quinta-feira, 24 de maio de 2018

Broken Bones - Bonecrusher (1985)

GÊNERO: D-Beat
ORIGEM: Inglaterra (Stoke On Trent / Staffordshire)
FORMAÇÃO:
Oddy - Paul Hoddy (Vocal, baixo)
Bones - Anthony Roberts (Guitarra)
Bazz - Darren Burgress (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado pelo selo Combat Core. O álbum foi lançado apenas nos Estados Unidos após a primeira turnê do grupo no país, o que culminou com a saída do primeiro vocalista. Na verdade este álbum conta com as músicas do Ep Seeing Thru My Eyes e outras músicas inéditas. O álbum soa como um típico hardcore punk europeu, é um grupo bem ao estilo do Discharge, e, não é à toa, já que o fundador do grupo, Bones, tocava no grupo, porém pode-se perceber semelhança ao som do Exploited também. São músicas velozes e com pouco destaque, talvez a guitarra que executa eventuais solos e se apropria muito da alavanca de tremulo do instrumento. O álbum não possui nenhuma música ruim, porém 4 delas são destaque, realmente muito boas! Em 2002 o álbum foi relançado, porém com faixas bônus, mas nenhuma inédita, todas pertencentes à antigos trabalhos do grupo.  Aqui apresento apenas a versaõ original. É um álbum que vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Seeing Thru My Eyes. O álbum inicia com uma das melhores faixas do álbum. Veloz, com eventuais frases da guitarra e um vocal "nervoso", existindo uma pequena pausa no refrão, o que dá uma sensação bem interessante.
2) The Point Of Agony. Boa faixa, mas não tão empolgante. A progressão em semi-tons é o grande destaque, criando um clima bacana, além de lembrar de algumas bandas brasileiras, como o ARD. O arranjo não é muito bem trabalhado, o que poderia ter sido mais explorado, de qualquer forma é uma boa música.
3) Decapitated. Considero esta a melhor faixa do álbum, com certeza! Este é o nome da primeira música gravada do grupo, porém esta versão é diferente, sendo chamada, por alguns de Pt. 2! Veloz, com uma ótima melodia e combinação harmônica. Não deixe de ouvi-la!
4) It's Like. A faixa inicia com uma ótima frase de guitarra. Esta faixa já não é das mais velozes, na verdade, ela lembra bastante GBH! É uma boa faixa, vale a pena conferir!
5) Death Is Imminent. Aqui a velociadde volta mais uma vez, apesar de existir um trecho cadenciado no final, o qual lembra um pouco bandas Oi! Talvez a música mais melódica de todo álbum!
6) Treading Underfoot. Faixa bastante veloz, e mantém as mesmas características das faixas anteriores, sendo esta veloz! O solo e as pequenas inserções de guitarra são o grande destaque.
7) Bonecrusher. A faixa título do álbum tem um clima bastante tribal, com a condução da bateria sendo feita nos tambores. Após a música, a velocidade inicia, existindo um solo bem longo.
8) Delusion & Anger. Outra faixa que considero das melhores do álbum, principalmente devido à sua parte A. A parte B parece um pouco "bagunçada", mas mantém a energia exalando como o restante da faixa! Mais uma vez destaque para o solo de guitarra.
9) Choose Death. Por um detalhe que não considero esta a melhor faixa do álbum! Isto só não ocorre devido à parte B, porque a parte A é, simplesmente, excelente! Não tão veloz quanto a maioria das faixas do álbum, porém ela possui um embalo bem semelhante a um skate punk. Vale a pena conferir!
10) Untamed Power. O álbum finaliza com um petardo! Parece que anunciado já no início devido ao arranjo da guitarra, com palhetadas rápidas, bem no agudo, como anúncio a uma bomba que está chegando! Mais uma vez o destaque está na guitarra que preenche muito bem os espaços.
Escute o álbum e conheça o esmagador de ossos!

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Broadways - Broken Star (1997)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: EUA (Chicago-C.C. / Illinois)
FORMAÇÃO:
Dan Hanaway (Vocal, guitarra)
Chris McCaughan (Vocal, guitarra)
Brendan Kelly (Vocal, baixo)
Rob DePaola (Bateria)
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Este é o primeiro e único álbum lançado pelo grupo, através do selo Asian Man. O grupo teve uma carreira curta, apenas dois anos, e o som é um punk rock que flerta com pop punk. Me lembra muito o Crimpshrine misturado com o Osker, possuindo pitadas de Goober Patrol e Propagandhi, além de doses homeopáticas de Clash! Os músicos não possuem grande técnica, com exceção de DePaola que demonstra estudo, porém os arranjos são bem pensados. O curioso é que o grupo divide os vocais entre os responsáveis pelas cordas, mas todos são desafinados, cantados de maneira escrachada! Aliás, o vocal é o ponto fraco do grupo, já que desafina demais, estragando a composição. No mais é um bom álbum, com nenhuma faixa ruim, mas, também, nada empolgante, de qualquer forma, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) 15 Minutes. Considero a faixa de abertura do álbum uma das melhores. Começa de maneira bem diferente, com compassos alterados, mantendo uma boa levada no restante da composição. Não é muito veloz, mas é bacana, existindo um trecho embalado.
2) Everything I Ever Wanted To Know About Genocide I Learned In The Third Grade. Esta faixa já é mais embalada, com um vocal semelhante à Against All Authority. Não é ruim, mas também não tem nada de mais.
3) The Kitchen Floor. Esta tem um certo embalo, mas o vocal desafina bastante, mais que as faixas anteriores. Mais uma vez uma boa música, mas com nada que empolgue, embora esteja tudo no lugar.
4) Police Song. Esta é minha faixa preferida do álbum, me lembra Andando Na Praia, do Atrack! Já não tão embalada quanto as faixas anteriores, mas bem interessante, existindo um bom arranjo. Ah, o vocal não desafina tanto!
5) Upton. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Já com embalo maior, o mesmo vocal escrachado e um arranjo bem trivial, mas bem bacana, um som que não dá vontade de ficar parado!
6) Restless. Esta já tem um flerte com o pop punk bem maior. Mais lenta e com intenções harmônicas bem características do pop. Ela embala um pouco mais ainda no início, mas mantém o mesmo "ar" de antes.
7) Jonathan Kozol Was Right.... Esta já tem um embalo maior, é uma boa composição, mas com nada de mais. O destaque está no arranjo da guitarra na ausência da voz, no mais, mantém a mesma característica das demais faixas.
8) We'll Have A Party. Aqui o vocal bate o recorde em desafinações! Talvez a pior faixa do álbum, muito em função da voz. Não possui muito embalo, mas tem um bom arranjo. Apesar de tudo não é uma música ruim, sendo o destaque o arranjo no final da faixa.
9) Red Line. Outra faixa bem fraquinha, também com um flerte bem forte com o pop punk. Existe um arranjo bem suave no início, mas depois começa o embalo no mesmo pique das faixas anteriores. Boa faixa, mas com nada de empolgante.
10) I Hear Things Are Just As Bad Down In Lake Erie. Outra música com o vocal bem desafinado e com flerte com o pop punk. Sem embalo na parte A e com nada de interessante, apesar de não ser ruim, esta também concorre a uma das piores faixas do álbum!
11) Fuck You Larry Koesche, I Hope You Starve And Die Someday. A faixa começa bem suave, da mesma forma que a faixa anterior, com um arranjo bem leve, ela não embala muito e, mais uma vez, o vocal está desafinado. É uma boa composição, mas nada de mais.
12) 25 Degrees North. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, muito em função da melodia vocal, que, ao meu ver, se assemelha à Propagandhi! O embalo da composição varia bastante, existindo trechos mais acelerados e outros menos. Vale a pena conferir!
13) Ben Moves To California. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, lembra bastante Clash. Ela possui, inclusive, videoclip de divulgação. Esta já lembra mais as bandas de punk rock britânicas. Vale a pena conferir!
14) The Pope Of Chili-Town. Outra vez o flerte forte com o pop punk! Não é muito embalada, não tem nada de ruim, mas também nada que empolgue. Talvez a pior faixa do álbum!
15) The Nautical Mile. O álbum fecha com outra faixa pouco embalada e flertes com o pop punk. Não é ruim, mas nada empolgante, sendo o destaque os arranjos de guitarra. E, de novo, o vocal está desafinado!
Ouça o álbum para saber qual é a estrela quebrada!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Boyd Rice Experience - Hatesville! (1995)

GÊNERO: Spoken Word
ORIGEM: EUA (Denver-D.C. / Colorado)
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Este é o décimo quinto álbum do artista, porém o primeiro sob o nome de Boyd Rice Experience, e foi lançado pelo selo Hierarchy. Embora eu tenha classificado o álbum como spoken word, ele não é apenas falado, possui samples de outras músicas como base de fundo para os textos recitados, sim, textos recitados, porque apesar de ter uma base harmônica de fundo, a voz é toda falada, existindo apenas variações de timbre de uma música para outra, porém não um desenho melódico. É um trabalho que deve ser valorizado mais como expressão de arte do que como música propriamente dita, existe toda uma intenção por trás das composições, que são muito influenciadas por artistas contemporâneos e artistas da música concreta, como John Cage ou John Paynter. Porém nem todas faixas possuem base harmônica, algumas são apenas recitadas, apenas voz. É um bom álbum, ainda mais para quem tem a sensibilidade de entender o processo de composição e o porque da proposta, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Hatesville. O álbum inicia com a faixa título do álbum, e considero uma das melhores. Ela conta com a participação de Joel Haertling, responsável pelos arranjos dos metais. Tem um clima de suspense, como uma trilha para uma cena de detetives!
2) Race Riot. Esta é a legítima balada dos anos 60, e foi produzida por Adam Parfrey. Possui todos elementos das músicas dos anos 60, incluindo sintetizador! Isso sem falar no timbre "opaco" do contrabaixo!
3) Dog. Esta é um texto recitado sobre os latidos de um cachorro, e foi produzida por Shaun Partridge.
4) Daydream. Outra que considero das melhores! Com um clima interessante, também de suspense, criado, principalmente, pelo piano, esta também possui a participação de Joel Haertling nos arranjos de metais.
5) What If They Gave A Love In.... Esta é balada romântica característica dos anos 70, principalmente devido à voz de barítono, dando um charme todo especial para a faixa. Parece um locutor de rádio que tenta se parecer por um sedutor! Foi produzida por Adam Parfrey.
6) How God Makes Little Girls. Apenas o texto recitado.
7) Let's Hear It For Violence Towards Women. Um texto recitado com efeito de distorção na voz e uma marcação constante e precisa, como se fossem pegadas de um robô gigante que vai destruindo por onde passa, causando pânico em quem está por perto! Produzida por Jim Goad.
8) Piss Ant. Apenas o texto recitado.
9) Nation Down For The Count. Faixa produzida por Adam Parfrey e Michael Lastra, além de ter a participação de Sam Henry nos teclados. Outra que tem efeitos na voz. Parece um desabafo sobre um programa de televisão que está passando no fundo! Como se fosse um momento de paranóia!
10) Mr. Intolerance. Apenas o texto recitado.
11) I Am Man (Sometimes I Hate). Com certeza a melhor faixa do álbum, foi produzida por Shaun Partridge, e possui a participação de Tyler no sintetizador. Como se fosse aquele momento de esperança após a tormenta, quando as coisas começam a clarear novamente! Vale a pena conferir!
12) The Wandering Parasite. Outra que considero das melhores do álbum, com um clima bem tribal e minimalista, esta foi produzida por Adam Parfrey juntamente com Thee Slayer Hippy, o qual também participa tocando teclado. Um clima bem intimista, quase como um ritual.
13) Love Will Change The World. Outra que tem a participação de Joel Hartling responsável pelos metais. Talvez a música mais "estranha" do álbum, devido ao ostinato de seu sample, que dá uma sensação de piração, como se estivéssemos em um hospício!
14) Hatesville Suicide Hotline. Produzida por Adam Parfrey, esta possui efeito na voz, algo como se estivesse sendo emitida de um telefone, além de possuir uma base de fundo bem suave e sutil, quase imperceptível, que se parece com uma música de jogo de video-game da Nintendo!
15) Alone With The Calm. A sensação de estar em um oásis, com água corrente, pássaros e o barulho das plantas.
Ouça o álbum e conheça o vilarejo do ódio!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Bouncing Souls - Ghosts On The Boardwalk (2010)

GÊNERO: Pop Punk
ORIGEM: EUA (New Brunswick-M.C. / Nova Jersey)
FORMAÇÃO:
Greg Attonito (Vocal)
Pete Steinkopf (Guitarra)
Bryan Kienlen (Baixo)
Michael McDermott (Bateria)
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Este é o oitavo álbum de estúdio do grupo, lançado pelo selo Chunksaah. Sabe aquele álbum que se tem no acervo só por causa do nome da banda?! Aquela que se conheceu há 15 anos antes de eles lançarem um trabalho ruim?! Pois é o que acontece neste caso! Este álbum tem apenas uma música realmente boa e outra boa, as demais são mais ou menos ou ruins. Aquele som embalado e enérgico dos anos 90 ficou na história, este álbum é bem pop, fraquinho e sem energia, realmente ruim. Músicas lentas, com a técnica pouco apurada, arranjos simples, bem triviais; e, para piorar, sem empolgação. Depois de ouvir bastante, mas bastante mesmo, o álbum, passa-se a se acostumar, mas até lá, será uma tortura! De nada parece com os sons da primeira década da carreira do grupo. Há quem diga que existiu um amadurecimento, que é normal, é a idade e blah-blah-blah, mas a verdade é que se querem mudar o som assim desta maneira, que seja alterado o nome do grupo também, pois assim faz os antigos fãs do grupo (como eu) de palhaços! A verdade é que as músicas que estão neste álbum fazem parte de uma seqüência de Ep's, splits e singles lançados no anterior, os quais foram selecionados 12 faixas para integrar este trabalho. Foram feitos três videoclips de músicas deste álbum. Para quem conhece o grupo, vale a pena ouvir, mas para quem não conhece, sugiro começar ouvindo outro álbum mais antigo, não é bom ter este como referência!
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FAIXA A FAIXA:
1) Gasoline. O álbum começa com uma música que possui videoclip de divulgação. Esta é uma das músicas mais ou menos do álbum. Nada de mais, não é das melhores, mas não chega a ser ruim. O vocal ainda tem um pouco de energia nesta faixa! No mais é uma música bem pop.
2) Never Say Die / When You're Young. Esta é a música boa do álbum! Embalada e com energia, esta se parece com as composições antigas do grupo. Um street punk com um pouco de velocidade, com arranjos simples. O que estraga a composição é o final que se transforma e fica lento, chato e pop.
3) I Think That The World. Outra música mais ou menos! Esta lembra um pouco as bandas de surf music da década de 80 com um toque mais punk rock! Parece uma composição do Hoodoo Gurus ou Romantics, porém com vocal punk rock!
4) Ghosts On The Boardwalk. A faixa título do álbum é uma das músicas ruins! Realmente ruim, lenta, sem empolgação, pop e bem fraquinha. Aliás, não consigo apontar um ponto positivo. Talvez o refrão que é bem punk rock, mas isto só pra ser generoso e otimista!
5) Airport Security. Outra música horrível do álbum! Não sei dizer se é a pior, já que são tantas ruins, mas é possível que seja! Esta é outra que possui videoclip de divulgação. Lembra bastante o Green Day dos anos 2000! Lenta, pop, sem empolgação, enfim, nada de bom e tudo de ruim!
6) Badass. Aqui surgiu uma luz para o grupo e eles compuseram uma música realmente boa! Esta faixa é, sem sombra de dúvidas, a melhor do álbum, realmente boa, esta se parece com o Bouncing Souls que estou acostumado a ouvir! Veloz, empolgante, embalada, com arranjos criativos, apesar de simples, quase um skate punk! E ainda possui videoclip de divulgação! Realmente vale a pena ouvir!
7) Mental Bits. Outra música ruim. Esta pode ser considerada um ska country! Com uma gaita de boca no arranjo (que é o ponto positivo da faixa) e embalo de ska punk. Lembra um pouco as músicas do Life Won't Wait do Rancid. Além de ser bem pop.
8) Dubs Says True. Outra faixa mais ou menos do álbum. Não chega a ser ruim, mas também não tem nada de mais. Um street punk bem simples com uma cadência de dois acordes que se mantém, sem muita velocidade.
9) Boogie Woogie Downtown. Outra faixa horrível! Também está na lista de provável pior música do álbum! Também lembra um pouco o Life Won't Wait do Rancid. Realmente horrível, lenta, pop, sem energia, fraquinha, enfim, muito ruim.
10) Big Eyes. Mais uma faixa horrível! Com a fórmula mágica da harmonia das músicas pop, a qual chamo de "harmonia do T" devido à posição das tônicas dos acordes no braço do instrumento (guitarra ou baixo), ela ainda possui um violão no seu arranjo para deixá-la mais fraquinha do que já é! Ainda tem uns intervalos de terça no violão que lembram muito música sertaneja! Realmente muito ruim!
11) We All Sing Along. Esta é outra música mais ou menos do álbum. Não chega a ser ruim, já mais empolgante e com mais energia, mas ainda lenta. O título da música é bem representado no refrão, que possui um desenho melódico bem Misfits, enquanto a frase da guitarra lembra bastante Dancing With Myself do Billy Idol, só que mais punk rock!
12) Like The Sun. O álbum finaliza com outra música ruim. Se tivesse um vocal feminino, poderia muito bem ser uma composição do B-52's! Lenta e sem energia, esta ainda conta com um teclado no arranjo que lembra um new wave. Realmente ruim!
Ouça o álbum e tente encontrar os fantasmas no calçadão!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Bomb Squad - Tomorrow The World Ends There Is No Defense (1982)

GÊNERO: Street Punk
ORIGEM: EUA (Dallas-D.C. / Texas)
FORMAÇÃO:
Johnny Chaos (Vocal, baixo)
Marty Hill (Guitarra)
Danny Poole (Bateria)
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Este é o primeiro trabalho e primeiro Ep lançado pelo grupo através do selo Bouncing Betty. É um street punk que às vezes lembra um punk rock britânico no final dos anos 70, e às vezes lembra um pouco Oi!. O timbre dos instrumentos lembra muito, mas muito mesmo, o álbum Punk's Not Dead do Exploited, aliás não só no timbre, mas em outros aspectos existe semelhança com o grupo escocês. Além de Exploited, o Ep se parece com Blitz ou GG Allin. Os músicos não possuem muita técnica, porém, apesar de simples, está tudo no lugar, existindo uma intenção bem definida nas composições. Vale a pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Warhead. Muito boa faixa, considero uma das melhores do Ep. Inicia muito semelhante à Army Life do Exploited, o que, com exceção da voz, se mantém. Bases bem simples, assim como a linha melódica, mas existe um solo de guitarra. Vale a pena conferir!
2) Looking Out For #1. Esta já lembra bastante as bandas britânicas do final da década de 70. Bem simples e menos agressiva, em relação à faixa anterior, é um típico punk rock que tem na frase da guitarra, existente no meio da faixa, o ponto alto da composição.
3) Riot Riot. Considero esta faixa a melhor do Ep. Bem mais direta e crua, a voz é executada com certa imprecisão rítmica, porém a energia na voz está bem mais exacerbada, o que dá uma outra sensação para quem ouve. Direto e sem frescura, é a faixa que mais lembra um Oi!, como Blitz. Vale a pena conferir!
4) U.S.P.S.. Apesar de não ser ruim, considero esta a pior faixa do Ep. Não é tão empolgante como as faixas anteriores, mas ainda assim é uma boa composição. Se parece muito com GG Allin, inclusive no escracho da expressão da voz.
Ouça o Ep ainda hoje, porque amanhã o mundo irá acabar e não há defesa!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Bodyjar - Letter Never Sent (1998)

GÊNERO: Pop Punk
ORIGEM: Austrália (Melbourne / Victoria)
FORMAÇÃO:
Cameron Baines (Vocal, guitarra)
Ben Petterson (Guitarra)
Grant Relf (Baixo)
Ross Hetherington (Bateria)
Charles Zerafa (Bateria)
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Este é o segundo single lançado pelo grupo, o que aconteceu logo após o lançamento de seu terceiro álbum (quarto se contarmos a Era Hellium), no mesmo ano. O single foi lançado pelo selo Shagpile. O single conta com duas músicas inéditas e dois clássicos do grupo, um que é a música de trabalho do momento e outra do seu primeiro álbum. Apenas uma faixa é embalada e veloz, todas as demais são bem pop, mas com ótimos arranjos de guitarra, que são o grande destaque do grupo, na minha opinião. Lembra bastante All. É bem uma época em que o grupo estava se consolidando como com propriedade musical, sem mais experimentos, é o ponto de partida que fez o grupo ser reconhecido e como ser lembrado, vale a pena ouvir.
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FAIXA A FAIXA:
1) Letter Never Sent. O single começa com a faixa título, que é a música de trabalho e divulgação do momento, tanto que possui videoclip de divulgação. É uma música bem pop, mas com excelentes arranjos, principalmente da guitarra, mas não só. A melodia vocal também é bem bacana e o arranjo de bateria no refrão dá um toque a mais à composição. Depois de ouvir bastante ela acaba agradando!
2) Dependency. Esta é uma música inédita e é, na minha opinião, a melhor faixa do single. É a única faixa veloz do single, e, claro, também possui arranjos ótimos para as guitarras. O vocal ficou um pouco escondido, poderia estar mais à frente, mas ainda assim entende-se bem e não estraga em nada a composição.
3) Walk Away. Outra faixa inédita, porém, se a faixa anterior eu considero a melhor, esta é a pior! Aliás, realmente ruim, não me agrada nem um pouco esta música, lenta, sem empolgação, o que salva, pra variar, são os arranjos de guitarra.
4) Time To Grow Up. Este é outro clássico do grupo lançado no seu primeiro álbum, de 1994, e também conta com videoclip de divulgação, o qual acho bem interessante. É a única faixa que conta com a participação de Charles Zerafa. Gosto bastante desta faixa, apesar de não ser muito veloz, a melodia da parte A é sensacional, o que estraga um pouco é o refrão, muito pop e alegre. Vale a pena ouvir!
Ouça o single e conheça a carta nunca enviada!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Blowing Fuse - Split [Zsk] (1999)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: Alemanha
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Este é, na verdade, um split com a banda Zsk, e foi lançado pelo selo Nasty Vinyl. Aqui comento apenas as faixas do Blowing Fuse. Este split é o primeiro trabalho do grupo lançado que não fosse demo tape. É um bom split, com boas músicas que me lembram, às vezes, Less Than Jake, ora Suicide Machines, ou também Against All Authority. É bastante interessante a participação do saxofone, o que dá um toque bem bacana. Não são músicos com grande qualidade técnica, mas têm boa criatividade e arranjos bem trabalhados. Infelizmente não encontrei muitas informações sobre o grupo, apenas que são da Alemanha. Bem típico das bandas de ska core da década de 90, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Swingin' Pop Shouts. A participação do grupo no split inicia com sua música mais óbvia para ser a de trabalho, bem ao estilo Less Than Jake! Um ska core bem típico, que mescla bem o ska com o hardcore, e conta ainda, com a inclusão de um saxofone. Apesar de pop (como o nome já diz!), vale a pena ouvir!
2) Aholic. Considero esta uma das melhores do split, uma das mais hardcore do repertório, com um refrão bem sing-a-long, veloz na maior parte do tempo, mas existindo eventuais trechos cadenciados. O arranjo torna a música mais interessante, vale a pena ouvir!
3) Blasted Ex. Considero esta a pior faixa do split. Embora no final apareça um trecho bem acelerado, o que não a torna uma música ruim, sua parte inicial é bem fraquinha e chata de ouvir, também muito pop.
4) How Life Could Be. Com certeza a melhor faixa do split, principalmente devido à introdução e parte A, que contam com uma excelente melodia, velocidade e riffs interessantes com intervalos de terça. O problema é o refrão que diminui a velocidade e tem uma melodia bem pop, mas mesmo assim vale a pena curtir, com certeza!
5) Holiday. O split finaliza com uma faixa de pequena duração, mas bem bacana! Bastante velocidade, existindo uma pequena ponte em que ela diminui, mas no geral é uma música veloz e sem frescura, direto ao ponto!
Escute o split e sinta-se acendendo o pavio!

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Blood Freak - Sleaze Merchants (2003)

GÊNERO: Death Metal
ORIGEM: EUA (Portland-M.C. / Oregon)
FORMAÇÃO:
The Beast - Jason Grinter (Vocal, baixo)
Jon Sellier (Guitarra)
Andy Reed (Bateria)
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Este é o primeiro álbum do grupo, lançado pelo selo Razorback. Embora eu tenha classificado como death metal, pode muito bem ser confundido com um grind ou crust. Na verdade é um som bem simples para um death metal, mas muito bem trabalhado para um grind core! Fica em um meio termo. Tem momentos que me lembra Brujeria, outros Extreme Noise Terror e outros Napalm Death. É um bom álbum, com músicas velozes e o vocal muito semelhante à um grind core. O curioso deste álbum é que a maioria das faixas foram gravadas em 1990 para serem lançadas na época, porém o baterista saiu da banda durante as gravações e o álbum ficou parado por toda década de 90, sendo finalizado, mixado e masterizado em 2003. Além destas faixas, o álbum conta com gravações do ano de 1988, de sua primeira demo. É um bom álbum, mas para quem curte bastante porrada na orelha!
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FAIXA A FAIXA:
1) Warning. A faixa de abertura é apenas uma introdução sem música, apenas falas.
2) Feast Of The Undead. Um vocal bem grave, muitos riffs e velocidade são as marcas desta faixa. Não é das mais velozes e existe uns três timbres diferentes de voz, com muitos efeitos. A faixa ainda conta com um trecho cadenciado no seu final.
3) Blood, Blood, And More Blood!. Mais um petardo com muitos riffs e vocal grave com mais de um timbre diferente. Esta já é mais veloz que a faixa anterior, existindo eventuais frases rítmicas, enquanto que no solo existe uma cadenciada bem thrash metal.
4) Grinding Up The Dead. Considero esta faixa uma das melhores do álbum, com uma introdução bem criativa, ritmicamente falando, esta é a mais grind core até o momento, sendo de curta duração.
5) Bloodthirsty Butchers From Beyond. Outra faixa bem gore, com um vocal bem sepulcral e bastante velocidade, além, claro, de muitos riffs.
6) Flesheaters From Outerspace. Já não tão gore, mas ainda bem veloz, existindo um trecho bem hardcore, além de existir uma cadenciada no momento do solo que lembra muito bandas de hard rock!
7) The Gruesome Gorehounds. Outra que considero das melhores faixas do álbum, com um excelente riff em sua introdução, a qual não é muito veloz, existindo muito efeito na voz e bastante velocidade.
8) Infested With Worms. Mais um faixa bem gore. Muito efeito na voz e bastante velocidade, porém já com menos riffs que de costume.
9) The Cult Of The Cannibal Freaks. Esta faixa volta às mesmas características da maioria das faixas anteriores: riffs, efeitos na voz, que possui mais de um timbre e velocidade.
10) I Rip Your Flesh. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, ela conta com um excelente riff na sua introdução, no mais, mantém as mesmas características da maioria das faixas.
11) Gobble Up Your Guts. Outra faixa que não apresenta nenhuma novidade, mantendo as mesmas características das demais.
12) The Slaughterhouse. Talvez a faixa mais death metal do álbum, com riffs bem típicos do death, o acompanhamento da bateria com os dois bumbos, caracteriza ainda mais a faixa com o gênero.
13) You Are What We Eat!. Esta mantém a mesma ideia da faixa anterior, porém mais gore e sem os dois bumbos.
14) Werewolf A-Gore-Gore. Uma faixa bem hardcore, mas com aquela indispensável levada grind! O vocal mantém as mesmas características das demais faixas.
15) Kill! Kill! Kill!. Esta faixa possui um riff bem grind, além de existir muitas alavancadas e um trecho cadenciado no meio, em que o vocal fica mais grave do que costuma ser! Ainda existe um solo no final!
16) A Brutal Orgy Of Ghastly Terror!. Outra faixa que conta com algumas alavancadas! Também considero esta uma das melhores faixas do álbum. Vale a pena ouvir!
17) Awakening The Beast. Esta seria a última faixa do álbum caso ele tivesse sido lançado em 1990 como previsto! É a faixa mais longa do álbum, típica de final de álbum. Ela inicia com um riff de guitarra com ligados, porém apenas no fundo. É, com certeza, a música mais lenta de todo álbum, quase um stoner rock!
18) Insane For Gore. Primeira faixa da demo de 1988, ela inicia de maneira lenta, como se fosse uma introdução mesmo, inclusive, não existe voz, é uma faixa instrumental.
19) . Considero esta a melhor faixa do álbum. É, com certeza, a faixa mais punk de todo álbum e o curioso é que não tem nome! Ela inicia mais lenta, mas depois acelera. Aqui já não existe mais efeitos na voz. Lembra bastante Crude SS!
20) I Said... Murder!. Outra que considero das melhores faixas do álbum. Ela inicia apenas com a guitarra, com o baixo em evidência, ela lembra um pouco bandas de crossover como M.O.D. ou D.R.I..
21) Dr. Cannibal. Esta faixa é uma das melhores e é a última faixa da demo, sendo o mais interessante o compasso de 7 que existe na parte A. Mais de um timbre de voz, vale a pena ouvir!
22) A Happy Ending. O álbum finaliza com outra faixa sem instrumentos, apenas falas, exatamente como iniciou o álbum!
Curta o petardo e sinta o a aberração de sangue dos comerciantes corruptos!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Blind Pigs - Lost Cause (1995)

GÊNERO: Street Punk
ORIGEM: Brasil (Barueri / São Paulo)
FORMAÇÃO:
Henrike (Vocal)
Cochão (Guitarra)
Mauro (Guitarra)
Fralda - Christian Wilson (Baixo)
Ricardo (Bateria)
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Esta é a terceira demo e terceiro trabalho lançado, de maneira independente, pelo grupo. O curioso é que esta demo foi gravada apenas para enviar para Jay Ziskrout, primeiro baterista do Bad Religion e dono do selo Grita, o qual recebeu a segunda demo do grupo, Sweet Fury, gostou do resultado e pediu material para que pudesse lançar. Como esta gravação ficou boa, resolveram lança-la como demo. Ou seja, desta demo surgiu o primeiro álbum do grupo! É uma boa demo, e embora eu tenha classificado como street punk, pode-se muito bem confundir com punk rock, com músicas embaladas e não muito longas, sem frescura e sem muita "invenção" nos arranjos. Me lembra uma mistura de Rancid com bandas hooligans de punk rock, como, por exemplo, Business (porém mais acelerado), mais bandas suecas como Asta Kask, flertando, às vezes, com hardcore old school. É bem característico das bandas do gênero brasileiras, som embalado e sem frescura, mas bem tocado, com tudo no lugar, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Fuck The TFP. A demo começa com uma das faixas em que considero das melhores. Rápida, com uma frase da guitarra bem interessante no início, além de arranjos bem trabalhados, embora simples. Vale a pena conferir!
2) Capitalist Myth. Não me agrada muito esta faixa. Já bem mais lenta em relação à primeira, a composição começa com a execução de acordes abertos, sem distorção. Esta já tem um toque bem mais pop. Talvez a pior música da demo.
3) Lost Cause. Esta já é mais acelerada, mas não muito, porém não existe nada de pop! É um punk rock bem clássico, com trocas rápidas de acordes e tudo muito simples. Boa faixa esta que dá nome à demo!
4) In Love With A Junkie. Outra que considero das piores da demo, também com um ar mais pop, mas ainda bem punk rock, esta no estilo Ramones, também bem simples, sendo o destaque o refrão, que é bem sing-a-long.
5) Pay To Play. Aqui começa o lado B da fita que, na minha opinião, é muito melhor que o lado A. Esta faixa é muito boa, com um bom embalo, sem frescura, mas com uma frase interessante da guitarra. Não é das melhores, mas não é ruim.
6) Civilized. Outra que considero das melhores faixas da demo. Embalada, sem frescura, mas com ataques bem marcados e muita energia. Há eventuais trechos mais cadenciados, o que dá um ar bem interessante. Vale a pena conferir.
7) Urban Paranoia. Considero esta a melhor faixa da demo, com certeza, embalada, com muita energia, existindo um solo de guitarra executado pelas duas guitarras, simultaneamente, com um ar bem Dead Kennedys, muito interessante!
8) Friendly Fire. Esta faixa volta a mostrar o mais característico que o grupo tem a mostrar: embalo, nada de frescura e muita energia, existindo eventuais frases da guitarra. Características muito semelhantes à faixas anteriores.
9) Religion Is Commerce. A demo fecha com uma boa faixa, bem mais punk rock, mas com uma introdução bem bacana, depois a composição mantém as características clássicas do grupo, porém com andamento mais lento. Interessante são os backing vocals bem ao estilo Bad Religion, parece que existiu uma intenção de puxar o saco do gringo!
Ouça a demo e confirme se a causa perdida se confirma!