domingo, 23 de abril de 2017

999 - Separates (1978)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Nick Cash (Vocal, guitarra)
Guy Days (Guitarra)
Jon Watson (Baixo)
Pablo Labritain (Bateria)
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Segundo álbum desta clássica banda inglesa de punk rock lançado pelo selo United Artists. Na minha opinião, o melhor álbum do grupo, além de ter em seu repertório 3 clássicos do grupo, na versão em CD existem 4 músicas bônus, lançadas originalmente em singles de 7 polegadas. Me lembra bastante Buzzcocks e Stiff Little Fingers. Este é um grande exemplo de que expressão e criatividade são fundamentais para uma boa música e que nem sempre a técnica faz parte da intenção da composição. Sou fã de Guy Days, responsável pela maioria das composições, pois sabe o momento de incrementar com riffs de guitarra, além de ser evidente a sua influência do blues. Recomendo a todos ouvirem este álbum, realmente excelente, difícil de destacar 5 músicas como as melhores, não é a toa que hoje se tornou um clássico do punk rock inglês!
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FAIXA A FAIXA:
O álbum já começa com o maior sucesso do grupo: Homicide, a qual possui videoclip de divulgação. Esta foi a primeira música que ouvi do grupo, já curti na mesma hora. Apesar do andamento lento e de sua harmonia em ostinato quase que a música toda, os arranjos são muito bem pensados (em especial os de guitarra por Guy Days), não deixando a música enjoativa ou repetitiva, com um refrão que fica na mente, além de ter uma dinâmica crescente que faz a música ter uma grande finalização.
A segunda faixa chama-se Tulse Hill Night, uma típica canção de punk rock inglês do final da década de 70. Nada de especial que chame a atenção, uma boa música que tem no seu refrão o seu ápice.
Lembram quando mencionei que o 999 possuía, em Concrete, uma música que servia de ótimo exemplo para um punk - blues?! Eis aqui em Rael Rean outro exemplo! Quase um punk - blues monocórdico que me lembra muito a música I Feel Like A Wolf do bluesman Eddie C. Campbell. É possível perceber que, pelo menos, o Camisa De Vênus bebeu desta fonte, pois tem uma ponte exatamente igual à ponte de Gotham City!
A quarta faixa é, na minha opinião, a melhor música do álbum, ela é o clássico do grupo Let's Face It. O refrão é o que chama a atenção, mantendo uma variação bem grande na dinâmica em relação à estrofe, sendo o seu melhor o final, onde o improviso e a expressão tomam conta da composição. Vale a pena conferir, com certeza vai querer ouvir de novo!
Crime Part 1 / Part 2 é o nome da quinta faixa, a última do lado A do Lp. É uma música, digamos, diferente! Eu acho ela muito boa, possui uma levada quase de ska, na primeira parte, por parte da bateria, com harmonias que fogem de uma ideia tonal, embora não contenha dissonâncias. A segunda parte da música muda completamente a sua intenção, parece um jazz por parte, principalmente, do baixo, que mantem um ostinato em walking bass, com um clima de guerra e tiros no fundo, além de um vocal semelhante ao de alguém agonizando. Muito boa a composição, bem fora de algo esperado.
O lado B do Lp começa com outro dos grandes clássicos do grupo: Feelin' Alright With The Crew. Na minha opinião, uma das melhores do álbum, se mantém quase que num ostinato da harmonia a música toda, existindo uma levada no contratempo por parte da guitarra, quase um ska e uma frase da outra guitarra que é a marca da música. Muito boa, vale a pena conferir!
A sétima música do álbum, Out Of Reach, é uma das mais embaladas do álbum, um típico punk rock, sendo que o refrão me lembra Surf Punks, provavelmente eles devem ter bebido desta fonte, também!
Subterfuge é o nome da oitava música do álbum. Ela possui uma levada, na parte A, com bastante staccato e um refrão mais embalado. Esta música deve ter servido de influência para o new wave que viria a seguir!
A nona faixa do álbum, Wolf, é mais lenta, porém com arranjos bem trabalhados e seu modo menor, a música se torna muito boa, em especial pelo refrão, uma das melhores do álbum, algumas partes do arranjo com frases bem sincronizadas entre os instrumentos dão o toque a mais para a composição.
Brightest View é, na minha opinião, a pior música do álbum. O problema das bandas de punk britânicas do final da década de 70 é que em algum momento elas se parecem com Beatles e é o que acontece aqui. É uma música bem fraquinha e sem graça, não empolga em nada.
High Energy Plan finaliza o Lp. É uma música que chama bastante atenção com seu arranjo, principalmente com o efeito eletrônico que existe no meio que eu não sei do que é, mas dá uma sensação interessante para a composição. A levada da bateria no refrão também é interessante pelo fato de ser executada apenas na caixa. Muito boa música, uma das melhores do álbum!
You Can't Buy Me é a primeira faixa bônus do CD. Originalmente ela foi lançada como uma das três músicas do single Feelin' Alright With The Crew, e é um punkabilly, pois tem fortes influências do rockabilly, principalmente pelos acordes todos serem executados de maneira "aberta", ou seja, sem power chords. Lembra muito o primeiro do Camisa De Vênus, reforçando a ideia de que estes foram influenciados por este álbum!
Soldier foi lançada originalmente no lado B do single Homicide. É uma boa música, mas meio sem sal, sem nada de especial, sendo o seu melhor o refrão, mas mesmo assim, trivial.
A penúltima faixa do CD foi lançada em um single, juntamente com a última faixa, que leva seu nome: Waiting, uma música bem Ramones, mas um Ramones inglês! Boa, mas também não é das melhores.
Action fecha o CD com chave de ouro! Na minha opinião, uma das melhores músicas do grupo, bem arranjada e com acentos no refrão que fazem toda diferença, assim como a melodia vocal da estrofe. É um rock'n'roll, mas com mais energia, o que a torna um punk rock! Excelente composição!
Escute Separates e tenha um grande clássico dos primórdios do punk rock inglês como referência!

domingo, 16 de abril de 2017

999 - Concrete (1981)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Nick Cash (Vocal, guitarra)
Guy Days (Guitarra)
Jon Watson (Baixo)
Pablo Labritain (Bateria)
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Concrete é o sexto álbum do grupo que foi um dos expoentes do punk rock britânico do final dos anos 70, porém é o quinto de estúdio e o quarto de músicas inéditas. Foi lançado pelo selo Albion e chegou a ficar na 192ª posição da Billboard norte americana. Este é um bom álbum, não um dos melhores do grupo, mas realmente bom. Ele se assemelha muito a bandas como Stiff Little Fingers ou Adverts, existindo várias intenções diferentes em suas composições. Guy Days tem fortes influências do blues em seus riffs, evidente já no início da primeira faixa até o final da última faixa! Assim como existem elementos de western ou disco, além de outros. É um bom álbum, com composições simples, mas bem arranjadas, o que faz toda a diferença, ainda mais se somado à expressão real, da intenção de cada composição, por parte dos integrantes. O órgão é executado por Guy Days, assim como a percussão, que também é executada por Pablo Labritain e Nick Cash. Vale a pena conferir este clássico!
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FAIXA A FAIXA:
A primeira faixa, So Greedy, é um punk rock clássico, típicos 3 acordes em uma progressão que vai e volta, mantendo quase que um ostinato a música toda, com exceção do refrão e de eventuais pontes, a diferença está nos riffs blues da guitarra. Boa música, mas não das melhores do álbum.
Little Red Riding Hood é um cover, composta por Ronald Blackwell e, lançada em 1966 pelo grupo Sam The Sham & Pharaohs. Na minha opinião, esta é a pior música do álbum, tem um refrão que lembra Beatles, além de ser bem fraquinha, não aconselho a tê-la como referência!
A terceira faixa, Break It Up, é, na minha opinião, a melhor música do álbum. Seu título poderia muito bem ser Homicide 2 porque é quase um cover! Se Homicide tivesse sido composta por outra banda, eles teriam, provavelmente, respondido processo! Muito boa, principalmente devido ao riff de guitarra e o arranjo de bateria do refrão.
Taboo é uma música que tendencia ao new wave, mas mesmo assim ainda é uma música de punk rock, para mim, uma das melhores do álbum, com destaque para o timbre do órgão existente e os arranjos de percussão. Também uma composição simples de três acordes, mas muito bem arranjada e expressa.
A quinta faixa, Mercy Mercy, também não me agrada muito, é bem fraquinha, com embalo dançante, mas não chega a ser uma balada. Destaque para os riffs de guitarra "praianos"!
Fortune Teller também é um cover. Composta por Naomi Neville e lançada em 1962 pelo grupo de Benny Spellman. É uma boa música, mas pelo fato de ser sempre igual, quase o tempo todo, ela poderia ter uma duração menor, pois da maneira como foi gravada, acaba se tornando muito repetitiva, apesar doas arranjos dos backing vocais.
Obsessed tem videoclip de divulgação, o qual tenta expor de maneira visual toda intenção da composição que é um punk rock - western - disco, esta é a melhor maneira de defini-la! As frases da guitarra são claramente influenciadas por The Good, The Bad, The Ugly, enquanto os arranjos de bateria são do estilo da disco music, mas a música é um punk rock! Vale a pena assistir ao clip, é típico dos anos 80, tem momentos realmente divertidos!
A oitava faixa, Silent Anger, também é uma das piores na minha opinião, apesar do modo menor que dá ares pós-punk para a composição. A frase da guitarra também é um ponto positivo na música.
That's The Way It Goes é uma boa música, mantendo o velho ostinato de três acordes quase que a música toda, o órgão dá um toque a mais para o arranjo, até pelo fato de ele não estar presente no tempo forte do compasso. Um típico punk rock britânico!
A faixa 10 é uma das melhores do álbum. Bongos On The Nile é instrumental, o que obriga os músicos a serem bem criativos nos arranjos. Aliás, eu sou um grande fã de músicas instrumentais, pois sem palavras, a expressão musical deve se tornar mais presente, bem como a criatividade. Os arranjos de percussão existentes são o diferencial da composição que nos dá a sensação de estar passeando no litoral em um dia de Sol! Os riffs de guitarra são típicos do blues.
A penúltima faixa do álbum, Don't You Know I Need You, também é aquele típico punk rock de três acordes, devido à progressão harmônica que vai e volta executada com pausas pela guitarra, ela lembra Louie, Louie, e, devido ao refrão, ela nos dá a sensação de fazer parte de um pelotão de hipnotizados!
Public Enemy No. 1 é a última música do álbum. Se um dia duvidarem que o punk rock tem influências do blues, esta é a música que deve ser mostrada como prova! É um dos melhores exemplos de um punk rock - blues, percebe-se elementos dos dois gêneros bem evidentes e, ao mesmo tempo. Muito boa faixa, ainda mais para finalizar o álbum.
Ouça Concrete e volte no tempo direto a 1981 com um punk rock britânico de qualidade!

domingo, 9 de abril de 2017

7 Seconds - Ourselves (1988)

GÊNERO: Rock
ORIGEM: EUA (Reno-W.C. / Nevada)
FORMAÇÃO:
Kevin Seconds (Vocal)
Bob Adams (Guitarra)
Steve Youth (Baixo)
Troy Mowat (Bateria)
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Este é o sexto álbum da banda (o quinto de estúdio), lançado pelo selo Restless, e o primeiro a ser por completo mais lento, aliás, este é o álbum mais fraquinho do grupo, após ouvir umas 5 vezes o álbum, é possível identificar elementos bastante positivos, o difícil é se desprender da ideia de que esta é uma banda de hardcore! Na verdade este álbum soa um pouco com bandas australianas da década de 80 como Hoodoo Gurus ou Spy Vs. Spy. O álbum dá a impressão de que existe uma grande preocupação por parte dos integrantes à detalhes e expressão, como se quisesse causar uma sensação positiva nesta mudança de gênero nesta fase. Os arranjos de piano são executados pelo baixista Steve Youth. É um bom álbum, mas àqueles que tem o antigo 7 Seconds como referência devem ir com mais cautela!
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FAIXA A FAIXA:
O álbum começa com a faixa Escape And Run, que para mim não é das melhores do álbum apesar das criativas linhas de baixo, aliás, sou suspeito para falar, mas sou um grande fã do Steve Youth, e, com certeza isso fica evidente quando toco! É um rock com guitarras abertas e vocais bem melódicos e sem muita potência.
A segunda faixa, Far Away Friends, já melhora um pouco o nível das músicas, mas não muito, principalmente devido ao arranjo da bateria, que conduz o hi-hat, algumas vezes, em semi-colcheias, com vocais, também, bem melódicos e acordes de guitarra abertos.
The Save Ourselves é o nome da faixa 3 que, na minha opinião, é uma das piores do álbum, apesar do refrão que tem um bom arranjo de guitarra, também, com vocais melódicos, existindo uma frase de guitarra que tem um timbre característico para muitas músicas do álbum, bem como um arranjo bem funk no final.
A quarta música já considero uma boa música, esta se chama If I Abide, a introdução é muito boa, dando uma boa expectativa para o que virá a seguir, o que não se confirma por completo, apesar de existir uma boa frase de guitarra semelhante a da faixa anterior, presente, também, no final da faixa, o que já prepara para a música seguinte.
A quinta faixa, Wish I Could Help, na minha opinião, é a melhor do álbum, começa com uma frase de guitarra (que também está presente no refrão) que me lembra She Sells Sanctuary do Cult, o vocal, apesar de manter a característica melódica, já usa mais potência. Vale a pena conferir!
Sleep é uma música instrumental, uma das três melhores do álbum. Arranjos muito bem construídos, a guitarra em evidência, apesar da linha do baixo dar toda sustentação harmônica e melódica ajudam na qualidade da música. Em alguns momentos lembra bandas de rock progressivo da década de 80, existindo uma variação rítmica em seu final.
A sétima faixa chama-se Sister e é uma das mais fraquinhas e sem sal das músicas do álbum, arranjo e composição bem triviais, com nada de especial, e, claro, vocais bem melódicos!
A faixa 8, Middleground, é, na minha opinião, a pior faixa do álbum, lenta, quase uma balada, um arranjo de guitarra dedilhado deixa a música mais suave do que já é! O refrão tenta dar um embalo pra música, mas não o suficiente.
When One Falls é uma boa música, com uma progressão harmônica que lembra mais o punk rock, mas suaviza no refrão, não empolgando o suficiente como poderia.
A faixa 10, Some Sort Of Balance, também é uma boa música, existindo uma frase em conjunto com todos instrumentos que traz o diferencial para o arranjo, com acordes abertos de guitarra, às vezes arpejado, mas como o refrão tem um arranjo simples, sem nenhum elemento de destaque, a música também não empolga como poderia.
A última faixa Seven Years, é uma das melhores do álbum, realmente boa, a começar pelo arranjo de guitarra da introdução e parte A, que não perde o clima no seu refrão, que tem um arranjo, principalmente, de bateria, extremamente criativo, o que chama atenção de maneira positiva. O solo de guitarra também cria um clima interessante para a nova parte da música que vem a seguir.
Apesar de ser um dos álbuns mais fraquinhos do grupo, confira o álbum e confirme que, ouvindo com atenção, o álbum tem elementos bem interessantes para se usar como referência!

domingo, 2 de abril de 2017

59 Times The Pain - Even More Out Of Today (1995)

GÊNERO: Hardcore
ORIGEM: Suécia (Fagersta / Västmanland)
FORMAÇÃO:
Magnus Larnhed (Vocal, guitarra)
Kai Kalliomäki (Guitarra)
Michael Conradsson (Baixo)
Toni Virtanen (Bateria)
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Este é o primeiro Ep da banda, lançado logo após o seu segundo álbum, More Out Of Today, pelo selo Burning Heart. As músicas lembram uma mistura de Agnostic Front e H2O com Suicidal Tendencies e Excel. Os músicos não são muito bons tecnicamente, o que não interfere na qualidade das composições, embora a ausência de frases e solos na guitarra deixam as composições com a sensação de que falta alguma coisa. O vocal parece se esforçar muito para cantar e ainda assim causa a sensação de que não alcança a potência desejada, parecendo, algumas vezes com vocais de rap. Nesta fase o grupo já deixava de lado o hardcore típico de Nova York para inserir elementos típicos do crossover californiano.
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FAIXA A FAIXA:
O Ep começa com a música de trabalho More Out Of Today, a única que está presente no álbum e no Ep, existindo um videoclip de divulgação. É uma música com características do hardcore de Nova York, parecendo uma mescla de Agnostic Front com H2O, este último, em especial, devido ao refrão. Muito boa a faixa, vale a pena conferir!
A segunda faixa, Feeling Down, na minha opinião, é a melhor do Ep, sendo bastante veloz. É muito semelhante ao Excel no início da carreira, existindo um reverber exagerado na caixa da bateria, dando a sensação de estar em outro ambiente!
A terceira e última faixa é um cover da música Join The Army do Suicidal Tendencies. Valeu pela homenagem que prestaram aos caras, mas para quem está acostumado com a versão original, esta não empolga! A grande diferença está na qualidade técnica entre os músicos das duas bandas, o que é evidente no momento que não se percebe nenhum tipo de solo de guitarra na música, bem como mudança de algumas partes do arranjo para cobrir elementos ausentes em relação ao original. O vocal lembra Ice-T! Não chega a ser uma má versão, mas não tem como comparar.
Curta o Ep e tire suas próprias conclusões sobre ele! Não irá se arrepender!

segunda-feira, 27 de março de 2017

4º Potere - Incubo Senza Fine (2006)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: Itália (Cagliari / Sardenha)
FORMAÇÃO:
Robi (Vocal)
Fede (Guitarra)
Marcellino (Baixo)
Piero (Bateria)
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Este é o primeiro álbum desta banda italiana que tem o instrumental como uma mescla entre Exploited, Wolfbrigade, Sodom (o primeiro), e Concrete Sox (na fase mais crossover), enquanto o vocal é característico de bandas punk italianas como Wretched, podendo confundir-se, às vezes, com bandas suecas como Crude SS ou Rövsvett. A mixagem não é das melhores, deixando o timbre da guitarra bastante abafado, bem como o timbre da caixa da bateria, que parece estar em outro ambiente! Mas é possível ouvir todos instrumentos, existindo boa sincronia entre eles. Para aqueles que curtem o hardcore punk europeu, este álbum agradará!
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FAIXA A FAIXA:
A primeira faixa, Intro, é uma introdução instrumental que lembra muito Exploited, considero uma das melhores do álbum, embalada do início ao fim e com um riff contagiante!
Nazi Scum tem uma introdução em "duas partes", ambas instrumentais, sendo a primeira mais embalada e a segunda mais cadenciada, existindo uma frase da bateria enquanto os acordes são executados de maneira cromática, após, a bateria dita o embalo do som, que é bem veloz, com destaque para a precisão da bateria, existindo uma retardada no andamento em seu final.
A terceira faixa Contro Le Carceri está entre as melhores do álbum, também, embalada do início ao fim, mas não tão veloz, destaque para a fúria da execução do vocal.
Vivisezione é, na minha opinião, a melhor faixa do álbum. Existe uma edição de um áudio no início, onde não sei de onde vem, para então começar a música, que possui uma curta introdução, até que o baixo executada a base harmônica de maneira solo, preparando para a porrada que virá a seguir. Um andamento veloz que só para quando do final da música, a qual dá uma cadenciada no ritmo.
A quinta faixa, Jiad, mantém o mesmo pique da faixa três, porém com uma introdução mais cadenciada, a qual nada mais é do que o mesmo arranjo do refrão.
A faixa seis, 4º Potere, dá nome ao grupo. É uma das músicas mais velozes do álbum, existindo um vocal que executa as palavras de maneira rápida, pequena duração da pronúncia das sílabas, emendando, no final, um arranjo de Pour Elise executado de maneira solo pelo piano.
A sétima faixa, No Shell, possui variações em sua cadência entre as partes, sendo o vocal executado com mais energia que as demais músicas até então. A faixa começa com a edição de um diálogo seguido por tiros de revólver, que parece ser de um filme de faroeste italiano, não sei qual.
Il Terrorista é a penúltima faixa do álbum. Com certeza a música mais veloz do álbum, pois após a introdução instrumental que é mais cadenciada, o petardo começa e não para mais! Se tem alguma música para se ter o In The Sign Of Evil, do Sodom, como referência, é esta!
A última faixa parece ter sido gravada em outro momento de forma ao vivo. Vaffanculo é a faixa mais punk rock do álbum, sendo esta um cover do grupo Blue Vomit. O vocal está quase inaudível, quer dizer, percebe-se sua presença, mas não entende-se as palavras.
Ouça o álbum e veja que bandas mais atuais com influência de bandas antigas podem ser fiéis às suas propostas, sem perder, no caso do 4º Potere, suas origens italianas!

sábado, 25 de março de 2017

2x - Pateando Craneos (2000)

GÊNERO: Rap Core
ORIGEM: Chile (Santiago / Santiago)
FORMAÇÃO:
Alex De La Fuente (Vocal)
Javier Hernández (Guitarra)
Pablo Trejo (Baixo)
Daniel Tobar (Bateria)
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Não tenho muita informação sobre a banda, mas posso afirmar que é uma porrada! Instrumental pesado com vocais de rap. Este álbum é o primeiro do grupo, lançado pelo selo Big Sur, e, na verdade, acho, com exceção do vocal, muito parecido com a banda Teardown (de Porto Alegre), mas para aqueles que não têm esta referência, poderia dizer que o instrumental ora parece com Madball, ora Sepultura, ora com Brujeria, enquanto que o vocal é uma mistura de Rage Against The Machine com Cypress Hill. Existe bastante qualidade técnica por parte dos músicos, em especial por parte da bateria e do contrabaixo, este o qual apresenta diferentes técnicas como two hands, slap, ou double stops. A voz, apesar de não ter nada de especial em relação à técnica, impõe muita expressão e energia, não deixando o embalo e o petardo do som morrer! Os arranjos instrumentais, principalmente no que diz respeito à parte rítmica, são bem trabalhados, somando-se às dinâmicas, torna-se um álbum que não enjoa-se de ouvir!
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FAIXA A FAIXA
A primeira faixa, Intro, é apenas uma introdução executada com sons não consonantes por um trombone, que dura apenas alguns segundos, finalizando já com uma preparação para a segunda faixa.
No Lo Podrás Sostener é uma das duas melhores faixas do álbum e possui um videoclip de divulgação. Apesar de não ser muito embalada, existe trechos em que isso ocorre, muito peso e acentos deslocados caracterizam a música.
A terceira faixa, Nada, já é mais cadenciada, existindo um riff quase constante e marcante que caracteriza a música, muito stacatto e a execução de slap pelo contrabaixo dão um toque a mais na construção do arranjo.
Juicio Y Castigo é a melhor música do álbum, a mais embalada e mais veloz, embora não seja ela toda assim. Uma prévia acontece já no início, com a bateria executando a levada, preparando para o que virá. Os arranjos de corda bem acentuados e cadenciados, e o pedal duplo da bateria, ajudam na qualidade do arranjo, existindo partes suaves no arranjo quando este já se encontra próximo do final.
A faixa número cinco começa com sons de veículos e máquinas, típicos de uma cidade urbana, o que dá nome à faixa: Urbe, provavelmente a música mais pesada do álbum, com o pedal duplo da bateria em evidência, vocais cantados de maneira rápida e com bastante destaque nos acentos, bem como frequentes drives auxiliam na característica da música.
La Hora Del Juicio é a música mais cadenciada do álbum, iniciando com um arranjo de baixo, aos poucos vai ficando, por ora mais pesada, por ora mais rap, com as palavras sendo proclamadas de maneira bem veloz. Basicamente um groove com uma distorção e vocais ritmados.
A faixa 7, La Fuerza Policial, é outra faixa que tem videoclip de divulgação, inicia com um clima de tensão devido ao arranjo de guitarra somado ao som de sirenes. O instrumental lembra bastante Body Count, porém com mais peso e arranjos rítmicos mais cadenciados, existindo scratches, também, no arranjo.
A oitava faixa, A Romper La Calma, é a terceira música do álbum com videoclip, uma das melhores do álbum, possui um riff contagiante e muito groove no seu arranjo, ótimo para quem aprecia variações rítmicas, mas sem perder o embalo da pulsação, que está sempre presente, existindo slap na execução do arranjo. Muito boa faixa, vale a pena conferir!
Pateando Craneos é a música que dá nome ao álbum e, assim como a faixa 5, esta é muito pesada, com um arranjo de bateria, em especial no refrão, que mantém o pedal duplo, acentuado pelos abafados da guitarra, além de ser quase todo ele executado em slap. Existe uma edição no final da faixa que parece um médico louco, porém calmo, em serviço (não sei de onde foi retirado)!
Odio é, com certeza, a faixa mais rap do álbum, embora ainda possua as mesmas características das demais, ritmos variados, dissonâncias e distorção bem acentuados. Não é tão veloz, mas existe muito peso!
A penúltima faixa do álbum, Pachamama, também mantém as mesmas características das demais, sempre com arranjos bem trabalhados, sendo o vocal desta bastante característico do rap.
A última faixa do álbum, Nehuén, mostra a tradição indígena existente no Chile. A música tem um ostinato em Mi menor, com arranjo bastante tribal, executado em two hands pelo baixo, mostrando que existe uma preocupação do grupo com suas origens indígenas. O mesmo trombone da introdução do álbum aparece no início e no meio da faixa, criando diferentes sensações no decorrer da faixa que, mesmo sendo monocórdica, não se torna enjoativa!
Escute o álbum e sinta o petardo chileno entrar no seu ouvido!

domingo, 19 de março de 2017

10 Ft. Ganja Plant - Hillside Airstrip (2001)

GÊNERO: Reggae
ORIGEM: EUA (Boston-S.C. / Massachusetts)
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Retomando o blog agora com um novo formato! Pra recomeçar, um reggae. Não sei muito sobre o grupo, este é o primeiro álbum deles, lançado pelo selo ROIR. Para quem gosta do gênero, este álbum é um prato cheio, pois apresenta vários aspectos típicos do reggae como efeitos, falsetes, dub, cadências de dois acordes, o típico sotaque jamaicano, e, claro, uma boa linha de baixo, que é imprescindível para este tipo de música, aliás, é o que me faz gostar do disco, e, garanto que todos aqueles que curtem os graves ficarão satisfeitos com a criatividade e swing do baixista. Aliás, descobrir a formação do grupo é algo que não consegui, apenas o nome do vocalista e guitarrista Kevin Kinsella, bem como Ras Jay Champany, e Craig Welsch. O disco está muito bem mixado, onde gostei muito do Hi-Hat em evidência, bem como o timbre dos graves. Boas composições, com arranjos bem pensados e boa qualidade técnica fazem deste álbum algo agradável de se ouvir, mesmo que não seja, assim como para mim, o seu gênero predileto!
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FAIXA A FAIXA:
A primeira faixa Long Time Ago é, na minha opinião, a pior música do álbum, com certeza a mais comercial e sem nenhum elemento de destaque, uma canção bem trivial, não chega a ser uma música ruim, mas é bem "sem sal".
Após vem Pure Sugar, uma linha de baixo bem cativante que se torna um loop bem repetitivo, quase que do início ao fim, existindo pequenas intervenções de sopros de metal como trompete e trombone, mas ainda não é o que o álbum tem de melhor, mas vai se direcionando a isso!
A terceira faixa Jah Will Go On é aquele reggae lento e arrastado com constantes contracantos graves e uma linha melódica com intenção de lamentação (ou adoração) que demonstram a fidelidade dos músicos com a filosofia (ou ideologia) rasta, ao menos no que diz respeito à música.
A quarta faixa da versão do CD (já que no LP a ordem é invertida entre as faixas 4 e 6) Time I Know é, com certeza, a melhor música do álbum, aquele reggae típico de uma cadência de dois acordes com frequentes backing vocals, um refrão que se repete e não tem como deixar de cantarolar após ouvir a música, o wah-wah da guitarra põe um tempero a mais, além de contar com um solo de saxofone, a linha do baixo conduz toda intenção melódica, com destaque para a marcação pulsante no momento do refrão. Resumindo: vale muito a pena conferir!
A quinta faixa Soul Love, junto com a primeira, são as que mais me desagradam no álbum, em especial pelo arranjo da guitarra que faz a música soar mais pop, porém esta tem a peculiaridade de ter uma gaita de boca no seu arranjo, o que a valoriza, mas não o suficiente para torná-la uma boa faixa.
Two Bulls é um dub, ou melhor, um dub estelar, existe um exagero de efeitos nesta faixa que nos dão a sensação de estar no espaço, com destaque para a nota dissonante no final da primeira frase cantada, só ouvindo para entender melhor!
A sétima faixa Walkey Walk Tall é a segunda melhor faixa do álbum. Quem ouve a introdução do contrabaixo sem saber do que se trata pode muito bem pensar que é uma música country ou psychobilly, o que logo já é desfeito quando da entrada dos demais instrumentos. Esta música tem a característica do uso do falsete pelo vocalista, e mesmo os timbres toscos escolhidos pelo tecladista, como o que parece ser o de uma escaleta e outros, dão um clima interessante.
A próxima faixa é a que dá nome ao álbum Hillside Airstrip é instrumental e monocórdica, dando a ideia de que está sendo tocada no rádio de um veículo automotor, e é exatamente esta a intenção da faixa, que tem o destaque das frases da guitarra.
A nona faixa se chama Born Free, é uma faixa bem meia boca, com destaque para os últimos acordes da progressão harmônica, bem como o uso de wah-wah pela guitarra, sem nada de mais.
New Day é a música certa para estar no final do álbum, um típico dub quase instrumental com o reverber do aro da caixa "no talo" bem como o uso de delay nos diversos instrumentos, a música perfeita para fechar o álbum.
Existe na mesma faixa um Bonus Track instrumental que não chega a ser ruim, mas não tem nada de mais, porém não precisava estar de bonus, pois desta forma estraga o clima da faixa anterior.
Ouça o álbum e saia cantarolando "This I know, without you I am helpless, no / This I know, without you life is impossible"!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Undeclinable Ambuscade - Walking On Air (1998)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Holanda ('S-Hertogenbosch / Brabante Do Norte)
FORMAÇÃO:
Erik Van Haaren (Vocal)
Helmer Lathouwers (Guitarra)
Dennis Doesburg (Guitarra)
Skanne Van Selst (Baixo)
Jorg Smeets (Bateria)
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O Ep possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 115 bpm. O ritmo é pouco denso apesar das frequentes síncopas, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais variações de cadência, pausas, acentos deslocados do tempo forte ou contratempo, bem como antecipações, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada, quase toda, em power chords, existindo eventuais intervalos de terça, bem como frequentes riffs de guitarra e eventuais frases do baixo que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para a execução dos arranjos de guitarra.
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DESTAQUE: You Lose Again
Música com compasso quaternário, sem tonalidade definida, e forma A-B-A'-A''-C-A'-B-D-A'. O ritmo é pouco denso apesar das frequentes síncopas, sendo elevado, principalmente, devido à eventuais pausas e antecipações, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da harmonia em questão como referência. A harmonia é executada, quase toda em power chords, existindo eventuais intervalos de terça, bem como inversões, além de frases do baixo e riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão, sendo em A: D-G-C-A, em B: D-C-F-A6/4, em C: B-A-G, e em D: G-A-Bb-C-D-E-C-Bb-C.

sábado, 9 de agosto de 2014

Ugly Kid Joe - Motel California (1996)

GÊNERO: Funk Metal
ORIGEM: EUA (Isla Vista-S.B.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Whitfield Crane (Vocal)
Klaus Eichstadt (Guitarra)
Dave Fortman (Guitarra)
Cordell Crockett (Baixo)
Shannon Larkin (Bateria)
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O álbum possui músicas com compasso quaternário e andamento médio de 110 bpm. Os instrumentos de corda estão afinados meio tom abaixo da afinação padrão. O ritmo é pouco denso, sendo elevado, principalmente, devido à variações de cadência, antecipações, pausas, e arranjos específicos de cada instrumento, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura pouco elevada e extensão elevada, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada em power chords e acordes com a inclusão da terça ou dissonâncias, executados, eventualmente, de maneira arpejada, existindo frequentes frases do baixo e riffs de guitarra que ajudam a caracterizar a harmonia em questão. Destaque para as participações de Tim Wheater tocando flauta, e Angus Cooke tocando violoncelo.
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DESTAQUE: Dialogue
Música com compasso quaternário, tonalidade de Ebm (Mi bemol menor), e forma I-A-B-A-B-C-A'-B-C'. O ritmo é pouco denso, sendo elevado devido à arranjos de dinâmica, bem como antecipações, e eventuais pausas, mantendo a figura da colcheia como a mais frequente. A melodia caminha, geralmente, por graus conjuntos, possuindo altura e extensão pouco elevados, mantendo as notas da tríade da tonalidade como referência. A harmonia é executada toda em power chords, sendo em A: IV-III-V-I, em B: IV-III-V-IV-III-V-I, e em C: III-IV-I. A introdução (I) nada mais é do que A executado com arranjo diferente.