segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Atavistic - Life During Wartime (1987)

GÊNERO: Crust Core
ORIGEM: Inglaterra (Whitstable / Kent)
FORMAÇÃO:
Jeremy Upcroft (Vocal, guitarra)
Patrick McKernan (Baixo)
John Brenchley (Bateria)
.
Este é o segundo Ep do grupo, lançado pelo selo Peaceville, sendo então seu terceiro trabalho, já que além dos dois Ep's, ainda tinham uma demo lançada um ano antes. Classifiquei-o como crust, mas tem fortes tendências de D-Beat. Já imaginou o que surigiria de uma mistura de Extreme Noise Terror, English Dogs, e Napalm Death (Era Scum)?! E se ainda tivesse pitadas de Anti Cimex e Cryptic Slaughter?! Pois não precisa imaginar, basta ouvir o Ep! É bem essa análise que faço, sendo o English Dogs, relacionado muito devido ao timbre da guitarra, muito semelhante. É um som veloz e com muita energia, que acaba suprindo muito bem a falta de técnica dos integrantes, embora não sejam maus músicos. Vale a pena ouvir este petardo inglês!
.
FAIXA A FAIXA:
1) A Question Of Priorities. O Ep começa com sons muito semelhantes à música concreta, para logo em seguida vir o petardo! Uma música veloz, e talvez a mais D-Beat do álbum. É o embalo típico do gênero com riffs rápidos, uma das melhores do Ep, vale a pena conferir!
2) Creatures Of Habit. Esta é, na minha opinião, a melhor faixa do Ep, veloz e iniciando com uns legatos na guitarra, ela se mantém enérgica do início ao fim, este ao qual ainda é com a caixa da bateria dobrada o tempo, se assemelhando mais a um crust. Excelente faixa!
3) Liberty For Whom?. Esta música é bem crust, com exceção da introdução, as demais partes da música são bem características do gênero. Talvez a faixa que menos me agrada no Ep, mas ainda assim é uma boa música.
4) Survival Of The Fittest. Outra música bem crust, mas já com uma pegada mais metal. Excelentes riffs de guitarra no seu início, quando entra a voz, o blast beat entra em ação! Música veloz com delay na voz!
Ouça o segundo Ep do grupo e confira se a mistura das bandas mencionada antes se confirma!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Astro Zombies - Are Coming... (1997)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: França (Dijon / Côte D'Or)
FORMAÇÃO:
Christophe Bobby Bourgeade (Vocal, guitarra)
Bassou - Laurent Abry (Baixo acústico)
Gaybeul - Fabrice Gualdi (Bateria)
.
Álbum de estréia do grupo lançado pelo selo Banana Juice. É um psychobilly que flerta com o rockabilly e com o western. O vocal é grave e usa eventuais drives, geralmente quando quer atingir notas mais agudas, além de ter bastante reverber, assim como a guitarra que tem um drive leve e algum delay, existindo eventuais trêmulos executados com a alavanca. Não tem nada de mais em relação à parte técnica, sendo o destaque os fraseados da guitarra. Lembra um pouco de Coffinshakers com Reverend Horton Heat. Muito boa a banda, vale a pena ouvir! O álbum ainda conta com um cover!
.
FAIXA A FAIXA:
1) The Astro Zombies Are Coming. A faixa de abertura é instrumental e possui uma introdução que provavelmente é do filme de 1969 homônimo. É uma excelente música para abrir o álbum, com a harmonia típica de rockabilly, mas com um ar tenso, de suspense. Destaque para a levada na caixa da bateria. Vale a pena conferir!
2) The Devil On Arrival. A música começa no mesmo clima da anterior, apesar de mais embalada, porém aqui temos a presença da voz. Muito boa composição, com frequentes pausas e trabalhos de dinâmica que fazem toda a diferença. Uma das melhores do álbum.
3) Magnetic Man. Excelente introdução, porém depois ela se torna um rockabilly. Lembra bastante Reverend Horton Heat. É bem rockabilly, mas com um ar tenso! Vale a pena conferir.
4) Love You So. Uma introdução bem jungle, com frases da bateria bem tribais, que se completa perfeitamente com o arranjo da guitarra. Quando da entrada da voz, a música se torna um rockabilly em modo menor! Mas o grande destaque é o arranjo da introdução, que aparece mais vezes no decorrer da faixa.
5) I'm All Right. A balada do álbum! Mas aquela balada de pistoleiro! Composição bem western, com frases bem ao estilo do gênero. A faixa é executada bem fraca, não abusando da intensidade, mas não é lenta, apenas cria-se um ar "sombrio". Muito boa faixa, lembra um pouco de Coffinshakers!
6) I'll Never Be Your Friend. Uma das melhores do álbum. Começa com um riff de guitarra bem ao clima de terror, mantendo esta ideia por toda parte A, mudando apenas no refrão, o qual tem um arranjo muito bom. Lembra um pouco de Dead Kennedys, vale a pena conferir.
7) Barcelona. A melhor faixa do álbum, na minha opinião. Começa com um fraseado típico de músicas espanholas, ou flamenco, com a típica escala menor harmônica! Aliás, esta ideia se mantém por toda faixa, inclusive no solo, que é bem simples, lembra até Replicantes! Vale a pena ouvir, de verdade!
8) Bertha-Lou. Aqui temos nosso cover! Esta é uma música composta por Johnny Burnette e John Marascalco, gravada originalmente em 1957 por Johnny Faire. Com exceção do refrão, ela até parece um ska com baixo "batatão", aquele das bandas de baile, embalando no refrão. Muito boa versão!
9) No Other Girl. Mais uma faixa com um ar western, porém com uma levada que lembra um tango. Podemos considerá-la mais uma balada, talvez até mais que a faixa 5 pelo fato de ser mais "dançante". O reverber fica evidente nesta faixa devido à pouca dinâmica. Dá uma quebrada no embalo do álbum, mas vem em boa hora!
10) Manson Family. A faixa começa com um riff de guitarra que lembra o clássico Secret Agent Man. Aqui volta o embalo, com destaque para o trabalho de dinâmica da guitarra, que cria todo o clima da composição. Harmonia típica de rockabilly, mas com ar de horror!
11) Suicide. Uma das melhores do álbum, creio ser esta a música mais punk rock do álbum, é o legítimo punkabilly! É um punk rock, mas com aquele ar do psychobilly, em especial devido ao baixo acústico. Vale a pena conferir!
12) The Usual Suspects. O álbum fecha com mais uma faixa instrumental. O curioso é que os acordes da introdução são os mesmos do final da música Cygnus X-1, do Rush! Esta faixa não é tão boa quanto à primeira, mas não é ruim, apenas trivial. No final da faixa temos mais uma edição de falas do, creio eu, filme de 1969.
Confira os zumbis do espaço franceses em seu primeiro trabalho e saia assobiando as frases de guitarra que ficam na mente!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Asado - Equipped To Fail (2013)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Canadá (Winnipeg / Manitoba)
FORMAÇÃO:
Rob Daniels (Vocal)
David Lemieux (Guitarra)
Jason Krahn (Guitarra)
Eric Sigurdson (Baixo)
James Ferreira (Bateria)
.
Este é o segundo e mais recente lançamento do grupo, o qual foi lançado por três selos independentes diferentes: Bells On, Fond Of Life, e Undermusic. O curioso deste álbum é que ele levou 2 anos para ser concluído, e apenas a parte da bateria foi gravada em estúdio, todo o resto foi feito em casa, sendo mixado por Rob Daniels. É um bom grupo, tecnicamente falando, boas composições e bons arranjos, principalmente. As músicas são velozes e bem trabalhadas, porém o vocal é o ponto fraco, ao meu ver. Às vezes lembra um pouco emo e às vezes um pouco pop, mas de qualquer forma é bem executado, típico das bandas dos anos 2000. É um bom álbum, principalmente para quem toca algum instrumento!
.
FAIXA A FAIXA:
1) The First Step. O álbum inicia muito bem, uma boa música, veloz, com exceção do seu refrão que, aliás, é o ponto fraco da faixa. O vocal não é ruim, mas poderia ser melhor, acaba sendo, em alguns momentos, muito "chorado"! Destaque para as guitarras.
2) Equipped To Fail. A música que dá título ao álbum começa quebrando tudo, cadenciando quando da entrada da voz, mas logo após, a composição fica veloz. A linha melódica lembra um pouco de Bodyjar, sendo uma das melhores linhas melódicas do álbum. Muito boa a faixa, vale a pena conferir!
3) King Died Today. Uma das piores do álbum, na minha opinião. Uma das menos velozes e fraquinha, sem muita energia, além de arranjos pouco trabalhados quando comparado às demais faixas. Mas não é uma música ruim.
4) Without A Choice. Esta começa veloz, porém cadencia quando entra o vocal, ela varia o tempo todo, ora veloz, ora cadenciado. Não é uma má música, mas há melhores no álbum. Destaque para as guitarras.
5) Disconnect. Uma excelente composição, com excelentes arranjos, talvez uma das músicas mais trabalhadas do álbum. Veloz e enérgica, realmente uma das melhores, variações rítmicas e frases são quase uma constante. Destaque para os arranjos de bateria que complementam de maneira criativa e técnica os espaços.
6) Roast. Com certeza uma das melhores, talvez a mais old school, anos 90, do álbum. Começa bem veloz e depois cadencia, com seu refrão lembrando, mais uma vez, Bodyjar, em especial pelo vocal. Não possui um arranjo tão trabalhado quanto às demais, mas a energia supre este quesito! Vale a pena conferir!
7) Occupation 101. A música começa com uma frase em ostinato do baixo, de maneira bem clean, para depois se tornar uma música veloz, com ótimos arranjos. Faixa bem trabalhada, que, eventualmente, sofre uma cadenciada. Destaque para os arranjos de bateria.
8) Horrible Truths. A música começa horrível, com um vocal extremamente pop e um instrumental igual ou mais. Creio ser esta a pior faixa do álbum, apesar de melhorar um pouco no meio, mas mesmo assim mantém uma ideia bem emo.
9) Safety Zone. Muito boa música, bem veloz, porém existindo algumas partes cadenciadas. O vocal é o ponto fraco, e mais uma vez, o destaque é a bateria.
10) Pelting Lies. Música com excelente arranjo de guitarras que, aliás, são o grande destaque da faixa. A composição começa ão muito veloz, mas logo em seguida se torna veloz, com muitas pausas e detalhes minuciosos e bem arranjados. Vale a pena conferir.
11) Go On Believing. Aqui começa a melhor seqüência do álbum. Esta é uma faixa veloz e de pouca duração, com arranjos bem trabalhados. Lembra bastante Lagwagon na parte cadenciada. Vale a pena conferir!
12) Magnets. Esta é, na minha opinião, a melhor faixa do álbum. Veloz, bem trabalhada, bem arranjada, alto nível técnico e uma boa melodia. Destaque para as guitarras. Realmente vale a pena ouvir!
13) Stronger Than The Rest. Esta é, oficialmente, a última faixa do álbum, e carrega justamente esta característica, ou seja, música típica de fim de álbum, não tão veloz, mas com um ótimo refrão, guitarras bem arranjadas e um excelente final que faz o álbum finalizar com chave de ouro. Vale a pena conferir.
14) This Parade Keeps Marching On. Esta faixa é um bônus. É uma música acústica, executada apenas com violão (dois) e voz. Ruim, não é à toa que é apenas uma faixa bônus.
Ouça o último trabalho do grupo e tire suas conclusões sobre o hardcore dos anos 2010!

sábado, 18 de novembro de 2017

Artillery - Fear Of Tomorrow (1985)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: Dinamarca (Taastrup / Hovedstaden)
FORMAÇÃO:
Flemming Rönsdorf (Vocal)
Michael Stützer (Guitarra)
Jorgen Sandau (Guitarra)
Morten Stützer (Baixo)
Carsten Nielsen (Bateria)
.
Este é o primeiro álbum do grupo lançado, após 4 demos, pelo selo Neat. Alguns podem questionar e dizer que se trata de uma banda de speed metal, porém não é veloz o tempo todo, entendo como sendo mais uma banda de thrash. Percebe-se muita influência de Slayer e do Kill 'Em All do Metallica. Acho que há uns 2 anos atrás eles vieram tocar aqui em Porto Alegre, mas perdi e acabei não indo, apesar do interesse. É um som pesado e, na maior parte do tempo, veloz, muito bom, mas as músicas são todas bastante parecidas e o vocal não é dos melhores, aliás, considero este o ponto fraco do álbum. De qualquer forma, não se pode perder a oportunidade de ouvir este excelente álbum lançado nos anos de ouro do metal!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Time Has Come. O álbum inicia em um clima bem comum de álbuns de metal, com um arranjo em dedilhado da guitarra, mas não sem antes sons de tiros, como em uma guerra, aparecerem. Quando os demais instrumentos iniciam, o som se torna pesado, com bastante riffs de guitarra e certa velocidade na maior parte da composição. Ótima música para iniciar o álbum!
2) The Almighty. Uma das melhores músicas do álbum na minha opinião. Veloz, com bons riffs de guitarra, e um vocal simples que não compromete. Às vezes pode lembrar um pouco de Nuclear Assault! Vale a pena conferir!
3) Show Your Hate. Esta faixa não é tão veloz quanto à anterior, e possui um vocal com bastante reverber que acaba valorizando-o. No mais, mantém as mesmas características das faixas anteriores, porém esta é mais cadenciada.
4) King, Thy Name Is Slayer. Aqui fica evidente, só pelo nome da música, a influência de Slayer! A faixa tem uma introdução bem cadenciada, ideia que se mantém depois, lembrando, algumas vezes, Suicidal Tendencies. Creio ser a música mais lenta do álbum, em suas duas primeiras partes, existindo linhas melódicas que se assemelham à bandas de stoner rock.
5) Out Of The Sky. Muito boa música. Veloz, apesar da introdução mais cadenciada. Considero uma das melhores do álbum. Se alguém quiser chamar o grupo de speed metal é porque ouviu músicas como esta!
6) Into The Universe. Com certeza uma das melhores do álbum. De novo veloz, mas com um vocal mais bacana apesar de arriscar alguns agudos que acabam ficando tímidos, as guitarras são o grande destaque da composição.
7) The Eternal War. Mais uma com uma introdução cadenciada para que depois se torne veloz, mantendo as mesmas características das faixas anteriores. Os dois bumbos direto, com bastante frases e riffs de guitarra que lembram Destruction. O vocal é o ponto fraco, acaba forçando um voval que não tem a manha de fazer, mas de qualquer forma não deixa a faixa ruim!
8) Fear Of Tomorrow. Este é o petardo do álbum. Com certeza a música mais pesada, existindo trechos que alternam o compasso e um refrão mais cadenciado que lembra muito Nuclear Assault, de novo! Na minha opinião, a melhor música do álbum, não deixe de conferir!
9) Deeds Of Darkness. Provavelmente a introdução desta música serviu de influência para bandas de doom metal! Apesar de não ser tão lento e arrastado, as características semelhantes estão evidentes! Porém apenas na introdução (que é extensa se a pensarmos como introdução), já que depois ela se torna veloz. Boa faixa, para finalizar o álbum bem!
Ouça este que é o álbum de estreia de uma grande banda do gênero, e tente não ficar com medo do amanhã!

sábado, 11 de novembro de 2017

Arresting Officers - Land And Heritage (1990)

GÊNERO: Oi!
ORIGEM: EUA (Philadelphia-P.C. / Pennsylvania)
FORMAÇÃO:
Paul (Vocal)
Bob (Guitarra)
Ron (Guitarra)
Steve (Baixo)
Brian (Bateria)
.
Este é o segundo e último trabalho do grupo, lançado pelo selo Rock-O-Rama. É um som que lembra um pouco de Blitz (não a do Evandro Mesquita!) e um pouco de Anti Nowhere League, mas com eventuais trechos que lembram bandas de hardcore old school como Circle Jerks. Na minha opinião este é o melhor álbum do grupo, para encerrar a carreira com chave de ouro, pois tem algumas músicas realmente boas. A versão em CD conta com três faixas bônus, lançadas originalmente na coletânea No Surrender! Vol. 3. Vale a pena conferir, um dos melhores álbuns do gênero já lançados!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Victory In Our Time. O álbum começa matando a pau! Já de início a melhor faixa, com certeza! Embalada, empolgante, refrão sing-a-long... enfim, tudo de bom! Não é muito veloz, mas a seqüência harmônica é muito boa, lembrando bandas de hc old school. Deve ser conferida!
2) Celtic Cross. Boa música, parece um rock and roll devido à sua harmonia, mais cadenciada, mas não tão empolgante. Mantém-se na mesma intenção, não existindo um momento de destaque.
3) Working Class Patriot. Bem ao estilo das bandas Oi! britânicas. Um punk rock bem típico, a velha progressão harmônica I-IV-V, com um acorde de passagem no refrão que acaba dando um "tempero" a mais para a composição. Não é ruim, mas não é das melhores.
4) Lone Wolf. Esta é a balada do álbum! Com um clima mais intimista e introspectivo, até pelo modo menor da tonalidade. Não é tão lenta, mas mantém as características de uma balada! Na verdade me lembra bastante a versão de Holiday In Cambodia do Sister Double Happiness gravada na coletânea Virus 100, o tributo ao Dead Kennedys lançado pela Alternative Tentacles. Vale a pena conferir!
5) Another Blackout. Esta é uma das melhores do álbum, na minha opinião. Um punk rock embalado que se mescla com um skate punk dos anos 80, possuindo intenções excelentes como na parte que antecede o refrão, além do próprio refrão. Isso sem falar dos riffs de guitarra existentes na parte A. Vale a pena conferir!
6) Terrorist Bombs. Outra que considero uma das melhores do álbum. Embalada, com trocas rápidas de acordes e um refrão que empolga, existindo um bom trabalho de dinâmica entre as partes. Boa para andar de skate!
7) Your Money Or Your Life. Esta dá uma cadenciada a mais, querendo, de leve, encorpar elementos de hard rock, principalmente devido às levadas das guitarras. Boa, mas não das melhores.
8) She's A Warrior. Outra que considero uma das melhores doa álbum! Embalada, com trocas rápidas de acordes e com um desenho melódico, no refrão, sensacional, apesar de simples. Vale a pena conferir!
9) Defend Us In A Battle. Música bem ao estilo de fim de álbum, já que esta é a última faixa da versão em Lp. Mais lenta e com uma intenção de saudade, como se quisessem manter a lembrança do momento em que se ouve o álbum pela primeira vez! Mas longe de ser das melhores faixas, porém não é ruim.
10) The Hammer And The Raven. Esta música possui um arranjo de guitarra sensacional, o suficiente para ser lembrada como uma das melhores do álbum, porém o refrão, bem comum para bandas do estilo, acaba tirando esta impressão! De qualquer forma, o riff da guitarra faz com que queiramos ouvi-la novamente!
11) Stop Red Action. Excelente! Com certeza uma das melhores músicas do álbum, tem uma introdução a qual considero um pouco longa, mas que cria uma sensação para começar a música, que tem no refrão o seu ponto forte. É uma música embalada, realmente muito boa, bem ao estilo Blitz.
12) United Skins For Victory. Pode-se confundir, naturalmente, com Anti Nowhere League! Esta é a última faixa do álbum, o último bônus, e longe de ser uma das melhores, apesar de não ser ruim!
Ouça Land And Heritage e sinta o coturno dos americanos nacionalistas direto no seu peito!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Argies - La Frontera (2001)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Argentina (Rosário / Santa Fe)
FORMAÇÃO:
David Balbina (Vocal, guitarra)
Gustavo Pankozo (Guitarra)
Andres Pralong (Baixo)
Héctor Pampa (Bateria)
.
Este é o terceiro álbum do grupo lançado através de uma parceria entre dois selos: Cabriten Panchen e Combative. Já havia comentado sobre este álbum em 2010, confira! O curioso é que a banda começou em 1984 e este é apenas o terceiro álbum! Eles levaram 12 anos para lançar seu primeiro álbum. É uma boa banda de punk rock, bastante influenciada pelo punk britânico, mas também muito por Ramones (como toda boa banda de punk rock argentina!), além de possuir elementos de ska ou ritmos latinos, bem como muita pegada de rock. Gosto bastante do álbum, tem duas músicas sensacionais, daquelas que faz o cara querer ouvir de novo, e as outras são boas, mas não tanto! O interessante do grupo é que, com exceção de David Balbina, os músicos estão sempre entrando e saindo do grupo conforme suas vontades, funciona quase como uma cooperativa! Vale  pena ouvir!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Señales Difusas. Esta, na minha opinião, é uma das duas melhores músicas do álbum, realmente muito boa, muito em função do refrão, não que as outras partes não sejam boas, mas não como o refrão. No mais é uma música embalada, mas não veloz, com um bom trabalho de dinâmica. Vale a pena ouvir!
2) Cuerpo A Cuerpo. Boa música, bem ao estilo do punk rock britânico, como bandas como 999 ou Stiff Little Fingers. Um refrão sing-a-long e a tonalidade no modo maior, a torna uma música alegre, com destaque para o arranjo antes do solo.
3) El Último Engranaje. Esta já tem influência de ska. Muito boa música, um ska-punk com leves pitadas de rock. Uma frase da guitarra que se mantém pela parte A valoriza este arranjo, que a parte ska da música, enquanto o refrão já é mais ao estilo punk rock.
4) Optimistas: Despierten!. Música ao estilo Ramones! O refrão foge desta ideia e se assemelha mais a um punk rock britânico. Boa música, mas com nada de especial apesar do esforço da guitarra, que não para de frasear!
5) Mi Pulso. Esta composição também tem influência de ska, embora a melhor referência talvez seja um Clash! O refrão é muito bacana e, para mim, é o ponto forte da música. Dois acordes, mas executados de maneira aberta pela guitarra, dão todo brilho para a composição.
6) Cada Pieza En Su Lugar. Esta é, na minha opinião, a melhor música do álbum e, talvez, da carreira do grupo. Excelente composição, com energia, refrão sing-a-long e constantes frases de guitarra. É obrigatório ouvir esta música, não pode deixar passar, com certeza não irá se arrepender!
7) En Navidad. Um punk rock bem trivial, no estilo das bandas britânicas, mais uma vez. Não tenho certeza, mas acho que esta tem outro cantor, o que, aliás, se torna o ponto fraco da faixa. Não é uma má composição, onde destaco o refrão.
8) La Frontera. Muito boa música, em especial pelo refrão. Outra no estilo punk britânico, com o refrão possuindo acentos no contratempo que dão todo o brilho, apesar de que o arranjo da música foi bem pensado. Muito boa faixa!
9) Arar Lo Arado. Uma das melhores do álbum! Esta tem influência de ritmos latinos, possuindo um swing característico que dá todo um embalo para a música, sendo o ponto alto da composição. A guitarra tem uma frase que se repete, quando não há voz, que também deve ser destacado, pois é uma frase que fica na mente!
10) La Espera. Esta começa bastante embalada, talvez a música mais embalada do álbum, mas não tem nada de especial apesar das frases da guitarra e dos eventuais trechos com a caixa da bateria dobrada.
11) El Último Que Cierra. Esta tem uma mistura de influência de ska e ritmos latinos. Creio ser a música que menos me agrada, mas ainda assim é uma boa faixa. É mais leve que as demais, mas tem uma boa melodia do vocal.
12) Cuna Espléndidad. Última faixa do álbum mantendo o padrão de se assemelhar com as bandas britânicas de punk rock, embora percebe-se eventuais trechos com influência de Ramones. Não é ruim, mas também é uma das piores do álbum, junto com a faixa anterior.
Ouça o punk rock cooperativo dos argentinos na versão La Frontera!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Äpärät - Demo (1982)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: Finlândia (Seinäjoki / Ostrobothnia)
FORMAÇÃO:
Ipe (Vocal)
Junnu (Guitarra)
Kuju (Baixo)
Antero (Bateria)
.
Este é o primeiro registro do grupo, que veio a lançar seu primeiro Ep em 1985, sendo estes os únicos lançamentos da década de 80. É um hc / punk bem característico das bandas do país, lembrando Terveet Kädet ou Kaaos. A qualidade da demo não é muito boa, porém é possível ouvir todos instrumentos. A qualidade técnica dos músicos também não é muito apurada, sendo a bateria o destaque, a guitarra fazendo seu papel, com tudo no lugar certo, porém o baixo é o destaque negativo, muito ruim, ele tenta acompanhar a guitarra mas não consegue, ficando em um ritmo isolado dos demais, enquanto que o vocal, bem... digamos que ele grita bem! De qualquer forma a energia toma conta das composições, existindo, inclusive, um cover!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Nussinut. Esta é, na minha opinião, a melhor faixa da demo, um excelente riff de guitarra, com a bateria embalada e o vocal bem enérgico, mas até certo ponto, grave. O ponto fraco é o baixo fora do ritmo e errando os compassos. Vale a pena conferir!
2) Mutto On Aukialla. Muito boa faixa, porém muito curta, parece mais uma introdução, quando parece que a música vai começar, ela acaba! De qualquer forma é embalada, iniciando só com a bateria.
3) Vittu Vanhemmat - Viina. Esta é a faixa mais trabalhada da demo, iniciando lenta para acelerar depois. O estilo dela lembra um pouco Farmyard Boogie do Chaos Uk. Mais uma vez o baixo é o destaque negativo.
4) No Woman, No Cry. Esta é a faixa que finaliza a demo, e é, na verdade, um cover do Bob Marley, lançado originalmente em 1974 pelo grupo Bob Marley & Wailers. Esta é uma versão que não lembra em nada a original, a letra não existe, sendo cantado (ou gritado) apenas o título da música! O curioso desta composição é que Bob Marley deu os créditos para Vincent Ford, este servia sopa para os mais necessitados em uma cidade chamada Trenchtown, na Jamaica, o qual usou a verba para aumentar seu trabalho.
Curta a Demo de um dos pioneiros do punk no país escandinavo!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Anti Flag - The People Or The Gun (2009)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (Pittsburgh-A.C. / Pennsylvania)
FORMAÇÃO:
Justin Sane (Vocal, guitarra)
Chris Barker (Vocal, baixo)
Chris Head (Guitarra)
Pat Thetic (Bateria)
.
Este é o sétimo álbum de estúdio do grupo; após 2 coletâneas, 3 ep's, e 8 split's; lançado pelo selo SideOneDummy. Tive a oportunidade de assisti-los ao vivo (acho que era 2011), e foi um daqueles shows que decepcionam, a banda de abertura, This Is A Standoff, valeu mais o ingresso do que o Anti Flag! Nunca fui um grande adorador do som do grupo, mas ao mesmo tempo nunca consegui encontrar nada ruim, acho que sempre impliquei por achar os membros um pouco poseur! De qualquer forma, o álbum tem músicas muito boas e outras ruins, muito pop. É um punk rock que às vezes se confunde com um pop punk e às vezes com um street punk, lembrando um pouco de AFI, Offspring, Rancid, ou Bouncing Souls. Nada de especial, principalmente tecnicamente, mas com destaque para alguns contracantos à la Offspring ou AFI. Vale a pena ouvir, nem que seja apenas para conhecer, garanto que ruim não vai achar, mas também não vai se empolgar demais!
.
FAIXA A FAIXA:
1) Sodom, Gomorrah, Washington D.C. (Sheep In Shepherd's Clothing). Uma das melhores do álbum, música esta que foi apresentada, via myspace antes do lançamento do álbum. Lembra um pouco AFI, tem um refrão mais embalado e sing-a-long. Vale a pena ouvir, de verdade!
2) The Economy Is Suffering... Let It Die. Música com videoclip de divulgação lançado em 2010. Música bem fraquinha, lenta e pop. É uma mistura de um punk rock britânico dos anos 90 com um pop punk do início dos anos 2000! Não curto muito, mas não é ruim, tem seu valor!
3) The Gre(A)t Depression. Esta já melhora um pouco, mas ainda assim não é das melhores. Uma mescla de Clash e Rancid, com uma boa melodia no refrão e um bom embalo na estrofe. É um punk rock com frases melódicas da guitarra, quase uma marcha de "guerra"!
4) We Are The One. Aqui está uma das melhores do álbum: um bom riff de guitarra no início, excelente trabalho de dinâmica e, com certeza, a melhor melodia do álbum na minha opinião. Um refrão bem Offspring, mas lembra AFI. Vale a pena conferir, é daquelas que fazem você ficar cantarolando depois que acaba!
5) You Are Fired (Take This Job, Ah, Fuck It). Uma das melhores do álbum! Com certeza a mais "paulada", a mais veloz e mais enérgica música do álbum! Vocal rasgado e gritado, muita energia e bastante fúria! Não deixe de conferir, realmente vale a pena!
6) This Is The First Night. Um country-pop-punk é a melhor maneira de definir este som! Tem o ritmo e o embalo de um country, mas melodia e harmonia de pop punk! Não curto muito, acho uma das piores do álbum, mas vale a pena conhecer!
7) No War Without Warriors (How Do You Sleep?). Outra que pertence ao grupo das melhores do álbum! Bom riff de guitarra, harmonia que cria um clima de suspense e vocal que aparenta estar resmungando de algo! Vale a pena ouvir, um arranjo bem trabalhado, criando diferentes sensações no decorrer da composição.
8) When All The Lights Go Out. Primeira música do álbum a ter videoclip de divulgação, lançado em 2009 pouco antes do álbum ser distribuído. Não é uma música ruim, mas não é das melhores do álbum, tem seu valor e até chega a empolgar, mas não é veloz e tem um refrão sing-a-long, talvez por isso a escolha dela para o clip!
9) On Independence Day. Talvez a música menos punk rock do álbum, quase um indie, não fosse pela bateria! Muitos não vão concordar, mas, para mim, lembra um pouco de Jesus And Mary Chain! A frase, quase constante, do baixo é bem ao estilo de bandas como Strokes, porém a bateria já sugere um Uk Subs! O refrão é que o momento mais indie da composição. É uma música estranha!
10) The Old Guard. Música de fim de álbum, quase um tom de despedida! Só não é a última faixa devido à faixa bônus que vem após. É um punk rock com leves pitadas de pop, longe de ser das melhores, apesar do refrão embalado e das frases de guitarra, mas vale a pena ouvir.
11) Teenage Kennedy Lobotomy. Esta é uma faixa bônus do álbum. Bem ao estilo de faixa bônus, em tom de comédia, porém é uma boa faixa, apesar da arriada, existindo um contracanto que gruda na mente!
Ouça The People Or The Gun e descubra de lado você está!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Anthrax - Spreading The Disease (1985)

GÊNERO: Thrash Metal
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Joey Belladonna (Vocal)
Dan Spitz (Guitarra)
Scott Ian (Guitarra)
Frank Bello (Baixo)
Charlie Benante (Bateria)
.
Este é o segundo álbum do grupo, o primeiro com o vocalista Joey Belladonna e o baixista Frank Bello, lançado pelo selo Megaforce. Só não é a apresentação destes dois integrantes aos fãs, pois meses antes já haviam lançado seu primeiro Ep, Armed And Dangerous. Talvez o álbum mais heavy metal do grupo, e, ao mesmo tempo, o mais eclético! Percebe-se que a banda está em uma fase de transição neste álbum, não tem uma característica para todas as músicas, algumas com características de thrash metal, outras de heavy metal, outras speed metal, provavelmente compostas logo após Fistful Of Metal, pois mantêm a mesma característica, e até hardcore! O vocal de Belladonna talvez tenha trazido essa "incerteza" em relação ao estilo de som que fariam, já que tem uma técnica e timbre bem diferente de Neil Turbin, vocalista no primeiro álbum. Gosto bastante deste álbum, é daqueles que dá vontade de ouvir de novo, não sendo enjoativo ou repetitivo, isso sem falar que a energia está transbordando em cada composição!
.
FAIXA A FAIXA:
1) A.I.R.. O álbum começa já com um petardo! Uma das melhores músicas do álbum, existindo brechas para que o "novo" vocal Belladonna mostre ao que veio, e, claro, este não deixa a peteca cair! É uma música veloz, porém com algumas partes cadenciadas e pausas, além de riffs velozes e precisos. Realmente muito boa música!
2) Lone Justice. Esta já é mais lenta que a faixa anterior, com características mais heavy metal também, menos thrash. Ótima música, embora não a considere uma das melhores do álbum. Os riffs de guitarra e o vocal são o grande destaque desta composição.
3) Madhouse. Esta é a música de trabalho do álbum, existindo um videoclip de divulgação. Acho que não foi a melhor escolha, já que considero esta uma das piores faixas do álbum. Não chega a ser ruim, mas não empolga. Lenta, apesar de acelerar antes do refrão, e com riffs de guitarra bem thrash.
4) S.S.C. / Stand Or Fall. Mais uma ótima faixa, veloz e com frases e riffs de guitarra que fazem toda a diferença, inclusive a introdução que se apropria de uma segunda menor na escala, possuindo, apesar dos dois bumbos, um pré-refrão bem heavy metal, e um refrão bem hard rock! O desenho melódico do vocal é bem interessante, principalmente no pré-refrão.
5) The Enemy. Na minha opinião, esta é a pior música do álbum. É lenta com ritmos em cavalgada (colcheia - semi-colcheia - semi-colcheia), lembra bastante Black Sabbath da mesma época, algo como o Seventh Star ou The Eternal Idol. Enfim, não é ruim, mas não dá vontade de ouvir de novo, além de ter longa duração.
6) Aftershock. Uma das melhores do álbum, veloz, empolgante, com dois bumbos e riffs de guitarra que fazem a diferença, além da linha melódica, que também é muito boa. Mais um speed metal que thrash. Muito boa composição, vale a pena ouvir!
7) Armed And Dangerous. Esta é uma das duas músicas do álbum em que a letra foi escrita por Neil Turbin. A faixa inicia com um arranjo arpejado da harmonia sob uma melodia típica de heavy metal, quase uma balada, porém depois o ritmo e a levada alteram-se e a música se torna quase um NWOBHM, lembra bastante a banda Acid. Vale a pena conferir!
8) Medusa. Se a faixa anterior inicia com característica de heavy metal, esta é um heavy metal! Não é muito veloz, mas lembra bastante Judas Priest e Iron Maiden, devido ao refrão e melodia vocal, respectivamente. No refrão a música dá uma embalada, retornando para o mesmo pique de antes. Não é das melhores, mas não é ruim!
9) Gung-Ho. Na minha opinião esta é a melhor música do grupo, esta é a outra música a qual a letra foi escrita por Neil Turbin. Veloz, embalada, com energia e expressão. Tudo está no lugar certo! Na parte A ela é um speed / thrash, com os dois bumbos alternados o tempo todo, enquanto que o refrão é um hardcore bem característico! No final ainda tem uns arranjos que destoam de toda a música, quase uma Coda! Com certeza vale a pena ouvir, com certeza vai querer ouvir de novo, e de novo, e de novo...
Ouça o álbum, um dos melhores da carreira do grupo, com certeza!