sábado, 9 de maio de 2020

Horrorpops - Hell Yeah! (2004)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: Dinamarca (Copenhagen / Hovedstaden)
FORMAÇÃO:
Patricia Day (Vocal, baixo acústico)
Kim Nekroman - Kim Gaarde (Guitarra)
Caz The Clash - Casper Holbek (Guitarra)
Karsten Johansen (Guitarra)
Niedermeier - Henrik Stendahl (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Hellcat, e foi gravado no estúdio Ventura. Apesar de ser o primeiro álbum, o grupo levou 8 anos para lançar seu primeiro trabalho, o grupo está na ativa desde 1996, sendo que as primeiras 7 faixas do álbum foram gravadas em 1999, ainda com o guitarrista Caz The Clash, as demais faixas foram gravadas pouco antes da época do lançamento deste álbum, desta vez com Karsten no lugar de Caz, que havia saído da banda anos antes. Ainda neste período, o grupo contava com duas dançarinas, chamadas Kamilla Vanilla (Kamilla Tillander) e Mille Sylvest. É um álbum de psychobilly, mas as influências de punk rock são bem perceptíveis, não sendo nada surpreendente caso alguém prefira dizer que é um álbum de punk rock. Além do punk rock, a influência de rockabilly também está bem presente, além de flertar com o surf music e possuir pitadas de ska. O baixista do Nekromantix é o guitarrista da banda, Kim Nekromancer, que deixou os graves para sua mulher, Patricia Day. É um bom álbum, bastante shuffle, boas frases de guitarra, o slap do baixo acústico bem perceptível, e a excelente voz de Patricia, que, além de afinada, possui uma excelente expressão e timbre. Lembra um pouco com Living End, sendo possível perceber a influência de Misfits, também. Bons arranjos, nada de fenomenal, tecnicamente falando, porém possui um bom trabalho de dinâmica, e tudo está no lugar, de maneira bem pensada.
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FAIXA A FAIXA:
1) Julia. O álbum inicia com uma ótima composição, não muito veloz, mas com um bom embalo e bem pulsante, além de possuir um ótimo trabalho de dinâmica, sendo o destaque o desenho e expressão da voz. O refrão é outro ponto alto, bem sing-a-long.
2) Drama Queen. Esta faixa já é mais acelerada, lembrando mais um punk rock. Também possui um bom trabalho de dinâmica. O destaque está no arranjo de guitarra, com bons riffs. O refrão chama a atenção, também.
3) Ghouls. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Bem psychobilly, ela possui videoclip de divulgação. Uma excelente composição, com destaque para o refrão, bem sing-a-long, além do vocal "rasgado" de Patricia.
4) Girl In A Cage. Esta é a faixa que menos me agrada em todo álbum. Não é ruim, mas longe de ser das melhores. Esta possui influências de ska (parte A), e punk rock no refrão. Boa melodia, principalmente no refrão, que é o destaque da composição.
5) Miss Take. Outra faixa que possui videoclip de divilgação. É uma boa faixa, com um excelente trabalho de dinâmica, sendo o ápice o refrão e sua melodia sing-a-long. Outro shuffle bem embalado. O destaque é o trabalho de dinâmica.
6) Where They Wander. Excelente composição, um punk rock bem ao estilo Misfits! Bastante embalada, com um bom trabalho de dinâmica, o refrão possui um ótimo desenho melódico da voz, também bem sing-a-long. O destaque está no vocal de Patricia.
7) Kool Flattop. Esta é uma composição bem rockabilly, provavelmente a faixa mais rockabilly do álbum, com a harmonia clássica do rock (I-IV-V), riffs típicos do rockabilly, bem como o solo. O arranjo vocal também caracteriza bastante o gênero. O destaque está nos arranjos de guitarra.
8) Psychobitches Outta Hell. Excelente composição, com um clima bem intimista, em clima de suspense. Mantém a ideia harmônica do rock, porém com um constante riff e frase da guitarra e baixo, existindo um clima no refrão, muito devido à repetição do título da música. O destaque está na expressão.
9) Dotted With Hearts. Outra faixa que não me agrada muito, apesar de não ser ruim. A intenção é excelente, me agrada bastante o fato da caixa dobrada, mas a harmonia estraga a composição, bem como o desenho melódico que vem a partir dela, além de possuir um refrão bem bubble gum.
10) Baby Lou Tattoo. Outra faixa bem punk rock, mas com o shuffle do psychobilly. É uma boa faixa, também com pitadas bubble gum, mas com nada de especial. Mais uma vez o trabalho de dinâmica merece destaque, apesar de não muito exagerado.
11) What's Under My Bed. Aqui começa a melhor seqüência do álbum, na minha opinião. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Excelente harmonia, apesar de simples, com um ótimo trabalho vocal, principalmente devido aos contracantos na parte A. O trabalho de dinâmica também merece destaque.
12) Emotional Abuse. Considero esta a melhor faixa do álbum. Um clima bem intimista, com o shuffle bem acentuado, e, mais uma vez, um excelente trabalho de dinâmica, sendo o destaque o refrão e o desenho melódico da voz.
13) Horrorbeach. O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Esta é uma faixa instrumental que demonstra toda influência surf music que o grupo possui. Já mencionei como sou fã de composições instrumentais, e aqui está outro exemplo. Lembra, e muito, com as bandas de surf music instrumentais da década de 60, com o reverber da guitarra aparecendo bastante. Não seria nenhum pecado confundir com uma composição do Shadows ou Ventures!
Escute o álbum e grite: isso aí!

sábado, 2 de maio de 2020

Honolulu Breakdown - Terrible Hot Cardboard (2009)

GÊNERO: Hardcore Melódico
ORIGEM: Alemanha (Hessen)
FORMAÇÃO:
Tim (Vocal, baixo)
Ivo (Guitarra)
Florian Hüller (Guitarra)
Fabi (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Unknown, e foi gravado no estúdio Nostra Casa. É um ótimo álbum, com excelentes composições, quase todas elas extremamente velozes, com boas melodias e bons arranjos. A qualidade da gravação não ajuda muito, está muito abafada e o vocal parece estar em segundo plano, não deixando muito claro as notas de cada instrumento. É um hardcore melódico bem ao estilo dos anos 2000, com muita velocidade e riffs de guitarra, além de muitas frases sincronizadas entre os instrumentos. Apesar de ser um álbum de hardcore melódico, existe pitadas de emo core. O grande destaque está nos arranjos, em especial da bateria, mas as guitarras merecem atenção. Na minha opinião, soa como uma mistura de Strung Out, Satanic Surfers e Belvedere. Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Intro. O álbum inicia com uma faixa que, como o nome já diz, é apenas uma introdução. Com pouca duração, bem com cara de introdução mesmo, esta é uma faixa instrumental, e o grande destaque está nas frases da guitarra.
2) Off The Track. Considero esta a melhor faixa do álbum. Bastante veloz e com ótimas frases, muitas vezes, executadas em sincronia entre os instrumentos, o destaque está nos arranjos de guitarra e bateria.
3) Strength In Number. Outra faixa bastante veloz, com um bom desenho melódico da voz, que lembra bastante Swallow The Waffle, o arranjo de guitarra merece destaque, existindo eventuais variações rítmicas.
4) Foe Of You. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Ela inicia mais lenta do que as faixas anteriores, porém depois ela fica bastante veloz. Um bom refrão, que sofre uma transposição modal em relação à parte A, o destaque está, no arranjo de guitarra, mais uma vez.
5) Insomnia. Lembram que comentei que o álbum possui pitadas de emo core?! Pois tudo devido à esta faixa! Considero esta a pior faixa do álbum, sem dúvidas. Mais lenta que todas as outras faixas do álbum, e com variações rítmicas bem ao estilo do emo core.
6) 24/7. Aqui a composição volta a ser como as primeiras faixas do álbum, bastante velocidade, frases bem criativas, executadas, às vezes, em sincronia com os demais instrumentos, mas o destaque está, mais uma vez, nos arranjos de guitarra. O refrão também merece destaque.
7) Reset Your Goals. Outra faixa bastante veloz, com um bom arranjo, boas frases, em especial da guitarra, existindo um trecho cadenciado, mas com boas frases e bom arranjo. O destaque está no arranjo de bateria, com frequentes semi-frases.
8) Warmongers. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Ótima harmonia, com excelente arranjo, em especial da bateria. Já não tão veloz como as faixas anteriores, mas com um bom embalo e arranjos muito bem trabalhados, sendo o destaque a bateria e a harmonia da parte A.
9) Feeding The Beast. Outra faixa bastante veloz, com um bom desenho melódico da voz e um arranjo de guitarra bastante minimalista na parte A, a parte B é mais cadenciada, mas mantém um bom arranjo. O destaque está no arranjo de guitarra.
10) Golden Cage. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante veloz, ela possui um bom trabalho de dinâmica e ótimos arranjos, sendo o destaque para as guitarras. Variações de cadência rítmica também são frequentes, ajudando na qualidade do arranjo.
11) Roaming Outside. O álbum finaliza com mais uma ótima faixa, iniciando não muito veloz, mas com um bom arranjo da bateria. Logo após ela volta a acelerar. O destaque está no refrão e seu desenho melódico na voz.
Escute o álbum e conheça o terrível papelão quente!

sábado, 25 de abril de 2020

Homewrecker - Split [Rex Banner] (2008)

GÊNERO: Hardcore
ORIGEM: Austrália (Sydney / New South Wales)
FORMAÇÃO:
Pat (Vocal)
Penno (Guitarra)
Josh
Greg
Billy
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Este é o primeiro split lançado pelo grupo, através do selo Washed Up. O grupo teve uma carreira curta, de apenas 4 anos de duração, não chegaram a lançar nenhum álbum, apenas uma demo, um Ep e este split, que é o último trabalho do grupo, encerrando as atividades no ano seguinte. É uma pena, pois é um excelente grupo, com influências notórias do hardcore de Nova York, em especial Sick Of It All, o grupo possui muita energia e ótimas composições. Embora seja um split, aqui comento apenas sobre o Homewrecker. A maioria das faixas são velozes, mas não o tempo todo, existindo eventuais trechos cadenciados. A qualidade da gravação está muito boa, também! Bom, como eu mencionei, lembra muito Sick Of It All, talvez com o vocal mais gritado e rasgado, então não preciso mais explicar! Vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Soul Sickness. O split inicia com uma das melhores faixas, na minha opinião! Bastante veloz, com muita energia, já embala desde o começo! Ótima progressão harmônica, que é o destaque da composição, existindo um trecho mais cadenciado.
2) Cutting Teeth. Esta é a faixa que menos me agrada no split, mas, ainda assim, é uma ótima composição. Não muito veloz e com a harmonia com poucas trocas, ao contrário da faixa anterior, o destaque está na divisão rítmica da guitarra na parte A.
3) Counting The Hours. Considero esta a melhor faixa do split! Excelente progressão harmônica, com uma introdução que nos encaminha ao petardo que virá em seguida! Bastante embalo, bom ritmo e um bom arranjo, apesar de simples, existindo um trecho mais cadenciado no final. O destaque está na parte A, em especial devido às guitarras.
Ouça o split e conheça o dividido banner Rex!

sábado, 18 de abril de 2020

Home Grown - That's Business (1995)

GÊNERO: Pop Punk
ORIGEM: EUA (Rancho Santa Margarita - Orange / Califórnia)
FORMAÇÃO:
John Tran (Vocal, guitarra)
Adam Lohrbach (Vocal, baixo)
Ian Cone (Guitarra)
Bob Herco (Bateria)
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Este é o primeiro álbum lançado pelo grupo, através do selo Liberation, e foi gravado no estúdio Westbeach. Considero este o melhor trabalho lançado pelo grupo, embora eu tenha classificado como pop punk, é um álbum difícil de rotular, já que possui bastante influência de punk rock e ska core, além de pitadas de hardcore melódico e skate punk. Algumas músicas são velozes, mas não a maioria, embora a grande maioria delas sejam bem embaladas. É um som que mistura Goldfinger, Pinhead Gunpowder e Operation Ivy, além de pitadas de Screeching Weasel. Os arranjos são bem trabalhados, os músicos não possuem muita técnica, mas não tocam mal, tudo está no seu lugar e existem bons arranjos para as guitarras. O álbum foi lançado apenas um ano após a banda surgir, e possui uma faixa bônus.
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FAIXA A FAIXA:
1) Geta A Job. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Aliás, esta seqüência do início do álbum é a melhor, na minha opinião. Esta é um punk rock, bastante embalado, embora não muito veloz. Lembra bastante Screeching Weasel. O destaque está no desenho melódico da voz, bem como o refrão, bem sing-a-long.
2) The Hearing Song. Considero esta a melhor faixa do álbum. Um ska core, lembra muito Operation Ivy. Representaram bem o auge da terceira onda do ska, nos anos 90! O típico ska core dos anos 90! Excelente composição.
3) She Said.... Outra faixa que considero das melhores do álbum. A faixa mais veloz até então, sendo um hardcore melódico típico dos anos 90. Excelente desenho melódico, com um bom arranjo de guitarra e eventuais contracantos. O destaque está na velocidade. O refrão sing-a-long também merece destaque.
4) My Friends Suck. Aqui começam as composições mais pop. Esta é um típico pop punk dos anos 90, lembra muito o Green Day da época. Mais lenta, mas com destaque para o trabalho de dinâmica. O desenho melódico da voz também merece destaque.
5) Alternative Girl. Outra faixa com conotação mais pop, embora esta em versão ska! Podemos dizer que a composição é um ska pop punk! O destaque está no arranjos das guitarras na parte A, onde, apesar de simples, jogam muito bem com as duas guitarras, uma limpa e outra distorcida.
6) Wanna Be. Outro faixa bem pop punk, apesar de ser mais embalada. Digamos que ela pode ser confundida com um punk rock, mas, ainda assim, mantém as características mais pop. O destaque está no refrão e seu contracanto.
7) Surfer Girl. Esta faixa inicia com um bom arranjo de violão e guitarra, logo em seguida ela se torna um ska com ar mais intimista, não sendo evidente o ska. O grande destaque está na parte B, antes do refrão, e o próprio refrão que lembra Bad Religion da época.
8) Ubotherme. Uma excelente faixa, bastante embalada e, de certo ponto, veloz. É um punk rock na linha do Screeching Weasel, mais uma vez. Um punk rock embalado e simples, com três acordes na parte A, e um refrão sing-a-long. A frase da guitarra na introdução também merece destaque, apesar de simples.
9) Face In The Crowd. Esta possui uma característica de pop bem evidente, apesar de mesclar com ska core. Mesmo a intenção ska não "camufla" o pop. O refrão é mais pesado, mas ainda assim se mantém pop. Um pop punk com pitadas de punk rock, em especial devido ao refrão sing-a-long. Lembra Rancid.
10) I Hate Myself. Outra faixa com as características pop bem evidentes. Nada veloz, mas com um certo embalo, o trabalho de dinâmica merece destaque, bem como a parte B e seus contracantos.
11) One Night Stand. Considero esta faixa uma das melhores do álbum. Ela é um ska core, mas com um ótimo refrão, bem sing-a-long. Mais uma vez a dinâmica merece destaque, assim como o refrão. Não é veloz, mas possui um bom arranjo.
12) Impotency. Outra faixa com características pop. Uma introdução não muito embalada, mas depois ela embala, porém com pouca velocidade. É mais uma faixa que lembra uma mistura de Screeching Weasel e Face To Face, porém mais pop.
13) Worthless. Ótima composição. Com certeza a faixa mais "fora da casinha" do álbum todo! Ela inicia com um compasso ternário, em forma de valsa. Depois ela se torna um ska camuflado de punk rock com harmonia de música espanhola, incluindo, devido à utilização da segunda menor. Ótima composição e um bom arranjo são o destaque.
14) Employer's Market. Outra composição mais experimental. Ótima frase da guitarra, porém o desenho melódico da voz parece não estar em sintonia, o que acaba atrapalhando a ótima frase das cordas. O refrão é bem pop punk, lembrando, mais uma vez, Green Day.
15) S.F.L.B.. Considero esta a segunda melhor faixa do álbum. Com certeza a faixa mais hardcore de todas. Inicia com um arranjo mais cadenciado, lembrando as bandas de hardcore de Nova York. Logo após ela acelera e embala, ficando quase um skate punk. Lembra bastante Murphy's Law. Com certeza a melhor faixa pra pegar o skate e andar sem rumo pelas ruas!
16) Bonus Track. Esta é uma faixa instrumental, com uma frase de conotações pop, embora nada escancarado, com destaque para a condução da bateria, no cymbal e ride, no contratempo. Bastante minimalista, ela possui influência de ska core, em especial pela parte B.
Ouça o álbum e perceba que isso é negócio!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Holy Soldier - Last Train (1992)

GÊNERO: Glam Metal
ORIGEM: EUA (Los Angeles - Los Angeles / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Steven Patrick (Vocal)
Jamie Cramer (Guitarra)
Scott Soderstrom (Guitarra)
Andy Robbins (Baixo)
Terry Russel (Bateria)
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Este é o segundo álbum lançado pelo grupo, através do selo Myrrh. Imaginem uma banda que mescla Ugly Kid Joe, Black Sabbath do final dos anos 80, além de pitadas de Poison! Pois este é o som que este álbum soa! É uma banda de glam metal cristão, com ótimas composições, bons arranjos, e bons músicos, em especial as guitarras. As faixas não são velozes, algumas, inclusive, são baladas, mas os riffs de guitarra são o grande destaque. O desenho melódico da voz também tem seu valor, bem como a técnica de Steven. Arranjos bem pensados ajudam a manter o nível das composições, que são muito bem executadas. O álbum, que é o último neste estilo, possui uma faixa cover.
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FAIXA A FAIXA:
1) Virtue & Vice. O álbum inicia com uma das faixas que considero das melhores. Um excelente riff de guitarra na introdução, deixando o clima mais intimista na parte A. A dinâmica no arranjo merece destaque, assim como o desenho melódico do vocal, embora o grande destaque sejam as guitarras. O refrão também merece atenção.
2) Crazy. Aqui não aparecem os mesmos riffs da faixa anterior, a composição já soa mais como uma balada, com um refrão, bem sing-a-long, esta composição lembra com o Black Sabbath dos anos 80 na parte A, mas com outras bandas de glam dos anos 80.
3) Hallow's Eve. Esta faixa já possui um bom riff de guitarra, com um bom trabalho de dinâmica, mas nada de especial, sendo o refrão o grande destaque, não muito sing-a-long, mas com uma boa melodia.
4) Gimme Shelter. Eis que surge a faixa cover do álbum! Esta é uma composição de Mick Jagger e Keith Richards, gravada, originalmente, em 1969. É uma boa versão, mantendo a estrutura original da composição. Também com bons riffs de guitarra, esta soa bem hard rock, sendo o destaque o refrão, sem sombra de dúvidas, bastante sing-a-long.
5) Love Is On The Way. Esta é a primeira balada do álbum, e a considero a pior faixa! Não chega a ser nada muito "meloso", mas ainda assim é uma balada. O curioso é a transposição tonal que ocorre após na parte B. Considero esta a pior faixa até então, não chega a ser horrível, mas nada agrada,
6) Dead End Drive. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante embalada, embora não veloz, com ótimos riffs de guitarra e um bom desenho melódico da voz. O refrão merece destaque, mas, principalmente, as questões técnicas de guitarra.
7) Tuesday Mourning. Esta é outra balada do álbum, porém esta é a faixa que considero a melhor! O grande destaque está no vocal, principalmente na parte A, tanto na melodia quanto na expressão, existindo uma transposição na parte B. Acordes dedilhados para segurar a harmonia, enquanto a outra guitarra deixa o power chor soar.
8) Fairweather Friend. Outra faixa que merece destaque pelos arranjos de guitarra e seus detalhes técnicos. Esta possui uma intenção em shuffle, embora não seja evidente. O refrão possui bastante contracanto, o que é um dos destaques, também.
9) Last Train. O álbum finaliza com a faixa que dá nome ao álbum e é, também a música de trabalho, existindo videoclip de divulgação. É outra balada do álbum, cuja única parte que me agrada é o refrão. A intenção rítmica e a dinâmica também merecem destaque.
Ouça o álbum, mas não perca o último trem!

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Historia Del Crimen - Perverso Romeo (2004)

GÊNERO: Rockabilly
ORIGEM: Argentina (Buenos Aires / Distrito Federal)
FORMAÇÃO:
Flavio Casanova (Vocal, guitarra)
Sam (Guitarra, violão)
Nico Valle (Baixo acústico)
Tano Maffia (Bateria)
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Este é o primeiro, e único, álbum lançado pelo grupo, através do selo Quatro K, e foi gravado no estúdio Ion. É um álbum de rockabilly, este é o estilo, sem nenhuma outra influência mais evidente. As faixas não são velozes, mas todas são embaladas, possuem um bom swing e remetem bem aos grupos do gênero das décadas de 50 e 60. O vocal grave, e o slap do baixo acústico, apesar de não muito evidente, são os grandes destaques do álbum, que, ainda, possui duas faixas cover. O curioso é que o kit da bateria é bem pequeno, apenas bumbo, ride e caixa, e o timbre da gravação relembra bem 40 ou 50 anos atrás! Diversos músicos convidados participaram deste álbum, tocando outros instrumentos fora os da formação original da banda. É um bom álbum, o grupo teve uma duração de menos de 10 anos, sendo, este álbum, lançado um ano antes do grupo terminar, registrando, assim, o último trabalho do grupo. 
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FAIXA A FAIXA:
1) Hot Rod. O álbum inicia com um rockabilly sem por nem tirar! Refrão sing-a-long, com riffs de guitarra entre as frases de voz, e possui a participação de German Weidemer tocando piano. O refrão, o piano, os slaps e os riffs são o destaque da composição.
2) Poison Heart. Eis que surge o primeiro cover do álbum! Esta é uma música composta por Dee Dee Ramone e Daniel Rey, gravada, originalmente, pelo grupo Ramones, em 1992. É uma ótima versão, tanto que considero esta faixa uma das melhores do álbum. É uma versão bem rockabilly, mas mantém-se fiel à versão original no que diz respeito à harmonia e melodia, mantendo um timbre de voz bastante semelhante ao original, também.
3) Una Noche Especial. Mais um rockabilly clássico, mantendo as mesmas características do gênero. Menos guitarras, mais intimista, embora não muito, com um bom arranjo no refrão, muito reverber e ótimas frases de guitarra. A faixa conta com a participação de Pablo Fortuna tocando saxofone.
4) Vuelo Nocturno. Considero esta a melhor faixa do álbum. Harmonia simples, bem comum, mas que sempre funciona! O destaque está no desenho melódico da voz e na intenção e expressão, em especial no refrão, o grande destaque, na minha opinião.
5) Psychoparty. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Bastante intimista, esta é uma faixa instrumental, o que me agrada bastante! Muito uso de tremolo, esta, pode-se dizer, possui pitadas de jungle.
6) Enciende Un Cigarrillo. Esta faixa possui influências de country, mas continua sendo um rockabilly. Mais lento e com uma das guitarras executadas com abafado, o destaque está no baixo, existindo, também, um refrão bem sing-a-long.
7) Esta Noche. Talvez a faixa mais pop até então, devido à harmonia, principalmente. Ela conta com a participação de Ariel Aguilar tocando lap steel. O refrão é o grande destaque, deixando a sensação pop de lado, com um ótimo desenho melódico da voz.
8) La Chica De Fuego. Esta já soa bem mais rockabilly, sendo o destaque as frases da guitarra. Não é uma faixa ruim, mas também não tem nada de especial, apenas mais um rockabilly, bem trivial, mas nada ruim!
9) Little Pig. Eis que surge a segunda faixa cover do álbum. Esta é uma composição de Louis Mathis, e foi gravada, originalmente, por Dale Hawkins, em 1958. É um rockabilly bem dançante, com bastante swing e embalo, existindo a participação de Ariel Aguilar tocando lap steel. Um bom rockabilly, com um bom arranjo, principalmente devido às pausas.
10) Perverso Romeo. A faixa que dá nome ao álbum é uma das que considero das melhores, e é, também, a faixa de trabalho do álbum, pois possui videoclip de divulgação. Um pouco mais intimista, no modo menor, ela possui pitadas de psychobilly. Destaque para a melodia da voz e a intenção e expressão.
11) El Rey De La Noche. A faixa inicia com a linha de baixo, porém, logo após, os demais instrumentos aparecem. Um rockabilly clássico, com as guitarras mais contidas, não é uma má composição, mas não tem nada de mais. Destaque para as frases da guitarra.
12) Rock Espacial. A faixa inicia com efeitos que nos dão a sensação futurista, como se estivéssemos decolando em um espaço nave! Logo após os instrumentos surgem e a composição se torna um rockabilly, muito bom, por sinal, principalmente devido ao desenho melódico da voz. Uma ótima faixa.
13) Amor Felino. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Bem intimista, ela possui a participação de Sebastian Calvo tocando bandoneon. Ótima composição, com uma excelente expressão, o destaque está no desenho melódico da voz e frases da guitarra. Bastante uso de tremolo no arranjo, também.
14) El Garaje. O álbum finaliza com uma faixa bem rockabilly, existindo a participação de Ariel Rebel tocando guitarra, e Marcelo Roig (Pollo) tocando trompete. É uma faixa bem embalada e dançante, com um refrão sing-a-long, bem característico do gênero.
Ouça o álbum e conheça o perverso Romeu!

domingo, 29 de março de 2020

Hiroshima - Soldier Of The World (1983)

GÊNERO: NWOBHM
ORIGEM: Suécia (Estocolmo / Södermanland)
FORMAÇÃO:
Tony Hanover - Tony Hedin (Vocal)
Hero O'hara - Ismo Varonen (Guitarra)
Luke Powerhand - Kari Varonen (Guitarra)
Jake Killer - Jouko Kinnunen (Baixo)
The Quick - Raimo Pikanen (Bateria)
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Este single é o primeiro trabalho lançado pelo grupo, de maneira independente, e foi gravado no estúdio Ljudsparet. É um single que é bem característico das bandas do gênero da época, o instrumental lembra Iron Maiden do início da cerreira, ainda com Paul Di'Anno. As faixas são embaladas, possuem ótimos arranjos, com músicos, bons, tecnicamente, em especial as guitarras e bateria, aliás, este último é o grande destaque do single, embora as guitarras mereçam atenção. Bons riffs, bons solos, ótimo embalo e com certa velocidade, este é um grande exemplo do gênero. O curioso é que, embora a banda seja sueca, três membros são finlandeses, os guitarristas (irmãos) e o baterista. O vocal não é ruim, porém falta técnica, e o baixo não deixa a peteca cair, mas também não faz nada de especial, bem trivial.
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FAIXA A FAIXA:
1) Soldier Of The World. A faixa que abre o single e dá nome a ele é a que considero a melhor. Bastante embalada, com ótimas frases de guitarra, é um som que parece estar sempre empurrando para frente! Com um bom desenho melódico da voz, mas o grande destaque está nas guitarras.
2) Nuclear Nightmare. Um pouco mais lenta que a faixa anterior, mas também bem embalada, esta inicia com um excelente riff, que é, na minha opinião, o grande destaque da composição. A bateria merece atenção, pois mantém o embalo do início ao fim. O vocal não é ruim, possui um bom desenho melódico, mas o destaque é, sem dúvida, o riff que se apresenta já no início.
Ouça o single e se torne um soldado do mundo!

quarta-feira, 25 de março de 2020

Hillbilly Moon Explosion - Buy Beg Or Steal (2011)

GÊNERO: Rockabilly
ORIGEM: Suiça (Zurique / Zurique)
FORMAÇÃO:
Emanuela Hutter (Vocal, guitarra)
Oliver Baroni (Vocal, piano, baixo acústico)
Geraint Watkins (Órgão, escaleta)
Duncan James (Guitarra, baixo)
Greg Townson (Guitarra)
Luke Weyermann (Bateria)
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Este é o quinto álbum lançado pelo grupo, através do selo Jungle, e foi gravado no estúdio Goldtop. É um rockabilly que possui influências de psychobilly, swing, blues, country e surf music, porém, ainda assim, prevalece o rockabilly. Muitas faixas nos levam para as décadas de 50 e 60, sempre com um bom embalo, não necessariamente veloz, bastante swing, ótimas melodias com excelentes arranjos..., ou seja, executam muito bem a proposta a que se dedicaram. O álbum possui três faixas cover, sempre com bons arranjos, bem pensados. A voz suave e sutil de Emanuela, mas, ao mesmo tempo, com imposição, quando necessário, é um dos destaques do álbum. Um ótimo álbum para nos transportar pelo túnel do tempo há 50 anos antes do lançamento deste álbum!
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FAIXA A FAIXA:
1) Buy Beg Or Steal. O álbum inicia com a faixa que dá nome ao álbum e que, na minha opinião, é uma das melhores. Um rockabilly misturado com surf music! Uma levada bem embalada, com bastante swing, riffs de guitarra muito inspirados nos grupos de surf music e, claro, o timbre de voz de Emanuela, em especial na parte A, são o grande destaque.
2) Broken Heart. Outra faixa que considero das melhores do álbum, soando bastante como um psychobilly, esta é uma faixa bem intimista, em que o trabalho de dinâmica é fundamental para intencionar o clima da composição. Mais uma vez, os riffs de guitarra e o timbre de voz são  ogrande destaque.
3) She Kicked Me To The Curb. Esta já é mais embalada, lembrando um rock and roll dos anos 60, com muito shuffle, mas com riffs de guitarra do rock dos anos 70! O riff lembra bastante ZZ Top! Rock and roll, não tem outra definição!
4) Natascia. Eis que surge a primeira faixa cover! Esta é uma composição de Dorado Schmitt e Walter Clerici, sendo gravada, originalmente, por Walter, em 2006. Quase um tango, provavelmente a faixa mais intimista do álbum. A trilha sonora de um filme de máfia italiana, bem esta a descrição! Sendo o destaque a expressão vocal de Emanuela.
5) Trouble & Strife. Mais uma faixa com um bom embalo, um shuffle do início ao fim, esta é um rockabilly com pitadas de blues, bem como eventuais frases de guitarra que lembram o surf music. O embalo e o arranjo de guitarra são o grande destaque, bem como o baixo acústico, bem evidente, mantendo uma importância rítmica bastante significativa.
6) My Love For Evermore. Considero esta a melhor faixa do álbum. Um psychobilly sem pôr nem tirar! Também bastante intimista, sendo o trabalho de dinâmica um dos grandes destaques. Esta faixa conta com a participação de Sparky (Mark Phillips), do grupo Demented Are Go, nos vocais. O dueto vocal de Sparky e Emanuela no refrão é sensacional, muito bem arranjado. Esta é, também, a faixa de trabalho do álbum, existindo videoclip de divulgação. Um clip com cara de filme! Estrelado pelos dois cantores!
7) Night Of The Living Ted. Esta faixa possui uma boa frase de guitarra, também lembrando bastante o psychobilly. Também bem intimista, o grande destaque está na frase da guitarra, merecendo atenção, também, para o trabalho de dinâmica.
8) Imagine A World. Mais uma faixa bem intimista, bem sutil, com destaque para o timbre e expressão vocal de Emanuela. A bateria bem suave, tocada com as vassourinhas e o timbre de guitarra também merecem destaque. Interessante a inclusão da escaleta.
9) Goin' To Milano. Uma faixa bem rockabilly, porém com o timbre de voz suave de Emanuela na parte A, já que na parte B ela solta mais a voz. Mais um shuffle do início ao fim.
10) Touch Me. Este é o segundo cover do álbum. Composta por Johnny Burnette, Lewis Smith e Hyde, ela foi gravada, originalmente, pelo próprio Johnny, em 1969. Mais um rockabilly intimista, porém esta com mais influência do swing. Mais uma vez a bateria é tocada com vassourinhas e a expressão vocal é o grande destaque.
11) Rock 'n' Roll Girl. Se um dia perguntarem o que é rockabilly, basta mostrar esta faixa! O rockabilly clássico dos anos 50, bem fiel às primeiras composições do gênero, inclusive com licks de piano clássicos e bem comuns na época. O rock original, por assim dizer!
12) Chalk Farm Breakdown. Esta é uma faixa instrumental e, como já mencionei, sou um grande fã de músicas instrumentais, portanto considero esta uma das melhores faixas do álbum! Bem embalada e com certa velocidade, o grande destaque está no arranjo da guitarra e suas frases.
13) Enola Gay. O álbum finaliza com sua última faixa cover. Esta foi composta por Andy McCluskey, e foi gravada, originalmente, por ele, em 1987. Talvez a faixa mais pop do álbum, principalmente devido à sua harmonia, mas também devido às frases bem ordinárias e a melodia bem padrão, sem nada especial. Na verdade, considero esta a pior faixa do álbum.
Ouça o álbum e compre, implore ou roube!

domingo, 22 de março de 2020

Hellwitch - Purveyor Of Fear (1987)

GÊNERO: Death Metal
ORIGEM: EUA (Fort Lauderdale - Broward / Flórida)
FORMAÇÃO:
Patrick Ranieri (Vocal, guitarra)
Andy Adcock (Baixo)
Dave Silverstein (Bateria)
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Este é o primeiro single lançado pelo grupo, após 3 demos, lançado pelo selo Flight Nineteen. Embora eu tenha classificado como death metal, fica muito na tangente com o thrash metal, em muitos momentos lembra mais uma banda de thrash do que de death. O vocal não é grave, mas é bem rasgado, lembrando, um pouco, bandas de black metal da época. Todas as faixas são velozes, com muita distorção e bem pesadas, os músicos possuem boa técnica, o que faz as composições serem mais trabalhadas, incluindo bons arranjos. O destaque está, justamente, nos arranjos e na técnica dos músicos, que mantêm um som bem pesado, um petardo, direto no ouvido de quem escuta! Os timbres bem graves, incluindo os tambores da bateria, o que ajuda a dar uma sensação maior de peso.
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FAIXA A FAIXA:
1) Purveyor Of Fear. A faixa que dá nome ao single inicia com um arranjo bem trabalhado, ritmicamente falando, além de possuir bons riffs. Logo após vem a velocidade, com trocas rápidas de acordes e palhetadas rápidas. O vocal não consegue acompanhar o peso do instrumental, apesar de chegar perto! O destaque está na velocidade e nos riffs.
2) Pyrophoric Seizure. O single finaliza com a faixa que considero a melhor. Veloz do início ao fim, com bons riffs e trocas rápidas de acordes, mais uma vez o vocal não consegue acompanhar a intenção de peso do instrumental. Sem frescura, porrada do início ao fim (com exceção de um pequeno trecho no final)!
Escute o single e conheça o fornecedor de medo!