faixas. O álbum não possui nenhuma música excelente, mas algumas muito boas e outras boas, apesar de algumas outras ruins! O curioso é que foram gravadas 21 faixas, porém um terço ficou de fora! É um álbum diferente, mas mesmo assim vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Soul On A Rock. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores, muito em função do seu refrão, apesar dos inúmeros elementos do new wave. A divisão rítmica do baixo na parte A evidencia isto, além, é claro, dos elementos eletrônicos.
2) Rendezvous. Outra faixa que considero das melhores do álbum, já bem mais punk rock, porém não muito veloz, com um bom refrão e boa frase de guitarra, apesar de simples. Os contracantos dão um toque a mais para a composição.
3) Speed Of Life. Esta é uma boa faixa, mas muito alegre, o refrão é bem "feliz", sendo um pop punk old school! Bem arranjada, apesar de nada de mais e uma boa melodia.
4) Thunder Of Hearts. Esta é a faixa de trabalho do álbum, existindo, inclusive, um videoclip de divulgação. É uma boa faixa, mas também bastante alegre como a faixa anterior, embora me agrade mais esta faixa! A melodia é bem interessante, sendo o destaque, na minha opinião.
5) Why Compromise?. Esta é a primeira faixa mais "diferente" do álbum. Com elementos eletrônicos bem escancarados, a faixa mantém um clima bem intimista. Gosto bastante desta faixa, apesar de ser uma faixa lenta. A harmonia executada com pausas, na parte A, é um dos destaques, também.
6) Don't Let The Car Crash. Esta faixa tem uma parte A bem interessante, com uma excelente melodia vocal, a qual considero o grande destaque da faixa. O que não me agrada muito é o refrão que, mais uma vez, é muito alegre. Mais uma vez os elementos eletrônicos aparecem.
7) Runaraound. Esta é outra faixa que me agrada bastante, já mantendo as características das faixas dos primeiros álbuns, porém com uma pegada mais "moderna", não tão embalado. Ah, e sem elementos eletrônicos!
8) Doesn't Mean Anything. Esta é uma das faixas que considero das piores do álbum. Muitos elementos eletrônicos, em especial a parte A, o que a torna uma composição chata. O refrão é o ponto forte da faixa, mas não o suficiente para transformá-la em uma boa faixa!
9) Phone. Provavelmente a pior faixa do álbum. Realmente muito ruim! Melodia desagradável, bateria eletrônica desagradável, ... o destaque está nas guitarras, mas não o suficiente.
10) Under The Sun. Aqui começa a melhor seqüência do álbum, com certeza. Esta é uma das melhores faixas do álbum, se não a melhor, principalmente devido ao embalo que que constante. O grande destaque está, na minha opinião, na parte C.
11) Turn Of The Screw. Com certeza a música mais punk rock do álbum. Sem frescura, esta é uma composição típica de Buzzcocks, com a mesma pegada dos álbuns do início da carreira. Embalada e sem frescura, porém a melodia a faz perder um crédito maior! Mas ainda assim, uma das melhores faixas do álbum.
12) Sneaky. Outra que considero das melhores do álbum, principalmente devido ao refrão, já que a parte A, embora não seja ruim, não é o destaque. Já mais lenta, mas ainda assim muito boa!
13) Stranger In Your Town. Se a faixa 9 não é a pior do álbum, com certeza esta é! Mais uma vez os elementos eletrônicos estão em evidência, o que a torna uma faixa ruim, e, além de tudo, não tem embalo e velocidade. Não aconselho a ouvir esta faixa!
14) Choices. O álbum finaliza com uma boa faixa, bem punk rock, sem elementos do new wave, mas com nada de mais, com poucos elementos eletrônicos, quase imperceptíveis. O destaque está no clima da composição.
Ouça o álbum e confira se o grupo está moderno!

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Business - Saturday's Heroes (1985)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: Inglaterra (Lewisham / Londres)
FORMAÇÃO:
Micky Fitz - Michael Fitzsimons (Vocal)
Steve Whale (Guitarra)
Mark Brennan (Baixo)
Mick Fairbarn (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado pelo selo Harry May, um dos inúmeros nomes do selo independente de seu produtor, na época. É um bom álbum, não encontro nenhuma música ruim, embora não tenha nenhuma excelente, apesar de algumas muito boas. Não é muito veloz e os músicos não apresentam grande técnica, e o som é o típico punk rock britânico do final dos anos 70, com refrões em sing-a-long! Na verdade lembra bastante Ramones, porém mais lento e o vocal mais grave e menos melódico, mais Oi! O álbum conta com uma faixa bônus, que é, justamente, um cover, o único do álbum. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Spanish Jails. O álbum inicia com uma boa faixa de apresentação! Com uma boa frase da guitarra que se mantém até a entrada da voz. No mais é um punk rock bem característico, com uma dinâmica mais acentuada no refrão.
2) All Out Tonight (Remix). Esta faixa é um pouco mais acelerada que a anterior, mas não muito, mantendo as características do punk rock inglês. Destaque para a caixa dobrada na parte B, antes do refrão, além do solo de guitarra.
3) Never Be Taken. Outra que se mantém um pouco mais acelerada, como a faixa anterior. O destaque está no arranjo da bateria, onde, na parte A, existe os ataques nos pratos no momento da troca de acordes, bem como a caixa executando a frase junto com a voz no refrão.
4) Shout It Out. Aqui começa a melhor seqüência do álbum! Esta faixa já é mais acelerada que as anteriores e tem um riff bem interessante, da guitarra, típico do rock 'n' roll, o que, aliás, é o grande destaque da faixa, já que o refrão não tem nada de mais.
5) Harder Life. Outra faixa que gosto muito, porém já mais lenta, mas com bons riffs de guitarra, bem rock 'n' roll, e uma boa seqüência harmônica na parte A. No mais, mantém as mesmas características das faixas anteriores.
6) Frontline. Outra faixa que considero das melhores. Principalmente devido ao riff e solo de guitarra no início da faixa. A parte A também é bem bacana, enquanto o refrão já é mais alegre, apesar de bacana também.
7) . Esta faixa sem nome é apenas uma introdução à faixa seguinte, e conta apenas com risos e gemidos femininos.
8) Foreign Girl. Sem sombra de dúvidas a melhor faixa do álbum! A parte A é sensacional! Lembra muito o refrão de Kickstart My Heart do Mötley Crüe! O refrão mantém uma energia à parte, mantendo a composição a um nível elevado. Vale a pena conferir!
9) Nothing Can Stop Us. Outra faixa um pouco mais acelerada. Bem interessante, mas com nada muito empolgante. O grande destaque são as pausas no refrão.
10) Freedom. Esta é uma boa faixa, principalmente devido ao solo de guitarra e ao refrão que se parece muito como um grito de união. No mais é um típico punk rock britânico.
11) Saturday's Heroes. A faixa que dá nome ao álbum também tem um refrão bem sing-a-long, com uma boa parte B que prepara para o refrão. Boa faixa, mas nada muito empolgante.
12) Drinking And Driving (New Version). Talvez a faixa mais diferente de todas, existe, inclusive, um piano no arranjo, o qual, infelizmente, não sei quem o toca. É um rock 'n' roll com uma letra irônica, e que rendeu algumas incomodações ao grupo! Boa faixa, bem alegre, clima de bar!
13) Hurry Up Harry. Esta é uma faixa bônus que inicia emendada com a faixa anterior e é, na verdade, um cover do grupo inglês Sham 69, originalmente lançada em 1978. Poderia muito bem ser confundida com uma música do grupo, pois mantém as mesmas características das demais faixas do álbum. O destaque é o solo de piano.
Ouça o álbum e conheça os heróis de sábado!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Burning Heads - Incredible Rock Machine (2005)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: França (Orléans / Centre Val De Loire)
FORMAÇÃO:
Pierre Mestrinaro (Vocal, guitarra)
Eric Fontaine (Guitarra)
Jyb - Jean Thauvin (Baixo)
Thomas Viallefond (Bateria)
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Este é, na verdade, um split. Um split com o grupo Uncommonmenfrommars, o sexto da carreira do grupo, lançado pelo selo Opposite. Aqui analiso apenas as faixas do Burning Heads. É um bom split que, apesar de eu ter rotulado como skate punk, tem flertes com o hardcore melódico e o pop punk, podendo, facilmente, ser confundido com uma banda de punk rock. O split ainda conta com uma faixa cover. A maioria das músicas têm embalo, algumas mais velozes e outras menos, com bons arranjos e boa técnica por parte dos integrantes, apesar de nada extraordinário. O interessante é que o split conta com um vídeo mostrando o making off da gravação. De qualquer forma, vale a pena ouvir o split, considero-o muito bom, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Freedom Tower. A faixa de abertura é um hardcore melódico, ou seja, não tem nada de skate punk. Veloz, com riffs na guitarra, linha vocal bem desenhada, com contracantos bem interessantes. Uma boa faixa, porém diferente de todas as outras do split.
2) S.T.F.U.. Se o grupo pensou em uma faixa como música de trabalho, com certeza foi esta! Shut The Fuck Up! Não é uma faixa pop, com apelo comercial, mas é mais lenta e com uma "fórmula" que serve bem para divulgação de trabalho. Boa dinâmica e forma bem óbvia, uma boa composição.
3) Beware. Considero esta uma das melhores faixas do split. Com um bom desenho da linha vocal na parte A, que é mais lenta, mas com uma harmonia não tonal, o que dá uma sensação bacana. A parte B já é mais acelerada, bem skate punk a faixa, vale a pena conferir!
4) Paranoia. Considero esta a pior faixa do split, sem dúvidas. Tem um flerte forte com o pop punk, com certeza a faixa mais fraquinha. Um apelo comercial bem escancarado, quase um emo. A faixa conta com a participação do grupo Uncommonmenfrommars. Não aconselho a ouvi-la!
5) Did You Wanna Die. O split fecha com um cover. A música foi originalmente lançada e composta em 1983 pelo grupo Youth Brigade. Com certeza a melhor faixa do split, uma versão bem fiel à original e um legítimo skate punk! Um som para subir a adrenalina!
Ouça o split e curta a incrível máquina do rock!

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Bulldozer - The Day Of Wrath (1985)

GÊNERO: Black Metal
ORIGEM: Itália (Milão / Lombardia)
FORMAÇÃO:
AC Wild - Alberto Contini (Vocal, baixo)
Andy Panigada (Guitarra)
Don Andras (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Roadrunner. É um excelente álbum, veloz, com riffs de guitarra e muita energia! Ele se assemelha, ao meu ver, muito com Venom, e, às vezes, percebe-se influência de Motörhead e Black Sabbath. É um black metal old school, aqueles em que muitos adoradores do gênero consideram como falsos, mas com toques de speed metal. Ideologias de lado (até porque este não é o objetivo do blog), este é um álbum indispensável de se ouvir, com muitos elementos interessantes. Os músicos não têm grande técnica, sendo a guitarra o grande destaque, principalmente devido aos riffs, mas também devido aos solos. O vocal não "desenha" muito a linha melódica, e mantém sempre o drive natural. Para os fãs de Venom este é um disco que não deve-se deixar de ouvir, para os não fãs, tenho certeza que vão curtir, pelo menos em algum momento, pois é, realmente, muito bom, e vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) The Exorcism. Esta faixa é apenas uma introdução do álbum. Existe um texto recitado em latim no início, cuja voz pertence a Adriano Bosone. Após este texto, inicia um arranjo o qual, em um primeiro momento, parece uma bagunça, mas é para ser o momento do exorcismo!
2) Cut-Throat. Esta é uma das melhores faixas do álbum. Veloz e com um excelente riff de guitarra, a faixa mostra, já de cara, que o grupo não está para brincadeira. Após o solo a música dá uma cadenciada, mas não perde a energia e a pegada!
3) Insurrection Of The Living Damned. Outra faixa muito boa, com mais um riff muito bom, porém esta não é tão veloz. Aliás, o riff é o grande destaque da composição que, devido à velocidade, acaba não sendo das melhores, apesar de muito boa.
4) Fallen Angel. A melhor faixa do álbum, sem sombra de dúvidas! Veloz e com um riff matador, que lembra muito Motörhead, ou melhor, o Fast Eddie Clarke! O curioso é que a linha de baixo desta faixa foi gravado pelo primeiro baixista do grupo, Dario Carria. Não deixe de ouvir, é indispensável!
5) The Great Deceiver. Esta faixa começa mais lenta, lembra bastante algum riff do Tysondog, porém não dura muito, logo a velocidade aparece e se mantém. Mais uma faixa muito boa, com ótimos solos e, mais uma vez, a guitarra é o destaque.
6) Mad Man. Mais um petardo! Outra faixa muito boa, veloz e com energia e riffs e solos, porém existindo alguns trechos cadenciados que se alternam entre os velozes. Não considero das melhores faixas, mas é muito boa!
7) Whisky Time. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Mais uma vez um riff poderoso de guitarra, velocidade, energia e embalo. O interessante é que a faixa inicia com um solo de bateria, bem simples, mas ainda assim é um solo. Não deixe de ouvir, vale a pena!
8) Welcome Death. Talvez a faixa que mais evidencia a influência de Black Sabbath. Esta é uma faixa mais lenta, não considero como das melhores do álbum, mas ainda assim é muito boa, com ótimas frases.
9) Endless Funeral. Esta é uma faixa de finalização do álbum, com um clima bem semelhante à primeira faixa, porém com um arranjo mais definido... e lento! Não considero uma boa faixa, mas levando em consideração que é a finalização do álbum, então se torna válida!
Ouça o álbum e conheça o dia da ira!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Buju Banton - Unchained Spirit (2000)

GÊNERO: Reggae
ORIGEM: Jamaica (Kingston / Surrey)
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Este é o sexto álbum lançado pelo artista, através do selo Anti. Este selo é, na verdade, um selo "alternativo" da Epitaph, em um momento em que resolveram apostar no ska e reggae. Na verdade não sei porque tenho este álbum no meu arquivo, já que o considero ruim. Acho que é porque pertence à Epitaph então criei expectativas positivas, mas a verdade é que o álbum possui apenas duas músicas boas, três mais ou menos e o resto é ruim, e muitas vezes, ruim mesmo, demais! O álbum tem um forte apelo comercial, então muitas músicas tem um toque de pop. A verdade é que é possível perceber diversas variações de black music mesclado com o reggae, desde gospel, funk, soul, ska, rocksteady, blues, jazz..., enfim, diferentes gêneros mesmo. Infelizmente não consegui encontrar a relação dos músicos envolvidos na gravação. Ouça o álbum sem grandes expectativas, pode ser que se surpreenda em alguns momentos!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. A primeira faixa, como o nome já diz, é apenas uma introdução, mas muito bacana. Um arranjo à capela com boas harmonias e melodia com influência do gospel. Muito bem composta a faixa.
2) 23rd Psalm. Lembra muito um gospel romântico, já que é uma música bem suave e lenta. O destaque está nos arranjos vocais e no desenho melódico, já que o acompanhamento é bem simples e repetitivo. Talvez um love gospel!
3) Voice Of Jah. Esta é uma das faixas mais ou menos do álbum. O grande destaque é a influência do blues evidente na progressão harmônica, embora também seja bem perceptível a influência do soul. O arranjo da percussão dá um toque interessante à composição.
4) Sudan. Uma música bem pop, um soul pop! A frase rítmica que se mantém por toda a música é bem interessante, assim como, mais uma vez, os arranjos vocais, mas mais uma vez o apelo pop toma força e faz com que a música não seja das melhores.
5) We'll Be Alright. O legítimo reggae pop dos anos 90! Parece muito com bandas brasileiras como Cidade Negra, mas com o toque roots da Jamaica! Este é o primeiro reggae do álbum, e, mesmo assim, ruim!
6) Pull It Up. Outra faixa que considero das mais ou menos. É um reggae com características de música caribenha, o tambor de aço reforça esta impressão. Um ostinato na frase rítmica bem interessante, deixa a música com embalo.
7) Life Is A Journey. Esta faixa é um hip hop com pequenas influências de reggae, a mais evidente está no vocal que expressa de maneira bem característica. Tem diversos elementos no arranjo que enriquecem a composição, mas mesmo assim não o suficiente para torná-la uma boa faixa.
8) Better Must Come. O álbum vale a pena só por causa desta faixa, sem sombra de dúvidas a melhor do álbum! É um ska de raiz, lembra muito Skatalites, com arranjos de sopro, o bumbo bem marcado e o mais interessante: monocórdico, ou seja, apenas um acorde o tempo todo! Não deixe de ouvir, excelente faixa!
9) Mighty Dread. As duas melhores faixas do álbum em seqüência! Esta não é tão bacana quanto à faixa anterior, mas ainda assim é muito boa! Um reggae com influência de jazz na introdução, sendo o destaque os instrumentos de sopro. O refrão mantém uma frase que fica na mente, bem sing-a-long.
10) Poor Old Man. Um reggae pop horrível! Talvez a pior faixa do álbum! Além de pop, tem um clima bem romântico, quase uma balada, ou uma balada dançante! O wah-wah na guitarra acaba se tornando o grande destaque.
11) Law And Order. Outro reggae com característica de hip hop, mas aquele hip hop anos 80 típico de trilha de filme da Sessão da Tarde! Não chega a ser uma música horrível, mas também não é boa.
12) Guns And Bombs. Um reggae com miami bass, quase um rap, mas mais pesado, e muitos elementos no arranjo, sendo a percussão e o piano os destaques.
13) Woman Dem Phat. Se a faixa anterior tinha influência de miami bass, esta é um miami bass! Não tem nada de reggae e também não se parece com rap, além de possuir menos elementos em seu arranjo. Muito grave e um batidão! Esta são as características da faixa!
14) No More Misty Days. Lembra do We Are The World da década de 80?! Pois aqui está uma composição que parece ter sido inspirada por ela, porém com uma roupagem mais moderna! Uma levada bem rap, mas com arranjo típico do rock pop dos anos 80!
15) Pull It Up (Live). Considero esta versão não tão interessante quanto à de estúdio, principalmente devido à ausência do tambor de aço, que é simulado pelo teclado, mas o timbre não fica bacana. No mais mantém a mesma idéia da versão original.
16) Reunion. O álbum fecha com outra forte candidata à pior faixa do álbum! Realmente horrível, um reggae eletrônico com melodia romântica, sei lá, simplesmente insuportável, provavelmente a pior faixa do álbum!
Ouça o álbum e sinta-se com o espírito desacorrentado!

domingo, 27 de maio de 2018

Brujeria - No Aceptan Imitaciones (2009)

GÊNERO: Crust Core
ORIGEM: México (Tijuana / Baja California)
FORMAÇÃO:
Juan Brujo (Vocal)
Fantasma - Pat Hoed (Vocal)
Hongo - Shane Embury (Guitarra)
El Cynico - Jeffrey Walker (Baixo)
Podrido - Adrian Erlandsson (Bateria)
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Este é o sexto single do grupo, lançado de maneira independente e, creio eu, apenas de maneira digital. É um bom single, mantém a característica do grupo, desde seus primórdios, com momentos bem Matando Güeros e outros momentos bem Brujerizmo. O ponto fraco é que ele conta com apenas uma faixa e, por ter sido lançado de maneira digital, também não possui capa. Na verdade é uma música de divulgação, parece que o grupo quis apostar na plataforma digital e foi lançando vários singles. Estas músicas foram regravadas para seu último álbum, porém já ficaram com uma roupagem bem diferente, com outros timbres. É uma faixa veloz em sua maior parte, porém conta com trechos cadenciados. Vale a pena conferir, é um petardo na orelha como não poderia deixar de ser!
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FAIXA A FAIXA:
1) No Aceptan Imitaciones. A faixa começa com uma paulada na orelha! Bateria em blast beat para quando da entrada da voz, se tornar um crust à la Matando Güeros! Estas ideias se repetem para que depois apareça um trecho mais cadenciado que já lembra mais a fase Brujerizmo. Vale a pena conferir!
Ouça o single várias vezes para não aceitar imitações!