quarta-feira, 24 de abril de 2019

Down By Law - Champions At Heart (2012)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Los Angeles-L.A.C. / California)
FORMAÇÃO:
Dave Smalley (Vocal, guitarra)
Sam Williams III (Guitarra)
Kevin Coss (Baixo)
Greg Gall (Bateria)
Jack Fantastic Criswell (Bateria)
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Este é o oitavo álbum lançado pelo grupo, através do selo DC-Jam. O álbum possui 7 faixas gravadas com Greg como baterista e 9 gravadas com Jack na bateria. Embora eu tenha classificado como skate punk, ele tem muito de punk rock, um pouco de hardcore melódico e pitadas de street punk. É um bom álbum, não o considero dos melhores da carreira do grupo, mas longe de ser ruim. Ele possui músicas bem variadas, como se fizesse uma "viagem" pelas diferentes fases do grupo em 23 anos. Tive a honra de assistir aos dois shows do grupo em Porto Alegre, a primeira em 1999 e a segunda em 2009. Sabe aquele álbum em que o grupo faz mais por obrigação do que por satisfação? Eis um exemplo. Tem inspiração, mas não parece tão expressivo quanto aos primeiros álbuns da carreira, de qualquer forma, é um álbum que vale a pena ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Bullets. A faixa de abertura do álbum tem Jack como baterista, foi a primeira música a ser apresentada como novo trabalho. É uma boa composição, a caixa dobrada o tempo todo dá um embalo a mais, uma boa melodia e boas frases de guitarra.
2) Nothing. Considero esta a melhor faixa do álbum, com Greg na bateria. Um típico skate punk, bastante embalado e com uma excelente melodia vocal que, aliás, é o grande destaque da composição, que conta, também, com um ótimo arranjo.
3) New Song. Esta faixa já é mais lenta, não muito embalada, mas muito boa composição, lembra Fugazi! O grande destaque está no arranjo das guitarras. Boas melodias, mas nada muito empolgante. Greg na bateria.
4) Popcorn & Coke. Mais uma faixa bem embalada, bem skate punk. O destaque, mais uma vez, está na melodia da voz. É uma boa composição, mas não a considero das melhores. Também com Greg na bateria.
5) Knock This Town. Esta é, talvez, a faixa mais lenta do álbum, porém a considero uma das melhores! Uma ótima harmonia, ótimo arranjo, boa melodia vocal, mas o grande destaque está no refrão com sua melodia sing-a-long! O violão dá uma "cor" interessante ao arranjo e, mais uma vez, Greg na bateria.
6) Tiny Answers. Outra faixa que considero das melhores! O curioso desta faixa é que o vocal é cantado por Sam Williams III, além de que, desta vez, quem faz a bateria é Jack. Tem um embalo bacana, mas não é muito veloz. O grande destaque, na minha opinião, está no arranjo.
7) Face Forward. Esta faixa já tem um embalo maior, mas não tem nada muito empolgante, apesar de ser uma boa composição e possuir um bom arranjo. A bateria, mais uma vez, foi gravada por Jack.
8) Punk Rock United (Step I). Faixa bem punk rock, com influência do street punk, a qual tem Jack na bateria. Não é uma faixa veloz e também não é muito embalada, mas é uma boa faixa, apesar de não ser das melhores.
9) Homicide. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, bem embalada, um skate punk, mais uma vez, com ótimo arranjo de guitarra e um bom arranjo, sendo o baterista, mais uma vez, o Jack.
10) Misfits United (Step II). Mais um punk rock, com influências (como o nome já diz) de Misfits. O baterista é Jack, e o grande destaque está no arranjo, em especial de guitarras. Não é uma má composição, mas não a considero das melhores.
11) Warriors United (Step III). Esta faixa é um punk rock com influências de street punk e country. Esta tem, de novo, o Jack na bateria, além de possuir videoclip de divulgação. É uma boa faixa, mas longe de ser das melhores! Aliás, talvez seja uma das piores! O grande destaque está no refrão.
12) Crystals. Esta é, com certeza, a faixa mais pesada do álbum, um hardcore bem embalado, com bastante drive na voz, ótima melodia vocal e bons arranjos de guitarra. Esta possui influência de crossover, mas não por completo, apenas na parte A. Também Jack na bateria! Vale a pena conferir!
13) Perpetual Sorrow. Talvez a faixa mais pop do álbum, apesar de embalada. Um pop punk mais embalado é como eu classificaria esta composição. Mais uma vez o responsável pelas baquetas é Jack e o destaque está no arranjo.
14) Rebels & Angels. Mais uma faixa embalada, mas também não a considero das melhores, sendo o destaque o refrão. Desta vez a bateria foi gravada por Greg. Uma boa melodia vocal e um bom arranjo, em especial das guitarras, ajudam a elevar o nível da composição.
15) Champions At Heart. A faixa que dá nome ao álbum tem na bateria Jack, é uma composição nada embalada, talvez a pior faixa do trabalho. Existe um bom swing, com violões no arranjo, mas é uma faixa bem fraquinha. Aliás, é uma música ruim, a única faixa ruim do álbum, na minha opinião.
16) All In. O álbum finaliza com uma faixa bem punk rock, com um certo embalo e um ótimo refrão, bem expressivo. O baterista é Greg. A composição tem influências de street punk, apesar de não tão evidente. Lembra bastante bandas do início dos anos 80!
Ouça o álbum e ponha os campeões no coração!

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Donkey - Donkey (1995)

GÊNERO: Ska Core
ORIGEM: Brasil (Belo Horizonte / Minas Gerais)
FORMAÇÃO:
Léo Baiano (Vocal)
Alex (Trompete)
Wagner (Saxofone Tenor)
Rodrigo (Trombone)
Daniel (Guitarra)
Afonso (Baixo)
Luciano (Bateria)
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Esta é a primeira demo lançada pelo grupo, de maneira independente, e gravada no estúdio Gênesis. É uma boa demo, lembra bastante Less Than Jake com pitadas de Millencolin! Os sopros são o grande destaque da demo, caracteriza bastante o estilo na época. As músicas são embaladas, embora não muito velozes, com boas melodias e bons arranjos, não deixa nada a desejar em comparação às bandas do gênero na época, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Oh Não!. A demo inicia com a música mais bem trabalhada e com cara de música de trabalho. É bastante interessante o vocal em português com as divisões rítmicas típicas do gênero. Os sopros têm um arranjo bem interessante e trabalhado. A maior parte da faixa é ska, mas tem um pequeno trecho punk rock.
2) Today. Considero esta a melhor faixa da demo, lembra bastante Millencolin! Mais uma vez os sopros são o destaque, mas desta vez o embalo e a harmonia também têm seu destaque. A música mais embalada da demo, com certeza. Uma melodia bacana da voz também merece seu destaque!
3) Kids At Play. A demo finaliza com uma boa faixa, a que possui o trecho mais hardcore de todo registro. É quase que uma mistura das ideias das duas faixas anteriores, possuindo, também, um bom arranjo dos sopros que, mais uma vez, são o destaque.
Escute a demo e não seja um asno!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Dog Faced Hermans - Unbend (1987)

GÊNERO: Jazz Core
ORIGEM: Escócia (Edinburgh / Edinburgh)
FORMAÇÃO:
Marion Coutts (Vocal, trompete, cowbell)
Andy Moor (Guitarra)
Colin McLean (Baixo)
Wilf Plum (Bateria, saxofone)
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Este é o primeiro single, e primeiro trabalho, lançado pelo grupo, através do selo Demon Radge e gravado no estúdio Makka, em Cambridge. Excelente single lançado pelo grupo, com composições e arranjos bem criativos, acordes dissonantes, embalo, e swing, o grupo demonstra seu talento artístico de maneira bem expressiva. As linhas de baixo também são bem arranjadas e os instrumentos de sopro dão um toque a mais, de maneira positiva, para o arranjo. Vale a pena conferir, apesar de não possuir muitas músicas, não se enjoa de escutar, muito devido à criatividade do grupo.
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FAIXA A FAIXA:
1) Cruelty. O single inicia com uma música bastante embalada e com ótimas frases de guitarra e baixo. Os acordes dissonantes da guitarra ajudam a deixar o arranjo bem "diferente" e criativo. A bateria mantém o embalo do início ao fim e o trompete também dá um destaque ao arranjo..
2) Incineration. Considero esta a melhor faixa do single, a mais veloz! Mantém as mesmas características da faixa anterior, embalo, dissonâncias e frases do baixo bem criativas. Esta foi a música de trabalho na época, existindo um videoclip de divulgação.
3) Catbrain Walk. Esta é a faixa mais longa do single, a mais jazz e a mais "swingada". Ela se mantém num shuffle do início ao fim, também existindo dissonâncias nos acordes e boas frases do baixo, porém com um clima bem mais intimista, tendo no saxofone o destaque a mais.
Ouça o single e entenda a desdobrar!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

D.O.A. - Something Better Change (1980)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Canadá (Vancouver / British Columbia)
FORMAÇÃO:
Shithead - Joey Keithley (Vocal, guitarra)
Dave Gregg (Guitarra, teclado)
Randy Rampage (Baixo)
Chuck Biscuits (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Friends. Embora o álbum tenha sido lançado em 1980, as gravações foram feitas no período entre 1977 e 1980. É um álbum em que a maioria das músicas soam como o punk rock britânico do final dos anos 70, mas também já aparecem os primeiros sinais do hardcore que viria a seguir, bem como influências de hard rock. Sempre sou suspeito para falar de bandas canadenses, sou fã das bandas daquele país, as músicas são sempre bem trabalhadas e, na maioria das vezes, possuem músicos de um bom nível técnico. Aqui o nível técnico não é muito elevado, mas, mesmo assim, também não é baixo, e, as músicas são bem trabalhadas. Recomendo ouvir o álbum!
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FAIXA A FAIXA:
1) New Age. O álbum inicia com uma faixa bem punk rock, lembra bastante bandas como Anti Nowhere League. Não é muito veloz, mas tem um bom arranjo e um bom riff de guitarra.
2) The Enemy. Outra faixa bem punk rock, mantém a mesma intenção da faixa anterior, porém com um trabalho de dinâmica diferente. Eventuais acentos deslocados do tempo forte são o destaque da faixa.
3) 2+2. A faixa mais lenta até então, e, também, com uma intenção diferente das faixas anteriores. Os acordes executados, na parte A com abafado, dá uma ideia de dinâmica bem perceptível.
4) Get Out Of My Life. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, já bem embalada, esta dá os ares do que estaria a vir anos mais tarde com o hardcore. As sílabas são executadas com curta duração, outra característica do gênero.
5) Woke Up Screaming. Uma balada punk rock! Ou melhor, uma quase balada! Ela possui a harmonia das músicas de baile de colegial dos anos 50 e 60, porém com uma expressão mais escrachada, típica do punk. Na minha opinião, a pior faixa do álbum até então.
6) Last Night. Outra faixa mais embalada, com cara de punk rock britânico. Um riff de guitarra na introdução, bem veloz, dá a impressão de que a música seria diferente! Não é ruim, e o grande destaque está nos riffs de guitarra.
7) Thirteen. Outra faixa que considero das melhores do álbum, também com ares do hardcore, mas mais um skate punk desta vez! Ótima faixa, realmente muito boa, um ótimo refrão, com uma boa melodia, bom embalo e bons riffs, vale a pena conferir!
8) Great White Hope. Outra faixa que lembra um punk rock britânico quase balada! Lembra bandas como Cockney Rejects, não muito veloz, com boas melodias e um bom trabalho de dinâmica, mas o destaque está no arranjo de bateria que, apesar de simples, é bem pensado.
9) The Prisoner. Considero esta a melhor faixa, sem dúvida, do álbum. Aliás, uma das melhores faixas do grupo, na minha opinião! Esta é um típico hardcore do início dos anos 80, veloz, embalada, com ótimo riff de guitarra, excelente refrão e um bom trabalho de dinâmica.
10) Rich Bitch. Esta é um hard rock escrito! Lembra muito o On Parole do Motörhead! Considero esta uma das melhores faixas do álbum, apesar de lenta, ela possui um excelente riff de guitarra, mas o destaque está nos acentos no cymbal, à la Phillip Animal Taylor!
11) Take A Chance. Outra faixa bem embalada, apesar de não muito veloz. Esta mescla bem o punk rock britânico e um skate punk. Tem a melodia e harmonia do primeiro, mas o embalo e expressão do segundo.
12) Watcha Gonna Do?. Outra faixa mais lenta, mas o grande destaque está no arranjo de bateria, bem solto, enquanto que as cordas mantém a dinâmica baixa devido ao abafado. A música mais swingada do álbum.
13) World War 3. Esta é a faixa de trabalho do álbum, existindo, inclusive, videoclip de divulgação. è uma boa faixa, um punk rock embalado, com muita influência de Clash, porém mais embalado e escrachado. É uma boa faixa.
14) New Wave Sucks. Embora esta seja apenas uma faixa para finalizar o álbum, de pouca duração, considero uma das melhores do álbum. Um skate punk bem embalado e com um refrão bem sing-a-long.
Ouça o álbum e perceba que é melhor algo mudar!