quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Dave Phillips - Rockhouse (1985)

GÊNERO: Rockabilly
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Dave Phillips (Vocal, baixo acústico, baixo, violão)
Robert Ten Bokum (Guitarra)
Bob Tyler (Bateria)
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Este é o segundo álbum lançado pelo grupo, já sem o Hot Rod Gang no nome, através do selo Rockhouse. Na verdade, este é um mini álbum, com apenas seis faixas, e foi lançado como um dos números de uma série lançada pelo selo, todos com a mesma capa, alterando, apenas, a imagem da televisão. É um bom álbum, bem rockabilly, apesar de ter sido lançado em 1985, poderia, facilmente, ser confundido com algum grupo dos anos 50.Tem músicas mais embaladas, baladas... enfim, bastante variação dentro do gênero na década de 50, com destaque para o baixo acústico, que sempre dá um efeito percussivo devido aos slaps. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Brand New Beat. O álbum inicia com uma boa faixa, bem rockabilly, não muito veloz, bem alegre, mas com excelentes licks de guitarra, bem como frases, também. A guitarra é o grande destaque da faixa.
2) The Fun Of It. Considero esta uma das melhores do álbum, já mais embalada, com um bom shuffle, bom arranjo com pausas e riffs de guitarra. O vocal tem seu destaque, sendo o ponto alto do arranjo. Vale a pena conferir.
3) In My Dreams. Esta é uma balada bem ao estilo anos 50, daquelas que se escuta nos bailes de escola em filmes desta época! Um shuffle com a guitarra bem limpa. Considero esta a pior faixa do álbum, não vejo aspectos positivos, realmente muito ruim.
4) So Now You've Lost Her. A faixa mais country do álbum, quase não é um rockabilly, fica bem na tangente entre os dois gêneros. Não a considero das melhores, mas não chega a ser ruim, sendo o destaque a frase que existe caracterizando a harmonia.
5) You Don't Want To Know. Esta faixa conta com a participação de Mark Harman tocando guitarra. Também não é das melhores, apesar de o arranjo da parte B ser realmente muito bom. O grande destaque está nas vassourinhas que Bob utiliza em detrimento das baquetas sólidas de madeira, padrão.
6) The Trip. Esta é a faixa que encerra o álbum e a considero a melhor de todo ele, com certeza! Um ótimo arranjo, com excelentes riffs de guitarra, refrão sing-a-long, e, ainda por cima, a música mais embalada de todo álbum. Realmente vale a pena conferir!
Ouça o álbum e se sinta na casa do rock!

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Danzig - 6:66 Satan's Child (1999)

GÊNERO: Doom Metal
ORIGEM: EUA (Lodi-B.C. / Nova Jersey)
FORMAÇÃO:
Glenn Danzig (Vocal, guitarra, teclado, baixo)
Jeff Chambers (Guitarra)
Josh Lazie (Baixo)
Joey Castillo (Bateria)
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Este é o sexto álbum do grupo, lançado pelo selo Evilive. Este é um álbum de transição do grupo, ou seja, estão saindo do industrial e entrando no doom metal, embora não seja tão evidente, ainda há traços do industrial, mas também lembra um pouco de stoner rock e new metal. Na verdade, não me agrada muito este álbum, considero um dos piores do grupo, apenas músicas arrastadas e lentas, com raras exceções, considero apenas duas músicas boas, não mais que isso. Também é o primeiro álbum em que a voz de Danzig foi gravada de maneira digital. Outra curiosidade é que este álbum possui duas capas diferentes, a versão mais conhecida (esta disponibilizada na postagem), criada por Simon Bisley, e outra da versão com cópias limitadas, arte criada por Martin Emond. Aliás, a arte da capa é o mais interessante do álbum!
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FAIXA A FAIXA:
1) Five Finger Crawl. O álbum inicia com a música de trabalho, a qual possui, inclusive, videoclip de divulgação. Apesar de lenta e arrastada, ainda é uma das melhores do álbum. Ela tem grandes flertes com o new metal na parte B, enquanto a parte A é um doom com groove, se é que podemos dizer assim!
2) Belly Of The Beast. Uma das músicas mais arrastadas do álbum, lembra bastante o grupo Melvins, uma mistura de new metal, doom metal e stoner rock, com refrão sing-a-long. Ela possui um clima bem "sombrio", o que é o ponto positivo da composição.
3) Lilin. Esta ainda mais arrastada que a faixa anterior, mantém quase as mesmas características, porém mais intenso, o que muda é que esta é mais doom e não tem elementos de new metal. Apesar da boa melodia vocal na parte B, não a considero uma boa composição.
4) Unspeakable. Considero esta uma das melhores faixas do álbum! Mais pesada, com um groove interessante e um pouco mais embalada que as demais. O vocal, na parte B, lembra um pouco os antigos projetos do cantor.
5) Cult Without A Name. A faixa inicia bem intimista, com um clima bastante "sombrio", porém, logo após, entram todos os instrumentos e tudo muda, o vocal tem mais empolgação e energia, porém o clima inicial reaparece, criando uma boa ambiguidade na dinâmica.
6) East Indian Devil (Kali's Song). Música com um bom groove e riff, mas nada empolgante, lembra bastante stoner rock, porém o vocal não agrada, assim como o baixo andamento, tornando-a uma composição interessante, mas sem empolgação.
7) Firemass. Esta música talvez seja a que tem mais influência do industrial, em todo álbum. É uma boa composição, considero-a interessante, mas não das melhores. A intenção e dinâmica são os grandes destaques.
8) Cold Eternal. Provavelmente a pior faixa do álbum. Lenta, com o vocal sussurrado, dinâmica leve, com raros momentos em que o vocal se solta um pouco mais, mas não o suficiente para tornar a composição agradável!
9) Satan's Child. Considero esta a melhor faixa do álbum! Com certeza a mais pesada, além de não ser das mais lentas. Tem a execução da harmonia bem marcada, lembrando um pouco de new metal. Porém o grande destaque é, com certeza, o refrão, com vocal bem enérgico!
10) Into The Mouth Of Abandonement. Outra faixa bem fraca, também uma das piores do álbum, com vocal sussurrado, bateria que parece eletrônica, sem distorção e energia, apenas no refrão, que é o destaque do arranjo.
11) Apokalips. Esta é uma faixa bem doom, com riffs que lembram bastante Black Sabbath, porém muito arrastado e lento. O baixo com distorção fica em evidência devido às pausas da guitarra. O refrão é o grande destaque, onde existe uma aceleração do andamento, mas não chega a ser o suficiente para tornar a faixa boa.
12) Thirteen. O álbum finaliza com uma composição feita em homenagem à Johnny Cash. Podemos dizer que é um blues doom! A faixa lembra as composições de Cash, mas com a característica de Danzig, não parecendo uma cópia, mas sim uma homenagem, como deveria ser. Boa faixa para finalizar o álbum!
Ouça o álbum e conheça a criança de Satã!

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Damned - Damned But Not Forgotten (1985)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Dave Vanian (Vocal)
Captain Sensible (Guitarra)
Roman Jugg (Teclado)
Paul Gray (Baixo)
Bryn Merrick (Baixo)
Rat Scabies (Bateria)
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Esta é a segunda coletânea lançada pelo grupo, após 4 álbuns, através do selo Dojo. A maioria são músicas que estão em singles lançados pelo grupo no período de 1981 até 1984. É uma excelente coletânea, com clássicos do grupo e outras faixas inéditas. Foi, também, neste período que o então baixista do grupo, Paul Gray, sai devido à desentendimentos referente à direitos autorais, indo substituir Billy Sheehan no grupo UFO, para o seu lugar, entra Bryn Merrick. Na época de lançamento da coletânea, o guitarrista Captain Sensible deixa o grupo, sendo substituído pelo tecladista Roman Jugg. As músicas são típicas de um punk rock britânico, porém já com algumas influências de pós-punk, mantendo as mesmas características dos álbuns anteriores no que diz respeito ao desenho melódico da voz e seu timbre. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Dozen Girls. A coletânea inicia com um dos clássicos do grupo, também no álbum Strawberries. Ela inicia com o teclado e, quando iniciam os demais instrumentos, o grande destaque está na caixa da bateria que é dobrada por grande parte da composição. Uma das melhores faixas, vale a pena conferir.
2) Lovely Money. Não me agrada muito esta faixa, apesar de ser outro clássico do grupo. A bateria programada é o ponto negativo da composição, que, realmente, não empolga. Muito teclado, pouca guitarra e o baixo em evidência, mas nada empolgante.
3) I Think I'm Wonderful. Outra que considero das melhores da coletânea e, mais uma vez, outro clássico do grupo! Veloz, empolgante e com energia, existindo eventuais trechos onde a caixa da bateria está dobrada. Vale a pena conferir!
4) Disguise. Muito boa composição, apesar de já ter um aspecto mais pós-punk! O teclado está em evidência, e a parte C que existe no meio da composição é o grande destaque. Não é muito veloz, mas não é lenta.
5) Take That. Talvez a música mais embalada da coletânea. É uma boa composição, bem arranjada, apesar de simples, possuindo aspectos característicos do rock inglês. A guitarra é o destaque da faixa, mas a linha melódica da voz também não fica muito atrás!
6) Torture Me. Uma balada com piano. Este é o resumo perfeito desta faixa! Uma das piores músicas da coletânea, mas ainda assim, muito boa, apesar de não empolgar. Muito lenta.
7) Disco Man. Sou suspeito pra falar desta música. Foi ela que fez eu adorar o grupo, considero-a a melhor música do grupo, realmente excelente! Empolgante, com energia (apesar de não muito veloz), bom arranjo, enfim... tudo de bom!
8) Thanks For The Night. Outro clássico e outra que considero das melhores da coletânea! Embalada, veloz, com um bom arranjo de dinâmica e boa melodia que, aliás, é o destaque da faixa!
9) Take Me Away. Uma composição que destoa das demais. Esta é um rock blues e é uma das faixas inéditas, nem parece o mesmo grupo, até pelo fato de que o vocal, nesta faixa, não é o Dave Vanian. É um blues, melhor explicação!
10) Some Girls Are Ugly. Esta faixa flerta com o new wave. Não chega a ser ruim, mas não é boa, bem fraquinha, sendo o grande destaque o refrão, que é o que faz a composição não ser ruim. Esta é outra faixa inédita.
11) Nice Cup Of Tea. Uma vez disse que toda banda inglesa tem um pouco de Beatles, e é isso que acontece aqui! A pior faixa da coletânea! Lembra muito bandas hippie dos anos 60. Muito ruim mesmo! Também outra faixa inédita.
12) Billy Bad Breaks. A coletânea finaliza com uma boa faixa. O teclado bem evidente, com o refrão sendo o grande destaque da composição, apesar de tornar a música alegre, coisa que até então não havia acontecido.
Escute a coletânea e veja que o grupo é maldito mas não esquecido!

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Daly's Gone Wrong - Exit Where You Belong (2005)

GÊNERO: Emo Core
ORIGEM: EUA (Nova York / Nova York)
FORMAÇÃO:
Joseph Parrella (Vocal, guitarra)
Adrian Baldor (Guitarra)
Anthony Bilancia (Baixo)
John Rodriguez (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado de maneira independente. Embora tenha classificado-o como emo core, na verdade, este é um álbum difícil de rotular, é uma banda muito eclética, que varia de maneira, até, exagerada, os ritmos e gêneros em uma mesma composição, entre eles estão, além do próprio emo core, hardcore melódico, punk rock, metalcore, pop punk, reggae e ska core. Este é, na verdade, o grande destaque do grupo (junto com o vocal), o arranjo, porém, o que é o destaque, também é o que estraga! Como há muita variação, a música não embala, ou embala por um trecho, mas por outro não, o que acaba não empolgando a quem está ouvindo. Considero este mais um álbum para se apreciar do que para curtir, se for pra ouvi-lo, que seja com atenção, prestando bastante atenção nos arranjos, pois há muitos detalhes escondidos, além de muitas variações.
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FAIXA A FAIXA:
1) It's Not Nice To Set Your Band Members On Fire. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores. Inicia com efeitos de guitarra para depois entrar um metalcore pesado e arrastado, logo após um hardcore melódico, depois um ska core, retorna ao hardcore melódico, reggae, polka, finalizando com hardcore melódico.
2) Where Was Hope When She Needed It. Esta inicia com um pop punk à la Less Than Jake, após um ska, reggae, pop punk, hardcore melódico, reggae, emo core, finalizando com um hardcore.
3) Die, Die, Die And Then Some.... Considero esta a melhor faixa do álbum, sendo, também a música de trabalho, já que possui videoclip de divulgação. Ela tem uma introdução bem pop punk, mas logo em seguida vem um hardcore melódico, depois um vocal screamo, e em seguida um ska core, pop punk, hardcore melódico, metalcore, pop punk, hardcore melódico, finalizando com um metalcore.
4) And The Heartless Will Mean Nothing. A faixa inicia com uma ideia bem pop punk estilo Blink-182, ao entrar a voz, se torna um screamo, depois um metalcore, hardcore melódico, ska core, emo core, screamo, pop punk, metalcore, finalizando com música eletrônica!
5) Dear Ava (I'm Bleeding For You). Esta faixa é acústica, apenas violão e voz, e é a única música que se mantém na mesma ideia, talvez pelo fato de ser acústica! Mas mesmo assim o arranjo é bem trabalhado. Ela é um pop punk acústico.
6) Dreading December. O álbum finaliza com a faixa que considero a pior! Ela inicia bem pop punk, mas logo se torna um hardcore melódico, após, um screamo, retornando ao pop punk, ska core, hardcore melódico, screamo, metalcore, screamo, finalizando com um pop punk.
Escute o álbum e saia de onde você pertence!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Dag Nasty - First Demo (1985)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Washington / Distrito Federal)
FORMAÇÃO:
Shawn Brown (Vocal)
Brian Baker (Guitarra)
Roger Marbury (Baixo)
Colin Sears (Bateria)
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Esta é a primeira demo do grupo, lançado de maneira independente, ainda com Shawn Brown, que viria a sair do grupo logo após. Classifiquei como skate punk, mas beira um hardcore old school. É um grupo que serve de referência para algumas pessoas. Gosto bastante desta banda, e, esta demo, lembra uma mistura de Minor Threat com Descendents! Bem ao estilo das bandas da capital norte-americana. O desenho melódico da voz segue o mesmo estilo de cantar do Ian MacKaye, porém as composições são mais lentas, não todas, mas algumas, as mais lentas lembram mais Descendents. Já havia feito uma resenha desta demo em 2012, confira aqui! Apenas duas faixas desta demo não fazem parte do primeiro álbum do grupo, Can I Say, lançado um ano mais tarde. A qualidade do áudio não é das melhores, mas não chega a ser ruim, é possível ouvir todos os instrumentos. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Under Your Influence. A demo abre com uma das faixas que não são muito velozes, um ótimo refrão, mas uma estrofe não muito empolgante, apesar de não ser ruim.
2) I've Heard. Considero esta a melhor faixa da demo, com certeza! Se não conhecesse e alguém me mostrasse essa música, diria que era Minor Threat! Realmente muito parecido. Algumas pausas dão um toque especial ao arranjo. Vale a pena conferir!
3) Justification. Considero esta uma das melhores faixas da demo! Também veloz e com muita energia, esta lembra uma mistura de Minor Threat com Gorilla Biscuits! Sem frescura e direto!
4) Circles. Outra faixa mais lenta, que lembra um pouco mais Descendents, apesar da linha melódica do vocal não parecer. O destaque está nas frases da guitarra.
5) Can I Say. Outra faixa veloz, também muito boa! Muita energia, com eventuais trechos em que a bateria faz as frases junto com os instrumentos de corda, sendo este momento o grande destaque do arranjo.
6) Thin Line. Esta faixa é mais lenta, mas muito boa, com uma excelente intenção e dinâmica. Acordes bem simples, mas que têm uma melodia bem interessante que acompanha. O refrão não me agrada muito, mas a parte A é sensacional!
7) Never Go Back. Outra faixa não muito veloz, mas também muito boa. Esta já dá um pouco os ares do Fugazi, mesmo que bem de leve. O refrão é o grande destaque da composição, bem como a variação de dinâmica entre as partes.
8) Another Wrong. Esta é a primeira das duas faixas que não estão no álbum de estreia. Bastante veloz e com muita energia, na linha Minor Threat, mais uma vez. A parte A se mantém, quase o tempo todo, em um acorde só, o que não me agrada muito, mas ainda assim é uma boa faixa.
9) One To Two. Outra faixa bem veloz e com muita energia! Esta segue as mesmas características da faixa anterior, inclusive na questão de manter um acorde apenas na parte A! Boa faixa!
10) I Wouldn't Cry. Esta é a segunda faixa que não está no álbum de estreia, e a considero uma das melhores da demo, também. Também bem veloz, o grande destaque está na progressão harmônica da parte A e na execução da harmonia, pela guitarra, na parte B.
Ouça a primeira demo do grupo e perceba o potencial já no início da carreira!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Cult - Love (1985)

GÊNERO: Hard Rock
ORIGEM: Inglaterra (Bradford / West Yorkshire)
FORMAÇÃO:
Ian Astbury (Vocal)
Billy Duffy (Guitarra)
Jamie Stewart (Baixo)
Mark Brzezicki (Bateria)
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Este é o segundo álbum do grupo, lançado pelo selo Beggars Banquet. É um álbum de transição, já que nesta fase o grupo estava trocando o pós punk pelo hard rock. As músicas são bem hard rock, mas ainda com elementos do pós punk, principalmente na estética, e o tiro foi certeiro! É, talvez, o álbum mais famoso e comercial do grupo, existindo grandes clássicos em seu repertório, incluindo o seu maior sucesso. Na minha opinião existem 3 faixas excelentes, 3 faixas muito boas, 2 faixas boas, 1 faixa ruim, e 1 faixa horrível! Existe a participação do antigo baterista do grupo em uma das faixas.  De qualquer forma, sou um grande fã da dupla Astbury / Duffy, então sempre encontrarei aspectos positivos em seus trabalhos e aqui não é diferente, então, sugiro a todos ouvirem o álbum, não irão se arrepender!
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FAIXA A FAIXA:
1) Nirvana. O álbum inicia com uma das faixas excelentes do álbum, sou, realmente, um grande fã desta composição, muito devido aos arranjos de guitarra e bateria, sendo o refrão o grande momento. É uma das faixas do álbum que possui videoclip de divulgação.
2) Big Neon Glitter. Esta é uma das faixas que considero muito boas. Um clima mais intimista, com uma excelente frase da bateria que está de acordo com a intenção da guitarra. O vocal é a "cereja do bolo" para completar o arranjo com excelência!
3) Love. Considero esta uma das faixas boas do álbum. O riff da guitarra é o grande destaque, bem hard rock. A velocidade não me agrada muito, poderia ser mais veloz, mas o riff da guitarra é o grande destaque e não deixa a peteca cair!
4) Brother Wolf, Sister Moon. Esta é a faixa horrível do álbum, na minha opinião. Tem um clima super intimista, ainda no estilo gothic rock que o grupo costumava adotar até então. Tem até um violão o tempo todo no arranjo. Realmente, não vale a pena ouvir esta faixa!
5) Rain. Esta é outra faixa que considero das excelentes! Aliás, talvez esta seja a melhor faixa do álbum, na minha opinião! Bem hard rock, simples, mas excelente, existindo, inclusive, videoclip de divulgação. Uma frase de guitarra perfeita que se mantém por todo refrão, existindo algumas variações.
6) The Phoenix. Esta faixa considero das boas, não tem nada de mais, mas não é ruim. O grande destaque é o solo de guitarra que improvisa o tempo todo da faixa, a harmonia sempre igual, acaba dando uma sensação de algo repetitivo.
7) Hollow Man. Considero esta faixa como uma das faixas muito boas do álbum. A frase da guitarra que aparece já no início é o grande destaque, mais uma vez! O vocal, como sempre, também é um dos destaques, mas não tanto quanto a frase da guitarra, que é sensacional!
8) Revolution. Apesar de ser uma balada, considero esta faixa como uma das muito boas do álbum, existindo videoclip de divulgação! O refrão é o grande destaque, dando um clima bem interessante, crescendo na dinâmica. Ainda tem um violão no arranjo, também.
9) She Sells Sanctuary. Se a faixa 5 não for a melhor do álbum, então esta aqui é! O grande sucesso do grupo em todos os tempos, trilha de filme, de jogo de videogame, comercial de televisão, entre outros. Existe, inclusive, videoclip de divulgação, sendo esta faixa a única que o antigo baterista do grupo, Nigel Preston, gravou.
10) Black Angel. O álbum finaliza com a música que considero ruim. Embora seja uma boa faixa para finalizar o álbum, ela não é boa, muito lenta e pouco inspiradora. Realmente para parar de ouvir o álbum antes dele acabar!
Ouça o álbum com amor!

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Crossing Chaos - Split [Full Of Hatred] (2002)

GÊNERO: Crust Core
ORIGEM: Suécia (Avesta / Dalarna)
FORMAÇÃO:
Jim Chaos (Vocal, guitarra)
Danny Chaos (Vocal, guitarra)
Johan Lyxell (Baixo)
Per Chaos (Bateria)
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Este é o primeiro split, e terceiro trabalho do grupo, lançado pelo selo Raid. É um bom split, bastante veloz e muita energia, existindo, inclusive, uma faixa cover. Os integrantes não possuem muita técnica, mas tudo está no lugar e conseguem ser fiéis à proposta de som que fazem. Muita distorção, inclusive no baixo, e timbres bem graves caracterizam o som do split, além dos vocais rasgados (gritados) que são divididos entre os dois cantores. Lembra um pouco Extreme Noise Terror e tem um flerte bem forte com bandas de punk / D-Beat europeias como Exploited (na era The Massacre) ou Discharge (era crossover). Vale a pena conferir este petardo na orelha!
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FAIXA A FAIXA:
1) A Nation Full Of Shit. O split já inicia com sons de tiros e um embalo fulminante executado pela bateria e baixo, enquanto que a guitarra faz pequenas inserções. Logo após o petardo inicia e não para mais, repetindo o arranjo, mais uma vez, com pequenas alterações no arranjo.
2) Krossa Kapitalet. Esta é a faixa cover do split! E também a única cantada em sueco! Ela foi composta e gravada pelo grupo Svart Parad, originalmente, em 1985. Ela mantém as mesmas características das demais faixas, sendo de menor duração.
3) Dead Tomorrow. O split finaliza com a faixa que considero a melhor. Tem uma harmonia excelente, bem ao estilo dos compositores suecos, ou seja, bastante troca de acordes e com o sexto grau aparecendo com freqüência. Existe até um flerte com um groove! Realmente vale a pena conferir!
Ouça o split e sinta-se cheio de ódio!

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Cripple Bastards - Life's Built On Thoughts (1993)

GÊNERO: Grind Core
ORIGEM: Itália (Asti / Piemonte)
FORMAÇÃO:
Giulio The Bastard (Vocal)
Alberto The Crippler (Guitarra)
Michele Hoffman (Bateria)
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Este é o primeiro Ep do grupo, lançado pelo selo A-Wat. O quarto trabalho, ainda sem baixista na formação, mas mantendo a mesma pegada de sempre! O curioso é que este Ep teve duas prensagens, ambas de 500 cópias, porém a primeira prensagem possui o título do álbum escrito de maneira incorreta, o que foi corrigido na segunda prensagem, além de que a contracapa das duas prensagens são diferentes. Músicas velozes, geralmente de curta duração, com muita energia e pouca técnica, vocal rasgado (pra não dizer gritado), o grande destaque, na minha opinião, está na bateria, que exige bastante fôlego e resistência por parte do intérprete, ajudado pela pequena duração das faixas. É um Ep que representa bem o início da carreira do grupo, ainda com recursos que não deixavam as composições tão pesadas, com a freqüência de médios em evidência, existindo uma faixa instrumental. A melhor composição do grupo, na minha opinião, faz parte deste Ep!
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FAIXA A FAIXA:
1) S.L.U.T.S.. O Ep já inicia com um petardo! O arranjo conta com pequenas pausas na introdução, para depois aparecer o blast beat com vocal gritado em dois timbres diferentes. Logo em seguida a faixa já finaliza!
2) Living Monuments. Outra faixa de curta duração, porém com uma introdução já mais trabalhada e não tão veloz. Depois, mais uma vez, entra o blast beat com vocal rasgado!
3) Radije Volim.... Considero esta uma das melhores faixas do Ep. Com duas partes bem distintas, esta já não é uma composição tão veloz, o que identifica bem cada uma das partes.
4) Offensive Death. Mais uma música veloz e de pouca duração, assemelha-se mais às primeiras faixas, porém tem um aspecto mais "bagunçado".
5) 0:01. O título já diz tudo! Apenas um segundo de blast beat e vocal gritado!
6) Bonds Of Enmity. Outra faixa que tem o arranjo mais trabalhado, com partes distintas em sua forma. Claro, a clássica característica do grupo está evidente, mas também existe uma parte menos veloz.
7) Miniaturized Eden. A faixa inicia mais lenta, em sua introdução, mas, logo após, o blast beat e o vocal gritado aparecem. Esta também tem um aspecto mais "bagunçado".
8) Prisons. Faixa não muito veloz, com o vocal gritado, também tem um aspecto de bagunça em seu arranjo, mas ainda assim é uma boa faixa!
9) The Opinion Of The Poor. Aqui está a faixa instrumental do Ep, considero-a uma das melhores, com um arranjo bem trabalhado, me agrada, e muito, o arranjo da bateria, bastante criativo, sendo o grande destaque do arranjo.
10) Stimmung. Esta é, e sempre foi, a melhor composição do grupo em todos os tempos. Se assemelha mais a um punk rock do que a um grindcore, sendo uma das poucas faixas do grupo em que o vocal não está o tempo todo gritado!
11) Imposed Mortification. Aqui temos mais uma faixa com as características do grupo: blast beat e vocal gritado. Esta, porém, sem aspecto de bagunça.
12) Vital Dreams. Outra faixa que considero das melhores. Também não tão veloz, considero a guitarra o grande destaque do arranjo, principalmente na introdução. O vocal se mantém gritado!
13) More Frustrations. Faixa que possui o bumbo bem pulsante na parte A, enquanto que a parte B mantém as mesmas características, de sempre, do grupo.
14) Falling Wish. Outra faixa bem semelhante à faixa 5, porém esta tem 4 segundos e não apenas 1!
15) My Serenity. Outra faixa que considero das melhores do Ep, esta tem uma característica singular, possui muito groove, quase um rap, diria que esta tem pitadas de funk metal.
16) Dealing With A Pressing Problem. O Ep finaliza com uma faixa bem tradicional no que diz respeito às características do grupo, com o detalhe de que o vocal é, todo ele, grave, sem arranjos mais agudos.
Escute o Ep e perceba que a vida é construída em pensamentos!

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Cramps - Look Mom No Head! (1991)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: EUA (Sacramento-S.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Lux Interior (Vocal)
Poison Ivy (Guitarra)
Slim Chance (Baixo)
Jim Sclavunos (Bateria)
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Este é o quinto álbum de estúdio do grupo, lançado pelo selo Restless. É um bom álbum, com músicas muito boas e outras boas, mantendo aquela mesma característica do grupo, que é um som que mistura punk rock com rockabilly, surf music, blues e country e muita expressão, principalmente por causa da voz. As músicas não são muito aceleradas, mas não possui nenhuma música ruim. Existem 4 faixas que são cover, e uma delas conta com uma participação especial nos vocais. Sem muito o que falar, pois o nome do grupo já fala por si só! Considerado por muitos como os pais do psychobilly! Não deixe de ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Dames, Booze, Chains And Boots. O álbum abre com a música de trabalho, a qual possui videoclip de divulgação. É uma composição bem rockabilly, harmonia clássica do gênero além de riffs de guitarra também bem característicos. A melhor escolha para a música de trabalho, com certeza.
2) Two Headed Sex Change. Considero esta a melhor faixa do álbum, uma das mais embaladas, mas principalmente devido ao refrão, excelente! A parte A tem um clima bem diferente do refrão, o que acaba destacando bem as partes. Vale a pena conferir!
3) Blow Up Your Mind. Considero esta faixa uma das melhores do álbum, também com um clima bem interessante, principalmente devido à guitarra, enquanto o refrão já embala mais, principalmente devido à caixa dobrada.
4) Hardworkin' Man. Eis que chega o primeiro cover do álbum! Esta é uma composição de Jack Nitzsche, Paul Schrader, e Ry Cooder, gravada para a trilha do filme Blue Collar, de 1978, dirigido por Schrader e creditado para Captain Beefheart, o cantor. É um blues à la Hoochie Coochie Man, ou Bad To The Bone, bem semelhante mesmo. O curioso é o ostinato, que se mantém durante toda a faixa, de um som metálico, realmente hipnotizante!
5) Miniskirt Blues. Outro cover! Desta vez a composição é de Simon Stokes, gravada originalmente pelo grupo Flower Children, em 1967. Esta é a faixa que conta com a participação de Iggy Pop nos vocais. A faixa mais adequada para a participação do cantor, já que esta soa semelhante às gravações de sua carreira solo neste mesmo período.
6) Alligator Stomp. Uma faixa que tem conotações bem country, mantendo um certo embalo, principalmente devido à caixa dobrada. O vocal é executado com drive, e, muitas vezes, soa mais falado do que cantado.
7) I Wanna Get In Your Pants. Esta faixa soa muito como o clássico Summer Nights, trilha de Grease! Porém com a expressão Cramps de tocar! O vocal volta a ficar intimista mais uma vez!
8) Bend Over, I'll Drive. Outra faixa bem bacana, com a harmonia padrão do rockabilly, esta soa bem surf music. O embalo da bateria com o toque duplo na caixa reforça esta sensação. Porém nada alegre, pelo contrário, tudo muito obscuro.
9) Don't Get Funny With Me. Um shuffle! Se tivesse que resumir em uma palavra, seria essa. O clássico rockabilly dos anos 50 / 60, incluindo o efeito percussivo do shuffle, não com o contrabaixo, mas com a bateria. Bem interessante a faixa!
10) Eyeball In My Martini. Com certeza a faixa mais embalada do álbum, e outra que considero das melhores! O refrão é sensacional, bem como o riff da guitarra na introdução. A troca rápida entre dois acordes, na parte A, dá uma sensação bem bacana. Talvez a faixa mais psychobilly de todo álbum!
11) Hipsville 29 B.C.. O terceiro cover do álbum! E outra faixa que considero das melhores! Esta é uma composição de Don Turnbow, gravada originalmente pelo grupo Sparkles, em 1967. O riff da guitarra é o grande destaque na minha opinião.
12) The Strangeness In Me. O álbum finaliza com mais um cover! Composição de Ellis Mize, gravada originalmente pelo grupo Runabouts. Como Lux e Poison eram grandes pesquisadores e colecionadores de Lp's, geralmente as versões são de artistas obscuros e pouco conhecidos, por isso, não encontrei informação suficiente sobre esta composição. Com certeza a pior faixa do álbum, um shuffle / blues bem lento, mas com um tremolo ligado o tempo todo, que é o grande destaque.
Ouça o álbum e fale: veja mãe, sem cabeça!