domingo, 31 de maio de 2020

Ignite - Benefit (1997)

GÊNERO: Hardcore Old School
ORIGEM: EUA (Huntington Beach-O.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Zoli Téglás (Vocal)
Joe Nelson (Vocal)
Joe Foster (Guitarra)
Brett Rasmussen (Baixo)
Casey Jones (Bateria)
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Este é o quarto split lançado pelo grupo, após 3 álbuns de estúdio, através do selo Ataque Sonoro. Este é um split lançado com o grupo português X-Acto, porém, aqui, comento apenas sobre o Ignite. É um split com nenhuma música inédita, sendo um compilado de dois trabalhos lançados pelo grupo, a primeira demo, Asha Return, de 1993, e o Ep In My Time, de 1994. A demo está com Joe no vocal, enquanto o Ep já é com Zoli. Esta é uma fase do grupo que soa bastante com as bandas straight edge do final dos anos 80 e início dos anos 90. Ao meu ver, lembra bastante o grupo Uniform Choice, porém é possível perceber influências de Minorthreat, Sub Society e Youth Of Today, além de pitadas de Fugazi e Murphy's Law. Asd composições são, no geral, bastante velozes e os vocais bem enérgicos, e tudo soa com muita expressão. Os músicos não são técnicos, porém tudo está no lugar e a falta de técnica é facilmente suprida pela energia que o grupo expressa. Muita energia! Este é o melhor adjetivo para este split que vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Straight Ahead. O split inicia com a melhor faixa, na minha opinião. Ótimo arranjo e expressão, o destaque está no vocal, em especial na parte A. Bastante veloz, mas com um trecho cadenciado no final. Estas primeiras faixas são com Zoli nos vocais.
2) In My Time. Outra faixa muito boa, bastante veloz, com energia exalando, um ótimo arranjo vocal, que é, mais uma vez, o grande destaque, embora a harmonia mereça seu destaque, também.
3) Black Light. A faixa mais lenta do split. Não é ruim, parece bastante com Fugazi, mas não possui a mesma energia das demais faixas. Um bom desenho melódico da voz, que é o grande destaque, além de eventuais frases executadas em conjunto pelos instrumentos.
4) Man Against Man. Outra excelente faixa, com ótima harmonia, embalo e expressão, existindo um trecho cadenciado no refrão e no final. Bastante energia, com destaque para a parte A, seu embalo e progressão harmônica.
5) Ash Return. Aqui começam as faixas com Joe no vocal. Esta faixa possui uma introdução bem cadenciada, com uma boa frase do baixo, porém, depois, vem a velocidade e o embalo, porém, mantendo a ideia da introdução.
6) Distance. Considero esta faixa uma das melhores do split, com um ótimo arranjo, também possuindo uma introdução mais cadenciada até entrar a velocidade e o embalo, com destaque para a progressão harmônica e desenho melódico da voz na parte A, bem como eventuais pausas no arranjo.
7) Slow. Bastante embalo e energia nesta que considero uma excelente composição, lembra bastante um skate punk. Acentos no contratempo são o grande destaque da faixa.
8) Should Have Known. Mais uma composição bem embalada e com muita energia. Trocas rápidas de acorde. O destaque está na energia, porém as eventuais desafinadas de Joe não colaboram para o resultado final!
9) Far Away. Considero esta uma das melhores faixas do split. A harmonia da introdução lembra muito a música São Paulo, do Cólera! Excelente progressão harmônica, bom desenho melódico da voz e um bom arranjo no refrão são os grandes destaques da faixa.
10) Sided. O split finaliza com a faixa mais bem trabalhada. Uma boa composição, com uma boa introdução, muita energia, embalo e velocidade. Destaque para o arranjo da guitarra e o contracanto na parte B.
Escute o split e conheça o benefício!

domingo, 24 de maio de 2020

Ice Cube - Death Certificate (1991)

GÊNERO: Rap
ORIGEM: EUA (Los Angeles-L.A.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Ice Cube - O'Shea Jackson (Vocal)
DJ Pooh - Mark Jordan (Pick-up)
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Este é o segundo álbum lançado pelo artista, através dos selos Priority e Lench Mob, e foi gravado no estúdio Paramount. Considero este o melhor trabalho do artista, é um álbum conceitual, sendo que o lado A do LP se chama o lado da morte, e o lado B se chama o lado da vida. Eu, particularmente, prefiro o lado da vida, é onde estão as melhores faixas! É um álbum muito bem aclamado pela crítica, chegando ao primeiro lugar nas paradas de R&B, mas, ao mesmo tempo, é um álbum bastante polêmico, já que muitos alegam ser um álbum preconceituoso, anti brancos, além de ter servido de motivação para os protestos de 1992 quando da morte do civil Rodney King. Muitos samples excelentes, com muito groove e funk, ótima mixagem, valorizando os graves, que fazem toda a diferença no arranjo. Ainda soa como o rap do final da década de 80, o que já está escasso no álbum seguinte. Esta versão conta com uma faixa bônus, lançada originalmente na trilha sonora de Boyz N The Hood, traduzido para o português como Os Donos Da Rua, filme no qual o próprio Ice participa como ator, no papel de Doughboy, sendo o seu primeiro trabalho em filmes.
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FAIXA A FAIXA:
1) The Funeral. Uma introdução, com falas e diálogos, quase como um filme, mostra o conceito do lado A, o lado da morte. Participação de Khallid Muhammad e sua voz.
2) The Wrong Nigga To Fuck Wit. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bastante peso nos graves, com bom groove e um bom arranjo, o destaque está justamente no arranjo, embora a expressão vocal mereça destaque.
3) My Summer Vacation. Uma boa faixa, mais dançante e menos pesada, mas com um grave "de responsa", bem evidente e realmente grave! O sample fica por conta da música Atomic Dog, de George Clinton.
4) Steady Mobbin'. Outra boa faixa, que é uma das faixas de divulgação do álbum, pois possui videoclip de divulgação. Mais dançante que a faixa anterior, esta, embora possua o baixo bem evidente, não tem tanto grave, sendo o sample por conta da música Reach Out, do grupo Average White Band.
5) Robin Lench. Mais uma faixa com diálogos e sem música. Desta vez o texto se refere a um discurso de uma espécie de pregador.
6) Givin' Up The Nappy Dug Out. Considero esta a melhor faixa do álbum, com um ótimo embalo e groove, uma linha de baixo bem minimalista, mas contagiante, bastante expressão na voz. O sample, desta vez, fica por conta da música Hip-Hug-Her, de Wilson Pickett.
7) Look Who's Burnin'. Outra excelente faixa, com uma linha de baixo contagiante. Mais uma vez um bom groove, com um refrão muito bem arranjado. A semi-frase constante do saxofone e do piano são outros destaques. O sample é por conta da música Claudine, do grupo Gladys Knight And Pips.
8) A Bird In The Hand. Outra excelente faixa, com destaque para o sample do piano. Mais uma vez a expressão vocal agressiva de Ice merece destaque, bem como o arranjo e seu trabalho de dinâmica.
9) Man's Best Friend. Uma boa faixa, mas não das melhores. Uma introdução hipnótica, uma boa levada rítmica, apesar de mais lenta e menos pesada que as faixas anteriores. O vocal não está tão agressivo, também. O destaque está na linha minimalista e constante do baixo.
10) Alive On Arrival. Mais um arranjo bem pesado, com um grave sepulcral, além de um bom ritmo. Bons arranjos, meticulosamente calculados, ajudam a deixar o arranjo interessante.
11) Death. Aqui finaliza o lado da morte! Mais uma vez com a participação de Khallid Muhammad e sua voz. Desta vez com um arranjo musical de fundo. Arranjo bastante interessante!
12) The Birth. Esta faixa funciona como uma introdução para o lado da vida. São diálogos de um nascimento, bebê chorando, uma base de fundo, com uma excelente linha de baixo e um ótimo ritmo. Mais uma vez Khallid Muhammad participa com sua voz.
13) I Wanna Kill Sam. Aqui já se percebe a diferença entre os dois lados, este mais parecido com o rap do final dos anos 80. Excelente sample, ritmo e, principalmente, a linha de baixo, além de um bom arranjo, sendo um dos destaques.
14) Horny Lil' Devil. Mais uma faixa com os graves bem evidentes. O destaque está, justamente, no baixo, embora o embalo mereça destaque, também, bem como a expressão da voz.
15) Black Korea. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente devido ao seu embalo e a linha de baixo hipnótica e bem evidente, além de possuir um bom arranjo. Esta faixa é bem polêmica, sendo taxada como preconseituosa.
16) True To The Game. Mais uma faixa que possui videoclip de divulgação. Uma boa faixa, mais dançante, mas com, mais uma vez, uma excelente linha de baixo e os graves bem evidentes que, aliás, é o destaque da composição. O sample fica por conta da música Outstanding, do grupo Gap Band.
17) Color Blind. O grande destaque está no groove e na linha do baixo, com destaque para o embalo da bateria. Não muito veloz e agressiva, mas bem hipnótica, em especial, devido à linha do baixo. O sample é por conta da música de mesmo nome, do grupo Meters.
18) Doing Dumb Shit. Aqui começa a melhor seqüência do álbum, na minha opinião. Excelente faixa, considero uma das melhores do álbum, com muito groove e funk! Uma linha de baixo em staccato, com muito swing, que é elevado devido aos instrumentos de sopro. O sample é por conta da música Funkentelechy, do grupo Parliament.
19) Us. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Mais uma vez o grave está bem evidente, existindo excelentes samples de piano, também. Outra linha de baixo bem minimalista, que é o destaque, na minha opinião.
20) No Vaseline. Mais uma faixa que considero das melhores do álbum. Bem dançante, com graves em evidência, mais uma vez. Esta possui sample da música Dazz, do grupo Brick. Bom embalo e boa expressão do vocal.
21) How To Survive In South Central. Esta é a faixa bônus do álbum, e a considero uma das melhores! O grande destaque está, mais uma vez, no baixo, bem grave, existindo eventuais "aparições" de uma guitarra com bastante swing.
Ouça o álbum e ganhe seu certificado de morte!

sábado, 16 de maio de 2020

I Shot Cyrus - Hate The Police (2005)

GÊNERO: Power Violence
ORIGEM: Brasil (São Paulo / São Paulo)
FORMAÇÃO:
Kalota - Alexandre Fanuchi (Vocal)
Pedro Carvalho (Guitarra)
Tatiana Sanson (Baixo)
Boka - Maurício Fernandez (Bateria)
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Este é o terceiro split lançado pelo grupo, após um álbum de estúdio, através do selo UPS, e foi gravado no estúdio El Rocha. Este é um split com a banda Kriegstanz, porém aqui comento apenas sobre o I Shot Cyrus. É um split muito paulada, extremamente veloz e pesado, chegando a ficar na tangente com o grind core. Os arranjos de bateria são bem grind core ou death metal, mas as cordas já soam mais D-Beat e crossover, enquanto o vocal fica no meio entre eles. Muita energia e velocidade, com o vocal bastante gritado e arranjos com muitas informações, chegando a ficar "embolado" em certos momentos. As músicas possuem pouca duração, bastante distorção e energia, existindo membros de outras bandas do Brasil. A arte da capa é inspirada no Ep Dicks - Hate The Police (1980).
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FAIXA A FAIXA:
1) Hey Loco. O split incia já com um petardo, bastante velocidade, vocal bem gritado e trocas rápidas dos acordes, existindo um bom arranjo. A música possui pouca duração. O destaque está no arranjo das guitarras.
2) Eu Odeio Você. Outro petardo extremamente veloz! Considero esta a segunda melhor faixa do split, também com pouca duração, o grande destaque está no refrão e seu arranjo que, apesar de bastante gritado, também é bem sing-a-long!
3) Morte Certa. Mais um petardo na orelha! Muita velocidade e energia. Esta é a faixa que menos me agrada no split, sendo o grande destaque o arranjo de bateria, com bastante frase, sempre muito velozes.
4) Homicídio. O split finaliza com a faixa que considero a melhor! Já mais trabalhada, também um petardo, porém não o tempo todo, mas o grande destaque está no arranjo das guitarras, em especial o solo no final, parte que lembra, um pouco, Motörhead misturado com Discharge!
Ouça o split e odeie a polícia!

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Huey "Piano" Smith & His Clowns - Having A Good Time (1959)

GÊNERO: Rhythm & Blues
ORIGEM: EUA (Nova Orleans-O.P. / Louisiana)
FORMAÇÃO:
Bobby Marchan (Vocal)
Lee Allen (Saxofone)
Red Tyler (Saxofone)
Huey "Piano" Smith (Piano)
? (Guitarra)
? (Baixo)
Charles Williams (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Ace. Até então o grupo só havia lançado singles, e este é um álbum que faz uma compilação destes singles. É um bom álbum, bastante embalado, muito swing, mas não muita velocidade. Huey é um dos grandes nomes dos primórdios do rock 'n' roll, ajudando a consolidar o gênero. Embora seu som seja um rhythm & blues, muitas vezes ele puxa para o rock 'n' roll, além de possuir pitadas de blues e country. O grupo era bastante hilário, sendo considerado um dos grandes nomes entre os artistas cômicos da época. O destaque está no swing dos arranjos, bem como a improvisação, bastante frequente.
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FAIXA A FAIXA:
1) Rockin' Pneumonia And The Boogie Woogie Flu. Este é o primeiro single lançado pelo grupo, e seu segundo maior sucesso. É um rock 'n' roll com fortes traços do blues. O destaque está no embalo, bastante swing, bem como no arranjo de piano e seus improvisos.
2) Little Chickee Wah Wah. Outra faixa bem rhythm & blues, com ótimo swing, boas frases do piano e uma "cozinha" que não deixa a peteca cair. Interessante são as palmas existentes no arranjo. O destaque está nos improvisos e no ritmo.
3) Little Liza Jane. Esta faixa é um country! Com certeza a faixa que mais destoa no álbum, sendo a única neste formato. Só faltou um violino para caracterizar ainda mais o country! Não me agrada muito esta faixa, sendo o destaque os improvisos.
4) Just A Lonely Clown. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Embalo semelhante às duas primeiras faixas, mas com um arranjo vocal mais interessante, o que é o destaque junto com os improvisos.
5) Hush Your Mouth. Mais um rhythm & blues bem característico, já mostrando muitos traços do rock 'n' roll. O bom arranjo dos sopros e da voz são o grande destaque da composição. Os improvisos do piano também merecem destaque apesar de não muito evidentes.
6) Don't You Know Yockomo. Mais um dos grandes sucessos do grupo. O curioso é que esta composição fez grande sucesso na Austrália e Nova Zelândia quando uma artista da região fez uma versão anos mais tarde. Mais um rhythm & blues bem característico, com bons contracantos.
7) Havin' A Good Time. A faixa que dá nome ao álbum é uma boa composição, com um pouco menos de embalo que as faixas anteriores, sendo o destaque o arranjo vocal e seus eventuais contracantos.
8) Don't You Just Know It. Este é o maior sucesso do grupo, e é, também, uma das faixas que considero das melhores do álbum. Um excelente embalo, com ótimo arranjo vocal, o qual é o grande destaque da composição. Mais um rhythm & blues clássico!
9) Well I'll Be John Brown. Ótima composição, bem rock 'n' roll, talvez a mais rock até aqui. Mais uma vez os arranjos vocais são o grande destaque, sendo visível a influência que teve em bandas de surf music da década de 60, como o Beach Boys.
10) Everybody's Whalin'. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Ela é quase um plágio de Johnny B. Goode, de Chuck Berry, com as frases, harmonia, tudo, apenas algumas mudanças na linha melódica e na letra. O grande destaque está nos improvisos da bateria.
11) High Blood Pressure. Lançada originalmente como o lado B de seu single de maior sucesso (a faixa 8), ela, por tabela, se tornou um dos maiores sucessos do grupo. É uma ótima composição, com um bom arranjo, em especial da voz, possuindo um bom embalo e swing.
12) We Like Birdland. O álbum finaliza com a faixa que considero a melhor! Se ela fosse composta e gravada dez anos mais tarde, com certeza seria uma faixa de garage punk! Com certeza a faixa mais pesada e veloz do álbum, possuindo um ótimo embalo e harmonia.
Ouça o álbum e fique tendo um bom tempo!

sábado, 9 de maio de 2020

Horrorpops - Hell Yeah! (2004)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Dinamarca (Copenhagen / Hovedstaden)
FORMAÇÃO:
Patricia Day (Vocal, baixo acústico)
Kim Nekroman - Kim Gaarde (Guitarra)
Caz The Clash - Casper Holbek (Guitarra)
Karsten Johansen (Guitarra)
Niedermeier - Henrik Stendahl (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Hellcat, e foi gravado no estúdio Ventura. Apesar de ser o primeiro álbum, o grupo levou 8 anos para lançar seu primeiro trabalho, o grupo está na ativa desde 1996, sendo que as primeiras 7 faixas do álbum foram gravadas em 1999, ainda com o guitarrista Caz The Clash, as demais faixas foram gravadas pouco antes da época do lançamento deste álbum, desta vez com Karsten no lugar de Caz, que havia saído da banda anos antes. Ainda neste período, o grupo contava com duas dançarinas, chamadas Kamilla Vanilla (Kamilla Tillander) e Mille Sylvest. É um álbum de psychobilly, mas as influências de punk rock são bem perceptíveis, não sendo nada surpreendente caso alguém prefira dizer que é um álbum de punk rock. Além do punk rock, a influência de rockabilly também está bem presente, além de flertar com o surf music e possuir pitadas de ska. O baixista do Nekromantix é o guitarrista da banda, Kim Nekromancer, que deixou os graves para sua mulher, Patricia Day. É um bom álbum, bastante shuffle, boas frases de guitarra, o slap do baixo acústico bem perceptível, e a excelente voz de Patricia, que, além de afinada, possui uma excelente expressão e timbre. Lembra um pouco com Living End, sendo possível perceber a influência de Misfits, também. Bons arranjos, nada de fenomenal, tecnicamente falando, porém possui um bom trabalho de dinâmica, e tudo está no lugar, de maneira bem pensada.
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FAIXA A FAIXA:
1) Julia. O álbum inicia com uma ótima composição, não muito veloz, mas com um bom embalo e bem pulsante, além de possuir um ótimo trabalho de dinâmica, sendo o destaque o desenho e expressão da voz. O refrão é outro ponto alto, bem sing-a-long.
2) Drama Queen. Esta faixa já é mais acelerada, lembrando mais um punk rock. Também possui um bom trabalho de dinâmica. O destaque está no arranjo de guitarra, com bons riffs. O refrão chama a atenção, também.
3) Ghouls. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Bem psychobilly, ela possui videoclip de divulgação. Uma excelente composição, com destaque para o refrão, bem sing-a-long, além do vocal "rasgado" de Patricia.
4) Girl In A Cage. Esta é a faixa que menos me agrada em todo álbum. Não é ruim, mas longe de ser das melhores. Esta possui influências de ska (parte A), e punk rock no refrão. Boa melodia, principalmente no refrão, que é o destaque da composição.
5) Miss Take. Outra faixa que possui videoclip de divilgação. É uma boa faixa, com um excelente trabalho de dinâmica, sendo o ápice o refrão e sua melodia sing-a-long. Outro shuffle bem embalado. O destaque é o trabalho de dinâmica.
6) Where They Wander. Excelente composição, um punk rock bem ao estilo Misfits! Bastante embalada, com um bom trabalho de dinâmica, o refrão possui um ótimo desenho melódico da voz, também bem sing-a-long. O destaque está no vocal de Patricia.
7) Kool Flattop. Esta é uma composição bem rockabilly, provavelmente a faixa mais rockabilly do álbum, com a harmonia clássica do rock (I-IV-V), riffs típicos do rockabilly, bem como o solo. O arranjo vocal também caracteriza bastante o gênero. O destaque está nos arranjos de guitarra.
8) Psychobitches Outta Hell. Excelente composição, com um clima bem intimista, em clima de suspense. Mantém a ideia harmônica do rock, porém com um constante riff e frase da guitarra e baixo, existindo um clima no refrão, muito devido à repetição do título da música. O destaque está na expressão.
9) Dotted With Hearts. Outra faixa que não me agrada muito, apesar de não ser ruim. A intenção é excelente, me agrada bastante o fato da caixa dobrada, mas a harmonia estraga a composição, bem como o desenho melódico que vem a partir dela, além de possuir um refrão bem bubble gum.
10) Baby Lou Tattoo. Outra faixa bem punk rock, mas com o shuffle do psychobilly. É uma boa faixa, também com pitadas bubble gum, mas com nada de especial. Mais uma vez o trabalho de dinâmica merece destaque, apesar de não muito exagerado.
11) What's Under My Bed. Aqui começa a melhor seqüência do álbum, na minha opinião. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Excelente harmonia, apesar de simples, com um ótimo trabalho vocal, principalmente devido aos contracantos na parte A. O trabalho de dinâmica também merece destaque.
12) Emotional Abuse. Considero esta a melhor faixa do álbum. Um clima bem intimista, com o shuffle bem acentuado, e, mais uma vez, um excelente trabalho de dinâmica, sendo o destaque o refrão e o desenho melódico da voz.
13) Horrorbeach. O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Esta é uma faixa instrumental que demonstra toda influência surf music que o grupo possui. Já mencionei como sou fã de composições instrumentais, e aqui está outro exemplo. Lembra, e muito, com as bandas de surf music instrumentais da década de 60, com o reverber da guitarra aparecendo bastante. Não seria nenhum pecado confundir com uma composição do Shadows ou Ventures!
Escute o álbum e grite: isso aí!

sábado, 2 de maio de 2020

Honolulu Breakdown - Terrible Hot Cardboard (2009)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Alemanha (Hessen)
FORMAÇÃO:
Tim (Vocal, baixo)
Ivo (Guitarra)
Florian Hüller (Guitarra)
Fabi (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Unknown, e foi gravado no estúdio Nostra Casa. É um ótimo álbum, com excelentes composições, quase todas elas extremamente velozes, com boas melodias e bons arranjos. A qualidade da gravação não ajuda muito, está muito abafada e o vocal parece estar em segundo plano, não deixando muito claro as notas de cada instrumento. É um hardcore melódico bem ao estilo dos anos 2000, com muita velocidade e riffs de guitarra, além de muitas frases sincronizadas entre os instrumentos. Apesar de ser um álbum de hardcore melódico, existe pitadas de emo core. O grande destaque está nos arranjos, em especial da bateria, mas as guitarras merecem atenção. Na minha opinião, soa como uma mistura de Strung Out, Satanic Surfers e Belvedere. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. O álbum inicia com uma faixa que, como o nome já diz, é apenas uma introdução. Com pouca duração, bem com cara de introdução mesmo, esta é uma faixa instrumental, e o grande destaque está nas frases da guitarra.
2) Off The Track. Considero esta a melhor faixa do álbum. Bastante veloz e com ótimas frases, muitas vezes, executadas em sincronia entre os instrumentos, o destaque está nos arranjos de guitarra e bateria.
3) Strength In Number. Outra faixa bastante veloz, com um bom desenho melódico da voz, que lembra bastante Swallow The Waffle, o arranjo de guitarra merece destaque, existindo eventuais variações rítmicas.
4) Foe Of You. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Ela inicia mais lenta do que as faixas anteriores, porém depois ela fica bastante veloz. Um bom refrão, que sofre uma transposição modal em relação à parte A, o destaque está, no arranjo de guitarra, mais uma vez.
5) Insomnia. Lembram que comentei que o álbum possui pitadas de emo core?! Pois tudo devido à esta faixa! Considero esta a pior faixa do álbum, sem dúvidas. Mais lenta que todas as outras faixas do álbum, e com variações rítmicas bem ao estilo do emo core.
6) 24/7. Aqui a composição volta a ser como as primeiras faixas do álbum, bastante velocidade, frases bem criativas, executadas, às vezes, em sincronia com os demais instrumentos, mas o destaque está, mais uma vez, nos arranjos de guitarra. O refrão também merece destaque.
7) Reset Your Goals. Outra faixa bastante veloz, com um bom arranjo, boas frases, em especial da guitarra, existindo um trecho cadenciado, mas com boas frases e bom arranjo. O destaque está no arranjo de bateria, com frequentes semi-frases.
8) Warmongers. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Ótima harmonia, com excelente arranjo, em especial da bateria. Já não tão veloz como as faixas anteriores, mas com um bom embalo e arranjos muito bem trabalhados, sendo o destaque a bateria e a harmonia da parte A.
9) Feeding The Beast. Outra faixa bastante veloz, com um bom desenho melódico da voz e um arranjo de guitarra bastante minimalista na parte A, a parte B é mais cadenciada, mas mantém um bom arranjo. O destaque está no arranjo de guitarra.
10) Golden Cage. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante veloz, ela possui um bom trabalho de dinâmica e ótimos arranjos, sendo o destaque para as guitarras. Variações de cadência rítmica também são frequentes, ajudando na qualidade do arranjo.
11) Roaming Outside. O álbum finaliza com mais uma ótima faixa, iniciando não muito veloz, mas com um bom arranjo da bateria. Logo após ela volta a acelerar. O destaque está no refrão e seu desenho melódico na voz.
Escute o álbum e conheça o terrível papelão quente!

sábado, 25 de abril de 2020

Homewrecker - Split [Rex Banner] (2008)

GÊNERO: Hardcore
ORIGEM: Austrália (Sydney / New South Wales)
FORMAÇÃO:
Pat (Vocal)
Penno (Guitarra)
Josh
Greg
Billy
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Este é o primeiro split lançado pelo grupo, através do selo Washed Up. O grupo teve uma carreira curta, de apenas 4 anos de duração, não chegaram a lançar nenhum álbum, apenas uma demo, um Ep e este split, que é o último trabalho do grupo, encerrando as atividades no ano seguinte. É uma pena, pois é um excelente grupo, com influências notórias do hardcore de Nova York, em especial Sick Of It All, o grupo possui muita energia e ótimas composições. Embora seja um split, aqui comento apenas sobre o Homewrecker. A maioria das faixas são velozes, mas não o tempo todo, existindo eventuais trechos cadenciados. A qualidade da gravação está muito boa, também! Bom, como eu mencionei, lembra muito Sick Of It All, talvez com o vocal mais gritado e rasgado, então não preciso mais explicar! Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Soul Sickness. O split inicia com uma das melhores faixas, na minha opinião! Bastante veloz, com muita energia, já embala desde o começo! Ótima progressão harmônica, que é o destaque da composição, existindo um trecho mais cadenciado.
2) Cutting Teeth. Esta é a faixa que menos me agrada no split, mas, ainda assim, é uma ótima composição. Não muito veloz e com a harmonia com poucas trocas, ao contrário da faixa anterior, o destaque está na divisão rítmica da guitarra na parte A.
3) Counting The Hours. Considero esta a melhor faixa do split! Excelente progressão harmônica, com uma introdução que nos encaminha ao petardo que virá em seguida! Bastante embalo, bom ritmo e um bom arranjo, apesar de simples, existindo um trecho mais cadenciado no final. O destaque está na parte A, em especial devido às guitarras.
Ouça o split e conheça o dividido banner Rex!

sábado, 18 de abril de 2020

Home Grown - That's Business (1995)

GÊNERO: Pop Punk
ORIGEM: EUA (Rancho Santa Margarita-O.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
John Tran (Vocal, guitarra)
Adam Lohrbach (Vocal, baixo)
Ian Cone (Guitarra)
Bob Herco (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Liberation, e foi gravado no estúdio Westbeach. Considero este o melhor trabalho lançado pelo grupo, embora eu tenha classificado como pop punk, é um álbum difícil de rotular, já que possui bastante influência de punk rock e ska core, além de pitadas de hardcore melódico e skate punk. Algumas músicas são velozes, mas não a maioria, embora a grande maioria delas sejam bem embaladas. É um som que mistura Goldfinger, Pinhead Gunpowder e Operation Ivy, além de pitadas de Screeching Weasel. Os arranjos são bem trabalhados, os músicos não possuem muita técnica, mas não tocam mal, tudo está no seu lugar e existem bons arranjos para as guitarras. O álbum foi lançado apenas um ano após a banda surgir, e possui uma faixa bônus.
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FAIXA A FAIXA:
1) Geta A Job. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Aliás, esta seqüência do início do álbum é a melhor, na minha opinião. Esta é um punk rock, bastante embalado, embora não muito veloz. Lembra bastante Screeching Weasel. O destaque está no desenho melódico da voz, bem como o refrão, bem sing-a-long.
2) The Hearing Song. Considero esta a melhor faixa do álbum. Um ska core, lembra muito Operation Ivy. Representaram bem o auge da terceira onda do ska, nos anos 90! O típico ska core dos anos 90! Excelente composição.
3) She Said.... Outra faixa que considero das melhores do álbum. A faixa mais veloz até então, sendo um hardcore melódico típico dos anos 90. Excelente desenho melódico, com um bom arranjo de guitarra e eventuais contracantos. O destaque está na velocidade. O refrão sing-a-long também merece destaque.
4) My Friends Suck. Aqui começam as composições mais pop. Esta é um típico pop punk dos anos 90, lembra muito o Green Day da época. Mais lenta, mas com destaque para o trabalho de dinâmica. O desenho melódico da voz também merece destaque.
5) Alternative Girl. Outra faixa com conotação mais pop, embora esta em versão ska! Podemos dizer que a composição é um ska pop punk! O destaque está no arranjos das guitarras na parte A, onde, apesar de simples, jogam muito bem com as duas guitarras, uma limpa e outra distorcida.
6) Wanna Be. Outro faixa bem pop punk, apesar de ser mais embalada. Digamos que ela pode ser confundida com um punk rock, mas, ainda assim, mantém as características mais pop. O destaque está no refrão e seu contracanto.
7) Surfer Girl. Esta faixa inicia com um bom arranjo de violão e guitarra, logo em seguida ela se torna um ska com ar mais intimista, não sendo evidente o ska. O grande destaque está na parte B, antes do refrão, e o próprio refrão que lembra Bad Religion da época.
8) Ubotherme. Uma excelente faixa, bastante embalada e, de certo ponto, veloz. É um punk rock na linha do Screeching Weasel, mais uma vez. Um punk rock embalado e simples, com três acordes na parte A, e um refrão sing-a-long. A frase da guitarra na introdução também merece destaque, apesar de simples.
9) Face In The Crowd. Esta possui uma característica de pop bem evidente, apesar de mesclar com ska core. Mesmo a intenção ska não "camufla" o pop. O refrão é mais pesado, mas ainda assim se mantém pop. Um pop punk com pitadas de punk rock, em especial devido ao refrão sing-a-long. Lembra Rancid.
10) I Hate Myself. Outra faixa com as características pop bem evidentes. Nada veloz, mas com um certo embalo, o trabalho de dinâmica merece destaque, bem como a parte B e seus contracantos.
11) One Night Stand. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Ela é um ska core, mas com um ótimo refrão, bem sing-a-long. Mais uma vez a dinâmica merece destaque, assim como o refrão. Não é veloz, mas possui um bom arranjo.
12) Impotency. Outra faixa com características pop. Uma introdução não muito embalada, mas depois ela embala, porém com pouca velocidade. É mais uma faixa que lembra uma mistura de Screeching Weasel e Face To Face, porém mais pop.
13) Worthless. Ótima composição. Com certeza a faixa mais "fora da casinha" do álbum todo! Ela inicia com um compasso ternário, em forma de valsa. Depois ela se torna um ska camuflado de punk rock com harmonia de música espanhola, incluindo, devido à utilização da segunda menor. Ótima composição e um bom arranjo são o destaque.
14) Employer's Market. Outra composição mais experimental. Ótima frase da guitarra, porém o desenho melódico da voz parece não estar em sintonia, o que acaba atrapalhando a ótima frase das cordas. O refrão é bem pop punk, lembrando, mais uma vez, Green Day.
15) S.F.L.B.. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum. Com certeza a faixa mais hardcore de todas. Inicia com um arranjo mais cadenciado, lembrando as bandas de hardcore de Nova York. Logo após ela acelera e embala, ficando quase um skate punk. Lembra bastante Murphy's Law. Com certeza a melhor faixa pra pegar o skate e andar sem rumo pelas ruas!
16) Bonus Track. Esta é uma faixa instrumental, com uma frase de conotações pop, embora nada escancarado, com destaque para a condução da bateria, no cymbal e ride, no contratempo. Bastante minimalista, ela possui influência de ska core, em especial pela parte B.
Ouça o álbum e perceba que isso é negócio!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Holy Soldier - Last Train (1992)

GÊNERO: Glam Metal
ORIGEM: EUA (Los Angeles-L.A.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Steven Patrick (Vocal)
Jamie Cramer (Guitarra)
Scott Soderstrom (Guitarra)
Andy Robbins (Baixo)
Terry Russel (Bateria)
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Este é o segundo álbum lançado pelo grupo, através do selo Myrrh. Imaginem uma banda que mescla Ugly Kid Joe, Black Sabbath do final dos anos 80, além de pitadas de Poison! Pois este é o som que este álbum soa! É uma banda de glam metal cristão, com ótimas composições, bons arranjos, e bons músicos, em especial as guitarras. As faixas não são velozes, algumas, inclusive, são baladas, mas os riffs de guitarra são o grande destaque. O desenho melódico da voz também tem seu valor, bem como a técnica de Steven. Arranjos bem pensados ajudam a manter o nível das composições, que são muito bem executadas. O álbum, que é o último neste estilo, possui uma faixa cover.
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FAIXA A FAIXA:
1) Virtue & Vice. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores. Um excelente riff de guitarra na introdução, deixando o clima mais intimista na parte A. A dinâmica no arranjo merece destaque, assim como o desenho melódico do vocal, embora o grande destaque sejam as guitarras. O refrão também merece atenção.
2) Crazy. Aqui não aparecem os mesmos riffs da faixa anterior, a composição já soa mais como uma balada, com um refrão, bem sing-a-long, esta composição lembra com o Black Sabbath dos anos 80 na parte A, mas com outras bandas de glam dos anos 80.
3) Hallow's Eve. Esta faixa já possui um bom riff de guitarra, com um bom trabalho de dinâmica, mas nada de especial, sendo o refrão o grande destaque, não muito sing-a-long, mas com uma boa melodia.
4) Gimme Shelter. Eis que surge a faixa cover do álbum! Esta é uma composição de Mick Jagger e Keith Richards, gravada, originalmente, em 1969. É uma boa versão, mantendo a estrutura original da composição. Também com bons riffs de guitarra, esta soa bem hard rock, sendo o destaque o refrão, sem sombra de dúvidas, bastante sing-a-long.
5) Love Is On The Way. Esta é a primeira balada do álbum, e a considero a pior faixa! Não chega a ser nada muito "meloso", mas ainda assim é uma balada. O curioso é a transposição tonal que ocorre após na parte B. Considero esta a pior faixa até então, não chega a ser horrível, mas nada agrada,
6) Dead End Drive. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante embalada, embora não veloz, com ótimos riffs de guitarra e um bom desenho melódico da voz. O refrão merece destaque, mas, principalmente, as questões técnicas de guitarra.
7) Tuesday Mourning. Esta é outra balada do álbum, porém esta é a faixa que considero a melhor! O grande destaque está no vocal, principalmente na parte A, tanto na melodia quanto na expressão, existindo uma transposição na parte B. Acordes dedilhados para segurar a harmonia, enquanto a outra guitarra deixa o power chor soar.
8) Fairweather Friend. Outra faixa que merece destaque pelos arranjos de guitarra e seus detalhes técnicos. Esta possui uma intenção em shuffle, embora não seja evidente. O refrão possui bastante contracanto, o que é um dos destaques, também.
9) Last Train. O álbum finaliza com a faixa que dá nome ao álbum e é, também a música de trabalho, existindo videoclip de divulgação. É outra balada do álbum, cuja única parte que me agrada é o refrão. A intenção rítmica e a dinâmica também merecem destaque.
Ouça o álbum, mas não perca o último trem!