sexta-feira, 8 de março de 2019

Dirt - Black And White (1996)

GÊNERO: Punk Rock
ORIGEM: Inglaterra (Londres / Londres)
FORMAÇÃO:
Deno (Vocal)
Gary Buckley (Guitarra)
Louise Bell (Guitarra)
Stuart (Guitarra)
Karen (Guitarra)
Deb Greenhill (Guitarra)
Vomit (Baixo)
Paul (Baixo)
Mick (Baixo)
Cecile (Baixo)
Shit (Bateria)
Richard (Bateria)
Stef (Bateria)
Anthony Dickens (Bateria)
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Esta é uma coletânea, lançada através do selo Skuld, que conta com toda discografia do grupo e mais duas faixas inéditas. É possível notar toda a evolução técnica do grupo no decorrer da carreira (já que esta coletânea foi lançada após a banda acabar), muitas composições se repetem, porém com novas versões. As primeiras faixas, relativas aos primeiros álbuns, são bem escrachadas, bagunçadas e desafinadas, à medida que os álbuns vão avançando, cronologicamente, os arranjos vão ficando mais bem trabalhados, porém, o mais notório, está na voz, que começa a afinar e executar belos desenhos melódicos. Se ouvir uma das primeiras faixas e logo em seguida uma das últimas, o mais desinformado pode muito bem confundir e pensar que não é a mesma banda! Para fechar com chave de ouro, um álbum ao vivo! No mais o som é aquele anarco punk escrachado que foi bem comum no início dos anos 80, na Inglaterra. Lembra bastante Crass, mas com pitadas de Vice Squad e Chaotic Dischord. A coletânea conta com 3 covers. As músicas não são muito velozes, com raras exceções. Vale a pena conferir, é como fazer uma viagem de 15 anos ao ouvir esta coletânea!
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FAIXA A FAIXA:
1) Hiroshima. A coletânea inicia com seu primeiro Ep, lançado em 1982. A primeira faixa já demonstra o que se espera! O timbre da guitarra é bem sujo e o vocal gritado e desafinado, mas a composição não é ruim.
2) Unemployment. Esta faixa mantém as mesmas características da anterior, porém o vocal é masculino, cantado por Gary Buckley, e o arranjo da bateria é o mais diferente.
3) Democracy. Um dos clássicos do grupo, mas, particularmente, não considero esta a sua melhor versão! O arranjo de bateria é o que mais chama a atenção e, desta vez, os vocais são divididos entre masculino e feminino.
4) Dolls Of Destruction. Considero esta a melhor faixa deste primeiro Ep, apesar de não ser das composições mais conhecidas. Ela mantém as mesmas características e, mais uma vez, a voz fica dividida entre masculino e feminino.
5) Deaf In Reality. Esta faixa é a primeira de seu primeiro álbum, lançado em 1983. As composições já diferenciam-se, um pouco, do primeiro Ep, em especial devido ao timbre dos instrumentos, já que a voz mantém-se semelhante.
6) Slaughterhouse Rock. Esta tem uma característica bem rock 'n' roll, apesar de ainda ser um punk rock. Não me agrada muito esta faixa.
7) Canvey Island. Esta inicia com um arranjo de guitarra. Já mais lenta, esta se parece, um pouco, com um street punk. A faixa mais lenta até então.
8) Bully. Não me agrada esta faixa. Muito bagunçada e desafinada, além de que a composição não é das mais empolgantes!
9) Unemployment. Outra versão para a faixa 2! Mantém as mesmas características, porém o timbre é diferenciado.
10) Another Filled Hole. Esta é, talvez, a música mais bem trabalhada deste primeiro álbum. Com um clima bem de suspense, e um arranjo bem grave e intimista na bateria, esta é uma boa composição.
11) Democracy. Outra versão para a faixa 3. Nesta o grupo conseguiu dar uma melhorada no arranjo e deixou a composição com outra "cara". Considero esta faixa uma das melhores da coletânea.
12) Public Execution. Esta é bem curta, inicia apenas com guitarra e voz e, após um longo hiato em que conversas acontecem, a mesma harmonia é executada com os demais instrumentos.
13) Labels. Considero esta uma das melhores faixas de toda coletânea. A composição tem duas partes bem distintas, sendo a segunda delas o grande destaque, realmente sensacional!
14) 6.35. Outra faixa mais lenta. Também não me agrada muito esta composição, apesar de não ser ruim. Muito repetitiva, acaba enjoando.
15) Master Race. Esta é outra faixa que considero das melhores do álbum! Me lembra bastante a música Como É Que Pode?, do Grinders, apesar de harmonia estar em outro tom!
16) Land Of The Rising Sun. Este é o primeiro cover da coletânea. Música tradicional inglesa, esta versão é uma das mais bagunçadas e toscas que já ouvi, mas quando a composição é boa, ainda assim acaba sendo bacana de ouvir!
17) Mother. Esta é uma das faixas inéditas, não tendo sido lançada até então. É uma boa composição, e aqui já percebemos a evolução do grupo na questão dos arranjos.
18) Ripper. Esta é a outra faixa inédita da coletânea, porém, esta não é tão bacana quanto à anterior. Ainda mais lenta, esta faixa tem bastante influência de pós punk.
19) Wooden Gun. Esta é a faixa que inicia o segundo álbum do grupo, lançado em 1985. Notória a evolução do grupo, aqui ainda mais. Mais veloz, mais bem trabalhada, e afinado!
20) Eyes To See. Ótimo arranjo de guitarra para uma composição bem simples. Frases agudas da guitarra e solos começam a aparecer a partir deste trabalho.
21) Anti-War. Outro clássico do grupo, que inicia com uma composição erudita. Mais lenta e com uma intenção bem intimista, esta é uma boa composição.
22) Belfast. Esta é uma das melhores faixas da coletânea, com uma ótima melodia na voz, o arranjo da parte A é mais grave e intimista, acontecendo o oposto na parte B.
23) Just An Error. Esta é a faixa que dá nome ao álbum, e a considero uma das melhores da coletânea. Esta possui vocal masculino, e o grande destaque está na harmonia que, apesar de simples, dá uma boa sensação.
24) After The Dance. Outra faixa que considero das melhores da coletânea. Uma composição bem intimista, com a velha harmonia de tonalidades menores: I-VII-VI-V!
25) Crisis. Outra faixa bem bacana, também mais lenta, mas com um ótimo arranjo de guitarra que, aliás, é o grande destaque. Também com vocal masculino.
26) Seal Cull. Não me agrada muito esta faixa. Parece que retrocederam ao álbum anterior, todas as evoluções desapareceram!
27) Power Greed Glory. Também me agrada bastante esta faixa, principalmente devido à melodia da voz e ao arranjo de guitarra.
28) Radiation. Não me agrada esta faixa, também com influência do pós punk, ela não tem aspectos que chamem a atenção.
29) Merry Go Round. Outra faixa que não me agrada. Mais lenta, é como se fosse a balada do álbum. O vocal está no lugar, mas a composição não agrada.
30) My Gun. Esta é quase uma continuação da faixa 19, não é uma composição ruim, mas não é das melhores, sendo o destaque a melodia da voz, principalmente na parte em que a bateria para.
31) Tribal Dreams. Esta é a faixa que inicia o terceiro Ep do grupo, lançado em 1993. Ótima composição, bem intimista, mais lenta, mas com um excelente arranjo de guitarra e melodia vocal.
32) Lunacy. Outro clássico do grupo, considero esta uma das melhores faixas da coletânea. Ótimo desenho melódico da voz, mas o destaque está no refrão, sing-a-long, com frases de guitarra preenchendo os espaços. Vale a pena conferir!
33) Then. Outra faixa que considero das melhores do álbum. Esta já tem características do grunge e riot grrrl, lembra bandas como Babes in Toyland, ou até mesmo os primeiros do L7!
34) Guilty As Charged. Outra faixa que me agrada bastante, principalmente devido à melodia vocal que, apesar de não ser dos melhores, é, ainda assim, o destaque.
35) Profit And Loss. Outra faixa que considero das melhores da coletânea, a única com solo de guitarra! Esta já é bem mais embalada, bastante influência de skate punk.
36) No Reason. Outra faixa que contém influências do riot grrrl, apesar de menos acentuado que a faixa 33. O destaque está na caixa dobrada da bateria na parte B.
37) Lunacy. Aqui inicia o terceiro Ep do grupo, lançado em 1994. Esta é uma outra versão da faixa 32. Me agrada mais esta versão, mais embalada, mais skate punk.
38) Hated. Outra faixa bem bacana, que mantém as mesmas características da faixa anterior, porém não tão empolgante!
39) Listen Morons. Considero esta a melhor faixa da coletânea, com certeza a faixa mais veloz, porém esta é um cover, composta pelo grupo Toxic Waste, e lançada, originalmente, em 1987.
40) Plastic Bullets. Outro cover, também composição do grupo Toxic Waste, e também lançada, originalmente, em 1987. Esta faixa já não me agrada muito como a anterior, mas não é uma faixa ruim.
41) Manhunter. Aqui inicia o quarto Ep do grupo, lançado em 1994. Também considero esta uma das melhores faixas da coletânea, bem embalada, também com influências do skate punk.
42) Deaf, Dumb & Male. Inicia como um petardo, porém quando a voz inicia, a velocidade diminui, voltando a acelerar no refrão, que não é muito extenso.
43) Tribal Dreams. Outra versão para a faixa 31. Me agrada mais esta versão, mais veloz, a voz está mais bem trabalhada e o timbre dos instrumentos estão mais bacanas!
44) Little Wooden Gun. Aqui inicia o último álbum lançado pelo grupo, um álbum ao vivo, lançado em 1995. Versão ao vivo da faixa 19. As versões ao vivo estão bem fiéis às de estúdio, porém o vocal está mais desafinado e escrachado.
45) Belfast. Versão ao vivo para a faixa 22.
46) Manhunter. Versão ao vivo para a faixa 41.
47) Just An Error. Versão ao vivo para a faixa 23. Me agrada bastante esta versão!
48) Lunacy. Versão ao vivo para as faixas 32 e 37. Acho esta versão um pouco bagunçada, considero a pior das três versões. O que irrita são os gritos que ficam ao fundo, realmente conseguem estragar.
49) Profit And Loss. Versão ao vivo para a faixa 35. Os gritos ao fundo continuam e, mais uma vez, conseguem estragar a versão! É muito irritante!
50) Tribal Dreams. Versão ao vivo para as faixas 31 e 43. Mais uma vez os gritos ao fundo continuam e, mais que nas faixas anteriores, aqui eles estragam demais! Talvez pelo fato de a composição ser mais intimista.
51) Hiroshima. Versão ao vivo para a faixa 1. Aqui os gritos param, e esta versão é mais bacana que a original.
52) Plastic Bullets. Versão ao vivo para a faixa 40.
53) Listen Morons. Versão ao vivo para a faixa 39.
54) Anti-War. Versão ao vivo para a faixa 21. Me agrada mais esta versão, principalmente devido à voz, que está mais afinada.
55) Another Filled Hole. Versão ao vivo para a faixa 10. Me agrada mais esta versão do que a original.
56) Democracy. Versão ao vivo para as faixas 3 e 11.
57) Deaf, Dum & Male. A coletânea finaliza com a versão ao vivo para a faixa 42.
Ouça a coletânea e conheça o preto e branco!

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