terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Quakes - Negative Charge (2009)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: EUA (Buffalo - Erie / Nova York)
FORMAÇÃO:
Paul Roman (Vocal, guitarra)
Vince Orrexx (Baixo acústico)
Juan Carlos (Bateria)
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Este é o sétimo álbum de estúdio lançado pelo grupo, através do selo Orrexx, e foi gravado no estúdio Kat-tastrophe, com exceção da bateria, a qual foi gravada no estúdio do conservatório de Tempe. É um excelente álbum, com uma qualidade de gravação muito boa, bem limpa, é possível ouvir todos os detalhes das gravações, desde os mais sutis. Também é um álbum com poucas faixas velozes, embora haja, são minoria, o que prevalece, mesmo, são as levadas em shuffle, existindo algumas composições bem intimistas. De qualquer forma, o embalo está sempre presente, associado a um bom swing, boas frases de guitarra, assim como eventuais riffs, e, também, boas linhas de baixo que ajudam a dar a sustentação rítmica para a bateria, bem como a sustentação harmônica para a liberdade da guitarra, não podendo esquecer-nos dos bons trabalhos de contracanto. Aliás, este é um álbum com muitas participações, nos instrumentos e nas vozes, sendo estas as participações de Kenny Hill, D.W. Ranch e James Meza tocando bateria, Jeff Roffredo tocando baixo acústico, e Vic Victor, Nick Feratu, Kristian Sandorff e Peter Sandorff nos backing vocals. Um bom álbum, mostrando uma grande maturidade e excelentes composições, vale a pena conferir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Seven Seas Alone. O álbum inicia com uma composição que já mostra qual a intenção das composições. Um cartão de entrada bem escolhido, pois possui todos os elementos que virão nas faixas seguintes: shuffle, pouca velocidade, riffs e frases de guitarra, linhas de baixo, contracantos e refrões sing-s-long. Uma ótima composição. Esta conta com a participação de Vic Victor.
2) Spirit Of The Cat. Esta já mais veloz e embalada, menos intimista, com a cara do Stray Cats, ela possui uma progressão harmônica típica dos anos 60, mas com o shuffle presente, dando uma cara bem rockabilly para a composição, que, também, possui boas frases executadas em quiálteras, em conjunto entre os instrumentos. Esta conta com a participação de Kenny Hill.
3) Negative Charge. A faixa que dá nome ao álbum é uma excelente composição, bem intimista, mas embalada, com o shuffle em evidência, possuindo frequentes contracantos no refrão, bem como uma frase bem frequente da guitarra.
4) Master Planned Community. Considero esta uma das melhores faixas do álbum. Com um arranjo mais punk rock, em especial pela bateria e guitarra, possuindo um refrão mais "swingado" e intimista. Não muito veloz, mas bem embalada, esta conta com a participação de Kenny Hill.
5) Ghost Town. Outra excelente composição, bem intimista, com uma intenção de suspense e tensão, possuindo uma boa preparação para o refrão que já resolve toda a tensão da parte A, além deste ser, um pouco, sing-a-long.
6) Time Wasters. Considero esta uma das melhores faixas do álbum, está entre as duas faixas velozes do álbum. Bastante velocidade e embalo, os grandes destaques, além do excelente contracanto barítono existente na parte A. A variação de cadência entre as repetições da parte A criam uma boa sensação, que extrapola quando surge a velocidade. O desenho melódico da voz também merece atenção. Esta faixa possui as participações de Nick Feratu e Kenny Hill.
7) Ready For War. Mais uma faixa não muito veloz, com o shuffle em evidência, com um arranjo de guitarra que busca ser intimista, embora os demais instrumentos não carreguem a mesma intenção. De qualquer forma, acaba gerando um excelente trabalho de dinâmica.
8) Turn On You Tomorrow. Outra faixa não muito veloz, com um bom embalo e uma característica de composição típica dos anos 50 / 60, assemelhando-se àquelas canções dos bailes escolares da época, representados em filmes! Considero esta a faixa que menos me agrada no álbum, apesar de possuir eventuais boas frases de guitarra. Esta faixa conta com a participação de D.W. Ranch.
9) Straight To Valhalla. Considero esta a melhor faixa do álbum, veloz e embalada, possuindo um excelente trabalho de dinâmica entre as partes, além de um clima de suspense e tensão na parte A e um excepcional refrão, o grande destaque da composição, bem sing-a-long, com ótimos contracantos, é o momento de liberar toda tensão contida na parte A! Esta faixa conta as participações de Kristian e Peter Sandorff, Jeff Roffredo e James Meza.
10) Raining All My Life. Mais uma ótima composição, mais intimista, com o shuffle em evidência, acentos no contratempo, boas frases de guitarra, bem como uma variação modal na ponte, bem interessante, o que prepara para o refrão.
11) Just Rock. Outra faixa bem rockabilly, com o shuffle em evidência e um excelente riff de guitarra, além de uma execução harmônica bem à la anos 60, ela possui um ótimo embalo e intenção, além de um bom desenho melódico da voz, sendo o destaque as frases de guitarra.
12) Everything Must Die. O álbum finaliza com outra faixa que considero das melhores. Bem intimista, com uma ótima execução e progressão harmônica, um ótimo trabalho de dinâmica, mesmo que bem sutil, além de possuir um excelente refrão, bem sing-a-long, o destaque da composição.
Ouça o álbum e sinta a carga negativa!

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