quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Belmont Playboys - One Nite Of Sin... Live!! (1999)

GÊNERO: Rockabilly
ORIGEM: EUA (Charlotte-M.C. / Carolina do Norte)
FORMAÇÃO:
Mike Hendrix (Vocal, guitarra)
Chipps Baker (Saxofone, guitarra)
Jeff Hendrix (Baixo acústico)
Mark Painter (Bateria)
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Este é o primeiro álbum ao vivo do grupo lançado, após 3 álbuns de estúdio, pelo selo Deep South. É um álbum bem rockabilly, com algumas pitadas de punk rock, surf music, country e bluegrass, lembra bastante Reverend Horton Heat, principalmente em álbuns como Spend A Night In The Box. Não é dos meus álbuns preferidos pelo fato de as músicas serem bem parecidas, salvo algumas exceções, que são, ao meu ver, o destaque do álbum, pois variam o estilo um pouco, mas mesmo assim é um bom álbum. Existem 3 covers e 3 "homenagens" no repertório. Apesar do baixo ser acústico, este não é executado com slap, e sim com pizzicato. Já havia feito uma resenha do álbum em 2013, confira aqui! É um bom álbum, mas poderiam ser mais criativos no arranjo, embora tudo esteja no lugar certo e a equalização e mixagem estejam muito boas. Excelente álbum para os amantes de rockabilly!
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FAIXA A FAIXA:
1) Warm, Soft & Wild. A faixa de abertura tem um embalo bem interessante, bem como os riffs de guitarra que se mantêm por quase toda faixa. Harmonia típica do blues, é um rockabilly bem característico!
2) Hillbilly Doll. Bem mais rock 'n' roll que a faixa anterior, esta já tem a cara de músicas de Chuck Berry, aquele rock dos anos 50 sem tirar e nem por!
3) Stringbuster. Uma das melhores faixas do álbum na minha opinião, muito devido ao riff de guitarra, que ao meu ver, faz toda diferença. No mais é um rock 'n' roll com muito shuffle! É a primeira faixa instrumental do álbum.
4) King Of The Hill. Esta é outra música instrumental e é, também, o primeiro cover a ser apresentado no álbum. Ela foi composta pelo grupo Refreshments, em 1997, para a abertura do desenho animado de mesmo nome (O rei do pedaço foi o título escolhido em português), e o verdadeiro nome da música é Yahoos And Triangles.
5) One & Only. Um shuffle no estilo Elvis Presley (magro), outra música bem com a cara do rockabilly dos anos 50. Possui uma boa frase de guitarra.
6) Darlene. Primeira faixa do álbum a ter saxofone no seu arranjo. Esta faixa me lembra bastante Buster Poindexter, um shuffle, com cara de jazz, muito em função do sax, sendo o ponto forte o cromatismo como ponte.
7) Don't Bug Me. Outra bem rock 'n' roll, no mesmo estilo das faixas anteriores, porém sem o shuffle em evidência. Lembra um pouco Cramps, mas não muito!
8) Aardvark. Considero esta a melhor faixa do álbum! Instrumental, talvez a faixa mais surf de todo álbum, com a guitarra sendo responsável pela melodia, a qual se baseia na escala cigana. O tema principal da faixa é igual à frase de Come Out And Play, do Offspring!
9) Hang All Over You. Considero esta a pior faixa do álbum. Talvez a faixa mais country de todo ele, aliás, esta não tem nada de rockabilly, é total country. O shuffle é o ponto forte do arranjo.
10) Straight To Hell. Esta é a segunda faixa do álbum em que o saxofone aparece, e volta a ser um rockabilly típico dos anos 50. O ponto forte é a levada da bateria na caixa.
11) Rock Me Baby. Mais uma vez o saxofone em ação! Outra faixa com as mesmas características da anterior, porém mais embalada e com um refrão bem sing-a-long!
12) Lucky Day. A partir desta faixa o álbum melhora consideravelmente! Também considero esta uma das melhores faixas do álbum, com uma intenção e levada bem diferente das faixas anteriores, ela dá um aspecto mais intimista em sua expressão. Lembra bastante Reverend Horton Heat!
13) Chaparral. Eis a primeira das "homenagens"! Outra faixa instrumental, esta começa com uma frase da guitarra que, lembro-me, quando ouvi pela primeira vez pensei: "parece o início de The Razors Edge do AC/DC", e não é que logo em seguida começa a introdução de Walk All Over You! Logo em seguida, emendam com a introdução de Enter Sandman do Metallica, para depois começar uma música bem ao estilo "espanhol", porém com uma parte B que parece a parte B de Pipeline! Muito boa a faixa!
14) Monster. Outro rockabilly clássico! O interessante neste arranjo está na caixa dobrada da bateria e no wah-wah na hora do solo de guitarra.
15) Playboy Party. Mais uma faixa com saxofone,que, aliás, é o ponto forte do arranjo! E, mais uma vez, aquele shuffle característico da maioria das faixas anteriores, bem ao estilo anos 50.
16) Ace Of Spades. Eis aqui a segunda "homenagem": Motörhead! Porém não tem nada a ver com a versão do Motörhead, absolutamente nada! É uma faixa instrumental com harmonia de blues. Não fosse pelo nome, não se lembraria do Motörhead de jeito nehum!
17) Rawhide. Última "homenagem" do álbum, esta leva o nome da música de Frankie Laine que também foi título de uma série de TV exibida entre 1959 e 1966. Porém, como na faixa anterior, esta não lembra em nada a versão original, também sendo instrumental e com a mesma harmonia de blues.
18) Northbound Train. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, principalmente em função da melodia vocal, mas também devido às guitarras. Outra faixa que lembra bastante Reverend Horton Heat.
19) Evil. Ótima faixa, também uma das melhores do álbum, provavelmente a faixa mais veloz de todo álbum, esta é um rock 'n' roll mais acelerado, o que a faz parecer mais punk rock, apesar de manter as características básicas do rock 'n' roll.
20) Runnin' Wild. Um shuffle bem embalado, com eventuais pausas e pequenas frases solo do baixo são o que chamam a atenção desta faixa, que no mais mantém as mesmas características das anteriores.
21) Tie One On. Mais uma faixa com saxofone no seu arranjo, esta já volta a ser como a maioria das faixas do álbum: um shuffle com harmonia de blues.
22) Hot Rod Heart. Boa composição, com um shuffle em evidência e uma frase constante da guitarra caracterizam este arranjo.
23) Please Don't Touch. Este é o segundo cover a aparecer no álbum, um clássico composto por Johnny Kidd e Guy Robinson, gravado originalmente pelo grupo Jonhhy Kidd & Pirates, em 1959. Ótima faixa, uma das melhores do álbum.
24) Muleskinner Blues. Esta é a última faixa do álbum e é, também, um cover. Este é um clássico do country, composto por Jimmie Rodgers e George Vaughan, gravado originalmente por Jimmy Rodgers, em 1930. Também considero uma das melhores do álbum, muito devido ao seu andamento e embalo.
Ouça o álbum e tenha uma noite de pecado com os playboys de Belmont!

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