quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Cramps - Look Mom No Head! (1991)

GÊNERO: Psychobilly
ORIGEM: EUA (Sacramento-S.C. / Califórnia)
FORMAÇÃO:
Lux Interior (Vocal)
Poison Ivy (Guitarra)
Slim Chance (Baixo)
Jim Sclavunos (Bateria)
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Este é o quinto álbum de estúdio do grupo, lançado pelo selo Restless. É um bom álbum, com músicas muito boas e outras boas, mantendo aquela mesma característica do grupo, que é um som que mistura punk rock com rockabilly, surf music, blues e country e muita expressão, principalmente por causa da voz. As músicas não são muito aceleradas, mas não possui nenhuma música ruim. Existem 4 faixas que são cover, e uma delas conta com uma participação especial nos vocais. Sem muito o que falar, pois o nome do grupo já fala por si só! Considerado por muitos como os pais do psychobilly! Não deixe de ouvir!
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FAIXA A FAIXA:
1) Dames, Booze, Chains And Boots. O álbum abre com a música de trabalho, a qual possui videoclip de divulgação. É uma composição bem rockabilly, harmonia clássica do gênero além de riffs de guitarra também bem característicos. A melhor escolha para a música de trabalho, com certeza.
2) Two Headed Sex Change. Considero esta a melhor faixa do álbum, uma das mais embaladas, mas principalmente devido ao refrão, excelente! A parte A tem um clima bem diferente do refrão, o que acaba destacando bem as partes. Vale a pena conferir!
3) Blow Up Your Mind. Considero esta faixa uma das melhores do álbum, também com um clima bem interessante, principalmente devido à guitarra, enquanto o refrão já embala mais, principalmente devido à caixa dobrada.
4) Hardworkin' Man. Eis que chega o primeiro cover do álbum! Esta é uma composição de Jack Nitzsche, Paul Schrader, e Ry Cooder, gravada para a trilha do filme Blue Collar, de 1978, dirigido por Schrader e creditado para Captain Beefheart, o cantor. É um blues à la Hoochie Coochie Man, ou Bad To The Bone, bem semelhante mesmo. O curioso é o ostinato, que se mantém durante toda a faixa, de um som metálico, realmente hipnotizante!
5) Miniskirt Blues. Outro cover! Desta vez a composição é de Simon Stokes, gravada originalmente pelo grupo Flower Children, em 1967. Esta é a faixa que conta com a participação de Iggy Pop nos vocais. A faixa mais adequada para a participação do cantor, já que esta soa semelhante às gravações de sua carreira solo neste mesmo período.
6) Alligator Stomp. Uma faixa que tem conotações bem country, mantendo um certo embalo, principalmente devido à caixa dobrada. O vocal é executado com drive, e, muitas vezes, soa mais falado do que cantado.
7) I Wanna Get In Your Pants. Esta faixa soa muito como o clássico Summer Nights, trilha de Grease! Porém com a expressão Cramps de tocar! O vocal volta a ficar intimista mais uma vez!
8) Bend Over, I'll Drive. Outra faixa bem bacana, com a harmonia padrão do rockabilly, esta soa bem surf music. O embalo da bateria com o toque duplo na caixa reforça esta sensação. Porém nada alegre, pelo contrário, tudo muito obscuro.
9) Don't Get Funny With Me. Um shuffle! Se tivesse que resumir em uma palavra, seria essa. O clássico rockabilly dos anos 50 / 60, incluindo o efeito percussivo do shuffle, não com o contrabaixo, mas com a bateria. Bem interessante a faixa!
10) Eyeball In My Martini. Com certeza a faixa mais embalada do álbum, e outra que considero das melhores! O refrão é sensacional, bem como o riff da guitarra na introdução. A troca rápida entre dois acordes, na parte A, dá uma sensação bem bacana. Talvez a faixa mais psychobilly de todo álbum!
11) Hipsville 29 B.C.. O terceiro cover do álbum! E outra faixa que considero das melhores! Esta é uma composição de Don Turnbow, gravada originalmente pelo grupo Sparkles, em 1967. O riff da guitarra é o grande destaque na minha opinião.
12) The Strangeness In Me. O álbum finaliza com mais um cover! Composição de Ellis Mize, gravada originalmente pelo grupo Runabouts. Como Lux e Poison eram grandes pesquisadores e colecionadores de Lp's, geralmente as versões são de artistas obscuros e pouco conhecidos, por isso, não encontrei informação suficiente sobre esta composição. Com certeza a pior faixa do álbum, um shuffle / blues bem lento, mas com um tremolo ligado o tempo todo, que é o grande destaque.
Ouça o álbum e fale: veja mãe, sem cabeça!

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