sábado, 15 de julho de 2017

Adolescents - Balboa Fun Zone (1988)

GÊNERO: Skate Punk
ORIGEM: EUA (Fullerton-O.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Rikk Agnew (Vocal, guitarra)
Steve Soto (Vocal, baixo)
Frank Agnew (Guitarra)
Sandy Hansen (Bateria)
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Terceiro álbum e quarto lançamento do grupo, o qual sou suspeito para falar, pois este disco me acompanhou por muitos momentos da minha vida desde, mais ou menos, 1990, sendo que em 1994, este foi, com certeza, o melhor álbum já lançado! Ouvia todo dia! Sabia cantar quase todas as músicas! Ele foi originalmente lançado pelo selo Triple X, existindo uma versão, em Lp, nacional. Já foi postado, em 2009, aqui neste blog, este mesmo álbum, confira! O CD tem 3 músicas a mais que a versão em Lp. Este é o álbum em que, na minha opinião, o grupo atinge o seu melhor nível técnico, o que fica evidente nos arranjos das músicas, bem como as inserções individuais. Foi o último trabalho do grupo antes da sua parada na década de 90, além de ser o único álbum sem o vocalista Tony Brandenburg. Eu considero o melhor disco deles, embora muitos não irão concordar por não se tratar de um álbum de clássicos, muito pelo contrário, nenhuma música do repertório está presente em algum álbum ao vivo. É o típico álbum para ouvir, pegar o skate e sair sem rumo pelas ruas da cidade! Não deixe de ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
O álbum inicia com uma das melhores músicas do álbum: Balboa Fun Zone (Riot On The Beach). Embalada, com um riff marcante da guitarra na parte A, cadência harmônica fora do sistema tonal, outro riff de guitarra marcante, desta vez oitavado, após o refrão e acordes abertos da guitarra no refrão, são só alguns excelentes exemplos do que esta belíssima composição possui! O que é facilmente melhorado devido aos arranjos individuais de cada instrumento e sua Coda, que põe pra fora qualquer resquício de fúria contida!
A faixa 2, Just Like Before, já é mais calma, mas ainda assim tem um refrão sing-a-long muito bom, executado com coro em uníssono, que fica na mente. Existindo, também, alguns momentos individuais de destaque. Muito boa música, apesar de não ser das mais embaladas!
A faixa 3 é um cover do John Lennon executado, originalmente, pelo grupo Plastic Ono Band, chamado Instant Karma. Na minha opinião, esta é uma das piores músicas do álbum, já que é lenta, porém o refrão tem seu valor, que é elevado devido à execução do vocal.
Alone Against The World é o nome da faixa 4, a qual, também, na minha opinião, está entre as piores do álbum, existindo uma frase de teclado executada pelo produtor Chaz Ramirez. Há momentos em que o vocal parece estar desafinado ou procurando a nota certa, além de ser lenta e não ter nada de especial em seu arranjo, enfim, não serve como referência para o álbum.
Allen Hotel eleva a qualidade das músicas. Não está entre as cinco melhores, mas é uma excelente composição. Com um clima "sombrio" para o arranjo e questões de dinâmica bem trabalhadas e evidenciadas, a música tem, no seu refrão, seu ápice, sendo este, até certo ponto, sing-a-long. Vale a pena conferir!
Frustrated, a faixa 6, é bem interessante, em especial por se tratar de uma música com compasso ternário em quase todo tempo, existindo uma divisão, frase a frase, pelos dois vocalistas, bem como um riff muito criativo que se mantém em ostinato por toda parte A e Coda, a qual aparece arranjos de instrumentos de percussão, ao meu ver, de maneira improvisada. Está entre as melhores do álbum!
Na faixa 7, a primeira do lado B do Lp, se encontra o ponto máximo em termos de composição e arranjo em toda a carreira do grupo. Pode procurar em qualquer álbum, mas não irá encontrar uma música mais bem trabalhada e com excelência técnica como Genius In Pain. Com certeza uma das melhores: embalada, bem trabalhada, com evidências técnicas individuais e coletivas, além do baixo, quase que em walking bass, na parte A. Todos têm que ouvi-la, é onde percebemos a verdadeira qualidade do grupo!
It's Tattoo Time, a faixa 8, volta a ser mais lenta, mas é uma das melhores também. Uma música simples, não muito veloz, mas embalada, tendo um "solo" de máquina de tatuar, gravado no momento em que o artista Mark Mahoney trabalhava no braço do guitarrista Rikk. O típico skate punk californiano!
A faixa 9, 'Til She Comes Down, é mais lenta, mas tem um clima "sombrio", cadência harmônica fora do sistema tonal, e nuances de dinâmica bem evidentes que a tornam uma boa música, existindo um momento mais marcante no refrão. O final da música conta com a dobra da caixa da bateria e um embalo até então não existente na composição, fazendo-a terminar com gostinho de "quero mais"!
Modern Day Napoleon também está, na minha opinião, entre as piores, embora muitos com quem falo e que gostam do álbum a apontam como uma das melhores. Ela não chega a ser ruim, principalmente devido ao seu refrão, que possui uma frase de guitarra e uma variação rítmica evidenciada pela bateria.
A faixa 11, I'm A Victim, era uma das que mais gostava de ouvir! Ela na verdade não é grande coisa, mas o final me chamava bastante atenção, o clima das vozes, o dedilhado, a variação de compasso para um composto, a levada no ride, o Hammond, novamente gravado pelo produtor Chaz Ramirez, o solo, e, claro, a execução vocal, faziam eu querer ouvir de novo, e de novo, e de novo... não que a primeira parte seja ruim, mas o final é que me chamava atenção, de verdade.
A última faixa do Lp chama-se Balboa Fun Zone (It's In Your Touch) e é uma balada, a típica balada de fim de álbum muito comum em álbuns deste período. O final da faixa anterior entra como uma luva para preparar o ouvinte para esta, que é quase toda acústica, executada em violões, sendo o arranjo do baixo e da bateria como o grande diferencial da música, eles dão toda cor, swing e brilho para a composição, que é muito boa, existindo a presença evidente de emoção na execução.
A faixa 13, e primeira que não está presente na versão em Lp, chama-se Runaway e está, na minha opinião, entre as melhores. Tem uma levada em cavalgada na parte A que faz toda diferença, sendo elevado a dinâmica no refrão, com um solo muito bom e uma Coda que também não perde em nada para o restante das partes! Excelente música, pena que não está presente no Lp!
She Walks Alone, a penúltima faixa do disco não é ruim, mas também não é das melhores. Tem no refrão o seu melhor, sendo este sing-a-long. Não é muito veloz e nem muito empolgante, mas é bacana, porém sem nada de mais.
A última faixa se chama Surf Yogi e é bem característica de uma música bônus, já que destoa de todas as outras. Ela é, na verdade, um cover, instrumental, do musical, de 1964, chamado Fiddler On The Roof. A música se chama If I Were A Rich Man e foi composta por Sheldon Harnick e Jerry Bock.
Escute Balboa Fun Zone e sinta vontade de pegar seu skate e andar pelas ruas da cidade!

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